quinta-feira, 16 de maio de 2013

Ter o Papa Francisco como confessor "é experimentar o abraço de Deus"



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ROMA, 16 Mai. 13 / 11:13 am (ACI/EWTN Noticias).- O Padre Guillermo Ortiz é o responsável pelos programas em espanhol da Rádio Vaticano, nasceu em Córdoba, Argentina, e foi filho espiritual do Papa Francisco por muitos anos. Recebeu o Sacramento da Penitência das mãos do Pontífice em várias ocasiões, e assegura que confessar-se com ele "é experimentar a misericórdia de Deus".

Em uma entrevista concedida em Roma ao Grupo ACI, o Pe. Ortiz disse que confessar-se com o Papa "é experimentar a misericórdia de Deus, o abraço de Deus, o perdão que realmente nos ajuda a estar mais perto de Deus".

O Pe. Ortiz conhece o papa Francisco desde 1977. Nesse então, o sacerdote Jorge María Bergoglio, era o superior provincial da Companhia de Jesus na Argentina. Ele foi quem deu ao Pe. Ortiz a permissão para formar parte dos jesuítas.

Em 1978 o Padre Bergoglio passou a ser o Reitor do Colégio Máximo dos jesuítas, converteu-se em seu formador, e mais tarde se converteu no pároco da igreja onde o Pe. Ortiz se formou como sacerdote e viveu o noviciado.

"Essa foi outra graça de Deus muito grande… tê-lo, então, como formador e como diretor espiritual, como confessor várias vezes, como pároco foi uma experiência muito linda", assegurou.

O Pe. Ortiz conta que quando o Cardeal Bergoglio foi eleito como Pontífice no dia 13 de abril deste ano, quase não podia acreditar: "Eu tinha que fazer a crônica do momento, estava na Praça de São Pedro, vi a fumaça branca sair pela chaminé do Vaticano e corri ao estudio. Quando vi aparecer ao Cardeal Bergoglio me bloqueei, não podia mais pensar… e até o dia de hoje me emociona, porque é uma pessoa que faz me sentir Jesus, que transparece Jesus, e que necessitamos como Papa neste momento", assinalou.

"Tinha falado com ele no sábado anterior porque queria cumprimentá-lo e fiquei muito impressionado, com a sua palavra, com o seu humor, sua serenidade, sua perseverança no ânimo… Eu não pensava que ele fosse ser eleito porque se falava de alguém mais jovem, mas de qualquer maneira sempre foi o candidato do meu coração".

O sacerdote jesuíta explica que para a Rádio Vaticano, mais conhecida como "a rádio do Papa", "é muito curioso e especial ter um Papa jesuíta".

Desde ano 1931, a Companhia de Jesus dirigiu a rádio, e agora "o Papa é jesuíta", assim "é mais fácil compreender o que faz e o que diz, porque nós já sabemos que está impregnado da cristandade da Companhia de Jesus. É muito lindo, porque ao final, de algum jeito, o trabalho que fazemos fica emfamília", concluiu.

Até o momento o Pe. Ortiz manteve vários encontros com o Papa depois de sua eleição, a primeira ocasião foi durante o encontro que o pontífice quis ter com milhares de jornalistas que foram a Roma para cobrir o Conclave.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Confirmações na Forma Extraordinária em Toulouse

Confirmações em Toulouse para o Instituto de Cristo Rei e Sumo Sacerdote, por S. Excelência Reverendíssima Dom Le Gall, arcebispo de Toulouse, França.




 
 

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A Presença Real de Cristo na Eucaristia


“A Eucaristia é um Sacramento que, pela admirável conversão de toda a substância do pão no Corpo de Jesus Cristo, e de toda a substância do vinho no seu precioso Sangue, contém verdadeira, real e substancialmente o Corpo, Sangue, Alma e Divindade do mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor, debaixo das espécies de pão e de vinho, para ser nosso alimento espiritual”. (Catecismo de São Pio X)

ARTIGO 2 – A transubstanciação eucarística

Pondo-se de manifesto a presença real de Cristo na Eucaristia, vejamos agora o modo de sua realização. Ele se verifica pelo estupendo milagre da transubstanciação eucarística, cuja teologia resumimos brevemente.

