segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A decandência do Anglicanismo


Anglicanos ontem

Anglicanos hoje
[...]
 
Os anglicanos acham-se herdeiros dos católicos ingleses que já existiam desde Santo Agostinho de Cantuária, mas na verdade, como denominação, surgem apenas na Reforma.
 

Os anglicanos costumam considerar-se "católicos anglicanos", em contraposição a nós, "católicos romanos". Isso porque, de um lado, o termo "anglicano" significa, literalmente, "inglês"; por outro, crêem que a Reforma na Inglaterra tenha sido apenas um cisma, não uma heresia. Daí considerarem (especialmente, a High Church) que mantêm a Sucessão Apostólica.

São católicos? Evidente que não! Aliás, sequer são igreja no sentido estrito do termo, visto lhes faltar a Sucessão Apostólica. São, pois, protestantes, ainda que em "vestes católicas". Sua teologia é protestante (ainda que com resquícios católicos), e sua liturgia é bem próxima da católica (embora INEFICAZ e NULA sua "missa", pois lhes falta Sucessão Apostólica). Em algumas igrejas mais anglo-católicas, o culto é belíssimo, com cantos do Uso de Sarum (antigo rito inglês anterior a Trento), trechos em latim, muitas vestes lindas, incenso etc.

São protestantes em com certos resquícios católicos. Mas tais resquícios, frise-se, NÃO os torna católicos.
 
Nem sequer estão em cisma (como os "ortodoxos"), porém em heresia. Apesar de chamarem seus líderes de Bispos, falta-lhes o essencial: a Sucessão Apostólica.

A Sucessão Apostólica é a linha que liga um Bispo validamente sagrado a um dos Apostólos. Tal linha se dá através do sacramento da Ordem em seu máximo grau, o episcopado.

Ora, todo sacramento tem matéria, forma, ministro e intenção. Para que a Igreja Anglicana, pois, tenha um legítimo sacramento da Ordem, e, portanto, um verdadeiro episcopado, para inserir-se na Sucessão Apostólica, precisamos analisar o rito pelo qual os anglicanos pretendem conferir as ordenações.

É possível que nos primórdios, a Igreja Anglicana, que era apenas um cisma, conservasse a Sucessão Apostólica e a tenha passado adiante. Possuía verdadeiros Bispos, e eles sagraram outros segundo o rito romano levemente alterado para receber fórmulas do antigo rito celta (ou uso de Sarum). Nesse rito, estavam previstas a forma e a matéria autênticas, e o ministro era válido (um Bispo), bem como havia ainda a intenção de, pela Ordem, dar sacerdotes à Igreja. Era apenas um cisma, não uma heresia.

Com o novo Ordinale do rei Eduardo, composto por Thomas Cranmer, as coisas se modificaram. Ainda existiam Bispos válidos (em cisma, ilícitos, mas válidos), e talvez alguns até tivessem a intenção de dar sacerdotes pela Ordem. Todavia, não estavam mais previstas, no novo rito, a forma e a matéria válidas. Mais ainda: a própria intenção de, pela Ordem, conferir o sacerdócio, não estava presente em todos os Bispos ordenantes, de vez que a heresia protestante dominava boa parte da Igreja Anglicana da época.

Assim, havia dois grupos: o dos Bispos que tinham mentalidade católica e o dos que tinham mentalidade protestante. Os Bispos "católicos" não ordenavam validamente por defeito de forma e de matéria. Os Bispos "protestantes" não ordenavam validamente por defeito de forma, de matéria e também de intenção.
 
Portanto, dessa geração de Bispos válidos, a Sucessão Apostólica não passou. Os Bispos válidos não puderam conferir verdadeiro sacerdócio aos seus ordenandos. A linha da Sucessão se perdeu.
 
 
Com a morte do último Bispo válido da Igreja Anglicana, ela perdeu a Sucessão Apostólica.

Em conseqüência, a partir de então, nem mais Bispos válidos tiveram. E, assim, além dos defeitos de forma, matéria e intenção, outro se lhe juntou: o de ministro.

Com o tempo, algumas reformas foram feitas na liturgia anglicana e alguns defeitos de forma e de matéria foram supridos em certos livros litúrgicos. Contudo, resta ainda o problema da intenção e do ministro, de vez que grande parte do anglicanismo não acredita no sacerdócio hierárquico (e, portanto, não tem intenção de ordenar sacerdotes, mas meros pregadores, ministros religiosos, administradores de sacramentos) e também porque perderam o episcopado.

Enfim, não há Sucessão Apostólica na Igreja Anglicana por defeito de forma (mesmo que alguns usem ritos nos quais ela é suprida, isso não é maioria), de matéria (idem), de intenção (ainda que alguns ramos anglo-católicos da High Church tenham verdadeira intenção de dar sacerdotes, essa crença não é geral, até porque os 39 Artigos de Religião têm uma compreensão distinta), e de ministro (ainda que tivessem válida forma, válida matéria, e válida intenção, faltam-lhes válidos Bispos para "passar adiante" a Sucessão).

Não foi outra a conclusão da Bula Apostolicae Curae, de Leão XIII:

"Por isto, e aderindo estritamente, neste caso, aos decretos dos pontífices, nossos predecessores, e confirmando-os mais completamente, e, como o foi, renovando-os por nossa autoridade, de nossa própria iniciativa e de conhecimento próprio, pornunciamos e declaramos que as ordenações conduzidas de acordo com o rito Anglicano foram, e são, absolutamente nulas e totalmente inválidas." (Papa Leão XIII, Bula Apostolicae Cureae, 36)
http://www.papalencyclicals.net/Leo13/l13curae.htm
A Igreja Anglicana oficial, no Brasil, é a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, em comunhão com Cantuária e com todas as Igrejas Anglicanas oficiais do mundo.

