domingo, 1 de setembro de 2013

Papa pede orações pela Síria


Hoje, queridos irmãos e irmãs, queria fazer-me intérprete do grito que se eleva, com crescente angústia, em todos os cantos da terra, em todos os povos, em cada coração, na única grande família que é a humanidade: o grito da paz! É um grito que diz com força: queremos um mundo de paz, queremos ser homens e mulheres de paz, queremos que nesta nossa sociedade, dilacerada por divisões e conflitos, possa irromper a paz! Nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra! A paz é um dom demasiado precioso, que deve ser promovido e tutelado.

Vivo com particular sofrimento e com preocupação as várias situações de conflito que existem na nossa terra; mas, nestes dias, o meu coração ficou profundamente ferido por aquilo que está acontecendo na Síria, e fica angustiado pelos desenvolvimentos dramáticos que se preanunciam.

Dirijo um forte Apelo pela paz, um Apelo que nasce do íntimo de mim mesmo! Quanto sofrimento, quanta destruição, quanta dor causou e está causando o uso das armas naquele país atormentado, especialmente entre a população civil e indefesa! Pensemos em quantas crianças não poderão ver a luz do futuro! Condeno com uma firmeza particular o uso das armas químicas! Ainda tenho gravadas na mente e no coração as imagens terríveis dos dias passados! Existe um juízo de Deus e também um juízo da história sobre as nossas ações aos quais não se pode escapar! O uso da violência nunca conduz à paz. Guerra chama mais guerra, violência chama mais violência.

Com todas as minhas forças, peço às partes envolvidas no conflito que escutem a voz da sua consciência, que não se fechem nos próprios interesses, mas que olhem para o outro como um irmão e que assumam com coragem e decisão o caminho do encontro e da negociação, superando o confronto cego. Com a mesma força, exorto também a Comunidade Internacional a fazer todo o esforço para promover, sem mais demora, iniciativas claras a favor da paz naquela nação, baseadas no diálogo e na negociação, para o bem de toda a população síria.

Que não se poupe nenhum esforço para garantir a ajuda humanitária às vítimas deste terrível conflito, particularmente os deslocados no país e os numerosos refugiados nos países vizinhos. Que os agentes humanitários, dedicados a aliviar os sofrimentos da população, tenham garantida a possibilidade de prestar a ajuda necessária.

O que podemos fazer pela paz no mundo? Como dizia o Papa João XXIII, a todos corresponde a tarefa de estabelecer um novo sistema de relações de convivência baseados na justiça e no amor (cf. Pacem in terris, [11 de abril de 1963]: AAS 55 [1963], 301-302).

Possa uma corrente de compromisso pela paz unir todos os homens e mulheres de boa vontade! Trata-se de um forte e premente convite que dirijo a toda a Igreja Católica, mas que estendo a todos os cristãos de outras confissões, aos homens e mulheres de todas as religiões e também àqueles irmãos e irmãs que não creem: a paz é um bem que supera qualquer barreira, porque é um bem de toda a humanidade.

Repito em alta voz: não é a cultura do confronto, a cultura do conflito, aquela que constrói a convivência nos povos e entre os povos, mas sim esta: a cultura do encontro, a cultura do diálogo: este é o único caminho para a paz.

Que o grito da paz se erga alto para que chegue até o coração de cada um, e que todos abandonem as armas e se deixem guiar pelo desejo de paz.

Por isso, irmãos e irmãs, decidi convocar para toda a Igreja, no próximo dia 7 de setembro, véspera da Natividade de Maria, Rainha da Paz, um dia de jejum e de oração pela paz na Síria, no Oriente Médio, e no mundo inteiro, e convido também a unir-se a esta iniciativa, no modo que considerem mais oportuno, os irmãos cristãos não católicos, aqueles que pertencem a outras religiões e os homens de boa vontade.

No dia 7 de setembro, na Praça de São Pedro, aqui, das 19h00min até as 24h00min, nos reuniremos em oração e em espírito de penitência para invocar de Deus este grande dom para a amada nação síria e para todas as situações de conflito e de violência no mundo. A humanidade precisa ver gestos de paz e escutar palavras de esperança e de paz! Peço a todas as Igrejas particulares que, além de viver este dia de jejum, organizem algum ato litúrgico por esta intenção.

Peçamos a Maria que nos ajude a responder à violência, ao conflito e à guerra com a força do diálogo, da reconciliação e do amor. Ela é mãe: que Ela nos ajude a encontrar a paz; todos nós somos seus filhos! Ajudai-nos, Maria, a superar este momento difícil e a nos comprometer a construir, todos os dias e em todo lugar, uma autêntica cultura do encontro e da paz. Maria, Rainha da paz, rogai por nós!

Fonte: Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Palavras do Papa antes do Ângelus



Opus Dei -



Opus Dei - Percurso até o Palácio São JoaquimPALAVRAS DO PAPA ANTES DO ÂNGELUS

Caríssimos irmãos e amigos! Bom dia!

Dou graças à divina Providência por ter guiado meus passos até aqui, na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Agradeço de coração sincero a Dom Orani e também a vocês pelo acolhimento caloroso, com que manifestam seu carinho pelo Sucessor de Pedro. Desejaria que a minha passagem por esta cidade do Rio renovasse em todos o amor a Cristo e à Igreja, a alegria de estar unidos a Ele e de pertencer a Igreja e o compromisso de viver e testemunhar a fé.



Uma belíssima expressão da fé do povo é a "Hora da Ave Maria". É uma oração simples que se reza nos três momentos característicos da jornada que marcam o ritmo da nossa atividade quotidiana: de manhã, ao meio-dia e ao anoitecer. É, porém, uma oração importante; convido a todos a rezá-la com a Ave Maria. Lembra-nos de um acontecimento luminoso que transformou a história: a Encarnação, o Filho de Deus se fez homem em Jesus de Nazaré.