1. NOÇÃO. A transubstanciação eucarística consiste na total conversão de toda a substância do pão no corpo de Cristo e de toda a substância do vinho no seu sangue, permanecendo somente as espécies ou acidentes do pão e do vinho.

2. CONDIÇÕES. Para a verdadeira transubstanciação se requerem as seguintes condições:

1) Que o termo de partida (a quo) e o de chegada (ad quem) sejam positivos. Porque, se um deles fosse negativo, não haveria transubstanciação, mas criação (se faltasse o termo a quo) ou aniquilação (se faltasse o ad quem).

2) Que o termo a quo, que é a substância do pão ou do vinho, deixe de existir; e o termo ad quem, que é o corpo ou o sangue de Cristo, comece a existir sob as espécies sacramentais. Porque de outra forma não haveria verdadeiro trânsito nem conversão.

3) Que haja um nexo intrínseco e essencial entre a desaparição do termo a quo e a aparição do termo ad quem. Ou seja, que o mesmo termo a quo (pão ou vinho) se converta no termo ad quem (corpo ou sangue de Cristo), de tal sorte que o mesmíssimo termo a quo (a substância do pão ou vinho) se diga e seja depois o termo ad quem (o corpo ou o sangue de Cristo). Não bastaria que houvesse entre os dois uma mera sucessão, mas que se requer indispensavelmente que um se converta no outro, de tal maneira que, mostrando o corpo eucarístico de Cristo, possamos dizer com verdade: “Isto que antes da consagração era a substância do pão, agora é o corpo de Cristo”. Desta maneira, o nexo entre a desaparição do pão e a aparição do corpo de Cristo é intrínseco ou essencial, e a desaparição do primeiro traz necessariamente a aparição do segundo.

4) Pode-se acrescentar uma quarta condição, a saber, que se conserve no termo ad quem algo do que havia no termo a quo. Assim ocorre de fato na Eucaristia, já que a consagração afeta unicamente a substância do pão ou do vinho, deixando intactos os acidentes, que, por isso mesmo, permanecem depois da consagração.

3. DOUTRINA CATÓLICA. Vamos determiná-la em forma de conclusão. Ei-la aqui:

CONCLUSÃO. Cristo se faz realmente presente na Eucaristia pela transubstanciação, ou seja, pela conversão de toda a substância do pão e do vinho em seu próprio corpo e sangue, permanecendo unicamente os acidentes do pão e do vinho. (De fé divina, expressamente definida)

Prova-se:

1. PELA SAGRADA ESCRITURA. Depreende-se claríssimamente das palavras que pronunciou Cristo ao instituir a Eucaristia, e que repete o sacerdote ao consagrá-la: Isto é o meu corpo; este é o cálice do meu sangue, que não seriam verdadeiras se não ocorresse o prodígio da transubstanciação, ou seja, se juntamente com o corpo ou sangue de Cristo ficasse debaixo das espécies algo da substância do pão ou vinho.

2. PELO MAGISTÉRIO DA IGREJA. Definiu-o expressamente o Concílio de Trento contra os protestantes. Eis aqui o texto da definição dogmática:

“Se alguém disser que no sacrossanto sacramento da Eucaristia fica a substância do pão e do vinho juntamente com o corpo e o sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo; e negar aquela admirável e singular conversão de toda a substância de pão no corpo, e de toda a substância do vinho no sangue, ficando apenas as espécies de pão e de vinho, que a Igreja com suma propriedade (aptissime) chama de transubstanciação — seja excomungado”. (D 884)


