segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A decandência do Anglicanismo


Anglicanos ontem

Anglicanos hoje
[...]
 
Os anglicanos acham-se herdeiros dos católicos ingleses que já existiam desde Santo Agostinho de Cantuária, mas na verdade, como denominação, surgem apenas na Reforma.
 

Os anglicanos costumam considerar-se "católicos anglicanos", em contraposição a nós, "católicos romanos". Isso porque, de um lado, o termo "anglicano" significa, literalmente, "inglês"; por outro, crêem que a Reforma na Inglaterra tenha sido apenas um cisma, não uma heresia. Daí considerarem (especialmente, a High Church) que mantêm a Sucessão Apostólica.

São católicos? Evidente que não! Aliás, sequer são igreja no sentido estrito do termo, visto lhes faltar a Sucessão Apostólica. São, pois, protestantes, ainda que em "vestes católicas". Sua teologia é protestante (ainda que com resquícios católicos), e sua liturgia é bem próxima da católica (embora INEFICAZ e NULA sua "missa", pois lhes falta Sucessão Apostólica). Em algumas igrejas mais anglo-católicas, o culto é belíssimo, com cantos do Uso de Sarum (antigo rito inglês anterior a Trento), trechos em latim, muitas vestes lindas, incenso etc.

São protestantes em com certos resquícios católicos. Mas tais resquícios, frise-se, NÃO os torna católicos.
 
Nem sequer estão em cisma (como os "ortodoxos"), porém em heresia. Apesar de chamarem seus líderes de Bispos, falta-lhes o essencial: a Sucessão Apostólica.

A Sucessão Apostólica é a linha que liga um Bispo validamente sagrado a um dos Apostólos. Tal linha se dá através do sacramento da Ordem em seu máximo grau, o episcopado.

Ora, todo sacramento tem matéria, forma, ministro e intenção. Para que a Igreja Anglicana, pois, tenha um legítimo sacramento da Ordem, e, portanto, um verdadeiro episcopado, para inserir-se na Sucessão Apostólica, precisamos analisar o rito pelo qual os anglicanos pretendem conferir as ordenações.

É possível que nos primórdios, a Igreja Anglicana, que era apenas um cisma, conservasse a Sucessão Apostólica e a tenha passado adiante. Possuía verdadeiros Bispos, e eles sagraram outros segundo o rito romano levemente alterado para receber fórmulas do antigo rito celta (ou uso de Sarum). Nesse rito, estavam previstas a forma e a matéria autênticas, e o ministro era válido (um Bispo), bem como havia ainda a intenção de, pela Ordem, dar sacerdotes à Igreja. Era apenas um cisma, não uma heresia.

Com o novo Ordinale do rei Eduardo, composto por Thomas Cranmer, as coisas se modificaram. Ainda existiam Bispos válidos (em cisma, ilícitos, mas válidos), e talvez alguns até tivessem a intenção de dar sacerdotes pela Ordem. Todavia, não estavam mais previstas, no novo rito, a forma e a matéria válidas. Mais ainda: a própria intenção de, pela Ordem, conferir o sacerdócio, não estava presente em todos os Bispos ordenantes, de vez que a heresia protestante dominava boa parte da Igreja Anglicana da época.

Assim, havia dois grupos: o dos Bispos que tinham mentalidade católica e o dos que tinham mentalidade protestante. Os Bispos "católicos" não ordenavam validamente por defeito de forma e de matéria. Os Bispos "protestantes" não ordenavam validamente por defeito de forma, de matéria e também de intenção.
 
Portanto, dessa geração de Bispos válidos, a Sucessão Apostólica não passou. Os Bispos válidos não puderam conferir verdadeiro sacerdócio aos seus ordenandos. A linha da Sucessão se perdeu.
 
 
Com a morte do último Bispo válido da Igreja Anglicana, ela perdeu a Sucessão Apostólica.

Em conseqüência, a partir de então, nem mais Bispos válidos tiveram. E, assim, além dos defeitos de forma, matéria e intenção, outro se lhe juntou: o de ministro.

Com o tempo, algumas reformas foram feitas na liturgia anglicana e alguns defeitos de forma e de matéria foram supridos em certos livros litúrgicos. Contudo, resta ainda o problema da intenção e do ministro, de vez que grande parte do anglicanismo não acredita no sacerdócio hierárquico (e, portanto, não tem intenção de ordenar sacerdotes, mas meros pregadores, ministros religiosos, administradores de sacramentos) e também porque perderam o episcopado.