Hoje a Igreja celebra os pais da Virgem Maria, os avós de Jesus: São Joaquim e Sant'Ana. Na casa deles, veio ao mundo Maria, trazendo consigo aquele mistério extraordinário da Imaculada Conceição; na casa deles, cresceu, acompanhada pelo seu amor e pela sua fé; na casa deles, aprendeu a escutar o Senhor e seguir a sua vontade. São Joaquim e Sant'Ana fazem parte de uma longa corrente que transmitiu o amor a Deus, no calor da família, até Maria, que acolheu em seu seio o Filho de Deus e o ofereceu ao mundo, ofereceu-o a nós. Vemos aqui o valor precioso da família como lugar privilegiado para transmitir a fé!


Olhando para o ambiente familiar, queria destacar uma coisa: hoje, na festa de São Joaquim e Sant'Ana, no Brasil como em outros países, se celebra a festa dos avós. Como os avós são importantes na vida da família, para comunicar o patrimônio de humanidade e de fé que é essencial para qualquer sociedade! E como é importante o encontro e o diálogo entre as gerações, principalmente dentro da família. O Documento de Aparecida nos recorda: "Crianças e anciãos constroem o futuro dos povos; as crianças porque levarão por adiante a história, os anciãos porque transmitem a experiência e a sabedoria de suas vidas" (DAp 447). Esta relação, este diálogo entre as gerações é um tesouro que deve ser conservado e alimentado! Nesta Jornada Mundial da Juventude, os jovens querem saudar os avós. Eles saúdam os seus avós com muito carinho e lhes agradecem pelo testemunho de sabedoria que nos oferecem continuamente.

E agora, nesta praça, nas ruas adjacentes, nas casas que acompanham conosco este momento de oração, sintamo-nos como uma única grande família e nos dirijamos a Maria para que guarde as nossas famílias, faça delas lares de fé e de amor, onde se sinta a presença do seu Filho Jesus.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

O nome de São José será acrescentado nas orações eucarísticas.



DECRETO

Pelo seu lugar singular na economia da salvação como pai de Jesus, São José de Nazaré, colocado à frente da Família do Senhor, contribuiu generosamente à missão recebida na graça e, aderindo plenamente ao início dos mistérios da salvação humana, tornou-se modelo exemplar de generosa humildade, que os cristãos têm em grande estima, testemunhando aquela virtude comum, humana e simples, sempre necessária para que os homens sejam bons e fiéis seguidores de Cristo. Deste modo, este Justo, que amorosamente cuidou da Mãe de Deus e se dedicou com alegre empenho na educação de Jesus Cristo, tornou-se guarda dos preciosos tesouros de Deus Pai e foi incansavelmente venerado através dos séculos pelo povo de Deus como protector do corpo místico que é a Igreja.

Na Igreja Católica os fiéis, de modo ininterrupto, manifestarem sempre uma especial devoção a São José honrando solenemente a memória do castíssimo Esposo da Mãe de Deus como Patrono celeste de toda a Igreja; de tal modo que o Beato João XXIII, durante o Concílio Ecuménico Vaticano II, decretou que no antiquíssimo Cânone Romano fosse acrescentado o seu nome. O Sumo Pontífice Bento XVI acolheu e quis aprovar tal iniciativa manifestando-o várias vezes, e que agora o Sumo Pontífice Francisco confirmou, considerando a plena comunhão dos Santos que, tendo sido peregrinos connosco neste mundo, nos conduzem a Cristo e nos unem a Ele.

Considerando o exposto, esta Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, em virtude das faculdades concedidas pelo Sumo Pontífice Francisco, de bom grado decreta que o nome de São José, esposo da Bem-aventurada Virgem Maria, seja, a partir de agora, acrescentado na Oração Eucarística II, III e IV da terceira edição típica do Missal Romano. O mesmo deve ser colocado depois do nome da Bem-aventurada Virgem Maria como se segue: na Oração Eucarística II: "ut cum beata Dei Genetrice Virgine Maria, beato Ioseph, eius Sponso, beatis Apostolis", Na Oração Eucarística III: "cum beatissima Virgine, Dei Genetrice, Maria, cum beato Ioseph, eius Sponso, cum beatis Apostolis"; na Oração Eucarística IV: "cum beata Virgine, Dei Genetrice, Maria, cum beato Ioseph, eius Sponso, cum Apostolis".

Para os textos redigidos em língua latina utilizam-se as formulas agora apresentadas como típicas. Esta Congregação ocupar-se-á em prover à tradução nas línguas ocidentais mais difundidas; para as outras línguas a tradução devera ser preparada, segundo as normas do Direito, pelas respectivas Conferências Episcopais e confirmadas pela Sé Apostólica através deste Dicastério.

Nada obste em contrário.

Sede da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, 1 de Maio de 2013, São José Operário.
Antonio Card. Cañizares Llovera
Prefeito


+ Arthur Roche
Arcebispo Secretário

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Auxílio dos Cristãos, rogai por nós!


Ó Maria, Virgem poderosa,
Tu, grande e ilustre defensora da Igreja.
Tu, Auxílio maravilhoso dos cristãos,
Tu, terrível como exército ordenado em batalha.
Tu, que, só, destruíste toda heresia em todo o mundo:
nas nossas angústias, nas nossas lutas, nas nossas aflições, 
defende-nos do inimigo; e na hora da morte,
acolhe a nossa alma no Paraíso. Amém.

sábado, 2 de março de 2013

Oratio tempus Sedis Vacantis


Oremus:

Súpplici, Dómine, humilitáte depóscimus: ut Sacrosánctae Románae Ecclésiae concédat Pontíficem illum tua imménsa píetas; qui et pio in nos stúdio semper tibi plácitus, et tuo pópulo pro salúbri regímine sit assídue ad glóriam tui nóminis reveréndus. Per Dóminum Nostrum Iesu Christum Fílium tuum, qui tecum vivit et regnat in unitáte Spíritus Sancti, Deus, per ómnia saecula saeculórum. Amen.

sábado, 29 de setembro de 2012

São Miguel Arcanjo, rogai por nós!


