sexta-feira, 26 de julho de 2013

Palavras do Papa antes do Ângelus



Opus Dei -



Opus Dei - Percurso até o Palácio São JoaquimPALAVRAS DO PAPA ANTES DO ÂNGELUS

Caríssimos irmãos e amigos! Bom dia!

Dou graças à divina Providência por ter guiado meus passos até aqui, na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Agradeço de coração sincero a Dom Orani e também a vocês pelo acolhimento caloroso, com que manifestam seu carinho pelo Sucessor de Pedro. Desejaria que a minha passagem por esta cidade do Rio renovasse em todos o amor a Cristo e à Igreja, a alegria de estar unidos a Ele e de pertencer a Igreja e o compromisso de viver e testemunhar a fé.



Uma belíssima expressão da fé do povo é a "Hora da Ave Maria". É uma oração simples que se reza nos três momentos característicos da jornada que marcam o ritmo da nossa atividade quotidiana: de manhã, ao meio-dia e ao anoitecer. É, porém, uma oração importante; convido a todos a rezá-la com a Ave Maria. Lembra-nos de um acontecimento luminoso que transformou a história: a Encarnação, o Filho de Deus se fez homem em Jesus de Nazaré.

Hoje a Igreja celebra os pais da Virgem Maria, os avós de Jesus: São Joaquim e Sant'Ana. Na casa deles, veio ao mundo Maria, trazendo consigo aquele mistério extraordinário da Imaculada Conceição; na casa deles, cresceu, acompanhada pelo seu amor e pela sua fé; na casa deles, aprendeu a escutar o Senhor e seguir a sua vontade. São Joaquim e Sant'Ana fazem parte de uma longa corrente que transmitiu o amor a Deus, no calor da família, até Maria, que acolheu em seu seio o Filho de Deus e o ofereceu ao mundo, ofereceu-o a nós. Vemos aqui o valor precioso da família como lugar privilegiado para transmitir a fé!


Olhando para o ambiente familiar, queria destacar uma coisa: hoje, na festa de São Joaquim e Sant'Ana, no Brasil como em outros países, se celebra a festa dos avós. Como os avós são importantes na vida da família, para comunicar o patrimônio de humanidade e de fé que é essencial para qualquer sociedade! E como é importante o encontro e o diálogo entre as gerações, principalmente dentro da família. O Documento de Aparecida nos recorda: "Crianças e anciãos constroem o futuro dos povos; as crianças porque levarão por adiante a história, os anciãos porque transmitem a experiência e a sabedoria de suas vidas" (DAp 447). Esta relação, este diálogo entre as gerações é um tesouro que deve ser conservado e alimentado! Nesta Jornada Mundial da Juventude, os jovens querem saudar os avós. Eles saúdam os seus avós com muito carinho e lhes agradecem pelo testemunho de sabedoria que nos oferecem continuamente.

E agora, nesta praça, nas ruas adjacentes, nas casas que acompanham conosco este momento de oração, sintamo-nos como uma única grande família e nos dirijamos a Maria para que guarde as nossas famílias, faça delas lares de fé e de amor, onde se sinta a presença do seu Filho Jesus.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Serão canonizados João Paulo II e João XXIII e beatificados Alvaro del Portillo e Giuseppe Luzzati


Serão proclamados santos, provavelmente ainda este ano, os Beatos João Paulo II e João XXIII. O Papa Francisco aprovou hoje o Decreto sobre o reconhecimento de um segundo milagre que se realizou graças à intercessão do Papa Wojtyla e decidiu convocar um Consistório relativo à canonização do Papa Roncali, mesmo na ausência do segundo milagre. Também hoje, o Papa deu luz verde para a beatificação de Alvaro del Portillo, Prelado da Opus Dei, de Madre Speranza, fundadora da Congregação das Servas e dos Filhos do Amor Misericordioso, e de 42 mártires assassinados por ódio à fé durante a Guerra Civil Espanhola. Também foram reconhecidas as virtudes heróicas de Giuseppe Lazzati, leigo consagrado, político e intelectual italiano. 

quinta-feira, 28 de março de 2013

QUINTA-FEIRA SANTA - IN COENA DOMINI

HOMILIA DO SANTO PADRE JOÃO PAULO II
 NA SOLENE COMEMORAÇÃO DA
 CEIA DO SENHOR
12 de Abril de 2001
 
 

1. "In supremae nocte Cenae /recumbens cum fratribus...
Na noite da Última Ceia / Estando à mesa com os seus... / com as suas próprias mãos / Ele mesmo deu o alimento aos Doze".

É com estas palavras que o belo hino do "Pange lingua" apresenta a Última Ceia, em que Jesus nos deixou o admirável Sacramento do seu Corpo e do seu Sangue. As leituras há pouco proclamadas ilustram o seu sentido profundo. Elas formam como que um tríptico:  apresentam a instituição da Eucaristia, a sua prefiguração no Cordeiro pascal, a sua tradução existencial no amor e no serviço fraterno.
 