3. PELA RAZÃO TEOLÓGICA. Santo Tomás explica profundissimamente que “não pode dar-se nenhum outro modo pelo qual o corpo verdadeiro de Cristo comece a estar presente neste sacramento senão pela conversão da substância do pão no mesmo Cristo” (III, 75, 3). A razão é porque uma coisa não pode estar onde não estava antes se não é por mudança de lugar ou porque outra coisa se converta nela. Ora: é manifesto que Cristo não pode fazer-se presente na Eucaristia por mudança de lugar ou movimento local, porque se seguiriam incompreensíveis absurdos (p.ex.: deixaria de estar no céu, já que corpo algum pode estar localmente em dois lugares ao mesmo tempo; não poderia estar mais que em um só sacrário da terra, não nos demais; a consagração eucarística não seria instantânea, mas exigiria algum tempo – ainda que fosse rapidíssimo – para que se verificasse o movimento local de Cristo, etc., etc.). Logo, não há outro meio pelo qual Cristo possa fazer-se presente na Eucaristia a não ser pela conversão n’Ele da substância do pão e do vinho. [...]
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FONTE: MARIN, A.R. Teologia Moral para Seglares. Madrid: Biblioteca de Autores Cristianos, 1958. v.II: Los Sacramentos. p.129-131.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Catecismo Resumido da Doutrina Católica


LIÇÃO XIV

DA CONFISSÃO

1. Que é preciso para receber dignamente o sacramento da Penitência?
Cinco coisas: exame de consciência, ato de contrição, propósito, confissão e satisfação.

2. Que é o exame de consciência?
É uma indagação cuidadosa e exata de todos os nossos pecados.

3. Que é a contrição?
É uma verdadeira dor de ter ofendido a Deus.

4. Que é propósito?
É a firme resolução de nunca mais pecar.

5. Que é a confissão?
É a acusação de nossos pecados, feita a um sacerdote aprovado, para recebermos dele a absolvição.

6. Que é a satisfação?
É a reparação devida a Deus por causa dos nossos pecados, feita mediante a penitência imposta pelo confessor.

7. Quando se deve cumprir a penitência?
Logo que for possível.

8. Podem-se contar as coisas ditas ou ouvidas no confessionário?
Não se devem contar a ninguém.

9. Seria bem feita a confissão em que o penitente ocultasse um pecado mortal por sua culpa?
Não; seria uma confissão nula e sacrílega.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Papa batiza crianças na Festa do Batismo de Jesus


No atual contexto social de rápidas transformações culturais, é necessário, mais do que nunca, que as paróquias apoiem as famílias, pequenas igrejas domésticas, na missão de educar para a fé”: advertiu o Papa Bento XVI, na homilia da Missa celebrada na Capela Sistina, neste domingo, 9, Festa do Batismo do Senhor, durante a qual batizou 21 crianças, filhas de funcionários do Estado do Vaticano.


Ao observar que para as crianças agora batizadas tem início “um caminho de santidade e de intimidade com Jesus, uma realidade em que nelas é depositada como a semente de uma árvore esplêndida”, o Papa reconheceu que será, sem dúvida, necessária uma adesão livre e consciente a esta vida de fé e de amor.


“Para tal, é necessário que, depois do batismo, [as crianças] sejam educadas na fé, instruídas segundo a sabedoria da Sagrada Escritura e os ensinamentos, para que nelas cresça o gérmen da fé que hoje recebem e possam alcançar a plena maturidade em Cristo”, complementou.

Ainda na primeira parte da homilia, Bento XVI comentou o Evangelho do batismo de Jesus no Rio Jordão, fazendo notar que se tratava de um sinal de penitência e chamado à conversão. "Embora designado como 'batismo', não tinha o valor sacramental do nosso rito batismal, pois, só com a sua morte e ressurreição, Jesus instituiu os Sacramentos, fazendo nascer a Igreja", esclarece.

"Ao se deixar ser batizado por João Batista, Jesus se inlcina, fazendo-se um de nós", elucida o Santo Padre, ao ressaltar que o batismo de Jesus entra na "lógica da humildade": "Ele, sem pecado, deixa-se tratar como pecador, para carregar nos seus ombros o peso do pecado de toda a humanidade, isto para estabelecer plena comunhão com a humanidade, no desejo de realizar uma verdadeira solidariedade com o homem e com a sua condição”.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Catecismo Resumido da Doutrina Católica


LIÇÃO XIII

DA COMUNHÃO

1. O que é que recebemos na comunhão?
O corpo e o sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo para alimento de nossa alma.

