terça-feira, 12 de março de 2013

Conclave 2013: Fumaça Negra - 12/03/2013


Conclave 2013: Pro Eligendo Romano Pontifice

 
Foi celebrada hoje pela manhã, em Roma, a Santa Missa Pro Eligendo Romano Pontifice, que antecede o Conclave. A missa foi celebrada pelo Cardeal Angelo Sodano, decano do Colégio Cardinalício. Ao que tudo indica, todos os cardeais, eleitores ou não, concelebraram.

Observa-se que o arranjo beneditino (cruz e castiçais) permanece sobre o altar, um dos bons frutos da reforma litúrgica conduzida pelo Papa Bento XVI. Contudo, apenas seis velas sobre o altar, e não sete, uma vez que não temos Bispo em Roma.

O Cardeal Sodano também fez uso do báculo. Isso é permitido pelas rubricas, basta que ele tenha recebido autorização do Ordinário local. Em tempo de vacância, este seria o arcipreste da Basílica de São Pedro, o Cardeal Comastri.

O site do Vaticano disponibilizou o livreto da celebração, o vídeo e também a homilia, traduzida para o português, do Cardeal Sodano.

Algumas fotos da celebração abaixo:




























































 
Fonte: Salvem a Liturgia

CONCLAVE A.D.2013

Veni Creátor Spíritus: mentes tuórum visita!

sexta-feira, 8 de março de 2013

Scola papabile. Com o apoio dos norte-americanos.

Cardeal ScolaPor Andrea Tornielli – Tradução: Ecclesia Una | Depois de quatro dias de discussões e seis Congregações gerais, nos corredores (e mais ainda nas entrevistas face-a-face afastadas dos olhares indiscretos) parece que estão se delineando melhor os grupos e os “papáveis” mais fortes. Entre eles está sendo recolocado o nome do arcebispo de Milão Angelo Scola. Considerado desde o começo como um dois possíveis candidatos ao Trono de Pedro, para ele poderiam convergir os votos dos diversos cardeais norte-americanos e de outros eleitores europeus, da Alemanha ou dos países do Leste, além dos de alguns italianos. Não se pode esquecer que, graças a iniciativas da Fundação Oasis, o purpurado ambrosiano tem mantido relações com o as Igrejas orientais; por exemplo, com o patriarca libanês Bechara Rai.
 
Scola recebeu particular apreço de Bento XVI, que o transferiu da sede patriarcal de Veneza para Milão. Uma decisão inédita considerada um indício por muitos. E não é segredo que o Papa Ratzinger, de acordo com a sugestão do cardeal Camillo Ruini, também pensou nele, em 2007, para o cargo de presidente da Conferência Episcopal Italiana. Na ocasião, foi o recém-nomeado secretário de Estado, Tarcisio Bertone, quem se opôs à nomeação, que fracassou. Scola é visto como distante da Cúria Romana e da gestão que a tem caracterizado nos últimos anos. Por causa de seu renome internacional ele poderia ser um dos dois mais fortes candidatos já no primeiro escrutínio do Conclave que começa na próxima semana.
 
O outro candidato que, até o momento, espera-se começar com um bom número de votos, é o brasileiro Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, que tem uma longa experiência tanto na Cúria quanto no Vaticano e teria o apoio de alguns cardeais influentes da Cúria, desde o ex-prefeito da Congregação para os Bispos, Giovanni Battista Re, até o decano, Angelo Sodano, que não participará da votação por limites de idade.
 
É preciso ver quanto pesarão as discussões destes dias, as críticas à gestão da cúria e o desejo de renovação. E também quantos serão os votos que obterão outros candidatos, como o canadense Marc Ouellet, o húngaro Peter Erdö, os latino-americanos Bergoglio, Robles Ortega e Rodríguez Madariaga, os outsiders Ranjith, Tagle e O’Malley (que tem uma boa amizade com Scola).
Todas as possibilidades estão abertas. Mas os equilíbrios poderiam mudar durante o segundo dia do Conclave, como aconteceu na segunda eleição de 1978, e uma surpresa poderia emergir.

