domingo, 16 de setembro de 2012
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Novos ataques aos católicos no Iraque
Postado por
Caio Vinícius
Na manhã desta terça-feira, 2, explodiu uma bomba próximo a igreja siro-católica da “Sagrada Família”, na cidade de Kirkuk, no Iraque, deixando ao menos 23 pessoas feridas e causando diversos danos materiais. Entre os feridos está uma religiosa e algumas crianças.
Outras duas bombas foram desarmadas pela polícia. Esta é a primeira vez que esta igreja, localizada numa cidade ao norte do Iraque, é alvo de um ataque terrorista.
“Se trata de uma igreja siro-católica, que se encontra num bairro popular e realmente muito pobre. Às 5h30 da manhã [desta terça-feira] explodiu uma bomba colocada no muro da igreja; entre a igreja e as casas das pessoas não há uma grande distância. Muitas casas foram destruídas, muitos carros foram queimados e existem muitos feridos”, explica o Arcebispo de Kirkuk, Dom Louis Sako, em entrevista concedida por telefone à Rádio Vaticano.
O arcebispos iraquiano conta que esteve na igreja e visitou aos feridos no hospital, entre eles cristãos e muçulmanos.
Diante das diferenças, o prelado iraquiano salienta que existem outras maneiras de protestar sem o uso da violência e da brutalidade.
Mas, mesmo em meio a tanta dor e consternação, o arcebispo acredita que este mês é realmente um mês de oração, jejum e conversão e espera que “este seja o último ato de violência”.
Retirado de: Rádio Vaticano
Outras duas bombas foram desarmadas pela polícia. Esta é a primeira vez que esta igreja, localizada numa cidade ao norte do Iraque, é alvo de um ataque terrorista.
“Se trata de uma igreja siro-católica, que se encontra num bairro popular e realmente muito pobre. Às 5h30 da manhã [desta terça-feira] explodiu uma bomba colocada no muro da igreja; entre a igreja e as casas das pessoas não há uma grande distância. Muitas casas foram destruídas, muitos carros foram queimados e existem muitos feridos”, explica o Arcebispo de Kirkuk, Dom Louis Sako, em entrevista concedida por telefone à Rádio Vaticano.
O arcebispos iraquiano conta que esteve na igreja e visitou aos feridos no hospital, entre eles cristãos e muçulmanos.
Diante das diferenças, o prelado iraquiano salienta que existem outras maneiras de protestar sem o uso da violência e da brutalidade.
Mas, mesmo em meio a tanta dor e consternação, o arcebispo acredita que este mês é realmente um mês de oração, jejum e conversão e espera que “este seja o último ato de violência”.
Retirado de: Rádio Vaticano
quinta-feira, 31 de março de 2011
Novo ataque a uma igreja católica no Paquistão
Postado por
Caio Vinícius
O sacerdote Yusaf Amanat informou que nesta última segunda-feira seis homens armados atacaram e tentaram ingressar na igreja de Santo Tomás, em Wah Canntt (Paquistão), mas ao não obter seu objetivo, causaram um incêndio no templo, ocasionando danos leves.Em um relatório enviado à agência Fides, o sacerdote relatou que o ataque foi às 6:30pm. Um assistente, alarmado pelo ruído, advertiu o pároco e ligou para a polícia.
O Pe. Yusaf Amanat expressou sua preocupação e disse que o fato poderia ser uma represália pela queima do Corão que realizou semanas atrás o Pastor Terry Jones nos Estados Unidos.
O Arcebispo de Islamabad-Rawalpindi (Paquistão), Dom Rufin Anthony, disse à agência vaticana Fides que ao dirigir-se ao templo encontrou a Polícia, a quem pediu "mais proteção para as igrejas".
"Pude consolar e confortar os fiéis; neste tempo de sofrimento, nós os pastores estamos chamados a estar perto de nossa comunidade. Portanto, como Bispos do Paquistão, escrevemos uma carta pastoral conjunta para animar a nosso povo, para que se mantenha firme na fé e na esperança. Seguimos confiando em Deus e nas instituições do Paquistão".
Fontes da agência vaticana Fides indicaram que este é o terceiro ataque contra templos cristãos em uma semana, "o que indica um clima de intimidação contra as minorias religiosas. Os extremistas estão procurando pretextos para atacar os cristãos. Vivemos em um estado de insegurança, medo e sofrimento. O governo deve pôr estes temas como prioridade em sua agenda".
Entretanto, advertiram que em Rawalpindi há uma fábrica de armas pertencente às Forças Armadas que está resguardada, por isso estranha que um grupo de homens armados tenham podido atuar sem ser perturbados.
Os cristãos do Rawalpindi informaram que as autoridades policiais estão convocando aos líderes cristãos para discutir as medidas de segurança antes da Semana Santa.
Retirado de: ACI Digital
segunda-feira, 28 de março de 2011
Novo patriarca maronita recebe ‘Comunhão Eclesiástica’ do Papa
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Caio Vinícius
Béchara Boutros Raï toma posse de sua sede em Bkerké
Bento XVI concedeu a ‘Ecclesiastica Communio', na última sexta-feira, ao 77° de Patriarca de Antioquia dos Maronitas, Béchara Boutros Raï, eleito pelo Sínodo dos Bispos da Igreja Maronita, em 15 de março, para suceder neste cargo o cardeal Nasrallah Pierre Sfeir, que, apresentou sua renúncia aos 90 anos.
O novo patriarca, de 71 anos, é originário de Himlaya, uma aldeia montanhosa a leste de Beirute (Líbano), e foi oficialmente designado em uma cerimônia realizada em 25 de março em Bkerké - a 25 km ao norte de Beirute -, onde, desde 1790, encontra-se a residência oficial do patriarca maronita.
"É um motivo de orgulho para a Sua Igreja estar unida, desde o início, ao Sucessor de Pedro - escreveu o Papa na carta de concessão da ‘Ecclesiastica Communio', em conformidade com o Código de Direito Canônico para as Igrejas Orientais. Pedro foi chamado por Jesus para preservar a unidade, na verdade e no amor à sua única Igreja. Seguindo uma antiga e bela tradição, o nome de Pedro é adicionado ao do Patriarca."