Além da Comunhão Anglicana, que reconhece a primazia de honra da Sé de Cantuária (sé primacial da Igreja da Inglaterra - anglicana), existem outras comunhões: a Comunhão Anglicana Independente, o Movimento Anglicano Continuante etc. São igrejas que se separaram de Cantuária e das respectivas Igrejas Anglicanas oficiais por entenderem-nas heterodoxas ou com práticas contrárias à sua doutrina. São o cisma do cisma, a separação dos já hereges.

Entre essas anglicanas "separadas", há a Igreja Anglicana Continuante, a Igreja Anglicana Católica, a Igreja Anglicana Livre, a Igreja Anglicana Ortodoxa, algumas delas com presença no Brasil.

Lembro, entretanto, que a o termo "católica" é usado não só pela Igreja Anglicana Católica (essa seita que saiu do anglicanismo oficial), mas pela Igreja Anglicana ligada à Cantuária também.
 
 

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Jovens teriam sido os autores de um ato satânico contra a Eucaristia em uma igreja na Colômbia

O Pe. Rodrigo Hurtado Gil, pároco de São Isidro Labrador em Dosquebradas (Colômbia), denunciou que o sacrilégio realizado na capela Cristo Salvador na noite de 5 de junho, onde se encontraram as hóstias derramadas, molhadas com cerveja e pisoteadas, teria sido protagonizado por jovens.

Em diálogo telefônico com a agência do grupo ACI em espanhol, a ACI Prensa, no dia 9 de junho, o Pe. Hurtado Gil indicou que uma investigadora do Corpo Técnico de Investigação da Procuradoria da Colômbia, que recolheu as impressões digitais, mostrou-lhe que uma das pessoas envolvidas seria "uma garota de 15 ou 16 anos ou pode ser a mão de um menino de 13 anos ou 14 anos".

"Os que fizeram isso pela agilidade, a forma pela que entraram, tudo, é gente muito jovem", indicou o sacerdote.

O ato sacrílego teria sido realizado entre a noite do dia 5 e a madrugada de 6 de junho. "Nesse lapso ingressaram pelo teto do templo, quebrando uma telha e a clarabóia", relatou o P. Hurtado à ACI Prensa.

O presbítero se mostrou surpreso porque "não sabemos como violaram o sistema de segurança, porque a capela tem alarme, tem sensores de movimento".

Assim, sem ser descobertos, "entraram, violaram o Sacrário, tiraram as hóstias, jogaram-nas no chão, inclusive pisotearam algumas, a sobre outras jogaram cerveja", denunciou o padre, afirmando que inclusive "beberam cerveja na âmbula".

O pároco de São Isidro indicou à nossa agência de língua espanhola que na manhã encontraram "latas de cerveja por todos os lados, e peças de roupas. Ou seja que eles tiraram a roupa, fizeram um festim aí, um bacanal, uma coisa horrível".

Apesar de outros roubos materiais que também denunciou, o sacerdote assinalou que "o ponto muito delicado, muito grave, foi a profanação à Eucaristia".

O Pe. Hurtado disse à ACI Prensa que obtiveram notícia no dia seguinte, quando o diácono permanente que colabora na paróquia se dispunha a abrir a capela e "escutou pessoas, ruídos dentro como de quem estava com pressa".

O diácono "alcançou a ver os pés de um (dos profanadores) que estava agachado na porta da sacristia. Do susto voltou a fechar, trancou a porta da capela e pediu auxílio à polícia, mas quando retornaram já tinham ido embora".

"Deixaram o cálice sagrado pelo chão, a tampa do cálice sagrado em uma esquina do presbitério, as hóstias jogadas. Se iam levar a âmbula não alcançaram a levá-la porque nesse momento despertaram e se assustaram e aí sim se ativaram os alarmes".

O P. Hurtado disse à ACI Prensa que "neste momento o fato como tal nos dá a concluir que foi um ato evidentemente satânico", embora reconhecesse que não há provas contundentes de que existam grupos deste tipo nos arredores.

"Há muitas versões que se entretecem e tanto a polícia como a procuradoria estão por trás de todas as investigações", assinalou.

O sacerdote afirmou que outro problema que deixou desconcertado tanto os investigadores como os membros da Igreja "é que as pessoas ao redor da capela disseram que não sabem e que não viram ninguém".

Para o Pe. Hurtado parece claro que os profanadores "entraram pela parte de trás da capela que dá a umas propriedades, a umas casas, não sabemos se eles se foram pelos tetos de algumas propriedades até chegar ao teto da capela. Estamos à expectativa que nos digam os exames (policiais) e que conclusões tiraram e se puderam encontrar os responsáveis".

Enquanto isso, indica o sacerdote, o Bispo do Pereira "emitiu obviamente o decreto de excomunhão" para quem cometeu o ato sacrílego, além de indicar que "em 15 ou 20 dias programamos a Eucaristia de desagravo e reparação e já começará a celebrar-se de acordo a algumas condições e alguns convênios que precisarão ser feitos com a comunidade do setor".

O Pe. Hurtado também indicou à ACI Prensa que o Bispo "fez uma circular especial para todos os sacerdotes da diocese de Pereira porque coincidentemente nestes dias, depois do que aconteceu na capela, outro sacerdote de Dosquebradas, disse que tinham tentado entrar no templo paroquial".

"Não sabemos se é uma onda de situações de tipo satânico, isso nunca havia acontecido", afirmou.

