Nesta segunda-feira, 12 de dezembro, dia da memória litúrgica da Virgem de
Guadalupe, Bento XVI presidiu, na Basílica de São Pedro, uma Missa especial para
a América Latina, por ocasião do bicentenário de independência dos Estados do
que a formam.
“A terra deu seus frutos”, iniciou o Papa em sua homilia
que, falando em espanhol, desenvolveu essa citação do Evangelho: “A terra é
Santa Maria, que vem da nossa terra, de nossa linhagem, deste barro, desta lama,
de Adão [...] A terra deu seu fruto: primeiro, produziu uma flor [...]; depois
esta flor se transformou em fruto, para que pudéssemos comê-lo, para que
comêssemos sua carne. Querem saber qual é este fruto? É O Virgem que procede da
Virgem; o Senhor, da escrava; Deus, do homem; o Filho, da Mãe; o fruto, da
terra”.
O Pontífice prosseguiu, falando sobre a Virgem de Guadalupe: “A
venerada imagem da Morenita del Tepeyac, de rosto doce e sereno, impressa no
manto do índio São Juan Diego, se apresenta como ‘a sempre Virgem Maria, Mãe do
verdadeiro Deus por quem se vive’ ”, disse o Papa. E, explicando suas palavras,
descreveu-a: “Ela evoca a mulher vestida de sol, com a lua sob seus pés e uma
coroa de doze estrelas sobre sua cabeça: a mulher está grávida e assinala a
presença do Salvador a sua população indígena e mestiça. Ela nos conduz sempre a
seu divino Filho, que se revela como fundamento da dignidade de todos os seres
humanos, como um amor mais forte que os poderes do mal e a morte, sendo também
fonte de alegria, confiança filial, consolo e esperança”.
Bento XVI
abordou também os aspectos políticos da América Latina, e ressaltou que estamos
avançando no caminho da sua integração da sua projeção no cenário internacional.
“Nestas circunstâncias – disse o Santo Padre -, é importante que seus diversos
povos salvaguardem seu rico tesouro de fé e seu dinamismo histórico-cultural,
sendo sempre defensores da vida humana desde sua concepção até sua morte
natural, e promotores da paz; devem tutelar igualmente a família em sua genuína
natureza e missão, intensificando ao mesmo tempo uma vasta e capilar tarefa
educativa que prepare corretamente as pessoas e as conscientize de suas
capacidades, de modo que enfrentem digna e responsavelmente seu destino.”
O Santo Padre destacou também a Missão Continental e Aparecida: “A
partir da minha responsabilidade de confirmar na fé, também eu quero encorajar o
afã apostólico que atualmente impulsiona e pretende a "missão continental",
promovida em Aparecida, para que "a fé cristã se enraize mais profundamente no
coração das pessoas e dos povos da América Latina como acontecimento fundador e
encontro vivificador com Cristo” (V Conferência Episcopal Latino-Americano e do
Caribe, o documento final, 13).
No final da sua homilia, para a alegria
dos fiéis da América Latina, o Papa confirmou a sua intenção de realizar uma
Viagem Apostólica, ainda antes da Santa Páscoa, ao México e a Cuba. Segundo suas
palavras: “para ali proclamar a Palavra de Cristo e confirmar a convicção de que
este é um tempo precioso para evangelizar com uma fé firme, uma esperança viva,
e uma caridade ardente”.
E Bento XVI também falou em português: “O
Magnificat, que proclamamos no Evangelho, é «o cântico da Mãe de Deus e da
Igreja, cântico da Filha de Sião e do novo Povo de Deus, cântico de ação de
graças pela plenitude de graças distribuídas na Economia da Salvação, cântico
dos ‘pobres’, cuja esperança é satisfeita pela realização das promessas feitas a
nossos pais» (Catecismo da Igreja Católica, 2619). Em um gesto de reconhecimento
ao seu Senhor e de humildade da sua serva, a Virgem Maria eleva a Deus o louvor
por tudo o que Ele fez em favor do seu povo Israel. Deus é Aquele que merece
toda a honra e glória, o Poderoso que fez maravilhas por sua fiel servidora e
que hoje continua mostrando o seu amor por todos os homens, particularmente
aqueles que enfrentam duras provas.”
Fonte: Rádio Vaticano
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
NOSSA SENHORA DE GUADALUPE, ROGAI POR NÓS!
Postado por
Caio Vinícius
No dia 9 de dezembro de 1531, na cidade do México, Nossa Senhora apareceu
ao nobre índio Quauhtlatoatzin — que havia sido batizado com o nome de Juan
Diego — e pediu-lhe que dissesse ao bispo da cidade para construir uma igreja em
sua honra. Juan Diego transmitiu o pedido, e o bispo exigiu alguma prova de que
efetivamente a Virgem aparecera. Recebendo de Juan Diego o pedido, Nossa Senhora
fez crescer flores numa colina semi-desértica em pleno inverno, as quais Juan
Diego devia levar ao bispo. Este o fez no dia 12 de dezembro, acondicionando-as
no seu manto. Ao abri-lo diante do bispo e de várias outras pessoas, verificaram
admirados que a imagem de Nossa Senhora estava estampada no manto. Muito
resumidamente, esta é a história, que foi registrada em documento escrito. Se
ficasse só nisso, facilmente poderiam os céticos dizer que é só história, nada
há de científico.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Angelus na Solenidade da Imaculada Conceição
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Caio Vinícius
Queridos irmãos e irmãs!
