O pontificado de Bento XVI deu uma atenção especial à chamada "reforma da reforma". O foco era corrigir as imprecisões e aberturas do Missal de Paulo VI, que dão espaço a interpretações protestantes da Celebração Eucarística. Mas quais são essas aberturas e como elas surgiram? E qual deve ser a posição dos católicos frente a esses problemas?
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
O Missal de Paulo VI e a Reforma da Reforma Litúrgica.
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Paulo Roberto
O pontificado de Bento XVI deu uma atenção especial à chamada "reforma da reforma". O foco era corrigir as imprecisões e aberturas do Missal de Paulo VI, que dão espaço a interpretações protestantes da Celebração Eucarística. Mas quais são essas aberturas e como elas surgiram? E qual deve ser a posição dos católicos frente a esses problemas?
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Padre oferece resgate à vítima de acidente e desaparece misteriosamente.
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Paulo Roberto
Um fato particularmente notável tomou as manchetes do mundo na última semana. Após um forte acidente envolvendo uma garota de 19 anos, em Missouri, nos Estados Unidos, a aparição de um sacerdote misterioso impressionou os serviços de emergência e as autoridades locais. O padre prestou ajuda à jovem Katie Lentz, que estava presa nas ferragens do carro acidentado, ministrou-lhe a unção dos enfermos e desapareceu sem deixar vestígios. Das mais de 80 fotos tiradas do acidente, nenhuma captou sequer uma imagem do padre – ainda que inúmeras testemunhas tenham confirmado a sua presença no local.
O acidente aconteceu no domingo, dia 4 de agosto, pela manhã, quando Katie Lentz saiu da casa de seus pais para ir à igreja com alguns amigos. A Mercedes que ela dirigia bateu com outro veículo e a jovem ficou presa às ferragens do carro. Depois de quase 45 minutos tentando tirá-la do carro, sem sucesso, o chefe do corpo de bombeiros, Raymond Reed, "estava preocupado porque se via sem opções", conta o policial Richard Adair, um dos primeiros a chegar ao local. "Suas ferramentas não estavam funcionando e, até aquele momento, já havia passado quase uma hora, e ele disse: eu não sei como vamos tirá-la".
Neste momento, Katie Lentz perguntou se alguém podia rezar com ela. E, então, uma voz disse: "Eu rezo". Era um homem de uns cinquenta anos, de cabelos brancos e vestido como sacerdote. O chefe do corpo de bombeiros afirma que ficou surpreso com a aparição, porque a estrada estava interditada em torno de 3 a 5 quilômetros e ninguém o havia visto chegar.
"Ele veio e pediu para dar a unção à garota no carro", conta Richard Adair. "Meu primeiro pensamento foi que isso possivelmente passaria uma mensagem errada a Katie, a de que talvez nós tivéssemos chamado um padre e pensado que ela não conseguiria sair dessa. Então, eu voltei, conversei com o padre e disse que estávamos preocupados que ela pensasse que tínhamos perdido as esperanças. Ele disse: 'Eu só quero dar-lhe a unção', e, então, nós deixamos que ele entrasse em cena."
Padre Patrick Dowling
O chefe de polícia da localidade afirma que o acidente foi "o mais aterrorizante" dos que já viu com sobreviventes, em seus 27 anos de serviço. "Eu não saberia dizer se era um anjo enviado a nós na forma de um sacerdote ou um sacerdote que se tornou nosso anjo", disse o comandante do corpo de bombeiros. "Foi um milagre", garantiu.
A princípio, após os testemunhos e descrições das pessoas que estavam no local, alguns chegaram a conjecturar que aquela teria sido uma intervenção do padroeiro dos párocos, o sacerdote francês São João Maria Vianney, que viveu na França, no século XIX. Além dos traços semelhantes com o santo de Ars, o acidente aconteceu em 4 de agosto, dia em que é celebrada a sua memória.
Hoje, porém, a Diocese de Jefferson City emitiu uma nota, reconhecendo o sacerdote misterioso: tratava-se do padre Patrick Dowling. Ele disse que "ficou feliz por poder ajudar exercendo seu ministério" e que "era apenas um dos muitos que acudiram para assistir a vítima no acidente". Assistência providencial e emblemática: um auxílio do alto no dia dedicado aos sacerdotes, mostrando a importância dos sacramentos e do ministério sacerdotal na vida das pessoas. A jovem Katie Lentz continua se recuperando, ainda que com lesões no fígado, no baço, no pulmão e várias fraturas por todo o corpo.
Fonte: Site Christo Nihil Praeponere
quinta-feira, 6 de junho de 2013
sábado, 30 de março de 2013
As dores de Nossa Senhora segundo São Josemaria Escrivá
Postado por
Paulo Roberto
Segundo uma antiga tradição, os cristãos recordam “as sete dores de
Nossa Senhora”: momentos em que, perfeitamente unida ao seu Filho Jesus,
pôde compartilhar de modo singular a profundidade de dor e de amor do
Seu sacrifício. Apresentamos uma seleção de textos de S. Josemaria sobre
cada uma das dores.
Primeira dor: a profecia de Simeão
Quando se cumpriu o tempo da sua purificação, segundo a Lei de
Moisés, levaram-nO a Jerusalém para O apresentarem ao Senhor, como está
escrito na Lei do Senhor: "Todo o primogénito varão será consagrado ao
Senhor", e para oferecer um sacrifício, de acordo com o que diz a Lei do
Senhor: "um par de rolas ou duas pombinhas".
Ora, havia em Jerusalém um homem chamado Simeão; era justo e piedoso, esperava a consolação de Israel e o Espírito Santo estava com ele.
Tinha-lhe sido revelado pelo Espírito Santo que não morreria antes de ver o Messias do Senhor. Impelido pelo Espírito, foi ao templo e, quando os pais trouxeram o menino Jesus a fim de cumprirem o que ordenava a Lei a seu respeito, tomou-O nos braços, bendisse a Deus e exclamou:
“Agora, Senhor, podes deixar o teu servo partir em paz , segundo a tua palavra, porque os meus olhos viram a Salvação, que preparaste em favor de todos os povos: luz para iluminar as nações e glória de Israel, teu povo".
Seu pai e Sua mãe estavam admirados com o que se dizia d’Ele. Simeão abençoou-os e disse a Maria, Sua mãe: "Este menino está aqui para a queda e o ressurgimento de muitos em Israel, e a ser sinal de contradição; uma espada trespassará a tua alma, a fim de se revelarem os pensamentos de muitos corações" (Lc 2, 22-35).
Nossa Senhora ouve com atenção o que Deus quer, pondera aquilo que não entende, pergunta o que não sabe. Imediatamente a seguir, entrega-se sem reservas ao cumprimento da vontade divina: eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a Vossa palavra. Vedes esta maravilha? Santa Maria, mestra de toda a nossa conduta, ensina-nos agora que a obediência a Deus não é servilismo, não subjuga a consciência, pois move-nos interiormente a descobrirmos a liberdade dos filhos de Deus.
Cristo que passa, 173
Mestra de caridade! Recordai aquele episódio da apresentação de Jesus no templo. O velho Simeão assegurou a Maria, sua Mãe: este Menino está destinado para ruína e para ressurreição de muitos em Israel e para ser sinal de contradição; o que será para ti mesma uma espada que trespassará a tua alma, a fim de que sejam descobertos os pensamentos ocultos nos corações de muitos. A imensa caridade de Maria pela Humanidade faz com que se cumpra também n'Ela a afirmação de Cristo: ninguém tem mais amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos.
Com razão os Romanos Pontífices chamaram a Maria Corredentora: juntamente com o seu Filho paciente e agonizante, de tal modo padeceu e quase morreu e de tal modo abdicou, pela salvação dos homens, dos seus direitos maternos sobre o seu Filho e o imolou, na medida em que d'Ela dependia, para aplacar a justiça de Deus, que com razão se pode dizer que ela redimiu o género humano juntamente com Cristo. Assim entendemos melhor aquele momento da Paixão de Nosso Senhor, que nunca nos cansaremos de meditar: stabat autem iuxta crucem Jesu mater eius, junto da Cruz de Jesus estava a sua Mãe.
Amigos de Deus, 287
Segunda dor: a fuga para o Egipto
Depois de partirem, um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e
disse-lhe: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe, e foge para o Egipto;
fica lá até que eu te avise, pois Herodes procurará o menino para O
matar”. E ele levantou-se de noite, tomou o menino e sua mãe, e partiu
para o Egipto, permanecendo ali até à morte de Herodes, a fim de se
cumprir o que o Senhor anunciou pelo profeta: “Do Egipto chamei o meu
Filho” (Mt 2, 13-15)
Maria cooperou com a sua caridade para que nascessem na Igreja os fiéis membros da Cabeça de que é efectivamente mãe segundo o corpo. Como Mãe, ensina; e, também como Mãe, as suas lições não são ruidosas. É preciso ter na alma uma base de finura, um toque de delicadeza, para compreender o que nos manifesta, mais do que com promessas, com obras.
Mestra de fé! Bem-aventurada és tu, porque acreditaste! Assim a saúda Isabel, sua prima, quando Nossa Senhora sobe à montanha para a visitar. Tinha sido maravilhoso aquele acto de fé de Santa Maria: eis aqui a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra. No nascimento de seu Filho contempla as grandezas de Deus na terra; há um coro de Anjos e tanto os pastores como os poderosos da terra vêm adorar o Menino. Mas depois a Sagrada Família tem de fugir para o Egipto, para escapar às intenções criminosas de Herodes. Depois, o silêncio; trinta longos anos de vida simples, vulgar, como a de qualquer lar, numa pequena povoação da Galileia.
O Santo Evangelho facilita-nos rapidamente o caminho para entender o exemplo da Nossa Mãe: Maria conservava todas estas coisas dentro de si, ponderando-as no seu coração. Procuremos nós imitá-la, tratando com o Senhor, num diálogo cheio de amor, de tudo o que nos acontece, mesmo dos acontecimentos mais insignificantes. Não nos esqueçamos de que devemos pesá-los, avaliá-los, vê-los com olhos de fé, para descobrir a Vontade de Deus.
Se a nossa fé é débil, recorramos a Maria. Conta S. João que, devido ao milagre das bodas de Caná que Cristo realizou a pedido de sua Mãe, acreditaram n'Ele os seus discípulos. A Nossa Mãe intercede sempre diante de seu Filho para que nos atenda e se nos mostre de tal modo que possamos confessar: - Tu és o Filho de Deus.
