segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Solenidade de Todos os Santos


Kyrie, eleison (Kyrie, eleison.)
Christe, eleison (Christe, eleison.)
Kyrie, eleison (Kyrie, eleison.)

Pater de caelis, Deus, (miserere nobis.)
Fili, Redemptor mundi, Deus, (miserere nobis.)
Spiritus Sancte, Deus, (miserere nobis.)
Sancta Trinitas, unus Deus, (miserere nobis.)

Sancta Maria, (ora pro nobis.)
Sancta Dei Genetrix, (ora pro nobis.)
Sancta Virgo virginum, (ora pro nobis.)

Sancte Michael Gabriel et Raphael, (orate pro nobis.)
Omnes sancti Angeli, (orate pro nobis.)

Sancte Abraham, (ora pro nobis.)
Sancte Ioannes Baptista, (ora pro nobis.)
Sancte Ioseph, (ora pro nobis.)
Omnes sancti Patriarchae et Prophetae, (orate pro nobis.)

Sancte Petre et Paule, (orate pro nobis.)
Sancte Andrea, (ora pro nobis.)
Sancte Ioannes et Iacobe, (orate pro nobis.)
Sancte Matthaee, (ora pro nobis.)
Omnes sancti Apostoli, (orate pro nobis.)

Sancte Marce, (ora pro nobis.)
Sancta Maria Magdalena, (ora pro nobis.)
Omnes sancti discipuli Domini, (orate pro nobis.)

Sancte Stephane, (ora pro nobis.)
Sancte Ignati, (ora pro nobis.)
Sancte Polycarpe, (ora pro nobis.)
Sancte Iustine, (ora pro nobis.)
Sancte Laurenti, (ora pro nobis.)
Sancta Agnes, (ora pro nobis.)
Omnes sancti martyres, (orate pro nobis.)

Sancti Leo et Gregori, (orate pro nobis.)
Sancte Ambrosi, (ora pro nobis.)
Sancte Augustine, (ora pro nobis.)
Sancti Basili et Gregori, (orate pro nobis.)
Sancte Benedicte, (ora pro nobis.)
Sancte Ioannes Maria, (ora pro nobis.)
Sancta Teresia, (ora pro nobis.)
Sancta Elisabeth, (ora pro nobis.)
Omnes Sancti et Sanctae Dei, (orate pro nobis.)

Propitius esto, (libera nos Domine.)
Ab omni malo, (libera nos Domine.)
A morte perpetua, (libera nos Domine.)
Per Incarnationis tuae, (libera nos Domine.)
Per sanctam resurrectionem tuam, (libera nos Domine.)
Per refusionem Spiritus Sancti, (libera nos Domine.)

Christe Fili Dei vivi, (miserere nobis.)
Qui in hunc mundum venisti, (miserere nobis.)
Qui in mortem propter nos accepisti, (miserere nobis.)
Qui a mortuis resurrexisti, (miserere nobis.)
Qui Spiritum Sanctum in Apostolos misisti, (miserere nobis.)
Qui venturus es iudicare vivos et mortuos, (miserere nobis.)

Ut nobis parcas, (te rogamus audi nos.)
Ut ecclesiam tuam sanctam regere et conservare digneris, (te rogamus audi nos.)
Ut omnes homines ad Evangelii lumen perducere digneris, (te rogamus audi nos.)

Christe audi nos, (Christe audi nos.)
Christe exaudi nos, (Christe exaudi nos.)
Christe exaudi nos, (Christe exaudi nos.)

Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, (miserere nobis.)
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, (miserere nobis.)
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, (miserere nobis.)

Christe audi nos, (Christe audi nos.)
Christe exaudi nos, (Christe exaudi nos.)

Kyrie eleison, (Christe eleison.)
Kyrie eleison. Amen.



P.S. Para saber a origem da festa de todos os Santos clique no link.

sábado, 30 de outubro de 2010

Vigília da Festa de Cristo Rei do Universo


Honra, glória, louvor sempiterno
A Jesus, a Jesus Redentor!
Deus de Deus, Luz de Luz, Verbo eterno
Cristo Rei, do Universo Senhor

Jesus Rei Deus verdadeiro
O teu Reino venha a nós;
Obedeça o mundo inteiro,
Ao poder de tua voz.

Todo o orbe homenagens Lhe renda,
Aos seus pés traga o mundo cristão
De almas livres a livre oferenda
Corações para o seu coração!

Também nós Brasileiros, queremos
De Jesus a realeza aclamar!
De nossa alma os afetos supremos
São por Ele, sua lei, seu Altar!

Rubejantes emblemas que bordam
Nossos peitos, sagrados broqueis,
Sangue e ouro nas cores recordam:
Cruz e glória aos Apóstolos fiéis.

Ruja embora a inimiga coorte
Contra nós, defensores da Cruz,
Nosso brio no prélio é mais forte;
A vitória será de Jesus!

O estandarte do amor se desdobra,
Brilha aí o sinal do perdão!
Ele guia os valentes à obra
Do divino e imortal Coração.

A bandeira da pátria! ... Levai-a,
Brasileiros, aos pés de Jesus!
E a suprema homenagem! ... Curvai-a:
Ela é o símbolo da Terra da Cruz!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

São Lucas, Evangelista

Nasceu em Antioquia e aí exercia a medicina quando se converteu.Tinha por São Paulo grande veneração e seguiu-o em grande número das viagens.Testemunha da vida das primeiras comunidades cristãs, escreveu o Ato dos Apóstolos,e, fiel discípulo de Paulo e atento investigador das tradições relativas à vida e doutrina  de Jesus, escreveu o terceiro Evangelho, a que S.Jerônimo chama o Evangelho de Paulo.A ele devemos tudo o que nos ficou sobre a infância de Jesus e os preciosos detalhes de Nossa Senhora.

Foi ele igualmente quem nos conservou algumas das mais tocantes parábolas.Haja em vista a da ovelha perdida e a do filho pródigo.Dante chamou-lhe o historiador da mansidão de Jesus.

S.Lucas, não conhecera pessoalmente o Senhor, não é contado entre os Apóstolos, do mesmo modo que Marcos, donde o ler-se na festa de ambos a parte do evangelho que Jesus dá a missão dos setenta e dois discípulos.

Uma tradição - que recolheu no séc. XIV Nicéforo Calisto, inspirado numa frase de Teodoro, escritor do séc. VI - diz-nos que São Lucas foi pintor e fala-nos duma imagem de Nossa Senhora saída do seu pincel. Santo Agostinho, no séc. IV, diz-nos pela sua parte que não conhecemos o retrato de Maria; e Santo Ambrósio, com sentido espiritual, diz-nos que era figura de bondade. Este é o retrato que nos transmitiu São Lucas da Virgem Maria: o seu retrato moral, a bondade da sua alma. O Evangelho de boa parte das Missas de Maria Santíssima é tomado de São Lucas, porque foi ele quem mais longamente nos contou a sua vida e nos descobriu o seu Coração. Duas vezes esteve preso São Paulo em Roma e nos dois cativeiros teve consigo São Lucas, "médico queridíssimo". Ajudava-o no seu apostolado, consolava-o nos seus trabalhos e atendia-o e curava-o com solicitude nos seus padecimentos corporais. No segundo cativeiro, do ano 67, pouco antes do martírio, escreve a Timóteo que "Lucas é o único companheiro" na sua prisão. Os outros tinham-no abandonado. O historiador São Jerônimo afirma que Lucas viveu a missão até a idade de 84 anos, terminando sua vida com o martírio. Por isso, no hino das Laudes rezamos: "Cantamos hoje, Lucas, teu martírio, teu sangue derramado por Jesus, os dois livros que trazes nos teus braços e o teu halo de luz". É considerado o Padroeiro dos médicos, por também ele ter exercido esse ofício, conforme diz São Paulo aos Colossenses (4,14): "Saúda-vos Lucas, nosso querido médico".

domingo, 17 de outubro de 2010

Os Santos e o Sagrado Coração de Jesus


“Eis o Coração que tanto amou os homens; que a nada se poupou até se esgotar e consumir, para lhes testemunhar o seu amor. E em reconhecimento não recebo da maior parte deles senão ingratidões, pelos desprezos, irreverências, sacrilégios e friezas que têm para comigo neste Sacramento de amor. Mas o que é ainda mais doloroso é que os que assim me tratam são corações que me são consagrados. Por isso te peço que a primeira sexta-feira depois da oitava do Santíssimo Sacramento seja dedicada a uma festa particular para honrar o meu Coração, reparando a sua honra por meio dum ato público de desagravo e comungando nesse dia para reparar as injúrias que recebeu durante o tempo que esteve exposto nos altares. E Eu te prometo que o meu Coração dilatar-se-á para derramar com abundância o influxo do seu divino amor sobre aqueles que Lhe renderem esta homenagem”.

