quarta-feira, 9 de novembro de 2011

MATER ET CAPVT


Dentre as ricas e grandiosas em que se celebram majestosamente as cerimônias do culto após as perseguições, destaca-se logo no primeiro plano aquela cuja dedicação memoramos.

Situada no Monte Célio, o Palácio Lateranense pertencia então a Fausta, mulher de Constantino.Depois de se converter, o imperador legou-a ao Papa para domicílio privado, fundando anexa ao palácio a Igreja do Latrão que se tornou Mãe e Cabeça de todas as igrejas do mundo.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Encerrado o corpo do beato João Paulo II na capela de S. Sebastião

A procissão encabeçada pelo Arcipreste da Basílica, Cardeal Angelo Comastri, seguiu da Sacristia e deteve-se frente à Confissão de São Pedro [túmulo onde estão os restos mortais do Apóstolo] para um momento de oração, com a Ladainha dos Santos Pontífices, e dirigiu-se para a Capela de São Sebastião, onde já estava o caixão de João Paulo II sob o altar, mas ainda à vista.


Ao final da Ladainha, após a tripla invocação em canto de Beate Ioanne Paule, foi recitada a oração própria do novo Beato e feita a incensação. Então, os operários da Fábrica colocaram a grande lápide de mármore branco – com as palavras Beatus Ioannes Paulus PP. II – e fecharam o vão sob o altar, onde está depositado o caixão. Muitos dos presentes fizeram mais uma vez o ato de devoção de beijar a lápide, enquanto a assembleia expressou alegre comoção.

A breve cerimônia terminou em torno das 19h45. Estiveram presentes os Cardeais Angelo Sodano, Decano do Sagrado Colégio; Tarcisio Bertone, Secretário de Estado; Angelo Amato, Giovanni Coppa, Giovanni Lajolo, Giovanni Battista Re, Leonardo Sandri, e os Cardeais Franciszek Macharski e Stanisław Dziwisz, sucessores do Cardeal Wojtyła na Sé de Cracóvia. Da mesma forma, estiveram presentes os Arcebispos Fernando Filoni, Dominique Mamberti e Mieczysław Mokrzycki, ex-vice-secretário pessoal de João Paulo II. Também assistiu a cerimônia o postulador, monsenhor Sławomir Oder, e entre as religiosas estava naturalmente presente a Irmã Tobiana Sobódka e algumas outras irmãs do apartamento pontifício.

Desde as 7h (horário de Roma) desta terça-feira, os fiéis que entram na Basílica podem venerar o Beato na colocação definitiva, junto à Capela de São Sebastião.

Oração própria do Beato João Paulo II
(segundo a Liturgia das Horas)

Ó Deus, rico de misericórdia, que escolhestes o Beato João Paulo II para governar a Vossa Igreja como Papa, concedei-nos que, instruídos pelos seus ensinamentos, possamos abrir confiadamente os nossos corações à graça salvífica de Cristo, único Redentor do homem. Ele que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Dedicação das Basílicas de São Pedro e São Paulo


Segundo a tradição, o martírio de São Pedro teve lugar nos jardins de Nerón no Vaticano, onde se construiu o Circo de Calígula e se afirma que foi sepultado perto daí. Alguns autores sustentam que, no ano 258, transladaram temporalmente as relíquias de São Pedro e São Pablo a uma catacumba pouco conhecida chamada São Sebastião a fim de evitar uma profanação, mas anos depois, as relíquias foram transladadas ao lugar em que se achavam antes.

No ano 323, Constantino começou a construir a basílica de São Pedro sobre o sepulcro do Apóstolo. Permaneceu idêntica por dois séculos, e pouco a pouco os Papas foram estabelecendo junto a ela, ao pé da colina Vaticano, sua residência, depois do desterro de Aviñón. Em 1506, o Papa Julho II inaugurou a nova Basílica projetada por Bramante. A construção durou 120 anos. A nova basílica de São Pedro, tal como se vê hoje, foi consagrada por Urbano VIII em 18 de novembro de 1626, e o altar maior foi construído sobre o sepulcro de Pedro.

O martírio de São Paulo aconteceu a 11 quilômetros do de São Pedro, em Aquae Salviae (atualmente Tre Fontane), na Via Ostiense. O cadáver foi sepultado a três quilômetros daí, na propriedade de uma dama chamada Lucina.

A grande Igreja de São Paulo Extramuros foi construída principalmente pelo imperador Teodosio I e o Papa São Leão Magno. Em 1823 foi consumida por um incêndio. Reconstruiu-se, fazendo uma imitação da anterior e foi consagrada pelo Papa Pio IX em 10 de dezembro de 1854, mas a data de sua comemoração se celebra neste dia, como o faz notar o Martirologio.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Terribilis est locus iste.