Na carta, o Papa fez votos de que o novo patriarca tenha "todo o ardor, iluminado pela sabedoria, configurado pela prudência, para guiar a Igreja Maronita. Adornada pela glória de São Maron e dos santos libaneses São Charbel, São Nimatullah, santa Rafqa o beato Estèphe, poderá sair ao encontro do seu Esposo, nosso Salvador".
"Que o Senhor o assista em seu ministério de ‘Pai e de Cabeça' - continuou Bento XVI -, para proclamar a Palavra que salva, para que seja vivida e celebrada com misericórdia, de acordo com as antigas tradições espirituais e litúrgicas da Igreja Maronita. Que todos os fiéis que lhe foram confiados encontrem consolo em sua solicitude paternal!"
A Igreja Maronita é uma comunidade ‘sui iuris' dentro da Igreja Católica; sempre esteve em comunhão com Roma, embora mantendo uma liturgia e um calendário próprios: celebra a sua liturgia em árabe, exceto nos cânticos antigos e nas orações ancestrais da Eucaristia, para as quais usa o aramaico.
Foi fundada por São Maron, que viveu entre os séculos IV e V como eremita, nas montanhas de Taurus, perto de Cirrus - uma cidade antiga no norte da Síria - e em vida ganhou fama como milagreiro e gozou de uma grande reputação como diretor espiritual.
Hoje, a Igreja Maronita possui mais de 3 milhões de fiéis e está presente no Líbano, Síria, Egito, Terra Santa, e nos países da diáspora, como Argentina e Austrália.
Retirado: Zenit
Bento XVI concedeu a ‘Ecclesiastica Communio', na última sexta-feira, ao 77° de Patriarca de Antioquia dos Maronitas, Béchara Boutros Raï, eleito pelo Sínodo dos Bispos da Igreja Maronita, em 15 de março, para suceder neste cargo o cardeal Nasrallah Pierre Sfeir, que, apresentou sua renúncia aos 90 anos.
O novo patriarca, de 71 anos, é originário de Himlaya, uma aldeia montanhosa a leste de Beirute (Líbano), e foi oficialmente designado em uma cerimônia realizada em 25 de março em Bkerké - a 25 km ao norte de Beirute -, onde, desde 1790, encontra-se a residência oficial do patriarca maronita.
"É um motivo de orgulho para a Sua Igreja estar unida, desde o início, ao Sucessor de Pedro - escreveu o Papa na carta de concessão da ‘Ecclesiastica Communio', em conformidade com o Código de Direito Canônico para as Igrejas Orientais. Pedro foi chamado por Jesus para preservar a unidade, na verdade e no amor à sua única Igreja. Seguindo uma antiga e bela tradição, o nome de Pedro é adicionado ao do Patriarca."
Na carta, o Papa fez votos de que o novo patriarca tenha "todo o ardor, iluminado pela sabedoria, configurado pela prudência, para guiar a Igreja Maronita. Adornada pela glória de São Maron e dos santos libaneses São Charbel, São Nimatullah, santa Rafqa o beato Estèphe, poderá sair ao encontro do seu Esposo, nosso Salvador".
"Que o Senhor o assista em seu ministério de ‘Pai e de Cabeça' - continuou Bento XVI -, para proclamar a Palavra que salva, para que seja vivida e celebrada com misericórdia, de acordo com as antigas tradições espirituais e litúrgicas da Igreja Maronita. Que todos os fiéis que lhe foram confiados encontrem consolo em sua solicitude paternal!"
A Igreja Maronita é uma comunidade ‘sui iuris' dentro da Igreja Católica; sempre esteve em comunhão com Roma, embora mantendo uma liturgia e um calendário próprios: celebra a sua liturgia em árabe, exceto nos cânticos antigos e nas orações ancestrais da Eucaristia, para as quais usa o aramaico.
Foi fundada por São Maron, que viveu entre os séculos IV e V como eremita, nas montanhas de Taurus, perto de Cirrus - uma cidade antiga no norte da Síria - e em vida ganhou fama como milagreiro e gozou de uma grande reputação como diretor espiritual.
Hoje, a Igreja Maronita possui mais de 3 milhões de fiéis e está presente no Líbano, Síria, Egito, Terra Santa, e nos países da diáspora, como Argentina e Austrália.
Retirado: Zenit
sábado, 1 de janeiro de 2011
Atentado aos cristãos no Egito
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Caio Vinícius
Ao menos 21 pessoas morreram após um carro-bomba explodir em frente a uma igreja cristã na cidade de Alexandria, no Egito, à meia-noite deste sábado (1º).
Segundo autoridades egípcias, cerca de 24 pessoas ficaram feridas no atentado. O veículo explodiu no momento em que os fiéis saiam da igreja dos Santos, no bairro Sidi Bechr.
O automóvel estava estacionado no local, segundo o ministério do Interior. Diversas ambulâncias foram chamadas para o atendimento às vítimas – muitas delas foram levadas aos hospitais com queimaduras e cortes pelo corpo.
(*) Com informações das agências Efe, France Presse e Reuters.
Retirado: G1
Segundo autoridades egípcias, cerca de 24 pessoas ficaram feridas no atentado. O veículo explodiu no momento em que os fiéis saiam da igreja dos Santos, no bairro Sidi Bechr.
O automóvel estava estacionado no local, segundo o ministério do Interior. Diversas ambulâncias foram chamadas para o atendimento às vítimas – muitas delas foram levadas aos hospitais com queimaduras e cortes pelo corpo.
(*) Com informações das agências Efe, France Presse e Reuters.
Retirado: G1
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Parar a cristãofobia no Oriente Médio, exortou o Papa Bento XVI
Postado por
Caio Vinícius
Publicado em: ACI Digital
O Papa Bento XVI fez um enérgico chamado a cessar a cristãofobia, especialmente no Oriente Médio, e para que as autoridades protejam os refugiados e animem o processo de reconciliação.