2. Quais são os frutos da comunhão?
São: 1° unir-nos com Jesus Cristo; 2° aumentar a graça santificante; 3° curar os males de nossa alma; 4° fortalecer-nos na virtude; 5° guardar nossa alma para a vida eterna.

3. Quem é que recebe essas graças?
Quem comunga em estado de graça e devidamente preparado.

4. Receberia algumas dessas graças quem ousasse comungar em estado de pecado mortal?
Não; não só não receberia graça nenhuma, mas cometeria ainda um horrível sacrilégio.

5. Como devemos preparar-nos para comungar?
Quanto à alma, purificando-a com uma boa confissão e buscando nela sentimentos de verdadeira devoção.

6. E quanto ao corpo?
Ficando em jejum natural e trajando-se simples e decentemente.

7. Que devemos fazer depois da comunhão?
Devemos conservar-nos em piedoso recolhimento, agradecendo a Deus, e pedindo-lhe as graças que nos são necessárias.

A Santíssima Eucaristia

 O Sacramento da Eucaristia, também chamado de Santíssimo Sacramento, ou Sagrada Comunhão, é um sacramento instituído por Jesus Cristo, no qual, sob as espécies consagradas do pão e do vinho, está contido real, verdadeira e substancialmente o Corpo e o Sangue de Jesus com a sua Alma e Divindade, para produzir nas nossas almas graça que nos nutre espiritualmente.

Como sacrifício, a Eucaristia, por virtude própria, aplaca a cólera divina adora e louva a Deus, e alcança para o mundo graças de salvação. Na Missa, Jesus renova por Seus ministros, de modo incruento, o sacrifício sangrento do Calvário, e esta oblação eucarística que tanto agrada a Deus O empenha no amor dos homens, atinge realmente os quatro fins que Nosso Senhor se dignou atingir, quando, ao morrer na cruz, se ofereceu ao Eterno Pai em sacrifício pelos homens: adoração, ação de graças, expiação e súplicas infinitas,devidas à majestade de Deus Uno e Trino.

Quem poderá ver o número de benefícios que este sacrifício continuamente oferecido no mundo inteiro chama para si o coração divino para a pobre humanidade? Quem jamais inquiriu da origem desta fonte donde procede tão copiosa abundância de graças?

Como sacramento, a Eucaristia une o comungante a todos os membros do corpo místico de Jesus. Era preciso, diz S.Tomás, um sacrifício desta natureza para que a junção do membro à cabeça fosse perfeita. E como todos os cristãos comem juntamente do mesmo e único pão da vida, por isso mesmo, a união entre eles e Jesus é perfeita: ut unum sint. Ora fazer parte de Cristo Místico é fazer parte da Igreja do Céu, do Purgatório e da Terra, porque da união com Jesus resulta a união com todos aqueles que são seus membros vivos."O fim primário deste Sacramento, diz o mesmo santo e doutor, é a unidade do corpo místico, fora do qual não há salvação".

Por isso também a Eucaristia também significa Missa, pois perpetua-se, sendo reatualizada nos nossos altares, o sacrifício redentor de Jesus Cristo, e põe ao nosso alcance as infinitas riquezas do Calvário. Assim vai correndo ininterruptamente o manancial da salvação para nele conseguirmos a vida e a santidade. Dizemos que a Missa ou é a renovação do sacrifício do Calvário, o sacrifício da Nova Aliança, da nossa própria redenção, tornando presente sobre o altar para nele podermos participar e a ele nos associarmos.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Os Diáconos

O Diaconado é, fora de dúvida,de instituição divina. A entrega desta ordem faz-se, como para os Bispos e Padres, pela imposição solene das mãos, e por uma invocação sobre os candidatos, segundo as instituições dos Apóstolos, de acordo com o preceito divino; o Diácono pertence à hierarquia eclesiástica.