Neste dia, a Igreja celebra solenemente a concepção imaculada de Maria. Como declarou o beato Pio IX na Carta Apostólica Ineffabilis Deus, de 1854, ela “foi preservada, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, imune de toda mancha de pecado original”. Tal verdade de fé é contida nas palavras de saudação do Arcanjo Gabriel: “Salve Maria, cheia de graça, o Senhor está contigo” (Lc 1,28).
A expressão “cheia de graça” indica a obra maravilhosa de amor de Deus, que quis nos devolver a vida e a liberdade, perdidas com o pecado, por meio de seu Filho Unigênito encarnado, morto e ressuscitado. Por isso, desde do século II, no Oriente e no Ocidente, a Igreja invoca e celebra a Virgem que, com o seu “sim”, aproximou o Céu da terra, tornando-se “geradora de Deus e enfermeira de nossa vida”, como expressa São Romano na melodia de uma antiga canção (Canticum XXV in Nativitatem B. Mariae Virginis, in J.B. Pitra, Analecta Sacra t. I, Paris, 1876, 198).
No século VII, São Sofrônio de Jerusalém elogia a grandeza de Maria, porque nela o Espírito Santo fez moradia: “Tu exerce toda a magnificência dos dons que Deus jamais ofereceu a qualquer pessoa humana. Mais que tudo, és rica da presença de Deus que mora em ti”.(Oratio II, 25 in SS. Deiparæ Annuntiationem: PG 87, 3, 3248 AB).
E São Beda, o venerábel, explica: “Maria é bendita entre as mulheres, porque com a dignidade da virgindade encontrou graça de ser geradora de um filho que é Deus” (Hom I, 3: CCL 122, 16).
Também a nós é doada a “plenitude da graça” que devemos fazer resplandecer em nossa vida, porque o “Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda bênção espiritual em Cristo, e nos acolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos. No seu amor nos predestinou para sermos adotados como filhos seus por Jesus Cristo, segundo beneplácito de sua libre vontade (Ef 1,3-5).
Esta filiação recebemos por meio da Igreja, no dia do Batismo. Sobre tal propósito, santa Hildegard de Bingen escreveu: “A Igreja é, portanto, a virgem mãe de todos os cristãos. Na força secreta do Espírito Santo os concebe e os dá a luz, oferecendo-os a Deus de maneira que sejam também chamados filhos de Deus” (Scivias, visio III, 12: CCL Continuatio Mediævalis XLIII, 1978, 142).
Entre tantos cantores da beleza espiritual da Mãe de Deus, destaca-se São Bernardo de Clairvaux que afirma que a invocação “Ave Maria, cheia de graça” é agradável a Deus, aos anjos e homens. Os homens, devido à maternidade, aos anjos graças a virgindade, a Deus graças a humildade” (Sermo XLVII, De Annuntiatione Dominica: SBO VI,1, Roma 1970, 266).
Queridos amigos, esperando cumprir nesta tarde, como é de costume, a homenagem a Maria Imaculada, na Praça da Espanha [em Roma], dirijamos nossa fervorosa oração àquela que intercede a Deus por nós, para que nos ajude a celebrar com fé o Natal do Senhor que se aproxima.
SOLENIDADE DA IMACULADA CONCEIÇÃO DA VIRGEM MARIA
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Caio Vinícius
Bento XVI
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
terça-feira, 29 de novembro de 2011
domingo, 27 de novembro de 2011
ALMA REDEMPTORIS MATER
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Caio Vinícius
Alma Redemptoris Mater, quae pervia caeli Porta manes, et stella maris, succurre cadenti, Surgere qui curat, populo: tu quae genuisti, Natura mirante, tuum sanctum Genitorem Virgo prius ac posterius, Gabrielis ab ore Sumens illud Ave, peccatorum miserere.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
El Milagro del Sol
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Caio Vinícius
Había gente en masa (70.000) bajo una lluvia torrencial. Por el camino, las escenas del mes pasado, mas numerosas y conmovedoras.
-¿Curará a los enfermos?
Y abriendo sus
manos las hizo reflejar en el sol y, en cuanto se elevaba, continuaba el brillo
de su propia luz proyectándose en el sol.
Y exclamé que todos
mirasen al sol. Se da entonces el milagro del sol, prometido tres meses antes,
como prueba de la verdad de las apariciones de Fátima. La lluvia cesa y el sol
por tres veces gira sobre si mismo, lanzando a todos los lados fajas de luz de
variados colores. Parece a cierta altura desprenderse del firmamento y caer
sobre la muchedumbre. Todos están atónitos. Los periodistas de los periódicos
seculares que habían acudido incrédulos a desprestigiar los apariciones, tomaron
fotos y dieron testimonio de aquel milagro en la prensa.
