quinta-feira, 6 de junho de 2013
sábado, 2 de março de 2013
Pe. Zuhlsdorf: O resgate da liturgia solene
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Caio Vinícius
Entrevista com o Padre John Zuhlsdorf
Por Marcio Antonio Campos
Fonte: Gazeta do Povo, Curitiba
Para restaurar a sacralidade da missa, desfigurada por invenções locais alheias ao senso litúrgico da Igreja, Bento XVI resolveu, em 2007, liberar a celebração da missa tridentina, que era a norma na Igreja até 1969. Essa é a avaliação de um dos principais blogueiros de liturgia do mundo, o padre americano John Zuhlsdorf. Ele discorda da avaliação de muitos especialistas, para os quais a liberação da missa tridentina seria meramente um gesto de boa vontade para buscar o fim do cisma dos tradicionalistas da Sociedade São Pio X. Zuhlsdorf, que mantém o blog What does the prayer really say? (www.wdtprs.com), concedeu entrevista por e-mail à Gazeta do Povo.
Qual o papel da liturgia para Bento XVI?
O culto a Deus pela liturgia sempre foi central em seu pensamento. Ele escreveu muito sobre o tema.
Ratzinger liga a crise da Igreja à crise da liturgia. Como elas se relacionam?
Deus está no topo da hierarquia dos nossos afetos. Se nossa relação com Deus está distorcida, defeituosa ou inadequada, todos os nossos relacionamentos serão distorcidos, defeituosos ou inadequados. Se nosso culto a Deus não é adequado ou agradável a Ele, enfraquecemos todos os outros aspectos de nossa vida. Nenhuma esfera da vida da Igreja pode estar bem se o culto litúrgico da Igreja não estiver saudável. Isso significa que precisamos rezar e adorar a Deus, como Igreja, da maneira como a própria Igreja determina que devemos fazê-lo. E precisamos manter uma continuidade com a forma como a Igreja sempre rezou. Essa continuidade é quebrada quando decidimos fazer as coisas de acordo com nossos próprios critérios, alterando incorretamente o modo de adorar e rezar. Assim fazemos mal a nós e a todos, porque estamos nisso juntos.
Quais as principais contribuições de Bento XVI para a liturgia?
Sua principal contribuição para o Novus Ordo (a missa celebrada atualmente) é, acima de tudo, a permissão para a celebração da missa tridentina na forma antiga, com o “motu proprio” Summorum pontificum. Parece paradoxal, mas não é. A celebração da forma mais tradicional lado a lado com o Novus Ordo cria uma atração gravitacional sobre como a forma nova é celebrada, no sentido de haver maior solenidade. O uso da missa tradicional, que está crescendo, ajudará a“curar” o culto e direcioná-lo para a continuidade com a herança católica e com o modo como a Igreja quer que celebremos.
A missa tridentina ganhou força com Bento XVI, mas ainda está disponível para uma minoria bem restrita. Ela permanecerá assim?
Pequenas minorias podem fazer coisas grandiosas. Além disso, o número de pessoas que frequentam a missa tradicional cresce lentamente, mas de forma consistente. Pelo menos nos Estados Unidos, jovens padres e seminaristas vêm se interessando pela missa tridentina. À medida que eles vão assumindo paróquias, veremos um aumento no interesse por parte dos fiéis também.
Bento XVI também usou as missas papais para mandar mensagens sobre a maneira como ele quer ver a missa ser celebrada…
Sim, é importante a ação humilde, mas clara, do papa. Ele ensina pelo exemplo e pelo convite, em vez da imposição. Ele vem tentando trazer a Igreja de volta ao culto ad orientem (voltado para o oriente), e por isso pede que os altares tenham o crucifixo no centro, mesmo quando o padre está de frente para os fiéis. É um arranjo provisório na direção de colocar padre e fiéis juntos, voltados para a mesma direção, para o crucifixo, para o “oriente litúrgico”.Esta é a melhor forma de expressar nossa esperança e anseio pelo Senhor. O papa também vem promovendo a comunhão de joelhos e diretamente na boca, que é a forma adequada de nos aproximarmos do Senhor Eucarístico. Esses são os exemplos mais importantes.
Qual o papel do monsenhor Guido Marini, mestre de cerimônias pontifícias, nesse processo?
O monsenhor Marini entende muito bem a visão que o Santo Padre tem do culto litúrgico, e trabalhou para implementá-la. Ele tem feito um ótimo trabalho e espero que o próximo papa o mantenha no cargo.
Por que demora tanto para as mudanças e sugestões do papa serem aceitas nas dioceses e paróquias?
Porque é muito mais fácil demolir um prédio que construí-lo. Mas a geração dos que foram animados pelo chamado “espírito do Vaticano II”, oposto aos seus documentos, está passando. Uma nova geração está assumindo posições de liderança e não tem a bagagem desse entendimento torto do Concílio, o que Bento XVI chamou de “hermenêutica da ruptura”. A nova geração quer a continuidade e está bem aberta ao que o papa vem fazendo.
Visto em: Da Mihi Animas
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Canto das Kaléndas
Postado por
Paulo Roberto
Octávo Kaléndas ianuárii. Luna undecima.
Innúmeris transáctis sæculis a creatióne mundi,
quando in princípio Deus creávit cælum et terram
et hóminem formávit ad imáginem suam;
permúltis étiam sæculis, ex quo post dilúvium
Altíssimus in núbibus arcum posúerat, signum fœderis et pacis;
a migratióne Ábrahæ, patris nostri in fide, de Ur Chaldæórum sæculo vigésimo primo;
ab egréssu pópuli Ísrael de Ægýpto, Móyse duce, sæculo décimo tértio;
ab unctióne David in regem, anno círciter millésimo;
hebdómada sexagésima quinta, iuxta Daniélis prophetíam;
Olympíade centésima nonagésima quarta;
ab Urbe cóndita anno septingentésimo quinquagésimo secúndo;
anno impérii Cæsaris Octaviáni Augústi quadragésimo secúndo; toto Orbe in pace compósito,
Iesus Christus, ætérnus Deus æterníque Patris Fílius,
mundum volens advéntu suo piíssimo consecráre,
de Spíritu Sancto concéptus, novémque post conceptiónem decúrsis ménsibus,
in Béthlehem Iudæ náscitur ex María Vírgine factus homo:
Natívitas Dómini nostri Iesu Christi secúndum carnem.
domingo, 21 de outubro de 2012
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
A grande catolicidade nos anglicanos convertidos
Postado por
Caio Vinícius
Por Americatho | Tradução: Fratres in Unum.com
A igreja de São José, de Scranton (Pensilvânia), foi concedida por Dom Joseph Bambera, Bispo de Scranton, para se tornar a Paróquia de São Tomás More, do Ordinariato Pessoal da Cátedra de São Pedro, criado em aplicação à Constituição Apostólica Anglicanorum Coetibus, destinada a acolher os anglicanos (ou episcopalianos, nos Estados Unidos) na plena comunhão da Igreja Católica. A cerimônia de inauguração foi realizada em 18 de agosto. O que é muito interessante notar são as numerosas mudanças na arquitetura interior desta igreja: o velho altar [mesa] no centro do santuário foi removido e substituído por um altar-mor clássico, altares laterais reconstituídos, mesa da comunhão criada, etc. As missas agora sempre são celebradas ad orientem. Este não é o primeiro exemplo nos Estados Unidos. Veja, em duas fotos, o antes e depois da igreja…
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| Antes |
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| Depois |
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Fotos da Santa Missa de Páscoa dos Militares, celebrada pelo seu ordinário auxiliar.
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Paulo Roberto
segunda-feira, 30 de abril de 2012
A Beleza da Liturgia Católica (I)
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Caio Vinícius
A beleza da Liturgia Moderna Papal
Como prometido voltamos a publicar vídeos sobre a Liturgia Católica. Iniciaremos uma série de postagens retiradas do canal ,no youtube, de CAEREMONIALE ROMANM.
terça-feira, 6 de março de 2012
La Concelebración Eucarística. Del Símbolo a la Realidad
Postado por
Caio Vinícius
Intervención del cardenal Cañizares en la Universidad de la Santa Cruz de Roma
El cardenal Antonio Cañizares intervino en la presentación del libro de monseñor Guillaume Derville La concelebración eucarística. Del símbolo a la realidad, en la Universidad Pontificia de la Santa Cruz de Roma, este lunes 5 de marzo. Ofrecemos la intervención del cardenal Cañizares.
*****
“Jesús se llevó con él a Pedro, a Santiago y a Juan, y los condujo, a ellos solos aparte, a un monte alto y se transfiguró ante ellos. Sus vestidos se volvieron deslumbrantes y muy blancos; tanto, que ningún batanero en la tierra puede dejarlos así de blancos. Y se les aparecieron Elías y Moisés, y conversaban con Jesús. Pedro, tomando la palabra, le dice a Jesús: -Maestro, qué bien estamos aquí; hagamos tres tiendas: una para ti, otra para Moisés y otra para Elías” (Mc 9, 2-5).