Amigos de Deus, 284-285
Terceira dor: Jesus perdido no Templo
Seus pais iam todos os anos a Jerusalém pela festa da Páscoa. Quando chegou aos doze anos, subieram até lá, segundo o costume dos dias da festa. Terminados esses días, regressaram a casa e o Menino ficou em Jerusalém, sem que os pais o soubessem. Pensando que Ele se encontrava com a caravana, fizeram um dia de viagem e começaram a procurá-Lo entre os seus parentes e conhecidos. Não O tendo encontrado, voltaram a Jerusalém à sua procura. Ao fim de três dias encontraram-nO no Templo, sentado entre os doutores, a ouvi-los e a afazer-lhes perguntas. Todos os que O ouviam estavam estupefactos com a sua inteligência e as suas respostas. Ao vê-Lo ficaram assombrados , e sua mãe disse-Lhe: “Filho, porque nos fizeste isto? Olha que teu pai e eu andávamos aflitos, à tua procura”. Ele respondeu-lhes: “Porque me procuráveis? Não sabeis que devia estar em casa de meu Pai?” Mas eles não compreenderam o que lhes disse. (Lc 2, 41-50).
O Evangelho da Santa Missa recordou-nos aquela cena comovente de Jesus que fica em Jerusalém ensinando no templo. Maria e José perguntaram por ele a parentes e conhecidos. E, como não o encontrassem, voltaram a Jerusalém à sua procura. A Mãe de Deus, que procurou com afã o seu Filho, perdido sem sua culpa e que sentiu a maior alegria ao encontrá-lo, ajudar-nos-á a voltar atrás, a rectificar o que for preciso, quando, pelas nossas leviandades ou pecados, não consigamos descobrir Cristo. Teremos assim a alegria de o abraçar de novo, para lhe dizer que nunca mais o perderemos.
Maria é Mãe da ciência, porque com Ela se aprende a lição que mais importa: que nada vale a pena se não estamos junto do Senhor, que de nada servem todas as maravilhas da terra, todas as ambições satisfeitas, se no nosso peito não arde a chama de amor vivo, a luz da santa esperança, que é uma antecipação do amor interminável, na nossa Pátria definitiva.
Amigos de Deus, 278
Onde está Jesus? - Senhora: o Menino!... Onde está?
Maria chora. - Bem corremos, tu e eu, de grupo em grupo, de caravana em caravana; não O viram. - José, depois de fazer esforços inúteis para não chorar, chora também... E tu... E eu.
Eu, como sou um criadito rústico, choro até mais não poder e clamo ao céu e à terra..., por todas as vezes que O perdi por minha culpa e não clamei.
Jesus! Que eu nunca mais Te perca... E então, a desgraça e a dor unem-nos, como nos uniu o pecado, e saem de todo o nosso ser gemidos de profunda contrição e frases ardentes, que a pena não pode, não deve registar.
E, ao consolar-nos com a alegria de encontrar Jesus - três dias de ausência! - disputando com os Mestres de Israel (Lc II, 46), ficará bem gravada, na tua alma e na minha, a obrigação de deixarmos os de nossa casa, para servir o Pai Celestial.
Santo Rosário, Quinto mistério gozoso
Quarta dor: Maria encontra o seu Filho a caminho do Calvário
Mal Jesus se levantou da Sua primeira queda, encontra Sua Mãe Santíssima, junto do caminho por onde Ele passa.
Com imenso amor Maria olha para Jesus, e Jesus olha para a Sua Mãe; os Seus olhares encontram-se, e cada coração verte no outro a Sua própria dor. A alma de Maria fica mergulhada em amargura, na amargura de Jesus Cristo.
- Ó vós, que passais pelo caminho: olhai e vede se há dor semelhante à minha dor (Lam I, 12)!
Mas ninguém repara, ninguém presta atenção; apenas Jesus.
Cumpriu-se a profecia de Simeão: uma espada trespassará a tua alma (Lc II, 35).
Na escura solidão da Paixão, Nossa Senhora oferece ao seu Filho um bálsamo de ternura, de união, de fidelidade; um sim à Vontade divina.
Pela mão de Maria, tu e eu queremos também consolar Jesus, aceitando sempre e em tudo a Vontade do Seu Pai, do nosso Pai.
Só assim saborearemos a doçura da Cruz de Cristo e abraçá-la-emos com a força do Amor, levando-a em triunfo por todos os caminhos da terra.
Via Sacra, IV Estação
Quinta dor: Jesus morre na Cruz
Junto da Cruz de Jesus estavam sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de de Cléofas, e Maria de Magdala. Ao ver sua mãe e, junto dela, o discípulo que Ele amava, Jesus disse a sua Mãe: “Mulher, eis aí o teu filho”. depois disse ao discípulo: “Eis aí a tua mãe”. E, desde aquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa. Depois, sabendo que tudo estava consumado e para que se cumprisse a Escritura, Jesus disse: “Tenho sede”. Estava ali um vaso cheio de vinagre. Embeberam uma esponja no vinagre e, fixando-a a um ramo de hissopo, levaram-Lha à boca. Quando Jesus tomou o vinagre, disse: “Tudo está consumado”. E inclinando a cabeça, rendeu o espírito (Jo 19, 25-30).
Agora, pelo contrário, no escândalo do sacrifício da Cruz, Santa Maria estava presente, ouvindo com tristeza os que passavam por ali e blasfemavam abanando a cabeça e gritando: Tu, que arrasas o templo de Deus e, em três dias o reedificas, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz. Nossa Senhora escutava as palavras de seu Filho, unindo-se à sua dor; Meu Deus, meu Deus, por que me desamparaste? Que podia Ela fazer? Fundir-se com o amor Redentor de seu Filho, oferecer ao Pai a dor imensa - como uma espada afiada - que trespassava o seu Coração puro.
De novo Jesus se sente confortado com essa presença discreta e amorosa de sua Mãe. Maria não grita, não corre de um lado para outro... Stabat: está de pé, junto ao Filho. É então que Jesus olha para Ela, dirigindo depois o olhar para João. E exclama: - Mulher, aí tens o teu filho. Depois diz ao discípulo: Aí tens a tua Mãe. Em João, Cristo confia à sua Mãe todos os homens e especialmente os seus discípulos, os que haviam de acreditar n'Ele.
Felix culpa, canta a Igreja, feliz culpa, porque nos fez ter tal e tão grande Redentor! Feliz culpa, podemos acrescentar também, que nos mereceu receber por Mãe, Santa Maria! Já estamos seguros, já nada nos deve preocupar, porque Nossa Senhora, coroada Rainha dos Céus e da Terra, é a omnipotência suplicante diante de Deus. Jesus não pode negar nada a Maria, nem tão pouco a nós, filhos da sua própria Mãe.
Amigos de Deus, 288
Sexta dor: Jesus é descido da Cruz e entregue a sua Mãe
Chegada já a tarde, como era a parasceve, isto é, a véspera do sábado, José de Arimateia, responsável membro do Sinédrio, que também esperava o reino de Deus, foi corajosamente procurar Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. Pilatos admirou-se d’Ele já estar morto e, mandando chamar o centurião, preguntou-lhe se já tinha morrido. Informado pelo centurião, ordenou que o corpo fosse entregue a José. Este, depois de comprar um lençol; tirou Jesus da cruz e envolveu-O nele. Em seguida, depositou-O num sepulcro cavado na rocha e rolou uma pedra contra a porta do sepulcro (Mc 15, 42-46).
Situados agora no Calvário, quando Jesus já morreu e não se manifestou ainda a glória do seu triunfo, temos uma boa ocasião para examinar os nossos desejos de vida cristã, de santidade para reagir com um acto de fé perante as nossas debilidades e, confiando no poder de Deus, fazer o propósito de pôr amor nas coisas do nosso dia-a-dia. A experiência do pecado tem de nos conduzir à dor, a uma decisão mais madura e mais profunda de sermos fiéis, de nos identificarmos deveras com Cristo, de perseverarmos, custe o que custar, nessa missão sacerdotal que Ele encomendou a todos os seus discípulos sem excepção, que nos impele a sermos sal e luz do mundo.
Cristo que passa, 96
É a hora de recorreres à tua Mãe bendita do Céu, para que te acolha nos seus braços e te consiga do seu Filho um olhar de misericórdia. E procura depois fazer propósitos concretos: corta de uma vez, ainda que custe, esse pormenor que estorva e que é bem conhecido de Deus e de ti. A soberba, a sensualidade, a falta de sentido sobrenatural aliar-se-ão para te sussurrarem: isso? Mas se se trata de uma circunstância tonta, insignificante! Tu responde, sem dialogar mais com a tentação: entregar-me-ei também nessa exigência divina! E não te faltará razão: o amor demonstra-se especialmente em coisas pequenas. Normalmente, os sacrifícios que o Senhor nos pede, os mais árduos, são minúsculos, mas tão contínuos e valiosos como o bater do coração.
Amigos de Deus, 134
Sétima dor: dão sepultura ao Corpo de Jesus
Depois disto, José de Arimateia, o que era discípulo de Jesus, mas em segredo, por medo dos judeus, pediu a Pilatos para levar o Corpo de Jesus. Pilatos permitiu-lho. Veio, pois, e tirou o Seu Corpo. Veio também Nicodemos, aquele que, anteriormente, se dirigira de noite a Jesus, trazendo uma composição de quase cem libras de mirra e aloés. Tomaram o Corpo de Jesus e envolveram-no em ligaduras, juntamente com os perfumes, segundo a maneira de sepultar usada entre os judeus. No lugar em que Ele tinha sido crucificado, havia um horto e, no horto, um túmulo novo, no qual ninguém fora ainda sepultado. Por causa da Preparação dos judeus, como o túmulo estava perto, foi ali que puseram Jesus (Jo 19, 38-42).
Vamos pedir agora ao Senhor, para terminar este tempo de conversa com Ele, que nos conceda poder repetir com S. Paulo que triunfamos por virtude daquele que nos amou. Pelo qual estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as virtudes, nem o presente, nem o futuro, nem a força, nem o que há de mais alto, nem de mais profundo, nem qualquer outra criatura poderá jamais separar-nos do amor de Deus que está em Jesus Cristo Nosso Senhor .
Este amor também a Escritura o canta com palavras inflamadas: as águas copiosas não puderam extinguir a caridade, nem os rios afogá-la. Este amor encheu sempre o Coração de Santa Maria, ao ponto de enriquecê-la com entranhas de Mãe para toda a humanidade. Em Nossa Senhora o amor a Deus confunde-se com a solicitude por todos os seus filhos. O seu Coração dulcíssimo teve de sofrer muito, atento aos mínimos pormenores - não têm vinho - ao presenciar aquela crueldade colectiva, aquele encarniçamento dos verdugos, que foi a Paixão e Morte de Jesus. Mas Maria não fala. Como o seu Filho, ama, cala e perdoa. Essa é a força do amor.
Amigos de Deus, 237
Fonte:Site São Josemaria Escrivá
Primeira dor: a profecia de Simeão

Ora, havia em Jerusalém um homem chamado Simeão; era justo e piedoso, esperava a consolação de Israel e o Espírito Santo estava com ele.