Sancte Michael Archangele, defende nos in praelio, contra nequitias et insidias diaboli esto praesidium: Imperet illi Deus, supplices deprecamur, tuque, Princeps militiae caelestis, satanam aliosque spiritus malignos, qui ad perditionem animarum pervagantur in mundo, divina virtute in infernum detrude. Amen.

sábado, 2 de junho de 2012

SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE


"Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-vos profundamente e ofereço-vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, pevo-Vos a conversão dos pobres pecadores”.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

CONSAGRAÇÃO DA FAMÍLIA AO SAGRADO CORAÇÃO



CONSAGRAÇÃO DA FAMÍLIA AO SAGRADO CORAÇÃO
Coração Sagrado de Jesus, que revelastes à bem-aventurada Margarida Maria o desejo de reinar sobre as famílias cristãs, nós queremos hoje proclamar Vosso reinado mais absoluto sobre a nossa família. Nós queremos viver desde hoje segundo a Vossa vida, queremos fazer florescer entre nós as virtudes às quais prometestes a paz já aqui na terra; queremos banir para longe de nós o espírito do mundo que Vós reprovastes.
Vós reinareis sobre nossas inteligências pela simplicidade da fé, reinareis sobre nossos corações pelo amor sem reserva, em que estão abrasadas para Convosco e que conservaremos em nós ardente, pela recepção freqüente de Vossa divina Eucaristia.
Dignai-Vos divino Coração, presidir nossas reuniões,abençoar nossos empreendimentos espirituais e temporais, afastar nossos cuidados, santificar nossas alegrias, consolar nossas penas e se algum de nós tivesse a desgraça de contristar-Vos, lembrai-lhe ó Coração de Jesus, que sois bom e misericordioso para com o pecador penitente e quando soar a hora da separação, quando vier a morte lançar o luto entre nós, todos nós, os que partem e os que ficam, conformar-nos-emos com os Vossos desígnios eternos.

Consolar-nos-emos com o pensamento de que dia virá em que toda família reunida no céu, poderá cantar para sempre vossas glórias e Vossos benefícios.
Que o Imaculado Coração de Maria, que o glorioso patriarca São José, se dignem apresentar-Vos esta consagração e no-la fazer lembrar todos os dias de nossa vida.

Viva o Coração de Jesus, nosso Rei e nosso Pai!

sábado, 31 de dezembro de 2011

TE DEUM LAUDAMUS

Hino de Ação de graças pelo ano civil transcorrido:


 
Te Deum laudamus:
te Dominum confitemur.

Te aeternum Patrem
omnis terra veneratur.

Tibi omnes Angeli;
tibi caeli et universae Potestates;

Tibi Cherubim et Seraphim
incessabili voce proclamant:

Sanctus, Sanctus, Sanctus,
Dominus Deus Sabaoth.

Pleni sunt caeli et terra
maiestatis gloriae tuae.

Te gloriosus Apostolorum chorus,

Te Prophetarum laudabilis numerus,

Te Martyrum candidatus laudat
exercitus.

Te per orbem terrarum
sancta confitetur Ecclesia,

Patrem immensae maiestatis:

Venerandum tuum verum et unicum Filium;

Sanctum quoque Paraclitum
Spiritum.

Tu Rex gloriae, Christe.

Tu Patris sempiternus es Filius.

Tu ad liberandum suscepturus hominem,
non horruisti Virginis uterum.

Tu, devicto mortis aculeo,
aperuisti credentibus regna caelorum.

Tu ad dexteram Dei sedes, in gloria Patris.

Iudex crederis esse venturus.

Te ergo quaesumus, tuis famulis subveni:
quos pretioso sanguine redemisti.

Aeterna fac cum sanctis tuis in gloria numerari.
Salvum fac populum tuum,
Domine, et benedic hereditati tuae.

Et rege eos, et extolle illos usque in aeternum.

Per singulos dies benedicimus te;

Et laudamus Nomen tuum in saeculum, et in
saeculum saeculi.

Dignare, Domine, die isto sine peccato nos custodire.

Miserere nostri Domine, miserere nostri. 
Fiat misericordia tua,

Domine, super nos, quemadmodum speravimus in te.

In te, Domine, speravi:
non confundar in aeternum.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Oração para pedir a Beatificação do Venerável Pio XII



"Senhor Jesus Cristo, Te agradecemos por ter dado à Igreja o Papa Pio XII, pastor angélico e mestre fiel de Tua verdade.

Ele, com doutrina segura e suave fortaleza, exerceu o supremo ministério apostólico guiando a Tua Igreja pelo agitado mar das ideologias totalitárias.

Abriu os seus braços de Pedro, sem distinção, a todas as vítimas da terrível tragédia da Segunda Guerra Mundial ensinando que não há nada a perder com a paz, obra da justiça.

Com humildade e prudência deu renovado esplendor à Sagrada Liturgia e deu a conhecer a glória de Maria Santíssima proclamando sua Assunção ao Céu.

Faz, ó Senhor, que, seguindo seu exemplo, também nós aprendamos a defender a verdade, a obedecer com alegria ao Magistério católico e a expandir os horizontes de nossa caridade.