Enfim, não há Sucessão Apostólica na Igreja Anglicana por defeito de forma (mesmo que alguns usem ritos nos quais ela é suprida, isso não é maioria), de matéria (idem), de intenção (ainda que alguns ramos anglo-católicos da High Church tenham verdadeira intenção de dar sacerdotes, essa crença não é geral, até porque os 39 Artigos de Religião têm uma compreensão distinta), e de ministro (ainda que tivessem válida forma, válida matéria, e válida intenção, faltam-lhes válidos Bispos para "passar adiante" a Sucessão).

Não foi outra a conclusão da Bula Apostolicae Curae, de Leão XIII:

"Por isto, e aderindo estritamente, neste caso, aos decretos dos pontífices, nossos predecessores, e confirmando-os mais completamente, e, como o foi, renovando-os por nossa autoridade, de nossa própria iniciativa e de conhecimento próprio, pornunciamos e declaramos que as ordenações conduzidas de acordo com o rito Anglicano foram, e são, absolutamente nulas e totalmente inválidas." (Papa Leão XIII, Bula Apostolicae Cureae, 36)
http://www.papalencyclicals.net/Leo13/l13curae.htm
A Igreja Anglicana oficial, no Brasil, é a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, em comunhão com Cantuária e com todas as Igrejas Anglicanas oficiais do mundo.

Além da Comunhão Anglicana, que reconhece a primazia de honra da Sé de Cantuária (sé primacial da Igreja da Inglaterra - anglicana), existem outras comunhões: a Comunhão Anglicana Independente, o Movimento Anglicano Continuante etc. São igrejas que se separaram de Cantuária e das respectivas Igrejas Anglicanas oficiais por entenderem-nas heterodoxas ou com práticas contrárias à sua doutrina. São o cisma do cisma, a separação dos já hereges.

Entre essas anglicanas "separadas", há a Igreja Anglicana Continuante, a Igreja Anglicana Católica, a Igreja Anglicana Livre, a Igreja Anglicana Ortodoxa, algumas delas com presença no Brasil.

Lembro, entretanto, que a o termo "católica" é usado não só pela Igreja Anglicana Católica (essa seita que saiu do anglicanismo oficial), mas pela Igreja Anglicana ligada à Cantuária também.
 
 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Anglicanos, quem são eles?

Anglicanos, quem são eles?


Os anglicanos eram de início, um mero cisma e nesse momento tinham a sucessão. Mais tarde, ao aderirem princípios do protestantismo, perderam a intenção de fazer o que a Igreja faz e, além disso, usaram por certo período uma forma inválida.

Portanto, o troco central do anglicanismo não tem sucessão por uma falha de forma e intenção. Digo o "tronco central" porque após as declarações de Roma no século XIX verificando a invalidade das ordens anglicanas, pequenos grupos anglo-católicos conseguiram a sucessão por meio de "ortodoxos" ou vétero-católicos com sucessão.

Foi São Gregório Magno que mandou um de seus monges – Santo Agostinho de Cantuária (que não é o famoso Santo Agostinho, bispo de Hipona, na África) catequizar os anglos. Santo Agostinho se tornou o grande Apóstolo da Inglaterra, Arcebispo de Canterbury, e primaz da Inglaterra.

Os reis ingleses, desde muito cedo, tentaram dominar a Igreja. Para isto se aproveitavam das dificuldades de comunicação com Roma, para se apossarem de bens da Igreja, e pretenderem dar a investidura aos Bispos, direito que é do Papa. Essa tentativa de dominar a Igreja na Inglaterra causou perseguições a Santo Anselmo, assim como o assassinato de São Thomas Becket. (ambos arcebispos de Cantuária).

São Tomás Becket sofreu exílio durante anos, para não ceder às pretensões regalistas do Rei Henrique II. Quando o próprio Papa Alexandre III cedeu às intrigas do rei, São Thomas Becket teve que voltar à Inglaterra, sabendo que o rei o mataria. E foi o que aconteceu. São Thomas Becket foi assassinado na própria catedral de Canterbury.