Tinha-lhe sido revelado pelo Espírito Santo que não morreria antes de ver o Messias do Senhor. Impelido pelo Espírito, foi ao templo e, quando os pais trouxeram o menino Jesus a fim de cumprirem o que ordenava a Lei a seu respeito, tomou-O nos braços, bendisse a Deus e exclamou:
“Agora, Senhor, podes deixar o teu servo partir em paz , segundo a tua palavra, porque os meus olhos viram a Salvação, que preparaste em favor de todos os povos: luz para iluminar as nações e glória de Israel, teu povo".
Seu pai e Sua mãe estavam admirados com o que se dizia d’Ele. Simeão abençoou-os e disse a Maria, Sua mãe: "Este menino está aqui para a queda e o ressurgimento de muitos em Israel, e a ser sinal de contradição; uma espada trespassará a tua alma, a fim de se revelarem os pensamentos de muitos corações" (Lc 2, 22-35).
Nossa Senhora ouve com atenção o que Deus quer, pondera aquilo que não entende, pergunta o que não sabe. Imediatamente a seguir, entrega-se sem reservas ao cumprimento da vontade divina: eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a Vossa palavra. Vedes esta maravilha? Santa Maria, mestra de toda a nossa conduta, ensina-nos agora que a obediência a Deus não é servilismo, não subjuga a consciência, pois move-nos interiormente a descobrirmos a liberdade dos filhos de Deus.
Cristo que passa, 173
Mestra de caridade! Recordai aquele episódio da apresentação de Jesus no templo. O velho Simeão assegurou a Maria, sua Mãe: este Menino está destinado para ruína e para ressurreição de muitos em Israel e para ser sinal de contradição; o que será para ti mesma uma espada que trespassará a tua alma, a fim de que sejam descobertos os pensamentos ocultos nos corações de muitos. A imensa caridade de Maria pela Humanidade faz com que se cumpra também n'Ela a afirmação de Cristo: ninguém tem mais amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos.
Com razão os Romanos Pontífices chamaram a Maria Corredentora: juntamente com o seu Filho paciente e agonizante, de tal modo padeceu e quase morreu e de tal modo abdicou, pela salvação dos homens, dos seus direitos maternos sobre o seu Filho e o imolou, na medida em que d'Ela dependia, para aplacar a justiça de Deus, que com razão se pode dizer que ela redimiu o género humano juntamente com Cristo. Assim entendemos melhor aquele momento da Paixão de Nosso Senhor, que nunca nos cansaremos de meditar: stabat autem iuxta crucem Jesu mater eius, junto da Cruz de Jesus estava a sua Mãe.
Amigos de Deus, 287
Segunda dor: a fuga para o Egipto

Maria cooperou com a sua caridade para que nascessem na Igreja os fiéis membros da Cabeça de que é efectivamente mãe segundo o corpo. Como Mãe, ensina; e, também como Mãe, as suas lições não são ruidosas. É preciso ter na alma uma base de finura, um toque de delicadeza, para compreender o que nos manifesta, mais do que com promessas, com obras.
Mestra de fé! Bem-aventurada és tu, porque acreditaste! Assim a saúda Isabel, sua prima, quando Nossa Senhora sobe à montanha para a visitar. Tinha sido maravilhoso aquele acto de fé de Santa Maria: eis aqui a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra. No nascimento de seu Filho contempla as grandezas de Deus na terra; há um coro de Anjos e tanto os pastores como os poderosos da terra vêm adorar o Menino. Mas depois a Sagrada Família tem de fugir para o Egipto, para escapar às intenções criminosas de Herodes. Depois, o silêncio; trinta longos anos de vida simples, vulgar, como a de qualquer lar, numa pequena povoação da Galileia.
O Santo Evangelho facilita-nos rapidamente o caminho para entender o exemplo da Nossa Mãe: Maria conservava todas estas coisas dentro de si, ponderando-as no seu coração. Procuremos nós imitá-la, tratando com o Senhor, num diálogo cheio de amor, de tudo o que nos acontece, mesmo dos acontecimentos mais insignificantes. Não nos esqueçamos de que devemos pesá-los, avaliá-los, vê-los com olhos de fé, para descobrir a Vontade de Deus.
Se a nossa fé é débil, recorramos a Maria. Conta S. João que, devido ao milagre das bodas de Caná que Cristo realizou a pedido de sua Mãe, acreditaram n'Ele os seus discípulos. A Nossa Mãe intercede sempre diante de seu Filho para que nos atenda e se nos mostre de tal modo que possamos confessar: - Tu és o Filho de Deus.
Amigos de Deus, 284-285
Terceira dor: Jesus perdido no Templo

Seus pais iam todos os anos a Jerusalém pela festa da Páscoa. Quando chegou aos doze anos, subieram até lá, segundo o costume dos dias da festa. Terminados esses días, regressaram a casa e o Menino ficou em Jerusalém, sem que os pais o soubessem. Pensando que Ele se encontrava com a caravana, fizeram um dia de viagem e começaram a procurá-Lo entre os seus parentes e conhecidos. Não O tendo encontrado, voltaram a Jerusalém à sua procura. Ao fim de três dias encontraram-nO no Templo, sentado entre os doutores, a ouvi-los e a afazer-lhes perguntas. Todos os que O ouviam estavam estupefactos com a sua inteligência e as suas respostas. Ao vê-Lo ficaram assombrados , e sua mãe disse-Lhe: “Filho, porque nos fizeste isto? Olha que teu pai e eu andávamos aflitos, à tua procura”. Ele respondeu-lhes: “Porque me procuráveis? Não sabeis que devia estar em casa de meu Pai?” Mas eles não compreenderam o que lhes disse. (Lc 2, 41-50).
O Evangelho da Santa Missa recordou-nos aquela cena comovente de Jesus que fica em Jerusalém ensinando no templo. Maria e José perguntaram por ele a parentes e conhecidos. E, como não o encontrassem, voltaram a Jerusalém à sua procura. A Mãe de Deus, que procurou com afã o seu Filho, perdido sem sua culpa e que sentiu a maior alegria ao encontrá-lo, ajudar-nos-á a voltar atrás, a rectificar o que for preciso, quando, pelas nossas leviandades ou pecados, não consigamos descobrir Cristo. Teremos assim a alegria de o abraçar de novo, para lhe dizer que nunca mais o perderemos.
Maria é Mãe da ciência, porque com Ela se aprende a lição que mais importa: que nada vale a pena se não estamos junto do Senhor, que de nada servem todas as maravilhas da terra, todas as ambições satisfeitas, se no nosso peito não arde a chama de amor vivo, a luz da santa esperança, que é uma antecipação do amor interminável, na nossa Pátria definitiva.
Amigos de Deus, 278
Onde está Jesus? - Senhora: o Menino!... Onde está?
Maria chora. - Bem corremos, tu e eu, de grupo em grupo, de caravana em caravana; não O viram. - José, depois de fazer esforços inúteis para não chorar, chora também... E tu... E eu.
Eu, como sou um criadito rústico, choro até mais não poder e clamo ao céu e à terra..., por todas as vezes que O perdi por minha culpa e não clamei.
Jesus! Que eu nunca mais Te perca... E então, a desgraça e a dor unem-nos, como nos uniu o pecado, e saem de todo o nosso ser gemidos de profunda contrição e frases ardentes, que a pena não pode, não deve registar.
E, ao consolar-nos com a alegria de encontrar Jesus - três dias de ausência! - disputando com os Mestres de Israel (Lc II, 46), ficará bem gravada, na tua alma e na minha, a obrigação de deixarmos os de nossa casa, para servir o Pai Celestial.
Santo Rosário, Quinto mistério gozoso

Mal Jesus se levantou da Sua primeira queda, encontra Sua Mãe Santíssima, junto do caminho por onde Ele passa.
Com imenso amor Maria olha para Jesus, e Jesus olha para a Sua Mãe; os Seus olhares encontram-se, e cada coração verte no outro a Sua própria dor. A alma de Maria fica mergulhada em amargura, na amargura de Jesus Cristo.
- Ó vós, que passais pelo caminho: olhai e vede se há dor semelhante à minha dor (Lam I, 12)!
Mas ninguém repara, ninguém presta atenção; apenas Jesus.
Cumpriu-se a profecia de Simeão: uma espada trespassará a tua alma (Lc II, 35).
Na escura solidão da Paixão, Nossa Senhora oferece ao seu Filho um bálsamo de ternura, de união, de fidelidade; um sim à Vontade divina.
Pela mão de Maria, tu e eu queremos também consolar Jesus, aceitando sempre e em tudo a Vontade do Seu Pai, do nosso Pai.
Só assim saborearemos a doçura da Cruz de Cristo e abraçá-la-emos com a força do Amor, levando-a em triunfo por todos os caminhos da terra.
Via Sacra, IV Estação

Junto da Cruz de Jesus estavam sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de de Cléofas, e Maria de Magdala. Ao ver sua mãe e, junto dela, o discípulo que Ele amava, Jesus disse a sua Mãe: “Mulher, eis aí o teu filho”. depois disse ao discípulo: “Eis aí a tua mãe”. E, desde aquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa. Depois, sabendo que tudo estava consumado e para que se cumprisse a Escritura, Jesus disse: “Tenho sede”. Estava ali um vaso cheio de vinagre. Embeberam uma esponja no vinagre e, fixando-a a um ramo de hissopo, levaram-Lha à boca. Quando Jesus tomou o vinagre, disse: “Tudo está consumado”. E inclinando a cabeça, rendeu o espírito (Jo 19, 25-30).
Agora, pelo contrário, no escândalo do sacrifício da Cruz, Santa Maria estava presente, ouvindo com tristeza os que passavam por ali e blasfemavam abanando a cabeça e gritando: Tu, que arrasas o templo de Deus e, em três dias o reedificas, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz. Nossa Senhora escutava as palavras de seu Filho, unindo-se à sua dor; Meu Deus, meu Deus, por que me desamparaste? Que podia Ela fazer? Fundir-se com o amor Redentor de seu Filho, oferecer ao Pai a dor imensa - como uma espada afiada - que trespassava o seu Coração puro.
De novo Jesus se sente confortado com essa presença discreta e amorosa de sua Mãe. Maria não grita, não corre de um lado para outro... Stabat: está de pé, junto ao Filho. É então que Jesus olha para Ela, dirigindo depois o olhar para João. E exclama: - Mulher, aí tens o teu filho. Depois diz ao discípulo: Aí tens a tua Mãe. Em João, Cristo confia à sua Mãe todos os homens e especialmente os seus discípulos, os que haviam de acreditar n'Ele.