"No Sínodo escutamos palavras sábias do Conselheiro do Mufti da República do Líbano contra os atos de violência no confronto com cristãos. Ele dizia: com o ferimento dos cristãos, somos feridos nós mesmos".
Infelizmente, prosseguiu o Papa, "esta e outras vozes da razão, às quais estamos profundamente agradecidos, são muito fracas. Também neste caso, o obstáculo é a conexão entre o afã de lucro e a cegueira ideológica".
"Com base no espírito da fé e da sua razoabilidade, o Sínodo desenvolveu um grande conceito do diálogo, do perdão e da acolhida mútuas, um conceito que agora desejamos gritar ao mundo. O ser humano é um só e a humanidade é uma só. Aquilo que, em qualquer lugar, é feito contra o homem, por fim, fere a todos".
"As palavras do Sínodo devem ser um alento para todas as pessoas com responsabilidades políticas ou religiosas para que ponham freio à cristãofobia, ergam-se para defender aos refugiados e os que sofrem e revitalizem o espírito de reconciliação".
Seguidamente o Papa disse que "pudemos ver a rica cultura cristã do Oriente cristão. Mas vimos também o problema do País dividido. Tornaram-se visíveis culpas do passado e profundas feridas, mas também o desejo de paz e de comunhão que existiam primeiro. Todos são conscientes do fato de que a violência não traz nenhum progresso – esse, de fato, criou a situação atual. Somente por meio do compromisso e da compreensão mútua pode ser restabelecida a unidade. Preparar as pessoas para essa atitude de paz é uma missão essencial da pastoral".
"No Sínodo, o olhar alargou-se sobre todo o Oriente Médio, onde convivem fiéis pertencentes a religiões diversas e também a muitas tradições e ritos distintos. No que diz respeito aos cristãos, há as Igrejas pré-calcedonesas e aquelas calcedonesas; Igrejas em comunhão com Roma e outras que estão fora de tal comunhão e entre elas existem, uma ao lado da outra, múltiplos ritos. Nos transtornos dos últimos anos, foi abalada a história de partilha, as tensões e as divisões cresceram, de tal modo que, sempre com horror, somos testemunhas de atos de violência nos quais não se respeita mais aquilo que para o outro é sagrado, nos quais também se quebram as regras mais elementares da humanidade ".
Bento XVI disse que no Sínodo também se meditou sobre a necessária unidade que deve existir com a Igreja Ortodoxa: "permanece inesquecível a hospitalidade da Igreja ortodoxa que pudemos experimentar com grande gratidão. Ainda que a plena comunhão ainda não tenha nos sido doada, tivemos, todavia, constatado com alegria que a forma basilar da Igreja antiga une-nos profundamente uns com os outros: o ministério sacramental dos Bispos como portadores da tradição apostólica".
Elementos de unidade também são "a leitura da Escritura segundo a hermenêutica da Regula fidei, a compreensão da Escritura na unidade multiforme centrada sobre o Cristo, desenvolvida graças à inspiração de Deus e, enfim, a fé na centralidade da Eucaristia na vida da Igreja", ressaltou.
O Papa Bento XVI fez um enérgico chamado a cessar a cristãofobia, especialmente no Oriente Médio, e para que as autoridades protejam os refugiados e animem o processo de reconciliação.
Em sua saudação de hoje pelo Natal dirigida à cúria do Vaticano, o Santo Padre se referiu ao Sínodo dos Bispos do Oriente Médio celebrado em outubro em Roma e alertou que "Na situação atual, os cristãos são a minoria mais oprimida e atormentada. Durante séculos, viveram pacificamente junto a seus vizinhos hebreus e muçulmanos".
"No Sínodo escutamos palavras sábias do Conselheiro do Mufti da República do Líbano contra os atos de violência no confronto com cristãos. Ele dizia: com o ferimento dos cristãos, somos feridos nós mesmos".
Infelizmente, prosseguiu o Papa, "esta e outras vozes da razão, às quais estamos profundamente agradecidos, são muito fracas. Também neste caso, o obstáculo é a conexão entre o afã de lucro e a cegueira ideológica".
"Com base no espírito da fé e da sua razoabilidade, o Sínodo desenvolveu um grande conceito do diálogo, do perdão e da acolhida mútuas, um conceito que agora desejamos gritar ao mundo. O ser humano é um só e a humanidade é uma só. Aquilo que, em qualquer lugar, é feito contra o homem, por fim, fere a todos".
"As palavras do Sínodo devem ser um alento para todas as pessoas com responsabilidades políticas ou religiosas para que ponham freio à cristãofobia, ergam-se para defender aos refugiados e os que sofrem e revitalizem o espírito de reconciliação".
Seguidamente o Papa disse que "pudemos ver a rica cultura cristã do Oriente cristão. Mas vimos também o problema do País dividido. Tornaram-se visíveis culpas do passado e profundas feridas, mas também o desejo de paz e de comunhão que existiam primeiro. Todos são conscientes do fato de que a violência não traz nenhum progresso – esse, de fato, criou a situação atual. Somente por meio do compromisso e da compreensão mútua pode ser restabelecida a unidade. Preparar as pessoas para essa atitude de paz é uma missão essencial da pastoral".
"No Sínodo, o olhar alargou-se sobre todo o Oriente Médio, onde convivem fiéis pertencentes a religiões diversas e também a muitas tradições e ritos distintos. No que diz respeito aos cristãos, há as Igrejas pré-calcedonesas e aquelas calcedonesas; Igrejas em comunhão com Roma e outras que estão fora de tal comunhão e entre elas existem, uma ao lado da outra, múltiplos ritos. Nos transtornos dos últimos anos, foi abalada a história de partilha, as tensões e as divisões cresceram, de tal modo que, sempre com horror, somos testemunhas de atos de violência nos quais não se respeita mais aquilo que para o outro é sagrado, nos quais também se quebram as regras mais elementares da humanidade ".
Bento XVI disse que no Sínodo também se meditou sobre a necessária unidade que deve existir com a Igreja Ortodoxa: "permanece inesquecível a hospitalidade da Igreja ortodoxa que pudemos experimentar com grande gratidão. Ainda que a plena comunhão ainda não tenha nos sido doada, tivemos, todavia, constatado com alegria que a forma basilar da Igreja antiga une-nos profundamente uns com os outros: o ministério sacramental dos Bispos como portadores da tradição apostólica".