Por isso Te suplicamos, se é para Tua maior glória e para o bem de nossas almas, que glorifiques Teu servo, o Papa Pio XII. Amém".




sexta-feira, 1 de julho de 2011

Consagração ao Sagrado Coração


CONSAGRAÇÃO AO SACRATÍSSIMO CORAÇÃO DE JESUS


"Me entrego e consagro ao Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo, minha pessoa e vida, ações, dores e sofrimentos para que utilize meu corpo somente para honrar, amar e glorificar ao Sagrado Coração.

Este é meu propósito definitivo, único, ser todo d'Ele, e fazer tudo por amor a Ele, e ao mesmo tempo renunciar com todo meu coração qualquer coisa que não lhe compraz, além de tomar-te, Ó Sagrado Coração, para que sejas ele o único objeto de meu amor, o guardião de minha vida, meu seguro de salvação, o remédio para minhas fraquezas e inconstância, a solução aos erros de minha vida e meu refúgio seguro à hora da morte.

Seja, Ó Coração de Bondade, meu intercessor ante Deus Pai, e livra-me de sua sabia ira. Ó Coração de amor, ponho toda minha confiança em ti, temo minhas fraquezas e falhas, mas tenho esperança em tua Divindade e Bondade.

Tira de mim tudo o que está mal e tudo o que provoque que não faça tua santa vontade, permite a teu amor puro a que se imprima no mais profundo de meu coração, para que eu não me esqueça nem me separe de ti.

Que eu obtenha de tua amada bondade a graça de Ter meu nome escrito em Teu coração, para depositar em ti toda minha felicidade e glória, viver e morrer em tua bondade. Amém "

Santa Margarida Maria Alacoque

sábado, 11 de junho de 2011

Veni Sancte Spiritus


Veni, Sancte Spiritus, reple tuorum corda fidelium, et tui amoris in eis ignem accende.

V. Emitte Spiritum tuum et creabuntur;
R. Et renovabis faciem terrae.

Oremus:DEUS, qui corda fidelium Sancti Spiritus illustratione docuisti: da nobis in eodem Spiritu recta sapere, et de eius semper consolatione gaudere. Per Christum Dominum nostrum. Amen.


sexta-feira, 13 de maio de 2011

Bispo de Ilinois "restaura" a Oração a São Miguel depois da Missa


O bispo de Ilinois, nos Estados Unidos, pediu aos seus sacerdotes que voltassem a rezar a oração de São Miguel Arcanjo depois da Missa.

Entre as orações eliminadas com a reforma litúrgica, estava a oração a São Miguel que o Papa Leão XIII dispôs ao final da Missa. O Papa João Paulo II, em 1994, animou a rezar cotidianamente esta oração. Hoje, o bispo de Sprinfield, em Illinois, pediu também que seja recuperada e se reze ao final das Missas em sua diocese.

Fonte em espanhol: InfoCatolica

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Catequese do Papa: oração e sentido religioso

Queridos irmãos e irmãs:


Hoje eu gostaria de continuar refletindo sobre como a oração e o sentido religioso fazem parte do homem ao longo de toda a sua história.

Vivemos em uma época na qual são evidentes os sinais de secularismo. Parece que Deus desapareceu do horizonte de muitas pessoas ou que se tornou uma realidade diante da qual se permanece indiferente. Vemos, no entanto, ao mesmo tempo, muitos sinais que nos indicam um despertar do sentido religioso, uma redescoberta da importância de Deus para a vida do homem, uma exigência de espiritualidade, de superar uma visão puramente horizontal, material da vida humana. Analisando a história recente, fracassou a previsão daqueles que, na época do iluminismo, anunciavam o desaparecimento das religiões e exaltavam a razão absoluta, separada da fé, uma razão que teria afastado as trevas dos dogmas religiosos e que teria dissolvido "o mundo do sagrado", restituindo ao homem a sua liberdade, sua dignidade e sua autonomia de Deus. A experiência do século passado, com as duas trágicas guerras mundiais, colocou em crise aquele progresso que a razão autônoma do homem sem Deus parecia poder garantir.

O Catecismo da Igreja Católica afirma: "Pela criação, Deus chama todos os seres do nada à existência. (...) Mesmo depois de, pelo pecado, ter perdido a semelhança com Deus, o homem continua a ser à imagem do seu Criador. Conserva o desejo d'Aquele que o chama à existência. Todas as religiões testemunham esta busca essencial do homem" (n. 2566). Poderíamos dizer - como mostrei na catequese anterior - que não houve nenhuma grande civilização, desde os tempos mais antigos até os nossos dias, que não tenha sido religiosa.

O homem é religioso por natureza, é homo religiosus, assim como é homo sapiens e homo faber: "O desejo de Deus - afirma também o Catecismo - está inscrito no coração do homem, porque o homem foi criado por Deus e para Deus" (n. 27). A imagem do Criador está impressa em seu ser e sente a necessidade de encontrar uma luz para dar resposta às perguntas que têm a ver com o sentido profundo da realidade - resposta que ele não pode encontrar em si mesmo, no progresso, na ciência empírica. O homo religiosus não emerge somente do mundo antigo, mas atravessa toda a história da humanidade. Para este fim, o rico terreno da experiência humana viu surgir diversas formas de religiosidade, na tentativa de responder ao desejo de plenitude e de felicidade, à necessidade de salvação, à busca de sentido. O homem "digital", assim como o das cavernas, busca na experiência religiosa os caminhos para superar sua finitude e para assegurar sua precária aventura terrena. No demais, a vida sem um horizonte transcendente não teria um sentido completo; e a felicidade à qual tendemos se projeta ao futuro, rumo a um amanhã que ainda se cumprirá. O Concílio Vaticano II, na declaração Nostra aetate, sublinhou isso sinteticamente. Diz assim: "Os homens esperam das diversas religiões resposta para os enigmas da condição humana, os quais, hoje como ontem, profundamente preocupam seus corações: que é o homem? qual o sentido e a finalidade da vida? que é o pecado? donde provém o sofrimento, e para que serve? qual o caminho para alcançar a felicidade verdadeira? que é a morte, o juízo e a retribuição depois da morte? finalmente, que mistério último e inefável envolve a nossa existência, do qual vimos e para onde vamos?" (n.1). O homem sabe que não pode responder por si mesmo à sua própria necessidade fundamental de entender. Ainda que seja iluso e acredite ainda que é autossuficiente, tem a experiência de que não se basta a si mesmo. Precisa abrir-se ao outro, a algo ou a alguém, que possa dar-lhe o que lhe falta; deve sair de si mesmo rumo Àquele que pode saciar a amplidão e profundidade do seu desejo.