Ayer, segundo domingo de Cuaresma, la liturgia proclamaba las palabras que acabo de leer. Palabras que pienso pueden servir de marco, de introducción, en esta presentación del libro de monseñor Guillaume Derville, publicado por Palabra, La concelebración eucarística. Del símbolo a la realidad [La concélébration eucharistique. Du symbole à la réalité, publicado por Wilson & Lafleur en su colección Gratianus].
Al evocar el relato de la transfiguración brotan espontáneas en nuestra mente las palabras: gloria, fulgor, belleza. Son expresiones que se aplican directamente a la liturgia. Como recuerda Benedicto XVI la liturgia está intrínsecamente vinculada con la belleza. De hecho “La verdadera belleza es el amor de Dios que se ha revelado definitivamente en el Misterio pascual”1.
La expresión “Misterio pascual” sintetiza el núcleo esencial del proceso de la Redención, es el culmen de la obra de Jesús. A su vez, la liturgia tiene como contenido propio esta “obra” de Jesús, porque en ella se actualiza la obra de nuestra Redención. De ahí que la liturgia, como parte del Misterio pascual, sea “expresión eminente de la gloria de Dios y, en cierto sentido, un asomarse del Cielo sobre la tierra. El memorial del sacrificio redentor lleva en sí mismo los rasgos de aquel resplandor de Jesús del cual nos han dado testimonio Pedro, Santiago y Juan cuando el Maestro, de camino hacia Jerusalén, quiso transfigurarse ante ellos (cf. Mc 9,2). La belleza, por tanto, no es un elemento decorativo de la acción litúrgica; es más bien un elemento constitutivo, ya que es un atributo de Dios mismo y de su revelación. Conscientes de todo esto, hemos de poner gran atención para que la acción litúrgica resplandezca según su propia naturaleza”2.
Querría fijarme precisamente en las últimas palabras del texto apenas citado pues, en mi opinión, introducen un tema delicado que es, al mismo tiempo, el centro del estudio de monseñor Derville. Leámoslas de nuevo: “la belleza, por tanto, no es un elemento decorativo de la acción litúrgica; es más bien un elemento constitutivo, ya que es un atributo de Dios mismo y de su revelación. Conscientes de todo esto, hemos de poner gran atención para que la acción litúrgica resplandezca según su propia naturaleza”.
Es decir, la liturgia, y dentro de ella la concelebración, será bella cuando sea verdadera y auténtica, cuando en ella resplandezca su propia naturaleza. En esta línea se sitúa el interrogante planteado por el Romano Pontífice ante las grandes concelebraciones: “Para mí –dice el papa– queda un problema, porque la comunión concreta en la celebración es fundamental; por eso, creo que de ese modo aún no se ha encontrado realmente la respuesta definitiva. También en el Sínodo pasado suscité esta pregunta, pero no encontró respuesta. También hice que se planteara otra pregunta sobre la concelebración multitudinaria, porque si por ejemplo concelebran mil sacerdotes, no se sabe si se mantiene aún la estructura querida por el Señor”3.
Se trata efectivamente de mantener “la estructura querida por el Señor”, porque la liturgia es un don de Dios. No es algo fabricado por nosotros los hombres. No está a nuestra disposición. De hecho, “con el mandato «Haced esto en conmemoración mía» (cf. Lc 22,19; 1 Co 11,25), nos pide corresponder a su don y representarlo sacramentalmente. Por tanto, el Señor expresa con estas palabras, por decirlo así, la esperanza de que su Iglesia, nacida de su sacrificio, acoja este don, desarrollando bajo la guía del Espíritu Santo la forma litúrgica del Sacramento”4.
Por este motivo, “debemos aprender a comprender la estructura de la liturgia y por qué está articulada así. La liturgia se ha desarrollado a lo largo de dos milenios e incluso después de la reforma no es algo elaborado sólo por algunos liturgistas. Sigue siendo una continuación de un desarrollo permanente de la adoración y del anuncio. Así, para poder sintonizar bien con ella, es muy importante comprender esta estructura desarrollada a lo largo del tiempo y entrar con nuestra mens en la vox de la Iglesia”5.
El completo estudio de monseñor Derville se coloca en esta dirección. Nos ayuda a ponernos a la escucha del Concilio Vaticano II cuyos textos, según las palabras del beato Juan Pablo II, “no pierden su valor ni su esplendor. Es necesario leerlos de manera apropiada y que sean conocidos y asimilados como textos cualificados y normativos del Magisterio, dentro de la Tradición de la Iglesia”6.
El Concilio efectivamente decidió ampliar la facultad de concelebrar en base a dos principios: esta forma de celebración de la Santa Misa manifiesta adecuadamente la unidad del sacerdocio y a la vez, se ha practicado hasta ahora en la Iglesia tanto en Oriente como Occidente7. De ahí que la concelebración, como apunta también Sacrosanctum Concilium, se encontraría entre aquellos ritos que convenía restablecer “de acuerdo con la primitiva norma de los santos padres”8.
En este sentido, cobra su importancia sumergirse, siquiera brevemente, en la historia de la concelebración. La panorámica histórica que nos ofrece monseñor Derville, si bien como él modestamente señala, es un breve resumen, nos basta para dejar ver zonas de sombra, que manifiestan la ausencia de datos definitivos sobre la celebración eucarística en los primeros tiempos de la Iglesia. Al mismo tiempo, y sin dejarse llevar por un ingenuo “arqueologismo”, aporta suficientes elementos para poder afirmar que la concelebración, según la genuina tradición de la Iglesia, sea oriental que occidental, es un rito extraordinario, solemne y público, ordinariamente presidido por el obispo o por su delegado, rodeado por su presbyterium y por toda la comunidad de los fieles. Por otro lado, la concelebración cotidiana, en uso entre los orientales, en la que concelebran únicamente presbíteros, así como la concelebración, por así decir “privada” en sustitución de las Misas celebradas individualmente o more privato, no se encuentran en la tradición litúrgica latina.
Por otra parte, en mi opinión el autor acierta plenamente cuando se detiene en las razones de fondo que menciona el Concilio para la extensión de la concelebración. Una ampliación de la facultad de concelebrar, que debía ser moderada como se descubre leyendo los textos conciliares. Y es lógico que así fuera pues la concelebración no tiene por cometido resolver problemas logísticos o de organización, sino por el contrario hacer presente el Misterio pascual manifestando la unidad del sacerdocio que nace de la Eucaristía. La belleza de la concelebración, como decíamos al principio, implica su celebración en verdad. Y así, su fuerza significativa depende de que se vivan y respeten las exigencias que la misma concelebración conlleva.
Cuando el número de concelebrantes es demasiado elevado un aspecto esencial de la concelebración queda velado. La casi imposibilidad de sincronizar las palabras y los gestos que no están reservados al celebrante principal, el alejamiento del altar y de las ofrendas, la falta de ornamentos para algunos concelebrantes, la ausencia de armonía de colores y formas, todo eso puede oscurecer la manifestación de la unidad del sacerdocio. Y no podemos olvidar que es precisamente esa manifestación la que justificó la ampliación de la facultad de concelebrar.
En el lejano 1965, el cardenal Lercaro, presidente del Consilium ad exsequendam Constitutionem de sacra liturgia, dirigía una carta a los Presidentes de las Conferencias Episcopales, alertando sobre este peligro: considerar la concelebración como un modo de superar dificultades prácticas. Y recordaba cómo podía ser oportuno promoverla en el caso de que favoreciese la piedad de fieles y sacerdotes9.
Es este el último aspecto que querría afrontar muy brevemente. Como afirma Benedicto XVI: “recomiendo a los sacerdotes la celebración diaria de la santa Misa, aun cuando no hubiera participación de fieles. Esta recomendación está en consonancia ante todo con el valor objetivamente infinito de cada celebración eucarística; y, además, está motivado por su singular eficacia espiritual, porque si la santa Misa se vive con atención y con fe, es formativa en el sentido más profundo de la palabra, pues promueve la configuración con Cristo y consolida al sacerdote en su vocación”10.
Para cada sacerdote, la celebración de la santa Misa es la razón de su existencia. Es, tiene que ser, un encuentro personalísimo con el Señor y con su obra redentora. A la vez, cada sacerdote , en la celebración eucarística, es Cristo mismo presente en la Iglesia como Cabeza de su cuerpo11 y actúa también, en nombre de toda la Iglesia, “cuando presenta la oración de la Iglesia y sobre todo cuando ofrece el sacrificio eucarístico”12. Ante la maravilla del don eucarístico, que transforma y configura con Cristo, sólo cabe una actitud de estupor, de gratitud y de obediencia.