Felix culpa, canta a Igreja, feliz culpa, porque nos fez ter tal e tão grande Redentor! Feliz culpa, podemos acrescentar também, que nos mereceu receber por Mãe, Santa Maria! Já estamos seguros, já nada nos deve preocupar, porque Nossa Senhora, coroada Rainha dos Céus e da Terra, é a omnipotência suplicante diante de Deus. Jesus não pode negar nada a Maria, nem tão pouco a nós, filhos da sua própria Mãe.
Amigos de Deus, 288

Chegada já a tarde, como era a parasceve, isto é, a véspera do sábado, José de Arimateia, responsável membro do Sinédrio, que também esperava o reino de Deus, foi corajosamente procurar Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. Pilatos admirou-se d’Ele já estar morto e, mandando chamar o centurião, preguntou-lhe se já tinha morrido. Informado pelo centurião, ordenou que o corpo fosse entregue a José. Este, depois de comprar um lençol; tirou Jesus da cruz e envolveu-O nele. Em seguida, depositou-O num sepulcro cavado na rocha e rolou uma pedra contra a porta do sepulcro (Mc 15, 42-46).
Situados agora no Calvário, quando Jesus já morreu e não se manifestou ainda a glória do seu triunfo, temos uma boa ocasião para examinar os nossos desejos de vida cristã, de santidade para reagir com um acto de fé perante as nossas debilidades e, confiando no poder de Deus, fazer o propósito de pôr amor nas coisas do nosso dia-a-dia. A experiência do pecado tem de nos conduzir à dor, a uma decisão mais madura e mais profunda de sermos fiéis, de nos identificarmos deveras com Cristo, de perseverarmos, custe o que custar, nessa missão sacerdotal que Ele encomendou a todos os seus discípulos sem excepção, que nos impele a sermos sal e luz do mundo.
Cristo que passa, 96
É a hora de recorreres à tua Mãe bendita do Céu, para que te acolha nos seus braços e te consiga do seu Filho um olhar de misericórdia. E procura depois fazer propósitos concretos: corta de uma vez, ainda que custe, esse pormenor que estorva e que é bem conhecido de Deus e de ti. A soberba, a sensualidade, a falta de sentido sobrenatural aliar-se-ão para te sussurrarem: isso? Mas se se trata de uma circunstância tonta, insignificante! Tu responde, sem dialogar mais com a tentação: entregar-me-ei também nessa exigência divina! E não te faltará razão: o amor demonstra-se especialmente em coisas pequenas. Normalmente, os sacrifícios que o Senhor nos pede, os mais árduos, são minúsculos, mas tão contínuos e valiosos como o bater do coração.
Amigos de Deus, 134

Depois disto, José de Arimateia, o que era discípulo de Jesus, mas em segredo, por medo dos judeus, pediu a Pilatos para levar o Corpo de Jesus. Pilatos permitiu-lho. Veio, pois, e tirou o Seu Corpo. Veio também Nicodemos, aquele que, anteriormente, se dirigira de noite a Jesus, trazendo uma composição de quase cem libras de mirra e aloés. Tomaram o Corpo de Jesus e envolveram-no em ligaduras, juntamente com os perfumes, segundo a maneira de sepultar usada entre os judeus. No lugar em que Ele tinha sido crucificado, havia um horto e, no horto, um túmulo novo, no qual ninguém fora ainda sepultado. Por causa da Preparação dos judeus, como o túmulo estava perto, foi ali que puseram Jesus (Jo 19, 38-42).
Vamos pedir agora ao Senhor, para terminar este tempo de conversa com Ele, que nos conceda poder repetir com S. Paulo que triunfamos por virtude daquele que nos amou. Pelo qual estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as virtudes, nem o presente, nem o futuro, nem a força, nem o que há de mais alto, nem de mais profundo, nem qualquer outra criatura poderá jamais separar-nos do amor de Deus que está em Jesus Cristo Nosso Senhor .
Este amor também a Escritura o canta com palavras inflamadas: as águas copiosas não puderam extinguir a caridade, nem os rios afogá-la. Este amor encheu sempre o Coração de Santa Maria, ao ponto de enriquecê-la com entranhas de Mãe para toda a humanidade. Em Nossa Senhora o amor a Deus confunde-se com a solicitude por todos os seus filhos. O seu Coração dulcíssimo teve de sofrer muito, atento aos mínimos pormenores - não têm vinho - ao presenciar aquela crueldade colectiva, aquele encarniçamento dos verdugos, que foi a Paixão e Morte de Jesus. Mas Maria não fala. Como o seu Filho, ama, cala e perdoa. Essa é a força do amor.
Amigos de Deus, 237
Fonte:Site São Josemaria Escrivá
sábado, 2 de março de 2013
Oratio tempus Sedis Vacantis
Postado por
Paulo Roberto
Oremus:
Súpplici, Dómine, humilitáte depóscimus: ut Sacrosánctae
Románae Ecclésiae concédat Pontíficem illum tua imménsa píetas; qui et pio in
nos stúdio semper tibi plácitus, et tuo pópulo pro salúbri regímine sit assídue
ad glóriam tui nóminis reveréndus. Per Dóminum Nostrum Iesu Christum Fílium
tuum, qui tecum vivit et regnat in unitáte Spíritus Sancti, Deus, per ómnia
saecula saeculórum. Amen.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Quem quer modernizar a Igreja?
Postado por
Caio Vinícius
Por meio de uma atitude virtuosa e corajosa, o Santo Padre Bento XVI, pediu renúncia do ministério de Sucessor de São Pedro. Não bastassem todos os ataques contra a Igreja, a mídia brasileira, sensacionalista, anticristã e intolerante, dá voz - em entrevistas demoradas - a expoentes duvidosos, e deixa assim, de entrevistar a quem merece e a quem realmente sabe.
Tachando o Sucessor de Pedro de conservador, sisudo, gélido, a mídia televisa e escrita desta nossa nação, tenta incutir nos brasileiros sentimentos aversivos ao papa e ao motivo de sua renúncia. Tabloides inventam motivos "conspiratórios" para vender jornais, o que acaba sendo reportado como verdade, sendo mentira.
O sonho das grandes empresas de comunicação do Brasil é de transformar a Igreja numa mera ONG que ajuda os pobres, ou uma instituição que seja aliada dos poderosos deste mundo, que não condene as práticas heréticas da sociedade; não como realmente Ela é: UNA, SANTA, CATÓLICA, APOSTÓLICA e ROMANA. Debochando do Papa, debocha-se da Igreja. Por isso, devemos como católicos, cientes de nossa fé, defender a imagem do Santo Padre, do Papado, da IGREJA.
Peçamos a Nosso Senhor que nos dê um Pastor segundo o seu coração, e confiantes na materna intercessão da Santa Mãe de Deus, peçamos a Nossa Senhora que o Seu Imaculado Coração triunfe sobre todo o mal. Amém.
***
"Com a renúncia de Bento XVI, inicia-se novamente a cantilena sobre quem haveria de comandar a Igreja para modernizá-la. Quem seria capaz de tirar a Igreja das trevas medievais em que viveria e conduzi-la à luz? A quem incumbiria a missão de aproximá-la, de fazer com que essa Igreja de dois mil anos finalmente se encontre com o mundo moderno?
A pergunta que se deve fazer, no entanto, é outra. Bem diferente. Ei-la: Quem quer modernizar a Igreja?
São sempre as mesmas pessoas que querem modernizar a Igreja, aproximando-a do mundo, mundanizando-a. São as que estão fora dela. De fato, nenhum católico pretende ver alterados os fundamentos de sua fé, aqueles mesmos construídos sobre o pescador Simão, a quem Jesus disse: Tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja(Mt. 16:18). E prova maior de que os católicos não querem uma Igreja voltada para o mundo foi a eleição de Bento XVI, num dos conclaves mais céleres da história.
A Igreja Católica, edificada por Jesus sobre os ombros de Pedro, tem a convicção de que porta a verdade sobre a revelação divina, encarnada que foi no próprio Cristo, em razão da Tradição herdada diretamente dos apóstolos, de modo que sua missão é levar o evangelho a todos, para a salvação de muitos.
E é claro que a revelação divina não agrada ao mundo, não agrada aos que aceitam o divórcio, aos que abortam ou toleram o infanticídio, aos que querem assemelhar o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo ao casamento, não agrada aos que protegem ovos de tartaruga mas permitem a destruição de seres humanos embrionários em nome da ciência.
São essas pessoas que querem achegar a Igreja ao mundo, para que vejam, ao fim e ao cabo, a fumaça de Satanás ofuscar o altar em que Cristo é sacrificado.
O que resta, quando se escutam pessoas assim, é saber que a Igreja está no caminho certo quando dá as costas ao mundo moderno (como nas missas em que o padre se põe de costas para o povo, voltando sua face exclusivamente para Deus); mesmo porque o mundo haveria de tomar a Igreja como luzeiro, e não o contrário."
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Obrigado, BENTO XVI!
Postado por
Caio Vinícius
Realmente a notícia da renúncia do Santo Padre Bento XVI nos pegou desprevenidos, de surpresa!
Se havia comentado algo em tempos passados, sobre uma possível renúncia do Papa em caso de fragilidade física. No livro ‘Luz do mundo: o Papa, a Igreja e o Sinal dos Tempos’, uma entrevista do papa ao jornalista católico alemão Peter Seewald, contém muitas informações e reflexões sobre a vida pessoal e perspectivas de Bento XVI. E o próprio Papa chega a comentar: “Sim, se um papa percebe claramente que não tem mais condições físicas, psicológicas e espirituais de encarregar-se dos deveres de seu cargo, ele tem o direito e, sob certas circunstâncias, a obrigação de renunciar”.
(...)
MEDIDAS PRÓXIMAS A SEREM TOMADAS
Segundo o porta-voz do
Vaticano, a Santa Igreja deve ter um novo Papa até a festa da Páscoa, no
próximo dia 31 de março: “Temos de ter um novo Papa na Páscoa”, afirmou. O
conclave deve ser realizado de 15 a 20 dias após a renúncia.
No Código de Direito
Canônico, no artigo 332.2, se prevê a possibilidade de um papa renunciar, mas
precisa fazê-lo por sua livre vontade, e não é necessário que sua renúncia seja
aceita por ninguém. Segundo o código, uma vez tendo renunciado, o papa não pode
mais voltar atrás.
Após a renúncia ou
morte do papa, os assuntos da Santa Igreja ficam sob a responsabilidade do
Cardeal Decano ou Camerlengo.
Ele convocará o
conclave, reunindo todos os cardeais da Igreja Católica no Vaticano. Eles
ficarão isolados em celas particulares e se reunirão na Capela Sistina duas
vezes por dia para votar, durante o tempo que for necessário para a eleição do
novo Pontífice. O voto é secreto. A votação é feita em papel. Para que um papa
seja eleito o candidato deverá ter a maioria dos votos, ou seja, metade mais
um. Depois de cada sessão, os papéis da votação são queimados. Se não houver
uma definição, uma substância química é adicionada aos papéis para produzir uma
fumaça escura, que sai pela famosa chaminé que poderá ser avistada da Praça de
São Pedro. Se houver uma definição, a fumaça é branca. Assim sendo, reviveremos
novamente a emoção de ouvir na sacada principal da Basílica Vaticana: ‘Habemus
Papam!’