Ao seu ministério compete ao Padre a patena com a Hóstia, deitar vinho no cálice, sustentar o cibório na distribuição da Eucaristia, que ele mesmo, em caso de necessidade e com autorização, pode ministrar aos fiéis(can.845).

Sabemos de certo que o Diácono Santo Estevão pregava,e que o Diácono Filipe batizava, e que São Lourenço tinha a peito a administração dos bens eclesiásticos, especialmente para ajudar os pobres.

Atualmente o diácono tem as mesmas funções, havendo necessidade.Do costume de fazerem a pregação ao povo e dirigirem as orações em comum, procede o cantarem hoje o Flectámus génua, o Procedámus in pace e o Ite Missa est.

Em 576, S.Germano atribuiu ao diácono, como insígnia específica a estola ou orarium, ornamento de honra, que Roma veio a adotar no século X; a dalmática, feita de lã branca da Dalmácia era uma veste, farta de mangas, que o uso dos séculos diminuiu e fez sumir no modelo romano de hoje.Para facilitar os gestos, o diácono outrora dobrava e punha a casula a tiracolo.Daí a origem do estolão que hoje traz na Quaresma.

Segundo a IGMR cabe ao diácono depois da Reforma Conciliar de 1962:

94. Depois do presbítero, por força da ordenação recebida, o diácono ocupa o primeiro lugar entre aqueles que servem na celebração eucarística. Com efeito, a sagrada Ordem do diaconado foi tida sempre em especial consideração na Igreja desde os primeiros tempos dos Apóstolos.
São funções próprias do diácono, na Missa: proclamar o Evangelho e, eventualmente, pregar a palavra de Deus, enunciar as intenções na oração universal, assistir ao sacerdote, preparar o altar e servir na celebração do sacrifício, distribuir a Eucaristia aos fiéis, particularmente sob a espécie do vinho e eventualmente indicar ao povo os gestos e atitudes corporais.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Algo sobre o Sacramento da Ordem

 1536. A Ordem é o sacramento graças ao qual a missão confiada por Cristo aos Apóstolos continua a ser exercida na Igreja, até ao fim dos tempos: é, portanto, o sacramento do ministério apostólico. E compreende três graus: o episcopado, o presbiterado e o diaconado.


I. Porquê este nome de sacramento da Ordem?


1537. A palavra Ordem, na antiguidade romana, designava corpos constituídos no sentido civil, sobretudo o corpo dos que governavam, Ordinatio designa a integração num ordo. Na Igreja existem corpos constituídos, que a Tradição, não sem fundamento na Sagrada Escritura (4), designa, desde tempos antigos, com o nome de táxeis (em grego), ordines (em latim): a liturgia fala assim do ordo episcoporum – ordem dos bispos –,do ordo presbyterorum - ordem dos presbíteros – e do ordo diaconorum –ordem dos diáconos. Há outros grupos que também recebem este nome de ordo: os catecúmenos, as
 virgens, os esposos, as viúvas...

1538. A integração num destes corpos da Igreja fazia-se através dum rito chamado ordinatio, acto religioso e litúrgico que era uma consagração, uma bênção ou um sacramento. Hoje, a palavra ordinatio é reservada ao acto sacramental que integra na ordem dos bispos, dos presbíteros e dos diáconos, e que ultrapassa a simples eleição, designação, delegação ou instituição pela comunidade, pois confere um dom do Espírito Santo que permite o exercício dum «poder sagrado» (sacra potestas) (5) que só pode vir do próprio Cristo, pela sua Igreja. A ordenação também é chamada consecratio consagração –, porque é um pôr à parte e uma investidura feita pelo próprio Cristo para a sua Igreja. A imposição das mãos do bispo, com a oração consecratória, constituem o sinal visível desta consagração.