São Boaventura de Bagnoreggio foi quem teve a primeira visão do Sagrado Coração de Jesus e do Imaculado Coração de Maria – quem impôs estes nomes aos corações. A tradição franciscana notou que na aparição, compôs a jaculatória usada ainda hoje: “Doce Coração de Jesus, faz com que eu te ame sempre mais!”

A devoção ao Imaculado Coração de Maria sempre esteve associada ao Sagrado Coração de Jesus, assim como quase todas as devoções marianas. Por isso, as festas litúrgicas são em dias seguidos: terceira sexta-feira (Coração de Jesus) e terceiro sábado (Coração de Maria) depois de Pentecostes. As aparições em Fátima, Portugal, intensificaram a devoção, pois a própria Virgem manifestou o desejo de ver todos os cristãos consagrados ao seu Imaculado Coração. O Papa Pio XII, em 1942, consagrou toda a humanidade ao seu Imaculado Coração.


Mas é também um grande fato a célebre visão que teve Santa Margarida Maria Alacoque, em 4 de outubro de 1686, quando lhe apareceu nosso Senhor Jesus Cristo e lhe mostrou São Francisco, revestido de uma luz e de um esplendor inefável, elevado em um eminente grau de glória sobre os santos e unido àquela memorável palavra: “Eis o Santo mais unido ao meu Coração; toma-o como o teu guia!”

“Vítima do Sagrado Coração de Jesus”



Algum tempo antes dos exercícios espirituais, Nosso Senhor apareceu a Margarida Maria e lhe disse: “Eu procuro uma vítima para meu Coração, a qual queira se sacrificar como uma hóstia de imolação para o cumprimento de meus desígnios”. Ela se prosternou e lhe apresentou “diversas almas santas que correspondiam fielmente a seus desígnios”. Nosso Senhor lhe respondeu: “Não, eu não quero outra senão tu”.

Margarida protelava entretanto o pedido de permissão à Superiora: “Mas era em vão que eu lhe resistia, porque Ele não me deu repouso até que, por ordem da obediência, eu fosse imolada a tudo o que Ele desejava de mim, que era de me tornar uma vítima imolada a toda sorte de sofrimentos, de humilhações, de contradições, de dores e de desprezos, sem outra pretensão senão cumprir seus desígnios”.(16)


Fez sua profissão no dia 6 de novembro de 1672. Como uma esposa, Margarida deveria participar agora, de um modo mais direto, dos interesses de seu divino Esposo, que a preparava para a grande missão de sua vida: receber e propagar a devoção ao Sagrado Coração de Jesus.


“Meu Coração está abrasado de amor pelos homens”


 Estando diante do Santíssimo Sacramento no dia 27 de dezembro de 1673, Nosso Senhor lhe disse: “Meu divino Coração está tão abrasado de amor para com os homens, e em particular para contigo, que, não podendo já conter em si as chamas de sua ardente caridade, precisa derramá-las por teu meio, e manifestar-se-lhes para os enriquecer de seus preciosos tesouros, que eu te mostro, os quais contêm a graça santificante e as graças salutares indispensáveis para os apartar do abismo da perdição; e escolhi a ti, como abismo de indignidade e ignorância, para a realização deste grande desígnio, para que tudo seja feito por mim”.(17)

E acrescentou: “Se até agora não tomaste senão o nome de minha escrava, eu te dou o de discípula dileta do meu Coração”.


“Graças especiais onde houver imagem do Coração de Jesus”

É bem provável que a Segunda Grande Revelação — da qual, infelizmente, não se consignou a data — tenha ocorrido numa primeira sexta-feira do mês no ano de 1674.


Nosso Senhor lhe fez ver que “o ardente desejo que Ele tinha de ser amado pelos homens e de os retirar da via da perdição, onde Satanás os precipita em multidão, o havia feito formar esse desígnio de manifestar seu Coração aos homens. [...] Ele queria a imagem exposta e portada sobre mim, e sobre o coração, para aí imprimir seu amor e cumular de todos os dons de que ele estava pleno, e para nele destruir todos os movimentos desregrados; e que, em toda parte onde essa santa imagem fosse exposta para aí ser honrada, Ele aí espalharia suas graças e bênçãos; e que essa devoção era como um último esforço de seu amor, com que queria favorecer os homens nestes últimos séculos, desta redenção amorosa, para os retirar do império de Satanás”.(18)


“Excesso a que tinha chegado em amar os homens”


A data da chamada Terceira Grande Revelação não ficou registrada. Ocorreu provavelmente em 1674, num dia em que o Santíssimo Sacramento encontrava-se exposto. Margarida entrou em êxtase e viu Nosso Senhor Jesus Cristo “todo radiante de glória com suas cinco chagas, brilhantes como cinco sóis; e a sua sagrada humanidade lançava chamas de todos os lados, mas sobretudo de seu sagrado peito, que parecia uma fornalha. [...] Abrindo-o, descobriu-me seu amantíssimo e amabilíssimo Coração, que era a fonte viva daquelas chamas. Foi então que Ele me mostrou as maravilhas inexplicáveis do seu puro amor, e o excesso a que ele tinha chegado em amar os homens, de quem não recebia senão ingratidões e friezas”.(19)

Por Plinio Maria Solimeo, em Catolicismo (fragmentos do texto original)


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Santa Tereza, Virgem e Doutora da Igreja, rogai por nós!

Nasceu em Ávila, na Espanha, e foi desde pequena dominada pelo desejo do martírio.Aos 18 anos entrou no Carmelo da Encarnação(Ávila) que reformou, não obstante as dificuldades sem conta teve de superar.

Coadjuvada por São João da Cruz, empreendeu depois a reforma das demais casas da Ordem, que de modo geral responderam ao seu apelo.No arroubo de amor divino que constituía a atmosfera permanente o que julgasse mais perfeito."Como a alma sente no corpo o cativeiro e a miséria da vida!Sente-se uma escrava vendida para um país estrangeiro-escrevia ela".Elevou-se pela oração ao mais alto grau da vida mística e era nesse exercício que hauria particulares luzes sobre a ciência católica, a ponto de ser com frequência equiparada pelos Sumos Pontífices aos mais remontados Doutores da Igreja.

"A oração mas bem feita e mais agradável a Deus é a que nos deixa na alma efeitos mais salutares, que se conhecem pelos frutos que dão e não pelos sentimentos que despertam".