Foi martirizado por defender os direitos do Papa e as imunidades da Igreja, frente as pretensões absolutistas do rei Henrique II da dinastia Plantageneta. Isso foi no século XII. As tendências regalistas dos reis da Inglaterra prosseguiram. A decadência do poder papal cresceu a partir do século XIV, quando os reis da França forçaram os Papas a residirem em Avignon.

Inglaterra e Alemanha passaram a ver o Papa como um mero capelão do rei da França e não mais como juiz imparcial entre as nações da Cristandade. Este foi um dos motivos que auxiliaram a Alemanha e a Inglaterra a caírem na heresia e no cisma, pela Reforma, no século XVI.

O nascimento da pseudoigreja anglicana foi motivado, em primeiro lugar, pelo desejo do Rei Henrique VIII de se divorciar de sua esposa Catarina de Aragão.

Essa rainha era filha dos reis de Espanha, Isabel de Castela e Fernando de Aragão, e ela se casara, com o Rei da Inglaterra, irmão de Henrique VIII, mas esse rei morreu sem consumar o casamento com ela.

Inglaterra e Espanha, então, pediram ao Papa que concedesse licença a Henrique VIII, irmão e herdeiro do rei falecido e que não consumara o casamento com Catarina de Aragão, a casar-se com ela, afim de manter a aliança das duas nações.

Roma, tendo em vista que o casamento se dera apenas no papel, permitiu a Henrique VIII que se casasse com Catarina, visto que eles eram cunhados apenas documentalmente, e não realmente. Eles se casaram e tiveram uma filha, Maria Tudor, que será Rainha da Inglaterra.

O casal real não teve filhos homens, a rainha Catarina tendo sofrido várias perdas de gestação por aborto involuntário, é claro. Depois de quase trinta anos de matrimônio, Henrique VIII se apaixonou por uma mulher leviana e protestante, Ana Bolena, e pretendeu anular seu casamento com Catarina de Aragão, porque ela seria sua "cunhada".

Para isto ele pediu ao Papa que anulasse o seu casamento, assim como a licença que ele pedira a Roma – e que Roma dera – para casar-se com Catarina de Aragão. O Papa negou a Henrique VIII a nulidade de seu casamento com Catarina, reafirmando que o casamento fora legítimo.

Como o Papa não cedeu nem a subornos, nem a ameaças, o Rei Henrique VIII proclamou-se chefe supremo da Igreja na Inglaterra, concedeu a si mesmo o divórcio e a licença para casar-se com Ana Bolena (de cuja mãe ele fora amante). Casou-se com Ana Bolena, e foi excomungado por sua rebeldia contra Roma, por assumir a chefia da Igreja na Inglaterra.

Ele forçou o episcopado inglês a apoiá-lo. Só o Bispo de Exeter, João Fisher, resistiu e permaneceu fiel ao Papa. Henrique VIII cortou-lhe a cabeça, e o Papa proclamou São João Fisher mártir da Fé.
Outro martírio importante foi o de Thomas Morus, antigo Chanceler de Inglaterra, que não aceitou a usurpação da chefia da Igreja por Henrique VIII, e nem o divórcio do Rei.

Henrique VIII decapitou Thomas Morus, que o Papa, por isso, elevou aos altares como mártir. Houve uma perseguição enorme contra aqueles que se mantinham fiéis ao Papa, havendo inúmeros martírios de sacerdotes e de leigos.

O Rei teve de Ana Bolena uma filha, Isabel, que vai ser a rainha que consolidará o cisma e a heresia anglicana. Entretanto, o Rei não ficou muito tempo com Ana Bolena. O fato de que ela não teve um filho, como o rei queria, e o fato de que o rei já não tinha paixão por ela, levaram-no a querer se livrar dela.

Isso não foi difícil.

O Rei se aproveitou de provas das ligações sexuais de Ana Bolena com cortesãos – ele a acusou até de ser amante do próprio irmão dela – para condená-la à morte por adultério. O Rei se casou seis vezes, tendo matado várias de suas amantes. A última só se salvou do patíbulo, porque o rei morreu antes.

A coroa inglesa foi herdada pela legítima filha de Henrique VIII e Catarina de Aragão, Maria Tudor, que era católica, e que fez a Inglaterra voltar à união com Roma. Ela se casou com o Rei da Espanha Felipe II, mas eles não tiveram filhos.