O pároco recordou que "a capela foi objeto de um roubo quatro anos atrás, mas não houve um ato sacrílego, satânico", entretanto chamou-lhe a atenção que "tenham levado sete velas e um crucifixo, foi o único que se roubaram, não tocaram nos microfones, nem no aparelho de som nem nada disso".

O P. Hurtado pediu oração "pela situação do país, pela situação social, a conjuntura que se está vivendo, eu não falo de que haja uma crise de valores, mas uma ausência de valores, para que os jovens cheguem a uma situação como esta".

"Isso está ocorrendo entre crianças, onde já entrou a desordem, a ausência dos valores, é porque estão dirigindo um estado psicológico de ressentimentos ante os traumas muito precisos e o primeiro deles que é perante Deus e perante tudo o que Ele represente", finalizou.

sábado, 7 de maio de 2011

União homoafetiva: A família é outra realidade

Nessa quinta-feira, 5, o Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil aprovou a união estável entre pessoas do mesmo sexo, chamada união homoafetiva.


Nesse contexto, Dom João Carlos Petrini, membro da Comissão da CNBB para a Vida e Família, reafirmou a posição da Igreja quanto ao significado da família. O bispo falou na tarde desta sexta-feira, em coletiva de imprensa na 49ª assembleia geral da CNBB, em Aparecida.

“A Igreja não vai fazer uma cruzada sobre esse assunto. Não faz parte do estilo da Igreja especialmente nos últimos séculos. Mas nós vamos aprofundar cada vez mais a sua proposta, que é aquela de permanecer fiel àquilo que é reconhecido como um desígnio de Deus sobre a pessoa e a família”, afirmou.

O bispo disse que a decisão do STF traz uma mudança radical para a humanidade e que as pessoas ainda não pararam para pensar sobre o teor do assunto.

Ele recorreu ao livro de Gênesis para falar de família e da união homoafetiva. “Está no início da Bíblia, no Livro do Gênesis, nos primeiros versículos a origem e a diferença nos sexos. Não é uma elaboração posterior da parte das culturas humanas.”

“Talvez não avaliamos a importância da mudança que está sendo introduzida estes dias, que não é um pormenor da vida. Trata-se de uma alteração na história que é multimilenar e não é exclusividade da Igreja e do cristianismo.”

Dom Petrini afirmou que a Igreja respeita a decisão dos órgãos do Governo brasileiro, mas ressaltou que a nomenclatura “família” para as uniões homoafetivas descaracteriza o verdadeiro significado de família.

“A família é outra realidade, tem outro fundamento, se move dentro de outro horizonte, e esperamos que seja mantida esta distinção; assim como seria estranho uma pessoa que usasse um jaleco branco fosse chamada de médico, mas não é médico enquanto não tiver certos atributos para poder exercitar a medicina, da mesma forma é estranho também chamar qualquer tipo de união de casamento só porque duas pessoas decidiram morar embaixo do mesmo teto”.

O bispo reafirmou que a posição da Igreja sobre o tema é muito aberta para quem quiser acolher ou rejeitar.

“Quem quiser poderá acolher ou rejeitar a posição da Igreja. Não vamos dar início a nenhuma cruzada, mas vamos procurar defender aquilo que desde Adão e Eva e até ontem foi sempre uma característica típica da vida em nossas sociedades”, disse.

(Com CNBB)

Fonte: Zenit

domingo, 30 de janeiro de 2011

Disputationes Theologicae: Fraternidade São Pio X entre sectarismos, ambiguidades e declarações de cisma



“Como expliquei na Carta aos Bispos católicos, do passado dia 10 de Março, a remissão da excomunhão foi uma providência no âmbito da disciplina eclesiástica para libertar as pessoas do peso de consciência representado pela censura eclesiástica mais grave. Mas obviamente as questões doutrinais permanecem e, enquanto não forem esclarecidas, a Fraternidade não dispõe de um estatuto canônico na Igreja e os seus ministros não podem exercer de modo legítimo qualquer ministério”.



Posições contraditórias e ambíguas na Fraternidade São Pio X
pela redação de Disputationes Theologicae

Os votos do superior do distrito da França da Fraternidade São Pio X para 2011: "Não vão à Missa do motu proprio"

Com um certo escândalo, lemos as recentíssimas proposições do abbé Régis de Cacqueray (o superior do distrito da França, o maior e mais prestigioso da Fraternidade São Pio X), sobre a assistência à Missa de São Pio V, celebrada por sacerdotes canonicamente reconhecidos pela Santa Sé. O influente sacerdote, muito estimado pelos seus superiores, ao ponto de ser encarregado de um dos papéis mais importantes da instituição, exprime-se, no seu texto de votos para o ano novo de 2011, com os termos que se seguem: "Para sermos completos sobre esse assunto (falava sobre a importância de assistir à Missa tradicional, mesmo se for difícil encontrá-la), devemos ainda citar as outras Missas de São Pio V, celebradas com o favor dos indultos sucessivos, e por último com o motu proprio. É verdade que nós desaconselhamos a sua frequentação" [1]. Não se deveria, segundo ele, frequentar os sacramentos distribuídos por aqueles que estão em posições diferentes daquelas da Fraternidade, mas, neste aparente clima de acordos canônicos, se afirma até que seria oportuno que os padres diocesanos se aproximassem do rito tradicional, sem, porém, poder contar - haja vista a severa admoestação - com a presença dos fiéis da Fraternidade.