Elementos de unidade também são "a leitura da Escritura segundo a hermenêutica da Regula fidei, a compreensão da Escritura na unidade multiforme centrada sobre o Cristo, desenvolvida graças à inspiração de Deus e, enfim, a fé na centralidade da Eucaristia na vida da Igreja", ressaltou.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Al Qaeda poderia ser o autor do assassinato de um casal cristão no Iraque
Postado por
Caio Vinícius
Publicado originalmente em: Aci digital
Um casal de idosos foi a nova vítima da perseguição anti-cristã no Iraque. Pelo modo como operaram os assassinos, cogita-se que estes poderiam ser membros da rede terrorista Al Qaeda.
Conforme informou o jornal espanhol La Razón, o casal foi assassinado em seu domicílio de Bagdá por um grupo de homens encapuzados que levavam pistolas com silenciador. Estes obtiveram informação prévia sobre como era o interior da casa. As vítimas, que não puderam oferecer resistência, receberam até doze disparos.
"Embora as autoridades guardem silêncio, o crime leva o selo do Al Qaeda, tanto pelo uso dos silenciadores, como por sua maneira de obrar", informou o jornal.
Como se recorda, o grupo terrorista de Bin Laden lançou a princípios de novembro uma ameaça contra os cristãos no Iraque, para matá-los "aonde quer que estejam".
Previamente, no dia 31 de outubro um comando do Al Qaeda atacou a Catedral siro-católica de Bagdá em plena Missa, onde após o enfrentamento com as forças da lei, morreram 44 cristãos, dois sacerdotes, sete agentes e todos os terroristas.
O Al Qaeda usa como desculpa para atacar aos cristãos o rumor de que a Igreja copta do Egito seqüestrou duas mulheres que supostamente queriam converter-se ao islã. Apesar de disto ter sido desmentido pelas próprias autoridades islâmicas do Egito, segue servindo de desculpa para os fundamentalistas islâmicos.
Um casal de idosos foi a nova vítima da perseguição anti-cristã no Iraque. Pelo modo como operaram os assassinos, cogita-se que estes poderiam ser membros da rede terrorista Al Qaeda.
Conforme informou o jornal espanhol La Razón, o casal foi assassinado em seu domicílio de Bagdá por um grupo de homens encapuzados que levavam pistolas com silenciador. Estes obtiveram informação prévia sobre como era o interior da casa. As vítimas, que não puderam oferecer resistência, receberam até doze disparos.
"Embora as autoridades guardem silêncio, o crime leva o selo do Al Qaeda, tanto pelo uso dos silenciadores, como por sua maneira de obrar", informou o jornal.
Como se recorda, o grupo terrorista de Bin Laden lançou a princípios de novembro uma ameaça contra os cristãos no Iraque, para matá-los "aonde quer que estejam".
Previamente, no dia 31 de outubro um comando do Al Qaeda atacou a Catedral siro-católica de Bagdá em plena Missa, onde após o enfrentamento com as forças da lei, morreram 44 cristãos, dois sacerdotes, sete agentes e todos os terroristas.
O Al Qaeda usa como desculpa para atacar aos cristãos o rumor de que a Igreja copta do Egito seqüestrou duas mulheres que supostamente queriam converter-se ao islã. Apesar de disto ter sido desmentido pelas próprias autoridades islâmicas do Egito, segue servindo de desculpa para os fundamentalistas islâmicos.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Novos ataques contra cristãos no Iraque deixam três mortos
Postado por
Caio Vinícius
Publicado em: ACI Digital
A violência contra fiéis cristãos cobrou esta segunda-feira a vida de outras três pessoas na cidade de Mossul, no norte do Iraque, em dois eventos distintos, conforme informou a Polícia de Mossul.
No primeiro dos eventos, um pistoleiro acabou com a vida de dois irmãos cristãos, nos quais disparou quando irrompeu em seu lugar de trabalho, situado na zona industrial da cidade. Os dois falecidos eram soldadores e proprietários do local.
O terceiro cristão falecido nesta segunda-feira foi uma mulher de idade avançada que apareceu estrangulada em seu domicílio, localizado no centro de Mossul. Os ataques contra membros da comunidade cristã no Iraque começaram no último 31 de outubro e se estenderam à zona norte do país árabe.
O último dos ataques contra fiéis que professam esta crença foi produzido na semana passada na zona oriental de Mossul, onde uma bomba acabou com a vida de um homem e de sua filha de seis anos, segundo a Polícia local.
A violência contra fiéis cristãos cobrou esta segunda-feira a vida de outras três pessoas na cidade de Mossul, no norte do Iraque, em dois eventos distintos, conforme informou a Polícia de Mossul.
No primeiro dos eventos, um pistoleiro acabou com a vida de dois irmãos cristãos, nos quais disparou quando irrompeu em seu lugar de trabalho, situado na zona industrial da cidade. Os dois falecidos eram soldadores e proprietários do local.
O terceiro cristão falecido nesta segunda-feira foi uma mulher de idade avançada que apareceu estrangulada em seu domicílio, localizado no centro de Mossul. Os ataques contra membros da comunidade cristã no Iraque começaram no último 31 de outubro e se estenderam à zona norte do país árabe.
O último dos ataques contra fiéis que professam esta crença foi produzido na semana passada na zona oriental de Mossul, onde uma bomba acabou com a vida de um homem e de sua filha de seis anos, segundo a Polícia local.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Atentados no Iraque:"(...) hoje só podemos esperar e rezar, confiando nossas vidas nas mãos de Deus.Os cristãos iraquianos dizem entre lágrimas: In manus tuas Domine(...)".
