terça-feira, 16 de novembro de 2010

Santa Gertrudes, a Grande, rogai por nós!

Apresento-vos no dia da festa litúrgica de Santa Gertrudes, a catequese do Papa Bento XVI, proferida sobre a mesma.

Queridos irmãos e irmãs:


Santa Gertrudes a Grande, sobre quem eu gostaria de vos falar hoje, leva-nos também ao mosteiro de Helfta esta semana; lá nasceram algumas das obras-primas da literatura religiosa feminina latino-germânica. A esse mundo pertence Gertrudes, uma das místicas mais famosas, única mulher da Alemanha que tem o apelativo de "a Grande", por sua estatura cultural e evangélica: com a sua vida e seu pensamento, ela incidiu de forma singular na espiritualidade cristã. É uma mulher excepcional, dotada de talentos naturais particulares e de extraordinários dons da graça, de profundíssima humildade e ardente zelo pela salvação do próximo, de íntima comunhão com Deus na contemplação e disponibilidade para socorrer os necessitados.

Em Helfta se compara, por assim dizer, sistematicamente com sua mestra, Matilde de Hackeborn, de quem falei na audiência da última quarta-feira; entra em relação com Matilde de Magdeburgo, outra mística medieval; e cresce sob o cuidado maternal, doce e exigente da abadessa Gertrudes. Destas três irmãs suas, adquire tesouros de experiência e sabedoria; e os elabora em uma síntese própria, percorrendo seu itinerário religioso com confiança ilimitada no Senhor. Expressa a riqueza da espiritualidade não somente em seu mundo monástico, mas também - e sobretudo - no mundo bíblico, litúrgico, patrístico e beneditino, com um selo personalíssimo e com grande eficácia comunicativa.

Ela nasceu em 6 de janeiro de 1256, festa da Epifania, mas não se sabe nada sobre seus pais nem sobre o lugar de nascimento. Gertrudes escreve que o próprio Senhor lhe revela o sentido desse primeiro desapego seu; afirma que o Senhor teria dito: "Eu a escolhi como minha morada e me alegro porque tudo que há de belo nela é obra minha (...). Precisamente por esta razão, afastei-a de todos os seus parentes, para que ninguém a amasse por motivo de consanguinidade e eu fosse a única razão do afeto que a move" (As revelações, I, 16, Sena, 1994, p. 76-77).

Aos 5 anos, em 1261, entrou no mosteiro, como era costume naquela época, para a formação e o estudo. Lá transcorreu toda a sua existência, da qual ela mesma indica as etapas mais significativas. Em suas memórias, recorda que o Senhor a preservou com paciência generosa e infinita misericórdia, esquecendo dos anos de sua infância, adolescência e juventude, transcorridos - escreve - "em tal cegueira de mente, que eu teria sido capaz (...) de pensar, dizer ou fazer, sem nenhum remorso, o que me desse vontade, aonde quer que fosse, se Tu não tivesses me preservado, seja com um horror inerente pelo mal e uma natural inclinação ao bem, seja com a vigilância externa dos demais. Eu teria me comportado como uma pagã (...) e isso mesmo Tu querendo que, desde a infância, desde o meu quinto ano de idade, eu habitasse no santuário abençoado da religião, para ser educada entre os teus amigos mais devotos" (Ibid., II, 23 140s).

Gertrudes foi uma estudante extraordinária, aprendeu tudo o que podia aprender das ciências do Trívio e do Quadrívio; era fascinada pelo saber e se dedicou ao estudo profano com ardor e tenacidade, conseguindo êxitos escolares muito além de toda expectativa. Se não sabemos nada sobre suas origens, ela contou muito sobre suas paixões juvenis: a literatura, a música, o canto e a arte da miniatura a cativaram. Tinha um caráter forte, decidido, imediato, impulsivo; frequentemente afirmava que era negligente; reconheceu seus defeitos, pediu humildemente perdão por eles. Com humildade, pediu conselhos e orações por sua conversão. Há características do seu temperamento e defeitos que a acompanharão até o final, até o ponto de assustar algumas pessoas, que se perguntam como é possível que o Senhor a prefira tanto.

De estudante, passou a consagrar-se totalmente a Deus na vida monástica e, durante 20 anos, não aconteceu nada de extraordinário: o estudo e a oração foram sua principal atividade. Devido aos seus dons, ela se sobressaía entre suas irmãs; era tenaz em consolidar sua cultura em campos diversos. Mas, durante o Advento de 1280, começou a sentir desgosto por tudo aquilo, percebeu sua vaidade e, em 27 de janeiro de 1281, poucos dias antes da festa da Purificação de Maria, na hora das Completas, o Senhor iluminou suas densas trevas. Com suavidade e doçura, acalmou a turbação que a angustiava, turbação que Gertrudes via como um dom de Deus "para abater essa torre de vaidade e de curiosidade que - ai de mim - ainda carregando o nome e o hábito de religiosa, fui elevando com a minha soberba, e pelo menos assim, encontrar o caminho para mostrar-me tua salvação" (Ibid., II,1, p. 87).

Ela teve a visão de um jovem que a guiava para superar o emaranhado de espinhos que oprimia sua alma, estendendo-lhe a mão. Nessa mão, Gertrudes reconheceu "a preciosa marca dessas chagas que ab-rogaram todas as atas de acusação dos nossos inimigos" (Ibid., II,1, p. 89); reconheceu Aquele que sobre a cruz nos salvou com seu sangue, Jesus.

Desde aquele momento, sua vida de comunhão com o Senhor se intensificou, sobretudo nos tempos litúrgicos mais significativos - Advento, Natal, Quaresma, Páscoa, festas de Nossa Senhora - ainda quando, doente, não podia se dirigir ao coro. É o mesmo húmus litúrgico de Matilde, sua mestra, que Gertrudes, no entanto, descreve com imagens, símbolos e termos mais simples e lineares, mais realistas, com referências mais diretas à Bíblia, aos Padres, ao mundo beneditino.

Sua biógrafa indica duas direções do que poderíamos chamar de particular "conversão" sua: nos estudos, com a passagem radical dos estudos humanistas profanos aos teológicos, e na observância monástica, com a passagem da vida que ela define como negligente à vida de oração intensa, mística, com um excepcional ardor missionário. O Senhor, que a havia escolhido desde o seio materno e que desde pequena lhe fizera participar do banquete da vida monástica, volta a chamá-la, com sua graça, "das coisas externas à vida interior; e das ocupações terrenas ao amor pelas coisas espirituais". Gertrudes compreende que esteve longe d'Ele, na região da dissimilitude, como diz Santo Agostinho: de ter-se dedicado com muita avidez aos estudos liberais, à sabedoria humana, descuidando a ciência espiritual, privando-se do gosto pela verdadeira sabedoria, agora é conduzida ao monte da contemplação, onde deixa o homem velho para revestir-se do novo. "De gramática, converte-se em teóloga, com a leitura incansável dos livros sagrados que podia ter ou obter e enchia seu coração com as mais úteis e doces sentenças da Sagrada Escritura. Tinha, por isso, sempre pronta uma palavra inspirada e de edificação para satisfazer os que iam consultá-la e, ao mesmo tempo, os textos escriturísticos mais adequados para rebater qualquer opinião errônea e fazer calar seus oponentes" (Ibid., I,1, p. 25).

Gertrudes transforma tudo isso em apostolado: dedica-se a escrever e divulgar as verdades da fé com clareza e simplicidade, graça e persuasão, servindo com amor e fidelidade a Igreja, até o ponto de ser útil e bem-vinda para os teólogos e pessoas piedosas. Desta intensa atividade sua, resta-nos pouco, também devido às circunstâncias que levaram à destruição do mosteiro de Helfta. Além do "Arauto do amor divino" e "As revelações", temos os "Exercícios Espirituais", uma joia rara da literatura mística espiritual.