II. O sacramento da Ordem na economia da salvação


O SACERDÓCIO DA ANTIGA ALIANÇA

1539. O povo eleito foi constituído por Deus como «um reino de sacerdotes e uma nação consagrada» (Ex 19, 6) (6). Mas, dentro do povo de Israel, Deus escolheu uma das doze tribos, a de Levi, segregada para o serviço litúrgico (7) o próprio Deus é a sua parte na herança (8). Um rito próprio consagrou as origens do sacerdócio da Antiga Aliança (9). Nela, os sacerdotes são «constituídos em favor dos homens, nas coisas respeitantes a Deus, para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados» (10).

1540. Instituído para anunciar a Palavra de Deus (11) e para restabelecer a comunhão com Deus pelos sacrifícios e a oração, aquele sacerdócio é, no entanto, impotente para operar a salvação, precisando de repetir sem cessar os sacrifícios, sem poder alcançar uma santificação definitiva (12) a qual só o sacrifício de Cristo havia de conseguir.

1541. Apesar disso, no sacerdócio de Aarão e no serviço dos levitas, assim como na instituição dos setenta «Anciãos» (13), a liturgia da Igreja vê prefigurações do ministério ordenado da Nova Aliança. Assim, no rito latino, a Igreja pede, na oração consecratória da ordenação dos bispos:

«Senhor Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo [...] por vossa palavra e vosso dom instituístes a Igreja com as suas normas fundamentais, eternamente predestinastes a geração dos justos que havia de nascer de Abraão, estabelecestes príncipes e sacerdotes, e não deixastes sem ministério o vosso santuário...» (14).

1542. Na ordenação dos presbíteros, a Igreja reza:
«Senhor, Pai santo, [...] já na Antiga Aliança se desenvolveram funções sagradas que eram sinais do sacramento novo. A Moisés e a Aarão, que pusestes à frente do povo para o conduzirem e santificarem, associastes como seus colaboradores outros homens também escolhidos por Vós. No deserto, comunicastes o espírito de Moisés a setenta homens prudentes, com o auxílio dos quais ele governou mais facilmente o vosso povo. Do mesmo modo, as graças abundantes concedidas a Aarão. Vós as transmitistes a seus filhos, a fim de não faltarem sacerdotes, segundo a Lei, para oferecer os sacrifícios do templo, sombra dos bens futuros...» (15).

1543. E na oração consecratória para a ordenação dos diáconos, a Igreja confessa:
«Senhor, Pai santo, [...] é o novo templo que se edifica quando estabeleceis os três graus dos ministros sagrados para servirem ao vosso nome, como já na primeira Aliança escolhestes os filhos de Levi, para o serviço do templo antigo» (16).
O SACERDÓCIO ÚNICO DE CRISTO


1544. Todas as prefigurações do sacerdócio da Antiga Aliança encontram a sua realização em Jesus Cristo, «único mediador entre Deus e os homens» (1 Tm 2, 5). Melquisedec, «sacerdote do Deus Altíssimo» (Gn 14, 18), é considerado pela Tradição cristã como uma prefiguração do sacerdócio de Cristo, único «Sumo-Sacerdote segundo a ordem de Melquisedec» (Heb 5, l0; 6, 20), «santo, inocente, sem mancha» (Heb 7, 26), que «com uma única oblação, tornou perfeitos para sempre os que foram santificados» (Heb 10, 14), isto é, pelo único sacrifício da sua cruz.

1545. O sacrifício redentor de Cristo é único, realizado uma vez por todas. E no entanto, é tornado presente no sacrifício eucarístico da Igreja. O mesmo se diga do sacerdócio único de Cristo, que é tornado presente pelo sacerdócio ministerial, sem diminuição da unicidade do sacerdócio de Cristo: «e por isso, só Cristo é verdadeiro sacerdote, sendo os outros seus ministros» (17).

DUAS PARTICIPAÇÕES NO SACERDÓCIO ÚNICO DE CRISTO

1546. Cristo, sumo sacerdote e único mediador, fez da Igreja «um reino de sacerdotes para Deus seu Pai» (18). Toda a comunidade dos crentes, como tal, é uma comunidade sacerdotal. Os fiéis exercem o seu sacerdócio baptismal através da participação, cada qual segundo a sua vocação própria, na missão de Cristo, sacerdote, profeta e rei. É pelos sacramentos do Baptismo e da Confirmação que os fiéis são «consagrados para serem [...] um sacerdócio santo» (19).