É difícil dizer o quanto há de "teológico" nessas afirmações, e quanto de "ideológico" ou de "partidarismo". Qual quer que seja a intenção do abbé de Cacqueray, o problema é aquele mesmo, como afirmado concomitantemente ao anúncio da reunião de Assis em outubro próximo, "o perigo que resultaria para as almas". Note-se que a frase do abbé de Caqueray, ainda que gravemente escandalosa, não vem acompanhada de nenhuma justificação teológica, e muito menos de uma rigorosa exposição dos pressupostos de tal afirmação, nem das suas consequências. Todavia, os contornos da "Pétite Eglise" não são ignorados pelo leitor atento.

Uma argumentação bem estruturada

Por outro lado, o pensamento de um outro teólogo da Fraternidade, o abbé Mérel (já professor na Ecône, e com cargos no distrito da França) é mais profundo especulativamente, e mais estruturado teologicamente. Num artigo [2] que ficou célebre - foi publicado em muitas ocasiões em revistas locais da Fraternidade a partir de 2008 -, e que possivelmente tenha inspirado as declarações mais vagas do seu superior, exprime-se ele em termos teológicos acessíveis, mas estritamente bem construídos. O discurso é simples: a missa de São Pio V, em si, é boa. Entretanto, assistir à Missa de São Pio V nem sempre é bom, depende das circunstâncias. Até aqui, ainda se poderia estar de acordo. Todavia, o abbé Mérel prossegue afirmando que, onde a Missa tradicional fosse celebrada por um sacerdote da Ecclesia Dei, não seria bom participar dela. De fato, pode-se fazer mal uso de uma coisa boa, diz o autor. Com o rum - o exemplo é do texto -, que é uma coisa boa em si, pode-se embriagar-se e pecar. Quais seriam, portanto, as circunstâncias que tornariam má a participação da Missa? Continua o abbé Mérel: "Não é necessário assistir à Missa dos 'ralliés' (com esse termo, entendam-se os "traidores", que dependem da Ecclesia Dei e não da Fraternidade - alusão ao "ralliement" de Leão XIII) [3], porque eles se submetem à hierarquia conciliar". Continua: "a missa de um padre 'rallié' (traduz-se "alienado" / "traidor") é a Missa de um padre que, ao menos oficialmente, obedece o bispo local e o Papa (...), um padre que, obedecendo as autoridades liberais e modernistas, tornar-se-á, necessariamente, um padre que, no fim das contas, trai tudo o que fez Mons. Lefebvre, trai as almas, engana-as".

O autor não esquece as questões pastorais, embora secundárias na economia do discurso: diz, por exemplo, que o fiel encontrará, nas igrejas dos "ralliés", publicações cheias de erros, que poderiam perturbá-lo, ou ouvirá pregações pouco ortodoxas, feitas, durante a Missa tradicional, por um padre que tradicional não é, ou conviverá com "fiéis menos formados na fé", arriscando, em contato com eles, "deixar-se arrastar". O abbé Mérel, porém, com o talento especulativo que o distingue, dá a verdadeira razão teológica, radicana num terreno mais "universal", e não numa variante ligada às circunstâncias, e fala, de modo absoluto, de todos os padres "ralliés", não apenas daqueles que pregam "mal". Sustenta que o padre "rallié", o padre canonicamente submetido a Roma, "não está numa posição justa na Igreja. Não está em regra com Deus". E conclui: "não se pode nunca desagradar a Deus, estas missas não são para nós!". Ainda que às vezes, por razões excepcionais, se devesse assistir às Missas dos Institutos "Ecclesia Dei", dever-se-ia "abster-se de comungar", diz ainda o autor, porque seria necessário permanecer em uma resistência ostensivamente passiva. Fala-se, neste caso, da mesma assistência, prevista pelos moralistas, a um rito protestante ou greco-cismático. Em resumo, comungar nas Missas ditas por um sacerdote que não adere às posições da Fraternidade é um pecado, é algo que "desagrada a Deus", e isso em razão do ministro. Não se deve, pois, participar, não apenas por causa das homilias heterodoxas, fator variável e secundário, mas em razão do fato de o celebrante estar submetido a uma autoridade à qual não se deve senão resistir, sob pena de pecado. Destaquemos que o autor não assume o risco que declarar lícita a assistência às Missas sem homilia; seria obrigado a admitir que o sacramento é válido e lícito, e não oferece perigo de contaminar a fé dos fiéis; por outro lado, não quer proibir a participação das Missas dos padres da Fraternidade que sustentam teses perigosas para a fé. É a submissão a Roma que, sozinha, faz com que não se possa receber a eucaristia.

Uma magistral declaração de cisma

O artigo do abbé Mérel é uma magistral declaração de cisma, ainda que, do ponto de vista do autor, o pecado de cisma (ou de heresia, ou ambos, o texto não o especifica) parece ser mais imputável ao Papa e àqueles que se Lhe submetem. A hierarquia católica teria, no seu conjunto, cometido o pecado de afastar-se da verdade, e, portanto, não se poderia entrar em comunhão com ela nos sacramentos, mesmo se o rito é tradicional. Esse texto foi escrito no verão de 2008, para indicar aos fiéis como comportar-se depois do motu proprio. O mesmo Motu proprio que fora pedido ao Papa pelas autoridades da Fraternidade, que ofereceram, para isso, a cruzada de um milhão de rosários.