Foi o apóstolo Paulo, na primeira Carta aos Coríntios, a recordar-nos o que Jesus fez "na noite em que foi entregue". À narração do facto histórico, Paulo juntou o seu comentário:  " sempre que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor até que Ele venha". (1 Cor 11, 26). A mensagem do Apóstolo é clara:  a comunidade que celebra a Ceia do Senhor actualiza a Páscoa. A Eucaristia não é simples memória de um rito passado, mas a viva representação do gesto supremo do Salvador. A comunidade cristã não pode deixar de se sentir impelida a fazer profecia do mundo novo, inaugurado na Páscoa. Contemplando, esta tarde, o mistério de amor que a Última Ceia nos recorda, permaneçamos, também  nós,  em  comovida  e  silenciosa adoração.
 
2. "Verbum caro / panem verum verbo carne efficit... O Verbo encarnado / transforma com a sua palavra / o verdadeiro pão na sua carne...". É o prodígio que nós, secerdotes, tocamos em cada dia com as nossas mãos na santa Missa. A Igreja continua a repetir as palavras de Jesus, e sabe que está comprometida a fazê-lo até ao fim do mundo. Em virtude destas palavras realiza-se uma mudança admirável:  permanecem as espécias eucarísticas, mas o pão e o vinho tornam-se, segundo a feliz expressão do Concílio de Trento, "verdadeira, real e substancialmente" o Corpo e o Sangue do Senhor.
 
O pensamento sente-se confuso frente a tão sublime mistério. Muitas interrogações se apresentam ao coração do crente, que todavia encontra paz na palavra de Cristo:  "Et si sensus deficit / ad firmandum cor sincerum sola fides sufficit Se o sentido se perde / a fé basta por si só a um coração sincero". Sustentados por esta fé, por esta luz que ilumina os nossos passos mesmo na noite da dúvida e da dificuldade, nós podemos proclamar:  "Tantum ergo Sacramentum / veneremur cernui A um Sacramento assim tão grande / prostrados, adoremos".
 
3. A instituição da Eucaristia põe-nos em relação com o rito pascal da primeira Aliança, que nos é descrito na página do Êxodo, há pouco proclamada:  Fala-se do cordeiro "sem defeito, macho, e com um ano de idade" (12, 6), por cujo sacrifício o povo seria libertado do extermínio:  "O sangue servirá de sinal nas casas em que residis:  vendo o sangue, passarei adiante, e não sereis atingidos pelo flagelo destruidor" (12, 13).
 
O hino de S. Tomás comenta:  "Et anticum documentum / novo cedat ritui ceda agora a antiga Lei / ao Sacrifício novo". Justamente, por isso, os textos bíblicos da Liturgia desta tarde orientam o nosso olhar para o novo Cordeiro, que com o sangue livremente derramado sobre a Cruz estabeleceu uma nova e eterna Aliança. Eis a Eucaristia, presença sacramental da carne imolada e do sangue derramado do novo Cordeiro. Nela são oferecidos a toda a humanidade a salvação e o amor. Como não nos deixarmos fascinar por este Mistério? Façamos nossas as palavras de S. Tomás de Aquino:  "Praestet fides suplementum sensuum defectui Que a fé supra o defeito dos sentidos". Sim, a fé conduz-nos à contemplação e à adoração!
 
4. É neste ponto que o nosso olhar se dirige para o terceiro elemento do tríptico que forma a liturgia de hoje. Devemo-lo à narração do evangelista João, que nos apresenta a imagem perturbante do lavar dos pés. Com este gesto, Jesus recorda aos discípulos de todos os tempos que a Eucaristia pede que sejamos testemunhas no serviço do amor para com os irmãos. Ouvimos as palavras do Mestre divino:  "Ora, se Eu vos lavei os pés, sendo Senhor e Mestre, também vós deveis lavar os pés uns aos outros" (Jo 13, 14). É um novo estilo de vida que provém do gesto de Jesus:  "Dei-vos o exemplo, para que, como Eu vos fiz, façais vós também" (Jo 13, 15).
 
O lavar dos pés apresenta-se como um acto paradigmático, que na morte na cruz e na ressurreição de Cristo encontra a chave da sua leitura e a sua máxima explicitação. Neste acto de serviço humilde, a fé da Igreja vê o êxito natural de cada celebração eucarística. A autêntica participação na Missa não pode deixar de gerar o amor fraterno seja em cada crente, seja em toda a comunidade eclesial.
 