Postado por
Caio Vinícius
Publicado em: Aci digital
"O que podemos fazer, o que podemos dizer? Uma profunda tristeza envolve a nossa comunidade. A onda de ataques vai aumentando. Há dez dias, a carnificina em nossa catedral. Hoje atacaram nossas casas. As famílias estão chorando, todo mundo quer escapar. É terrível", declarou à agência vaticana Fides o Arcebispo siro-católico de Bagdá, Dom Atanase Matti Shaba Matoka, depois da onda de bombardeios contra lares cristãos que se desatou esta manhã.
Entre os falecidos se encontra um muçulmano, que recebeu o impacto de uma segunda explosão depois sair em ajuda de cristãos feridos durante o bombardeio.
O Arcebispo siro-católico de Bagdá denunciou que "apesar dos pedidos, o governo não faz nada para deter esta onda de violência que nos aflige. Há policiais diante das igrejas, mas hoje são as casas de nossos fiéis as que estão sendo atacadas. Foram feridas famílias cristãs caldéias, católicas, assírias, e de outras confissões no distrito de Doura".
"O terror está tocando as nossas portas. As famílias estão destroçadas. Isto não é vida, dizem. Querem-nos expulsar e estão conseguindo. O país é presa da destruição e do terrorismo. Os cristãos sofrem cada vez mais e que querem abandonar o país. Não temos palavras!", exclamou.
"Pedimos uma pronta intervenção da comunidade internacional" demandou o prelado dizendo que “suplicamos ao Santo Padre e à Igreja universal que venham em nossa ajuda. Hoje só podemos esperar e rezar, confiando nossas vidas nas mãos de Deus. Os cristãos iraquianos dizem entre lágrimas: In manus tuas, Domine", finalizou.
Dom Warda comenta que os fiéis lhe pedem suas orações e acrescenta que "este é realmente um tempo muito difícil para nós. É um caos. É necessário pressionar o governo para que brinde adequado amparo aos cristãos".
"O que podemos fazer, o que podemos dizer? Uma profunda tristeza envolve a nossa comunidade. A onda de ataques vai aumentando. Há dez dias, a carnificina em nossa catedral. Hoje atacaram nossas casas. As famílias estão chorando, todo mundo quer escapar. É terrível", declarou à agência vaticana Fides o Arcebispo siro-católico de Bagdá, Dom Atanase Matti Shaba Matoka, depois da onda de bombardeios contra lares cristãos que se desatou esta manhã.
Depois destes ataques anunciados pelo Al Qaeda depois do massacre perpetrado na Catedral siro-católica de Bagdá onde morreram 58 pessoas, fontes de segurança iraquianas informaram que nos ataques desta quarta-feira ao menos três pessoas morreram e mais de 25 resultaram feridas pelos projéteis de morteiro e bombas caseiras, que impactaram as vizinhanças predominantemente cristãs de Bagdá.
Entre os falecidos se encontra um muçulmano, que recebeu o impacto de uma segunda explosão depois sair em ajuda de cristãos feridos durante o bombardeio.
O Arcebispo siro-católico de Bagdá denunciou que "apesar dos pedidos, o governo não faz nada para deter esta onda de violência que nos aflige. Há policiais diante das igrejas, mas hoje são as casas de nossos fiéis as que estão sendo atacadas. Foram feridas famílias cristãs caldéias, católicas, assírias, e de outras confissões no distrito de Doura".
"O terror está tocando as nossas portas. As famílias estão destroçadas. Isto não é vida, dizem. Querem-nos expulsar e estão conseguindo. O país é presa da destruição e do terrorismo. Os cristãos sofrem cada vez mais e que querem abandonar o país. Não temos palavras!", exclamou."Pedimos uma pronta intervenção da comunidade internacional" demandou o prelado dizendo que “suplicamos ao Santo Padre e à Igreja universal que venham em nossa ajuda. Hoje só podemos esperar e rezar, confiando nossas vidas nas mãos de Deus. Os cristãos iraquianos dizem entre lágrimas: In manus tuas, Domine", finalizou.
Por sua parte e em declarações à organização internacional católica Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), o Arcebispo caldeu de Erbil, Dom Bashar Warda recordou que o "Al Qaeda disse que as igrejas e os cristãos seriam um alvo. Isto (os ataques desta manhã) prova que eles falavam sério"
O Arcebispo relata que recebeu diversas chamadas telefônicas de amigos e familiares das vítimas destes ataques: "as pessoas estão sofrendo e têm muito medo. Há raiva e angústia e não sabem aonde ir", assinalou.
Dom Warda comenta que os fiéis lhe pedem suas orações e acrescenta que "este é realmente um tempo muito difícil para nós. É um caos. É necessário pressionar o governo para que brinde adequado amparo aos cristãos".
O Arcebispo caldeu (católico) advertiu ademais que estes ataques geram o êxodo dos cristãos de Bagdá onde esta comunidade não chega nem a 50 famílias.
Por intercessão da Virgem Santíssima, defendei, Senhor, esta família de toda a adversidade, e fazei que de coração prostrado aos Vossos pés encontre em Vós proteção contra as insídias do inimigo.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Bispos trabalham nas propostas a apresentar ao Papa, que podem incluir a inclusão dos Patriarcas Orientais nos participantes do Conclave
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Caio Vinícius
Os trabalhos do Sínodo dos Bispos para o Médio Oriente prosseguem à porta fechada, em pequenos grupos, para a elaboração da lista de propostas que vão ser apresentadas ao Papa no final da assembleia.
Entre os temas em debate, à espera de consenso, está a ideia de integrar os Patriarcas Orientais entre a lista dos membros do colégio eleitor de um novo Papa, no Conclave, situação hoje reservada aos Cardeais com menos de 80 anos de idade.
Além de Jerusalém e dos territórios palestinianos, o Sínodo para o Médio Oriente destina-se aos católicos de 16 Estados: Arábia Saudita, Bahrein, Chipre, Egipto, Emiratos Árabes Unidos, Jordânia, Iémen, Irão, Iraque, Israel, Kuwait, Líbano, Oman, Qatar, Síria e Turquia.
Uma região de 7,18 milhões de quilómetros quadrados, com mais de 356 milhões de pessoas e 5,7 milhões de católicos em 20 milhões de cristãos.