El autor nos ayuda a captar con una mayor profundidad y claridad esta realidad admirable. Y a la vez, con la lectura de este libro nos recuerda y nos mueve a tener en cuenta que junto a la concelebración, se encuentra la posibilidad de la celebración individual o la participación en la Eucaristía como sacerdote, pero sin concelebrar. Se trata, en cada circunstancia, de entrar en la liturgia, de buscar la opción que permita entablar más fácilmente el diálogo con el Señor, respetando la estructura de la liturgia misma. Encontramos aquí los límites de un derecho a concelebrar o no, que respeta también el derecho de los fieles en participar en una liturgia donde el ars celebrandi hace posible su actuosa participatio. Tocamos por lo tanto puntos que han de ver con lo que es justo o no. El autor de hecho hace también referencia al Código de Derecho Canónico.
No me queda más que agradecer a monseñor Derville y a las editoriales Palabra y Wilson & Lafleur el libro que hoy tengo el gusto de presentar. Pienso que su lectura ofrece un ejemplo de la justa hermenéutica del Concilio Vaticano II. “Se trata de leer los cambios indicados por el Concilio dentro de la unidad que caracteriza el desarrollo histórico del rito mismo, sin introducir rupturas artificiosas”13. Y constituye una ayuda y estímulo de cara al cometido que el santo Padre ha recordado recientemente a la Congregación que presido: “se dedique principalmente a dar nuevo impulso a la promoción de la Sagrada Liturgia en la Iglesia, según la renovación querida por el Concilio Vaticano II a partir de la Constitución Sacrosanctum Concilium”14. Además estoy seguro que este libro contribuirá a hacer posible, que el Año de la fe, “sea una ocasión propicia para intensificar la celebración de la fe en la liturgia, y de modo particular en la Eucaristía”15.
Antonio Card. Cañizares Llovera
Prefecto de la Congregación para el Culto Divino y la Disciplina de los Sacramentos
NOTAS
1 BENEDICTO XVI, Ex. apost. post. Sacramentum caritatis, n. 3
2 Idem.
3 BENEDICTO XVI, Encuentro con los sacerdotes de la diócesis de Roma, 7-II-2008.
4 BENEDICTO XVI, Ex. apost. post. Sacramentum caritatis, n. 11.
5 BENEDICTO XVI, Encuentro con los sacerdotes de la diócesis de Albano, 31-VIII-2006.
6 JUAN PABLO II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 6-I-2001, n. 57.
7 Cfr. CONCILIO VATICANO II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 57.
8 CONCILIO VATICANO II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 50.
9 Notitiae 1 (1965) 257-264.
10 BENEDICTO XVI, Ex. apost. post. Sacramentum caritatis, n. 80.
11 Cfr. CATECISMO DE LA IGLESIA CATÓLICA, n. 1548.
12 CATECISMO DE LA IGLESIA CATÓLICA, n. 1552.
13 BENEDICTO XVI, Ex. apost. post. Sacramentum caritatis, n. 3.
14 BENEDICTO XVI, Motu proprio Quaerit semper, 30-VIII-2011.
15 BENEDICTO XVI, Motu proprio Porta fide, n. 9.
Fuente: Zenit
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Missa Solene em Frederico Westphalen: entrega do título de Monsenhor ao Cônego Leonir A. Fainello
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Paulo Roberto
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Boda tradicional en Alemania
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Caio Vinícius
El pasado 3 de septiembre, Su Eminencia el Cardinal Castrillón Hoyos ha celebrado en Schleiz, Alemania, el matrimonio entre la Princesa Begnina Reuss y el noble español Oscar de Ascoz y Planes, Caballero de la Orden de Malta. La Misa Pontifical ha sido oficiada con la Forma Extraordinaria del Rito Romano. El presbítero asistente fue el reverendo Gerald Goesche, del Instituto de San Felipe Neri, y el diácono el padre Lang, CO.
Fuente: New Liturgical Movement
Visto en: Acción Litúrgica
terça-feira, 21 de junho de 2011
Parte da entrevista de Don Marco, liturgista da viagem papal a San Marino, concedida ao "Messa in Latino"
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Caio Vinícius
- Don Marco quer ter a bondade de compartilhar com os leitores do Messa in latino suas observações gerais sobre a celebração eucarística de domingo passado? O Papa apreciou?
Foi um dia maravilhoso e inesquecível! Como delegado para a Liturgia da visita papal, eu estava autorizado a executar em conformidade com as indicações recebidas pela Diocese, algumas escolhas muito específicas que, embora possa parecer pequena aos olhos de muitos, na verdade, tinha um único propósito: promover a educação para a fé do povo de Deus, que estariam reunidos em torno do Sucessor de Pedro em uma situação (um estádio de futebol) certamente não ideal.
Por comentários recebidos das pessoas que entre ontem e hoje conheci, penso que tais objetivos foram alcançados. Além da realização mais ou menos perfeita de tais escolhas.
Mas, vale para todos, o comentário espontâneo do Papa ao Mons. Negri: “Excelência, obrigado por esta bela celebração e pela música que haveis escolhido: eu parecia estar em casa!”A parte musical foi seguida(e em parte executada) por um caro irmão, que sabiamente misturou as melhores tradições do canto litúrgico da Igreja: o gregoriano( as antífonas do Missal Romano), os corais(como por exemplo o “Te louvamos Trindade”, tradução de um canto alemão caro ao Papa) e a música instrumental( uma missa de Mozart).
No que se refere, no entanto, as escolhas feitas para a Santa Missa, aproveitamos os ótimos meninos, provenientes do Seminário de Bolonha, mas também entre os rapazes que servem na Missa, incluindo a Forma Extraordinária: isto nos permitiu de fazer certos movimentos tranqüilos, para o que diz respeito a gestualidade que alguns podem ser comparados a um simples ouropel, mas que acreditamos que são igualmente importantes para tudo o resto. E assim, vemos todos os ministrantes fazer a inclinação junto ao Papa e aos bispos concelebrantes, quando vinha a ser nomeado o nome de Jesus, era verdadeiramente comovente. Também porque, além do que um menino pode compreender certos gestos, o próprio fato de realizá-los ajuda-o a entender. Não estando todos os seminaristas, eu também tinha dado uma orientação clara sobre como se vestir: uma pessoa me agradeceu por ter visto "muitos padres vestidos de padre".
- Dentro dos limites impostos pelo Novus Ordo Missae, havia mais opções feita por ela que têm incutido fortes elementos de continuidade tradicional no rito, em plena adesão ao modo litúrgico restaurador do papa Bento, que evidentemente, por isso, se sentiu “em casa”.
“O poder atrativo da beleza litúrgica”
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Caio Vinícius
Entra-se na Igreja por duas portas: a porta da inteligência e a porta da beleza. A porta estreita... é a da inteligência; ela está aberta para intelectuais e acadêmicos. A porta mais larga é a da beleza. Henri Charlier disse, na mesma linha, que "é necessário perder a ilusão de que a verdade pode se comunicar frutuosamente sem aquele esplendor que é da mesma natureza que ela e que se chama beleza" (L'Art et la Pensee).
A Igreja, em seu insondável mistério como esposa de Cristo, o Kyrios da Glória, tem necessidade de uma epifania terrena (isto é, uma manifestação) acessível para todos: esta é a majestade de seus templos, o esplendor de sua liturgia e a doçura de seus cantos.
Pegue um grupo de turistas japoneses visitando a Catedral de Notre Dame em Paris. Eles olham para a altura dos vitrais, a harmonia das proporções. Suponha que num dado momento, ministros sagrados paramentados com capas de veludo bordadas entram em procissão para as Vésperas solenes. Os visitantes assistem em silêncio; estão extasiados: a beleza abriu-lhes as portas. Ora, a Summa Theologica de São Tomás de Aquino e Notre Dame em Paris são produtos da mesma era. Eles dizem a mesma coisa. Mas qual dos visitantes leu a Summa de São Tomás? O mesmo fenômeno é encontrado em todos os níveis. Os turistas que visitam a Acrópolis em Atenas são confrontados com uma civilização de beleza. Mas quem dentre eles pode entender Aristóteles?
E assim também é com a beleza da liturgia. Mas do que qualquer outra coisa, é ela que merece ser chamada de o esplendor da verdade. Ela abre tanto para o pequeno como para o grande os tesouros de sua magnificência: a beleza da salmodia, os cantos e textos sagrados, as velas, a harmonia de movimento e a dignidade ao carregar objetos. Com arte soberana a liturgia exerce uma verdadeira influência sedutora sobre as almas, tocando-as diretamente, antes mesmo de o espírito perceber a sua influência.
Dom Gerard Calvet, OSB - Four Benefits of the Liturgy
Fonte: New Liturgical Movement
Visto em: Associção Redemptionis Sacramentum
segunda-feira, 20 de junho de 2011
O que diziam os Santos Padres sobre a Música Sacra
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Caio Vinícius
São Pio X (1903-1914): [...]“A música sacra, como parte integrante da Liturgia solene, participa do seu fim geral, que é a glória de Deus e a santificação dos fiéis. A música concorre para aumentar o decoro e esplendor das sagradas cerimônias; e, assim como o seu ofício principal é revestir de adequadas melodias o texto litúrgico proposto à consideração dos fiéis, assim o seu fim próprio é acrescentar mais eficácia ao mesmo texto, a fim de que por tal meio se excitem mais facilmente os fiéis à piedade e se preparem melhor para receber os frutos da graça, próprios da celebração dos sagrados mistérios.