Los tres niños eran
favorecidos con otras visiones: Vimos al lado del sol a S. José con el Niño y a
Nuestra Señora de los Dolores. El Niño Jesús parecía bendecir al mundo de la
misma forma que S. José. Después se disipo esta visión y aparece Nuestra Señora
del Carmen.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA, RAINHA E PADROEIRA DO BRASIL, ROGAI POR NÓS!
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Caio Vinícius
Desde outubro de 1717, quando três humildes pescadores, João Alves, Domingos Martins Garcia e Felipe Pedroso, miraculosamente retiraram das águas do rio Paraíba num primeiro lance de rede a imagenzinha partida e, logo em seguida, a cabeça que lhe faltava, ela vem progressivamente sendo venerada pela nossa gente. Em 1745, por meio do Pe. José Alves Vilela, pároco de Guaratinguetá, a Igreja assumiu formalmente sua veneração, erguendo no morro dos coqueiros a primeira capela de taipa para abrigar a imagenzinha negra da Imaculada Conceição e acolher os piedosos romeiros e viajantes. Estes se encarregaram de levar Brasil afora a notícia desse lugar santo e dos milagres da Senhora de Aparecida.
Apesar das sucessivas reformas e ampliações, foi necessário um novo templo mais amplo e artístico. Em junho 1888 foi benta a igreja construída pelo beneditino exclaustrado Cônego Frei Joaquim do Monte Carmelo. Dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho, bispo de São Paulo, agraciou o novo templo com o título de Santuário Episcopal e criou a paróquia (Curato), dando autonomia espiritual ao vilarejo que se formava e ao santuário que se incrementava. Dom Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti, como bispo coadjutor de São Paulo trouxe os missionários redentoristas para as atividades pastorais próprias de um santuário.
Coroação
No dia 8 de setembro de 1904 a Imagem de Nossa Senhora Aparecida foi solenemente coroada e ela foi proclamada Rainha do Brasil. – O ato contou com a aprovação formal do Cabido da Basílica de São Pedro e a assinatura do Papa São Pio X - Estavam presentes os 9 bispos do sul do Brasil, reunidos em Conferência em Aparecida, e uma multidão de fiéis.
"Senhora Aparecida, o Brasil é vosso!"
No Rio de Janeiro, então Capital Federal, dia 31 de maio de 1931, Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi proclamada oficialmente Padroeira do Brasil. – A multidão presente de mais de um milhão de pessoas repetiu comovida as palavras de consagração da nação. - Estavam presentes o Sr. Presidente da República, Ministros de Estado e Corpo Diplomático, autoridades civis, eclesiásticas e militares.
Retirado de: Arquidiocese de Aparecida
Apesar das sucessivas reformas e ampliações, foi necessário um novo templo mais amplo e artístico. Em junho 1888 foi benta a igreja construída pelo beneditino exclaustrado Cônego Frei Joaquim do Monte Carmelo. Dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho, bispo de São Paulo, agraciou o novo templo com o título de Santuário Episcopal e criou a paróquia (Curato), dando autonomia espiritual ao vilarejo que se formava e ao santuário que se incrementava. Dom Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti, como bispo coadjutor de São Paulo trouxe os missionários redentoristas para as atividades pastorais próprias de um santuário.
Coroação
No dia 8 de setembro de 1904 a Imagem de Nossa Senhora Aparecida foi solenemente coroada e ela foi proclamada Rainha do Brasil. – O ato contou com a aprovação formal do Cabido da Basílica de São Pedro e a assinatura do Papa São Pio X - Estavam presentes os 9 bispos do sul do Brasil, reunidos em Conferência em Aparecida, e uma multidão de fiéis.
"Senhora Aparecida, o Brasil é vosso!"
No Rio de Janeiro, então Capital Federal, dia 31 de maio de 1931, Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi proclamada oficialmente Padroeira do Brasil. – A multidão presente de mais de um milhão de pessoas repetiu comovida as palavras de consagração da nação. - Estavam presentes o Sr. Presidente da República, Ministros de Estado e Corpo Diplomático, autoridades civis, eclesiásticas e militares.
Retirado de: Arquidiocese de Aparecida
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
As Quinze Promessas da Virgem Maria aos que rezarem o Rosário
Postado por
Caio Vinícius
1. Aqueles que rezarem com enorme fé o Rosário receberão graças
especiais.
2. Prometo minha proteção e as maiores graças aos que rezarem o Rosário.
3. O Rosário é uma arma poderosa para não ir ao inferno: destrói os vícios,
diminui os pecados e nos defende das heresias.
4. Receberá a virtude e as boas obras abundarão, receberá a piedade de Deus
para as almas, resgatará os corações das pessoas de seu amor terreno e vaidades,
e os elevará em seu desejo pelas coisas eternas. As almas se santificarão por
meio do Rosário.