5. "Amou-os até ao fim" (Jo 13, 1). A Eucaristia constitui o sinal perene do amor de Deus, amor que sustenta o nosso caminho para a plena comunhão com o Pai, através do Filho, no Espírito. É um amor que ultrapassa o coração do homem. Parando esta tarde para adorar o Santíssimo Sacramento, e meditando o mistério da Última Ceia, sentimo-nos mergulhados no oceano de amor que que brota do coração de Deus. Façamos nosso, com espírito agradecido o hino de acção de graças do povo redimido: "Genitori Genitoque / laus et iubilatio... Ao Pai e ao Filho / louvor e júbilo / salvação, poder, bênção:  / Àquele que procede de ambos /seja dada igual glória e honra!" Amen!
 

quinta-feira, 14 de março de 2013

Sua Santidade o Papa Francisco visita a Basílica Papal de Santa Maria Maggiore

Hoje 14 de março, Sua Santidadade Francisco visitou a Basílica de Santa Maria Maior como havia dito em seu discurso de anunciação do Papado. Dentro da Basílica ele rezou a Nossa Senhora e também junto ao túmulo do Papa Pio V. Veja abaixo algumas fotos:
 

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Credo do Povo de Deus



SOLENE CONCELEBRAÇÃO
NA CONCLUSÃO DO «ANO DA FÉ»
NO CENTENÁRIO DO MARTÍRIO
DOS APÓSTOLOS PEDRO E PAULO
HOMILIA DO PAPA PAULO VI
Praça de São Pedro
Domingo, 30 de Junho de 1968


Veneráveis irmãos e diletos filhos:

1. Encerramos, com esta Liturgia solene, tanto a celebração do XIX centenário do martírio dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, como este ano que denominamos "Ano da Fé". Nós o dedicamos à comemoração dos Apóstolos, não só com a intenção de testemunhar nossa vontade inquebrantável de conservar sem corrupção o depósito da Fé (cf. 1Tm 6,20) que eles nos transmitiram, senão também para confirmar o nosso propósito de relacionar a mesma Fé com a vida dos tempos atuais, em que a Igreja deve peregrinar no mundo.

2. Sentimo-nos na obrigação de agradecer publicamente a todos os fiéis que responderam ao nosso convite, fazendo com que o "Ano da Fé" produzisse o máximo de frutos, quer por uma adesão mais profunda à Palavra de Deus, quer pela renovação da profissão de fé em muitas comunidades, quer pela confirmação da própria fé, com o testemunho de uma vida autenticamente cristã. Por isso, ao mesmo tempo que expressamos nosso reconhecimento, sobretudo a nossos Irmãos no Episcopado e a todos os filhos da Santa Igreja, queremos dar-lhes nossa Bênção Apostólica.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Testemunhos de judeus sobre a ação do Papa Pio XII durante a 2ª Grande Guerra

Alguns testemunhos de judeus sobre a ação do Papa Pio XII:

Albert Einstein, judeu:

 "A Igreja Católica foi a única a protestar contra os atentados de Hitler à liberdade. Até então eu não tinha interesse pela Igreja, mas hoje experimento grande admiração por ela¥ visto que somente a Igreja teve a coragem de se levantar em, favor da verdade espiritual e da liberdade moral".

As declarações dos líderes judeus:

1 - Albert Einstein:

“Quando aconteceu a revolução na Alemanha, olhei com confiança as universidades, pois sabia que sempre se orgulharam de sua devoção por causa da verdade. Mas as universidades foram amordaçadas. Então, confiei nos grandes editores dos diários que proclamavam seu amor pela liberdade. Mas, do mesmo modo que as universidades, também eles tiveram que se calar, sufocados em poucas semanas. Somente a Igreja permaneceu firme, em pé, para fechar o caminho às campanhas de Hitler que pretendiam suprimir a verdade. Antes eu nunca havia experimentado um interesse particular pela Igreja, mas agora sinto por ela um grande afeto e admiração, porque a Igreja foi a única que teve a valentia e a constância para defender a verdade intelectual e a liberdade moral.” [Albert Einstein, judeu alemão, Prêmio Nobel de Física, na Revista norte-americana TIME, em 23 de dezembro de 1940. Einstein teve que fugir da Alemanha nazista e foi acolhido nos EUA na universidade de Princeton]

2 – Isaac Herzog:

“O povo de Israel nunca se esquecerá o que Sua Santidade [Pio XII] e seus ilustres delegados, inspirados pelos princípios eternos da religião que formam os fundamentos mesmos da civilização verdadeira, estão fazendo por nossos desafortunados irmãos e irmãs nesta hora , a mais trágica de nossa história, que é a prova viva da divina Providência neste mundo.” [Isaac Herzog, Gran Rabino da Palestina, em 28 de fevereiro de 1944; “Actes et documents du Saint Siege relatifs a
la Seconde Guerre Mondiale”, X, p. 292.]