Católicos de rito latino (comum à maior parte dos países ocidentais, como em Portugal), somam-se nestes países a seis Igrejas orientais católicas com autonomia própria, “sui iuris”, lideradas por um Patriarca próprio, em comunhão com Roma.
Coptas, sírios, greco-melquitas, maronitas, caldeus e arménios dão vida a uma variedade de tradições, espiritualidade, liturgia e disciplina, sublinhada desde o início do Sínodo.
Nesta assembleia participam nove Patriarcas do Médio Oriente: Nasrallah Pierre Sfeir (Cardeal), Patriarca de Antioquia dos Maronitas, Líbano; Ignace Moussa I Daoud (Cardeal), Patriarca emérito de Antioquia dos Sírios; Emmanuel II Delly (Cardeal), Patriarca de Babilónia dos Caldeus, Iraque; Antonios Naguib, Patriarca de Alexandria dos Coptas, Egipto; Ignace Youssif III Younan, Patriarca de Antioquia dos Sírios; Gregorios III Laham, Patriarca de Antioquia dos greco-melquitas, Síria; Nerdes Bedros XIX Tarmouni, Patriarca de Cilícia dos Arménios, Líbano; Fouad Twal, Patriarca latino de Jerusalém e Michel Sabbah, Patriarca latino emérito de Jerusalém.
Os participantes no Sínodo devem ainda propor uma “forma nova” do exercício do primado dos Patriarcas que não prejudique a relação com o Papa.
O relatório intermédio dos trabalhos sinodais reconhece que este é um tema delicado, que pode merecer a criação de uma comissão multidisciplinar.
O documento sugere também uma espécie de "banco de sacerdotes" e um "banco para os leigos", de modo a haver sempre "pessoas prontas a irem até os fiéis presentes nas áreas em dificuldades".
As propostas de cada grupo são entregues à secretaria-geral do Sínodo. Quarta-feira, 20 de Outubro, não haverá trabalhos, dado que o relator, o secretário especial e os relatores dos grupos (círculos menores) procedem ao trabalho de “unificação” das propostas.
O elenco final das mesmas é apresentado no dia 21 e, após discussão na aula sinodal, votado a 23 de Outubro, antecedendo a missa de encerramento, no próximo Domingo, que será presidida por Bento XVI na Basílica de São Pedro, Vaticano.
A 24ª assembleia do Sínodo dos Bispos, primeira para esta região, tem como tema “A Igreja Católica no Médio Oriente: comunhão e testemunho. «A multidão dos crentes tinha um só coração e uma só alma»”.
O Sínodo pode ser definido, genericamente, como uma assembleia consultiva de bispos que representam o episcopado católico, convocados para ajudar o Papa no governo da Igreja, dando o seu próprio conselho.
Fonte: Agência Ecclesia
Entre os temas em debate, à espera de consenso, está a ideia de integrar os Patriarcas Orientais entre a lista dos membros do colégio eleitor de um novo Papa, no Conclave, situação hoje reservada aos Cardeais com menos de 80 anos de idade.
Além de Jerusalém e dos territórios palestinianos, o Sínodo para o Médio Oriente destina-se aos católicos de 16 Estados: Arábia Saudita, Bahrein, Chipre, Egipto, Emiratos Árabes Unidos, Jordânia, Iémen, Irão, Iraque, Israel, Kuwait, Líbano, Oman, Qatar, Síria e Turquia.
Uma região de 7,18 milhões de quilómetros quadrados, com mais de 356 milhões de pessoas e 5,7 milhões de católicos em 20 milhões de cristãos.
Católicos de rito latino (comum à maior parte dos países ocidentais, como em Portugal), somam-se nestes países a seis Igrejas orientais católicas com autonomia própria, “sui iuris”, lideradas por um Patriarca próprio, em comunhão com Roma.
Coptas, sírios, greco-melquitas, maronitas, caldeus e arménios dão vida a uma variedade de tradições, espiritualidade, liturgia e disciplina, sublinhada desde o início do Sínodo.
Nesta assembleia participam nove Patriarcas do Médio Oriente: Nasrallah Pierre Sfeir (Cardeal), Patriarca de Antioquia dos Maronitas, Líbano; Ignace Moussa I Daoud (Cardeal), Patriarca emérito de Antioquia dos Sírios; Emmanuel II Delly (Cardeal), Patriarca de Babilónia dos Caldeus, Iraque; Antonios Naguib, Patriarca de Alexandria dos Coptas, Egipto; Ignace Youssif III Younan, Patriarca de Antioquia dos Sírios; Gregorios III Laham, Patriarca de Antioquia dos greco-melquitas, Síria; Nerdes Bedros XIX Tarmouni, Patriarca de Cilícia dos Arménios, Líbano; Fouad Twal, Patriarca latino de Jerusalém e Michel Sabbah, Patriarca latino emérito de Jerusalém.
Os participantes no Sínodo devem ainda propor uma “forma nova” do exercício do primado dos Patriarcas que não prejudique a relação com o Papa.
O relatório intermédio dos trabalhos sinodais reconhece que este é um tema delicado, que pode merecer a criação de uma comissão multidisciplinar.
O documento sugere também uma espécie de "banco de sacerdotes" e um "banco para os leigos", de modo a haver sempre "pessoas prontas a irem até os fiéis presentes nas áreas em dificuldades".
As propostas de cada grupo são entregues à secretaria-geral do Sínodo. Quarta-feira, 20 de Outubro, não haverá trabalhos, dado que o relator, o secretário especial e os relatores dos grupos (círculos menores) procedem ao trabalho de “unificação” das propostas.
O elenco final das mesmas é apresentado no dia 21 e, após discussão na aula sinodal, votado a 23 de Outubro, antecedendo a missa de encerramento, no próximo Domingo, que será presidida por Bento XVI na Basílica de São Pedro, Vaticano.
A 24ª assembleia do Sínodo dos Bispos, primeira para esta região, tem como tema “A Igreja Católica no Médio Oriente: comunhão e testemunho. «A multidão dos crentes tinha um só coração e uma só alma»”.