Na observância religiosa, nossa santa é "uma coluna firme (...), firmíssima propugnadora da justiça e da verdade", diz sua biógrafa (Ibid., I, 1, p. 26). Com as palavras e o exemplo, suscitava nos demais grande fervor. Às orações e às penitências da regra monástica, acrescentava outras com tal devoção e abandono confiado em Deus, que provocava, em quem a encontrava, a consciência de estar na presença do Senhor. E, de fato, o próprio Deus lhe dá a entender que a chamou para ser instrumento da sua graça. Deste imenso tesouro divino, Gertrudes se sentia indigna, confessou não tê-lo protegido e valorizado. Exclamou: "Ai de mim! Se Tu tivesses me dado para lembrança tua, indigna como sou, inclusive um só fio de estopa, ele deveria ser guardado com maior respeito e reverência do que eu tive por estes teus dons!" (Ibid., II,5, p. 100). Mas, reconhecendo sua pobreza e indignidade, ela adere à vontade de Deus, "porque - afirma - aproveitei tão pouco suas graças, que não posso decidir acreditar que foram concedidas somente para mim, não podendo tua eterna sabedoria ser frustrada por alguém. Faze, portanto, ó Dador de todo bem, Tu que me concedeste gratuitamente dons tão imerecidos, que, lendo este escrito, o coração de pelo menos um dos teus amigos se comova pelo pensamento de que o zelo pelas almas te levou a deixar durante tanto tempo uma joia de valor tão inestimável em meio ao lodo abominável do meu coração" (Ibid., II,5, p. 100s).

Em particular, dois favores lhe foram mais queridos que qualquer outro, como escreveu a própria Gertrudes: "Os estigmas das tuas chagas, que imprimiste em mim como joias preciosas no coração, e a profunda e saudável ferida de amor com que o marcaste. Tu me inundaste com estes dons teus de tanta alegria que, ainda que eu tivesse de viver mil anos sem nenhum consolo, nem interior nem exterior, sua lembrança bastaria para reconfortar-me, iluminar-me, encher-me de gratidão. Quiseste também introduzir-me na inestimável intimidade da tua amizade, abrindo-me de muitas formas esse sacrário nobilíssimo da tua divindade, que é o teu Coração divino (...). A esse cúmulo de benefícios, acrescentaste o de dar-me por advogada a Santíssima Virgem Maria, tua Mãe, e de ter me recomendado frequentemente seu afeto como o mais fiel dos esposos poderia recomendar à sua própria mãe sua esposa querida" (Ibid., II, 23, p. 145).

Dirigida à comunhão sem fim, concluiu sua vida terrena no dia 17 de novembro de 1301 ou 1302, aos quase 46 anos. No sétimo Exercício, o da preparação para a morte, Santa Gertrudes escreveu: "Ó Jesus, Tu que me és imensamente querido, fica sempre comigo, para que o meu coração permaneça contigo e teu amor persevere comigo sem possibilidade de divisão, e meu trânsito seja abençoado por Ti, de maneira que meu espírito, livre dos laços da carne, possa imediatamente encontrar repouso em Ti. Amém." (Esercizi, Milão, 2006, p. 148).

Parece-me óbvio que estas não são somente coisas do passado, históricas, mas que a existência de Santa Gertrudes continua sendo uma escola de vida cristã, de reto caminho, que nos mostra que o centro de uma vida feliz, de uma vida verdadeira, é a amizade com Jesus, o Senhor. E essa amizade se aprende no amor pela Sagrada Escritura, no amor pela liturgia, na fé profunda, no amor a Maria, de forma que se conheça cada vez mais realmente o próprio Deus e, assim, a verdadeira felicidade, a meta da nossa vida.

Obrigado.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Terribilis est locus iste.



(Estas palavras foram pronunciadas por Jacó, ao acordar de um sonho em que viu uma escada ligando o Céu à Terra, e os Anjos de Deus subindo e descendo nela.)

Terribilis est locus iste: hic domus Dei est et porta caeli: et vocábitur aula Dei.Quam dilécta tabernacula tua, Dómine virtutum! concupíscit, et déficit ánima mea in átria Dómini.

A Igreja templo de pedra é a imagem da cidade dos Céus, nova Jerusalém, feita de pedras vivas que se vai erguendo de idade em idade até o fim dos tempos.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A Santa Missa III

A Missa é o Sacrifício do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é oferecido a Deus nos altares sob as espécies do pão e do vinho consagrados.Trate de compreender bem, caro amigo, que assistindo à Santa Missa é como se você visse o Divino Salvador, quando saiu de Jerusalém para levar a Cruz ao Calvário, onde, no meio dos mais bárbaros tormentos, foi crucificado, derramando até a última gota de seu sangue.

Esse mesmo sacrifício é renovado pelo Sacerdote quando celebra a Santa Missa, com a única diferença que o sacrifício do Calvário foi doloroso para Jesus e foi com derramamento de sangue, ao passo que o sacrifício da Missa é incruento.Como não se pode imaginar coisa mais santa e mais preciosa do que o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade de Jesus Cristo, assim, ao assistir à Missa, você deve estar convencido de que faz a ação mais santa e gloriosa aos olhos de Deus e benéfica para sua alma.

Jesus Cristo vem em pessoa aplicar a cada um de nós em particular os merecimentos daquele Sangue adorável, que derramou por nós no Calvário. Isso deve nos inspirar suma estima para com a Santa Missa e ao mesmo tempo um vivíssimo desejo de assistir bem a ela. O triste fato de vermos tantas pessoas voluntariamente distraídas, sem modéstia, sem atenção, sem respeito, de pé, olhando para cá e para lá, faz-nos pensar que não assistem ao divino sacrifício como Nossa Senhora e São João, e sim, como os Judeus, crucificando outra vez Nosso Senhor, com grande escândalo para os companheiros e desonra para nossa fé!


Assista, pois, meu caro amigo, à Santa Missa com espírito de verdadeiro cristão, meditando a começar pelo dolorosa Paixão que Jesus Cristo sofreu pela nossa salvação. Durante a Missa você deve estar com modéstia e recolhimento que nada possa perturbar. A mente, o coração, todos os pensamentos estejam unicamente ocupados em honrar Deus. Recomendo, faça grande empenho em assistir à Santa Missa todos os dias

Retirado: Católicos Fiéis à Tradição

terça-feira, 2 de novembro de 2010

E espero a Ressurreição dos mortos, e a vida do mundo que há de vir.Amém.


Creio na Ressurreição dos Mortos, na vida eterna.Amém.


Comemoração da Igreja Padecente


Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos

A todos os que morreram "no sinal da fé" a Igreja reserva um lugar importante na liturgia: há uma lembrança diária na missa, com o Memento (= lembrança) dos mortos, e no Ofício divino com a breve oração (as almas dos fiéis pela misericórdia de Deus, descansem em paz), e existe sobretudo a celebração hodierna na qual cada sacerdote pode celebrar três missas em sufrágio das almas dos falecidos. A comemoração dos falecidos, devida ao abade de Cluny, santo Odilon, em 998, não de todo nova na Igreja, pois em toda parte se celebrava a festa de todos os santos e o dia seguinte era dedicado a memória dos fiéis falecidos. Mas o fato de que milhares de mosteiros beneditinos dependessem de Cluny favoreceu a ampla difusão da comemoração e muitas partes da Europa setentrional. Depois também em Roma, em 1311, foi sancionada oficialmente a memória dos falecidos.


O privilégio das três missas no dia 2 de novembro, concedido a Espanha em 1748, foi estendido a Igreja universal por Bento XV em 1915. Desejava-se assim sublinhar uma grande verdade, que tem o seu fundamento na Revelação: a existência da Igreja triunfante e a militante. Estado intermediário, mas temporário "onde o espírito humano se purifica e se torna apto ao céu", segundo a imagem de Dante. Na primeira epístola aos coríntios, são Paulo usa a imagem de um edifício em construção.