1547. O sacerdócio ministerial ou hierárquico dos bispos e dos presbíteros e o sacerdócio comum de todos os fiéis – embora «um e outro, cada qual segundo o seu modo próprio, participem do único sacerdócio de Cristo» (20) – são, no entanto, essencialmente diferentes ainda que sendo «ordenados um para o outro» (21). Em que sentido? Enquanto o sacerdócio comum dos fiéis se realiza no desenvolvimento da vida baptismal – vida de fé, esperança e caridade, vida segundo o Espírito – o sacerdócio ministerial está ao serviço do sacerdócio comum, ordena-se ao desenvolvimento da graça baptismal de todos os cristãos. É um dos meios pelos quais Cristo não cessa de construir e guiar a sua igreja. E é por isso que é transmitido por um sacramento próprio, que é o sacramento da Ordem.

NA PESSOA DE CRISTO CABEÇA...

1548. No serviço eclesial do ministro ordenado, é o próprio Cristo que está presente à sua Igreja, como Cabeça do seu corpo, Pastor do seu rebanho, Sumo-Sacerdote do sacrifício redentor, mestre da verdade. É o que a Igreja exprime quando diz que o padre, em virtude do sacramento da Ordem, age in persona Christi Capitis – na pessoa de Cristo Cabeça (22):

«É o mesmo Sacerdote, Jesus Cristo, de quem realmente o ministro faz as vezes. Se realmente o ministro é assimilado ao Sumo-Sacerdote, em virtude da consagração sacerdotal que recebeu, goza do direito de agir pelo poder do próprio Cristo que representa 'virtute ac persona ipsius Christi'» (23).

«Cristo é a fonte de todo o sacerdócio: pois o sacerdócio da [antiga] lei era figura d'Ele, ao passo que o sacerdote da nova lei age na pessoa d'Ele» (24).

1549. Pelo ministério ordenado, especialmente dos bispos e padres, a presença de Cristo como cabeça da Igreja torna-se visível no meio da comunidade dos crentes (25). Segundo a bela expressão de Santo Inácio de Antioquia, o bispo é týpos toû Patrós, como que a imagem viva de Deus Pai (26).

1550. Esta presença de Cristo no seu ministro não deve ser entendida como se este estivesse premunido contra todas as fraquezas humanas, contra o afã de domínio, contra os erros, isto é, contra o pecado. A força do Espírito Santo não garante do mesmo modo todos os actos do ministro. Enquanto que nos sacramentos esta garantia é dada, de maneira que nem mesmo o pecado do ministro pode impedir o fruto da graça, há muitos outros actos em que a condição humana do ministro deixa vestígios, que nem sempre são sinal de fidelidade ao Evangelho e podem, por conseguinte, prejudicar a fecundidade apostólica da Igreja.

1551. Este sacerdócio é ministerial. «O encargo que o Senhor confiou aos pastores do seu Povo é um verdadeiro serviço» (27). Refere-se inteiramente a Cristo e aos homens. Depende inteiramente de Cristo e do seu sacerdócio único, e foi instituído em favor dos homens e da comunidade da Igreja. O sacramento da Ordem comunica «um poder sagrado», que não é senão o de Cristo. O exercício desta autoridade deve, pois, regular-se pelo modelo de Cristo, que por amor Se fez o último e servo de todos (28). «O Senhor disse claramente que o cuidado dispensado ao seu rebanho seria uma prova de amor para com Ele» (29).