Para sermos completos, digamos que não é completamente falso o que disse o abbé de Cacqueray, que às vezes pode ser desaconselhado assistir a uma Missa. Poderia ser o caso, ainda em missas tradicionais, quando o significado teológico da Missa de sempre é gravemente deformado ou até reduzido - como, infelizmente, às vezes acontece - a um puro fenômeno teatral, que acaba por juntar incenso, sedas preciosas e homilias heterodoxas. Mas é insustentável que o princípio deva aplicar-se universalmente a todas as Missas dos que estão canonicamente submetidos ao Papa: uma tal ruptura da communicatio in sacris, com todos aqueles que subscrevem as posições da Fraternidade, não é nada mais que a aplicação prática de uma teoria cismática. Quando São Tomás de Aquino fala de cisma, distingue dois modos de cometer esse pecado. O primeiro é a separação da autoridade eclesiástica, o segundo é a recusa de comungar "in sacris" com outras partes da Igreja submissas ao Papa [4]. Esse último também é um modo de despedaçar o Corpo Místico de Cristo.

Como se fosse necessário, afirmamos que estar submedidos a uma autoridade de direta instituição divina, como a do Papa, não significa, de modo algum, submeter publicamente a inteligência a tudo aquilo que tal autoridade sustenta, ou dá a entender, ou parece aprovar, quando fala como teólogo privado, ou age como pessoa privada. Essa não é a doutrina católica do Primado, nem o Pontífice reinante jamais reclamou semelhante submissão. De fato, ainda que se possa conceder que uma certa fatia do tradicionalismo costuma, com servilismo e escarso senso teológico, dogmatizar até às vírgular as afirmações de qualquer autoridade eclesiástica, ainda que somente local, deve-se reconhecer honestamente que esse fenômeno não é, de modo algum, universal. Pelo contrário, afirmar que, necessáriamente, em todos os casos de obediência canônica, peca-se contra a fé, por omissão de defesa da verdade revelada, é não apenas uma mentira e um engano aos fiéis, mas até um absurdo teológico. Afirmaríamos, então, ridiculamente, que a autoridade suprema tornou-se formalmente herética, e, com ela, todos os que se lhe submetem visivelmente, pelo próprio fato de submeter-se.

A Fraternidade, se não quiser ser cismática, deve reconhecer que ela já está submetida visivelmente ao Papa, tanto quanto qualquer padre diocesano. Ontologicamente, a submissão da Fraternidade à autoridade eclesiástica não difere daquela de todos os outros Institutos, tradicionais ou não. Permanece, todavia, um problema canônico, que deve ser resolvido o mais breve possível, por que, de fato, no perdurar desse estado anormal há o perigo de conduzir alguns dos seus membros a posições teológicas gravemente errôneas. Os artigos citados o confirmam.

As incoerências de uma política dupla


Acrescentemos que, se é natural e compreensível que os sacerdotes da Fraternidade queiram continuar fiéis aos princípios do próprio fundador, também é bom e moralmente necessário ser coerentes com o que se propõe nas próprias declarações públicas. Ora, a tese discutida acima, como notamos, teologicamente insustentável, denuncia um obstáculo insuperável à conclusão de um acordo canônico entre a Fraternidade e a Santa Sé, mas também uma clara vontade de continuar em dois vagões paralelos, que não comungam nem mesmo nos sacramentos celebrados em rito tradicional. De fato, se, para comungar in sacris com o Papa - como é implicitamente afirmado - será necessário atingir o acordo doutrinal, com o qual a Santa Sé fará própria a posição da Fraternidade, então será necessário ter a coerência de afirmar que, atualmente, a hierarquia católica está ao menos próxima da heresia e do cisma, tanto que se justifique uma escolha tão grave. Tertium non datur.

Mas se, pelo contrário, o acordo fosse possível e, talvez, iminente, segundo os termos do próprio Mons. Fellay, e se o Superior Geral da Fraternidade procedesse efetivamente a um acordo canônico - permanecendo as reservas expressas sobre o progeto da reunião interreligiosa de Assis e o desacordo com certas escolhas do Papa - o que fará o abbé de Cacqueray? Desaconselhará os "seus" fiéis a ir nas Missas na Fraternidade? Dir-lhes-á que não recebam a comunhão das mãos de Mons. Fellay, porque assinou com as autoridades de organizam os encontros de Assis? A coerência entre os propósitos desses dois importantes responsáveis pela obra fundada por Mons. Lefebvre é muito menos difícil de compreender: parece mais o reflexo de uma política ambígua. Por isso e por outros motivos, sempre foi expressa, nestas páginas, a firme convicção da oportunidade de um acordo canônico, que não pretenda ser "doutrinal". Do ponto de vista dogmático, de fato, é absurda a ideia de um acordo "doutrinal", que o Vigário de Cristo deveria assinar. Do ponto de vista prático, os fatos demonstram que é uma presunção querer resolver em poucas linhas - com algum episódico encontro entre especialistas - a complexidade da atual situação eclesiástica, e, com ela, os problemas levantados por alguns textos magisteriais. Não é, porém, absurdo - nem teologicamente, nem prudencialmente - reconhecer canonicamente a autoridade de Pedro, salvaguardando uma autonomia de debate teológico sobre alguns pontos de perplexidade.

Estamos prontos para publicar aqui, se necessário, qualquer correção ou precisamento que, sobre a questão, provier dos legítimos superiores da Fraternidade São Pio X, e a tornar pública uma eventual retificação, assim que, publicamente, eles quiserem dissociar-se dos conteúdos aqui expressos. Esperamos ainda, e sobretudo, um clara resposta à pergunta se se pode cumprir o preceito dominical assistindo a uma Missa da Fraternidade São Pedro, e receber a eucaristia de um sacerdote do Bom Pastor, do Cristo-Rei, ou de uma diocese qualquer.