Fonte: Dominus Vobiscum
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Um Papa certo para tempos incertos
Postado por
Caio Vinícius
Pedro fala pela boca de Bento XVI. O legado que deixará à Igreja é um tesouro incalculável, desde a sua teologia a sua humildade cristã.
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| A Doutrina Católica ensina que o Papa é o "Servo dos Servos de Cristo". Sob ele recai o múnus de Vigário de Cristo e de Pastor de toda a Igreja. |
Nos primeiros séculos do cristianismo, mais precisamente no século III, a Igreja Católica sofreu grandes abalos, ora advindos das perseguições bárbaras e pagãs, ora dos próprios membros da Igreja, com suas heresias acerca da Pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Crises como as do Gnosticismo e do Arianismo teriam destruído a Igreja, dada a proporção de seus seguidores, não fosse a providência divina e a assistência do Espírito Santo ter suscitado grandes santos para a defesa de nossa fé, dando cumprimento a promessa de Cristo de que "as portas do Inferno não prevalecerão".
O ano de 451 foi marcado pelas grandes controvérsias cristológicas. Apartados da fé apostólica, inúmeros bispos passaram a acreditar na heresia monofisista. Essa heresia afirmava que Cristo possuía apenas a natureza divina. Contra isso, levantou-se o Papa São Leão Magno no seu famoso "Tomo a Flaviano", no qual declarava a união hipostática de Cristo, ou seja, que Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. O discurso do Santo Padre foi aclamado pelos bispos conciliares, reunidos em Calcedônia, sob a célebre frase: "Pedro falou pela boca de Leão".
A Doutrina Católica ensina que o Papa é o "Servo dos Servos de Cristo". Sob ele recai o múnus de Vigário de Cristo e de Pastor de toda a Igreja. Por isso, o Santo Padre "é o perpétuo e visível princípio e fundamento da unidade, quer dos bispos, quer da multidão dos fiéis". Como sucessor de São Pedro, o Sumo Pontífice tem o santo dever de confirmar a todos na fé (Luc. 22, 31-32). Esse carisma da unidade na fé e na caridade fez com que o escritor inglês G.K. Chesterton dissesse uma vez, parafraseando um antigo ditado: "Se o Papa não existisse, seria necessário inventá-lo".
Assim, se os Bispos de Calcedônia diziam: "Pedro falou pela boca de Leão" - hoje podemos afirmar que Pedro está falando pela boca de Bento XVI. Joseph Ratzinger é o Papa certo para tempos incertos. Num momento em que a Igreja vive uma encruzilhada entre a apostasia do relativismo e o martírio da ridicularização, o testemunho valente do Bispo de Roma tem dado aos católicos, principalmente aos jovens, o impulso necessário para a vivência virtuosa e apostólica da fé cristã.
No final do ano passado, quando todos os prognósticos da mídia certificavam a falência da autoridade papal, devido às corajosas condenações do Papa Bento XVI ao aborto e em defesa do matrimônio, a mensagem do Santo Padre encontrou eco onde menos se esperava: na juventude. Incentivando os fiéis católicos e os homens de boa vontade - até mesmo os de outras religiões - a se unirem em defesa dos princípios inegociáveis da dignidade humana, o Papa pediu que a verdade fosse anunciada sem medo de represálias.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Credo do Povo de Deus
Postado por
Caio Vinícius
SOLENE CONCELEBRAÇÃO
NA CONCLUSÃO DO «ANO DA FÉ»
NO CENTENÁRIO DO MARTÍRIO
DOS APÓSTOLOS PEDRO E PAULO
NA CONCLUSÃO DO «ANO DA FÉ»
NO CENTENÁRIO DO MARTÍRIO
DOS APÓSTOLOS PEDRO E PAULO
HOMILIA DO PAPA PAULO VI
Praça de São Pedro
Domingo, 30 de Junho de 1968
Domingo, 30 de Junho de 1968
Veneráveis irmãos e diletos filhos:
1. Encerramos, com esta Liturgia solene, tanto a celebração do XIX centenário do martírio dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, como este ano que denominamos "Ano da Fé". Nós o dedicamos à comemoração dos Apóstolos, não só com a intenção de testemunhar nossa vontade inquebrantável de conservar sem corrupção o depósito da Fé (cf. 1Tm 6,20) que eles nos transmitiram, senão também para confirmar o nosso propósito de relacionar a mesma Fé com a vida dos tempos atuais, em que a Igreja deve peregrinar no mundo.
2. Sentimo-nos na obrigação de agradecer publicamente a todos os fiéis que responderam ao nosso convite, fazendo com que o "Ano da Fé" produzisse o máximo de frutos, quer por uma adesão mais profunda à Palavra de Deus, quer pela renovação da profissão de fé em muitas comunidades, quer pela confirmação da própria fé, com o testemunho de uma vida autenticamente cristã. Por isso, ao mesmo tempo que expressamos nosso reconhecimento, sobretudo a nossos Irmãos no Episcopado e a todos os filhos da Santa Igreja, queremos dar-lhes nossa Bênção Apostólica.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
O Concílio Vaticano II: 50 anos depois (I)
Postado por
Caio Vinícius
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 14 de dezembro de 2012 (ZENIT.org) - Publicamos a seguir a segunda pregação do Advento de 2012 feita pelo Pe. Raniero Cantalamessa, pregador da Casa Pontifícia, nesta manhã no Vaticano.
O Concílio Vaticano II: 50 anos depois.
Uma chave de leitura
Uma chave de leitura
1. O Concílio: a hermenêutica da ruptura e a da continuidade
Nesta meditação, gostaria de refletir sobre o segundo maior motivo de celebração deste ano: o 50º aniversário do começo do Concílio Vaticano II.
Nas últimas décadas aumentaram as tentativas de fazer uma avaliação dos resultados do Concílio Vaticano II[1]. Não é o caso agora de continuar nesta linha, e nem sequer o tempo disponível nos permitiria. Em paralelo com estas leituras analíticas, houve, desde o começo do Concílio, a tentativa de uma avaliação sintética, a busca, em outras palavras, de uma chave de leitura do evento conciliar. Gostaria de inserir-me neste esforço e tentar, até mesmo, uma leitura das diversas chaves de leitura.
Principalmente foram três as chaves de leitura: atualização (aggiornamento), ruptura, novidade na continuidade. Ao anunciar o Concílio ao mundo João XXIII usou repetidamente a palavra “aggiornamento” (atualização), que, graças a ele, entrou para o vocabulário universal. Em seu discurso de abertura do Concílio, deu uma primeira explicação do que ele quis dizer com esse termo:
"O 21º Concílio Ecumênico quer transmitir integralmente, não em partes, sem distorções, a doutrina católica [...]. Mas nós não devemos somente preservar este tesouro precioso, como se nos preocupássemos apenas da antiguidade, mas vigorosos, sem medo, devemos continuar no trabalho que a nossa época exige, seguindo o caminho que a Igreja percorreu por quase 20 séculos [... ]. É necessário que esta doutrina certa e imutável, à qual devemos dar uma adesão de fé, seja aprofundada e exposta como exigido pelos nossos tempos"[2].
Na medida em que os trabalhos e as sessões do Concílio progrediam surgiram duas linhas opostas dependendo, de acordo com as exigências expressadas pelo Papa, acentuava-se a primeira ou a segunda: ou seja, a continuidade com o passado ou a novidade com relação a ele. No meio desses últimos a palavra aggiornamento (atualização) acabou sendo trocada pela palavra ruptura. Mas com um espírito e com tentativas bem diferentes, de acordo com a própria orientação. Para a ala, assim chamada progressista, tratava-se de uma conquista a ser comemorada com entusiasmo; para o lado oposto, tratava-se de uma tragédia para toda a Igreja.
Entre essas duas frentes – que concordavam com a afirmação do fato, mas estavam opostos no juízo sobre ele – coloca-se a posição do Magistério papal que fala de “novidade na continuidade”. Paulo VI, na Ecclesiam suam retoma a palavra “aggiornamento” (atualização) de João XXIII e fala que queria tê-la presente como “endereço programático”[3]. No começo do seu pontificado João Paulo II confirmou o juízo do seu antecessor[4] e se expressou muitas vezes nessa mesma linha. Mas, foi principalmente o atual Sumo Pontífice Bento XVI que explicou o que o Magistério da Igreja entende por “novidade na continuidade”. Foi o que ele fez poucos meses depois da sua eleição, no conhecido discurso programático à Curia Romana do dia 22 de Dezembro de 2005. Escutemos algumas passagens:
“Surge a pergunta: por que a recepção do Concílio, em grandes partes da Igreja, até agora teve lugar de modo tão difícil? Pois bem, tudo depende da justa interpretação do Concílio ou como diríamos hoje da sua correcta hermenêutica, da justa chave de leitura e de aplicação. Os problemas da recepção derivaram do facto de que duas hermenêuticas contrárias se embateram e disputaram entre si. Uma causou confusão, a outra, silenciosamente mas de modo cada vez mais visível, produziu e produz frutos. Por um lado, existe uma interpretação que gostaria de definir "hermenêutica da descontinuidade e da ruptura"; não raro, ela pôde valer-se da simpatia dos mass media e também de uma parte da teologia moderna. [...] A hermenêutica da descontinuidade opõe-se à hermenêutica da reforma ".
O papa admite que uma certa descontinuidade e ruptura ocorreu, mas ela não abarca os princípios e as verdades fundamentais da fé cristã, mas algumas decisões históricas. Entre as quais se encontra a situação de conflito que se criou entre a Igreja e o mundo moderno, que culminou na condenação total da modernidade sob Pio IX, mas também situações mais recentes, como aquela criada pelos progressos da ciência, da nova relação entre as religiões com as implicações que isso tem para o problema da liberdade de consciência; e não por último, a tragédia do holocausto que exigia um repensamento de atitudes para com o povo judeu. Escreve:
“É claro que em todos estes setores, que no seu conjunto formam um único problema, podia emergir alguma forma de descontinuidade que, de certo modo, se tinha manifestado, de fato uma descontinuidade, na qual todavia, feitas as diversas distinções entre as situações históricas concretas e as suas exigências, resultava não abandonada a continuidade nos princípios fato que facilmente escapa a uma primeira percepção. É exactamente neste conjunto de continuidade e descontinuidade a diversos níveis que consiste a natureza da verdadeira reforma”.