Os pregadores são os operários que edificam sobre o fundamento colocado pelos primeiros enviados de Cristo, os Apóstolos. Existem os que cumprem um trabalho, caprichado e sua obra fica sem defeitos, outros ao contrário misturam com o bom material um material de segunda, madeira e palha, isto é vanglória e indiferença. Depois vem a vistoria, que são Paulo chama de dia do Senhor, a prova de fogo: a provação apreciará a obra de cada um. Alguns assistirão a resistência do seu edifício, outros verão desabar o seu. "Ora - acrescenta o apóstolo são Paulo - se a obra que alguém edificou permanecer em pé, ele receberá a recompensa, se se queimar, sofrerá prejuízo, mas ele será salvo por meio de fogo."
A essas almas, que a prova de fogo obriga a purificação, em vista da plena alegria do paraíso, a Igreja dedica hoje, uma memória particular, para ressaltar mediante a caridade do sufrágio aquele vínculo de amor que une perenemente aqueles que morreram no sinal da fé e foram destinados a eterna comunhão com Deus.



Fonte: Cléofas

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A Intercessão da Beatíssima Virgem ante aos Fiéis Defuntos


Vemos no Novo Testamento, que a Virgem Maria começa os seus "trabalhos" de intercessão, quando nas Bodas de Caná falta-se o vinho para os convidados, ela pede ao seu Filho que providencie o vinho.De fato, a Virgem Mãe de Deus, intercede junto a Jesus sempre que é invocada.

Relembremo-nos da primeira oração feita para Nossa Senhora, a oração "Sub tuum praesidium", nela pedimos que Nossa Senhora venha nos proteger, e não desprezar as súplicas que fazemos a Ela.Depois analisemos a oração da Ave Maria, nesta pedimos que a Virgem Santíssima rogue por nós na hora de nossa morte.Qual mãe deixaria ver o seu filho morrer sem prestar-lhe algum socorro? É quando morremos que pedimos a proteção da nossa mãe. Desde pequeno ouço minha avó falar que enquanto seu marido estava para morrer, (o mesmo sempre teve devoção à Nossa Senhora) ele chamou por minha mãezinha.Que mãezinha seria essa, a não ser a Virgem Maria que está do lado de seus filhos até o último entrar no Paraíso como prometeu ao devotos de Seu Santo Rosário?

A Virgem Santíssima estava de pé ao lado da Cruz quando seu Filho Nosso Senhor morria, porque não estaria ao nosso lado seus filhos adotivos, no momento de nossa morte?Oh!Mãe querida, quão formoso é o vosso amor por nós, que rogas diante de Vosso Benditíssimo Filho, Jesus Cristo, até em nosso último suspiro.Queria eu ter amor tão grande assim, igual ao teu.

Promessas de Nossa Senhora ao Beato Alan de La Roche, para quem reza o Rosário diariamente:
1) A todos aqueles que recitarem o meu Rosário prometo a minha especialíssima proteção.

2) Quem perseverar na reza do meu Rosário, receberá graças potentíssimas.

3) O Rosário será uma arma potentíssima contra o inferno, destruirá os vícios, dissipará o pecado e derrubará as heresias.

4) O Rosário fará reflorir as virtudes, as boas obras e obterá às almas as mais abundantes misericórdias de Deus .

5) Quem confiar-se a Mim, com o Rosário, não será nunca oprimido pelas adversidades.

6) Quem quer que recitar devotadamente o Santo Rosário, com a meditação dos Mistérios, se converterá se pecador, crescerá em graça se justo e será feito digno da vida eterna.


7) Os devotos do Meu Rosário na hora da morte, não morrerão sem os sacramentos.

8) Aqueles que rezam o Meu Rosário encontrarão, durante sua vida e na hora de sua morte, a luz de Deus e a plenitude das suas graças e participarão aos méritos dos abençoados no Paraíso.

9) Eu libertarei, todos os dias, do Purgatório, as almas devotas do Meu Rosário.


10) Os verdadeiros filhos do Meu Rosário, gozarão de uma grande alegria no Céu.
11) Aquilo que se pedir com o Rosário se obterá.

12) Aqueles que propagarem o Meu Rosário serão por mim socorridos em todas as suas necessidades.

13) Eu consegui do Meu Filho que todos os devotos do Rosário tenham, por irmãos em sua vida e na hora de sua morte, os Santos do Céu.

14) Aqueles que recitarem o Meu Rosário fielmente serão todos filhos meus amadíssimos, irmãos e irmãs de Jesus.

15) A devoção do Santo Rosário é um grande sinal de predestinação.

Réquiem aetérnam dona eis, Dómine.

A Morte do Justo e a Morte do Pecador
 "[...] Mas se morrermos com Cristo, temos fé que também viveremos com Ele, sabendo que Cristo, uma vez ressuscitado dentre os mortos, já não morre, a morte não tem mais domínio sobre ele.Porque, morrendo, ele morreu para o pecado uma por todas; vivendo, ele vive para Deus.Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado e vivos para Deus em Cristo Jesus [...]"(Rm 6,8-11).

Sabemos que ao morrermos teremos um lugar reservado no Céu, cabe somente a nós irmos ou não.Se tivermos fé ressuscitaremos com Cristo, e viveremos para sempre com Ele e NEle, porque a morte não terá domínio nenhum sobre o nosso Deus. Ao sermos batizados nós morremos com Cristo, e ressuscitamos ao mesmo tempo, ou seja, morremos para o pecado e renascemos para a vida eterna. Após a Ressurreição de Nosso Senhor, as portas do Céu foram abertas para nós, em seu amor poderemos ser salvos.

"[...]Portanto, que o pecado não impere mais em vosso corpo mortal, sujeitando-vos às suas paixões; nem entregueis vossos membros, como armas de injustiça, ao pecado; pelo contrário, oferecei-vos a Deus como vivos provindos dos mortos e oferecei vossos membros como armas de justiça a serviço de Deus. E o pecado não vos dominará, porque não estais debaixo da Lei,mas sob a graça.E daí? Vamos pecar, porque não estamos mais debaixo da Lei mas sob a graça?De modo algum![...]Porque o salário do pecado é a morte, e a graça de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.[...]".(Rm 6,12-15;23)

A Libertação do cristão, que Paulo fala, significa a libertação pela morte, pois a morte liberta da vida anterior e de suas servidões.Unido pela fé e pelo batismo ao Cristo morto e ressuscitado, o cristão está morto ao pecado, para viver sob a graça do Espírito Santo.Da mesma forma que o liberto pertence a seu novo senhor, assim também o cristão ressuscitado em Cristo  não vive mais para si mesmo, mas para Cristo e para Deus.O cristão está morto para a Lei, como para o pecado, pelo "corpo de Cristo", morto e ressuscitado.

A Palavra do Senhor confirma esta Tradição pois "santo e piedoso o seu pensamento; e foi essa a razão por que mandou que se celebrasse pelos mortos um sacrifício expiatório, para que fossem absolvidos de seu pecado" (2 Mc 2, 45). Assim é salutar lembrarmos neste dia, que "a Igreja denomina Purgatório esta purificação final dos eleitos, que écompletamente distinta do castigo dos condenados" (Catecismo da Igreja Católica).


Portanto, a alma que morreu na graça e na amizade de Deus, porém necessitando de purificação, assemelha-se a um aventureiro caminhando num deserto sob um sol escaldante, onde o calor é sufocante, com pouca água; porém enxerga para além do deserto, a montanha onde se encontra o tesouro, a montanha onde sopram brisas frescas e onde poderá descansar eternamente; ou seja, "o Céu não tem portas" (Santa Catarina de Gênova), mas sim uma providencial 'ante-sala'.