Conclave terá início no dia 12 de março

 
A oitava Congregação Geral do Colégio dos Cardeais, encerrada no final da tarde desta sexta-feira, decidiu que o Conclave para a eleição do novo Pontífice terá início na prèoxima terça-feira, 12 de março de 2013.

Pela manhã, na Basílica de São Pedro, será celebrada a Missa ‘pro eligendo Pontifice’ e na parte da tarde a entrada dos Cardeais no Conclave.


Fonte: Rádio Vaticano

terça-feira, 5 de março de 2013

Explode o caso Vatileaks. Os cardeais querem saber.

IHU – Vatileaks entra no conclave. No primeiro dia de discussões a portas fechadas e celulares mudos, os 144 cardeais reunidos para falar sobre o futuro da Igreja ouviram pelo menos três vezes, na aula do Sínodo, o pedido de conhecer o relatório reservado sobre a fuga de documentos e os venenos curiais.
 
A reportagem é de Andrea Tornielli e publicada pelo jornal La Stampa, 05-03-2013. A tradução é do Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

Na manhã de ontem foram três cardeais que manifestaram o desejo de saber o que consta no “Relatio” preparado pela comissão dos cardeais que fizeram a investigação. O conteúdo do relatório, até o momento, é secreto.
 
O pedido foi feito pelo cardeal alemão Walter Kasper que é da ala dos velhos curiais mais críticos da gestão da Secretaria de Estado dos últimos anos. O mesmo pedido foi feito pelo austríaco Cristoph Schönborn, arcebispo de Viena, que, em 2010, criticou publicamente o ex-Secretário de Estado, Angelo Sodano, por conta da gestão, nos anos do pontificado de João Paulo II, dos casos de abusos sexuais. Igualmente o húngaro Peter Erdö, arcebispo de Budapest, fez o mesmo pedido.
 
Não por acaso também os cardeais de Washington e de Chicago, Donald Wuerl e Francis George, afirmaram, depois da primeira congregação geral, que o caso Vatileaks precisa ser discutido e “que algumas questões serão feitas aos cardeais envolvidos na investigação”.
 
Sabe-se que Bento XVI não quis divulgar o relatório mas permitiu que os três cardeais que investigaram o caso – Herranz, Jozef Tomko e Salvatore De Giorgi – forneçam informações de caráter geral.
 
Também questões ligadas ao funcionamento da Cúria foram levantadas. Um tema central, sobretudo para os cardeais americanos, é a luta contra a pedofilia clerical e a continuação da obra de limpeza iniciada por Ratzinger. “É uma grave ferida no corpo da Igreja – dizem – e o novo Papa precisa afrontá-la”.
 
Outros cardeais fizeram intervenções pontuais e concretas sobre os procedimentos do conclave. “A impressão é que não será um trabalho breve”, sussurra um dos presentes ao sair da reunião.
 
Não há pressa. O colégio cardinalício quer ter o tempo necessário para conversar entre eles, para se encontrarem, para trocar opiniões. Um procedimento que pode desarticular tentativas de acordo e de candidaturas pré-constituídas.
 
Mas seria um erro considerar que os escândalos e Vatileaks tenham sido o tema principal do primeiro dia de trabalho: a preocupação da maioria dos presentes é encontrar um novo Papa que saiba falar ao mundo, anunciar o Evangelho de maneira positiva. “Precisamos de um Papa como São Francisco – diz um cardeal influente no final dos trabalhos de ontem. Um homem que saiba sorrir como João Paulo I, que possa mostrar o rosto da misericórdia de Deus. E que saiba reforma a Cúria para torná-la mais credível e transparente”.

sábado, 2 de março de 2013

Oratio tempus Sedis Vacantis


Oremus:

Súpplici, Dómine, humilitáte depóscimus: ut Sacrosánctae Románae Ecclésiae concédat Pontíficem illum tua imménsa píetas; qui et pio in nos stúdio semper tibi plácitus, et tuo pópulo pro salúbri regímine sit assídue ad glóriam tui nóminis reveréndus. Per Dóminum Nostrum Iesu Christum Fílium tuum, qui tecum vivit et regnat in unitáte Spíritus Sancti, Deus, per ómnia saecula saeculórum. Amen.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Pastores dabo vobis!