O Sínodo pode ser definido, genericamente, como uma assembleia consultiva de bispos que representam o episcopado católico, convocados para ajudar o Papa no governo da Igreja, dando o seu próprio conselho.
Fonte: Agência Ecclesia
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Igrejas orientais: a Igreja de tradição antioquena
Postado por
Caio Vinícius
A segunda grande tradição oriental é conhecida como antioquena ou siro-ocidental, compartilhada também pelas Igrejas Católica e Ortodoxa. Dentro da Igreja Católica, são três as agrupações pertencentes a este rito: a Igreja siro-católica, a Igreja maronita e a Igreja siro-malancar.
Esta tradição venerável procede da Antioquia, cidade que tem um lugar muito importante na história do cristianismo, como narram os Atos dos Apóstolos. Foi fundada, segundo a tradição, pelo próprio São Pedro. Lá, os seguidores de Cristo receberam pela primeira vez o nome de "cristãos".
Antioquia, chamada "Rainha do Oriente", foi uma das sedes dos quatro patriarcados originais, junto com Jerusalém, Alexandria e Roma. Foi também um grande centro teológico, monástico, cultural e litúrgico na Igreja antiga.
A Igreja síria se separou da com o resto da Igreja, rejeitando o Concílio de Calcedônia (451) e adotando o monofisismo, heresia que afirma que em Cristo existe apenas uma natureza, a divina.
Posteriormente, no século VI, um bispo monofisita, Jacob Baradai, enviado secretamente pela imperatriz Teoodora, organizou e estruturou a Igreja síria ortodoxa, que desde então é conhecida também como Igreja jacobita ou siro-ocidental.
Os cristãos sírios que não abraçaram o monofisismo são os melquitas, de quem falaremos no capítulo sobre a Igreja bizantina, já que abandonaram o rito siríaco. Outros cristãos que conservaram o rito siríaco, mas permaneceram católicos, são os maronitas, de quem trataremos mais adiante.
Segundo explica o especialista Juan Nadal Cañellas, o monofisismo da Igreja síria foi mais uma questão política, para atender os persas frente ao império bizantino. No entanto, nunca desembocou em proclamações heterodoxas, senão que nunca houve um cisma real no conteúdo da fé.
De fato, afirma, não foi difícil chegar a uma declaração comum, em 1984, entre o patriarca ortodoxo sírio, Ignace Zakka Ivas, e João Paulo II, na qual ambos afirmam que os "mal-entendidos e os cismas que vieram depois do Concílio de Niceia (...) não tocam o conteúdo da fé".
Ao longo dos séculos, a Igreja síria sofreu muitas perseguições, nas mãos dos bizantinos, dos árabes, dos mongóis e, finalmente, do império otomano. Este - além da emigração - é o motivo pelo qual o número de fiéis sírios é muito pequeno.
A liturgia antioquena é muito antiga, ainda que tenha muita influência bizantina. Entre outras características, são proclamadas 6 leituras (3 do Antigo e 3 do Novo Testamento); o ósculo da paz é colocado antes da consagração; a liturgia eucarística está repleta de gestos simbólicos; o Batismo é por imersão.
Durante a época das cruzadas, os cristãos jacobitas mantiveram boas relações com os católicos romanos e, inclusive no Concílio de Florença (1442), apresentou-se uma volta à comunhão com Roma, mas sem êxito.
Em 1656, conseguiu-se criar a primeira hierarquia reconhecida por Roma, ao ser eleito como patriarca o jacobita convertido ao catolicismo, Abdul Ahijan. No entanto, a linha hierárquica unida a Roma se interrompeu em várias ocasiões.
Em 1782, o Santo Sínodo Ortodoxo Sírio elegeu o metropolitano Miguel Jarweh como patriarca, quem se declarou católico e teve de refugiar-se no Líbano, fugindo dos ortodoxos, que elegeram outro patriarca. Com Jarweh, explica o especialista do sínodo, Pier Giorgio Gianazza, restabeleceu-se até hoje a hierarquia siro-ocidental católica.
O patriarca de Antioquia dos Sírios atualmente é Ignace Youssef III Younan, e os fiéis são cerca de 120 mil. A sede está em Beirute e sua liturgia é praticamente igual, exceto pequenos detalhes, à dos sírios ortodoxos.
Em meio às disputas cristológicas da Calcedônia, no século V, houve um monge sírio com fama de santidade, Maron, que permaneceu unido a Roma. Seus seguidores, devido às perseguições dos monofisitas, tiveram de retirar-se às montanhas do Líbano.
Esta Igreja permaneceu oculta até a chegada dos cruzados no século XII, segundo explica Nadal Cañellas. A Igreja de Roma a reconheceu sem problemas e seus representantes já participaram do Concílio Lateranense IV.
Trata-se, portanto, da única Igreja oriental que permaneceu desde sempre fiel a Roma. Devido a isso, lamenta Nadal, seu rito está muito latinizado.
Conta com cerca de 3,5 milhões de fiéis, segundo os dados da última edição do Anuário Pontifício da Igreja.
Sua cabeça atual é Pedro Sfeir de Reyfoun, com o nome de patriarca de Antioquia dos maronitas, e tem sua sede de Bkerke (Líbano). Devido à emigração, têm importantes comunidades nos Estados Unidos, México, Brasil, Canadá, Austrália e Argentina.
Como vimos anteriormente na Igreja caldeia, os siro-orientais evangelizaram, durante os séculos VII a XIII, grande parte da Ásia Central. Daquela evangelização surgiu a Igreja siro-malabar, que, séculos mais tarde, com a chegada dos portugueses, passou a depender de Roma.
No entanto, segundo explica Nadal, em 1665, aproveitando certo vazio de poder deixado pelos portugueses, e com o desejo de preservar seu próprio rito, o arquidiácono Tomás Parambil e muitos seguidores romperam com Roma e passaram a obedecer o patriarca ortodoxo siro-ocidental.
Criou-se assim a Igreja malancar ortodoxa. No entanto, em 1930, uma parte da Igreja siro-malancar ortodoxa voltou novamente a obedecer Roma.