Por isso a música sacra deve possuir, em grau eminente, as qualidades próprias da liturgia, e nomeadamente a santidade e a delicadeza das formas, donde resulta espontaneamente outra característica, a universalidade.
Deve ser santa, e por isso excluir todo o profano não só em si mesma, mas também no modo como é desempenhada pelos executantes.
Deve ser arte verdadeira, não sendo possível que, doutra forma, exerça no ânimo dos ouvintes aquela eficácia que a Igreja se propõe obter ao admitir na sua liturgia a arte dos sons. Mas seja, ao mesmo tempo, universal no sentido de que, embora seja permitido a cada nação admitir nas composições religiosas aquelas formas particulares, que em certo modo constituem o caráter específico da sua música própria, estas devem ser de tal maneira subordinadas aos caracteres gerais da música sacra que ninguém doutra nação, ao ouvi-las, sinta uma impressão desagradável.”[...] (Tra Le Solicitudine - 1903)
Servo de Deus Pio XI (1922-1939): [...] “Aqui é oportuno recordar que por antiga e constante disciplina da Igreja, como também em virtude das mesmas Constituições Capitulares, hoje todavia vigentes, é necessário que todos quantos estejam obrigados ao ofício coral conheçam, ao menos na medida conveniente, o canto gregoriano, ao qual hão de ajustar-se todas as Igrejas, sem exceptuar nenhuma, entenda-se só àquilo que tiver sido restituído à fidelidade dos antigos códices, e já dado pela Igreja como edição autêntica [vaticanis typis].”[...] (Divini Cultus Sanctitatem - 1928)
Venerável Pio XII (1939-1958): [...]“Por isso, deve a Igreja, com toda diligência; providenciar para remover da música sacra, justamente por ser esta a serva da sagrada liturgia, tudo o que destoa do culto divino ou impede os féis de elevarem sua mente a Deus.
E, de fato, nisto consiste a dignidade e a excelsa finalidade da música sacra, a saber, em - por meio das suas belíssimas harmonias e da sua magnificência - trazer decoro e ornamento às vozes quer do sacerdote ofertante, quer do povo cristão que louva o sumo Deus; em elevar os corações dos fiéis a Deus por uma intrínseca virtude sua, em tornar mais vivas e fervorosas as orações litúrgicas da comunidade cristã, para que Deus uno e trino possa ser por todos louvado e invocado com mais intensidade e eficácia. Portanto, por obra da música sacra é aumentada a honra que a Igreja dá a Deus em união com Cristo seu chefe; e, outrossim, é aumentado o fruto que, estimulados pelos sagrados acordes, os fiéis tiram da sagrada liturgia e costumam manifestar por uma conduta de vida dignamente cristã, como mostra a experiência cotidiana e como confirmam muitos testemunhos de escritores antigos e recentes.”[...] (Musicae Sacrae Disciplina - 1955)
Beato João XXIII (1958-1963)[...] “ Igualmente, se por uma parte é necessário promover o canto uníssono dos fiéis- voz unânime e símbolo da única e mesma caridade [...] Para assegurar que as Scholae Cantorum sejam estimadas, e onde chegaram a definhar ou decair, ressurjam a uma nova vida[...] Não será pouco o trabalho, mas mais numerosos serão os frutos que se colherão, à maior glória de Deus e proveito da vida cristã”[...] (Iucunda Laudatio – 1961)
Beato João Paulo II (1978-2005): [...]“Com efeito, a música e o canto não representam um mero decoro ou um ornamento que se sobrepõe à ação litúrgica. Pelo contrário, eles constituem uma realidade unitária com a celebração, consentindo o aprofundamento e a interiorização dos mistérios divinos.”(...) É necessário que o "cantar na liturgia" nasça do "sentire cum Ecclesia". Só assim a união com Deus e a capacidade artística se unem numa feliz síntese em que os dois elementos o canto e o louvor penetram toda a liturgia.[...]” ( Discurso aos membros do Pontifício Instituto de Música Sacra – 2001)
[...] “De fato, as palavras, que tanta importância têm na celebração litúrgica, mais sublinhadas são por meio do canto e assim recebem especial expressão de solenidade, beleza e dignidade, que permitem à assembleia sentir-se de alguma sorte mais próxima da santidade do Mistério mesmo que atua na liturgia. (...) Na atualidade é sumamente necessário que o patrimônio musical da Igreja seja apresentado e desenvolvido não só entre as novas e juvenis Igrejas mas também entre aqueles que tiveram conhecimento dos séculos do canto gregoriano e polifônico em língua latina. Agora, introduzido o costume das línguas vernáculas, vêem que se requerem outras formas idôneas de música na liturgia.” (Carta ao cardeal Höffner – 1980)
Por Caio Vinícius P. Nogueira
quinta-feira, 16 de junho de 2011
"Tiraram o Senhor e não sabemos onde o puseram".
Postado por
Caio Vinícius
O Sacrário no centro tem, no espírito tradicional da Sagrada Liturgia, o significado de dar a Nosso Senhor Jesus Cristo o destaque no lugar central. Pode-se considerar esta afirmação como sendo teocêntrica, isto é, que tem Deus como o centro, evidentemente não como centro geométrico. O teocentrismo significa que Deus é reconhecido como sendo a causa e o fim de todas as coisas, e sendo Deus imutável esse centro deve ser fixo e imutável.
Quando Nossa Senhora e São José foram a Belém, na ocasião do recenseamento, obedecendo ao edito de César, por serem eles pobres, disseram-lhes que não havia lugar para eles na estalagem. Por isso o Menino Jesus teve que nascer fora da cidade, numa cocheira miserável, onde havia um boi e um burro.
Nosso Senhor Jesus Cristo veio para o que era seu - Israel -- e os seus, os judeus, não O receberam. Ele nasceu numa cocheira, fora da cidade, assim como iria morrer fora da cidade de Jerusalém. Por que "os seus não O receberam" (São João I, 11). "O boi conhecerá o seu dono, e o burro conhecerá o presépio de seu Senhor" profetizou Isaías (Isaías. I, 3). Mas, os seus não o receberam...
Nasceu numa cocheira símbolo da Igreja. Porque, como explica Hugo de São Victor, na cocheira os animais -- o boi e o burro -- deixam suas sujeiras, e se alimentam no cocho, assim como nós, cristãos, vamos à Igreja, para deixar, no confessionário, nossos pecados, a fim de, depois, irmos nos alimentar com o Pão que desceu dos céus, na mesa da comunhão.
Mas "os seus não o receberam", e não havia lugar para eles na estalagem". Espantamo-nos com a frieza e a dureza de coração dos habitantes de Belém, que recusavam receber a Virgem Maria e São José, e com a cegueira da Sinagoga, que abria o rolo da profecia e respondia a Herodes: "Sim. É verdade. Estamos na época em que deve nascer o Messias prometido. E Ele vai nascer em Belém, palavra que significa casa do pão". E depois de ler a profecia, a Sinagoga fechava o rolo, e não ia a Belém adorar o Rei dos judeus que nascera. E O recusava, não lhe dando lugar na estalagem.
A Igreja, durante dois milênios, guardou o Corpo de Cristo, nascido em Belém, no sacrário. Adorou-O santamente, cercando-O de honras devidas ao Redentor, o Filho de Deus feito Homem.
Hoje, infelizmente, não há mais lugar para o sacrário de Jesus Cristo nos altares das Igrejas. O sacrário foi relegado para longe do altar. Para fora de Belém.
Por meio da encíclica Ecclesia de Eucharistia e no Decreto Redemptionis Sacramentum, o Papa João Paulo II mandou que se combatessem os abusos e desrespeitos que se fazem contra a Eucaristia. Entretanto, observamos que nada mudou. Aqueles mesmos que aplaudem o Papa João Paulo II se fazem de surdos, quando ele recomendou algo bom.
Os argumentos para a retirada dos sacrários são cada vez mais assustadores. Já não se fala mais em completo desconhecimento da realidade do Sacrário, como numa brutal e insanável cegueira que já beira a senilidade. A Loucura completa! Beira a hostilidade contra o Altíssimo!
Então colocam o sacrário longe, de lado, em capelas isoladas, em cantos escuros, tal como fazem os faxineiros que colocam em depósitos escuros a lata de lixo, a escória do templo. Lá se guardam as vassouras e o pano de chão! Ali também escondem o Sacrário, num último passo para o colocarem na rua.
Pois diz o Senhor: “porque me rejeitaste, também eu te rejeitarei” (Oséias IV, 6). E como rejeitaram a Deus, cumprem o projeto de satanás. É bem por isso que Nossa Senhora tem alertado o mundo, de que em breve milhares de igrejas se tornarão em pistas paras os demônios.
O espaço reservado para Deus fica cada vez menor, desde as capelas até os corações. Colocam Nosso Senhor Jesus Cristo em pequenas capelas, porque os corações dos homens estão pequenos, cada vez mais fechados, cada vez mais mortos. E quando retiramos Deus de seu espaço só sobra uma coisa: a energia do vácuo, ou seja, o desprovimento espacial absolutamente vazio...