A filha bastarda de Henrique VIII e de Ana Bolena, Isabel, era protestante secretamente, e como ela pretendia ter direito à Coroa – e os anglicanos esperavam que ela subisse ao trono e rompesse, de novo, com Roma – a Rainha Maria Tudor a manteve sob vigilância, e, depois presa.

Felipe II, esposo da Rainha Maria Tudor, se interessou por Isabel, quis conhecê-la, e quando a conheceu, apaixonou-se por ela. Desde então, vendo que Maria Tudor não teria filhos porque já era muito velha, planejou casar-se com Isabel, para manter a aliança com a Inglaterra e manter esse país unido a Roma católica.

Quando Maria Tudor descobriu que Isabel se envolvera numa conspiração para matar a rainha e assumir a coroa, a Rainha quis condenar Isabel à morte, mas Felipe II não permitiu que isso ocorresse, protegendo Isabel.

Ao morrer a Rainha Maria Tudor, o trono inglês deveria ter passado para Maria Stuart, Rainha católica da Escócia, mas Felipe II favoreceu Isabel, e foi esta que subiu ao trono inglês.

Inicialmente, Isabel I, procurou disfarçar sua verdadeira posição religiosa, que só foi revelando aos poucos. Quando se sentiu firme no poder, ela rompeu, de novo, com o Papa, e restabeleceu o anglicanismo. Foi ela a verdadeira consolidadora da religião anglicana.
Quando o Papa tomou conhecimento dessa traição, excomungou Isabel como herege.

Felipe II procurou impedir – e durante certo tempo conseguiu fazer isso – que a notícia da excomunhão chegasse na Inglaterra, colocando a frota espanhola guardando o Canal da Mancha para impedir que qualquer navio levasse o decreto de excomunhão para a Inglaterra.

Ele fez pior. Procurou casar-se com Isabel, chegando a fazer o seu embaixador dizer a ela que, por amor dela, ele seria capaz de renunciar à Religião.

Graças a Deus, esse plano de casamento de Felipe II com Isabel I falhou.

Isabel nunca se casou. Passou à História inglesa com o epíteto de "a Rainha Virgem", apesar de ter tido onze amantes. Ela era feiticeira, e favoreceu a pirataria, tornado-se participante dos lucros dos piratas ingleses. Ela perseguiu os católicos de modo brutal.

Prendeu e matou sua prima Maria Stuart. Favoreceu o protestantismo por toda a parte.

Fez triunfar o anglicanismo na Inglaterra.

Texto de William Thomas Walsh, Felipe II, (Ed. Espasa Calpe, Madrid, 1958).

Estamos presenciando um momento histórico com a conversão em massa dos anglicanos pelo Ordinariato oferecido pelo Romano Pontifice. Rezemos por todos os anglicanos, por toda a Igreja e especialmente por Sua Santidade o Papa Bento XVI, gloriosamente reinante.

Que a união dos anglicanos descontentes à Igreja Católica sirva de exemplo para que outros cristãos separados também se incorporem à Una Sancta. "E haverá apenas um só rebanho e um só pastor!"

Espero que não demore o dia em que os ortodoxos estarão em plena comunhão com a Sé Romana.

PARA CITAR ESTE ARTIGO:

A liturgia anglicana tradicional. David A. Conceição, agosto de 2012, blogue Tradição em Foco com Roma.??????????

sábado, 15 de janeiro de 2011

Ereção do primeiro Ordinariato para ex-anglicanos e nomeação do Ordinário

EREÇÃO DO ORDINARIATO PESSOAL DE
NOSSA SENHORA DE WALSINGHAM
E NOMEAÇÃO DO PRIMEIRO ORDINÁRIO

No dia 15 de janeiro, a Congregação para a Doutrina da Fé, conforme determinado pela Constituição Apostólica Anglicanorum Coetibus, erigiu o Ordinariato Pessoal de Our Lady of Walshingham, no território da Conferência Episcopal de Inglaterra e Gales. Ao mesmo tempo, o Santo Padre nomeou primeiro Ordinário o Revmo. Pe. Keith Newton.