3 – Alexander Shafran:

“Não é fácil para nós encontrar as palavras adequadas para expressar o calor e consolo que experimentamos pela preocupação do Sumo Pontífice [Pio XII], que ofereceu uma grande soma para aliviar os sofrimentos dos judeus deportados; os judeus da Romênia nunca esqueceremos estes fatos de importância histórica.” [Alexander Shafran, Gran Rabino de Bucarest, em 7 de abril de 1944; “Actes et documents du Saint Siege relatifs a la Seconde Guerre Mondiale”, X, p. 291-292]

4 – Juez Joseph Proskauer:
“Temos ouvido em muitas partes que o Santo Padre [Pio XII] foi omisso na salvação dos refugiados na Itália, e sabemos de fontes que merecem confiança que este grande Papa estendeu suas mãos poderosas e acolhedoras para ajudar aos oprimidos na Hungria”. [Juez Joseph Proskauer, presidente do “American Jewish Committee”, na Marcha de Conscientização de 31 de julho de 1944
em Nova York]

5 – Giuseppe Nathan:

“Dirigimos uma reverente homenagem de reconhecimento ao Sumo Pontífice [Pio XII], aos religiosos e religiosas que puseram em prática as diretrizes do Santo Padre, somente viram nos perseguidos a irmãos, e com arrojo e abnegação atuaram de forma inteligente e eficaz para socorrer-nos, sem pensar nos gravíssimos perigos a que se expunham.”[Giuseppe Nathan, Comissário da União de Comunidades Israelitas Italianas, 07-09-1945]

6. A. Leo Kubowitzki:

“Ao Santo Padre [Pio XII], em nome da União das Comunidades Israelitas, o mais sentido agradecimento pela obra levada a cabo pela Igreja Católica em favor do povo judeu em toda a Europa durante a Guerra”. [ A.Leo Kubowitzki, Secretario Geral do “World Jewish Congress” (Congresso Judeu Mundial ), ao ser recebido pelo Papa em 21-09-1945]

7. William Rosenwald:

“Desejaria aproveitar esta oportunidade para render homenagem ao Papa Pio XII por seu esforço em favor das vítimas da Guerra e da opressão. Proveu ajuda aos judeus na Itália e interveio a favor dos refugiados para aliviar sua carga”. [William Rosenwald, presidente de “United Jewish Appeal for Refugees”, 17 de março de 1946, citado em 18 de março no “New York Times”.]

8 – Eugenio Zolli:

“Podem ser escritos volumes sobre as multiformes obras de socorro de Pio XII. As regras da severa clausura cairam, todas e cada uma das coisas estão a serviço da caridade. Escolas, oficinas administrativas, igrejas, conventos, todos têm seus hóspedes. Como uma sentinela diante da sagrada herança da dor humana, surge o Pastor Angélico, Pio XII. Ele viu o abismo de desgraça ao qual a humanidade se dirige. Ele mediu e prognosticou a imensidão da tragédia. Ele fez de si mesmo o arauto da voz da justiça e o defensor da verdadeira paz”. [Eugenio Zolli, em seu livro “Before the Dawn” (Antes da Aurora), 1954; seu nome original era Israel Zoller, Gran Rabino de Roma; durante a Segunda Guerra Mundial; convertido ao cristianismo em 1945, foi batizado como "Eugenio" em honra de Eugenio Pacelli, Pío XII]

9 – Golda Meir:

“Choramos a um grande servidor da paz que levantou sua voz pelas vítimas quando o terrível martírio se abateu sobre nosso povo”. [Golda Meier, ministra do Exterior de Israel, outubro de 1958, ao morrer Pío XII]

10 – Pinchas E. Lapide:
“Em um tempo em que a força armada dominava de forma indiscriminada e o sentido moral havia caído ao nível mais baixo, Pio XII não dispunha de força alguma semelhante e pôde apelar somente à moral; se viu obrigado a contrastar a violência do mal com as mãos desnudas. Poderia ter elevado vibrantes protestos, que pareceriam inclusive insensatos, ou melhor proceder passo a passo, em silêncio. Palavras gritadas ou atos silenciosos. Pio XII escolheu os atos silenciosos e tratou de salvar o que poderia ser salvo.”[Pinchas E. Lapide, historiador hebreu e consul de Israel em Milão, em sua obra "Three Popes and Jews" (Três Papas e os Judeus), Londres 1967; ele calcula que Pío XII e a Igreja salvaram com suas intervenções 850.000 vidas].

11 – Sir Martin Gilbert:

 “O mesmo Papa foi denunciado por Joseph Goebbels - ministro de Propagando do governo nazista – por haver tomado a defesa dos judeus na mensagem de Natal de 1942, onde criticou o racismo. Desempenhou também um papel, que descrevo com alguns detalhes, no resgate das três quartas partes dos judeus de Roma”.[Sir Martin Gilbert, historiador judeu inglês, especialista no Holocausto e a Segunda Guerra Mundial, em uma entrevista em 02-02-2003 no programa "In Depth", do canal de televisão C-Span].