Se do plano axiológico, ou seja dos princípios e dos valores, passamos ao plano cronológico, poderemos dizer que o Concílio representa uma ruptura e uma descontinuidade com relação ao passado próximo da Igreja e representa ao contrário uma continuidade com relação ao seu passado remoto. Em muitos pontos, sobretudo no ponto central que é a idéia da Igreja, o concílio quis fazer um retorno às origens, às fontes bíblicas e patrísticas da fé.
A leitura do Concílio assumida pelo Magistério, ou seja, a da novidade na continuidade, tinha tido um ilustre precursor no “Ensaio sobre o desenvolvimento da doutrina cristã” do cardeal Newman, definido muitas vezes, também por este, “o Pai ausente do Vaticano II”. Newman demonstra que, quando se trata de uma grande ideia filosófica ou uma crença religiosa, como é o cristianismo,
"não é possível julgar pelo seu começo qual seja a sua virtualidade e as metas às quais tende. [...]. De acordo com as novas relações que ela chega a ter, surgem perigos e esperanças e princípios antigos reaparecem sob nova forma. Ela muda junto com eles para ficar sempre idêntica a si mesma. Num mundo sobrenatural as coisas acontecem de forma diferente, mas aqui sobre a terra viver é transformar-se e a perfeição é o resultado de muitas transformações”[5].
São Gregório Magno antecipava, de certa forma, esta convicção quando afirmava que a Escritura “cum legentibus crescit”, cresce com aqueles que a lêem”[6]; ou seja, cresce a força de ser lida e vivida, na medida que surgem novas perguntas e novos desafios da história. Portanto, a doutrina da fé muda, mas para ficar fiel a si mesma; muda nas contingências históricas, para não mudar na substância, como dizia Bento XVI.
Um exemplo trivial, mas indicativo é aquele do idioma. Jesus falava a língua do seu tempo; não o hebraico que era a língua nobre e das Escrituras (o latim do tempo!), mas o aramaico falado pelo povo. A fidelidade a este dado inicial não podia consistir, e não consistiu, no continuar a falar em aramaico a todos os futuros ouvintes do evangelho, mas no falar grego ao Gregos, latim aos Latinos, armênio com os Armênios, copto com os cóptos, e assim até os dias de hoje. Como dizia Newman, é justamente mudando que muitas vezes se é fiel ao dado original.
Nesta meditação, gostaria de refletir sobre o segundo maior motivo de celebração deste ano: o 50º aniversário do começo do Concílio Vaticano II.
Nas últimas décadas aumentaram as tentativas de fazer uma avaliação dos resultados do Concílio Vaticano II[1]. Não é o caso agora de continuar nesta linha, e nem sequer o tempo disponível nos permitiria. Em paralelo com estas leituras analíticas, houve, desde o começo do Concílio, a tentativa de uma avaliação sintética, a busca, em outras palavras, de uma chave de leitura do evento conciliar. Gostaria de inserir-me neste esforço e tentar, até mesmo, uma leitura das diversas chaves de leitura.
Principalmente foram três as chaves de leitura: atualização (aggiornamento), ruptura, novidade na continuidade. Ao anunciar o Concílio ao mundo João XXIII usou repetidamente a palavra “aggiornamento” (atualização), que, graças a ele, entrou para o vocabulário universal. Em seu discurso de abertura do Concílio, deu uma primeira explicação do que ele quis dizer com esse termo:
"O 21º Concílio Ecumênico quer transmitir integralmente, não em partes, sem distorções, a doutrina católica [...]. Mas nós não devemos somente preservar este tesouro precioso, como se nos preocupássemos apenas da antiguidade, mas vigorosos, sem medo, devemos continuar no trabalho que a nossa época exige, seguindo o caminho que a Igreja percorreu por quase 20 séculos [... ]. É necessário que esta doutrina certa e imutável, à qual devemos dar uma adesão de fé, seja aprofundada e exposta como exigido pelos nossos tempos"[2].
Na medida em que os trabalhos e as sessões do Concílio progrediam surgiram duas linhas opostas dependendo, de acordo com as exigências expressadas pelo Papa, acentuava-se a primeira ou a segunda: ou seja, a continuidade com o passado ou a novidade com relação a ele. No meio desses últimos a palavra aggiornamento (atualização) acabou sendo trocada pela palavra ruptura. Mas com um espírito e com tentativas bem diferentes, de acordo com a própria orientação. Para a ala, assim chamada progressista, tratava-se de uma conquista a ser comemorada com entusiasmo; para o lado oposto, tratava-se de uma tragédia para toda a Igreja.
Entre essas duas frentes – que concordavam com a afirmação do fato, mas estavam opostos no juízo sobre ele – coloca-se a posição do Magistério papal que fala de “novidade na continuidade”. Paulo VI, na Ecclesiam suam retoma a palavra “aggiornamento” (atualização) de João XXIII e fala que queria tê-la presente como “endereço programático”[3]. No começo do seu pontificado João Paulo II confirmou o juízo do seu antecessor[4] e se expressou muitas vezes nessa mesma linha. Mas, foi principalmente o atual Sumo Pontífice Bento XVI que explicou o que o Magistério da Igreja entende por “novidade na continuidade”. Foi o que ele fez poucos meses depois da sua eleição, no conhecido discurso programático à Curia Romana do dia 22 de Dezembro de 2005. Escutemos algumas passagens:
“Surge a pergunta: por que a recepção do Concílio, em grandes partes da Igreja, até agora teve lugar de modo tão difícil? Pois bem, tudo depende da justa interpretação do Concílio ou como diríamos hoje da sua correcta hermenêutica, da justa chave de leitura e de aplicação. Os problemas da recepção derivaram do facto de que duas hermenêuticas contrárias se embateram e disputaram entre si. Uma causou confusão, a outra, silenciosamente mas de modo cada vez mais visível, produziu e produz frutos. Por um lado, existe uma interpretação que gostaria de definir "hermenêutica da descontinuidade e da ruptura"; não raro, ela pôde valer-se da simpatia dos mass media e também de uma parte da teologia moderna. [...] A hermenêutica da descontinuidade opõe-se à hermenêutica da reforma ".
O papa admite que uma certa descontinuidade e ruptura ocorreu, mas ela não abarca os princípios e as verdades fundamentais da fé cristã, mas algumas decisões históricas. Entre as quais se encontra a situação de conflito que se criou entre a Igreja e o mundo moderno, que culminou na condenação total da modernidade sob Pio IX, mas também situações mais recentes, como aquela criada pelos progressos da ciência, da nova relação entre as religiões com as implicações que isso tem para o problema da liberdade de consciência; e não por último, a tragédia do holocausto que exigia um repensamento de atitudes para com o povo judeu. Escreve:
“É claro que em todos estes setores, que no seu conjunto formam um único problema, podia emergir alguma forma de descontinuidade que, de certo modo, se tinha manifestado, de fato uma descontinuidade, na qual todavia, feitas as diversas distinções entre as situações históricas concretas e as suas exigências, resultava não abandonada a continuidade nos princípios fato que facilmente escapa a uma primeira percepção. É exactamente neste conjunto de continuidade e descontinuidade a diversos níveis que consiste a natureza da verdadeira reforma”.
Se do plano axiológico, ou seja dos princípios e dos valores, passamos ao plano cronológico, poderemos dizer que o Concílio representa uma ruptura e uma descontinuidade com relação ao passado próximo da Igreja e representa ao contrário uma continuidade com relação ao seu passado remoto. Em muitos pontos, sobretudo no ponto central que é a idéia da Igreja, o concílio quis fazer um retorno às origens, às fontes bíblicas e patrísticas da fé.
A leitura do Concílio assumida pelo Magistério, ou seja, a da novidade na continuidade, tinha tido um ilustre precursor no “Ensaio sobre o desenvolvimento da doutrina cristã” do cardeal Newman, definido muitas vezes, também por este, “o Pai ausente do Vaticano II”. Newman demonstra que, quando se trata de uma grande ideia filosófica ou uma crença religiosa, como é o cristianismo,
"não é possível julgar pelo seu começo qual seja a sua virtualidade e as metas às quais tende. [...]. De acordo com as novas relações que ela chega a ter, surgem perigos e esperanças e princípios antigos reaparecem sob nova forma. Ela muda junto com eles para ficar sempre idêntica a si mesma. Num mundo sobrenatural as coisas acontecem de forma diferente, mas aqui sobre a terra viver é transformar-se e a perfeição é o resultado de muitas transformações”[5].
São Gregório Magno antecipava, de certa forma, esta convicção quando afirmava que a Escritura “cum legentibus crescit”, cresce com aqueles que a lêem”[6]; ou seja, cresce a força de ser lida e vivida, na medida que surgem novas perguntas e novos desafios da história. Portanto, a doutrina da fé muda, mas para ficar fiel a si mesma; muda nas contingências históricas, para não mudar na substância, como dizia Bento XVI.
Um exemplo trivial, mas indicativo é aquele do idioma. Jesus falava a língua do seu tempo; não o hebraico que era a língua nobre e das Escrituras (o latim do tempo!), mas o aramaico falado pelo povo. A fidelidade a este dado inicial não podia consistir, e não consistiu, no continuar a falar em aramaico a todos os futuros ouvintes do evangelho, mas no falar grego ao Gregos, latim aos Latinos, armênio com os Armênios, copto com os cóptos, e assim até os dias de hoje. Como dizia Newman, é justamente mudando que muitas vezes se é fiel ao dado original.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
As imagens na Tradição da Igreja
Postado por
Caio Vinícius
Na Encarnação do Verbo, Deus mostrou aos homens uma face visível de Deus. Os cristãos foram, então, compreendendo que segundo a pedagogia divina, deveriam passar da contemplação do visível ao invisível. As imagens, principalmente os que reproduziam personagens e cenas da história sagrada, tornaram-se “a Bíblia dos iletrados” ou analfabetos.
Os Reformadores protestantes rejeitaram as imagens por causa dos abusos do fim da Idade Média; Lutero, porém, se mostrou bastante liberal com as imagens; não as proibia.
Ultimamente entre os luteranos a atitude inococlasta (heresia que rejeitava as imagens) tem sido submetida a revisão. Lutero rejeitou os iconoclastas (quebradores de imagens) escreveu essas palavras em 1528: “Tenho como algo deixado à livre escolha as imagens, os sinos, as vestes litúrgicas e coisas semelhantes. Quem não os quer, deixe-os de lado, embora as imagens inspiradas pela Escritura e por histórias edificantes me pareçam muito úteis… Nada tenho em comum com os Iconoclastas” (Da Ceia de Cristo).