Revmo. Pe. Keith Newton


Frequentou a Alsop High School de Liverpool entre 1963 e 1970, realizando sucessivamente os estudos de Teologia no King's College da Universidade de Londres entre 1970 e 1973, onde obteve o diploma de Bachelor of Divinity e depois lhe foi conferido o título de Associate of King's College. Obtido o "Post Graduate Certificate of Education" junto ao Christ Church College de Cantuária em 1974, prosseguiu com a formação em vista do sacerdócio na Igreja da Inglaterra [anglicana] no St. Augustine's College de Cantuária.

Ordenado diácono em 1975 e presbítero em 1976 para a diocese anglicana de Chelmsford, desempenhou sua primeira função de vigário paroquial na Igreja de Santa Maria em Great Ilford. Em 1978 foi nomeado pároco no Wimbledon Team Ministry na diocese anglicana de Southwark. De 1985 a 1991 pôs-se a serviço da diocese de Southern Malawi, na província anglicana da África Central. Entre 1986 e 1991 foi decano da Catedral de São Paulo em Blantyre, Malawi. Regressou ao Reino Unido em 1991, na diocese anglicana de Bristol, e foi pároco em Knowle de 1992 a 2002, na paróquia de Holy Nativity.

Foi ordenado bispo anglicano em 7 de março de 2002 pelo arcebispo de Cantuária, George Carey, desempenhando de 2002 a 2010 o ministério de Bispo Sufragâneo de Richborough e a função de Visitador Episcopal Provincial na Província de Cantuária.

Juntamente com a esposa, foi recebido na plena comunhão com a Igreja Católica na Catedral de Westminster em 1º de janeiro de 2011 por S. Exa. Dom Alan Hopes [auxiliar de Westminster].

[Foi ordenado diácono em 13 de janeiro de 2011 e sacerdote católico em 15 de janeiro de 2011 por S. Exa. Dom Vincent Nichols, arcebispo de Westminster]

Fonte: Santa Sé
Tradução: OBLATVS  

sábado, 8 de janeiro de 2011

Ex-bispo anglicano espera emocionado sua ordenação como sacerdote católico

Por: ACI Digital

O ex-bispo anglicano, John Broadhurst, assinalou que espera o dia de sua ordenação como sacerdote católico no próximo 15 de janeiro com "emoção e trepidação" dedicando-se ao estudo do direito canônico da Igreja em que foi recebido no primeiro dia de 2011.


Em entrevista telefônica concedida ao grupo ACI este 5 de janeiro, Broadhurst comentou que esta quarta-feira "virtualmente revisamos todo o código". Suas aulas começaram no ano passado e seguirão inclusive depois de sua ordenação como presbítero católico.

Junto com este novo membro da Igreja Católica, outros dois ex-bispos anglicanos, Andrew Burnham e Keith Newton, renunciaram a essa denominação em 31 de dezembro para ingressar na Igreja Católica no dia 1 de janeiro deste ano em uma Missa na Catedral de Westminster.

Em sua opinião, o gesto do Papa Bento XVI através da constituição apostólica Anglicanorum coetibus -que estabelece o processo para que os anglicanos possam voltar para a comunhão com a Igreja Católica- é algo "que não tem precedentes".

"É uma forma completamente nova de lutar com os problemas das pessoas que estão fora da Igreja Católica e que desejam a reconciliação".

Em referência ao ordinariato –estrutura católica para os anglicanos conversos estabelecida pelo Papa– na Inglaterra e Gales, Broadhurst assinalou que "temos que pô-lo em marcha porque é uma tarefa transcendental". Também estimou que esta instituição permitirá que haja muitos mais conversos já que "há muitos interessados".

Broadhurst disse além disso que os anglicanos que estão ingressando na Igreja conhecem bem a doutrina católica e acha muito pouco provável que algo possa fazer que eles "decidam voltar".

"Acredito que não se pode assumir que os anglicanos da maioria de tradições não estejam familiarizados com o ensino da Igreja Católica quanto aos temas fundamentais. Quer dizer, não acredito que haja problemas com a fé. Não vejo que isso ocorra".

Ele e seus companheiros agora ex-anglicanos se aproximam de suas novas vidas como católicos "com emoção e trepidação".

Os três ex-bispos anglicanos serão ordenados diáconos no próximo 13 de janeiro e sacerdotes nos dia 15, conforme assinala um comunicado da Conferência Episcopal da Inglaterra e Gales. Adicionalmente, outros dois ex-bispos anglicanos retirados, Edwin Barnes e David Silk, serão ordenados "em seu devido momento".

