terça-feira, 2 de julho de 2013

Padre católico é decapitado por islamitas

O Vaticano confirmou o frio assassinato do padre franciscano François Murad (49). Ele foi decapitado em público no domingo, 23 de junho, por terroristas islâmicos em Gassanieh, norte da Síria. O padre estava com as mãos atadas e teve seu pescoço cortado por uma faca. Sua cabeça foi então exibida à multidão histérica. O padre católico havia procurado proteção no convento cristão local, que foi atacado pelo grupo terrorista Jabhat al-Nusra.

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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Santo Estevão Protomártir, rogai por nós!

 
"Mas, cheio do Espírito Santo, Estêvão fitou o céu e viu a glória de Deus e Jesus de pé à direita de Deus: 'Eis que vejo, disse ele, os céus abertos e o Filho do homem, de pé, à direita de Deus'. Levantaram um grande clamor, taparam os ouvidos e todos juntos se atiraram furiosos contra ele. Lançaram-no fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas depuseram os seus mantos aos pés de um moço chamado Saulo. E apedrejavam Estêvão, que orava e dizia: 'Senhor Jesus, recebe meu espírito'. Posto de joelhos, exclamou em alta voz: 'Senhor, não lhes leves em conta este pecado...' A estas palavras, expirou."
 
(At. 7, 54-60)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Santa Inês, Virgem e Mártir, rogai por nós!

Virgem e mártir, Santa Inês se deixou transformar pelo amor de Deus que é santo. Seu nome vem do grego, que significa pura. Ela pertenceu a uma família romana e, segundo os costumes do seu tempo, foi cuidada por uma aia (uma babá) que só a deixaria após o casamento.


Santa Inês tiva cerca de 12 anos quando um pretendente se aproximou dela; segundo a tradição, era filho do prefeito de Roma e estava encantado pela beleza física de Inês. Mas sua beleza principal é aquela que não passa: a comunhão com Deus. De maneira secreta, ela tinha feito uma descoberta vocacional, era chamada a ser uma das virgens consagradas do Senhor; e fez este compromisso. O jovem não sabia e, diante de tantas propostas, ela sempre dizia 'não'. Até que ele denunciou Inês para as autoridades, porque sob o império de Diocleciano, era correr risco de vida. Quem renunciasse Jesus ficava com a própria vida; caso contrário, se tornava um mártir. Foi o que aconteceu com esta jovem de cerca de 12 ou 13 anos.

Tão conhecida e citada pelos santos padres, Santa Inês é modelo de uma pureza à prova de fogo, pois diante das autoridades e do imperador, ela se disse cristã. Eles começaram pelo diálogo, depois as diversas ameaças com fogo e tortura, mas em nada ela renunciava o seu Divino Esposo. Até que pegaram-na e a levaram para um lugar em Roma próprio da prostituição, mas ela deixou claro que Jesus Cristo, seu Divino Esposo, não abandona os seus. De fato, ela não foi manchada pelo pecado.

Auxiliada pelo Espírito Santo, com muita sabedoria, ela permaneceu fiel ao seu voto e ao seu compromisso; até que as autoridades, vendo que não podiam vencê-la pela ignorância, mandaram, então, degolar a jovem cristã. Ela perdeu a cabeça, mas não o coração, que ficou para sempre em Cristo.

Santa Inês tem uma basílica que foi consagrada a ela no lugar onde foi enterrada.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

São Fabião, Papa e Mártir, rogai por nós!


Sucessor de Santo Antero, foi eleito Bispo da Igreja de Roma em 236. As extraordinárias circunstâncias de sua eleição, em muito se assemelham à de São Zeferino (15º Papa da Igreja), e foram relatadas pelo historiador Eusébius.