O homem carrega dentro de si uma sede do infinito, uma nostalgia da eternidade, uma busca da beleza, um desejo de amor, uma necessidade de luz e de verdade, que o empurram em direção ao Absoluto; o homem carrega dentro de si o desejo de Deus. E o homem sabe, de alguma forma, que pode dirigir-se a Deus, que pode rezar-lhe. São Tomás de Aquino, um dos maiores teólogos da história, define a oração como a "expressão do desejo que o homem tem de Deus". Esta atração por Deus, que o próprio Deus colocou no homem, é a alma da oração, que se reveste de muitas formas e modalidades segundo a história, o tempo, o momento, a graça e, finalmente, o pecado de cada um dos que rezam. A história do homem conheceu, de fato, variadas formas de oração, porque ele desenvolveu diversas modalidades de abertura ao Alto e ao "mais além", tanto que podemos reconhecer a oração como uma experiência presente em toda religião e cultura.

De fato, queridos irmãos e irmãs, como vimos na última quarta-feira, a oração não está vinculada a um contexto particular, mas se encontra inscrita no coração de toda pessoa e toda civilização. Naturalmente, quando falamos da oração como experiência do homem enquanto tal, do homo orans, é necessário ter presente que esta é uma atitude interior, antes que uma série de práticas e fórmulas; um modo de estar frente a Deus, antes que de realizar atos de culto ou pronunciar palavras. A oração tem seu centro e fundamenta suas raízes no mais profundo da pessoa; por isso, não é facilmente decifrável e, pelo mesmo motivo, pode estar sujeita a mal-entendidos e mistificações. Também neste sentido, podemos entender a expressão: rezar é difícil. De fato, a oração é o lugar por excelência da gratuidade, da tensão com relação ao Invisível, ao Inesperado e ao Inefável. Por isso, a experiência da oração é um desafio para todos, uma "graça" a ser invocada, um dom d'Aquele a quem nos dirigimos.

Na oração, em todas as épocas da história, o homem se considera a si mesmo e à sua situação frente a Deus, a partir de Deus e com relação a Deus, e experimenta ser criatura necessitada de ajuda, incapaz de procurar por si mesmo o cumprimento da própria existência e da própria esperança. O filósofo Ludwig Wittgenstein recordava que "rezar significa sentir que o sentido do mundo está fora do mundo". Na dinâmica desta relação com quem dá sentido à existência, com Deus, a oração tem uma de suas típicas expressões no gesto de colocar-se de joelhos. É um gesto que leva em si mesmo uma radical ambivalência: de fato, posso ser obrigado a colocar-me de joelhos - condição de indigência e de escravidão - ou posso me ajoelhar espontaneamente, confessando meu limite e, portanto, minha necessidade de Outro. A ele confesso que sou fraco, necessitado, "pecador". Na experiência da oração, a criatura humana expressa toda a sua consciência de si mesma; tudo que consegue captar de sua existência e, ao mesmo tempo, dirige-se, toda ela, ao Ser frente ao qual está; orienta sua alma àquele Mistério do qual espera o cumprimento dos seus desejos mais profundos e a ajuda para superar a indigência da própria vida. Neste olhar para o Outro, neste dirigir-se ao "Mais Além", está a essência da oração, como experiência de uma realidade que supera o sensível e o contingente.

No entanto, somente no Deus que se revela, a busca do homem encontra sua plena realização. A oração que é a abertura e elevação do coração a Deus, torna-se uma relação pessoal com Ele. E, ainda que o homem se esqueça do seu Criador, o Deus vivo e verdadeiro não deixa de convidar o homem ao misterioso encontro da oração. Como afirma o Catecismo: "Na oração, é sempre o amor do Deus fiel a dar o primeiro passo; o passo do homem é sempre uma resposta. À medida que Deus Se revela e revela o homem a si mesmo, a oração surge como um apelo recíproco, um drama de aliança. Através das palavras e dos atos, este drama compromete o coração e manifesta-se ao longo de toda a história da salvação" (n. 2567).

Queridos irmãos e irmãs, aprendamos a estar mais tempo diante de Deus, do Deus que se revelou em Jesus Cristo; aprendamos a reconhecer no silêncio, na intimidade de nós mesmos, sua voz que nos chama e nos reconduz à profundidade da nossa existência, à fonte da vida, ao manancial da salvação, para fazer-nos ir muito além dos limites da nossa vida e abrir-nos à medida de Deus, à relação com Ele, que é Infinito Amor.

Obrigado!

[No final da audiência, o Papa cumprimentou os peregrinos em vários idiomas. Em português, disse:]

Queridos irmãos e irmãs:

Dando continuidade à reflexão sobre a oração, iniciada na semana passada, lembro que o homem é um ser religioso por natureza. Ele sente necessidade de sair de si mesmo ao encontro d'Aquele que é capaz de plenificar a grandeza e a profundidade do seu desejo: o homem tem em si o desejo de Deus. E, o homem sabe que pode dirigir-se a Deus, sabe que Lhe pode rezar. São Tomás de Aquino define a oração como «expressão do desejo que o homem tem de Deus». Esta atração, que o próprio Deus colocou no homem, é a alma da oração que depois se reveste de muitas formas e modalidades. Na dinâmica desta relação com Deus que dá sentido à existência, a oração tem uma das típicas expressões no gesto de ajoelhar, declarando ter necessidade d'Ele. Assim, a oração, que é abertura e elevação do coração a Deus, se torna relação pessoal com Aquele que nunca se esquece do homem, tomando Deus a iniciativa de chamá-lo ao misterioso encontro da oração.