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Mais um fruto do Anglicanorum Coetibus: cinco bispos anglicanos voltam ao seio da Igreja de Roma

O Bom filho à casa torna.

Cinco bispos pertencentes à Comunidade Anglicana decidiram se unir à Igreja Católica. O porta-voz da sala de imprensa do Vaticano, padre Federico Lombardi, confirmou a informação e disse que eles se sentem "obrigados a se demitirem de suas atuais atividades pastorais na Igreja da Inglaterra".



O Vaticano também informou que “está em estudo a constituição de um primeiro Ordenado, segundo as normas estáveis da Constituição Apostólica Anglicanorum Coetibus e que eventuais decisões em propósito serão comunicadas no tempo oportuno”.

Por meio de uma declaração conjunta, os cinco bispos - Andrew Burnham, Keith Newton, John Broadhurst, Edwin Barnes e David Seta – afirmaram terem seguido com interesse o diálogo entre anglicanos e católicos e considerarem a Constituição Apostolica Anglicanorum Coetibus um “instrumento ecumênico” fundamental para resgatar a unidade com a Santa Sé.

Os bispos disseram em conclusão que “se trata de uma unidade que é possível somente na comunhão da Eucaristia com o Sucessor de São Pedro”.

A Comissão da Conferência Episcopal Católica da Inglaterra e dos países Gales disseram, em nota assinada pelo monsenhor Alan Hopes, que pela atualização da Constituição apostólica Anglicanorum Coetibus também anunciou as boas vindas aos cinco bispos durante a reunião plenária.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Bispo anglicano anuncia sua passagem à Igreja Católica com seus seguidores


Bispo anglicano de Fulham, John Broadhurst
 Contra ordenação de "bispas"



Podemos dizer que é efeito da Viagem Apostólica de Bento XVI e de seu documento Anglicanorum Coetibus.Mais um para o índice de comunidades protestantes que voltam ao seio da Igreja de Cristo.Que Santa Terezinha continue fazendo chover sua chuva de rosas sobre a Inglaterra.
 
O bispo anglicano de Fulhan, na Inglaterra, John Broadhurst, anunciou que antes do fim deste ano renunciará ao seu cargo para poder fazer parte da Igreja Católica junto aos seus seguidores, explicando que uma das razões para esta decisão é a posição atual dos anglicanos a favor da ordenação de mulheres "bispas".

Conforme assinala o L’Osservatore Romano (LOR), Broadhurst fez este anuncio na sexta-feira passada em sua intervenção da assembléia nacional do grupo "Forward in Faith" (Adiante na fé) em Londres: "queridos meus fiéis, antes do fim do ano tenho a intenção de demitir de meu atual posto como bispo (anglicano) de Fulham. Além disso espero poder fazer parte do Ordinariato católico logo que seja estabelecido".

O LOR explica que o bispo anglicano Broadhurst "tem o cargo de proporcionar a cura pastoral das paróquias nas quais a maioria dos fiéis é contrária à ordenação de mulheres. Além disso desde o âmbito da diocese em Londres que está sob sua responsabilidade, também lhe são confiadas as paróquias anglicanas de Southwark e Rochester".

Broadhurst também comentou que espera passar à Igreja Católica da maneira mais simples possível e "espera ansioso saber se seu pedido de adesão será acolhido", precisando ademais que não renunciará à presidência da organização Forward in Faith, já que esta não depende da igreja anglicana em Grã-Bretanha.

Conforme assinala o jornal inglês Sunday Telegraph, o bispo disse também que diante da situação atual dos anglicanos "tenho a impressão de que não resta mais opção que abandonar a igreja (anglicana) e aceitar a oferta do Papa", apresentada na constituição apostólica Anglicanorum coetibus do Papa Bento XVI que explica o processo de passagem dos anglicanos que desejam fazer parte da Igreja Católica.

A igreja anglicana, disse o também esposo e pai de quatro filhos, "foi fascista em seu comportamento, marginalizando aqueles que se opõem à ordenação de mulheres"

O LOR assinala também que 40 membros da paróquia São Pedro em Folkstone, que faz parte do grupo Forward in Faith, "decidiram aderir-se ao próximo Ordinariato Católico".

De: ACI digital
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