sábado, 31 de dezembro de 2011

TE DEUM LAUDAMUS

Hino de Ação de graças pelo ano civil transcorrido:


 
Te Deum laudamus:
te Dominum confitemur.

Te aeternum Patrem
omnis terra veneratur.

Tibi omnes Angeli;
tibi caeli et universae Potestates;

Tibi Cherubim et Seraphim
incessabili voce proclamant:

Sanctus, Sanctus, Sanctus,
Dominus Deus Sabaoth.

Pleni sunt caeli et terra
maiestatis gloriae tuae.

Te gloriosus Apostolorum chorus,

Te Prophetarum laudabilis numerus,

Te Martyrum candidatus laudat
exercitus.

Te per orbem terrarum
sancta confitetur Ecclesia,

Patrem immensae maiestatis:

Venerandum tuum verum et unicum Filium;

Sanctum quoque Paraclitum
Spiritum.

Tu Rex gloriae, Christe.

Tu Patris sempiternus es Filius.

Tu ad liberandum suscepturus hominem,
non horruisti Virginis uterum.

Tu, devicto mortis aculeo,
aperuisti credentibus regna caelorum.

Tu ad dexteram Dei sedes, in gloria Patris.

Iudex crederis esse venturus.

Te ergo quaesumus, tuis famulis subveni:
quos pretioso sanguine redemisti.

Aeterna fac cum sanctis tuis in gloria numerari.
Salvum fac populum tuum,
Domine, et benedic hereditati tuae.

Et rege eos, et extolle illos usque in aeternum.

Per singulos dies benedicimus te;

Et laudamus Nomen tuum in saeculum, et in
saeculum saeculi.

Dignare, Domine, die isto sine peccato nos custodire.

Miserere nostri Domine, miserere nostri. 
Fiat misericordia tua,

Domine, super nos, quemadmodum speravimus in te.

In te, Domine, speravi:
non confundar in aeternum.

FELIZ ANO NOVO!


Feliz Ano Novo!

Que este ano venha a ser repleto de alegria. Que neste ano a Reforma de Bento XVI cresça mais e mais; que possamos viver como verdadeiros católicos neste mundo, sermos o sal da terra e luz do mundo!

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!!!!!

domingo, 24 de abril de 2011

Mensagem de Bento XVI na Páscoa


"In resurrectione tua, Christe, coeli et terra laetentur – Na vossa Ressurreição, ó Cristo, alegrem-se os céus e a terra" (Liturgia das Horas).


Amados irmãos e irmãs de Roma e do mundo inteiro!

A manhã de Páscoa trouxe-nos este anúncio antigo e sempre novo: Cristo ressuscitou! O eco deste acontecimento, que partiu de Jerusalém há vinte séculos, continua a ressoar na Igreja, que traz viva no coração a fé vibrante de Maria, a Mãe de Jesus, a fé de Madalena e das primeiras mulheres que viram o sepulcro vazio, a fé de Pedro e dos outros Apóstolos.

Até hoje – mesmo na nossa era de comunicações supertecnológicas – a fé dos cristãos assenta naquele anúncio, no testemunho daquelas irmãs e daqueles irmãos que viram, primeiro, a pedra removida e o túmulo vazio e, depois, os misteriosos mensageiros que atestavam que Jesus, o Crucificado, ressuscitara; em seguida, o Mestre e Senhor em pessoa, vivo e palpável, apareceu a Maria de Magdala, aos dois discípulos de Emaús e, finalmente, aos onze, reunidos no Cenáculo (cf. Mc 16, 9-14).

A ressurreição de Cristo não é fruto de uma especulação, de uma experiência mística: é um acontecimento, que ultrapassa certamente a história, mas verifica-se num momento concreto da história e deixa nela uma marca indelével. A luz, que encandeou os guardas de sentinela ao sepulcro de Jesus, atravessou o tempo e o espaço. É uma luz diferente, divina, que fendeu as trevas da morte e trouxe ao mundo o esplendor de Deus, o esplendor da Verdade e do Bem.