5. A alma que se encomendar a mim no Rosário não perecerá.
6. Quem rezar o Rosário devotamente, e tiver os mistérios como testemunho de
vida, não conhecerá a desgraça. Deus não o castigará em sua justiça, não terá
uma morte violenta, e se for justo, permanecerá na graça de Deus, e terá a
recompensa da vida eterna.
7. Aquele que for verdadeiro devoto do Rosário não perecerá sem os Sagrados
Sacramentos.
8. Aqueles que rezarem com muita fé o Santo Rosário em vida e na hora de sua
morte encontrarão a luz de Deus e a plenitude de sua graça, na hora da morte
participarão do paraíso pelos méritos dos Santos.
9. Livrarei do purgatório àqueles que rezarem o Rosário devotamente.
10. As crianças devotas ao Rosário merecerão um alto grau de Glória no
céu.
11. Obterão tudo o que me pedirem mediante o Rosário.
12. Aqueles que propagarem meu Rosário serão assistidos por mim em suas
necessidades.
13. Meu filho concedeu-me que todo aqueles que se encomendar a mim ao rezar o
Rosário terá como intercessores toda a corte celestial em vida e na hora da
morte.
14. São meus filhinhos aqueles que recitam o Rosário, e irmãos e irmãs de meu
único filho, Jesus Cristo.
15. A devoção a meu Rosário é um grande sinal de profecia.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
SETE DORES DE NOSSA SENHORA
Postado por
Caio Vinícius
Estava a Mãe dolorosa
Ao pé da Cruz lacrimosa
E o filho pendente dela.
Dura espada lhe rasgava
A alma pura, e lha ensopava
Com dor, tristeza e gemidos.
Oh! quão triste, quão aflita foi a donzela
bendita,
Mãe do Unigênito Filho.
Dor e angústia a possuía, E todo trêmula
via
As penas do ínclito Filho.
Que homem ali, não chorava,
Se a Mãe do Cristo observara
Padecendo tal suplício!
Que peito não se partira,
Quando a Mãe piedosa vira
Com seu Filho suspirando!
Porque o povo delinquiu,
Jesus em tormentos viu
Sofrendo cruéis flagelos.
Viu o Filho seu amado,
Morrendo desamparado,
Lançar o espírito extremo.
Eia, Mãe, fonte de amores,
Fazei que estas fortes dores
Eu sinta e convosco chore.
Fazei que a alma se inflame
Porque a Cristo-Deus só ame,
E só busque o seu agrado.
Santa Mãe, isto Vos peço,
Fique o peito bem impresso
Das chagas do Crucifixo.
De Vosso Filho chagado,
O que por mim se há dignado
Sofrer,reparti comigo.
Fazei-me, enquanto viver,
Com meu Jesus condoer,
Convosco chorardes veras.
Junto à Cruz conVosco estar,
Vosso pranto acompanhar
Unicamente desejo.
Virgem das Virgens preclara,
Não sejais comigo avara,
Fazei-me chorar conVosco.
Fazei que eu seja consorte
Das chagas, Paixão e morte
De Cristo,e que em mim se vejam.
Fazei-me delas chagado,
Desta Cruz embriegado,
Por amor do doce Filho.
Porque a chama não me queime,
Doce virgem defendei-me
No derradeiro juízo.
Ao sair do corpo esta alma,
Dai-me da vitória a palma
Por vossa Mãe, ó Jesus.
Quando a morte me levar,
Fazei que alma vá gozar
A glória do Paraíso.Amém.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Dulcíssimo Nome de Maria
Postado por
Caio Vinícius
Recolhendo opiniões dos santos Doutores sobre o nome de Maria, traça São João Eudes esta admirável síntese:
"O nome de Maria, diz Santo Antônio de Pádua, é júbilo para o coração, mel na boca e doce melodia no ouvido."
"Bem-aventurado o que ama vosso nome, ó Maria (é São Boaventura quem fala), porque este santo nome é uma fonte de graça que refresca a alma sedenta e a faz produzir frutos de justiça."
"Ó Mãe de Deus, diz o mesmo Santo, que glorioso e admirável é vosso nome. O que o leva em seu coração se verá livre do medo da morte. Basta pronunciá-lo para fazer tremer a todo inferno e por em fuga a todos os demônios. O que deseja possuir a paz e a alegria do coração, que honre vosso santo nome."
"O nome de Maria, diz São Pedro Crisólogo, é nome de salvação para os regenerados, sinal de todas as virtudes, honra da castidade; é o sacrifício agradável a Deus; é a virtude da hospitalidade; é a escola de santidade; é, enfim, um nome completamente maternal."
"Ó amabílissima Maria, exclama também São Bernardo, vosso santo nome não pode passar pela boca sem abrasar o coração! Os que Vos amam não podem pensar em Vós, sem um consolo e um gozo muito particulares. Nunca entrais sem doçura na memória dos que Vos honram."