Amados peregrinos de língua portuguesa, sede bem-vindos! A todos saúdo com grande afeto e alegria, particularmente aos fiéis brasileiros vindos das paróquias em Goiânia e Teresópolis, e aos grupos da Família Franciscana e de Schoenstatt. Aprendei a reconhecer no vosso íntimo a voz de Deus que, na oração, chama à profundidade da vossa existência, à fonte da vida e da salvação. Que Ele vos abençoe a vós e as vossas famílias!

[Tradução: Aline Banchieri.© Libreria Editrice Vaticana]

Retirado de: Zenit

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Catequese de Bento XVI - "Escola de Oração"


Queridos irmãos e irmãs,


hoje, gostaria de iniciar uma nova série de Catequeses. Após as Catequeses sobre os Padres da Igreja, sobre os grandes teólogos da Idade Média, sobre as grandes mulheres, gostaria agora de escolher um tema que está muito presente no coração de todos nós: é o tema da oração, de modo específico daquela cristã, a oração, isto é, que Jesus nos ensinou e que continua a ensinar à Igreja. É em Jesus, de fato, que o homem torna-se capaz de aproximar-se de Deus com a profundidade e intimidade da relação de paternidade e de filiação. Unidos aos primeiros discípulos, com humilde confiança dirijamo-nos então ao mestre e Lhe peçamos: "Senhor, ensina-nos a rezar" (Lc 11,1).

Nas próximas Catequeses, escutando a Sagrada Escritura, a grande tradição dos padres da Igreja, dos Mestres de espiritualidade, da Liturgia, desejamos aprender a viver ainda mais intensamente a nossa relação com o Senhor, quase como que uma "Escola de oração". Sabemos bem, de fato, que a oração não é um dado adquirido: é preciso aprender a rezar, quase adquirindo sempre novamente esta arte; também aqueles que são muito avançados na vida espiritual sentem sempre a necessidade de inscrever-se na escola de Jesus para aprender a rezar com autenticidade. Recebemos a primeira lição do Senhor através do Seu exemplo. Os Evangelhos descrevem-nos Jesus em diálogo íntimo e constante com o Pai: é uma comunhão profunda daquele que veio ao mundo não para fazer a sua vontade, mas aquela do Pai, que o enviou para a salvação do homem.

Nesta primeira Catequese, como introdução, gostaria de propor alguns exemplos de oração presentes nas antigas culturas, para fazer notar como, praticamente sempre e por toda a parte, somos voltados a Deus.

Começo com o antigo Egito, como exemplo. Aqui um homem cego, pedindo à divindade para restituir-lhe a vista, atesta algo de universalmente humano, qual seja a pura e simples oração de súplica da parte de quem se encontra em sofrimento, quando reza: "O meu coração deseja ver-te... Tu, que me tendes feito ver as trevas, cria a luz para mim. Que eu te veja! Inclina sobre mim o teu rosto amado" (A. Barucq – F. Daumas, Hymnes et prières de l’Egypte ancienne, Paris 1980, trad. it. in Preghiere dell’umanità, Brescia 1993, p. 30). Que eu te veja. Aqui está o núcleo da oração!

Entre as religiões da Mesopotâmia dominava um sentimento de culpa misterioso e paralisante, não privado, contudo, da esperança de resgate e libertação da parte de Deus. Podemos assim apreciar esta súplica da parte de um crente daqueles antigos cultos, que soa assim: "Ó Deus, que és indulgente também na culpa mais grave, absolve o meu pecado... Olha, Senhor, ao teu servo exausto, e sopra a tua brisa sobre ele: sem demora, perdoai-lhe. Alivia a tua punição severa. Solto das amarras, faz com que eu volte a respirar; quebra a minha corrente, desata-me dos laços" (M.-J. Seux, Hymnes et prières aux Dieux de Babylone et d’Assyrie, Paris 1976, trad. it. in Preghiere dell’umanità, op. cit., p. 37). São expressões que demonstram como o homem, na sua busca por Deus, já intuía, ainda que confusamente, por um lado a sua culpa, e por outro os aspectos da misericórdia e da bondade divina.

No interior da religião pagã da Grécia antiga, assiste-se a uma evolução muito significativa: as orações, ainda que continuando a invocar o auxílio divino para obter o favor celeste em todas as circunstâncias da vida cotidiana e para conseguir alguns benefícios materiais, orientam-se progressivamente na direção de solicitações mais desinteressadas, que consentem ao homem crente aprofundar o seu relacionamento com Deus e tornar-se melhor. Por exemplo, o grande filósofo Platão reporta uma oração do seu mestre, Sócrates, tido justamente como um dos fundadores do pensamento ocidental. Assim rezava Sócrates: "Fazei com que eu seja belo por dentro. Que eu considere rico quem é sábio e que de dinheiro possua somente o quanto possa levar e conduzir à sabedoria. Não peço nada mais" (Opere I. Fedro 279c, trad. it. P. Pucci, Bari 1966). Desajaria ser, sobretudo, belo por dentro e sábio, e não rico de dinheiro.