Depois da morte do Papa Antero, havia vindo a Roma, com alguns outros de sua vila, e estava na cidade, como mero espectador, quando a nova eleição teve início. Concentrados no local, haviam nomes de várias pessoas ilustres e também muitos nobres de elevada consideração. Durante a fase preparatória e as orações para a escolha do novo Pontífice, repentinamente uma pomba desceu sobre a cabeça de Fabiano, que não gozava de fama ou qualquer consideração social. Os membros da assembléia logo associaram esta manifestação extraordinária à cena descrita no Evangelho, quando o Espírito Santo desceu sobre o Salvador da humanidade e por isto, com divina inspiração, elegeram Fabiano e o aclamaram com tal alegria que, por unanimidade o conduziram à Cadeira de Pedro.

Durante seus quatorze anos de pontificado, dirigiu a Igreja com certa tranqüilidade, já que a chama da perseguição levantou-se somente nos anos finais, quando acabou sendo martirizado por ordem do governo imperial. Dos registros contidos no Livro Pontifical, consta que São Fabiano determinou que Roma fosse dividida em sete distritos eclesiásticos, sendo cada distrito supervisionado por um diácono. Designou sete subdiáconos para recolher e preservar, juntamente com outros notários a "ata dos mártires". Instituiu as quatro ordens menores e também empreendeu grandes trabalhos de manutenção das catacumbas dos mártires.

São Fabiano morreu decapitado durante o governo do imperador Décio, no dia 20 de janeiro de 250. São Cipriano também fez referências ao seu martírio. Seu corpo foi depositado na cripta dos Papas, nas catacumbas de São Calixto, onde, em épocas recentes (1850), foi descoberta sua lápide com seu nome gravado em grego.

Retirado de: Ecclesiam Suam

São Sebastião, mártir, rogai por nós!


O santo de hoje nasceu em Narbonne; os pais oriundos de Milão, na Itália, no século terceiro. São Sebastião, desde cedo, foi muito generoso e dado ao serviço. Recebeu a graça do santo batismo e zelou por ele em relação à sua vida e à de seus irmãos! Ao entrar para o serviço no império como soldado, tinha muita saúde no físico, na mente e, principalmente, na alma. Não demorou muito, tornou-se o primeiro capitão da guarda do império.

Sebastião ficou conhecido por muitos cristãos, pois, sem que as autoridades soubessem – nesse tempo, no império de Diocleciano, a Igreja e os cristãos eram duramente perseguidos –, porque o imperador adorava os deuses. Enquanto os cristãos não adoravam as coisas, mas as três Pessoas do mistério da Trindade. Esse mistério o levava a consolar os cristãos que eram presos de maneira secreta, mas muito sábia; uma evangelização eficaz pelo testemunho que não podia ser explícito. São Sebastião tornou-se defensor da Igreja como soldado, como capitão e também como apóstolo dos confessores, daqueles que eram presos. Também foi apóstolo dos mártires, os que confessavam Jesus em todas as situações, renunciando à própria vida. O coração de São Sebastião tinha esse desejo: tornar-se mártir. Mas um apóstata denunciou-o para o império e lá estava ele, diante de um imperador muito triste, porque era uma traição ao império. Mas ele deixou claro, com muita sabedoria, auxiliado pelo Espírito Santo, que o melhor que ele fazia para o império era este serviço. Denunciou o paganismo e a injustiça.

São Sebastião, defensor da verdade no amor apaixonado a Deus. O imperador, com o coração fechado, mandou prendê-lo num tronco e muitas flechadas sobre ele foram lançadas até o ponto de pensar que estava morto. Mas uma mulher, esposa de um mártir, o conhecia, aproximou-se dele e percebeu que ele estava ainda vivo por graça. Ela cuidou das feridas dele. Ao recobrar sua saúde depois de um tempo, apresentou-se novamente para o imperador, pois queria o seu bem. Evangelizou, testemunhou, mas, desta vez, no ano de 288 foi duramente martirizado.

Retirado de: Ecclesiam Suam

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Santos Mártires Inocentes, rogai por nós!