"Ó Maria, diz o Santo Abade Raimundo Jordão, o chamado Idiota, a Santíssima Trindade Vos deu um nome que, depois do de vosso Filho, está acima de todos os nomes; nome a cuja pronunciação devem dobrar o joelho todas as criaturas do Céu, da terra e do Inferno, e toda língua confessar e honrar a graça, a glória e a virtude do santo nome de Maria. Porque, depois do nome de vosso Filho, não há quem seja tão poderoso para nos assistir em nossas necessidades, nem de quem devamos esperar mais os socorros que necessitamos para nossa eterna salvação."
"Este nome tem mais virtude do que todos os nomes dos Santos para confortar os débeis, curar os enfermos, iluminar os cegos, abrandar os corações endurecidos, fortificar os que combatem, dar ânimo aos cansados e derrubar o poderio dos demônios" (...)."Ouçamos a São Germano de Constantinopla: "Como a respiração, diz, não só é o sinal como também a causa da vida, assim quando vedes cristãos que tem com frequência o santo nome de Maria na boca, é sinal de que estão vivos com a verdadeira vida. O afeto particular que se tem a este sagrado nome, dá vida aos mortos, a conserva nos vivos, e os enche de gozo e de benção."
O venerável Tomás de Kempis, a respeito do glorioso nome da Mãe de Deus:
Os espíritos malignos tremem ante a Rainha dos Céus, e fogem como se corre do fogo, ao ouvir seu santo nome. Causa-lhes pavor o santo e terrível nome de Maria, que para o cristão é um extremo amável e constantemente celebrado.
Não podem os demônios comparecer nem poder por em jogo suas artimanhas onde vêem resplandecer o nome de Maria. Como trovão que ressoa no céu, assim caem derrubados ao ouvirem o nome de Santa Maria. E quanto mais amiúde se profere este nome, e mais fervorosamente se invoca, mais céleres e para mais longe escapam.
sábado, 13 de agosto de 2011
SANTA MISSA DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA
Postado por
Caio Vinícius
Santa Missa na
Forma Extraordinária do Rito Romano
ou
Rito Gregoriano
Festa da Assunção da Santíssima Virgem Maria
15 de Agosto de 2011
às 9h30min
PARÓQUIA SÃO JOÃO BATISTA DO TAUAPE
Rua Capitão Gustavo, 3940
Fortaleza - CE - Brasil
Fortaleza - CE - Brasil
Música
Próprio
Canto Gregoriano
Schola Cantorum Cor Mariae Immaculatum
sábado, 16 de julho de 2011
Rosa Carmeli
Postado por
Caio Vinícius
´
Visto em: ARS
Rosa Carmeli, florida Maria, (Rosa do Carmelo, ó florida Maria!)
Intra tua nos gere viscera. (No vosso claustro levai-nos)
Et post mortem transfer ad æthera, (e, depois de nossa morte, ao Céu conduzi-nos,)
O Maria! (ó Maria!)
1 - Radix Iesse, germinans flosculum, (Raiz de Jessé da qual surgiu uma pequena flor,)
hic adesse me tibi servulum, patiaris. (aqui estou para tornar-me vosso escravo.)
Inter spinas, quæ crescis, lilium, (Entre os espinhos desabrochais como um lírio.)
serva puras mentes fragilium, tutelaris. (Conservai pura a mente dos mais frágeis, ó Protetora!)
2 - Per incerta prudens consilium, (Nas incertezas sois conselho prudente,)
per adversa iuge solatium largiaris. (nas adversidades a perene e inesgotável consolação.)
Armatura fortis pugnantium; (Forte armadura dos guerreiros!)
furunt bella, offer præsidium Scapularis. (Aos que partem para a luta protegei com o escapulário.)
3 - Mater dulcis, virgo purissima, (Ó doce Mãe e Virgem puríssima,)
cristianis esto propitia, Stella maris. (aos cristãos ajudai, ó Estrela do mar!)
Paradisi clavis et ianua, (Chave e porta do Paraíso,)
fac nos duci quo, Mater, gloria coronaris. (alcançai para nós a coroa da glória.)
Visto em: ARS
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Our Lady of Mount Carmel, pray for us!
Postado por
Caio Vinícius
In 16 July of 1251 the Blessed Virgin Mary and her Divine Son Jesus appear to Simon Stock, in Cambridge. Since the 15th century, popular devotion to Our Lady of Mount Carmel has centered on the Scapular of Our Lady of Mount Carmel also known as the Brown Scapular, a sacramental associated with promises of Mary's special aid for the salvation of the devoted wearer.
The Feast of Our Lady of Mount Carmel is known to many Catholic faithful as the "scapular feast," associated with the Brown Scapular of Our Lady of Mount Carmel, a devotional sacramental signifiying the wearer's consecration to Mary and affiliation with the Carmelite Order. A tradition first attested to in the late 14th century says that Saint Simon Stock, an early prior general of the Carmelite Order, had a vision of the Blessed Virgin Mary in which she gave him the Brown Scapular which formed part of the Carmelite habit, promising that those who died wearing the scapular would be saved.