Naquelas excelsas obras-primas da literatura de todos os tempos que são as tragédias gregas, após vinte e cinco séculos, lidas, meditadas e representadas, estão contidas orações que expressam o desejo de conhecer a Deus e de adorar a sua majestade. Uma dessas recita assim: "Sustento da terra, que sobre a terra tendes tua Sede, seja quem tu fores, difícil de se compreender, Zeus, seja tu lei da natureza ou pensamento dos mortais, a ti me dirijo: já que tu, procedendo por caminhos silenciosos, julgas os acontecimentos humanos segundo a justiça" (Euripide, Troiane, 884-886, trad. it. G. Mancini, in Preghiere dell’umanità, op. cit., p. 54). Deus permanece um pouco nebuloso e, todavia, o homem conhece esse Deus desconhecido e reza àquele que guia os caminhos da terra.

Também entre os Romanos, que constituíram aquele grande Império em que nasceu e se difundiu em grande parte o Cristianismo das origens, a oração, ainda que associada a uma concepção utilitarista e fundamentalmente ligada ao pedido da proteção divina sobre a vida da comunidade civil, abre-se por vezes a invocações admiráveis pelo fervor da piedade pessoal, que se transforma em louvor e agradecimento. Disso é testemunha um autor da África romana do século II depois de Cristo, Apuleio. Nos seus escritos, ele manifesta a insatisfação dos contemporâneos em relação às religiões tradicionais e o desejo de uma relação mais autêntica com Deus. Na sua obra-prima, intitulada Le metamorfosi, um crente dirige-se a uma divindade feminina com estas palavras: 'Tu sim és santa, tu és em todo o tempo salvadora da espécie humana, tu, na tua generosidade, provê sempre auxílio aos mortais, tu ofereces aos miseráveis em trabalho o doce afeto que pode ter uma mãe. Nem o dia, nem a noite, nem momento algum, por breve que seja, passa sem que tu o preenchas com os teus benefícios" (Apuleio di Madaura, Metamorfosi IX, 25, trad. it. C. Annaratone, in Preghiere dell’umanità, op. cit., p. 79).

No mesmo período, o imperador Marco Aurelio – que era também filósofo pensador sobre a condição humana – afirma a necessidade de rezar para estabelecer uma cooperação frutuosa entre a ação divina e a ação humana. Escreve no seu Ricordi: "Quem te disse que os deuses não nos ajudam também naquilo que depende de nós? Começa portanto a rezar a eles, e verás" (Dictionnaire de Spiritualitè XII/2, col. 2213). Esse conselho do imperador filósofo foi efetivamente colocado em prática por inumeráveis gerações de homens antes de Cristo, demonstrando assim que a vida humana sem a oração, que abre a nossa existência ao mistério de Deus, fica privada de sentido e referência. Em cada oração, de fato, expressa-se sempre a verdade da criatura humana, que, por um lado experimenta a debilidade e indigência, e por isso pede o auxílio dos Céus, e por outro é dotada de uma extraordinária dignidade, porque, preparando-se para acolher a Revelação divina, descobre-se capaz de entrar em comunhão com Deus.

Queridos amigos, nesses exemplos de orações de diversas épocas e civilizações, emerge a consciência que o ser humano tem de sua condição de criatura e da sua dependência de um Outro a ele superior e fonte de todo o bem. O homem de todos os tempos reza porque não pode prescindir de perguntar-se sobre qual seja o sentido da sua existência, que permanece obscuro e desconfortante se não é colocado em relações com o mistério de Deus e do seu projeto sobre o mundo. A vida humana é uma mistura de bem e mal, de sofrimento imerecido e de alegria e beleza, que espontânea e irresistivelmente nos impelem a pedir a Deus aquela luz e aquela força interior que nos socorrem sobre a terra e abrem uma esperança que vai para além dos confins da morte. As religiões pagãs são uma invocação que da terra espera uma palavra do Céu. Um dos últimos grandes filósofos pagãos, que viveu já em plena época cristã, Proclo de Constantinopola, dá voz a essa expectativa, dizendo: "Incognoscível, ninguém te contém. Tudo aquilo que pensamos te pertence. São de ti os nossos males e os nossos bens, de ti depende toda a nossa vontade, ó inefável, que as nossas almas sentem presente, a ti elevando um hino de silêncio" (Hymni, ed. E. Vogt, Wiesbaden 1957, in Preghiere dell’umanità, op. cit., p. 61).

Nos exemplos de oração das várias culturas, que consideramos, podemos ver um testemunho da dimensão religiosa e do desejo de Deus inscrito no coração de cada homem, que recebem cumprimento e plena expressão no Antigo e no Novo Testamento. A Revelação, de fato, purifica e leva à sua plenitude o desejo ardente originário do homem por Deus, oferecendo-lhe, na oração, a possibilidade de uma relação mais profunda com o Pai celeste.

No início deste nosso caminho na "Escola da oração", desejamos então pedir ao Senhor que ilumine a nossa mente e o nosso coração, para que o relacionamento com Ele na oração seja sempre mais intenso, afetuoso e constante. Mais uma vez dizemo-Lhe: “Senhor, ensina-nos a rezar" (Lc 11,1).

domingo, 24 de abril de 2011

Regina Coeli


V.: Regina caeli, laetare! Alleluia!

R.: Quia quem meruisti portare! Alleluia!

V.: Resurrexit, sicut dixit! Alleluia!

R.: Ora pro nobis Deum! Alleluia!

V.: Gaude et laetare, Virgo Maria! Alleluia!

R.: Quia surrexit Dominus vere! Alleluia!

V.: Oremus:

Deus, qui per resurrectionem Filii tui, Domini nostri Iesu Christi,
mundum laetificare dignatus es:
praesta, quaesumus; ut per eius Genetricem Virginem Mariam,
perpetuae capiamus gaudia vitae.
Per eundem Christum Dominum nostrum.