A Fraternidade São Pio X, que não pode ser acusada de laxismo, sempre precisou, e às vezes puniu com firmeza, quando as opiniões de um membro contrastavam com as gerais. Se as opiniões da "Petite Eglise", hoje abertamente sustentadas por alguns dos seus sacerdotes, não são compartilhadas pelo Superior Geral, com a mesma firmeza deveria desmenti-las publicamente. Caso contrário, dir-se-á que o discurso é voluntariamente ambíguo.

Tradução: São Pio V

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[1] Le texte intégral peut être consulté sur La porte latine, site officiel de la Fraternité saint Pie X en France, à l’adresse suivante : voeux de M. l'abbé de Cacqueray pour 2011

[2] Abbé Jacques Mérel, « Discussion de parvis sur la messe des ralliés », in Le Pélican, juillet-août 2008 ; publié intégralement dans Le Sel de la Terre, n°70, Automne 2009, pp. 188-193.

[3] Com o termo "rallié" designa-se, na França, o católico "amigo do poder", "traidor". A palavra difundiu-se notavelmente sob o pontificado de Leão XIII, com o sentido de "católico alienado" e designa, nos ambientes da Fraternidade São Pio X, os institutos que dizem a Missa tradicional dependentes da Ecclesia Dei.

[4] Saint Thomas d’Aquin, Summa Theologiae, IIa-IIae, qu. 39, a. 1, corpus : “Ecclesiae autem unitas in duobus attenditur, scilicet in connexione membrorum Ecclesiae ad invicem, seu communicatione; et iterum in ordine omnium membrorum Ecclesiae ad unum caput (…). Et ideo schismatici dicuntur qui subesse renuunt summo pontifici, et qui membris Ecclesiae ei subiectis communicare recusant”.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Deputado Jair Bolsonaro denuncia iniciativa que promove a promiscuidade e o homossexualismo entre crianças do primário

De: ACI Digital

Em um recente pronunciamento no plenário da Câmara dos Deputados o parlamentar Jair Bolsonaro (PP-RJ) repudiou um projeto da Comissão de Direitos Humanos e Minorias de promover um kit com dois DVDs contendo filmetes que promovem o homossexualismo entre crianças de 7 e 10 anos da rede pública de ensino. O deputado Bolsonaro denunciou a iniciativa que tenta impor a cerca de 6.000 escolas do governo, os filmes com o suposto objetivo de "combater a homofobia", mas que são um estímulo à promiscuidade. Nestes, o comportamento de um rapaz que se declara homossexual na frente da turma e o romance de duas meninas lésbicas de 13 anos são postos como modelo para as crianças.


Na primeira das histórias homossexuais, segundo o Jornal da Câmara dos Deputados, mostra-se um garoto, de nome Ricardo, de 14 anos que, certa hora, vai ao banheiro urinar e encontra um colega seu. Enquanto ele urina, Ricardo dá uma olhada para o lado e se apaixona pelo garoto. Em outro episódio, este garoto, chamado Ricardo, quando atende à chamada do professor na escola, fica constrangido, pois não quer ser chamado de Ricardo, e sim de "Bianca". Na outra história o comportamento de duas meninas lésbicas de aproximadamente 13 anos de idade é posto como exemplar para as outras, e a comissão ainda discutiu a profundidade que a língua de uma menina deve entrar na boca da outra ao realizar o beijo lésbico para o filme que está em licitação.

“Para mim, em 20 anos de congresso é o maior escândalo que eu tomei conhecimento até hoje”, denunciou o deputado Bolsonaro.

Na semana passada reunidos na comissão de direitos humanos e minorias, em conjunto com a comissão de educação, estando presente o Sr. André Lázaro, secretário de educação continuada, alfabetização e diversidade do MEC em uma platéia repleta de representantes de grupos pró-homossexuais, foram tomadas decisões que segundo o deputado carioca “esta casa (a Câmara dos Deputados), não está sabendo. E a maioria dos integrantes da Comissão de educação também não está sabendo”.

“Atenção pais, no próximo ano os seus filhos vão receber na escola um kit. Este kit tem um título: combate à homofobia. Mas na verdade este kit é um estímulo ao homossexualismo. É um incentivo à promiscuidade”, denunciou Bolsonaro.

Referindo-se ao primeiro filme no qual um menino se apaixona por outro após vê-lo urinando no banheiro, o deputado conta que na produção pró-gay “este filme no final da a seguinte lição de moral: este comportamento do Ricardo (ou da “Bianca”) passa ser um comportamento exemplar para os demais alunos”. Sobre o filmete das meninas lésbicas o deputado afirma que “a grande discussão da nossa comissão de direitos humanos e minorias (da qual este membro da câmara sente asco) é a profundidade da língua que uma menina tinha que entrar na boca da outra menina. Dá para continuar discutindo este assunto? Dá nojo!”

“Estes gays, lésbicas querem que nós, a maioria, encubemos como exemplo de comportamento a sua promiscuidade!”, afirmou o parlamentar brasileiro energicamente.

O deputado denunciou ainda os membros da Comissão de direitos humanos e minorias que querem excluí-lo da mencionada comissão por ser supostamente, “um elemento anti-democrático”.

“Isto é uma vergonha. (...) Esta história de homofobia, é uma história de cobertura!”, afirmou o deputado denunciando o projeto que visa promover a ideologia de gênero, o homossexualismo e a promiscuidade entre crianças do primário com a desculpa de combater a homofobia no Brasil.

Para ver o vídeo, acesse:
http://www.youtube.com/watch?v=ONfPCxKdGT4&feature=player_embedded

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Estudo revela que pílula anticoncepcional altera cérebro feminino

Um estudo publicado pela revista médica Brain Research revelou que o uso de pílulas anticoncepcionais pode alterar o cérebro das mulheres e causar notórias mudanças condutuais.