Catecismo da Igreja Católica [CIC]

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O Sacramento da Ordem

O "Filho do Homem" foi ungido sacerdote, no próprio momento em que, baixando do céu ao ventre da Virgem, deu cumprimento ao inefável mistério da Incarnação.Na festa da Anunciação, se comemora o aniversário da Consagração de Cristo, o "Ungido", por excelência. Mas foi sobretudo no Calvário e na última Ceia, que Jesus, sacerdote e vítima, consumou o ato supremo de seu sacerdócio. E a, seguir, no dia da Ascenção, em memória do sumo-sacerdote que entrava no verdadeiro Santo dos Santos,com o sangue das vítimas, Ele entrou no verdadeiro Santo dos Santos da Jerusalém celeste, fazendo patentes ao Pai as suas gloriosas chagas, etornando-se nosso eterno mediador.

Mas se no "altar dourado" de sua santa humanidade, no dizer de São João, a Deus oferece os méritos da cruz, no "altar de pedra" das nossas igrejas, Ele se oferece também, pelo ministério dos sacerdotes, sob as espécies do pão e  do vinho que figuram a separação do Corpo e Sangue na Cruz. É por sua divina virtude que se opera o admirável mistério da transubstanciação; é por Ele também que os sacramentos logram eficácia, porque Jesus Cristo, embora oculto a nossos olhos, é deles agente principal, e mediador eterno entre Deus e os homens.Os sacerdotes são apenas instrumentos, causas segundas com eficiência ministerial, cuja dignidade é a participação do sacerdócio segundo a ordem de Melquisedec, de que Cristo teve a plenitude.

Mas esta participação tem seus graus.O caráter sacerdotal que, muito de perto, assemelha o homem ao Mediator Dei, não se imprime na alma duma só vez, mas, a espaços; alcança suprema perfeição no Episcopado, e, entre os bispos, o Papa tem todo o poder de jurisdição. Estes diversos graus de iniciação ao sacerdócio de Jesus Cristo mantêm entre si diferenças, porque se associam mais ou menos de raiz aos divinos mistérios o participante, deputado ao Santo Sacrifício da Missa, em que se oferece a Deus o corpo real de Cristo, morto na Cruz, e aos sacramentos em que se aplica os frutos da Redenção a seu Corpo Mísitico.

A transmissão deste sacerdócio faz-se por ritos adotados pela Igreja no curso dos séculos, e dividem-se atualmente em três ordens.

[...]"E começastes a preparar-vos, começastes a caminhar para a sua realização. O caminho para o sacramento da Ordem, que hoje recebeis das minhas mãos, passa através de uma série de etapas e ambientes, de que fazem parte a casa de família, os anos da escola elementar e preparatória, como também os estudos superiores, o ambiente dos amigos, a vida paroquial. Antes de mais, porém, encontra-se neste caminho o Seminário eclesiástico, ao qual todos nos dirigimos a fim de encontrar uma resposta definitiva à pergunta respeitante ao chamamento para o sacerdócio. Cada um de nós ali vai, no intuito de que, ouvindo tal resposta, cada vez mais claramente se possa preparar, ao mesmo tempo de maneira sistemática e profunda, para o sacramento da Ordem.



Hoje, tendes já sobre os ombros todas estas experiências. Já não perguntais como o jovem do Evangelho: Bom Mestre, que devo fazer? (Mc. 10, 17). O Mestre ajudou-vos a encontrar a resposta. Apresentais-vos a encontrar a resposta. Apresentais-vos para que a Igreja possa imprimir, nesta resposta, o seu selo sacramental."[...]

[...]"Este selo imprime-se mediante toda a liturgia do Sacramento da Ordem. Imprime-o o Bispo, que age com a força do Espírito Santo e em comunhão com o seu presbitério.


A força do Espírito Santo vem indicada e transmitida pela imposição das mãos, seguida primeiro do silêncio e depois da oração. Como sinal da transferência desta força para as vossas mãos jovens, estas serão ungidas com o Santo Crisma, de modo a tornarem-se dignas de celebrar a Eucaristia. As mãos humanas não podem celebrar de outro modo senão na força do Espírito Santo.


Celebrar a Eucaristia quer dizer reunir o Povo de Deus e construir a Igreja na sua mais plena identidade."[...]

Homilia do Santo Padre o Papa João Paulo II, no dia 24 de junho de 1979, dia de São João Batista, no qual ordenou sacerdotes.
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