Nos primeiros séculos do Cristianismo, ainda encontramos alguns escritores cristãos que mostram mal-entendidos ou abusos por parte dos fiéis no uso das imagens. Mas os cristãos foram percebendo que a proibição de fazer imagens no Antigo Testamento era apenas uma questão pedagógica de Deus com o povo de Israel, para que esse não se voltasse para os ídolos. Deus proibia fazer imagens de ídolos e não de outros seres. As gerações cristãs começaram a representar e meditar as fases da vida de Jesus e a representação artística das mesmas começaram a surgir como um meio valioso para que o povo fiel se aproximasse do Filho de Deus.
Já nas antigas catacumbas de Roma (S. Calisto, Priscila, etc.), os antigos cemitérios cristãos, encontram-se diversos afrescos geralmente inspirados pelo texto bíblico: Noé salvo das águas do dilúvio, os três jovens cantando na fornalha, Daniel na cova dos leões, os pães e os peixes restantes da multiplicação efetuada por Jesus, o Peixe (Ichthys), que simbolizava o Cristo.
Note que esses cristãos dos primeiros séculos estão debaixo da perseguição dos romanos. E eles faziam imagens e pintavam figuras. Será que eram idólatras por isso? É lógico que não, eles morriam às vezes mártires exatamente para não praticarem a idolatria, reconhecendo César como Deus e lhe queimando incenso. Ora, se os nossos mártires usavam figuras pintadas, é claro que elas são legítimas.
Nas Igrejas as imagens tornaram-se a “Bíblia dos iletrados”, dos simples e das crianças, exercendo grande função catequética. Alguns escritores cristãos nos contam isso. São Gregório de Nissa (†394) escreveu: “O desenho mudo sabe falar sobre as paredes das igrejas e ajuda grandemente” (Panegírico de S. Teodoro, PG 94, 1248c).
São João Damasceno, doutor da Igreja, grande defensor das imagens no Concilio de Nicéia II, disse: “O que a Bíblia é para os que sabem ler, a imagem o é para os iletrados” (De imaginibus I 17 PG, 1248c). “Antigamente Deus, que não tem corpo nem face, não poderia ser absolutamente representado através duma imagem. Mas agora que Ele se fez ver na carne e que Ele viveu com os homens, eu posso fazer uma imagem do que vi de Deus.” “A beleza e a cor das imagens estimula minha oração. É uma festa para os meus olhos, tanto quanto o espetáculo dos campos estimula o meu coração para dar glória a Deus” (CIC, 1162). “Como fazer a imagem do invisível? Na medida em que Deus é invisível, não o represento por imagens; mas, desde que viste o incorpóreo feito homem, fazes a imagem da forma humana: já que o inviável se tornou visível na carne, pinta a semelhança do invisível” (I 8 PG 94, 1237-1240). “Outrora Deus, o Incorpóreo e invisível, nunca era representado. Mas agora que Deus se manifestou na carne e habitou entre os homens, eu represento o “visível” de Deus. Não adoro a matéria, mas o Criador da matéria” (Ibid. I 16 PG 94, 1245s).
O Papa São Gregório Magno († 604), doutor da Igreja, escreveu a Sereno, bispo de Marselha, que ordenou quebrar as imagens: “Tu não devias quebrar o que foi colocado nas Igrejas não para ser adorado, mas simplesmente para ser venerado. Uma coisa é adorar uma imagem, outra coisa é aprender, mediante essa imagem, a quem se dirigem as tuas preces. O que a Escritura é para aqueles que sabem ler, a imagem o é para os ignorantes; mediante essas imagens aprendem o caminho a seguir. A imagem é o livro daqueles que não sabem ler” (epist. XI 13 PL 77, 1128c).
Nos séculos VIII e IX surgiu na Igreja a disputa em torno do uso das imagens, a questão iconoclasta. Por influência do judaísmo, do islamismo, de seitas e de antigas heresias cristológicas, muitos cristãos do Oriente começaram a negar a legitimidade do culto das imagens. Os imperadores bizantinos, de Constantinopla, tomaram parte na disputa, por motivos políticos mais do que por razões religiosas. Desencadeada sob o Imperador bizantino Leão Isáurico (717-741), a controvérsia das imagens foi levada ao Concílio de Nicéia II (787).
Com base nos sólidos argumentos de grandes teólogos como São João Damasceno, doutor da Igreja, este Concilio reafirmou a validade do culto de veneração (não adoração) das imagens. O Concílio distinguiu entre Iatréia (em grego adoração), devida somente a Deus, e proskynesis (veneração), tributável aos santos e também às imagens sagradas na medida em que estas representam os santos ou o próprio Senhor; o culto às imagens é, portanto, relativo, só se explica na medida em que é tributado indiretamente àqueles que as imagens representam.
Assim se pronunciaram os padres conciliares: “Definimos que, como as representações da Cruz, assim também as veneráveis e santas imagens, em pintura, em mosaico ou de qualquer outra matéria adequada, devem ser expostas nas santas igrejas de Deus (sobre os santos utensílios e os paramentos, sobre as paredes e de quadros), nas casas e nas entradas. O mesmo se faça com a imagem de Deus Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, com as da santa Mãe de Deus, com as dos santos Anjos e as de todos os santos e justos. Quanto mais os fiéis contemplarem essas representações, mais serão levados a recordar-se dos modelos originais, a se voltar para eles, e lhes testemunhar … uma veneração respeitosa, sem que isto seja adoração, pois esta só convém, segundo a nossa fé, a Deus” (sessão 7, 13 de outubro de 787; Denzinger-Schönmetzer, Enchridion Symbolorum nº 600s).
Note, então, que muito antes da Reforma Protestante, a Igreja já tinha estudado o uso das imagens; isto foi cerca de 750 anos antes da Reforma. A sagrada Tradição da Igreja, sempre assistida pelo Espírito Santo (cf. Jo14,15.25; 16,12-13) sempre reconheceu o valor pedagógico e psicológico das imagens como um auxílio para a vida de oração. Todos os santos da Igreja, em todas as épocas, valorizaram as imagens. Santa Teresa de Ávila († 1582), ao ensinar as vias da oração às suas Religiosas, dizia: “Eis um meio que vos poderá ajudar… Cuidai de ter uma imagem ou uma pintura de Nosso Senhor que esteja de acordo com o vosso gosto. Não vos contenteis com trazê-las sobre o vosso coração sem jamais a olhar, mas servi-vos da mesma para vos entreterdes muitas vezes com Ele” (Caminho de Perfeição, cap. 43,1).
Prof. Felipe Aquino
sábado, 27 de outubro de 2012
Declaração da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei sobre a FSSPX
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Caio Vinícius
Declaração da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei
A Pontifícia Comissão Ecclesia Dei aproveita a oportunidade para anunciar que, no seu mais recente comunicado (6 de setembro de 2012) a Fraternidade Sacerdotal São Pio X indicou a necessidade de sua parte de um tempo adicional de reflexão e estudo, para preparar a própria resposta às últimas iniciativas da Santa Sé.
O estudo atual das discussões em curso entre a Santa Sé e a Fraternidade Sacerdotal é fruto de três anos de diálogos doutrinais e teológicos, durante ao quais uma comissão conjunta se reuniu oito vezes para estudar e discutir, entre as outras questões, alguns pontos controversos na interpretação de certos documentos do Concílio Vaticano II. Quando tais diálogos doutrinais terminaram, foi possível proceder a uma fase de discussão mais diretamente focada no grande desejo de reconciliação da Fraternidade Sacerdotal São Pio X com a Sé de Pedro.
Outros passos fundamentais neste processo positivo de gradual reintegração haviam sido realizados pela Santa Sé em 2007 mediante a extensão à Igreja universal da Forma Extraordinária do Rito Romano com o Motu Proprio Summorum Pontificum, e, em 2009, com a abolição das excomunhões. Apenas alguns meses atrás, neste difícil caminho, foi alcançado um ponto fundamental quando, em 13 de junho de 2012, a Pontifícia Comissão apresentou à Fraternidade Sacerdotal São Pio X uma declaração doutrinal junto com uma proposta para a normalização canônica do próprio estado dentro da Igreja católica.
Atualmente, a Santa Sé está à espera da resposta oficial dos Superiores da Fraternidade Sacerdotal sobre estes dois documentos. Depois de trinta anos de separação, é compreensível sua necessidade de tempo para absorver o significado destes recentes desenvolvimentos. Enquanto o nosso Santo Padre Bento XVI busca promover e preservar a unidade da Igreja mediante a realização da reconciliação há tempos esperada da Fraternidade Sacerdotal São Pio X com a Sé de Pedro – uma potente manifestação da obra munus Petrinum – é necessário paciência, serenidade, perseverança e confiança.
Fonte: Canção Nova
sábado, 6 de outubro de 2012
Para o Ano da Fé o Pontífice concede Indulgência Plenária
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Caio Vinícius
Por ocasião do Ano da Fé, o Papa Bento XVI concede o dom da Indulgência Plenária. A Santa Sé divulgou nesta sexta-feira, 5, o decreto da Penitenciaria Apostólica com o qual se concede a indulgência.
As disposições estabelecidas pela Penitenciaria Apostólica indicam que podem obter a indulgência os fiéis verdadeiramente arrependidos, que tenham reparado os próprios pecados com a penitência sacramental e elevado orações segundo as intenções do Sumo Pontífice. Isso de acordo com as seguintes situações:
- toda vez que participarem de pelo menos três momentos de pregações durante as Santas Missões, ou de pelo menos três lições sobre as Atas do Concílio Vaticano II e sobre os Artigos do Catecismo da Igreja Católica, em qualquer igreja ou local idôneo;
- toda vez que visitarem em forma de peregrinação uma Basílica Papal, um catacumba cristã, uma Igreja Catedral, um local sagrado designado pelo Ordinário do lugar para o Ano da Fé, e ali participarem de alguma função sagrada ou se detiverem para um tempo de recolhimento, concluindo com a oração do Pai-Nosso, o Credo, as invocações a Nossa Senhora e, de acordo com o caso, aos Santos Apóstolos ou Padroeiros;
- toda vez, nos dias determinados pelo Ordinário do lugar para o Ano da Fé, em algum local sagrado participarem de uma solene celebração eucarística ou da Liturgia das Horas, acrescentando a Profissão de Fé em qualquer forma legítima;
- um dia livremente escolhido, durante o Ano da Fé, para a visita do batistério ou de outro lugar no qual receberam o sacramento do Batismo, se renovarem as promessas batismais em qualquer fórmula legítima.
Aos idosos, doentes e a todos os que por motivos legítimos não puderem sair de casa, concede-se de igual modo a Indulgência plenária nas condições de costume. Isso se unidos com o espírito e com o pensamento aos fiéis presentes, especialmente nos momentos em que as palavras do Pontífice ou dos Bispos Diocesanos forem transmitidas pela televisão ou pelo rádio, recitarem na própria casa ou onde estiverem o Pai-Nosso, o Credo e outras orações conformes as finalidades do Ano da Fé, oferecendo seus sofrimentos ou as dificuldades da própria vida.