"As almas do Purgatório, diz o Concílio de Trento, podem ser socorridas com os sufrágios dos fiéis e de modo particularmente eficaz com a Santa Missa".A razão disto reside no fato que no Sacrifício, o sacerdote oferece ao Pai debaixo das espécies eucarísticas, a Deus oficialmente o resgate das almas, quer dizer, o Sangue de Jesus Cristo, e em que o mesmo Senhor Jesus Cristo se oferece ao Pai no ato da Missa, salva as almas que padecem no Purgatório, dando-lhes o refrigério da luz e da paz.

Não há pois dia, em que a Igreja não recorde dos fiéis defuntos.Visitemos os cemitérios neste dia, pedindo a Deus que se complete para os nossos mortos a vitória sobre o pecado e som a morte, e que no dia final sobre o tocar das trombetas, ressurjam revestidos de glória imortal para cantar os louvores de Deus para sempre.

"Ó meu Jesus perdoai-nos, livrai-nos do fogo do Inferno. Levai as almas todas para o Céu e socorrei principalmente as que mais precisarem! Amém!"

sábado, 30 de outubro de 2010

Rezemos ao Anjo Principado do Brasil


Lembrai-vos, Senhor, de Vossas Misericórdias, que sempre haveis concedido; jamais nos dominem nossos inimigos; ponde cobro, Deus de Israel, a todas as nossas angústias.A Vós, Senhor, levantei minha alma; meu Deus, em Vós confio, não serei confundido.

Não desprezeis, Senhor, o Vosso povo que chama aflito por Vós, mas por causa da glória do Vosso Nome vinde em auxílio dos atribulados.

Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido.


Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo,
seu louvor estará sempre em minha boca.
Minha alma se gloria no Senhor;
que ouçam os humildes e se alegrem!

Comigo engrandecei ao Senhor Deus,
exaltemos todos juntos o seu nome!
Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu
e de todos os temores me livrou.

Contemplai a sua face e alegrai-vos,
e vosso rosto não se cubra de vergonha!
Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido,
e o Senhor o libertou de toda angústia.

O anjo do Senhor vem acampar
ao redor dos que o temem e os salva.
Provai e vede quão suave é o Senhor!
Feliz o homem que tem nele o seu refúgio

sábado, 23 de outubro de 2010

A Igreja deve envolver-se na política.

A Igreja por ser uma instiuição de formação de opinião, não deve se pronunciar em questão de política.Mas isto não a impede de falar ante a política, pois a mesma tem um Rei, o próprio Cristo, e um embaixador o Papa.A Igreja é uma instiuição social e política porque cada humano é um "zoon politikon", um animal político.

Não cabe à Igreja apoiar candidatos políticos, mas, sim, apoiar ideias que valorizam o bem comum e os ensinamentos de Nosso Senhor.Não cabe à Igreja designar quais são os seus partidos, mas, sim, quais são àqueles que colocam no seus planos centrais os direitos do ser humano e a moral cristã.

Portanto, católicos, votem em candidatos que defendem os direitos católicos e que façam tudo para que o nosso país se torne verdadeiramente a Terra de SANTA CRUZ!

Dom Orani:"Esta voz profética exige de nós uma vigilância e participação contínua sobre a realidade em que vivemos, infelizmente manchada com muitos contra-valores e interesses que desencadeiam violência e injustiças".

Dom Orani, um dos heróis da nossa época, Arcebispo do Rio de Janeiro.

As eleições estão se aproximando! A Assembleia Geral de nossa Conferência Episcopal e o nosso Regional Leste 1 já distribuíram textos sobre as orientações para os católicos neste momento histórico de nosso país. Nesses documentos são explicitados para nós os critérios e as responsabilidades daqueles que irão votar no início do próximo mês.


Todos nós, batizados, participamos da missão profética de Cristo, pela qual deve ser instaurado o Reino de Deus, a Justiça, a Verdade, o Amor e a Paz. Esta voz profética exige de nós uma vigilância e participação contínua sobre a realidade em que vivemos, infelizmente manchada com muitos contra-valores e interesses que desencadeiam violência e injustiças.

Sabemos que o pecado penetrou todo o Universo e temos em nós e na cultura que criamos o germe do Mal, a tendência para a destruição e o ódio. É o mistério da iniquidade que, de qualquer forma, quer nos afastar da ordem e da harmonia que provém da adesão a Cristo, pelo qual nos reordenamos no caminho do Bem.

O Espírito Santo nos ilumine para que a preocupação com o bem comum e a fraternidade, com respeito aos verdadeiros direitos humanos na construção da civilização do amor, esteja presente neste instante de decisões importantes para o futuro da nação.

Há momentos, entretanto, em que esta missão se torna urgente e intensamente mais necessária, como agora: de profundas transformações sociais, religiosas, econômicas, de desenvolvimento técnico-científico que nos desafiam e exigem de nós novas posturas e comportamentos, julgamentos éticos fundamentados na Verdade para gozarmos da liberdade.

As eleições devem marcar o rumo que desejamos imprimir na sociedade. Ainda hoje se nota nas campanhas políticas muito do interesse exclusivamente pessoal do poder pelo poder, do enriquecimento próprio e daqueles que os apóiam com promessas de recompensas no futuro. Uma reforma política, tão desejada e almejada por tantos, ainda se faz esperar.

Com coragem, um esforço nacional tem procurado, sem êxito completo, através da lei comumente chamada de “Ficha Limpa”, eliminar candidatos que abusaram dos cargos públicos, desviando dinheiro para seus bolsos. A lei 9840, esta já mais antiga, trouxe muitos avanços para o processo político. Acredito que pouco a pouco novos costumes irão encontrando o espaço de um povo comprometido e desejoso de construir uma nação justa e solidária.

A par do desejo de uma economia saudável, devemos ter em mente políticas que atendam a necessidade de todos sem distinção, sobretudo uma pátria livre no respeito aos cidadãos e onde possamos nos sentir irmãos.

A pátria será aquela que desejamos com o nosso voto. O Senhor nos entregou o governo do mundo, o direito de fazê-lo progredir de modo que todos possam usufruir do progresso, da técnica, da terra e do pão. Isso só se obtém com o respeito à ordem natural. Se isso não é observado, vemos o que ocorre: assistimos à violência, aos assassinatos, rixas e fraudes de todo gênero, no mais completo relaxamento dos costumes, na ampla imoralidade. (Rom 1, 18).

O nosso Regional Leste 1 da CNBB recordou alguns critérios para valorizar o nosso voto: defesa da dignidade da Pessoa humana e da Vida em todas as fases e manifestações, defesa da família segundo o plano de Deus, liberdade de Educação e liberdade religiosa no ensino, a solidariedade com particular atenção aos pobres e excluídos, o respeito à subsidiariedade e o compromisso na construção de uma cultura da paz em todos os níveis.

Esse mesmo texto assim conclui: “o trabalho político, ao qual todos somos chamados, cada um segundo a sua maneira de ser, é uma forma de mostrar a incidência do Evangelho na vida concreta, visando à construção de uma sociedade justa, fraterna e equitativa. Em consequência haverá uma esperança real para tantas pessoas céticas, desnorteadas e confusas com a política atual. É uma grande oportunidade que os católicos e todas as pessoas de boa vontade não podem perder.”

Que a Virgem Aparecida interceda por todos os fiéis católicos, para que votem com responsabilidade e de acordo com as mais lídimas tradições cristãs que formam a consciência e a identidade do povo brasileiro.

Fonte: Site da Arquidiocese do Rio

"Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus" (Mc 12,17)

Famoso texto de Dom Gonzaga Bergonzini, um dos heróis de nossa época, bispo de Guarulhos.

Com esta frase Jesus definiu bem a autonomia e o respeito, que deve haver entre a política (César) e a religião (Deus). Por isto a Igreja não se posiciona nem faz campanha a favor de nenhum partido ou candidato, mas faz parte da sua missão zelar para que o que é de “Deus” não seja manipulado ou usurpado por “César” e vice-versa.