Our Lady of Mount Carmel pray for Church and for Pope!
The Feast of Our Lady of Mount Carmel is known to many Catholic faithful as the "scapular feast," associated with the Brown Scapular of Our Lady of Mount Carmel, a devotional sacramental signifiying the wearer's consecration to Mary and affiliation with the Carmelite Order. A tradition first attested to in the late 14th century says that Saint Simon Stock, an early prior general of the Carmelite Order, had a vision of the Blessed Virgin Mary in which she gave him the Brown Scapular which formed part of the Carmelite habit, promising that those who died wearing the scapular would be saved.
Our Lady of Mount Carmel pray for Church and for Pope!
terça-feira, 12 de julho de 2011
13 de julho de 1917 - Terceira aparição da Santíssima Virgem aos pastorinhos
Postado por
Caio Vinícius
![]() |
Jacinta, Lúcia e Francisco, fotografados após a aparição de 13 de Julho, na qual Nossa Senhora lhes mostrou o inferno. |
Momentos depois de termos chegado à Cova de Iria, junto da carrasqueira, entre numerosa multidão de povo, estando a rezar o terço, vimos o reflexo da costumada luz e, em seguida, Nossa Senhora sobre a carrasqueira.
– Vossemecê que me quer? – perguntei.
– Quero que venham aqui no dia 13 do mês que vem, que continuem a rezar o terço todos os dias, em honra de Nossa Senhora Rosário, para obter a paz do mundo e o fim da guerra, porque só Ela lhes poderá valer.
- Queria pedir-Lhe para nos dizer Quem é, para fazer um milagre com que todos acreditem que Vossemecê nos aparece.
– Continuem a vir aqui todos os meses. Em Outubro direi Quem sou, o que quero e farei um milagre que todos hão-de ver, para acreditar.
Aqui, fiz alguns pedidos que não recordo bem quais foram. O que me lembro é que Nossa Senhora disse que era preciso rezarem o terço para alcançarem as graças durante o ano. E continuou:
– Sacrificai-vos pelos pecadores e dizei muitas vezes, em especial sempre que fizerdes algum sacrifício: Ó Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria.
Ao dizer estas últimas palavras, abriu de novo as mãos, como nos dois meses passados. O reflexo pareceu penetrar a terra e vimos como que um mar fogo. Mergulhados em esse fogo, os demónios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras ou bronzeadas, com forma humana, que flutuavam no incêndio, levadas pelas chamas que delas mesmas saíam juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das faúlhas em os grandes (incêndios), sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero que horrorizava e fazia estremecer de pavor (deveu ser ao deparar-me com esta vista que dei esse ai! que dizem ter-me ouvido). Os demónios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes como negros carvões em brasa.
sábado, 4 de junho de 2011
O Imaculado Coração de Maria, reinará sobre o mundo inteiro!
Postado por
Caio Vinícius

Quem vê o Coração de Maria, vê o Coração de Jesus
O Coração da Mãe do Salvador é como um espelho divino, no qual seu Filho bem-amado desenhou e representou, de forma excelentíssima, todas as virtudes que reinam em seu divino Coração.
De sorte que, aquele que vir o Coração da Rainha dos Anjos, assim como os Anjos o veem, descobrirá a imagem viva e perfeita do amor, da caridade, da pureza, do desprezo pelas coisas do mundo, do ódio pelo pecado, e identificará todas as outras virtudes do amabilíssimo Coração de Jesus.
De sorte que, aquele que vir o Coração da Rainha dos Anjos, assim como os Anjos o veem, descobrirá a imagem viva e perfeita do amor, da caridade, da pureza, do desprezo pelas coisas do mundo, do ódio pelo pecado, e identificará todas as outras virtudes do amabilíssimo Coração de Jesus.
São João Eudes
O Coração Admirável da Sacratíssima Mãe de Deus, I. 11
O Coração Admirável da Sacratíssima Mãe de Deus, I. 11
terça-feira, 31 de maio de 2011
Virgem de Aparecida Rainha e Padroeira do Brasil
Postado por
Caio Vinícius
Há exatamente 80 anos, o Brasil aclamava a Virgem de Aparecida como sua Padroeira, recordou hoje o Portal A12 do Santuário Nacional. O decreto que proclamava a Virgem de Aparecida como padoreira da nação foi assinado pelo papa Pio X no dia 16 de julho de 1929 e a proclamação oficial se deu no Rio de Janeiro, então Capital Federal, no dia 31 de maio de 1931.
A nota de hoje, 31, do Portal A12 conta que logo após a realização do Congresso Mariano de 1929, por empenho do então arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Sebastião Leme, e do reitor do Santuário na época, padre Antão Jorge Hechenblaickner, os bispos presentes no Congresso pediram e obtiveram do Papa Pio X, a graça de Nossa Senhora Aparecida ser declarada Padroeira do Brasil.