12 – Paolo Mieri:

 “O linchamento contra Pio XII? Um absurdo. Venho de uma família de origem judia e tenho parentes que morreram nos campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Esse Papa [Pio XII] e a Igreja que tanto dependia dele, fizeram muitíssimo pelos judeus. Seis milhões de judeus assassinados pelos nazistas e quase um milhão de judeus salvos graças à estrutura da Igreja e deste Pontífice. Se recrimina a Pio XII por não ter dado um grito diante das deportações do gueto de Roma, mas outros historiadores têm observado que nunca viram os antifacistas correndo à estação para tratar de deter o trem dos deportados. Um dos motivos por que este importante Papa foi crucificado se deve ao fato de que tomou parte contra o universo comunista de maneira dura, forte e decidida.”[Paolo Mieri, periodista judeu italiano, ex-diretor do “Corriere della Será”, apresentando o livro “Pio XII; Il Papa degli ebrei” (Pio XII; O Papa dos hebreus), de Andrea Tornielli, a 6 de junho de 2001. ]

13 – David G. Dalin:

“Pio XII não foi o Papa de Hitler, mas o defensor maior que já tiveram os judeus, e precisamente no momento em que o necessitávamos. O Papa Pacelli foi um justo entre as nações a quem há de reconhecer haver protegido e salvado a centenas de milhares de judeus. É difícil imaginar que tantos líderes mundiais do judaísmo, em continentes tão diferentes, tenham se equivocado ou confundido a hora de louvar a conduta do Papa durante a Guerra. Sua gratidão a Pio XII permaneceu durante muito tempo, e era genuína e profunda. [David G. Dalin, rabino de Nova York e historiador, 22 de agosto de 2004, entrevistado em Rímini, Itália]



http://cleofas.com.br/historiador-judeu-revela-de-maneira-pessoal-e-encoberta-pio-xii-salvou-milhares-de-judeus/

http://cleofas.com.br/museu-de-israel-isenta-papa-pio-xii-de-culpa/

http://www.pr.gonet.biz/kb_read.php?num=1347

http://www.apostoladoscr.com.br/2011/06/13-declaracoes-de-lideres-judeus-em.html

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

A nova "Fiaccolata".



***

Na noite de 11 de Outubro de 1962, no fim dos trabalhos do 1º dia de Concílio, a praça de S. Pedro estava repleta de gente. O Povo chamava para que o Papa aparecesse na varanda do Vaticano. João XXIII, o Papa Bom, condescendeu e partilhou com os fiéis a satisfação por ter chegado a ultrapassar o primeiro passo da realização deste Concílio: a sua abertura.

Foi um discurso poético, doce, simples e, no entanto, continha elementos inovadores.

O Bom Papa João XXIII fez um aceno à lua! Um dos mais célebres discursos do Papa João XXIII, talvez uma das alocuções em absoluto mais célebres da história da Igreja, é aquele que agora é conhecido como o «Discurso da Lua».



terça-feira, 21 de agosto de 2012

São Pio X P.P, Rogai por nós!


Nascido como Giuseppe Melchiorre Sarto, São Pio X ficou conhecido como “Papa da Eucaristia”.

Segundo filho de uma família do campo em Treviso, foi ordenado padre em 1858, estudou direito canônico e obras de São Tomas de Aquino. Em 1884 foi sagrado bispo para a diocese de Mântua e em 1896 assumiu o patriarcado de  Veneza, chegando automaticamente ao cardinalato (Cf. diretos patriarcais) Giuseppe foi eleito Papa e 4 de agosto de 1903.
Com o lema: “Instaurare omnia in Christo” (Renovar todas as coisas em Cristo) foi um grande defensor da doutrina Católica, governou a Igreja em tempos de dificuldades, mas a governou com firmeza. Pio X introduziu grandes reformas na liturgia e codificou a Doutrina da Igreja Católica, sempre num sentido tradicional e facilitou a participação popular na Eucaristia. Foi um Papa pastoral, encorajando estilos de vida que refletissem os valores cristãos. Permitiu a prática da comunhão eucarística frequente e fomentou o acesso das crianças à Eucaristia quando da chegada à chamada idade da razão. Promoveu ainda o estudo do canto gregoriano e do catecismo(Conhecido pelos nomes: 3º Catecismo da Cristandade ou Catecismo Maior de São Pio X). No Brasil foi o fundador da Diocese de Taubaté, no Estado de São Paulo.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

10 motivos para amar o Papa


1-Cristo assim desejou;

“E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; [...] Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.” (Mateus 16, 18-19). Muito além do poder de governo, Cristo deu a Pedro e a seus sucessores a missão de cuidar de cada um de nós até a Sua vinda gloriosa. Quando chamamos o papa de Vigário de Cristo, queremos dizer que ele faz as vezes de Cristo. Isto é, ele é o representante que Jesus quis deixar na terra para apascentar as Suas ovelhas. (João 21, 17).