Portanto, se no Sacrário o próprio Jesus está verdadeiramente presente em corpo, sangue, alma e divindade, sob as aparências de pão, sendo ele Deus, deve ocupar o lugar de destaque, o centro. “A arca foi introduzida e instalada em seu lugar, no centro do tabernáculo que Davi construíra para ela, e Davi ofereceu holocaustos e sacrifícios pacíficos (II Samuel VI, 17).”
Por Carlos Magno da S. Oliveira
Quando Nossa Senhora e São José foram a Belém, na ocasião do recenseamento, obedecendo ao edito de César, por serem eles pobres, disseram-lhes que não havia lugar para eles na estalagem. Por isso o Menino Jesus teve que nascer fora da cidade, numa cocheira miserável, onde havia um boi e um burro.
Nosso Senhor Jesus Cristo veio para o que era seu - Israel -- e os seus, os judeus, não O receberam. Ele nasceu numa cocheira, fora da cidade, assim como iria morrer fora da cidade de Jerusalém. Por que "os seus não O receberam" (São João I, 11). "O boi conhecerá o seu dono, e o burro conhecerá o presépio de seu Senhor" profetizou Isaías (Isaías. I, 3). Mas, os seus não o receberam...
Nasceu numa cocheira símbolo da Igreja. Porque, como explica Hugo de São Victor, na cocheira os animais -- o boi e o burro -- deixam suas sujeiras, e se alimentam no cocho, assim como nós, cristãos, vamos à Igreja, para deixar, no confessionário, nossos pecados, a fim de, depois, irmos nos alimentar com o Pão que desceu dos céus, na mesa da comunhão.
Mas "os seus não o receberam", e não havia lugar para eles na estalagem". Espantamo-nos com a frieza e a dureza de coração dos habitantes de Belém, que recusavam receber a Virgem Maria e São José, e com a cegueira da Sinagoga, que abria o rolo da profecia e respondia a Herodes: "Sim. É verdade. Estamos na época em que deve nascer o Messias prometido. E Ele vai nascer em Belém, palavra que significa casa do pão". E depois de ler a profecia, a Sinagoga fechava o rolo, e não ia a Belém adorar o Rei dos judeus que nascera. E O recusava, não lhe dando lugar na estalagem.
A Igreja, durante dois milênios, guardou o Corpo de Cristo, nascido em Belém, no sacrário. Adorou-O santamente, cercando-O de honras devidas ao Redentor, o Filho de Deus feito Homem.
Hoje, infelizmente, não há mais lugar para o sacrário de Jesus Cristo nos altares das Igrejas. O sacrário foi relegado para longe do altar. Para fora de Belém.
Por meio da encíclica Ecclesia de Eucharistia e no Decreto Redemptionis Sacramentum, o Papa João Paulo II mandou que se combatessem os abusos e desrespeitos que se fazem contra a Eucaristia. Entretanto, observamos que nada mudou. Aqueles mesmos que aplaudem o Papa João Paulo II se fazem de surdos, quando ele recomendou algo bom.
Os argumentos para a retirada dos sacrários são cada vez mais assustadores. Já não se fala mais em completo desconhecimento da realidade do Sacrário, como numa brutal e insanável cegueira que já beira a senilidade. A Loucura completa! Beira a hostilidade contra o Altíssimo!
Então colocam o sacrário longe, de lado, em capelas isoladas, em cantos escuros, tal como fazem os faxineiros que colocam em depósitos escuros a lata de lixo, a escória do templo. Lá se guardam as vassouras e o pano de chão! Ali também escondem o Sacrário, num último passo para o colocarem na rua.
Pois diz o Senhor: “porque me rejeitaste, também eu te rejeitarei” (Oséias IV, 6). E como rejeitaram a Deus, cumprem o projeto de satanás. É bem por isso que Nossa Senhora tem alertado o mundo, de que em breve milhares de igrejas se tornarão em pistas paras os demônios.
O espaço reservado para Deus fica cada vez menor, desde as capelas até os corações. Colocam Nosso Senhor Jesus Cristo em pequenas capelas, porque os corações dos homens estão pequenos, cada vez mais fechados, cada vez mais mortos. E quando retiramos Deus de seu espaço só sobra uma coisa: a energia do vácuo, ou seja, o desprovimento espacial absolutamente vazio...
Portanto, se no Sacrário o próprio Jesus está verdadeiramente presente em corpo, sangue, alma e divindade, sob as aparências de pão, sendo ele Deus, deve ocupar o lugar de destaque, o centro. “A arca foi introduzida e instalada em seu lugar, no centro do tabernáculo que Davi construíra para ela, e Davi ofereceu holocaustos e sacrifícios pacíficos (II Samuel VI, 17).”
terça-feira, 14 de junho de 2011
Música sacra: tesouro da Igreja e da humanidade
Postado por
Caio Vinícius
Para comemorar os 100 anos da criação do Pontifício Instituto de Música Sacra de Roma, foi organizado, de 26 de maio a 1º de junho, um congresso internacional sobre música sacra nas duas sedes romanas do instituto. Entre os presentes, estava o cardeal Raffael Farina, diretor da Biblioteca e dos Arquivos Secretos do Vaticano, que concedeu uma entrevista a ZENIT.
ZENIT: O que significa para a Igreja possuir uma grande variedade de partituras?
Cardeal Farina: Significa conservar um patrimônio de arte e de liturgia do culto, junto aos manuscritos mais antigos da Bíblia, à tradição do texto bíblico e do que é parte da tradição da Igreja de Roma, ao lado de outros tantos tesouros da antiguidade clássica e muito mais.
Os livros litúrgicos musicais são muitas vezes enriquecidos por miniaturas suntuosas, nas quais a conotação musical se conjuga com a preciosidade artística das imagens. Conservamos estes tesouros, que são da Igreja, mas também da humanidade.
A música e a arte têm, além disso, uma validez altamente educativa, pois ensinar a apreciar o que o homem produziu de belo durante os séculos significa difundir e promover uma educação capaz de abrir a mente e o coração ao que verdadeiramente vale a pena, ao que enriquece a alma. Significa cultivar sementes importantes e fecundas em um mundo às vezes entristecido por eventos negativos e por enganosos subprodutos.
Em particular, os manuscritos litúrgico-musicais são o testemunho da oração da Igreja através dos séculos, da beleza da liturgia e da universalidade da linguagem que desde sempre une os fiéis, tornando-os partícipes da ação de Deus. Estes tesouros preciosos são conservados não somente na Biblioteca Vaticana, mas também nas basílicas de Santa Maria a Maior, em São João de Latrão e no arquivo da basílica de São Pedro.
Muitos livros chegaram à Biblioteca Vaticana por doações, compra ou depósitos, além da aquisição de exemplares e de coleções completas, o que garantiu, através do tempo, a conservação deste patrimônio, que teria sido perdido devido a várias circunstâncias históricas.
Permite, além disso, uma ampla fruição dos livros por parte dos estudiosos, acolhidos nos ambientes equipados e idôneos para a consulta, além da conservação.
ZENIT: É verdade que a Biblioteca Vaticana está digitalizando seus volumes?
Cardeal Farina: Começamos um projeto que envolve um importante investimento e que ainda não pudemos realizar. À medida em que encontremos patrocinadores dispostos a financiar a empresa, daremos início de maneira sistemática e bem programada.
Digitalizar todos os manuscritos da Biblioteca Vaticana demorará uns 20 anos. O projeto está amplamente ilustrado no site da Biblioteca Vaticana (http://www.vaticanlibrary.va/home.php?pag=in_evidenza_art_00115&BC=12).
ZENIT: Através da história, qual é a constante, o denominador comum da música sacra?
Cardeal Farina: Através das várias épocas e em suas diversas linguagens, a música sacra traduziu a liturgia em melodia, sublinhando os momentos importantes, revelando o mistério do encontro entre Deus – o verdadeiro protagonista da ação litúrgica – e o coração do homem que escuta. A música sacra agrega ao paladar uma ressonância que conduz às profundezas do Mistério.
Além disso, em virtude da universalidade e de tocar as cordas do desejo mais profundo em cada homem (o encontro com Deus), a música sacra tem a capacidade de alcançar e envolver até as pessoas mais distantes, aproximando-as da verdade da Palavra.
A oração se torna canto e o canto se torna oração, para dar glória a Deus, como bem ilustram os Padres (basta pensar em Ambrósio do Agostinho), que individualizaram e expressaram todas as potencialidades do canto litúrgico.
ZENIT: O senhor gostaria de acrescentar mais alguma coisa sobre o congresso?
Cardeal Farina: Iniciativas científicas, como este congresso, com um programa de densas contribuições específicas e especialísticas, além de celebrativas, indicam um concreto avanço da busca, promovem uma confrontação e fazem emergir importantes novidades nos estudos dos manuscritos, como ouvimos nas conferências do primeiro dia.