A ação desta humilde virgem, que só por si converteu milhares de almas, basta para demonstrar o papel preponderante que à vida contemplativa cabe na reintegração do nosso tempo.Morreu na noite de 15 de Outubro de 1582.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Os Santos Anjos


 "Segundo os mais doutos intérpretes, as aparições acidentais dos anjos no mundo não são mais que o prelúdio de sua aparição habitual no Céu. Assim, é provável que no Céu os anjos assumirão magníficos corpos aéreos para regozijar a vista dos eleitos e conversar com eles face a face" (13).

A maravilhosa classificação dos coros angélicos


A distinção dos Anjos em nove coros, agrupados em três hierarquias diferentes, embora não conste explicitamente da Revelação, é de crença geral. Essa distinção é feita em relação a Deus, à condução geral do mundo, ou à condução particular dos Estados, das companhias e das pessoas. (Ver quadro ao lado).

Os três coros da primeira hierarquia, vêem e glorificam a Deus, como diz a Escritura: "Vi o Senhor sentado sobre um alto e elevado trono .... Os Serafins estavam por cima do trono ... E clamavam um para o outro e diziam: Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus dos exércitos" (Is. 6, 1-3). "O Senhor reina .... está sentado sobre querubins" (Sl. 98, 1).
Os três Coros inferiores aos acima enunciados estão relacionados com a conduta geral do universo.

E os três últimos Coros dizem respeito à conduta particular dos Estados, das companhias e das pessoas. (14).

Conclusão: devoção e fidelidade aos Anjos

Evidentemente, todas essas maravilhas do mundo angélico deveriam levar-nos a um profundo amor, reverência e gratidão especialmente para com nosso Anjo da Guarda, evitando tudo aquilo que possa contristá-lo, como são nossos pecados. "Como te atreverias a fazer na presença dos Anjos aquilo que não farias estando eu diante de ti?", interpela-nos o grande São Bernardo.

E deveríamos fazer tudo o que sabemos poder alegrar o Anjo da Guarda, pois só assim estaremos trabalhando efetivamente para nossa própria santificação e salvação.

A reverência a seu Anjo da Guarda levava Santo Estanislao Kostka, que o via constantemente, a este requinte de delicadeza: quando ambos deviam entrar por uma porta, ele pedia ao Anjo para passar antes. E como este, às vezes, se recusasse, insistia com ele até que cedesse (15).

Oxalá tantos e tão belos exemplos nos sirvam para reverenciar e acrescer nossa devoção a esses bem-aventurados espíritos angélicos que Deus, em sua misericórdia, concedeu-nos como guardiões, conselheiros, protetores e mensageiros – especialmente valiosos no mundo neopagão em que vivemos –, com vistas à obtenção da vida celeste!

Os 9 Coros Angélicos, agrupados em três hierarquias

· Serafins — do grego "séraph", abrasar, queimar, consumir. Assistem ante o trono de Deus* e é seu privilégio estar unidos a Deus de maneira mais íntima, nos ardores da caridade.

· Querubins — do hebreu "chérub", que São Jerônimo e Santo Agostinho interpretam como "plenitude de sabedoria e ciência". Assistem também ante o trono de Deus, e é seu privilégio ver a verdade de um modo superior a todos os outros anjos que estão abaixo deles.

· Tronos — algumas vezes são chamados "Sedes Dei", (Sedes de Deus). Também assistem ante o trono de Deus, e é sua missão assistir os anjos inferiores na proporção necessária.

· Dominações – São assim chamados porque dominam sobre todas as ordens angélicas encarregadas de executar a vontade de Deus. Distribuem aos Anjos inferiores suas funções e seus ministérios.

· Potestades — Ou "condutores da ordem sagrada", executam as grandes ações que tocam no governo universal do mundo e da Igreja, operando para isso prodígios e milagres extraordinários.

· Virtudes — cujo nome significa "força", são encarregados de tirar os obstáculos que se opõem ao cumprimento das ordens de Deus, afastando os anjos maus que assediam as nações para desviá-las de seu fim, e mantendo assim as criaturas e a ordem da divina Providência.

· Principados — Como seu nome indica, estão revestidos de uma autoridade especial: são os que presidem os reinos, às províncias, e às dioceses; são assim denominados pelo fato de sua ação ser mais extensa e universal.

· Arcanjos — são enviados por Deus em missões de maior importância junto aos homens.

· Anjos — os que têm a guarda de cada homem em particular, para o desviar do mal e o encaminhar ao bem, defendê-lo contra seus inimigos visíveis e invisíveis, e conduzi-lo ao caminho da salvação. Velam por sua vida espiritual e corporal e, a cada instante, comunicam-lhe as luzes, forças e graças que necessitam (14).
***
(*) "‘Assistir’ ante o trono de Deus tem dois significados: um é quando recebem Suas ordens; quando Lhe oferecem as orações, esmolas, boas obras e votos dos mortais; quando defendem contra os demônios as causas dos homens no Tribunal Supremo; quando fixam seu olhar nos raios da face divina para perceber as delicias inefáveis que constituem sua felicidade.

"Neste último sentido, todos os anjos, sem excetuar nenhum, são ‘assistentes diante de Deus’, porque todos gozam, sem interrupção, da Visão Beatífica, mesmo enquanto se ocupam do desempenho de alguma missão no governo do mundo. Mas, em outro sentido estrito, a expressão ‘assistir diante do trono de Deus’ designa os Anjos da primeira hierarquia, e que não podem ser empregados em ministérios exteriores" (cfr. Corn. A Lapide, in Tob. XII, 15; apud Mons. Gaume, Tratado del Espíritu Santo, Granada, Imp. Y Lib. Española de D. José Lopez Guevara, 1877, p. 137 ).

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Solenidade do Rosário de Nossa Senhora

Era costume entre os nobres da Idade Média(e outrora o foi também entre os romanos)usar coroas de flores a que chamavam capelas.Estas coroas ofereciam-se às pessoas de distinção, a título de estima e dependência.

Senhora do Céu e da Terra, a Virgem SS.tinha, mais que ninguém, direito a estas homenagens.Por isso a S.Igreja nos exorta a que Lhe ofereçamos, como Filha do Pai, Mãe do Filho e a Esposa do Espírito Santo,uma tríplice capela de rosas de que nos mostra a incomparável beleza no Ofício de hoje a que deu o nome de Rosário.

A oração recorda-nos que o Rosário, sendo uma oração vocal, é simultâneamente mental pela meditação dos mistérios da vida do Salvador tão intimamente ligados com a vida da Senhora.

E o Evangelho ensina-nos que a fórmula principal da Ave Maria é constituída pelas mesmas palavras de que o Arcanjo Gabriel se serviu para saudar a Virgem Maria( a saudação angélica).Para recordar e agradecer a Deus à vitória de Lepanto, alcançada pelas armas cristãs sobre os turcos no dia 7  de Outubro de 1571, vitória que se deve à recitação do Rosário e em que o Islão foi completamente esmagado, para recordar este fato miraculoso instituiu a Santa Igreja a festa de hoje.

Prescrita primeiramente por Gregório XIII para certas igrejas, foi estendida por Clemente XI ao mundo católico, em ação de graças por um novo triunfo alcançado por Carlos VI da Hungria sobre os Turcos em 1716. Leão XIII, perante as dolorosas provas que a Igreja atravessava no seu tempo, criou um novo Ofício para a festa que celebramos hoje.

O rosário nasceu do amor dos cristãos por Maria.Chamada de Santa Maria da Vitória, esta memória celebrava a libertação dos cristãos dos ataques dos turcos na batalha de Lepanto, na Grécia.Oferecemos a Maria, hoje, a nossa tríplice cora de rosas que lembra sua alegria, suas dores e sua glória.