2-Ele me faz conhecer melhor as Escrituras;

Esteja falando para os universitários, para os jovens, para os cientistas, para os artistas ou para os músicos, o papa sempre cita algo das Sagradas Escrituras. É como se ele fosse um dedicado “propagandista” da Palavra de Deus na terra. Se você pega seus discursos vai se deparar com uma fonte de sabedoria incrível. Devemos sempre nos lembrar que quem fala, ademais de ser papa, é um dos maiores teólogos vivos do século XX. Bento XVI não é um “zé” que mal “aceitou Jesus” e já se intitula Apóstolo (com A maiúsculo). Pelo contrário, ele teve anos e anos de estudo árduo para falar com propriedade deixando claro que é apenas um “humilde servo na vinha do Senhor”(Primeiro pronunciamento como papa, Abril de 2005). Tudo isso para nos dar o melhor da Palavra de Deus.

3-Sou sua família;

A Igreja Católica é uma grande família. Como toda família temos desentendimentos e conflitos de gênios rotineiramente. Ainda assim sabemos que podemos contar uns com os outros sempre que precisarmos. Uma das grandes necessidades das famílias de hoje é a oração mútua, ou seja, irmão rezando por irmão, pai rezando pelo filho e assim vai. Do mesmo modo eu tenho a obrigação de me preocupar com o papa e rezar por ele todos os dias da minha vida. Afinal, nossa relação espiritualmente estabelecida vai muito além de uma empatia por um conhecido público, é uma relação filial.

4-Ele é um modelo a seguir;

Uma das coisas distintivas do pontificado de Bento XVI é a audácia com que ele trata de temas caros à fé católica. Camisinha, aborto, radicalismo, homossexualidade, enfim, ele fala de tudo quando lhe dão a oportunidade de falar, sem medo. Como professor de longa data ele poderia ter absorvido certo respeito humano que a ética professor-aluno pudesse exigir, mas não. O papa Bento XVI deixou claro que “não anunciamos teorias nem opiniões privadas, mas a fé da Igreja da qual somos servidores”. Quer maior exemplo de fidelidade a Cristo?

5-Temos amigos e inimigos comuns;

Os santos, os anjos, a Virgem e o maior de todos, o próprio Deus são todos amigos do papa e da mesma forma de todos os católicos. Por outro lado o pecado é o nosso maior inimigo comum. O papa está aí justamente para nos ajudar a combater esse grande inimigo que nos ronda. Para tanto ele dá o mapa para encontrar as melhores armas de combate (a missa, os sacramentos, a oração…). Se ouvirmos a voz do papa, certamente estaremos nos munindo do que há de melhor e mais moderno no quesito belico-espiritual. Ele é o Highlander da fé.

6-Ele pensa em mim todos os dias;

Todos os dias o papa acorda, escova os dentes, toma banho e se veste para celebrar a missa em sua capela privada. Nessa missa ele reza por todas as pessoas do mundo inteiro. Para Deus nada é grande demais ou complexo demais, de modo que quando o papa reza pelo mundo ele está rezando especialmente por mim, ou seja, pelas minhas necessidades, meus problemas, meus sonhos. E sua prece não poderia ser mais adequada: “Senhor, que o Vinícius (coloque seu nome aqui) te ame e te conheça”. Ele pede assim pela minha felicidade.

7-Ele não está alheio aos dramas do mundo;

Muita gente acha que o papa vive murado no Palácio Apostólico sem contato com o mundo, só rezando, rezando, rezando. Ora, basta pesquisar no Google e você vai perceber que além de “tuitar”, o papa assiste aos noticiários diariamente. Muitos dizem que a rede diplomática do Vaticano é a mais eficiente do mundo. Não é de se estranhar que ele mandou mensagem de condolência até mesmo para os cariocas que sofreram com as enchentes no ano passado. Se há algum governante que se preocupa verdadeiramente com os necessitados ele se chama Bento XVI. E quanto a isso eu coloco a minha mão no fogo.

8-Ele ama os jovens;

Muitos achavam que as Jornadas Mundiais da Juventude minguariam após a morte de João Paulo II. “Para a nossa alegria” isso não aconteceu porque o papa acreditou desde o início na capacidade da juventude. Para tanto foi até o jovem, seja nas Jornadas Mundiais, seja nas novas mídias (Twitter, Facebook, Blogs, Youcat). No ano passado eu tive a graça de presenciar uma multidão (mais de 2 milhões de jovens) numa Espanha triste e secularizada. Sem medo esses jovens responderam, para todo mundo ouvir, pelas ruas de Madri: “Esta es la juventud del papa!”.

9-Ele também erra;

Muitos acham que o adjetivo santo de “Santo Padre” faz do papa alguém imaculado. Muito pelo contrário, a história já mostrou que tivemos papas corruptos, loucos, gananciosos, luxuriosos, enfim, verdadeiros demônios disfarçados de Pedro. Ainda assim nenhum deles, apesar do poder que o Messias lhes confiou, foi capaz de mudar uma vírgula sequer de tudo o que Cristo nos legou. Sabemos que o papa também cai muitas vezes e isso nos dá ânimo por saber que apesar disso é possível e desejável que sempre nos levantemos sempre.