Segundo a colunista Mara Hvistendahl da Popular Science, o estudo dá evidências às muitas mulheres que se queixam de "não sentir-se as mesmas pessoas" depois de começar a consumir pílulas anticoncepcionais.

É algo que as mulheres e seus companheiros sabem por intuição: "a pílula pode alterar o cérebro feminino, fazendo que uma mulher atue como uma pessoa distinta".

"As companhias farmacêuticas continuamente lançam anticoncepcionais que contêm doses mais baixas de hormônios e que implica menos efeitos secundários. Mas as mulheres que receberam hormônios podem assinalar os efeitos que sofreram: mudanças de humor, depressão, diminuição da libido (…). Mas embora não o criam, ainda sabemos muito pouco sobre as conseqüências no cérebro de uma mulher que consome hormônios todos os dias", acrescenta a autora.

O estudo em questão comparou os cérebros das mulheres que tomam pílulas anticoncepcionais com cérebros de outras mulheres e homens. As consumidoras de hormônios apresentaram mais matéria em algumas áreas do cérebro, incluindo o córtex pré-frontal, associada com atividades cognitivas como a tomada de decisões.

Embora os investigadores sugiram que a pílula faz que uma mulher seja mais "cerebral", para peritos como Craig H. Kinsley e Elizabeth A. Meyer do Scientific American o cérebro funciona como uma "colméia de nervos" e é preocupante que uma parte da colméia possa afetar a outra.

"O fato de que uma região do cérebro se torne maior não significa que uma mulher que consome hormônios seja mais inteligente ou eficaz. Também existe a possibilidade de que seu cérebro saia de controle", acrescenta a autora.

Retirado da: Canção Nova

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Ecumenismo gallicano



Monsignor Nourrichard
passa la manica... 
 
Sul sito francese Perepiscopus si può leggere l'ultimo numero della newsletter della diocesi di Evreux (Eglise d'Evreux), che rende conto dei recenti viaggi del proprio vescovo Monsignor Nourrichard, lo stesso che vuole cacciare dalla propria parrocchia un parroco che osa celebrare la messa in rito romano straordinario secondo i dettami del Summrum Pontificum.


Sembra che il vescovo di Evreux sia stato presente durante una cerimonia d'"ordinazione" accanto al "vescovo" anglicano di Salisbury; durante tale cerimonia il "vescovo" anglicano ha tentato anche l'ordinazione di alcune donne. Nella foto il vescovo Nourrichard sorride accanto al "vescovo ordinante" al termine della cerimonia.

Ebbene sì: è proprio lui il vescovo di Evreux il quale ora si appella alle decisioni di Roma contro un parroco tradizionalista ora partecipa ad una "ordinazione" di alcune donne a Salysbury in Inghilterra dimostrando almeno grande imprudenza nel mostrare chiaramente che di tenere in nessun conto i pronunciamenti romani sull'invalidità delle ordinazioni anglicane (Apostolicae curae di Leone XIII) e sull'invalidità delle ordinazioni di donne (Ordinatio sacerdotalis di Giovanni Paolo II). Che un vescovo cattolico non si avveda che partecipare ad una ordinazione doppiamente invalida perché anglicana e perchè di donne è motivo di scadalo, è doppiamente scadaloso. Ma se è vero che è stato detto che in Francia oggi solo gli incoscienti e i vanesii aspirano all'episcopato qualcuno in queste categorie dovrà pur rientrarci. Ciò che rattrista è che tale vescovo è stato scelto sotto l'attuale Ponteficato: speriamo che la nuova cucina dei vescovi non faccia più bruciare gli arrosti!

ecco altre foto dell'evento


Fonte: Una Fides

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Jovem jogou hóstia no chão durante uma Missa e valencianos preparam ato de desagravo

Retirado: Aci digital

A comunidade católica de Rótova, Valência, assistirá esta sexta-feira a um ato de desagravo à Eucaristia pelo sacrilégio ocorrido durante uma Missa no sábado passado, quando um jovem que acabava de comungar tirou a hóstia da boca e atirou-a no chão.


Os fatos ocorreram na igreja paroquial de Rótova durante a festa patronal da Divina Aurora. Vários jovens que participavam da festa nas ruas chegaram ao templo para a Missa do meio-dia e um deles, depois de receber a comunhão, extraiu a hóstia de sua boca e atirou-a ao chão.

Conforme informa o jornal ‘Las Provincias’, uma vez finalizada a Missa, várias testemunhas -entre eles o juiz de paz do município- informaram ao sacerdote celebrante, o Pe. Víctor Jimeno, do ocorrido. Um assistente levantou a hóstia que tinha sido pisoteada e entregou-a ao presbítero.

O Padre Jimeno reagiu com violência. Ele se aproximou do jovem que se ainda encontrava na igreja, deu-lhe uma bofetada e expulsou-o do templo chamando-o de “sacrílego”.

“Para mim o amor à Eucaristia é superior ao que tenho aos meus pais. Entrou-me algo no corpo que não sei o que aconteceu. Dirigi-me ao grupo, que estava tomando fotos em frente ao altar e perguntei a ele se ele havia jogado no assoalho a forma, ante a pergunta ele respondeu sorrindo”, declarou o sacerdote, arrependido por ter agredido o jovem em quem também descarregou um chute no traseiro.

Horas depois, o Padre Jimeno celebrou uma Missa e pediu perdão aos paroquianos, à família do jovem e ao protagonista por sua conduta. Os pais do jovem também se desculparam com a paróquia pela incompreensível atitude do rapaz.