Ameaçava grande perigo à Igreja, como à Europa toda, da parte dos turcos, cujo imperador jurara exterminar a religião cristã. Pio V envidou todos os esforços, fez valer toda sua influência junto aos príncipes cristãos para conjurar essa desgraça iminente. Para obter de Deus que abençoasse as armas cristãs, ordenou que se fizessem, em toda a parte da cristandade, preces públicas, particularmente o terço, procissões, penitência. Paralelamente, em 1570, os otomanos, de notável poderio militar, apoderaram-se do Santo Sepulcro em Jerusalém e não permitiam a visita dos cristãos. O próprio Papa, em pessoa, tomou parte nesses exercícios extraordinários, impostos pela extrema necessidade. Organizou uma Cruzada, cujo comando entregou a Dom João da Áustria, que era irmão de Carlos V, Imperador do Sacro Império Romano. Aconteceu a Batalha Naval no Golfo de Lepanto. A armada turca, com poderio militar que ultrapassava o dobro dos navios dos cruzados, incidiu ferozmente para destruir os cristãos. Os chefes cruzados ajoelharam e suplicaram a intercessão de Nossa Senhora. Por intercessão de Maria Santíssima, foram inspirados pelo Espírito Santo a rezar o Terço como única forma de enfrentar e vencer o inimigo e assim o fizeram. O êxito foi glorioso. A vitória dos cristãos em Lepanto (1571) foi completa.

As festas de Nossa Senhora da Vitória e do SS. Rosário perpetuam até hoje a memória daquele célebre fato. No momento em que a batalha se decidia a favor dos cristãos, teve o Papa, por revelação divina, conhecimento da vitória e imediatamente convidou as pessoas presentes a dar graças a Deus. Era seu plano organizar uma nova campanha contra os turcos, mas uma doença dolorosa não lho permitiu pô-la em execução. S.Pio V,antes, porém, havia instituído, como agradecimento pela vitória em Lepanto, a festa de Nossa Senhora das Vitórias. (Dois anos mais tarde, o Papa Gregório XIII, seu sucessor, lembrando que a vitória de Lepanto foi mais uma vitória do Rosário, mudou o nome da festa para Nossa Senhora do Rosário.)

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Modo de Ajudar à Missa Gregoriana

Não se pretende dar aqui um cerimonial completo,mas apenas indicações mais necessárias que possam servir de guia a qualquer pessoa que por boa vontade se apresente ou seja solicitada para ajudar à Missa.

Quanto ao formulário,veja-se o Ordinário da Missa.
À chegada ao altar: o acólito faz genuflexão no plano, à esquerda do celebrante; está de pé até este descer do altar.

Orações ao pé do altar; de joelhos à esquerda do celebrante.Benze-se ao mesmo tempo que ele.Depois de este ter recitado o Confíteor, volta-separa ele,coma cabeça ligeiramente inclinada, e diz Misereatur; inclina-se e recita o Confiteor, conservando-se inclinado até o Amen depois do Misereatur dito pelo celebrante.Quando o celebrante sobe ao altar ajoelha-se no primeiro degrau.

Depois da Epístola: responde Deo gratias; vai à direita do celebrante e espera que ele termine o Gradual,etc.,pega no Missal, e passa-o para o lado esquerdo do altar(lado do Evangelho),fazendo genuflexão ao passar pelo meio.Depois de responder Gloria tibi Domine, passa para o lado direito(lado da Epístola).

Durante o Evangelho: de pé no plano, voltado para o celebrante.

Credo: de joelhos, no primeiro degrau.

Ofertório: de pé no último degrau, do lado da Epístola, apresenta as galhetas(primeiro a do vinho, depois a da água); depois ministra ao Lavabo, deitando água nas mãos do celebrante e apresentando-lhe o manustérgio.

Até à consagração: de joelhos no primeiro degrau, do lado direito.Ao Sanctus, toca por três vezes a campainha.Quando o celebrante estender as mãos sobre o cálice, dá um sinal de campainha, sobe e ajoelha-se no bordo do supedâneo, à direita; levanta a casula e toca três vezes a campainha a cada um das duas elevações.

Depois da consagração até à comunhão: de joelhos no primeiro degrau do lado direito.Toca três vezes a campainha ao Domine non sum dignus.

Comunhão: se houver fiéis para comungar, enquanto o celebrante toma o Preciosíssimo Sangue, recita o Confiteor, inclinando-se profundamente; comunga, se houver de comungar, antes dos outros fiéis, ajoelhado no supedâneo.

Depois da comunhão: sobe à direita do celebrante com as galhetas, e deita vinho no cálice que este lhe apresenta; retira-se para o último degrau do lado da Epístola, e deita-lhe água e vinho nos dedos; pousa as galhetas na credencia, e vai buscar o Missal para o lado da Epístola; apresenta ao celebrante o véu do cálice. Depois, vai se ajoelhar no primeiro degrau do lado esquerdo, como no princípio da Missa.

Último Evangelho: de pé; depois de responder Gloria tibi Domine, passa para o lado direito; genuflete às palavras ET Verbum caro factum est.Havendo um último Evangelho especial(neste caso o celebrante deixará o Missal aberto), passa o Missal para o lado do Evangelho.

Últimas orações: de joelhos, à direita do celebrante.

Ao retirar-se: fazer genuflexão diante do altar.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Santa Terezinha do Menino Jesus,Doutora da Igreja, rogai por nós!

Maria Francisca Tereza Martin nasceu em Aleçon( Orne) no dia 2 de Janeiro de 1873.Foi educada no seio duma família admiravelmente cristã, e fez seus primeiros estudos nas beneditinas de Lizieux.Muito criança ainda sentiu a sedução do claustro e, à força de instâncias e súplicas, obteve licença de entrar, com 15 anos apenas, no Carmelo desta cidade.

Queria com a sua vida de imolação e sacrifício auxiliar os sacerdotes e missionários católicos.Tendo lido na Sagrada Escritura aquela palavra" quem for pequenino venha a mim" abandonou-se nas mãos de Deus com a singeleza inocente duma criança.Morreu no dia 30 de Setembro com 24 anos de idade, e foi canonizada em 1925."Quero passar o meu céu a fazer bem na Terra"disse antes de morrer, e não se tem esquecido de cumprir a promessa.Disse, na manhã de sua morte: “eu não me arrependo de me ter abandonado ao amor”, e na iminência de sua morte disse às religiosas que estavam à sua volta: "Farei cair uma chuva de rosas sobre o mundo!". No dia 4 de outubro de 1897, foi sepultada no cemitério de Lisieux.


O seu culto espalhou-se prodigiosamente.A S.Igreja declarou S.Tereza do Menino Jesus Padroeira de todas as Missões.A sua irmã, Paulina, também carmelita, publicou em 1898 os escritos de Santa Teresinha, intitulados "História de uma alma". No dia 17 de Maio de 1925, Teresinha foi canonizada pelo Papa Pio XI. O mesmo Papa a declara Patrona Universal das Missões Católicas em 1927. O Papa João Paulo II a declara Doutora da Igreja no dia 19 de outubro de 1997.


Em carta tornada pública em 1 de outubro de 2007, o Papa Bento XVI recordou que "Teresa de Lisieux, sem haver saído de seu Carmelo, (...) viveu à sua maneira, um autêntico espírito missionário (...) oferecendo ao mundo uma nova via espiritual lhe obteve o título de Doutora da Igreja. Desde Pio XI até os nossos dias, os Papas não têm deixado de recordar os laços entre oração, caridade e ação na missão da Igreja."

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

São Gabriel e São Rafael Arcanjos

S.Gabriel fora enviadoa Daniel para instruí-lo àcerca da data em que o Messias devia nascer e a Zacarias, à hora de oferecero incenso no templo, para lhe anunciar o nascimento de São João Batista, precursor de Cristo.Foi ele o escolhido para ser o mensageiro de Deus para anuniar a Virgem Maria,escolhida desde a eternidade, para ser a Mãe do Salvador.