10-Ele soube conciliar fé e razão

Recentemente eu li um livro fantástico que se trata de um debate entre o então cardeal Ratzinger e o filósofo Paolo Flores d’Arcais. Dentre as muitas coisas interessantes que ele nos diz eu posso destacar o ponto em que ele questiona certas teorias pseudo-intelectuais sobre o surgimento do mundo:

“Trata-se de a razão ou do irracional estarem ou não no princípio de todas as coisas e em seu fundamento. Trata-se de saber se o real surgiu do acaso e da necessidade, ou seja, do irracional; se, portanto, a razão é um subproduto casual do irracional e carece também de importância no oceano do irracional, ou se continua sendo certa a ideia que constitui a convicção fundamental da fé cristã e sua filosofia: in principio erat verbum, no princípio de todas as coisas está a força criadora da razão. (p. 20). Não precisa dizer mais nada, né?


Visto em: http://tridentina.blog.com/2012/04/30/10-motivos-para-amar-o-papa/

segunda-feira, 9 de abril de 2012

A Segunda-feira do Anjo

Caríssimos Irmãos e Irmãs!
1. Hoje é a Segunda-Feira de Páscoa, tradicionalmente chamada a Segunda- Feira do Anjo porque, no evento extraordinário da Ressurreição, os anjos aparecem, ao lado das mulheres e dos Apóstolos, como protagonistas significativos. É precisamente um anjo que, do sepulcro vazio, dirige a primeira mensagem às mulheres que ali chegam para completar a inumação do corpo de Jesus. Ele diz-lhes: « Não vos assusteis! ». E acrescenta: «Buscais a Jesus de Nazaré, o Crucificado Ressuscitou, não está aqui» (Mc. 16, 6).
Os anjos, além de na Ressurreição, estão presentes com discrição em todos os momentos mais importantes da vida de Jesus. Anunciam o Seu nascimento (cf. Mt. 1, 20; Lc. 1, 26; 2, 9), guiam a Sua fuga para o Egipto e o retorno à Pátria (cf. Mt. 2, 13.19), servem-Lhe de conforto no final das tentações no deserto (cf. Mt. 4, 11) e na hora da paixão (cf. Lc. 22, 43); no fim dos tempos, estarão ao lado do Redentor no momento do Juízo sobre a história e o mundo (cf. Mt. 13, 41).
2. Os anjos, portanto, estão ao serviço dos planos de Deus nos momentos fundamentais da história da salvação. Como enviados de Deus, funcionam como mensageiros da Sua vontade redentora.
A presença dos anjos é vista pela Escritura e pela incessante fé eclesial como sinal de uma intervenção especial da Providência e como anúncio de realidades novas, que trazem consigo redenção e salvação.
A festa de hoje prolonga, então, a intensa alegria da Páscoa. A Liturgia repete: «Este é o dia feito pelo Senhor: alegremo-nos e exultemos!». O anúncio pascal, que o mensageiro divino dirigiu às mulheres, é repetido a cada um de nós pelo nosso anjo da guarda: «Não temas! Abre o coração a Cristo ressuscitado».
3. Pondo ao nosso lado o Seu anjo, o Senhor quer acompanhar cada momento da nossa existência com o Seu amor e com a Sua protecção, para que possamos combater a boa batalha da fé (cf. 1 Tm. 6, 12) e testemunhar, sem temor nem hesitação, a nossa adesão a Ele, morto e ressuscitado para a nossa redenção.
Invoquemos a Rainha dos anjos e dos santos para que, sustentados pelo nosso anjo da guarda, saibamos ser cada dia autênticas testemunhas da Páscoa do Senhor.

João Paulo II

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Carta autógrafa de João Paulo II a Dom Licínio Rangel e aos membros (da então) União Sacerdotal S.João Maria Vianney



JOÃO PAULO II

CARTA AUTÓGRAFA PONTIFÍCIA
AO BISPO LICÍNIO RANGEL E AOS MEMBROS
DA UNIÃO "SÃO JOÃO MARIA VIANNEY"


Ao Venerável Irmão
LICÍNIO RANGEL
e aos queridos Filhos da União São João Maria Vianney
de Campos (Brasil)

A unidade da Igreja é um dom, que vem-nos do Senhor, Pastor e Cabeça do Corpo Místico, mas que, ao mesmo tempo, exige a resposta efetiva de cada um dos seus membros, acolhendo a premente oração do Redentor: "Ut omnes unum sint, sicut tu, Pater, in me et ego in te, ut et ipsi in nobís unum sint: ut mundus credat quia tu me misisti"(Jo 17,21).