As disposições estabelecidas pela Penitenciaria Apostólica indicam que podem obter a indulgência os fiéis verdadeiramente arrependidos, que tenham reparado os próprios pecados com a penitência sacramental e elevado orações segundo as intenções do Sumo Pontífice. Isso de acordo com as seguintes situações:
- toda vez que participarem de pelo menos três momentos de pregações durante as Santas Missões, ou de pelo menos três lições sobre as Atas do Concílio Vaticano II e sobre os Artigos do Catecismo da Igreja Católica, em qualquer igreja ou local idôneo;
- toda vez que visitarem em forma de peregrinação uma Basílica Papal, um catacumba cristã, uma Igreja Catedral, um local sagrado designado pelo Ordinário do lugar para o Ano da Fé, e ali participarem de alguma função sagrada ou se detiverem para um tempo de recolhimento, concluindo com a oração do Pai-Nosso, o Credo, as invocações a Nossa Senhora e, de acordo com o caso, aos Santos Apóstolos ou Padroeiros;
- toda vez, nos dias determinados pelo Ordinário do lugar para o Ano da Fé, em algum local sagrado participarem de uma solene celebração eucarística ou da Liturgia das Horas, acrescentando a Profissão de Fé em qualquer forma legítima;
- um dia livremente escolhido, durante o Ano da Fé, para a visita do batistério ou de outro lugar no qual receberam o sacramento do Batismo, se renovarem as promessas batismais em qualquer fórmula legítima.
Aos idosos, doentes e a todos os que por motivos legítimos não puderem sair de casa, concede-se de igual modo a Indulgência plenária nas condições de costume. Isso se unidos com o espírito e com o pensamento aos fiéis presentes, especialmente nos momentos em que as palavras do Pontífice ou dos Bispos Diocesanos forem transmitidas pela televisão ou pelo rádio, recitarem na própria casa ou onde estiverem o Pai-Nosso, o Credo e outras orações conformes as finalidades do Ano da Fé, oferecendo seus sofrimentos ou as dificuldades da própria vida.
Fonte: Rádio Vaticano e Canção Nova
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Três passos para escolher o candidato.
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Caio Vinícius
Uma orientação clara, concisa e objetiva. Sem rodeios e palavreados vagos, como as diretrizes das dioceses e dos regionais da CNBB.
Por Padre Luiz Carlos Lodi da Cruz
I. O primeiro passo é examinar o Partido a que ele pertence.
Os partidos que se dizem comunistas ou socialistas são incompatíveis com a Doutrina Social da Igreja: “Socialismo religioso, socialismo católico são termos contraditórios: ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista” (Pio XI, Quadragesimo Anno, n.º 119).
“Entre comunismo e cristianismo, o Pontífice [Pio XI] declara novamente que a oposição é radical. E acrescenta não poder admitir-se de maneira alguma que os católicos adiram ao socialismo moderado” (João XXIII, Mater et Magistra, n.º 31).
“O erro fundamental do socialismo é de caráter antropológico. De fato, ele considera cada homem simplesmente como um elemento e uma molécula do organismo social” (João Paulo II, Centesimus Annus, n.º 13).
Eis a lista dos partidos brasileiros que se declaram comunistas ou socialistas:
- Partido dos Trabalhadores (PT) – 13
- Partido Comunista Brasileiro (PCB) – 21
- Partido Popular Socialista (PPS), sucessor do PCB – 23
- Partido Comunista do Brasil (PC do B) – 65
- Partido da Causa Operária (PCO) – 29
- Partido Democrático Trabalhista (PDT) – 12
- Partido da Mobilização Nacional (PMN) – 33
- Partido Pátria Livre (PPL) – 54
- Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) – 50
- Partido Socialista Brasileiro (PSB) – 40
- Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) – 16
- Partido Verde (PV) – 43
Nota: O PV não se declara socialista, mas em seu Programa defende o homossexualismo e a legalização do aborto. O PT, além de se declarar socialista, exige de seus candidatos um compromisso com o aborto.
Exclua, portanto, de seus candidatos, os números 13, 21, 23, 65, 29, 12, 33, 54, 50, 40, 16 e 43.
II. O segundo passo é examinar a atuação passada de seu candidato.
Se o seu candidato já foi parlamentar, verifique como foi seu voto em questões relativas à vida e à família.
02/03/2005: Deputados que votaram contra ou a favor do artigo 5º da Lei de Biossegurança, que permite a destruição de embriões humanos: http://www.providaanapolis.org.br/votobios.pdf
13/08/2008: Deputados que assinaram o Recurso 0201/08, de José Genoíno, solicitando que o projeto abortista PL 1135/91 não fosse arquivado, mas primeiro fosse apreciado pelo plenário da Câmara: http://www.providaanapolis.org.br/senaofoss.htm
28/05/2009: Deputados que assinaram a PEC 367/2009, pretendendo dar um terceiro mandato (pró-aborto) ao presidente Lula: http://www.providaanapolis.org.br/prolongab.htm
19/05/2010: Deputados que votaram contra o Estatuto do Nascituro na Comissão de Seguridade Social e Família: http://www.providaanapolis.org.br/meandros.htm
I
II. O terceiro passo é verificar o compromisso do candidato para o futuro.
Há uma lista de candidatos que se comprometeram a defender a vida em http://www.brasilsemaborto.com.br/?action=campanha&cache=0.1641827216371894
Mas atenção: só devemos dar o terceiro passo depois de ter dado os dois primeiros.
Não adianta, por exemplo, que um candidato pertencente a um partido comprometido com o aborto, venha depois assinar um compromisso pela vida.
Visto em: Fratres in Unum
domingo, 23 de setembro de 2012
São Padre Pio de Pietrelcina, rogai por nós e pela Liturgia!
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Caio Vinícius
"Mantenha-se sempre do lado da Igreja Católica, porque só Ela pode lhe dar paz verdadeira, posto que só Ela possui Jesus no Santíssimo Sacramento, o verdadeiro Príncipe da Paz"
(Padre Pio)
domingo, 16 de setembro de 2012
terça-feira, 10 de julho de 2012
“Igreja rica”? Santa Sé revela prejuízos de 15 milhões de euros.
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Caio Vinícius
Agência Ecclesia
A santa Sé revelou que as suas contas de 2011 registaram um resultado negativo de 14,8 milhões de euros, enquanto a Cidade-Estado do Vaticano teve um lucro de 21 milhões.
Os prejuízos registados nas estruturas de governo da Igreja Católica, em contraste com os resultados positivos de 2010 (10 milhões de euros), são justificados com as despesas ligadas aos 2832 empregados dependentes da Santa Sé, mais 26 do que no ano anterior, aos meios de comunicação social e ao “andamento negativo dos mercados financeiros mundiais”.
Os membros do Conselho de Cardeais para o Estudo dos Problemas Organizativos e Económicos da Santa Sé reuniram-se terça e quarta-feira no Vaticano, sob a presidência do secretário de Estado, cardeal Tarcisio Bertone.
No documento divulgado esta manhã, os responsáveis apelam à “prudência e contenção de despesas”, elogiando ainda a “transparência dos dados apresentados”.
A Cidade-Estado do Vaticano fechou o ano com um saldo positivo de 21,8 milhões de euros, resultado muito próximo do que registou no ano anterior e que se deve ao crescimento do número de visitantes dos museus, cerca de 5 milhões, que geraram receitas na ordem dos 91 milhões de euros.
A nota de imprensa sublinha que o governo do Vaticano tem uma administração “independente dos contributos provenientes da Santa Sé” e provê autonomamente às “necessidades relativas à gestão do Estado”, empregando 1887 pessoas.
A Santa Sé informa ainda que as doações relativas ao “Óbolo de São Pedro” em 2011 ultrapassaram os 69 milhões de dólares norte-americanos (55 milhões de euros), verba superior ao ano anterior.
O fundo é constituído pelo conjunto de ofertas entregues ao Papa pelas Igrejas particulares, comunidades religiosas, fundações e fiéis em nome individual, sobretudo durante a festa de São Pedro e São Paulo, que a Igreja Católica assinala a 29 de junho.
A contribuição dos bispos para a Santa Sé, que deve ser feita de acordo com as possibilidades das dioceses, rendeu 32,1 milhões de dólares (25,5 milhões de euros) em 2011, um aumento face a 2010.
O Instituto para as Obras Religiosas, entidade conhecida como ‘banco do Vaticano’, doou cerca de 39 milhões de euros ao Papa para “apoio ao seu ministério apostólico e de caridade”.
O Conselho de Cardeais para o Estudo dos Problemas Organizativos e Económicos da Santa Sé deixou um louvor ao “generoso” contributo de muitos fiéis e instituições eclesiais num momento de “persistente crise económica”.
sábado, 16 de junho de 2012
terça-feira, 24 de abril de 2012
sábado, 10 de março de 2012
Bento XVI recebe o Anuário Pontifício 2012
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Caio Vinícius
O Papa Bento XVI recebeu neste sábado, 10, o Anuário Pontifício 2012, que é o anuário da Igreja Católica. A apresentação foi feita pelo secretário de Estado, Cardeal Tarcísio Bertone, e pelo substituto da secretaria de Estado para Assuntos Gerais, arcebispo Angelo Becciu.
Eles foram acompanhados pelo monsenhor Vittorio Formenti, pelo diretor do Escritório Central de Estatísticas da Igreja, professor Enrico Nenna e demais colaboradores.
Na ocasião, também foi apresentado ao Papa o Anuário Estatístico da Igreja. Bento XVI expressou sua gratidão para todos os que trabalharam nesses dois livros.
As edições mostram um cenário da Igreja em 2011. Por exemplo, no ano passado, o Papa ergueu oito sedes episcopais, um Ordinariato Pessoal e um Ordinariato Militar.
Estatísticas
Os dados estatísticos são desde o ano de 2010.
O levantamento mostra pouco menos de 1, 196 bilhões de católicos no mundo, em comparação com 1, 181 bilhões em 2009. A proporção de católicos na população mundial permaneceu relativamente estável, em 17,5%.
De 2009 a 2010, o número de bispos no mundo aumentou de 5. 065 para 5.104.
A tendência de crescimento no número de sacerdotes, que começou em 2000, continuou em 2010. Há agora 412.236 padres (277.009 diocesanos, 135.227 religiosos), um aumento de 1.643.
O número de diáconos permanentes aumentou de 38.155 para 39.564, com mais de 97% deles na América do Norte e Europa.
Globalmente, o número de religiosos professos de 2009 para 2010 caiu de 729.371 para 721.935.
O número de estudantes de filosofia e teologia nas dioceses e seminários religiosos têm aumentado (4%) nos últimos cinco anos. Havia 114.439 seminaristas em 2005 e 118.990 em 2010.
Rádio Vaticano
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