O Missionário Redentorista, padre Júlio Brustoloni descreve em seu livro ‘História de Nossa Senhora Aparecida: A Imagem, o Santuário e as Romarias’ que naquele ano, a Imagem foi conduzida, saindo de Aparecida no dia 30 de maio para o Rio de Janeiro.
“A Imagem deixou seu nicho e foi conduzida pelo povo de Aparecida até a Estação local. Preces, lágrimas e emoção acompanhavam essa peregrinação histórica”, descreve padre Júlio no livro.
A publicação ainda relata que cerca de um milhão de pessoas foram prestar suas homenagens à Padroeira naquele dia 31. De manhã, o ponto alto foi a Missa Campal celebrada diante da Igreja de São Francisco de Paula, onde a multidão cantou e rezou participando da eucaristia.
Mais tarde, uma procissão conduziu a Imagem para a Praça da Esplanada do Castelo. Junto do altar da Padroeira, encontrava-se o então presidente da república, Getúlio Vargas, Ministros de Estado, autoridades civis, militares e eclesiásticas. O Núncio Apostólico, Dom Aloísio Masella também esperava pela Virgem de Aparecida junto ao povo.
Era o Brasil que se consagrava à sua Senhora e Mãe, relata a nota do Portal A12 recordando a oração de consagração:
Senhora Aparecida, o Brasil é vosso!
Rainha do Brasil, abençoai a nossa gente.
Paz ao nosso povo! Salvação para a nossa Pátria!
Senhora Aparecida, o Brasil vos ama,
O Brasil, em vós confia!
Senhora Aparecida, o Brasil vos aclama,
Salve Rainha!
Após os atos de consagração e prece, Dom Duarte levou a Imagem para o carro-capela, estacionado na Estação Dom Pedro II com destino à Aparecida.
Na época, o Superior Vice-Provincial, padre José Francisco Wand escreveu no livro de ponto da paróquia que é absolutamente certo que o dia 31 de maio de 1931 seria sempre um dos mais memoráveis na história eclesiástica da Terra de Santa Cruz.
“Este dia significa para Aparecida o desenvolvimento grandioso das romarias”, afirmava a mensagem.
Atualmente, o Santuário Nacional de Aparecida, local onde se encontra a Imagem da Padroeira do Brasil, aos cuidados dos Missionários Redentoristas acolhe centenas de romarias vindas de todas as partes do país para saudar a Padroeira do Brasil.
Fonte: ACI Digital
A nota de hoje, 31, do Portal A12 conta que logo após a realização do Congresso Mariano de 1929, por empenho do então arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Sebastião Leme, e do reitor do Santuário na época, padre Antão Jorge Hechenblaickner, os bispos presentes no Congresso pediram e obtiveram do Papa Pio X, a graça de Nossa Senhora Aparecida ser declarada Padroeira do Brasil.
O Missionário Redentorista, padre Júlio Brustoloni descreve em seu livro ‘História de Nossa Senhora Aparecida: A Imagem, o Santuário e as Romarias’ que naquele ano, a Imagem foi conduzida, saindo de Aparecida no dia 30 de maio para o Rio de Janeiro.
“A Imagem deixou seu nicho e foi conduzida pelo povo de Aparecida até a Estação local. Preces, lágrimas e emoção acompanhavam essa peregrinação histórica”, descreve padre Júlio no livro.
A publicação ainda relata que cerca de um milhão de pessoas foram prestar suas homenagens à Padroeira naquele dia 31. De manhã, o ponto alto foi a Missa Campal celebrada diante da Igreja de São Francisco de Paula, onde a multidão cantou e rezou participando da eucaristia.
Mais tarde, uma procissão conduziu a Imagem para a Praça da Esplanada do Castelo. Junto do altar da Padroeira, encontrava-se o então presidente da república, Getúlio Vargas, Ministros de Estado, autoridades civis, militares e eclesiásticas. O Núncio Apostólico, Dom Aloísio Masella também esperava pela Virgem de Aparecida junto ao povo.
Era o Brasil que se consagrava à sua Senhora e Mãe, relata a nota do Portal A12 recordando a oração de consagração:
Senhora Aparecida, o Brasil é vosso!
Rainha do Brasil, abençoai a nossa gente.
Paz ao nosso povo! Salvação para a nossa Pátria!
Senhora Aparecida, o Brasil vos ama,
O Brasil, em vós confia!
Senhora Aparecida, o Brasil vos aclama,
Salve Rainha!
Após os atos de consagração e prece, Dom Duarte levou a Imagem para o carro-capela, estacionado na Estação Dom Pedro II com destino à Aparecida.
Na época, o Superior Vice-Provincial, padre José Francisco Wand escreveu no livro de ponto da paróquia que é absolutamente certo que o dia 31 de maio de 1931 seria sempre um dos mais memoráveis na história eclesiástica da Terra de Santa Cruz.
“Este dia significa para Aparecida o desenvolvimento grandioso das romarias”, afirmava a mensagem.