ZENIT: Quais são os arquivos mais úteis da Biblioteca Vaticana para o estudo dos manuscritos litúrgico-musicais?
Cardeal Farina: Os arquivos da Biblioteca Vaticana que contêm manuscritos litúrgico-musicais são muitos. Basta folhear os catálogos de que dispomos (desde Bannister e Ehrensberger até Salmon e Llorens) para ter uma ideia.
Iniciando com os arquivos da Capela Sistina e da Capela Júlia, onde há obras com canto gregoriano ou música polifônica, usada durante as celebrações solenes: a maior parte é de grande tamanho e ricamente ornamentada (as mais antigas que se conservam são da metade do século XIII).
Estes transmitem obras de célebres compositores que trabalharam no Colégio musical papal através dos séculos (G. Dufay, Carpentras, J. Desprez, C. Festa, G. P. Palestrina, G. Allegri…) e no da Capela Júlia (reorganizada por Júlio II), o primeiro de cujos magister cantorum foi Palestrina; depois os Vaticano musicali, constituídos como fundo autônomo em 1956 (até então, haviam estado unidos aos Vaticani latini); e é preciso recordar ainda Santa Maria a Maior, no Vaticano desde 1931.
Tais manuscritos transmitem a música sacra como testemunho da história da música, na perspectiva daquela universalidade do saber que sempre caracterizou o patrimônio recolhido na Biblioteca dos pontífices.
Esta biblioteca nasceu – vale a pena recordar – como humanística e pronta para acolher textos de diversos âmbitos disciplinares e em todos os idiomas, expressões das diversas civilizações e religiões: do latim ao grego, do hebraico ao árabe, do persa ao turco, do aramaico ao etíope, dos idiomas eslavos ao chinês e japonês.
E sua importância consiste também nessa perspectiva ecumênica e unificadora do saber e da civilização, perspectiva que ainda hoje nos sugere, através do estudo de várias disciplinas – no respeito pela identidade de cada um e com o amor pela cultura -, que o homem pode tornar-se cada vez mais homem e aproximar-se do seu Criador.
Retirado de: Zenit
sábado, 28 de maio de 2011
Sobre o uso da Tiara Papal
Postado por
Caio Vinícius
Publicada por Mateus da comunidade Católicos do orkut
Linda tiara! Teria sido linda para a coroação. Apesar dos Papas, em geral, usarem a de um antecessor na coroação, e ganharem outra durante seu Papado. Mas temos que ter certos cuidados para não darmos mais importância para a tiara e seu uso do que é devido. E nem confundir a tiara, que é tradição (com t minúsculo mesmo), do que o que é Tradição.
A tiara papal, o Triregnum, não tem origem certa. Há várias teorias, e a maioria provavelmente já leu alguma. Mas acredita-se que, lá pelo século IX, ou X, o Papa teria começado a usar o que seria uma versão Católica de uma coroa. Ao contrário do que se pensa, não é para mostrar soberania da Igreja sobre as pessoas, mas para demonstrar autoridade do Papa sobre sua Igreja.
De novo, há várias interpretações sobre o significado da tiara. Mas a mais usada é que ela é chamada de triregnum justamente por ter 3 tiaras, simbolizando: “Supremo Pontífice” (tiara superior), “Jurisdição Eclesiástica Universal” (tiara do meio), e “Poder Temporal” (tiara inferior).
Até provavelmente o século XIV, a tiara só possuia 2 níveis.
O último a utilizá-la foi o Papa Paulo VI, e este havia deixado o uso da tiara nas instruções de coroação. Muitos radicais tradicionalistas tentam colocar até o fim do uso da tiara na conta de Paulo VI. Mas a verdade é que ele usou e, quando morreu, isso ainda estava lá.
Foi João Paulo I que substituiu a “Coroação Papal” por uma “Inauguração Papal”. De novo eu tenho que dizer que muitos correm pra dizer que era falta de apego às tradições, e que ele não queria a tiara. Mas, na verdade, ele não queria era a longa cerimônia de coroação, que durava dias, e era muito cansativa para todos. Sua saúde frágil foi provavelmente a maior razão.
João Paulo II apenas perpetuou a nova tradição.
Pessoalmente, acho a tiara linda. A segunda tiara de João XXIII foi a mais linda de todas, na minha humilde opinião. Ele havia usado a segunda tiara de Pio IX em sua coroação, mas como era costume, ele ganhou outra durante seu pontifcado.
O uso da tiara sempre foi raro. Apenas para cerimônias especiais. Não tenho nada contra sua volta, acho até muito bonito. Mas não se deve confundir a importância da tiara com objetos de reais valores Tradicionais, como o Pálio e o Báculo (ou a Férula, no caso do Papa). A tiara tem muito menos valor do que estes.
Muitos chutam que o desuso da tiara é uma afronta modernista. Mas grande parte da Igreja, já com uns 1000 anos quando a tiara começou a ser usada (e só séculos depois como a vimos nos últimos tempos), não achou nada bom o seu uso. Eram os tradicionalistas de então. Isso foi considerado uma aproximação indevida da Igreja com a nobreza da época, que freqüentemente se metia muito mais do que devia em assuntos eclesiásticos. O uso da tiara era visto como uma pompa desnecessária e que desviava os próprios propósitos da Igreja para coisas mundanas.
Assim como o não-uso da tiara já não provoca surpresa, o uso da mesma caiu na tradição. Mas não se pode colocar a tiara no mesmo nível de outros símbolos da Igreja, e nem exagerar sua importância, fazendo parecer que, além de tradição (em minúsculo), ela seria Tradição (em maiúsculo mesmo).
Lembremo-nos que, foi por causa da época em que a Igreja passou a usar a tiara, mas principalmente por sua aproximação da nobreza, que tivemos problemas entre a Igreja e alguns valiosos membros, como os Franciscanos.
Obviamente que não era por causa da tiara em si, e o próprio Chesterton mostra como a bela ordem dos Franciscanos estava perdida e se desviando, na época, dos ensinamentos de seu fundador. Mas isso mostra que certos atos podem parecer, mesmo erradamente, como ostentação. Por mais errada que a interpretação de ostentação possa ser, ela obviamente virá. A questão é se a Igreja deve passar por isso de novo? E, como eu disse, por um símbolo sem a importância que alguns querem dar à tiara.
Linda, ótima para a coroação, mas sem a importância real dos outros símbolos.
Retirado de: Apostolado Tradição em Foco com Roma
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Card.Piacenza:" l’Architettura e le Arti sacre siano chiamate a servire la Bellezza"
Postado por
Caio Vinícius
Università Europea di Roma – Ateneo Pontificio “Regina Apostolorum”
Master in Architettura, Arti sacre e Liturgia, Venerdì, 25 marzo 2011
Lectio Magistralis
di S. Em. R. il Cardinale Mauro Piacenza
Prefetto della Congregazione per il Clero
Ministri della Bellezza:
Architettura, Arti sacre e Liturgia al servizio della missione dei sacerdoti
Chiarissimi Rettori, Rev.mo Padre Abate, Carissimi confratelli nel Sacerdozio, Cari e “preziosi” Architetti ed Artisti, Gentili convenuti tutti,
Sono lieto di essere qui tra voi, oggi, nella solare Solennità dell’Annunciazione del Signore, collocata all’esordio di primavera ed autentica primavera teologica. Ringrazio sentitamente il Coordinatore del Master, il Rev.do Prof. Uwe Michael Lang, per le cordiali parole di benvenuto e, soprattutto, per il prezioso lavoro profuso in questa opera. Desidero altresì esprimere la mia viva gratitudine a tutti voi, architetti e artisti del Master, che frequentate in quest’anno o che siete “ritornati oggi” in quella che, oltre ad essere un’esperienza accademica, vuole essere sempre più una dimora. La dimora è un luogo nel quale la memoria di se stessi, di quello che siamo, delle ragioni profonde che animano il nostro lavoro, è continuamente richiamata e sostenuta, soprattutto attraverso quella trama di relazioni buone che caratterizzano ogni movimento cristiano. Il modello supremo della Dimora, in questo senso, è l’Abbazia e, per analogia, la chiesa: luogo anche fisico nel quale l’uomo può essere ri-creato!
Con questo spirito abbiamo accolto l’appello del Santo Padre Benedetto XVI a partecipare, attivamente e con passione, a quel perenne rinnovamento nella fedeltà che, anche nella liturgia, nell’architettura e nell’arte sacra, sempre deve trovare spazio nella vita ecclesiale.
L’auspicio di tutti è che nei prossimi decenni possa progressivamente, ma costantemente, anche a livello istituzionale, essere tematizzata la cruciale questione dell’architettura e dell’arte sacra, senza pregiudizi o contrapposizioni, senza sterili nostalgie o pericolose fughe in avanti, perché possa aver luogo un vero e proprio rinnovamento di queste dimensioni cruciali della vita della Chiesa. Ogni autentico rinnovamento, nella Chiesa, non può che essere considerato alla luce dell’imprescindibile rinvigorimento della fede accolta, professata e vissuta. Ogni passo, ogni gesto di questo prezioso Pontificato pare inequivocabilmente votato a tale profondo rinnovamento!