(Estas palavras foram pronunciadas por Jacó, ao acordar de um sonho em que viu uma escada ligando o Céu à Terra, e os Anjos de Deus subindo e descendo nela.)

Terribilis est locus iste: hic domus Dei est et porta caeli: et vocábitur aula Dei.Quam dilécta tabernacula tua, Dómine virtutum! concupíscit, et déficit ánima mea in átria Dómini.

A Igreja templo de pedra é a imagem da cidade dos Céus, nova Jerusalém, feita de pedras vivas que se vai erguendo de idade em idade até o fim dos tempos.

Dedicação da Basílica do Santíssimo Salvador


De entre as ricas e grandiosas em que se celebram majestosamente as cerimônias do culto após as perseguições, destaca-se logo no primeiro plano aquela cuja dedicação memoramos.

Situada no Monte Célio, o Palácio Lateranense pertencia então a Fausta, mulher de Constantino.Depois de se converter, o imperador legou-a ao Papa para domicílio privado, fundando anexa ao palácio a Igreja do Latrão que se tornou Mãe e Cabeça de todas as igrejas do mundo.No dia 4 de novembro de 324, S.Silvestre consagrou-a com o título de basílica do Santíssimo Salvador.Foi a primeira consagração pública de uma igreja.Muito depois, já no séc.XII, foi dedicada a São João Batista, a quem já era dedicado o batistério adjacente, e daí se ficou a chamar basílica de S.João do Latrão.Nesta basílica e no palácio foram feitos, desde o século IV ao XVI, mais de 25 Concílios, dos quais 5 foram ecumênicos.Lá se desenvolveram as principais solenidades do ano litúrgico.Lá se ordenava os presbíteros, se conferia o Batismo ao catecúmenos no dia de Páscoa e lá se dirigiam as procissões durante a oitava.

Lá se encontra a Cátedra do Bispo de Roma, ou seja, a basílica de São João de Latrão é a Catedral do  Papa, a Igreja das igrejas.

O aniversário desta consagração, dedicação, foi fixado como dia 9  de novembro.

O interior da antiga basílica — o imperador Constantino adornou a antiga basílica monumental com ouro, prata, mosaicos. Tratava-se de uma basílica tradicional com quatro naves com colunas, transeptos e ábside. Em toda a largura, havia uma espécie de átrio (atrium) quase quadrado para servir como local de meditação e purificação. Quinze colunas de mármore da Numídia separavam a ampla nave central das laterais, e cada amplo arco tinha 4 m. de largura. Um arco triunfal em altas pilastras marcava o limite entre a nave e o transepto com o altar no centro. Na ábside, atrás, ficava a cadeira papal, elevada. As naves não eram abobadadas, e as traves de madeira do teto ficavam expostas como se deduz ao ver o afresco em S. Martino ai Monti, que mostra o interior da velha basílica.


Ao redesenhar a igreja em 1650, Borromini recebeu ordem do papa para criar uma igreja moderna, mas manter-se tanto quanto possível fiel à antiga estrutura de Constantino. Reduziu as 14 arcadas da nave central a cinco apenas, colocadas entre altos pilares enquadrados por pilastras colossais, e inserindo janelas acima delas. Nas paredes entre os pilares colocou nichos emoldurados por colunas, e enormes estátuas dos Apóstolos foram ali colocadas entre 1703 e 1719 graças a doadores generosos. Os nichos são coroados por relevos em estuque que mostram cenas do Antigo e do Novo Testamento, e medalhões pintados com retratos dos profetas. Comparados com as delicadas estruturas do apogeu do Barroco, quase todas em estuque branco, os tetos em madeira executados durante o pontificado do papa Pio IV (1559-1565), mantidos por ordem do papa Inocêncio X, dão impressão de pesados, maciços. Borromini também acrescentou capelas às naves laterais, e ao contrário da velha basílica longitudinal, a atual parece mais ampla, mais larga.

Um dos trabalhos mais importantes é o altar papal, no qual apenas o papa pode celebrar a Eucaristia. Contém a ara em madeira do altar onde, segundo a tradição, os primeiros bispos de Roma celebravam missa. Acima, ergue-se o tabernáculo, adornado com afrescos e esculturas. Pode ter sido desenhado por Giovanni di Stefano, de Siena, entre 1367 e 1370, mas foi muito restaurado em 1851. As flores-de-lis são referência ao patrono, rei Carlos V de França. Na parte superior vêem-se bustos de S. Pedro e S. Paulo, de prata dourada, os quais, na Idade Média, se acreditava conterem as próprias cabeças dos Apóstolos. Na confessio, abaixo do altar, está o túmulo do papa Martinho V (pontificado de 1417 a 1431) feito por Simone di Giovanni Ghini cerca do ano 1443. Nesta igreja, em 1417, Martinho V deu por findo o Grande Cisma.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...