Tal como os raios do sol, na primavera, fazem brotar e desabrochar os rebentos nos ramos das árvores, assim também a irradiação que dimana da Ressurreição de Cristo dá força e significado a cada esperança humana, a cada expectativa, desejo, projeto. Por isso, hoje, o universo inteiro se alegra, implicado na primavera da humanidade, que se faz intérprete do tácito hino de louvor da criação. O aleluia pascal, que ressoa na Igreja peregrina no mundo, exprime a exultação silenciosa do universo e sobretudo o anseio de cada alma humana aberta sinceramente a Deus, mais ainda, agradecida pela sua infinita bondade, beleza e verdade.

"Na vossa ressurreição, ó Cristo, alegrem-se os céus e a terra". A este convite ao louvor, que hoje se eleva do coração da Igreja, os "céus" respondem plenamente: as multidões dos anjos, dos santos e dos beatos unem-se unânimes à nossa exultação. No Céu, tudo é paz e alegria. Mas, infelizmente, não é assim sobre a terra! Aqui, neste nosso mundo, o aleluia pascal contrasta ainda com os lamentos e gritos que provêm de tantas situações dolorosas: miséria, fome, doenças, guerras, violências. E todavia foi por isto mesmo que Cristo morreu e ressuscitou! Ele morreu também por causa dos nossos pecados de hoje, e também para a redenção da nossa história de hoje Ele ressuscitou. Por isso, esta minha mensagem quer chegar a todos e, como anúncio profético, sobretudo aos povos e às comunidades que estão a sofrer uma hora de paixão, para que Cristo Ressuscitado lhes abra o caminho da liberdade, da justiça e da paz.

Possa alegrar-se aquela Terra que, primeiro, foi inundada pela luz do Ressuscitado. O fulgor de Cristo chegue também aos povos do Médio Oriente para que a luz da paz e da dignidade humana vença as trevas da divisão, do ódio e das violências. Na Líbia, que as armas cedam o lugar à diplomacia e ao diálogo e se favoreça, na situação atual de conflito, o acesso das ajudas humanitárias a quantos sofrem as consequências da luta. Nos países da África do Norte e do Oriente Médio, que todos os cidadãos – e de modo particular os jovens – se esforcem por promover o bem comum e construir um sociedade, onde a pobreza seja vencida e cada decisão política seja inspirada pelo respeito da pessoa humana. A tantos prófugos e aos refugiados, que provêm de diversos países africanos e se vêem forçados a deixar os afetos dos seus entes mais queridos, chegue a solidariedade de todos; os homens de boa vontade sintam-se inspirados a abrir o coração ao acolhimento, para se torne possível, de maneira solidária e concorde, acudir às necessidades prementes de tantos irmãos; a quantos se prodigalizam com generosos esforços e dão exemplares testemunhos nesta linha chegue o nosso conforto e apreço.

Possa recompor-se a convivência civil entre as populações da Costa do Marfim, onde é urgente empreender um caminho de reconciliação e perdão, para curar as feridas profundas causadas pelas recentes violências. Possa encontrar consolação e esperança a terra do Japão, enquanto enfrenta as dramáticas consequências do recente terremoto, e demais países que, nos meses passados, foram provados por calamidades naturais que semearam sofrimento e angústia.

Alegrem-se os céus e a terra pelo testemunho de quantos sofrem contrariedades ou mesmo perseguições pela sua fé no Senhor Jesus. O anúncio da sua ressurreição vitoriosa neles infunda coragem e confiança.

Queridos irmãos e irmãs! Cristo ressuscitado caminha à nossa frente para os novos céus e a nova terra (cf. Ap 21, 1), onde finalmente viveremos todos como uma única família, filhos do mesmo Pai. Ele está connosco até ao fim dos tempos. Sigamos as suas pegadas, neste mundo ferido, cantando o aleluia. No nosso coração, há alegria e sofrimento; na nossa face, sorrisos e lágrimas. A nossa realidade terrena é assim. Mas Cristo ressuscitou, está vivo e caminha connosco. Por isso, cantamos e caminhamos, fiéis ao nosso compromisso neste mundo, com o olhar voltado para o Céu.