 

I Rs. 2,35.
Suscitarei para mim um sacerdote fiel, que tudo fará segundo o meu coração e a minha alma; e construir-lhe-ei uma casa fiel, e andará sempre na presença do meu Cristo. Sl.131, 1. Lembrai-vos, Senhor, de David e de toda a sua mansidão. Glória ao Pai...

(Intróito da Missa para a eleição do Soberano Pontífice)

Sé Vacante - Na espera do Novo Sumo Pontifíce



Sede Vacante - A.D.MMXIII

Despedida: Papa chega em Castel Gandolfo


Despedida: Bento XVI se reúne com cardeais antes de deixar pontificado

 
O Papa Bento XVI reuniu-se na manhã desta quinta-feira, 28, com o Colégio Cardinalício em audiência privada, último compromisso de seu pontificado. Na ocasião, o Santo Padre despediu-se dos cardeais.
 
No encontro, o decano do colégio cardinalício, Cardeal Angelo Sodano, dirigiu algumas palavras de homenagem ao Santo Padre. O Cardeal manifestou o profundo afeto dos cardeais pelo Papa e a gratidão pelo seu testemunho de serviço apostólico, para o bem da Igreja de Cristo e de toda a humanidade.
 
Leia mais
: Amar a Igreja significa ter a coragem de fazer opções difíceis, diz Bento XVI
: É tempo de sentir com a Igreja, diz Dom Odilo em Roma

O decano recordou o agradecimento expresso pelo Santo Padre no último sábado, no encerramento dos exercícios espirituais. Na ocasião, Bento XVI agradeceu à Cúria Romana não só pela semana de reflexões, mas também pelos quase oito anos nos quais compartilhou com ele o peso do ministério petrino.
 
“Amado e venerado Sucessor de Pedro, somos nós que devemos agradecer-lhe pelo exemplo que nos destes nestes quase oito anos de Pontificado. (…) Saiba que ardia também o nosso coração quando caminhávamos contigo nestes últimos oito anos. Hoje queremos uma vez mais exprimir-lhe toda a nossa gratidão”.
 
Diante das palavras, o Santo Padre também agradeceu. Ele afirmou, como já havia dito aos fiéis na última audiência geral, realizada ontem, que os conselhos recebidos dos cardeais ao longo de seu pontificado foram grandes riquezas para seu ministério. “Mesmo quando havia nuvens no céu, servimos Cristo e sua Igreja com amor total… demos esperança… só Deus pode iluminar nosso caminho… agradeço ao Senhor que nos uniu”.
 
Bento XVI manifestou seu desejo de que se possa crescer essa unidade profunda, de que o Colégio Cardinalício possa crescer em harmonia. Ele destacou o caráter vivo da Igreja, que vive iluminada pelo Espírito Santo, força de Deus.
 
“Através da encarnação de Cristo, permanece viva, continua a caminhar no tempo e em todos os lugares. Permaneçamos unidos, na oração e eucaristia cotidiana… animamos assim a Igreja e toda humanidade… antes de vos saudar, quero dizer que estarei próximo a vocês na oração, especialmente nos próximos dias. Que o Senhor lhes mostre o que quer de nós”.
 
Logo mais, às 17h (horário em Roma, 13h no horário de Brasília), Bento XVI deixa o Vaticano e segue para Castel Gandolfo. Ele deixa oficialmente o ministério petrino às 20h (16h no horário de Brasília). A partir deste momento, inicia-se o período de Sé Vacante, até a eleição do novo Papa.
 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Título, vestes e anel de Bento XVI: eis as respostas

 
 
Cidade do Vaticano (RV) – O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, realizou na manhã desta terça-feira mais uma coletiva de imprensa, em que esclareceu algumas das muitas dúvidas dos jornalistas.