Quando acontece essa usurpação ou manipulação é dever da Igreja intervir convidando a não votar em partido ou candidato que torne perigosa a liberdade religiosa e de consciência ou desrespeito à vida humana e aos valores da família, pois tudo isso é de Deus e não de César. Vice-versa extrapola da missão da Igreja querer dominar ou substituir- se ao estado, pois neste caso ela estaria usurpando o que é de César e não de Deus. Já na campanha eleitoral de 1996, denunciei um candidato que ofendeu pública e comprovadamente a Igreja, pois esta atitude foi uma usurpação por parte de César daquilo que é de Deus, ou seja o respeito à liberdade religiosa. Na atual conjuntura política o Partido dos Trabalhadores (PT) através de seu IIIº e IVº Congressos Nacionais (2007 e 2010 respectivamente), ratificando o 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3) através da punição dos deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso, por serem defensores da vida, se posicionou pública e abertamente a favor da legalização do aborto, contra os valores da família e contra a liberdade de consciência.

Na condição de Bispo Diocesano, como responsável pela defesa da fé, da moral e dos princípios fundamentais da lei natural que - por serem naturais procedem do próprio Deus e por isso atingem a todos os homens -, denunciamos e condenamos como contrárias às leis de Deus todas as formas de atentado contra a vida,dom de Deus,como o suicídio, o homicídio assim como o aborto pelo qual, criminosa e covardemente, tira-se a vida de um ser humano, completamente incapaz de se defender. A liberação do aborto que vem sendo discutida e aprovada por alguns políticos não pode ser aceita por quem se diz cristão ou católico.

Já afirmamos muitas vezes e agora repetimos: não temos partido político, mas não podemos deixar de condenar a legalização do aborto. (confira-se Ex. 20,13; MT 5,21). Isto posto, recomendamos a todos verdadeiros cristãos e verdadeiros católicos a que não dêem seu voto à Senhora Dilma Rousseff e demais candidatos que aprovam tais “liberações”, independentemente do partido a que pertençam. Evangelizar é nossa responsabilidade, o que implica anunciar a verdade e denunciar o erro, procurando, dentro desses princípios, o melhor para o Brasil e nossos irmãos brasileiros e não é contrariando o Evangelho que podemos contar com as bênçãos de Deus e proteção de nossa Mãe e Padroeira, a Imaculada Conceição.


+ D. Luiz Gonzaga Bergonzini, Bispo de Guarulhos

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Momento de reflexão e meditação na vida cristã.

Sexta-Feira: A ETERNIDADE DAS PENAS

1. 1. Considera, ó alma, que se caíres no inferno, nunca mais dele sairás. Lá se sofrem todas as penas e todos os tormentos. Terão passados cem anos desde que caíste no inferno, terão passado mil anos e o inferno ainda estará em seu começo; passarão cem mil anos, milhões de séculos, e o inferno será como em começos. Se um anjo levasse aos condenados a notícia que Deus iria o libertar do inferno depois de passados tantos milhões de séculos quantas são as gotas de água do mar, as folhas dar árvores, os grãos de areia da terra, esta noticia lhes causaria indizível satisfação. É verdade, diriam, que devem passar ainda séculos, mas um dia hão de acabar. Pelo contrário, passarão todos estes séculos e todos os tempos que se possam imaginar e o inferno será como se então começasse. Todos os condenados fariam de boa vontade com Deus o seguinte pacto: Senhor, aumentai quando quiserdes meus suplícios; deixa-me nestes tormentos por quantos séculos quiserdes, contanto que eu possa ter a esperança de um dia ser salvo destes tormentos. Mas nada: esta esperança, este termo nunca chegará.

2. 2. Se ao menos o pobre condenado pudesse enganar-se a si mesmo e iludir-se dizendo: “Quem sabe, um dia talvez Deus se compadecerá de mim, e me arrancará deste abismo!” Mas não, nem isto: verá sempre escrito diante de si a sentença de sua eterna infelicidade. Pois então, irá ele dizendo: todas estas penas, este fogo, estes gritos, nunca mais hão de acabar para mim? Não lhe será respondido, não, jamais. E durarão sempre? Sempre, por toda eternidade! Oh, eternidade! Oh, abismo sem fundo! Oh, mar sem praia! Oh, caverna sem saída! Quem pode ficar sem tremer, pensando em ti?

3. 3. O que te deve encher de pavor, alma cristã, é que aquela horrível fornalha está sempre aberta debaixo dos teus pés, e que é suficiente um só pecado mortal para lá te fazer cir. Compreendes bem o que estas lendo? Uma pena eterna pode ser fruto de um só pecado mortal que cometes com tanta facilidade. Uma blasfêmia, uma palavra, um ato, um pensamento obsceno, pode ser o bastante para mereceres a condenação às penas do inferno. Escuta, pois, ó cristão, o meu conselho: se a consciência te acusa de algum pecado, vai depressa confessar-te, e trata de começar uma vida boa. Põe em prática todos os meios que te indicar o confessor. Se for necessário, faze uma confissão geral. Promete que há de fugir das ocasiões perigosas, e se Deus te inspirasse, até deixar o mundo, segue logo a sua voz. Tudo o que fizeres para evitar a eternidade de tormentos é pouco, é nada. Lança-te aos pés do teu Deus e diz-Lhe: “Senhor, estou pronto para o que Vós quiserdes; nunca mais hei de pecar em minha vida; já por demais vos tenho ofendido; mandai-me todos os sofrimentos que quiserdes durante esta vida, contanto que eu possa conseguir a salvação.”

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Momento de reflexão e meditação na vida cristã.



Meditação de Quarta-Feira: O JUÍZO PARTICULAR

1. Logo que a alma tiver saído do corpo, comparecerá diante do supremo Juiz. A primeira coisa que torna este comparecimento terrível à alma do pecador é que ela se encontrará,sozinha, na presença de um Deus que ela desprezou, de um Deus que lhe conhece todos os segredos do coração, e todos os pensamentos. E diante do Divino Juíz, a al,a só poderá levar o pouco de bem, ou mal que tiver feito durante a vida.

2. Então dirá o Juiz inapelável: Quem és Tu? - Sou cristão, responderás. - Bem, replicará Ele: Se és cristão, vamos ver se procedeste como cristão. Em seguida começarpa a recordar-te as promessas que fizeste no Santo Batismo; lembrar-te-á as graças que te concedeu, e enfim todas as tuas ingratidões.
Que te parece, ó cristão deste exame?Que te diz consciência? Estás ainda em tempo, se quiseres. Pede a Deus perdão de teus pecados e faze um sincero propósito de não tornar a pecar.

3. Esse é o momento em que, se a alma se achar manchada de pecado grave, ouvirá o inexorável Juíz pronunciar a tremenda sentença: Filho infiel, dirá, para longe de mim! Vai para o fogo eterno a gemer com os demônios para sempre! Aquela alma infeliz, antes de afastar-se para sempre de Deus, volverá pela última vez o olhar para o céu, e no auge da desolação dirá: - Adeus parentes! Adeus amigos,que habitais no reino da glória!Adeus pai,mãe,irmãos! Vós gozareis para sempre, e eu serei para sempre atormentado. Adeus ó Salvador, adeus, ó Cruz Santa; adeus; ó Sangue em vão por mim derramado, não vos tornarei a ver mais. Desde este momento eu não sou filho de Deus, serei para sempre escravo dos demônios no inferno. Então os demônios que se tornaram senhores dessa alma, arrastando-a e empurrando-a a farão cair nos seus abismos de otrturas, de misérias, de tormentos eternos. Ó alma, não receias que tal sentença seja também tua?

Ah! por amor de Jesus e de Maria, porfia por conseguir com boas obras uma sentença que te seja avorável, e lembra-te que, assim como é terrível a sentença proferida contra o pecador, igualmente consolador será o convite que há de dirigir Jesus a quem viveu cristãmente. Meu Jesus, concedei-me a graça de pertencer naquele dia ao número dos bem-aventurados. Virgem Santíssima, ajudai-me; protegei-me na vida, e na morte, e especialmente quando me apresentar ao vosso Filho para ser julgado

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Momento de reflexão e meditação na vida cristã.