A festa dos Santos Inocentes é do século V, pouco mais ou menos. A morte destas crianças manifesta, a seu modo, a realeza de Jesus. Foi por ter acreditado nas palavras dos Magos e dos Príncipes dos Sacerdotes, por ele consultados, que Herodes viu no Menino Jesus de Belém um rival, e perseguiu com carnificina o "Rei dos Judeus", que acabava de nascer. Mas, como canta a Igreja: "Cruel Herodes, que receias tu da vinda de Cristo? Não arrebata os cetros mortais, aquele que dá os reinos celestes".

É a glória deste Rei Divino que os Inocentes proclamam com a sua morte e a honra que eles dão a Deus é um motivo de confusão para os inimigos de Jesus, porque, longe de conseguirem o fim que se propunham, não fazem mais que dar cumprimento às profecias, as quais anunciavam que o Filho do Homem voltaria do Egito e que em Belém seria grande o choro das mães lamentando a morte dos filhos. E para pôr mais ao vivo a desolação dessas mães, Jeremias evoca Raquel, mãe de Benjamim, chorando a perda de seus descendentes. Mãe compassiva, a Igreja reveste os seus ministros de paramentos de cor vermelha que lembra o sangue derramado pelos inocentes.

Confessemos nós por uma vida isenta de vícios a divindade de Jesus que estas almas inocentes confessaram com a morte.

A festa de hoje também é um convite a refletirmos sobre a situação atual desses milhões de "pequenos inocentes": crianças vítimas do descaso, do aborto, da fome e da violência. Rezemos neste dia por elas e pelas nossas autoridades, para que se empenhem cada vez mais no cuidado e no amor às nossas crianças, pois delas é o Reino dos Céus. Por estes pequeninos, sobretudo, é que nós cristãos aspiramos a um mundo mais justo e solidário.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Santa Luzia, virgem e mártir, rogai por nós!

Padroeira de Siracusa e de toda a Sicília, Santa Luzia é uma das santas mais veneradas na Itália, contando em Roma não menos de vinte igrejas com o seu nome. É para Siracusa  o que Santa Inês é para Roma.
Quando a notícia de que Luzia e sua mãe haviam vendido tudo o que tinham e dividido aos pobres, chegou aos ouvidos de um homem a quem o seu pai a havia prometido em casamento, contra a vontade dela, aquele a acusou a Pascásio, o prefeito, de ser cristã. O prefeito não conseguiu levá-la ao culto dos ídolos, nem com pedidos, nem com ameaças, mas pelo contrário, ela se tornava cada vez mais ardente em celebrar os louvores da fé cristã, quanto mais ele tentava persuadi-la. Disse, então, ele: "Acabarão as palavras e passaremos às pancadas", ao que a virgem respondeu: "Não podem faltar palavras aos servos de Deus, aos quais Cristo disse: Quando estiverdes diante dos reis e governantes, não penseis o que nem como haveis de falar, porque naquela hora vos será dado o que falar, porque não sereis vós que falareis, mas o Espírito Santo que falará em vós".


Perguntando, então, Pascásio: "O Espírito Santo está em ti?", ela respondeu: "Os que vivem casta e piedosamente são templos do Espírito Santo". E ele: "Mandar-te-ei para o prostíbulo, para que o Espírito Santo saia de ti". Ela disse: "Se eu for violada contra a minha vontade, a minha castidade será duplicada para a coroa". Inflamado de cólera, Pascásio mandou levar Luzia para onde fosse violada a sua virgindade, mas, milagrosamente, a virgem ficou tão firme no lugar que foi impossível arredá-la. Por isso, o prefeito mandou acender ao redor dela fogo em cepilho, resina e óleo fervente, mas nenhuma chama lhe fez mal, e ele, após torturá-la de muitos modos, passou à espada seu pescoço. Conta-se que antes de sua morte teriam arrancado os seus olhos, fato ou não, Santa Luzia é reconhecida pela vida que levou Jesus - Luz do Mundo - até as últimas consequências, pois assim testemunhou diante dos acusadores: "Adoro a um só Deus verdadeiro, e a Ele prometi amor e fidelidade".