Uma delas é sobre como Bento XVI será chamado a partir do dia 28 de fevereiro. A resposta é: continuará a chamar-se Sua Santidade Bento XVI, mas foi escolhido também Papa Emérito ou Romano Pontífice Emérito.
Sobre as vestes: branca, simples, sem mantelete. Não são mais previstas os sapatos vermelhos. “Parece que o Papa ficou muito satisfeito com os sapatos que lhe presentearam no México, em Leon”, disse Pe. Lombardi.

Não usará mais o anel do pescador, para o qual o Camerlengo, com o decano, darão o fim que a Constituição prevê.

Sobre o dia de hoje, o Papa a transcorrerá em oração e preparação para a transferência a Castel Gandolfo.

Para a Audiência Geral de quarta-feira, foram distribuídos 50 mil bilhetes. Prevê-se o mesmo esquema: um amplo giro com o papamóvel. Não terá lugar o “beija-mão” – este será feito após a Audiência Geral, na Sala Clementina, para algumas autoridades, como o Presidente da Eslováquia, o Presidente da região da Baviera.

Quinta-feira, às 11h, haverá a saudação aos Cardeais, com o discurso do Decano no início. Às 16h55 (hora local), a partida de carro do pátio de São Dâmaso, saudação dos superiores. No heliporto, haverá a saudação do Cardeal Decano. Às 17h15, a chegada a Castel Gandolfo, onde estarão presentes o Bispo de Albano e outros autoridades. Às 17h30, no Pátio interno o Papa saúda os fiéis – a última saudação pública do Santo Padre. Às 20h, a Guarda Suíça, fecha a porta do Palácio Apostólico, encerrando o serviço para o Papa como chefe da Igreja.
(BF)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Motu Proprio “Normas nonnullas” sobre algumas modificações nas normas relativas à eleição do Romano Pontífice.

Carta Apostólica
em forma de Motu Proprio
sobre algumas mudanças nas normas sobre
a eleição do Romano Pontífice
 
Com a Carta Apostólica De aliquibus mutationibus in normis de electione Romani Pontificis, como Motu Proprio em Roma no dia 11 de Junho de 2007, terceiro ano do meu Pontificado, estabeleci algumas normas que, revogando aquelas prescritas no número 75 da Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis promulgada no 22 de fevereiro de 1996 pelo meu predecessor, o Beato João Paulo II, re-estabeleceram a norma, sancionada pela tradição, segundo a qual para a válida eleição do Romano Pontífice é sempre necessária a maioria dos dois terços dos votos dos Cardeais eleitores presentes.
 
Considerada a importância de garantir o melhor desempenho do que compete, embora com ênfase diferente, à eleição do Romano Pontífice, em particular uma mais certa interpretação e atuação de algumas disposições, estabeleço e prescrevo que algumas normas da Constituição apostólica Universi Dominici Gregis e tudo o que eu mesmo dispus na referida Carta apostólica sejam substituídas pelas normas a seguir:
 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

O Papa está para mudar as regras do Conclave

O porta-voz vaticano, padre Lombardi, indicou que poderiam tratar-se de «alguns pontos de detalhe», como a «plena harmonização com outro documento relacionado com o Conclave, o “Ordo Rituum Conclavis”»

Alessandro Speciale Roma
 
«O Papa está considerando a publicação de um Motu proprio, nos  próximos dias, obviamente antes de que comece a sede vacante, para esclarecer alguns pontos particulares da Constituição Apostólica sobre o Conclave (“Universi Dominici Gregis”, ndr.) que, durante os últimos anos, lhe foram apresentados».
  
Segundo Lombardi, as indicações do Motu Proprio poderiam se relacionar com «alguns pontos de detalhes», como a «plena harmonização com outro documento relacionado com o Conclave, quer dizer o ''Ordo Rituum Conclavis''», que regula as orações e a as fórmulas recitadas para a eleição de um novo Papa, «De qualquer maneira – concluiu – a questão depende da avaliação do Papa, pelo que, se fará um texto novo, ou se indicará da maneira oportuna».
   
Durante um encontro que houve esta manhã no Vaticano, o Vice-Prefeito da Biblioteca Apostólica Vaticana, Ambrogio Piazzoni, explicou que, à luz da legislação atual, «se os cardeais chegam a Roma antes dos 15 dias de espera previstos, não há nada que esperar», e, neste caso, a reunião dos cardeais poderia dar-se antes do prazo estabelecido pela“Universi Dominici Gregis”.
 