R.: Amen!

terça-feira, 15 de março de 2011

Bispos japoneses: “Nossa missão é manter viva a esperança”

Publicado em: Zenit

Pedem orações dos cristãos do mundo inteiro



Após o terrível terremoto e o tsunami que devastaram o Japão, todos, começando pela Igreja Católica, estão trabalhando para levar ajuda às vítimas da tragédia.


Neste contexto, os bispos japoneses querem estar em primeira linha, para "manter viva a chama da esperança", afirmou à Fides Dom Martin Tetsuo Hiraga, bispo de Sendai, a diocese mais afetada.

"A situação é muito difícil. Ainda não podemos compreender a magnitude do desastre - confessou. As notícias são fragmentárias. Minha diocese é muito grande e abrange quatro prefeituras civis, ao longo de 500 km de costa, no norte da ilha de Honshu, a maior do arquipélago japonês. O tsunami afetou mais de 300 km de costa."

"Nós ainda não sabemos quantas pessoas morreram, quantas estão desaparecidas, nem quantas estão desabrigadas. Não sabemos se entre estes há fiéis católicos", reconheceu o prelado.

Dada a incerteza, "ainda é difícil dizer o que pode ser feito ou como ajudar (...). As pessoas estão exaustas e desorientadas. O impacto material e emocional na sociedade tem sido muito forte".

"Estão chegando carros e voluntários provenientes de todo o Japão. É preciso união e boa vontade de todos", acrescentou.

"Nós, católicos da diocese de Sendai, somos pouco mais de dez mil, um pequeno rebanho. Mas continuamos rezando pelas vítimas e faremos o possível para levar alívio, para dar testemunho da mensagem do amor de Cristo, neste momento de sofrimento."

Os bispos japoneses se reunirão amanhã em Sendai, explicou Dom Hiraga, para decidir que estratégia adotar.

Devemos buscar conselho sobre como agir. Enquanto isso, confiamos em Deus e pedimos a oração de todos os cristãos no mundo."

"Nós recebemos a mensagem do Santo Padre e lhe agradecemos por suas palavras, que nos dão coragem e esperança. Hoje, esta é a nossa missão específica: ajudar o país a voltar a dirigir os olhos ao céu e manter viva a chama da esperança."

A diocese de Sendai tem oficialmente 10.944 batizados, representando 0,15% da população (mais de 7,2 milhões) do território.

Tem 53 paróquias e 13 casas missionárias, servidas por 27 sacerdotes diocesanos e 19 sacerdotes religiosos, 5 religiosos leigos e 262 freiras.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Nossas Orações ao Santo Padre


Um incentivo para ser cumprido diariamente, é a oração pelo Santo Padre. Nosso Pastor universal necessita de nossas orações, pois é atacado por todos os lados por Satanás. Façamos a partir de hoje uma novena em honra ao Santo Padre o Papa Bento XVI que sofreu (sofre) tantos atentados morais, para que possa ser firme neste ministério Petrino, ministério que concede a sucessão do Apóstolo Pedro.

Depois de 1 Padre Nosso, 3 Ave Marias 1 Glória ao Pai, façamos a oração abaixo, e ofereçamos ao Papa. Que nos custa, retirar 5-10 minutos do nosso dia?Dia esse que tem 1440 minutos.

Pelo Santo Padre:

V/. Oremos pelo nosso Santo Padre, o Papa Bento XVI

R/. O Senhor o guarde, e o fortaleça, lhe dê a felicidade nesta terra, e não o abandone, a perversidade dos seus inimigos.

R/. Tu és Pedro!

V/. E sobre esta pedra edificarei a minha Igreja.

Oremos:

Ó Deus, que escolhestes Vosso servo BENTO XVI sucessor do apóstolo Pedro, como pastor de todo o rebanho, atendei às súplicas do vosso povo. Concedei ao que faz as vezes do Cristo na Terra confirmar na fé seus irmão, para que toda a Igreja se mantenha em comunhão com ele, no vínculo da unidade, do amor e da paz, até que em Vós, pastor das almas, cheguemos todos à Verdade e à Vida Eterna. Por Jesus Cristo, Vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Oferecimento quotidiano da Santa Missa



Ó meu Jesus, renovo a intenção de participar dos preciosos frutos de todas as Santas Missas que hoje forem celebradas no mundo inteiro.

Eu vo-las ofereço em união com o Vosso Sagrado Coração, pedindo-Vos que, por intermédio do Coração Imaculado de Maria, se reserve de cada Santo Sacrifício uma gota do Vosso precioso Sangue para apagar meus pecados e as penas merecidas.

Suplico-Vos também que, por meio destas Santas Missas, as almas do purgatório sejam aliviadas, os pecadores se convertam e os agonizantes alcancem a Vossa misericórdia, as crianças pagãs, em perigo de morte, recebam a graça do Santo Batismo e os jovens conservem intacto o lírio de sua pureza.

Ó meu Jesus, peço-Vos ainda que concedais a Vossa divina Luz e o conhecimento de Vossa Santa Vontade às almas juvenis, vacilantes na escolha de sua vocação e que, finalmente, jamais seja praticado o pecado mortal, dor tão cruciante para o Vosso Coração Sagrado. Assim seja, amém!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Oração para Santa Missa


Que felicidade, para mim, poder assistir neste momento a Santa Missa! Eu vos agradeço, ó Senhor , com toda a minha alma.

Ó Senhor, dai-me a graça de aproveitar tão grande graça. Ergue-te, minha alma, acorda-te, e põe-te de boa vontade. Expulsa de ti outros pensamentos, recolhe-te em ti mesma e ouve a voz de Deus que te chama.
De uma Missa, ouvida com mais devoção, pode depender tua salvação. Ó Maria Santíssima, São José, meu Anjo da Guarda, obtende-me a graça de assistir esta Missa com fé e devoção.
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