Virgem fiel e zelosa de pertencer inteiramente ao Senhor e que, para conservar impoluto o tesouro da virgindade, não hesitou perder todos os bens e sacrificar a própria vida. Tiradas das Atas do seu martírio.

"Com a vossa constância conservastes a vossa alma, ó Luzia, e com o vosso sangue vencestes o inimigo". Morreu em 303 ou 304, sendo sepultada em Siracusa, depois em Constantinopla, e por último trasladado a Veneza.Seu nome vem no Cânon Romano.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Santa Catarina de Alexandria, rogai por nós!


Neste dia lembramos a vida desta santa que é inspiradora e protetora de um Estado brasileiro: Santa Catarina. Nascida em Alexandria, recebeu uma ótima formação cristã. É uma das mais célebres mártires dos primeiros séculos, um dos Santos Auxiliares. O pai, diz a lenda, era Costes, rei de Alexandria. Ela própria era, aos 17 anos, a mais bonita e a mais sábia das jovens de todo o império; esta sabedoria levou-a a ser muitas vezes invocada pelos estudantes. Anunciou que desejava casar-se, contanto que fosse com um príncipe tão belo e tão sábio como ela. Esta segunda condição embargou que se apresentasse qualquer pretendente.


"Será a Virgem Maria que te procurará o noivo sonhado", disse-lhe o ermitão Ananias, que tinha revelações. Maria aparece, de fato, a Catarina na noite seguinte, trazendo o Menino Jesus pela mão. "Gostas tu d'Ele?", perguntou Maria. -"Oh, sim". -"E tu, Jesus, gostas dela?" -"Não gosto, é muito feia". Catarina foi logo ter com Ananias: "Ele acha que sou feia", disse chorando. -"Não é o teu corpo, é a tua alma orgulhosa que Lhe desagrada", respondeu o eremita. Este instruiu-a sobre as verdades da fé, batizou-a e tornou-a humilde; depois disto, tendo-a Jesus encontrado bela, a Virgem Santíssima meteu aos dois o anel no dedo; foi isto que se ficou chamando desde então o "casamento místico de Santa Catarina".

Ansiosa de ir ter com o seu Esposo celestial, Catarina ficou pensando unicamente no martírio. Conta-se que ela apresentou-se em nome de Deus, diante do perseguidor, imperador Maxêncio, a fim de repreendê-lo por perseguir aos cristãos e demonstrar a irracionalidade e inutilidade da religião pagã. Santa Catarina, conduzida pelo Espírito Santo e com sabedoria, conseguiu demonstrar a beleza do seguimento de Jesus na sua Igreja. Incapaz de lhe responder, Maxêncio reuniu para a confundir os 50 melhores filósofos da província que, além de se contradizerem, curvaram-se para a Verdade e converteram-se ao Cristianismo, isto tudo para a infelicidade do terrível imperador.

Maxêncio mandou os filósofos serem queimados vivos, assim como à sua mulher Augusta, ao ajudante de campo Porfírio e a duzendos oficiais que, depois de ouvirem Catarina, tinham-se proclamado cristãos. Após a morte destes, Santa Catarina foi provada na dor e aprovada por Deus no martírio, tendo sido sacrificada numa máquina com quatro rodas, armadas de pontas e de serras. Isto aconteceu por volta do ano 305. O seu culto parece ter irradiado do Monte Sinai; a festa foi incluída no calendário pelo Papa João XXII (1316-1334).

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Festa de Todos os Santos


 A Igreja é indefectivelmente santa: Cristo amou-a como sua esposa e deu-se a si mesmo por ela a fim de santificá-la; por isso todos, na Igreja, são chamados à santidade (cf. LG 39). A Igreja prega o mistério pascal nos santos que sofreram com Cristo e com Ele são glorificados; propõe aos fiéis seus exemplos que atraem todos ao Pai por meio de Cristo, e implora por seus merecimentos os benefícios de Deus (cf. SC 104). Hoje, numa só festa, celebram-se, junto com os santos canonizados, todos os justos de toda raça e nação, cujos nomes estão inscritos no livro da vida (cf. Ap 20,12). Começou-se a celebrar a festa de todos os santos, também em Roma, desde o século. IX.