A Constituição estabelece, no parágrafo 37, que a partir do momento em que a Sé Apostólica está legitimamente vacante, os Cardeais eleitores devem esperar durante quinze dias aos ausentes; ademais, o Colégio dos Cardeais tem a faculdade de retardar, se existem motivos muitos graves, o início da eleição. No máximo depois de que hajam passado 20 dias do início da sede vacante, todos os cardeais eleitores presentes terão que começar a eleição.
 
Piazzoni sublinhou que, de qualquer maneira, «até às 19h59min de 28 de fevereiro, o Papa é o supremo legislador e pode intervir nas normas que regulam o Conclave», porque «o Santo Padre é o único que pode intervir na legislação relativa ao Conclave». Até o momento de sua renúncia, adicionou, «a interpretação da lei a pode dar somente o Papa».
 
Há alguns dias, o padre Lombardi tinha excluído qualquer novidade sobre a data de início do Conclave e disse ainda que a questão « foi plantada inclusive por diferentes cardeais e esperamos uma resposta autorizada, apenas que esteja disponível ». «A situação é um pouco diferente da anterior, na que a convocação aos cardeais se fez quando já estava vacante a sé, enquanto neste caso, com a comunicação antecipada da renúncia algumas semanas antes e o anúncio do começo da sede vacante antecipadamente, os cardeais, obviamente já estão conscientes e podem  se preparar para vir com mais tempo» a Roma. E o jesuíta também explicou que na eventualidade de que já tenham chegado, de que não tenha que esperar a ninguém, «se pode interpretar a constituição apostólica de forma diferente. A pergunta existe, alguns têm a plantado, alguns a têm proposto. O problema segue aberto». 
 

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Continuaremos a chamá-lo de Bento XVI, diz porta-voz do Vaticano


O Papa Bento XVI poderá continuar sendo chamado de Bento XVI após sua renúncia. Isso foi o que disse o porta voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, durante coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira, 14, no Vaticano.
Respondendo aos jornalistas que indagavam sobre a forma como se referir ao Papa no futuro, Padre Lombardi explicou que “ainda não se tem clareza” se será “Bispo emérito de Roma”. Mas quanto ao nome “Bento XVI”, esclareceu que é um título ao qual não pode renunciar.

“Penso poder reiterar que Bento XVI é um título ao qual não pode renunciar: é o seu nome como Papa, que levou para toda a Igreja e para todo o mundo oficialmente, por oito anos. Então certamente nós continuaremos a poder dizer que é Bento XVI. Isto não muda e não pode evidentemente mudar!”, disse o porta voz.

Sobre a viagem do Papa após 28 de fevereiro, ele explicou que serão Dom George Gaenswein, que permanece prefeito da Casa Pontifícia, e as “leigas consagradas da família pontifícia”, que já se ocupam da vida cotidiana do Papa, a acompanhá-lo primeiro para Castel Gandolfo, depois para o Vaticano.

O porta voz também explicou que os cardeais que vão chegar ao Vaticano estarão a partir de 1º de março, não antes disso, na Casa Santa Marta. Ele confirmou que o conclave iniciará entre 15 e 20 de março, “a data será comunicada durante a sede vacante” e que seja o Cardeal Walter Kasper seja o Cardeal Severino Poletto poderão participar, porque completarão 80 anos em março. O limite previsto para o voto é para quem já completou esta idade no primeiro dia da sede vacante.

Com relação ao encontro do Papa com os párocos e sacerdotes de Roma, realizado também nesta quinta-feira, padre Lombardi disse aos jornalistas que foi um “testemunho único do Concílio Vaticano II”. Mais uma vez, ele voltou a reiterar que a renúncia do Pontífice aconteceu por motivos de envelhecimento e que nem a queda durante a viagem ao México nem outras motivações influíram sobre sua decisão.

Fonte: Canção Nova Notícias e Rádio Vaticano
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