Siamo qui riuniti, per volgere insieme lo sguardo a come l’Architettura e le Arti sacre siano chiamate a servire la Bellezza, e, quindi, come voi stessi, carissimi architetti ed artisti, siate chiamati a diventare, sempre più limpidamente, “ministri” della Bellezza e, conseguentemente, collaboratori della Salvezza di Cristo.
Direbbe san Paolo: «Adiutor gaudii vestrii» – «Collaboratore della vostra gioia» (2Cor 1,24), e quale gioia è più grande e profonda della Bellezza? Quale esperienza è gaudio più profondo di quella estetica? Quale rimanda più potentemente all’esperienza del soprannaturale, alla bellezza, che è Dio stesso?
Nostro Signore, Verbo incarnato, morto e risorto, raggiunge oggi gli uomini di ogni tempo e luogo attraverso le membra del Suo Corpo, che è la Chiesa, attraverso l’agire sacramentale e liturgico e, perciò, in modo unico, tramite i suoi sacerdoti.
Non intendo, con questo, delineare una mera subordinazione della vostra professione alla Missione ecclesiale, ma soltanto riconoscere, con voi e per voi, come l’andare a fondo dell’opera artistica, sia un divenire anzitutto “esperti” e, poi, ministri della Bellezza. È un incrementare la vostra stessa vita, associarvi alla “bellezza” più autentica, che è l’opera di Redenzione dell’umanità.
Afferma a tale riguardo San Tommaso d’Aquino che la santificazione dell’uomo, avendo come scopo e termine il bene eterno della deificazione dell’uomo, «è un’opera più grande della creazione del cielo e della terra, la quale ha come termine un bene mutevole» [I,II q. 113, a.9]. La Liturgia, perciò, è l’Opus Dei per eminenza che dà il vero senso dell’eternità della persona.
Nello svolgere questo argomento, mi soffermerò, fondamentalmente, su tre punti: il concetto di bellezza, la novità che scaturisce dal Mistero dell’Incarnazione e le conseguenze che ne derivano per la costruzione dell’edificio sacro.
1. Il concetto di bellezza
In una concezione “laica” di bellezza, dalla quale siamo sempre, in qualche modo, contaminati, potrebbe sembrare quanto meno curioso il titolo dell’incontro odierno: “Ministri della Bellezza”. Come sarebbe possibile infatti concepire un arte “a servizio” della bellezza? Ad alcuni pensatori pare più razionale, piuttosto, pensare ad un arte che sia “artefice”, “creatrice” di bellezza o, come è avvenuto sempre più diffusamente nell’epoca contemporanea, lasciare che sia la scuola tecnica o addirittura la singola produzione artistica a definire che cosa è “bellezza”. In questi anni, infatti, è palese come quanto più il contenuto di una produzione umana risulta dipendente dall’estro dell’artista, dall’autoreferenzialità del suo pensiero, tanto più volentieri, a tale contenuto, si attribuisca il concetto di “bello”, anche qualora esso risulti, in se stesso, logicamente incomprensibile, irreale e, talvolta, esplicitamente negativo.
Questa idea “laica” appare, però, totalmente inadatta ad una concezione autenticamente umana di bellezza e sembra derivare dalla crescente disabitudine ed incapacità da parte dell’uomo di “ascoltare” la realtà ed il proprio cuore.
La bellezza, infatti, secondo la concezione di San Tommaso – una delle comprensioni più alte che l’animo umano abbia mai raggiunto di se stesso e della realtà tutta – costituisce uno dei cosiddetti “trascendentali”, cioè di quelle caratteristiche che sono proprie di ogni ente filosoficamente inteso, l’uno, il vero, il buono ed il bello, appunto, e che derivano dal fatto che il suo essere è “dato”, per partecipazione, da Colui che è lo Stesso Essere Sussistente, cioè da Dio. Secondo tale concezione, quindi, la bellezza di un ente risulta tanto più grande, quanto maggiore è la partecipazione di quell’ente all’Essere di Dio.
Questa è la bellezza: il venire da Dio ed a Lui condurre!
E l’uomo è, nell’universo, l’unico, eccetto gli esseri spirituali, che sia capace di riconoscere, in modo originario ed immediato, tale bellezza, e quindi l’unico a poter ringraziare, lodare e servire Colui al quale essa rimanda. E le realtà create rimandano il cuore dell’uomo al Creatore di tutte le cose, attraverso la gratuità, che la loro esistenza è, e, insieme, attraverso la loro bontà e verità, cioè attraverso il marchio che di Dio portano con sé e che fece scrivere a San Giovanni Apostolo: «Tutto è stato fatto per mezzo di Lui e senza di Lui niente è stato fatto di tutto ciò che esiste» (Gv 1,3).
In questa concezione metafisica ed antropologica di bellezza, quindi, risulta “bello” ciò che “naturalmente” rimanda a Dio, cioè tutta la creazione, e, in modo eminente, l’uomo religioso, colui che, con la propria libertà, riconosce ed ama il suo Creatore. Sempre in questa concezione di bellezza, che mi sembra essere la più oggettiva ed universalmente sperimentabile, l’uomo che cerchi di rendere presente, col proprio lavoro, la bellezza contemplata, vi riuscirà nella misura in cui comprenderà, prima, e riprodurrà nella propria opera, poi, la stessa dinamica comunicativa della realtà creata.
Quanto detto circa la realtà della bellezza, oltre a mostrarne l’intimo legame con la verità e la bontà, ne salva anche l’assoluta oggettività: essa infatti non dipende più dall’arbitrio dell’uomo, secondo il pensiero idealista che considera i trascendentali come strutture dell’intelletto, ma dipende dallo stesso sguardo di Dio sulla Sua creazione: «e Dio vide che era cosa buona» (Gen 1,25).
In secondo luogo, tale concezione salva anche la nostra soggettività, poiché le consente di uscire dal soffocante ripiegamento su se stessa e di svilupparsi nella libera adesione a ciò che realmente le corrisponde, e all’interno del quale soltanto essa può fiorire in modo prima inimmaginabile.
2. La novità del Mistero dell’Incarnazione
Ora, se quanto detto in estrema sintesi, corrisponde alla realtà “naturale” della bellezza, con l’Avvenimento Cristiano assistiamo al capovolgimento totale, paradossale, ma allo stesso tempo incredibilmente delicato ed armonioso, del concetto stesso di bellezza. Si tratta di quel Mistero che, nella Solennità odierna, la Chiesa ci invita a contemplare: «Angelus Domini nuntiavit Mariae, et concepit de Spiritu Sancto». La Beata Vergine Maria, offrendo il proprio incondizionato “sì” alla divina Volontà, concepì il Cielo nel suo grembo e, così, la Realtà vera ed eterna, alla quale tutta la creazione da sempre innalzava il proprio canto, in Maria, si è fatta presente alla maniera di tutte le realtà create; la Bellezza si è fatta carne: «Et Verbum caro factum est» (Gv 1,14).
Dio, l’Eterno Presente, si è fatto presente in un modo umanamente comprensibile, cioè materialmente osservabile e misurabile, ma, al contempo, in un modo che eccede ogni umana misura. Credo di poter dire che qualcosa di questo paradosso divino, sia riconducibile, da un punto di vista fenomenologico, ad un aspetto particolare del Mistero dell’Incarnazione: il Verbo di Dio, facendosi uomo, ha assunto, ha fatto “proprio” quanto c’è di più “divino” nell’universo, di più originario ed imprevedibile, cioè un’autentica libertà umana.
Nella libertà di un uomo, chiamato Gesù di Nazareth, duemila anni fa, ha cominciato ad essere presente ed operante l’Essere stesso di Dio, tanto che l’autore sacro ha potuto scrivere: «Noi abbiamo riconosciuto e creduto all’amore che Dio ha per noi. Dio è amore» (1Gv 4,16) e, in un altro passo: «In questo si è manifestato l’amore di Dio per noi: Dio ha mandato il Suo unigenito Figlio nel mondo, perché noi avessimo la Vita per Lui» (1Gv 4,9). Nel dialogo d’amore con il Signore Gesù, con Colui che è, al contempo, il figlio del falegname ed «il più bello tra i figli dell’uomo» (Sal 45,3), gli uomini hanno cominciato ad essere attirati dentro lo stesso dialogo d’amore di Dio.
Tutta la naturale bellezza dell’universo – adesso lo sappiamo – canta il Santissimo Nome di Gesù di Nazareth, e ciò che vi è di più “bello”, ora, è la realizzazione, in Cristo, della perfetta umanità, cioè della perfetta Comunione della creatura con il suo Creatore. Se, infatti, nelle realtà create, tra le quali spicca eminentemente l’uomo, ci è dato di contemplare il “bello” – qualcosa che viene da Dio e che a Lui conduce –, nella culla di Betlemme è offerta ai nostri occhi la stessa Bontà, la Verità, la Bellezza che il nostro cuore oppresso, talvolta, immaginava di potersi procurare da sé, ma di cui restava in definitiva privo.