Meditação de Terça-Feira:
A MORTE


1. Com a morte, a alma separa-se do corpo, e abandona totalmente as coisas deste mundo. Considera portanto, ó cristão, que a tua alma deverá separar-se do corpo, mas não sabes onde se dará esta separação.Não sabes se a morte te assaltará na tua cama, ou durante o trabalho, ou na rua, ou em outra parte. Ai de ti, se não te mantens sempre preparado. Quem não está hoje preparado para bem morrer, corre grande perigo de morrer mal.

2. Embora seja incerto o lugar e incerta a hora de tua morte, é, porém, muito certo que a morte ha de vir. Há de chegar em um dia no qual, estendido n'uma cama, assistido por um sacerdote que encomendará tua alma, estarás prestes a passar para a eternidade. E logo que a alma expire, o teu corpo será lançado a apodrecer em uma cova. Abre um sepulcro, e contempla a que ficou reduzido aquele jovem rico, aquele ambicioso, aquele soberbo. Agora, o demônio para induzir-te a pecar, procura desviar-te deste pensamento. E que haverás de fazer tu, então, no ponto de te encaminhares para a tua eternidade? Ai de quem se acha em desgraça de Deus naquela hora!

3. Considera que no instante da morte depende a tua eterna salvação ou eterna condenação. Nas proximidades da morte, ao avizinhar-se o teu ultimo suspiro, à liz de vela que acenderem no momento de tua agonia, quanas coisas se hão de ver! Oh, grande e terrivel momento, do qual depende uma eternidade de glória ou de tormentos! Uma felicidade sem fim, ou um eterno sofrer!
E agora, põe-te na presença de teu Deus e diz-lhe de coração: Meu Deus, desde este momento eu me converto a Vós, amo-Vos, e proponho a amar-Vos e servir-Vos até a morte. Virgem Santíssima, minha Mãe, ajudai-me naquele terrível momento. Jesus,Maria e José, expire em paz entre vós a minha alma.



P.S: Cuida da tua alma, e reza:

"Oração a São José, para pedir a graça da boa morte
São José,
que morrestes nos braços de Jesus e Maria,
meu amável protector,
socorrei-me em todas as necessidades
e perigos da vida,
mas principalmente na hora suprema,
vindo suavizar minhas dores,
enxugar minhas lágrimas,
fechar suavemente meus olhos,
enquanto pronunciar
os dulcíssimos nomes:
Jesus, Maria, José,
salvai a minha alma.

Ámen."

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Momento de reflexão e meditação na vida cristã.

Hoje(18/10) começaremos uma semana de meditações sobre a vida cristã. Consequencias dos atos terrenos, teremos muitos temas a serem tratados, 7 dias,7 temas diferentes, mas com uma ligação, a ALMA. Então dia 24/10 teremos a última, que por ser domingo, é a 1ª das meditações.


"Vigiai e orai para que não caiais em tentação. Pois o espírito é forte mais a carne é fraca."(Mc 14,38)


Meditação de Segunda-Feira: O PECADO MORTAL

1. Considera minha alma, o que fazes quando cometes um pecado mortal: dá as costas Aquele Deus que te criou e te cumulou de benefícios, desprezas a Sua graça e sua amizade. Quem peca diz com os fatos a Nosso Senhor: "Non serviam:apartai-Vos de mim, pois não quero obedecer-Vos, não vos quero servi, não vos quero reconhecer por meu Senhor. O meu Deus é aquele prazer, aquela vingança, aquele ódio, aquela conversação obscena."

2. Maior se torna esta ingratidão, refletindo que, para pecar, te serviste das mesmas coisas que Deus te deu. Ouvidos, olhos,boca,lingua, mãos,pés, são todos dons de Deus; e tu deles te servistes para ofendê-lo! Ah ouve pois o que te diz o Senhor:"Filho eu te criei do nada: dei-te tudo que tens, fiz-te nascer na verdadeira Religião. E tu esquecido de tantos benefícios, te atreveste a ofender-me?" Quem não se sentirá tomado de profundo pesar por ter feito tamanha injúria a um Deus tão bom, tão benfazejo para conosco, suas criaturas?

3. Considera ainda, ó alma cristã, que o pecado faz perder a Deus e a paz do coração: faz perder os méritos e tornar=nos incapazes de merecer para a vida eterna. Ah! meu Deus, arrependo-me de todo o coração. Meu Jesus eu vos quero amar; dai-me força. Santíssima Virgem, Mãe de meu Jesus, ajudai-me!


P.S: Vá ao sacerdote e faça a sua confissão.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Deus tem mil formas de mostrar que existe, afirma Papa

"Deus tem mil maneiras - para cada um a sua - de fazer-se presente na alma, de mostrar que existe, que me conhece e ama", considera Bento XVI.


O Pontífice chegou a esta conclusão hoje, ao apresentar na catequese a figura da Beata Angela de Foligno, mística italiana que viveu entre 1248-1309, da Ordem Terceira Franciscana.

O Papa recordou que Angela havia levado uma vida mundana, afastada do pensamento de Deus, até que, em 1285, invocou São Francisco de Assis, quem lhe apareceu em uma visão, e depois ela decidiu confessar-se.

Começou então um rico e tortuoso caminho espiritual. Em primeiro lugar, explicou Bento XVI, ela não tinha a sensação de ser amada por Deus, senão que sentia "vergonha".

Angela, explicou, "sente o dever de ter de dar algo a Deus para reparar seus pecados, mas lentamente compreende que não tem nada para dar-lhe; pelo contrário, é 'nada' diante d'Ele; compreende que não será sua vontade que dará amor a Deus, porque esta só pode dar-lhe seu 'nada', o 'não amor'".

Acompanha-a "o pensamento do inferno, porque quanto mais a alma progride no caminho da perfeição cristã, mais se convencerá não somente de ser 'indigna', mas de merecer o inferno".

O Crucificado que salva da indignidade

"Em seu caminho místico, Angela compreende de maneira profunda a realidade central: o que a salvará da sua 'indignidade' e de 'merecer o inferno' não será sua 'união com Deus' e seu possuir a 'verdade', mas Jesus crucificado, 'sua crucifixão por mim', seu amor."

A conversão de Angela, inciada com a confissão de 1285, chegará à maturidade somente quando o perdão de Deus aparecer à sua alma como o dom gratuito de amor do Pai, fonte de amor, reconheceu o Papa.

À luz da vida desta mística, o Papa concluiu deixando uma lição para nossos dias: "Hoje estamos todos em perigo de viver como se Deus não existisse: Ele parece muito longe da vida atual. Mas Deus tem mil maneiras - para cada um a sua - de fazer-se presente na alma, de mostrar que existe, que me conhece e ama. E a Beata Angela quer nos deixar atentos a estes sinais com os quais o Senhor nos toca a alma, atentos à presença de Deus, para aprender, assim, o caminho com Deus e rumo a Deus, na comunhão com Cristo Crucificado. Oremos ao Senhor para que nos torne atentos aos sinais da sua presença, que nos ensine a viver realmente".

Retirado de: Zenit

Os Santos Anjos


 "Segundo os mais doutos intérpretes, as aparições acidentais dos anjos no mundo não são mais que o prelúdio de sua aparição habitual no Céu. Assim, é provável que no Céu os anjos assumirão magníficos corpos aéreos para regozijar a vista dos eleitos e conversar com eles face a face" (13).

A maravilhosa classificação dos coros angélicos


A distinção dos Anjos em nove coros, agrupados em três hierarquias diferentes, embora não conste explicitamente da Revelação, é de crença geral. Essa distinção é feita em relação a Deus, à condução geral do mundo, ou à condução particular dos Estados, das companhias e das pessoas. (Ver quadro ao lado).