O Padre Jesus Sánchez, vigário episcopal de Safor, declarou ao jornal ‘Levante’ que este foi um episódio muito "triste" e –sem justificar a violência- explicou que o Padre Jimeno “reagiu como um pai ante uma ofensa".

O Padre Sánchez acrescentou que "o sacerdote, o prefeito e o povo merecem um dez por ter trabalhado pelo perdão e para voltar a propor a relação entre as partes".

"Tudo isto me afetou muito, estou muito triste. Passei a noite sem dormir, rezando e chorando", revelou o Padre Jimeno ao diário ‘Levante’ e admitiu que é difícil fazer que as pessoas que não são religiosas entendam o fato ocorrido.

O sacerdote explicou que só desde a fé se pode compreender o significado do ocorrido com o corpo e o sangue de Cristo, pois "é o pior que se pode fazer a um fiel".

Ato de desagravo

O ato de "desagravo e reparação" foi anunciado pelo Padre Jimeno de acordo com as instruções recebidas do Arcebispado de Valência. A cerimônia será oficiada pelo Padre Sánchez e consistirá em uma "exaltação e expressão de amor à Eucaristia", à qual foram convidados não só os paroquianos da localidade, mas também os sacerdotes da zona, muitos dos quais expressaram sua solidariedade com o presbítero de Rótova.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Episcopalianos escoceses agora invocam Deus como “homem e mulher” ao mesmo tempo


O jornal Daily Telegraph informou que os episcopalianos escoceses introduziram uma série de mudanças em seus textos litúrgicos para eliminar as referências masculinas de Deus e invocá-lo agora simultaneamente como homem e mulher para não ofender as suas sacerdotisas.

A iniciativa suscitou profundo mal-estar entre ministros e adeptos episcopalianos que formam parte da comunhão anglicana.

A nova forma de culto elimina palavras como Senhor, Ele e mankind (humanidade em inglês) que sugerem que Deus é de sexo masculino, em uma tentativa –afirmam os líderes episcopalianos- de introduzir uma linguagem mais inclusiva.

Entretanto, para alguns grupos episcopalianos estas mudanças “cheiram a correção política” e não são consistentes com os ensinamentos da Bíblia.

As mudanças foram aprovadas pelo Comitê de Liturgia desta Igreja após consultar a Junta de Fé e Constituição do Sínodo Geral e o Colégio dos Bispos episcopalianos.

Stuart Hall, professor honorário da Universidade de St. Andrews e ministro episcopaliano, considerou as mudanças como “absolutamente desnecessárias” porque “a palavra homem em inglês - especialmente entre os cientistas - inclui ambos os sexos”.

"Aqueles que buscam reduzir ao mínimo as referências a Deus como Pai e a Cristo como seu Filho têm grandes dificuldades, porque o Novo Testamento está repleto destas referências", indicou.

Segundo o jornal, os líderes episcopalianos não aplicaram as mesmas mudanças às citações da Bíblia devido à reticência de interferir com a palavra de Deus. Entretanto, alguns ministros já mudaram a bênção ao final dos serviços episcopalianos de "Pai, Filho e Espírito Santo" a "Criador, Redentor e Santificador", palavras que no idioma inglês valem para os dois sexos.

O ministro Darren McFarland, que liderou o trabalho de mudanças, admitiu que a opinião está dividida. “Não dizemos que Deus não seja do sexo masculino. Deus é ao mesmo tempo do sexo feminino”, assinalou.

Os novos textos litúrgicos não são obrigatórios e poderão ser utilizados dependendo das preferências de cada ministro.

Retirado: Aci digital

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Até onde vai a heresia neste mundo !


A London bus displays an advert on August 31, 2010, funded by the Catholic Women's Ordination, calling for Pope Benedict to ordain women. The Catholic Women's Ordination (CWO) group launched a campaign with posters on 15 of the famous scarlet buses which read 'Pope Benedict - Ordain Women Now'.'We're not allowed to discuss women's ordination now it's been turned into a serious crime to ordain a woman,' CWO spokeswoman Pat Brown told AFP. 'So it's a way to get our message out there and this is a good opportunity while the pope is in the country.'

(Um ônibus de Londres exibe um anúncio em 31 de agosto de 2010, financiado pela ordenação de mulheres católicas, chamando para o Papa Bento XVI para ordenar mulheres. Ordenação de mulheres católicas (CWO) grupo lançou uma campanha com cartazes em 15 dos famosos autocarros escarlate que dizia: "Papa Bento XVI - ordene mulheres Agora". "Nós não estamos autorizados a discutir a ordenação de mulheres agora foi transformado em crime grave ordenar uma mulher ", porta-voz da CWO Pat Brown disse à AFP. "Então é uma maneira de chegar a nossa mensagem lá fora, e esta é uma boa oportunidade, enquanto o papa estiver no país." )


Até, onde a humanidade irá chegar! Ordenar mulheres é ir contra 2000 anos de Tradição Católica, um feminismo torpe e orgulhoso.

Em outubro de 1976, a S. Congregação Romana para a Doutrina da Fé publicou uma Declaração dita “Inter insigniores” que propõe as razões por que a Igreja Católica não adota a nova tese: o exemplo de Cristo, o dos Apóstolos, a praxe constante da Tradição cristã, o próprio mistério de Cristo e o da Igreja levam a dizer que não está em poder da Igreja hoje estender a ordenação sacerdotal ao sexo feminino.

Leia o artigo de Dom Estêvão Bettencourt sobre a ordenação de mulheres aqui .
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