Esta Igreja malancar católica é presidida pelo arquieparca maior de Trivandrum, chamado de maneira informal de Catolicós, Baselios Cleemis Thottunkal. A sede está em Trivandrum (ou Thiruvananthapuram), no estado indiano de Kerala. São cerca de 340 mil fiéis.
De: Zenit
Esta tradição venerável procede da Antioquia, cidade que tem um lugar muito importante na história do cristianismo, como narram os Atos dos Apóstolos. Foi fundada, segundo a tradição, pelo próprio São Pedro. Lá, os seguidores de Cristo receberam pela primeira vez o nome de "cristãos".
Antioquia, chamada "Rainha do Oriente", foi uma das sedes dos quatro patriarcados originais, junto com Jerusalém, Alexandria e Roma. Foi também um grande centro teológico, monástico, cultural e litúrgico na Igreja antiga.
A Igreja síria se separou da com o resto da Igreja, rejeitando o Concílio de Calcedônia (451) e adotando o monofisismo, heresia que afirma que em Cristo existe apenas uma natureza, a divina.
Posteriormente, no século VI, um bispo monofisita, Jacob Baradai, enviado secretamente pela imperatriz Teoodora, organizou e estruturou a Igreja síria ortodoxa, que desde então é conhecida também como Igreja jacobita ou siro-ocidental.
Os cristãos sírios que não abraçaram o monofisismo são os melquitas, de quem falaremos no capítulo sobre a Igreja bizantina, já que abandonaram o rito siríaco. Outros cristãos que conservaram o rito siríaco, mas permaneceram católicos, são os maronitas, de quem trataremos mais adiante.
Segundo explica o especialista Juan Nadal Cañellas, o monofisismo da Igreja síria foi mais uma questão política, para atender os persas frente ao império bizantino. No entanto, nunca desembocou em proclamações heterodoxas, senão que nunca houve um cisma real no conteúdo da fé.
De fato, afirma, não foi difícil chegar a uma declaração comum, em 1984, entre o patriarca ortodoxo sírio, Ignace Zakka Ivas, e João Paulo II, na qual ambos afirmam que os "mal-entendidos e os cismas que vieram depois do Concílio de Niceia (...) não tocam o conteúdo da fé".
Ao longo dos séculos, a Igreja síria sofreu muitas perseguições, nas mãos dos bizantinos, dos árabes, dos mongóis e, finalmente, do império otomano. Este - além da emigração - é o motivo pelo qual o número de fiéis sírios é muito pequeno.
A liturgia antioquena é muito antiga, ainda que tenha muita influência bizantina. Entre outras características, são proclamadas 6 leituras (3 do Antigo e 3 do Novo Testamento); o ósculo da paz é colocado antes da consagração; a liturgia eucarística está repleta de gestos simbólicos; o Batismo é por imersão.
Igreja Católica síria
Durante a época das cruzadas, os cristãos jacobitas mantiveram boas relações com os católicos romanos e, inclusive no Concílio de Florença (1442), apresentou-se uma volta à comunhão com Roma, mas sem êxito.
Em 1656, conseguiu-se criar a primeira hierarquia reconhecida por Roma, ao ser eleito como patriarca o jacobita convertido ao catolicismo, Abdul Ahijan. No entanto, a linha hierárquica unida a Roma se interrompeu em várias ocasiões.
Em 1782, o Santo Sínodo Ortodoxo Sírio elegeu o metropolitano Miguel Jarweh como patriarca, quem se declarou católico e teve de refugiar-se no Líbano, fugindo dos ortodoxos, que elegeram outro patriarca. Com Jarweh, explica o especialista do sínodo, Pier Giorgio Gianazza, restabeleceu-se até hoje a hierarquia siro-ocidental católica.
O patriarca de Antioquia dos Sírios atualmente é Ignace Youssef III Younan, e os fiéis são cerca de 120 mil. A sede está em Beirute e sua liturgia é praticamente igual, exceto pequenos detalhes, à dos sírios ortodoxos.
Igreja maronita
Em meio às disputas cristológicas da Calcedônia, no século V, houve um monge sírio com fama de santidade, Maron, que permaneceu unido a Roma. Seus seguidores, devido às perseguições dos monofisitas, tiveram de retirar-se às montanhas do Líbano.
Esta Igreja permaneceu oculta até a chegada dos cruzados no século XII, segundo explica Nadal Cañellas. A Igreja de Roma a reconheceu sem problemas e seus representantes já participaram do Concílio Lateranense IV.
Trata-se, portanto, da única Igreja oriental que permaneceu desde sempre fiel a Roma. Devido a isso, lamenta Nadal, seu rito está muito latinizado.
Conta com cerca de 3,5 milhões de fiéis, segundo os dados da última edição do Anuário Pontifício da Igreja.
Sua cabeça atual é Pedro Sfeir de Reyfoun, com o nome de patriarca de Antioquia dos maronitas, e tem sua sede de Bkerke (Líbano). Devido à emigração, têm importantes comunidades nos Estados Unidos, México, Brasil, Canadá, Austrália e Argentina.
Igreja siro-malancar católica
Como vimos anteriormente na Igreja caldeia, os siro-orientais evangelizaram, durante os séculos VII a XIII, grande parte da Ásia Central. Daquela evangelização surgiu a Igreja siro-malabar, que, séculos mais tarde, com a chegada dos portugueses, passou a depender de Roma.
No entanto, segundo explica Nadal, em 1665, aproveitando certo vazio de poder deixado pelos portugueses, e com o desejo de preservar seu próprio rito, o arquidiácono Tomás Parambil e muitos seguidores romperam com Roma e passaram a obedecer o patriarca ortodoxo siro-ocidental.
Criou-se assim a Igreja malancar ortodoxa. No entanto, em 1930, uma parte da Igreja siro-malancar ortodoxa voltou novamente a obedecer Roma.
Esta Igreja malancar católica é presidida pelo arquieparca maior de Trivandrum, chamado de maneira informal de Catolicós, Baselios Cleemis Thottunkal. A sede está em Trivandrum (ou Thiruvananthapuram), no estado indiano de Kerala. São cerca de 340 mil fiéis.
De: Zenit
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