Os três coros da primeira hierarquia, vêem e glorificam a Deus, como diz a Escritura: "Vi o Senhor sentado sobre um alto e elevado trono .... Os Serafins estavam por cima do trono ... E clamavam um para o outro e diziam: Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus dos exércitos" (Is. 6, 1-3). "O Senhor reina .... está sentado sobre querubins" (Sl. 98, 1).
Os três Coros inferiores aos acima enunciados estão relacionados com a conduta geral do universo.

E os três últimos Coros dizem respeito à conduta particular dos Estados, das companhias e das pessoas. (14).

Conclusão: devoção e fidelidade aos Anjos

Evidentemente, todas essas maravilhas do mundo angélico deveriam levar-nos a um profundo amor, reverência e gratidão especialmente para com nosso Anjo da Guarda, evitando tudo aquilo que possa contristá-lo, como são nossos pecados. "Como te atreverias a fazer na presença dos Anjos aquilo que não farias estando eu diante de ti?", interpela-nos o grande São Bernardo.

E deveríamos fazer tudo o que sabemos poder alegrar o Anjo da Guarda, pois só assim estaremos trabalhando efetivamente para nossa própria santificação e salvação.

A reverência a seu Anjo da Guarda levava Santo Estanislao Kostka, que o via constantemente, a este requinte de delicadeza: quando ambos deviam entrar por uma porta, ele pedia ao Anjo para passar antes. E como este, às vezes, se recusasse, insistia com ele até que cedesse (15).

Oxalá tantos e tão belos exemplos nos sirvam para reverenciar e acrescer nossa devoção a esses bem-aventurados espíritos angélicos que Deus, em sua misericórdia, concedeu-nos como guardiões, conselheiros, protetores e mensageiros – especialmente valiosos no mundo neopagão em que vivemos –, com vistas à obtenção da vida celeste!

Os 9 Coros Angélicos, agrupados em três hierarquias

· Serafins — do grego "séraph", abrasar, queimar, consumir. Assistem ante o trono de Deus* e é seu privilégio estar unidos a Deus de maneira mais íntima, nos ardores da caridade.

· Querubins — do hebreu "chérub", que São Jerônimo e Santo Agostinho interpretam como "plenitude de sabedoria e ciência". Assistem também ante o trono de Deus, e é seu privilégio ver a verdade de um modo superior a todos os outros anjos que estão abaixo deles.

· Tronos — algumas vezes são chamados "Sedes Dei", (Sedes de Deus). Também assistem ante o trono de Deus, e é sua missão assistir os anjos inferiores na proporção necessária.

· Dominações – São assim chamados porque dominam sobre todas as ordens angélicas encarregadas de executar a vontade de Deus. Distribuem aos Anjos inferiores suas funções e seus ministérios.

· Potestades — Ou "condutores da ordem sagrada", executam as grandes ações que tocam no governo universal do mundo e da Igreja, operando para isso prodígios e milagres extraordinários.

· Virtudes — cujo nome significa "força", são encarregados de tirar os obstáculos que se opõem ao cumprimento das ordens de Deus, afastando os anjos maus que assediam as nações para desviá-las de seu fim, e mantendo assim as criaturas e a ordem da divina Providência.

· Principados — Como seu nome indica, estão revestidos de uma autoridade especial: são os que presidem os reinos, às províncias, e às dioceses; são assim denominados pelo fato de sua ação ser mais extensa e universal.

· Arcanjos — são enviados por Deus em missões de maior importância junto aos homens.

· Anjos — os que têm a guarda de cada homem em particular, para o desviar do mal e o encaminhar ao bem, defendê-lo contra seus inimigos visíveis e invisíveis, e conduzi-lo ao caminho da salvação. Velam por sua vida espiritual e corporal e, a cada instante, comunicam-lhe as luzes, forças e graças que necessitam (14).
***
(*) "‘Assistir’ ante o trono de Deus tem dois significados: um é quando recebem Suas ordens; quando Lhe oferecem as orações, esmolas, boas obras e votos dos mortais; quando defendem contra os demônios as causas dos homens no Tribunal Supremo; quando fixam seu olhar nos raios da face divina para perceber as delicias inefáveis que constituem sua felicidade.

"Neste último sentido, todos os anjos, sem excetuar nenhum, são ‘assistentes diante de Deus’, porque todos gozam, sem interrupção, da Visão Beatífica, mesmo enquanto se ocupam do desempenho de alguma missão no governo do mundo. Mas, em outro sentido estrito, a expressão ‘assistir diante do trono de Deus’ designa os Anjos da primeira hierarquia, e que não podem ser empregados em ministérios exteriores" (cfr. Corn. A Lapide, in Tob. XII, 15; apud Mons. Gaume, Tratado del Espíritu Santo, Granada, Imp. Y Lib. Española de D. José Lopez Guevara, 1877, p. 137 ).

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

PT está institucionalmente comprometido com o aborto, denuncia Dom Aldo Pagotto

Atos do PT desmentem as palavras do presidente e Dilma Rousseff que agora se dizem contrários ao aborto, denunciou.


Em um recente vídeo, Dom Aldo Pagotto, arcebispo metropolitano da Paraíba, apresenta novas denúncias contra o Partido dos Trabalhadores, criticando a recente campanha de “desinformação e de manipulação das consciências” que o PT vem realizando no segundo turno das eleições, utilizando calculadamente da mentira para enganar os eleitores sobre seus verdadeiros projetos para a nação. Dom Aldo Pagotto assevera que “quando a democracia se converte neste tipo de demagogia, para ganhar voto, já é a ditadura que está no horizonte”e que o posição do PT favorável ao aborto não se trata de boataria como afirma o Presidente Lula e tem difundido o deputado eleito Gabriel Chalita.


Aplaudindo a atitude dos bispos de São Paulo que no seu “Apelo aos brasileiros e brasileiras” denunciam as manobras do PT para promover o aborto como aliado de outros organismos internacionais, Dom Aldo Pagotto afirma que os outros bispos no Brasil também já "não podem ficar calados".

"Estamos diante de um partido que está institucionalmente comprometido com a instalação da cultura da morte em nosso país(...) que proíbe seus membros de seguirem suas próprias consciências, que se utiliza calculadamente da mentira para enganar os eleitores sobre seus verdadeiros projetos para a nação".

Dom Aldo afirma que desde a década de 90, a cultura de morte no Brasil vem sendo sistematicamente introduzida no nosso país graças ao financiamento maciço de grandes fundações internacionais que encontraram no PT seu principal aliado. Dom Pagotto afirma no seu vídeo que "desde que chegou ao poder, o Partido dos Trabalhadores assumiu como projeto de governo a completa legalização do aborto no Brasil. O Partido não escondeu a sua agenda, antes, paradoxalmente, passou a negar com insistência o que ele fazia publicamente, mesmo diante de todas as evidencias ao contrário”.

“Ao longo destes anos isto se repetiu várias e várias vezes. Pode-se concluir que para este partido esta atitude pró-aborto não é um mal entendido, não é um equívoco, nem uma fraqueza, nem um vício, nem um erro de percurso mas constitui a própria estratégia para implantar a cultura de morte no Brasil", afirmou o prelado do nordeste brasileiro, ressaltando também que “desde o início do seu mandato, o atual governo considerou a completa legalização do aborto como seu programa de governo”.

Assim a posição do Partido dos Trabalhadores favorável à legalização do aborto no país não se trata de boataria, como afirma a presidência da República e tem difundido o deputado eleito Gabriel Chalita.

Dom Aldo afirma que o governo Lula reconheceu diante da ONU o aborto como “um direito humano”, ao mesmo tempo em que o presidente jurava "pela fé que havia recebido de sua mãe", em carta assinada de próprio punho aos bispos da CNBB reunidos em Itaici no ano de 2005, que ele tivesse “qualquer intenção de legalizar o aborto no país”, encaminhando, em seguida à Câmara dos Deputados um “projeto de Lei que pretendia legalizar o aborto durante todos os nove meses de gravidez, tornando-o completamente livre, por qualquer motivo, desde a concepção até o momento do parto ".