Boa Páscoa a todos!

Fonte: Boletim Diário da Santa Sé

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Parabéns Dom Eugênio!

Uma história marcada pelo Amor em servir a Deus


Ao longo dos estudos no Colégio Marista, o aprofundamento dos conhecimentos da Igreja fez com que o menino Eugenio deixasse de lado o desejo de ser agrônomo, para entrar no seminário.

Na juventude, em 1932, começou a escrever para o jornal católico “A Ordem” divulgando a doutrina da Igreja, o que contribuiu para fortalecer o desejo pela vocação.

Contou sempre com o apoio da família, mas pessoalmente, Dom Eugenio conta que seguir o chamado ao sacerdócio foi uma dificuldade, pois foi uma grande mudança de vida. A comunhão, e especialmente a reflexão, o ajudou a fortalecer seu chamado.

Ação católica na ditadura militar

Durante o período da ditadura, Dom Eugenio mantinha o diálogo com as autoridades e acolhia muitos refugiados políticos, inclusive de outros países. O arcebispo conta que a ação católica teve um papel de destaque no fortalecimento da oposição, e suas ações eram mal vistas pelos militares. “Eu nunca entrei em choque, mas nunca cedi em razão daquilo que eu deveria fazer. Sempre agi como pastor, não como político”, enfatiza.

Contribuições para a Igreja e a sociedade

Dom Eugenio conta que foi uma surpresa receber a notícia para ser cardeal. “Nunca aspirei ser cardeal. Esperava um sacerdócio ligado à vida do interior, no meio rural. Mas Deus tem seus caminhos”, salienta o hoje arcebispo emérito que, mesmo surpreso, recebeu sua nomeação com gratidão. “Desde então, eu tenho me mantido num ritmo de trabalho para divulgar o Reino de Deus e o Evangelho, e da melhor maneira procuro aperfeiçoar os métodos para isso”, ressalta.

Sua história foi marcada com contribuições importantes para a Igreja e para a sociedade, como a criação das comunidades de base, a reforma agrária em Barra de Punaú, sindicatos rurais e a Campanha da Fraternidade. Dom Eugenio confessa que não esperava que a Campanha da Fraternidade chegasse a ter uma abrangência nacional tratando temas sempre atuais. “Sempre tivemos muita confiança em Deus, mas não esperava tanto sucesso como teve”, conta.

Ao olhar a Campanha da Fraternidade, o arcebispo, sente que é mais uma missão cumprida. “Sempre tivemos uma preocupação com a assistência aos necessitados e a desigualdade, procurando pelos caminhos do Evangelho tomar as medidas”, conta.

Para Dom Eugenio, os problemas sociais são a demostração de que algo está errado. Seu trabalho buscou sempre diminuir o sofrimento dos mais pobres e necessitados. “O homem é o ponto central da Campanha da Fraternidade, e creio que isso é fundamental na Igreja, e é um dever nosso”, explica.

O Arcebispo salienta que a criação de cursos profissionalizantes e a assistência material, tentando minorar o sofrimento dos pobres, foi sem dúvida um contributo para o país. “Nunca procurei aparecer, busquei sempre fazer meu trabalho no silêncio, aproveitando todas as oportunidades, e tendo em vista o Evangelho. As atividade que realizei foi um bem que eu pude fazer e isso contribuiu para minha satisfação também”, confessa.

Amizade com o Papa João Paulo II

Sobre sua amizade com o Papa João Paulo II, Dom Eugenio conta que buscava sempre realizar seus pedidos trabalhando no contato com os jovens e na assistência social. “Trabalhei com muita convicção e segurança, mas sempre obediente à Igreja”, ressalta.

Uma lição para todos

Diante do individualismo pós-moderno, que deixa de lado as necessidades do próximo, Dom Eugenio enfatiza que é preciso ter como diretriz a luz do Evangelho. “É preciso perseverar nesta diretriz. O desenvolvimento dos acontecimentos dará as indicações nas práticas”, aconselha.


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