Que é um Santo?
Compõe-se dos que na Terra andaram pelos passos de Jesus, dos pobres de espírito, dos mansos, dos aflitos, dos que sofreram fome e sede de justiça, dos misericordiosos, dos puros, dos pacientes, dos que foram perseguidos pelo Nome de Jesus.Alegrai-vos, lhes dizia o Mestre, porque a vossa recompensa será grande nos céus.Entre estes milhares de justos que foram na terra discípulos fiéis de Cristo encontramos muitos dos nossos  parentes, amigos e familiares, filhos de nossa terra, os quais já participam da glória do Senhor, Rei dos reis e coroa dos Santos.

Ao assistirmos à Missa neste dia, lembremo-nos que o sacerdócio de Cristo Jesus na Terra, exercido invisivelmente nos nossos altares se identifica com o que visivelmente exerce no Céu.Os altares da terra onde reside o Cordeiro de Deus e o altar do Céu onde o mesmo Cordeiro se ostenta de pé e em estado de vítima são um e o mesmo altar. Toda a missa procura despertar em nós esta presença do Céu, e quer que a cada vez que vamos assistir ao Santo Sacrifício tomemos mais ainda o gosto de querer ser Santos. Através do prefácio e da coleta coloquemos os nossos pedidos ao nosso Deus, através dos Santos, e Anjos que adoram inesgotavelmente a majestade suprema de Nosso Senhor.

Apocalipse de São João

Antigamente os reis marcavam os servos e os soldados com o sinete real. Diz S.João que o Senhor tem também um sinete e que assinala com ele os bons para indicar que Lhe pertencem.Os 144.000 assinalados com este sêlo divino (número simbólico resultante dos 12.000 multiplicados pelas 12 tribos) representam os convertidos do judaísmo.A multidão, os outros povos vindos do paganismo.Os Anjos unem os seus louvores com os dos homens e todos, em formoso conjunto, dão glória a Deus e a Jesus Cristo Nosso Senhor.


Eu, João, vi um outro anjo, que subia do lado onde nasce o sol. Ele trazia a marca do Deus vivo e gritava, em alta voz, aos quatro anjos que tinham recebido o poder de danificar a terra e o mar, dizendo-lhes:“Não façais mal à terra, nem ao mar, nem às árvores, até que tenhamos marcado na fronte os servos do nosso Deus”.

Ouvi então o número dos que tinham sido marcados: eram cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel. Depois disso, vi uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas, e que ninguém podia contar. Estavam de pé diante do trono e do Cordeiro; trajavam vestes brancas
e traziam palmas na mão. Todos proclamavam com voz forte: “A salvação pertence ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro”. Todos os anjos estavam de pé, em volta do trono e dos Anciãos e dos quatro Seres vivos e prostravam-se, com o rosto por terra, diante do trono. E adoravam a Deus, dizendo:“Amém. O louvor, a glória e a sabedoria, a ação de graças, a honra, o poder e a força pertencem ao nosso Deus para sempre. Amém”. E um dos Anciãos falou comigo e perguntou: “Quem são esses vestidos com roupas brancas? De onde vieram?” Eu respondi: “Tu é que sabes, meu senhor”. E então ele me disse: “Esses são os que vieram da grande tribulação. Lavaram e alvejaram as suas roupas no sangue do Cordeiro”.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Santa Tecla