Foi com a maior alegria que recebemos a tua Carta de 15 de agosto último, com a qual a inteira União renovou a própria profissão de fé católica, declarando plena comunhão com a Cátedra de Pedro, reconhecendo "o seu Primado e governo sobre a Igreja universal, pastores e fiéis", e afirmando, igualmente: "por nada deste mundo, queremos nos dissociar da Pedra sobre a qual Jesus Cristo fundou a sua Igreja".

Tomamos nota, com vivo regozijo pastoral, do vosso propósito de colaborar com a Sé de Pedro na propagação da Fé e da Doutrina Católica, no zelo pela honra da Santa Igreja - que se ergue como «Signum in nationes» (Is 11,12) - e no combate aos que tentam destruir a Barca de Pedro, inutilmente porque «as portas do inferno não prevalecerão contra Ela». (Mt 16,18).

Damos graças ao Senhor, Uno e Trino, por tão boas disposições!

Em vista destas considerações e para a maior glória de Deus, o bem da Santa Igreja e aquela lei suprema que é a salus animarum (cf. cân. 1752 CIC), acolhendo com afeto o vosso pedido de ser recebidos na plena comunhão da Igreja Católica, reconhecemos canonicamente a vossa pertença a ela.

Ao mesmo tempo, te comunicamos, Venerável Irmão, que se encontra em fase de preparação o documento legislativo que estabelecerá a forma jurídica de reconhecimento da vossa realidade eclesial, para assegurar o respeito de vossas características peculiares.

Neste documento, a União será erigida canonicamente como Administração Apostólica, de caráter pessoal, diretamente dependente desta Sé Apostólica e com território na diocese de Campos. Tratar-se-á de uma jurisdição cumulativa com a do Ordinário do lugar. O seu governo te será confiado, Venerável Irmão, e será assegurada a tua sucessão.

Será confirmada à Administração Apostólica a faculdade de celebrar a Eucaristia e a Liturgia das Horas conforme o Rito Romano e a disciplina litúrgica codificados pelo nosso predecessor São Pio V, com as adaptações introduzidas pelos seus sucessores até o Beato João XXIII.

É, portanto, com profunda alegria que, para tornar efetiva a plena comunhão, declaramos a remissão da censura estabelecida pelo cân. 1382 CIC naquilo que te concerne, Venerável Irmão, como também a remissão de todas as censuras e a dispensa de todas as irregularidades em que tiverem incorrido outros membros da União.

Não Nos passou despercebida a significativa data na qual foi assinada a tua Carta, ou seja a solenidade da Assunção da Virgem Santa Maria. É a Ela, Santa Mãe de Deus e da Igreja, que confio este ato, com o auspício, que se faz preces, de uma sempre mais harmônica convivência entre o clero e os fiéis dessa União e da querida diocese de Campos, para um renovado vigor autenticamente missionário da Santa Igreja.

A todos os membros da União São João Maria Vianney, de coração, concedemos uma especial Bênção Apostólica.

Vaticano, 25 de dezembro, Solenidade do Natal do Senhor, do ano 2001, vigésimo quarto do Nosso Pontificado.

JOÃO PAULO PP. II

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA


"A família tem a sua origem naquele mesmo amor com que o Criador abraça o mundo criado, como se afirma já «ao princípio», no livro do Génesis (1, 1). Uma suprema confirmação disso mesmo, no-la oferece Jesus no Evangelho: «Deus amou de tal modo o mundo que lhe deu o seu Filho unigénito» (Jo 3, 16). O Filho unigénito, consubstancial ao Pai, «Deus de Deus, Luz da Luz», entrou na história dos homens através da família: «Pela sua encarnação, Ele, o Filho de Deus, uniu-Se de certo modo a cada homem. Trabalhou com mãos humanas, (...) amou com um coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-Se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, excepto no pecado» (3). Se é certo que Cristo «revela plenamente o homem a si mesmo» (4), fá-lo a começar da família onde Ele escolheu nascer e crescer. Sabe-se que o Redentor passou grande parte da sua vida no recanto escondido de Nazaré, «submisso» (Lc 2, 51) como «filho do homem» a Maria, sua Mãe, e a José, o carpinteiro. Esta sua «obediência» filial não é já a primeira manifestação daquela obediência ao Pai «até à morte» (Fil 2, 8), por meio da qual redimiu o mundo?

O mistério divino da Encarnação do Verbo está, pois, em estreita relação com a família humana. Não apenas com uma — a de Nazaré —, mas de certo forma com cada família, analogamente a quanto afirma o Concílio Vaticano II do Filho de Deus que, na encarnação, «Se uniu de certo modo com cada homem» (5). Seguindo a Cristo que «veio» ao mundo «para servir» (Mt 20, 28), a Igreja considera o serviço à família uma das suas obrigações essenciais. Neste sentido, tanto o homem como a família constituem «a via da Igreja»."

Beato João Paulo II
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