Quindi, innanzitutto, quella Bellezza trascendente, che è Dio stesso, ed alla quale prima non si poteva fare che un indiretto riferimento – ogni umana definizione, infatti, si sarebbe automaticamente configurata come atto idolatrico –, è divenuta toccabile, udibile, visibile, cioè umanamente esperibile, in un uomo, in un volto: il Logos, per mezzo del Quale tutte le cose sono state fatte, si è dato a noi in un punto del tempo e dello spazio perché potessimo riconoscerlo con gli occhi della carne, ascoltarne l’amorevole invito e, nella Sua sequela, ritrovare noi stessi, la nostra vera identità, cioè la perfetta Comunione con Dio.
In secondo luogo, tale perfetta Comunione è stata realizzata «a caro prezzo» (1Cor 6,20), giungendo al suo culmine nell’obbedienza di Cristo «fino alla morte, e alla morte di Croce» (cfr. Fil 2,8). Se, infatti, l’unzione sacerdotale del Verbo di Dio è stata l’Incarnazione, il perfetto compimento di tale consacrazione-unzione è costituito dal Sacrificio della Croce, che consuma e trasforma, col fuoco dello Spirito, la carne assunta da Cristo.
Quella disarmata Bellezza accolta dai pastori di Betlemme, raggiunge il culmine nella Passione di Cristo, nella Sua morte violenta, nell’obbrobrio della Croce! Quanto vi era di più riluttante per l’uomo, cioè la morte, è diventato con Cristo la vera Bellezza, proprio per quell’inscindibilità del bello dal vero e dal buono, i quali, nell’Amore oblativo di Cristo, sono perfettamente compiuti.
Questa somma ed eterna Bellezza, che si è rivelata a noi nel Mistero della Croce, e che ci raggiunge, per dono dello Spirito, nella Risurrezione di Cristo, può essere riconosciuta e accolta dagli uomini, adesso, nella Santissima Eucaristia. In essa, Cristo ha affidato Se stesso e, quindi, i tesori della Salvezza, agli Apostoli ed ai loro successori.
In essa, il Signore Risorto è come crocifisso al nostro presente e, così, ci attira dentro il Suo futuro.
Tale divina attrazione, poi, quasi naturalmente, ci conduce ai piedi del confessionale, per consegnare le nostre resistenze ed il nostro peccato e ricevere in cambio la rigenerazione del Perdono.
Prosegue così, nella storia, quel circolo virtuoso, quella “scala di Giacobbe”, nella quale tutta la nostra personale esistenza, ogni nostro atto ed ogni circostanza, vengono abbracciati e trasformati. È la dinamica del vivo rapporto con Cristo, che la sacra Scrittura, ed in particolare i santi Vangeli, contengono e trasmettono, e del quale i Santi sono limpidi testimoni.
3. Conseguenze per la costruzione dell’edificio sacro
Dopo quanto abbiamo detto sulla novità del Mistero dell’Incarnazione, si comprende bene quale sia il compito del Sacerdozio ministeriale, e come la vostra missione possa contribuirvi.
Compito dei Sacerdoti è rendere presente la Bellezza che salva e offrirla agli uomini, dopo essere stati intimamente conquistati da essa e sacramentalmente trasformati. Ciò avviene, in modo eminente, nell’Eucaristia e nella Confessione sacramentale, nelle quali gli uomini, da duemila anni, si recano “fisicamente” davanti al Signore e vivono di Lui.
Compito degli architetti e degli artisti, poi, sarà innanzitutto lasciarsi coinvolgere da questa Bellezza, che suscita e permette l’atto di fede, aprendo sempre più il cuore dell’uomo all’opera della grazia e “trasferendolo” davanti alla Luce invisibile del Sacramento.
Gli artisti, possono e devono innanzitutto “fruire” dell’Amore di Cristo, che li raggiunge tramite i Sacerdoti, sia divenendo realmente presente sull’altare, sia abbracciando l’umana miseria nel Sacramento della Riconciliazione.
In secondo luogo, a partire dalla vostra reale, ecclesiale, ed insieme, personalissima accoglienza del Suo Amore, potrete comunicare qualcosa di vero agli altri. Infatti, nessuno può condurre l’altro laddove egli già non sia, ad una meta che non conosce. Nella misura in cui vi lascerete coinvolgere dalla Bellezza del Salvatore, potrete condurre i nostri fratelli a riconoscerla.
Aiuterete così anche i Ministri ordinati in una duplice maniera: da un lato, accompagnando il loro annuncio, attraverso le rappresentazioni artistiche della realtà di Cristo e del Suo dialogo con gli uomini, così come i Vangeli scritti e quei Vangeli viventi che sono i Santi ci testimoniano; dall’altro, sostenendo i Sacerdoti nella comprensione della loro reale, nuova identità, così da poter essere accompagnati, anche dalla bellezza, in quel cammino di assimilazione dell’essere sacramentale ricevuto, che nella Celebrazione Eucaristica ha il proprio rinnovamento ed il proprio culmine.
Conseguentemente, proprio partendo dalla bellezza ontologicamente intesa e dalla nuova concezione di bellezza derivante dal mistero dell’evento storico di Cristo Signore, è necessario riconoscere come l’Incarnazione, la Croce e l’Eucaristia – presenza del Risorto tra noi e nel mondo – siano le tre “dimensioni” dello spazio sacro.
Questo non può essere a-storico, perché il cristianesimo è una fede rivelata e perciò storica; non può essere de-forme, perché il Verbo si è fatto carne in una “forma” determinata ed insuperabile: l’uomo; non può, soprattutto, essere uno spazio a-polide, disorientato e disorientante, poiché Cristo è il Sole di giustizia, la Via, la Verità e la Vita. Egli è l’orientamento, la stella polare verso cui l’intera esistenza cristiana guarda costantemente.
A Cristo anche ciascun sacerdote è chiamato a guardare, soprattutto nella celebrazione dei divini misteri: la forma dello spazio sacro, la luce, l’arte che in esso vive e che, nel contempo, gli dona vita, sostengono un tale orientamento interiore innanzitutto del celebrante.
Lo spazio fisico della chiesa, che è sempre un segno inequivocabile della presenza del mistero nel mondo, acquista in modo più pieno e compiuto il proprio reale significato nella celebrazione liturgica. È differente lo stare in una chiesa anche molto bella, ma “muta” ed il vivere in pienezza la liturgia che in essa si celebra. Nella liturgia e della liturgia la chiesa vive, anche come edificio! Le pietre, le forme, le statue, gli affreschi, i dipinti, le vetrate, la musica, il canto, i gesti, tutto vive e riverbera nella sacra liturgia.
Lo spazio sacro viene, così, trasfigurato dal rito e, in particolare, da quel vertice sacramentale che è l’Eucaristia! Lo spazio è trasfigurato nella “Gerusalemme celeste”, che è realmente presente nel Sacramento e ci accoglie al proprio interno. Esso è chiamato a significare, così, la “precipitazione” del Cielo sulla terra, nella quale il Mistero percorre per noi quella distanza prima incolmabile.
D’altro lato il percorso di conversione e salvezza che l’uomo è chiamato a compiere nell’incontro con Cristo, dilata lo spazio sacro fino a quello specialissimo ed intangibile “spazio” che è la libertà umana. Nessun architetto o artista dovrebbe mai dimenticare come il vero “spazio sacro”, sul versante dell’uomo, sia quello della libertà e che mai, in alcun caso, la realizzazione di uno spazio e di un opera d’arte dovrebbe avere come conseguenza, anche solo percepita, la costrizione, l’oppressione della persona.
Lo spazio sacro è anche lo spazio antropologico ed entrambi sono inseriti e donano significato allo spazio cosmico. Questo, anche se oggi è così lontano dalla comune esperienza degli uomini, è, e rimane, essenziale, anzi determinante, per l’incontro con la bellezza seconda e con il Suo Creatore: la Bellezza prima.
Conclusione
Essere “ministri della Bellezza” significa, allora, essere servi della bellezza; servi della bellezza in se stessa e, soprattutto, dell’incontro degli uomini con la bellezza.
Mentre i sacerdoti, ministri per grazia ontologicamente conferita ed essenzialmente differente, vivono e mostrano primordialmente la Bellezza Divina attraverso l’annuncio della Buona novella e la celebrazione dei sacramenti, tutti siete chiamati, in forza del battesimo e – è doveroso ricordarlo – anche della comune ragione umana, a servire la bellezza come reale possibilità di salvezza, come antidoto alla dispersione, al disorientamento, allo smarrimento dell’io e del significato dell’esistenza.
Allora non sarete appena Architetti ed artisti, ma sarete “collaboratori della gioia” degli uomini, perché ministri, servi della bellezza! Ci assista la Vergine Annunziata, la Vergine del sì che, proprio per questo sì, è Causa nostrae Letitiae!
Retirado de: Sancta Missa
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