Dom Aldo denunciou que “os fatos desmentiram as palavras do presidente” quando o governo encaminhou à Câmara este projeto.

Fazendo referência às declarações de Dilma Rousseff ao início de sua campanha, nas quais ela afirma que os bispos que a acusam de promover o aborto partem de um pressuposto errado pois nem ela nem o atual governo “jamais teriam sido a favor do aborto”, Dom Aldo recordou que a candidata ignorou que em junho deste ano “o governo brasileiro havia elaborado e promovido em parceria com a ONU a assinatura do chamado Consenso de Brasília, um documento que recomenda a legalização do aborto não somente no Brasil como em toda a América Latina”.

"Não ficamos apenas nisso”, continuou o arcebispo, “nesta primeira semana de outubro, a candidata (que nas últimas semanas tem afirmado ser a favor da vida) acrescentou pertencer a uma família católica e que não apenas é, mas que sempre foi a favor da vida, sem aparentemente importar-se com o fato de que circula livremente na Internet um vídeo no qual, em uma gravação realizada no dia 4 de outubro de 2007, ela mesma declara: "O aborto deve ser descriminalizado. Hoje, no Brasil, constitui um absurdo que o aborto ainda não tenha sido descriminalizado".

“Não posso, como pastor, compactuar com este trabalho de desinformação e de manipulação das consciências", declarou o bispo.

"Nós não estamos entrando em política partidária. Não cabe à Igreja, absolutamente, imiscuir-se nas políticas partidárias, ou indicar ou não indicar partidos ou candidatos. Mas é dever da Igreja e dos pastores alertar sobre o voto que tem as suas conseqüências, formar a consciência cidadã, formar a consciência ética com os princípios e fundamentos humanitários e cristãos", asseverou.

"Quando os representantes do governo se expressam, de caso pensado, desta maneira, não existe mais credibilidade para suas afirmações. A experiência política e a história advertem amplamente que, quando a democracia se converte neste tipo de demagogia, para ganhar voto, já é a ditadura que está no horizonte”, denunciou Dom Aldo. O Arcebispo da capital da Paraíba, em uma das regiões onde o PT mais encontra apoio popular, conclui seu depoimento afirmando que o Evangelho ensina que o nosso falar deve ser "o sim, seja sim; o não, seja não(...). Ficar em cima do muro é péssimo”.



quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Covardia:"palavra usada agora pela Canção Nova".

COVARDIA, a Canção Nova está fazendo uma verdadeira covardia contra o Padre José Augusto,que na manhã do dia 05 de Outubro, falou a verdade em alto e bom som, durante a Santa Missa por ele celebrada.

Será que a Comunidade Canção Nova esqueceu a palavra de seu fundador?Quantas vezes o Mons.Jonas falou "CORAGEM", e a sua obra esquece este termo?!?Não podemos ficar em silêncio, pois se nos calarmos as pedras irão falar, e será uma vergonha se não nos pronunciarmos.

A Canção Nova está com medo do governo federal?Falar a verdade uma vez, não matará ninguém.Porém se continuarmos nos escondendo o Brasil poderá um dia esquecer que nós(católicos) existimos.

O Brasil pede socorro, ajude-o.Votemos em candidatos que fazem valer a fé que recebemos dos Apóstolos, façamos valer a Verdade que é Nosso Senhor.Assim poderemos um dia chegar diante do Supremo Juiz, dizendo que o pudemos fazer nós fizemos.

Solenidade do Rosário de Nossa Senhora

Era costume entre os nobres da Idade Média(e outrora o foi também entre os romanos)usar coroas de flores a que chamavam capelas.Estas coroas ofereciam-se às pessoas de distinção, a título de estima e dependência.

Senhora do Céu e da Terra, a Virgem SS.tinha, mais que ninguém, direito a estas homenagens.Por isso a S.Igreja nos exorta a que Lhe ofereçamos, como Filha do Pai, Mãe do Filho e a Esposa do Espírito Santo,uma tríplice capela de rosas de que nos mostra a incomparável beleza no Ofício de hoje a que deu o nome de Rosário.

A oração recorda-nos que o Rosário, sendo uma oração vocal, é simultâneamente mental pela meditação dos mistérios da vida do Salvador tão intimamente ligados com a vida da Senhora.

E o Evangelho ensina-nos que a fórmula principal da Ave Maria é constituída pelas mesmas palavras de que o Arcanjo Gabriel se serviu para saudar a Virgem Maria( a saudação angélica).Para recordar e agradecer a Deus à vitória de Lepanto, alcançada pelas armas cristãs sobre os turcos no dia 7  de Outubro de 1571, vitória que se deve à recitação do Rosário e em que o Islão foi completamente esmagado, para recordar este fato miraculoso instituiu a Santa Igreja a festa de hoje.

Prescrita primeiramente por Gregório XIII para certas igrejas, foi estendida por Clemente XI ao mundo católico, em ação de graças por um novo triunfo alcançado por Carlos VI da Hungria sobre os Turcos em 1716. Leão XIII, perante as dolorosas provas que a Igreja atravessava no seu tempo, criou um novo Ofício para a festa que celebramos hoje.

O rosário nasceu do amor dos cristãos por Maria.Chamada de Santa Maria da Vitória, esta memória celebrava a libertação dos cristãos dos ataques dos turcos na batalha de Lepanto, na Grécia.Oferecemos a Maria, hoje, a nossa tríplice cora de rosas que lembra sua alegria, suas dores e sua glória.

Ameaçava grande perigo à Igreja, como à Europa toda, da parte dos turcos, cujo imperador jurara exterminar a religião cristã. Pio V envidou todos os esforços, fez valer toda sua influência junto aos príncipes cristãos para conjurar essa desgraça iminente. Para obter de Deus que abençoasse as armas cristãs, ordenou que se fizessem, em toda a parte da cristandade, preces públicas, particularmente o terço, procissões, penitência. Paralelamente, em 1570, os otomanos, de notável poderio militar, apoderaram-se do Santo Sepulcro em Jerusalém e não permitiam a visita dos cristãos. O próprio Papa, em pessoa, tomou parte nesses exercícios extraordinários, impostos pela extrema necessidade. Organizou uma Cruzada, cujo comando entregou a Dom João da Áustria, que era irmão de Carlos V, Imperador do Sacro Império Romano. Aconteceu a Batalha Naval no Golfo de Lepanto. A armada turca, com poderio militar que ultrapassava o dobro dos navios dos cruzados, incidiu ferozmente para destruir os cristãos. Os chefes cruzados ajoelharam e suplicaram a intercessão de Nossa Senhora. Por intercessão de Maria Santíssima, foram inspirados pelo Espírito Santo a rezar o Terço como única forma de enfrentar e vencer o inimigo e assim o fizeram. O êxito foi glorioso. A vitória dos cristãos em Lepanto (1571) foi completa.

As festas de Nossa Senhora da Vitória e do SS. Rosário perpetuam até hoje a memória daquele célebre fato. No momento em que a batalha se decidia a favor dos cristãos, teve o Papa, por revelação divina, conhecimento da vitória e imediatamente convidou as pessoas presentes a dar graças a Deus. Era seu plano organizar uma nova campanha contra os turcos, mas uma doença dolorosa não lho permitiu pô-la em execução. S.Pio V,antes, porém, havia instituído, como agradecimento pela vitória em Lepanto, a festa de Nossa Senhora das Vitórias. (Dois anos mais tarde, o Papa Gregório XIII, seu sucessor, lembrando que a vitória de Lepanto foi mais uma vitória do Rosário, mudou o nome da festa para Nossa Senhora do Rosário.)
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