Muito célebre na Igreja Católica, pelos gregos chamada a protomártir do sexo feminino, Santa Tecla é uma das figuras mais salientes dos tempos apostólicos. Não se sabe ao certo se é natural de Isaúria ou de Icônio. Da cidade de Antioquia, na Pisidia, onde sofreram brutal flagelação, Paulo e Báruchas se dirigiram a Icônio, centro industrial, na Ásia Menor. Foi lá que à religião de Cristo se converteu a jovem pagã Tecla prometida em casamento a Tamiris. Da vida e da conversão de Tecla por São Paulo, falam largamente as tais chamadas "Atas de Paulo a Tecla" que tem por autor um sacerdote da Ásia Menor. Estas atas, até 195 lograram grande circulação na Igreja Oriental, mas foram declaradas apócrifas por um tribunal eclesiástico, e seu autor incorreu em grande censura. Ainda assim o livro continuou gozando de certa popularidade na Ásia Menor e na Igreja Oriental. Não tanto assim no Ocidente, onde experimentou esmagadora crítica por Tertuliano e São Jerônimo. Nos escritos de São Paulo o nome de Tecla não aparece, se bem que fala das perseguições, dos sofrimentos por que o fizeram passar em Icônio. (2. Tim. 3, II e seg).


As "Atas de Paulo a Tecla" relatam os seguintes fatos:

Avisado por Tito, da chegada de Paulo, o cristão iconiense Onesíforo hospedou o Apóstolo em sua casa. Em uma das suas conversas ou instruções Paulo falando da castidade, enalteceu o valor e a eminência desta virtude. A jovem Tecla, moradora da casa vizinha da de Onesíforo, da janela aberta ouviu todo o discurso do Apóstolo. Tanto se enlevou na doutrina sobre a virgindade, que deixou cair o plano de casamento. As famílias, tanto da jovem, como do noivo, tudo fizeram para demover Tecla das suas idéias, por elas taxadas de exageradas, ou diabolicamente inspiradas. São Paulo foi posto sob vigilância e finalmente encarcerado. Tecla, por sua vez, permaneceu firme nas suas convicções, procurou Paulo por diversas vezes no cárcere, o que lhe importou a vingança de Tamiris, que a denunciou ao Proconsul. Este a condenou à morte pelo fogo, Mas das chamas da fogueira saiu ilesa. Na cidade de Icônio formaram-se dois partidos, pró e contra Paulo e sua doutrina. A luta terminou com uma feroz perseguição ao Apóstolo, o qual levou cruéis pancadas. São Lucas fala de grandes resultados da pregação apostólica, e relata também o fato de em Icônio ter-se realizado um grande comício antipaulino, em conseqüência do qual, São Paulo e Barnabé tiveram de fugir apressadamente da cidade para não serem alcançados pelos calhaus de apedrejamento.

Tecla e São Paulo se encontraram ainda em Antioquia (Pisídia) e, pela última vez em Mira. Em Antioquia Tecla foi novamente levada aos tribunais, e esta vez condenada às feras. Atirada aos leopardos e tigres, estes se deixaram acariciar pela jovem, cujas mãos mansamente lamberam.

Em outro suplício ainda foi sujeita a fiel discípula de São Paulo. Trancada numa caverna cheia de serpentes venenosas, estas nenhum mal lhe fizeram. Fortíssima tempestade, que inesperadamente se desencadeou, fez os seus perseguidores apavorados fugir.

Os últimos anos de sua vida passou-os em Seleucia, onde conseguiu obter a conversão de muitos pagãos, e onde morreu com noventa anos de idade.

Na Igreja Oriental Tecla goza de muita veneração comparável à de Inês no Ocidente.

O corpo da Santa foi sepultado em Seleucia, onde os imperadores cristãos mais tarde erigiram uma igreja dedicada à sua memória. Os grandes milagres com que Deus se dignou de distinguir a sepultura de sua serva, atraíram grandes peregrinações de fiéis de todas as partes do Império. A Igreja principal de Milão traz o nome de Santa Tecla, e nela está guardada grande parte de suas preciosas relíquias. Santa Tecla é padroeira dos agonizantes. É invocada também contra moléstias da vista.

Fonte: Página Oriente
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