Se o arcanjo Gabriel teve outras missões ainda relativas à vida de Nosso Senhor, nós não sabemos. Não é improvável, que tenha sido ele, quem aos pastores de Belém trouxe a Boa Nova do nascimento de Jesus; improvável não é que do Anjo São Gabriel os reis Magos receberam o aviso de não voltar a Jerusalém; que tenha sido o mesmo Anjo, que a São José deu a ordem de fuga para o Egito, e mais tarde, de retornar para Nazaré (Mat. 2-13-20). Não está fora de propósito supor que tenha sido Gabriel o consolador de Jesus no horto das Oliveiras (Lc. 22, 43) e quem às santas mulheres anunciou a ressurreição gloriosa do Mestre (Mt. 28, 2, 5). Seja como for: Da Sagrada escritura sabemos, que São Gabriel é o anjo que mais íntimo contato apareceu com o mistério da Anunciação, e portanto de preferência merece o belo título de anjo da Encarnação de Cristo.



Temos no Arcanjo São Gabriel um modelo de veneração e amor a Maria Santíssima; pois foi ele que pronunciou a primeira “Ave Maria”, e com quanto respeito, com quanta devoção e amor não o fez! Em cada “Ave Maria”, que rezamos, poderá o arcanjo São Gabriel servir-nos de modelo. Pronunciando sua palavras, imitemo-lo também na sua devoção, no seu amor à Mãe de Deus.

***

O livro de Tobias, conta que o protagonista é da tribo e cidade de Neftali, na Galiléia. Um personagem bíblico, a quem apareceu, em figura humana, o Arcanjo Rafael. A história é belíssima; para os que crêem. Para os descrentes, "intelectuais", alguns "teólogos" e "espíritos fortes" é estória. O livro de Tobias, é questão de fé. E fé: "é um dom que vem de cima e não um impulso que vem debaixo", conforme explica Fulton J. Sheen.

Então, fé, não é questão de beatice, nem próprio de "espírito fraco", nem de pessoa simplória. É um dom: "dom que vem de cima". Há "teólogo" que de público, não se apercebendo, assume a carapuça de Caifás: "Essa plebe, que não conhece a lei, é maldita". Para essa classe de "teólogo", o povo é plebe, não entende coisa alguma: "Assume como verdade tudo aquilo, que de púlpito, eu disser", assim pensa e age. No entanto, o povo escuta, não retruca, mas não lhe presta ouvidos. O povo católico não se revolta, penaliza-se e reza.

No livro de Tobias, Deus ouve sua oração e de Sara, enviando o Arcanjo. Ocasião em que Tobias, determina a seu filho, que tem o mesmo nome, que vá cobrar de um tal Gabelo, que mora em Ragés, cidade dos medos, a quantia de dez talentos de prata que, na juventude, lhe havia emprestado contra recibo. A história se desenrola, numa maravilhosa profusão de detalhes.

E da profusão de detalhes, conclui-se que: "É coisa louvável manifestar e publicar as obras de Deus e dar esmola vale mais que juntar tesouros de ouro". A esmola, porque tem promessa, vale, infinitamente, mais que a filantropia. A esmola, cumprido o mandado de Jesus: não saiba a tua esquerda o que faz a tua direita, apaga a multidão de pecados

"Escrevei tudo o que convosco sucedeu", determina São Rafael a Tobias pai e filho. Isto, para que as gerações futuras tomassem conhecimento do fato. Porém, a maioria das traduções bíblicas adulterou ou simplesmente surrupiou, esta determinação do Arcanjo. Exatamente porque, uma "teologia" surgiu, não para esclarecer e sim confundir. Ignorando, taxativamente, Jesus: "Surgirão, com efeito, falsos cristos e falsos profetas, que farão milagres e prodígios para enganarem, se possível fora, até os mesmos escolhidos". Então, que os cristãos não se preocupem com texto grego, contraposto ao latino, disciplina de teólogo, pois Jesus afirma que: os escolhidos não serão enganados!

Ainda sobre o Arcanjo São Rafael, neste dia que o festejamos, quanto se poderia dizer! Contudo, o maior obséquio que prestamos ao leitor, é solicitar que leia o livro de Tobias e conclua conosco que ali, pelo hagiógrafo, se encontra: O dedo de Deus.

São Miguel Arcanjo

Roma consagrou mais de 10 santuários ao culto de S.Miguel Arcanjo.A festa de hoje é a mais antiga do mesmo.

Miguel quer dizer: "Quem como Deus?", recorda-nos o combate que se travou no Céu entre o "Arcanjo de Deus" e Príncipe da milícia celeste, e o Demônio. A batalha que aí então começou, continua ainda depois da rebelião de Lúcifer, e há de continuar até o fim dos tempos. Nesta luta terrível entre as potências do bem  e do mal, está dum lado Jesus Cristo com seus aliados, S.Miguel, os Anjos, a Igreja e os Santos; do outro, Satanás com os demônios e seus aliados.Andamos pessoalmente envolvidos na contenda. Peçamos humildemente ao poderoso Arcanjo que nos guie e nos livre de perecer um dia no juízo.Quando deste mundo sai uma alma, a S.Igreja pede que o porta-estandarte S.Miguel a introduza na luz do Céu.Daqui nasceu o costume de representar o Arcanjo sustentando uma balança  divina em que as almas devem ser pesadas.S.Miguel preside também o culto de adoração que se deve tributar a Deus.Viu-o São João no Céu diante do altar, agitando o incenso que se elevava em perfume, juntamente com as orações dos Santos. Foi patrono da Sinagoga, continua a sê-lo  da Igreja, que sucedeu àquela. A Liturgia atribue-lhe as revelações feitas a S.João no Apocalipse.
Alguns trechos bíblicos sobre São Miguel:

“Houve uma batalha no Céu: Miguel e os seus Anjos guerrearam contra o Dragão. O Dragão batalhou, juntamente com os seus Anjos, mas foi derrotado e não se encontrou mais um lugar para eles no Céu” (Apoc. 12, 7-8).


E o Profeta Daniel refere-se a São Miguel nos seguintes termos:

“Naquele tempo, surgirá Miguel, o grande Príncipe, constituído defensor dos filhos do seu povo [isto é, o povo fiel católico, herdeiro, no Novo Testamento, do povo de Israel], e será tempo de angústia como jamais houve” (Dan. 12, 1).

“E isso se prova, primeiro, pelo Apocalipse (12, 7), onde se diz que Miguel lutou contra Lúcifer e seus anjos, resistindo à sua soberba com o brado cheio de humildade: ‘Quem (é) como Deus?’ Portanto, assim como Lúcifer é o chefe dos demônios, Miguel o é dos anjos, sendo o primeiro entre os Serafins.


“Segundo, porque a Igreja o chama de Príncipe da Milícia Celeste, que está posto à entrada do Paraíso.

“E é em seu nome que se celebra a festa de todos os anjos. Terceiro, porque Miguel é hoje cultuado como o protetor da Igreja como outrora o foi da Sinagoga.

“Finalmente, em quarto lugar, prova-se que São Miguel é o Príncipe de todos os anjos, e por isso o primeiro entre os Serafins, porque o diz São Basílio na Homilia De Angelis: ‘A ti, ó Miguel, general dos espíritos celestes, que por honra e dignidade estais posto à frente de todos os outros espíritos celestiais, a ti suplico...’”

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Algo sobre o Sacramento da Ordem

 1536. A Ordem é o sacramento graças ao qual a missão confiada por Cristo aos Apóstolos continua a ser exercida na Igreja, até ao fim dos tempos: é, portanto, o sacramento do ministério apostólico. E compreende três graus: o episcopado, o presbiterado e o diaconado.


I. Porquê este nome de sacramento da Ordem?


1537. A palavra Ordem, na antiguidade romana, designava corpos constituídos no sentido civil, sobretudo o corpo dos que governavam, Ordinatio designa a integração num ordo. Na Igreja existem corpos constituídos, que a Tradição, não sem fundamento na Sagrada Escritura (4), designa, desde tempos antigos, com o nome de táxeis (em grego), ordines (em latim): a liturgia fala assim do ordo episcoporum – ordem dos bispos –,do ordo presbyterorum - ordem dos presbíteros – e do ordo diaconorum –ordem dos diáconos. Há outros grupos que também recebem este nome de ordo: os catecúmenos, as
 virgens, os esposos, as viúvas...

1538. A integração num destes corpos da Igreja fazia-se através dum rito chamado ordinatio, acto religioso e litúrgico que era uma consagração, uma bênção ou um sacramento. Hoje, a palavra ordinatio é reservada ao acto sacramental que integra na ordem dos bispos, dos presbíteros e dos diáconos, e que ultrapassa a simples eleição, designação, delegação ou instituição pela comunidade, pois confere um dom do Espírito Santo que permite o exercício dum «poder sagrado» (sacra potestas) (5) que só pode vir do próprio Cristo, pela sua Igreja. A ordenação também é chamada consecratio consagração –, porque é um pôr à parte e uma investidura feita pelo próprio Cristo para a sua Igreja. A imposição das mãos do bispo, com a oração consecratória, constituem o sinal visível desta consagração.

II. O sacramento da Ordem na economia da salvação


O SACERDÓCIO DA ANTIGA ALIANÇA

1539. O povo eleito foi constituído por Deus como «um reino de sacerdotes e uma nação consagrada» (Ex 19, 6) (6). Mas, dentro do povo de Israel, Deus escolheu uma das doze tribos, a de Levi, segregada para o serviço litúrgico (7) o próprio Deus é a sua parte na herança (8). Um rito próprio consagrou as origens do sacerdócio da Antiga Aliança (9). Nela, os sacerdotes são «constituídos em favor dos homens, nas coisas respeitantes a Deus, para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados» (10).

1540. Instituído para anunciar a Palavra de Deus (11) e para restabelecer a comunhão com Deus pelos sacrifícios e a oração, aquele sacerdócio é, no entanto, impotente para operar a salvação, precisando de repetir sem cessar os sacrifícios, sem poder alcançar uma santificação definitiva (12) a qual só o sacrifício de Cristo havia de conseguir.

1541. Apesar disso, no sacerdócio de Aarão e no serviço dos levitas, assim como na instituição dos setenta «Anciãos» (13), a liturgia da Igreja vê prefigurações do ministério ordenado da Nova Aliança. Assim, no rito latino, a Igreja pede, na oração consecratória da ordenação dos bispos:

«Senhor Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo [...] por vossa palavra e vosso dom instituístes a Igreja com as suas normas fundamentais, eternamente predestinastes a geração dos justos que havia de nascer de Abraão, estabelecestes príncipes e sacerdotes, e não deixastes sem ministério o vosso santuário...» (14).

1542. Na ordenação dos presbíteros, a Igreja reza:
«Senhor, Pai santo, [...] já na Antiga Aliança se desenvolveram funções sagradas que eram sinais do sacramento novo. A Moisés e a Aarão, que pusestes à frente do povo para o conduzirem e santificarem, associastes como seus colaboradores outros homens também escolhidos por Vós. No deserto, comunicastes o espírito de Moisés a setenta homens prudentes, com o auxílio dos quais ele governou mais facilmente o vosso povo. Do mesmo modo, as graças abundantes concedidas a Aarão. Vós as transmitistes a seus filhos, a fim de não faltarem sacerdotes, segundo a Lei, para oferecer os sacrifícios do templo, sombra dos bens futuros...» (15).

1543. E na oração consecratória para a ordenação dos diáconos, a Igreja confessa:
«Senhor, Pai santo, [...] é o novo templo que se edifica quando estabeleceis os três graus dos ministros sagrados para servirem ao vosso nome, como já na primeira Aliança escolhestes os filhos de Levi, para o serviço do templo antigo» (16).
O SACERDÓCIO ÚNICO DE CRISTO


1544. Todas as prefigurações do sacerdócio da Antiga Aliança encontram a sua realização em Jesus Cristo, «único mediador entre Deus e os homens» (1 Tm 2, 5). Melquisedec, «sacerdote do Deus Altíssimo» (Gn 14, 18), é considerado pela Tradição cristã como uma prefiguração do sacerdócio de Cristo, único «Sumo-Sacerdote segundo a ordem de Melquisedec» (Heb 5, l0; 6, 20), «santo, inocente, sem mancha» (Heb 7, 26), que «com uma única oblação, tornou perfeitos para sempre os que foram santificados» (Heb 10, 14), isto é, pelo único sacrifício da sua cruz.

1545. O sacrifício redentor de Cristo é único, realizado uma vez por todas. E no entanto, é tornado presente no sacrifício eucarístico da Igreja. O mesmo se diga do sacerdócio único de Cristo, que é tornado presente pelo sacerdócio ministerial, sem diminuição da unicidade do sacerdócio de Cristo: «e por isso, só Cristo é verdadeiro sacerdote, sendo os outros seus ministros» (17).

DUAS PARTICIPAÇÕES NO SACERDÓCIO ÚNICO DE CRISTO

1546. Cristo, sumo sacerdote e único mediador, fez da Igreja «um reino de sacerdotes para Deus seu Pai» (18). Toda a comunidade dos crentes, como tal, é uma comunidade sacerdotal. Os fiéis exercem o seu sacerdócio baptismal através da participação, cada qual segundo a sua vocação própria, na missão de Cristo, sacerdote, profeta e rei. É pelos sacramentos do Baptismo e da Confirmação que os fiéis são «consagrados para serem [...] um sacerdócio santo» (19).

1547. O sacerdócio ministerial ou hierárquico dos bispos e dos presbíteros e o sacerdócio comum de todos os fiéis – embora «um e outro, cada qual segundo o seu modo próprio, participem do único sacerdócio de Cristo» (20) – são, no entanto, essencialmente diferentes ainda que sendo «ordenados um para o outro» (21). Em que sentido? Enquanto o sacerdócio comum dos fiéis se realiza no desenvolvimento da vida baptismal – vida de fé, esperança e caridade, vida segundo o Espírito – o sacerdócio ministerial está ao serviço do sacerdócio comum, ordena-se ao desenvolvimento da graça baptismal de todos os cristãos. É um dos meios pelos quais Cristo não cessa de construir e guiar a sua igreja. E é por isso que é transmitido por um sacramento próprio, que é o sacramento da Ordem.

NA PESSOA DE CRISTO CABEÇA...

1548. No serviço eclesial do ministro ordenado, é o próprio Cristo que está presente à sua Igreja, como Cabeça do seu corpo, Pastor do seu rebanho, Sumo-Sacerdote do sacrifício redentor, mestre da verdade. É o que a Igreja exprime quando diz que o padre, em virtude do sacramento da Ordem, age in persona Christi Capitis – na pessoa de Cristo Cabeça (22):

«É o mesmo Sacerdote, Jesus Cristo, de quem realmente o ministro faz as vezes. Se realmente o ministro é assimilado ao Sumo-Sacerdote, em virtude da consagração sacerdotal que recebeu, goza do direito de agir pelo poder do próprio Cristo que representa 'virtute ac persona ipsius Christi'» (23).

«Cristo é a fonte de todo o sacerdócio: pois o sacerdócio da [antiga] lei era figura d'Ele, ao passo que o sacerdote da nova lei age na pessoa d'Ele» (24).

1549. Pelo ministério ordenado, especialmente dos bispos e padres, a presença de Cristo como cabeça da Igreja torna-se visível no meio da comunidade dos crentes (25). Segundo a bela expressão de Santo Inácio de Antioquia, o bispo é týpos toû Patrós, como que a imagem viva de Deus Pai (26).

1550. Esta presença de Cristo no seu ministro não deve ser entendida como se este estivesse premunido contra todas as fraquezas humanas, contra o afã de domínio, contra os erros, isto é, contra o pecado. A força do Espírito Santo não garante do mesmo modo todos os actos do ministro. Enquanto que nos sacramentos esta garantia é dada, de maneira que nem mesmo o pecado do ministro pode impedir o fruto da graça, há muitos outros actos em que a condição humana do ministro deixa vestígios, que nem sempre são sinal de fidelidade ao Evangelho e podem, por conseguinte, prejudicar a fecundidade apostólica da Igreja.

1551. Este sacerdócio é ministerial. «O encargo que o Senhor confiou aos pastores do seu Povo é um verdadeiro serviço» (27). Refere-se inteiramente a Cristo e aos homens. Depende inteiramente de Cristo e do seu sacerdócio único, e foi instituído em favor dos homens e da comunidade da Igreja. O sacramento da Ordem comunica «um poder sagrado», que não é senão o de Cristo. O exercício desta autoridade deve, pois, regular-se pelo modelo de Cristo, que por amor Se fez o último e servo de todos (28). «O Senhor disse claramente que o cuidado dispensado ao seu rebanho seria uma prova de amor para com Ele» (29).

Catecismo da Igreja Católica [CIC]

O Presbiterado

Nas origens da Igreja,só ao Bispo era permitido celebrar, pregar, e batizar no batistério de sua catedral.Não existiam freguesias,e os sacerdotes celebravam com ele, e ministravam-lhe no exercício do seu cargo.

Mas em breve, para satisfazer a todas as necessidades,foi mister criar filiais da Igreja-mãe, isto é, circunscrever freguesias e distribuir-lhes sacerdotes, que, deputados para este ofício, em nome do Bispo, pudessem orientar uma boa parte do rebanho diocesano,com uma certa autonomia e independência.Mas o foco central, o núcleo primário e fundamental de toda a vida litúrgica e cristã da diocese, onde o verdadeiro espírito paroquial, condição primária da virtude cristã, se deve irmanar e confundir com o espírito comum diocesano,é a catedral, onde o Bispo faz nascer para a vida sacerdotal os padres que ordena, onde as grandes solenidades se desenrolam, onde se recita o ofício pela diocese, e onde, ao menos uma vez no ano, os fiéis e seus pastores, se deveriam reunir, para assim afirmarem identidade de pensamento e coração com o Bispo, delegado do Papa e vigário de Deus.

Os poderes do sacerdote, expostos nos ritos das ordenações, conservam-se inalteráveis através dos séculos.O Sacerdote" oferece o Santo Sacrifício, benze, preside, prega e batiza".O hábito sacerdotal é: 1° a estola cruzada que foi instituída pelo Concílio de Braga de 675, e depois revogada no Concílio Vaticano II de 1965. 2° a casula, manto sem mangas, que pode ser de vários modelos(romana, gótica, cônica), com origem nos império romano.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O Sacramento da Ordem

O "Filho do Homem" foi ungido sacerdote, no próprio momento em que, baixando do céu ao ventre da Virgem, deu cumprimento ao inefável mistério da Incarnação.Na festa da Anunciação, se comemora o aniversário da Consagração de Cristo, o "Ungido", por excelência. Mas foi sobretudo no Calvário e na última Ceia, que Jesus, sacerdote e vítima, consumou o ato supremo de seu sacerdócio. E a, seguir, no dia da Ascenção, em memória do sumo-sacerdote que entrava no verdadeiro Santo dos Santos,com o sangue das vítimas, Ele entrou no verdadeiro Santo dos Santos da Jerusalém celeste, fazendo patentes ao Pai as suas gloriosas chagas, etornando-se nosso eterno mediador.

Mas se no "altar dourado" de sua santa humanidade, no dizer de São João, a Deus oferece os méritos da cruz, no "altar de pedra" das nossas igrejas, Ele se oferece também, pelo ministério dos sacerdotes, sob as espécies do pão e  do vinho que figuram a separação do Corpo e Sangue na Cruz. É por sua divina virtude que se opera o admirável mistério da transubstanciação; é por Ele também que os sacramentos logram eficácia, porque Jesus Cristo, embora oculto a nossos olhos, é deles agente principal, e mediador eterno entre Deus e os homens.Os sacerdotes são apenas instrumentos, causas segundas com eficiência ministerial, cuja dignidade é a participação do sacerdócio segundo a ordem de Melquisedec, de que Cristo teve a plenitude.

Mas esta participação tem seus graus.O caráter sacerdotal que, muito de perto, assemelha o homem ao Mediator Dei, não se imprime na alma duma só vez, mas, a espaços; alcança suprema perfeição no Episcopado, e, entre os bispos, o Papa tem todo o poder de jurisdição. Estes diversos graus de iniciação ao sacerdócio de Jesus Cristo mantêm entre si diferenças, porque se associam mais ou menos de raiz aos divinos mistérios o participante, deputado ao Santo Sacrifício da Missa, em que se oferece a Deus o corpo real de Cristo, morto na Cruz, e aos sacramentos em que se aplica os frutos da Redenção a seu Corpo Mísitico.

A transmissão deste sacerdócio faz-se por ritos adotados pela Igreja no curso dos séculos, e dividem-se atualmente em três ordens.

[...]"E começastes a preparar-vos, começastes a caminhar para a sua realização. O caminho para o sacramento da Ordem, que hoje recebeis das minhas mãos, passa através de uma série de etapas e ambientes, de que fazem parte a casa de família, os anos da escola elementar e preparatória, como também os estudos superiores, o ambiente dos amigos, a vida paroquial. Antes de mais, porém, encontra-se neste caminho o Seminário eclesiástico, ao qual todos nos dirigimos a fim de encontrar uma resposta definitiva à pergunta respeitante ao chamamento para o sacerdócio. Cada um de nós ali vai, no intuito de que, ouvindo tal resposta, cada vez mais claramente se possa preparar, ao mesmo tempo de maneira sistemática e profunda, para o sacramento da Ordem.



Hoje, tendes já sobre os ombros todas estas experiências. Já não perguntais como o jovem do Evangelho: Bom Mestre, que devo fazer? (Mc. 10, 17). O Mestre ajudou-vos a encontrar a resposta. Apresentais-vos a encontrar a resposta. Apresentais-vos para que a Igreja possa imprimir, nesta resposta, o seu selo sacramental."[...]

[...]"Este selo imprime-se mediante toda a liturgia do Sacramento da Ordem. Imprime-o o Bispo, que age com a força do Espírito Santo e em comunhão com o seu presbitério.


A força do Espírito Santo vem indicada e transmitida pela imposição das mãos, seguida primeiro do silêncio e depois da oração. Como sinal da transferência desta força para as vossas mãos jovens, estas serão ungidas com o Santo Crisma, de modo a tornarem-se dignas de celebrar a Eucaristia. As mãos humanas não podem celebrar de outro modo senão na força do Espírito Santo.


Celebrar a Eucaristia quer dizer reunir o Povo de Deus e construir a Igreja na sua mais plena identidade."[...]

Homilia do Santo Padre o Papa João Paulo II, no dia 24 de junho de 1979, dia de São João Batista, no qual ordenou sacerdotes.

sábado, 11 de setembro de 2010

Catecismo Resumido da Doutrina Católica

LIÇÃO VI

DO HOMEM


1. Quem criou o homem ?
Deus.

2. Para que criou Deus o homem e para que o conserva ?
Para ser conhecido, amado e servido por ele nesta vida, e para que ele, por este meio, possa alcançar a vida eterna.

3. Que acontece ao nosso corpo depois da morte ?
Ele se torna pó.

4. Que acontece a nossa alma depois da morte ?
Ela comparece diante de Deus, para ser julgada.

5. Para onde vai ela depois do julgamento?
Vai para o céu, ou para o inferno, ou para o purgatório.

6. Quais são os que vão para o céu ?
Os que morrem sem ter pecado mortal.

7. Quais são os que vão para o inferno ?
Os que morreram em pecado mortal.

8. Quais são os que vão para o purgatório ?
Os que morrem ainda sem estar bastante puros para entrarem no céu.

9. Que deve o cristão fazerum cristão para ganhar o céu e evitar o inferno ?
Deve rezar, crer, observar os Mandamentos da lei de Deus e os da Santa Igreja, e receber os sacramentos.

LIÇÃO VII

O PAI NOSSO E A AVE-MARIA

1. Que é rezar ?
É louvar a Deus e pedir-lhe o de que precisamos para a alma e para o corpo.

2. Quais são as orações que todo cristão deve saber ?
O Pai Nosso e a Ave-Maria

3. Recitai-os:
Pai Nosso que estais no Céu, santificado seja o vosso Nome, venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do Mal. Amém

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco. Bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte.
Amém.

Efeitos da Contrição Perfeita

Ela perdoa imediatamente qualquer pecado, por grave que seja e reconcilia o pecador com Deus, já que antes da confissão e mesmo sem confissão quando esta é impossível, mas com o desejo de se confessar sem demora, embora seja recomendável. Pode-se esperar até que urja a obrigação de comungar, porque, para isso a Igreja exige a confissão, embora se tenha contrição perfeita.

Com o estado de graça recobram-se os méritos perdidos, a possibilidade de adquirir novos e a paz da consciência.

1. Que tesouro precioso em qualquer circunstância da vida.Alguém cai em um pecado mortal e não pode ou mesmo não quer confessar-se logo, mas acha duro e perigoso viver dias e semanas na inimizade de Deus, pode logo, com a contrição perfeita, alcançar o perdão e a paz da consciência.

Por conseguinte, depois de cair em um pecado grave, em lugar de passar um tempo considerável nesse triste e perigoso estado, em qualquer lugar, ou tempo, sem chamar a atenção de ninguém, rezemos o ato de contrição perfeita. Infelizmente poucas são as pessoas que, por negligência ou ignorância, sabem beneficiar desse rasgo da misericórdia divina.

2. A contrição perfeita, tesouro preciosismo na hora da morte. Ela pode ser tábua de salvação para todos os homens, pagãos, judeus, protestantes, pecadores quaisquer, contato que tenham o desejo sincero de fazer o que Deus manda se o conhecerem. E assim se verifica a palavra da Sagrada Escritura: Deus quer que todos os homens se salvem. E a prova desse querer é que Ele oferece a todos os que têm boa vontade esse meio de salvação, é o que faz dizer Santo Tomás que Deus antes mandará um anjo para batizar um pagão que procura o seu Criador do que deixá-lo perder-se. Este anjo será um missionário que eventualmente se encontra ou um raio de luz que ilumina a alma e lhe inspira um ato de contrição perfeita que sendo um ato de caridade perfeita sempre supre o batismo.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Catecismo Resumido da Doutrina Católica

LIÇÃO I

DE DEUS


1. Quem é Deus ?
É o Criador do ceú e da terra, e o soberano Senhor de todas as coisas.

2. Deus tem corpo ?
Não; Deus nãotem corpo; é um puro espírito.

3. Que é o espírito ?
É um ser simples, independente, e dotado de entendimento e vontade, e, por isso, não pode ser percebido por nossos sentidos.

4. Desde quando existe Deus ?
Deus existiu sempre, e há de existir sempre.

5. Onde está Deus ?
No ceú, na terra e em toda parte.

LIÇÃO II

DA SANTÍSSIMA TRINDADE

1. Há muitos deuses ?
Não; não há mais de umsó Deus.

2. Quantas pessoas há em Deus ?
Em Deus há três pessoas, que formam o mistério da Santíssima Trindade.

3. Quais são estas três pessoas ?
O Pai é a primeira; o Filho é a segunda, e o Espírito Santo é a terceira.

4. O Pai é Deus ?
Sim

5. O Filho é Deus?
Sim

6. O Espírito Santo é Deus ?
Sim

7. Logo, são três deuses ?
Não; são três pessoas distintas, e um só Deus verdadeiro, porque há uma só natureza divina.

LIÇÃO III

DE JESUS CRISTO

1. Qual das três pessoas divinas se fez homem ?
Foi o Filho, a segunda pessoa da Santíssima Trindade.

2. Como se fez homem o Filho de Deus ?
Tomando um corpo e uma alma semelhantes aos nossos.

3. Como se chama o Filho de Deus feito homem ?
Chama-se Jesus Cristo.

4. Quem é a  Mãe de Jesus Cristo ?
Maria Santíssima, Nossa Senhora.

5. Para que se fez homem o Filho de Deus ?
Para nos remir do cativeiro e do demônio, e nos reconciliar com Deus e abrir-nos o céu.

6. Quem nos tinha posto no cativeiro do demônio ?
O pecado.

7. Como foi que Jesus Cristo nos tirou deste cativeiro e nos reconciliou com Deus ?
Morrendo por nós na cruz.

8. Se Jesus Cristo não tivesse morrido na cruz por nós, poderíamos ir para o céu ?
Não; o pecado de Adão e Eva nos impediria.

9. Que pecado cometeram Adão e Eva ?
Desobedeceram a Deus, comendo um fruto que lhes tinha proibido.

10. Como se chama o pecado com que todos nós nascemos por culpa de Adão e Eva ?
Chama-se pecado original.

LIÇÃO IV

DE JESUS CRISTO (continuação)

1. Em que dia nasceu Jesus ?
No dia de Natal

2. Em que dia morreu ?
Na sexta-feira santa

3. Em que dia ressuscitou ?
No dia da Páscoa

4.Em que dia subiu ao céu ?
No dia da Ascensão

5. Em que dia enviou o Espírito Santo a seus apóstolos ?
No dia de Pentecostes

6. Em que dia foi levada ao céu Nossa Senhora ?
No dia da Assunção

7. Quando é que Jesus Cristo voltará a este mundo de modo visível ?
Voltará no fim do mundo para julgar os homens.

LIÇÃO V

DO CRISTÃO E DO SINAL DA CRUZ

1. És cristão ?
Sim, pela graça de Deus

2. Que é um cristão ?
É aquele que, sendo batizado, crê e professa a doutrina cristã.

3. Qual é o sinal do cristão ?
É o sinal da cruz

4. De quantas maneiras se faz o sinal da cruz ?
De duas maneiras; persignando-se e benzendo-se.

5. Que é persignar-se ?
É fazer três cruzes com o dedo polegar da mão direita estendida, a primeira, na testa, para que Deus nos livre dos maus pensamentos; a segunda, na boca, para que Deus nos livre das más palavras; a terceira no peito,paraque Deus nos livre das más obras,que nascem do coração- dizendo: Pelo sinal + da Santa Cruz, livrai-nos, Deus + Nosso Senhor, dos nossos + inimigos.

6. Que é benzer-se ?
É fazer uma cruz com a mão direita estendida,desde a testa até o peito, ed o ombrop esquerdo ao direito, dizendo: Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.

7. Quando se deve fazer o sinal da cruz ?
De manhã, ao levantar-se; à noite, ao deitar-se; no começo e no fim das ações principais; nas tentações e nos perigos.
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