Atualmente, o Santuário Nacional de Aparecida, local onde se encontra a Imagem da Padroeira do Brasil, aos cuidados dos Missionários Redentoristas acolhe centenas de romarias vindas de todas as partes do país para saudar a Padroeira do Brasil.
Fonte: ACI Digital
Carta Encíclica de Pio XII: Ad Caeli Reginam
Postado por
Caio Vinícius
CARTA ENCÍCLICA DO PAPA PIO XII
AD CAELI REGINAM
SOBRE A REALEZA DE MARIA
E A INSTITUIÇÃO DA SUA FESTA
Aos veneráveis irmãos Patriarcas, Primazes,
Arcebispos e bispos e outros Ordinários do lugar,
em paz e comunhão com a Sé Apostólica
INTRODUÇÃO
2. Ora, depois das grandes calamidades que, mesmo à nossa vista, destruíram horrivelmente florescentes cidades, vilas e aldeias; diante do doloroso espetáculo de tantos e tão grandes males morais, que transbordam em temeroso aluvião; quando vacila às vezes a justiça e triunfa com freqüência a corrupção; neste incerto e temeroso estado de coisas, sentimos nós a maior dor; mas ao mesmo tempo recorremos confiantes à nossa rainha, Maria santíssima, e patenteamos-lhe não só os nossos devotos sentimentos mas também os de todos os fiéis cristãos.
3. É grato e útil recordar que nós próprios - no dia 1° de novembro do ano santo de 1950, diante de grande multidão formada de cardeais, bispos, sacerdotes e simples cristãos, vindos de toda a parte do mundo - definimos o dogma da assunção da bem-aventurada virgem Maria ao céu(1), a qual presente em alma e corpo, reina entre os coros dos anjos e santos, juntamente com o seu unigênito Filho. Além disso - ocorrendo o primeiro centenário da definição dogmática do nosso predecessor de imortal memória Pio IX, que proclamou ter sido a Mãe de Deus concebida sem qualquer mancha do pecado original - promulgamos,(2) com grande alegria do nosso coração paterno, o presente ano mariano; e vemos com satisfação que não só nesta augusta cidade - especialmente na Basílica Liberiana, onde inumeráveis multidões vão testemunhando bem claramente a sua fé e ardente amor a Mãe do céu - mas em todas as partes do mundo a devoção à virgem Mãe de Deus refloresce cada vez mais, ocorrendo grandes peregrinações aos principais santuários de Maria.
4. Todos sabem que nós, na medida do possível - quando em audiências falamos aos nossos filhos, ou quando, por meio das ondas radiofônicas, dirigimos mensagens ao longe - não deixamos de recomendar, a quantos nos ouviam que amassem, com amor terno e filial, tão boa e poderosa Mãe. A esse propósito, recordamos em especial a radiomensagem que endereçamos ao povo português, por motivo da coroação da prodigiosa imagem de nossa Senhora de Fátima (3), que chamamos radiomensagem da "realeza" de Maria.(4)
5. Portanto, como coroamento de tantos testemunhos deste nosso amor filial, a que o povo cristão correspondeu com tanto ardor, para encerrar com alegria e fruto o ano mariano que se aproxima do fim, e para satisfazer aos insistentes pedidos, que nos chegaram de toda a parte, resolvemos instituir a festa litúrgica da bem-aventurada rainha virgem Maria.
6. Não é verdade nova que propomos à crença do povo cristão, porque o fundamento e as razões da dignidade régia de Maria encontram-se bem expressos em todas as idades, e constam dos documentos antigos da Igreja e dos livros da sagrada liturgia.
7. Queremos recordá-los na presente encíclica, para renovar os louvores da nossa Mãe do céu e avivar proveitosamente na alma de todos a devoção para com ela.
I A REALEZA DE MARIA NOS TEXTOS DA TRADIÇÃO...
9. Assim, baseando-se nas palavras do arcanjo Gabriel, que predisse o reino eterno do Filho de Maria,(8) e nas de Isabel, que se inclinou diante dela e a saudou como "Mãe do meu Senhor",(9) compreende-se que já os antigos escritores eclesiásticos chamassem a Maria "mãe do Rei" e "Mãe do Senhor", dando claramente a entender que da realeza do Filho derivara para a Mãe certa elevação e preeminência.
10. Santo Efrém, com grande inspiração poética, põe estas palavras na boca de Maria: "Erga-me o firmamento nos seus braços, porque eu estou mais honrada do que ele. O céu não foi tua mãe, e fizeste dele teu trono. Ora, quanto mais se deve honrar e venerar a mãe do Rei, do que o seu trono!"(10) Em outro passo, assim invoca a Maria santíssima: "...Virgem augusta e protetora, rainha e senhora, protege-me à tua sombra, guarda-me, para que Satanás, que semeia ruínas, não me ataque, nem triunfe de mim o iníquo adversário".(11)
11. A Maria chama s. Gregório Nazianzeno "Mãe do Rei de todo o universo", "Mãe virgem, [que] deu à luz o Rei do todo o mundo".(12) Prudêncio diz que a Mãe se maravilha "de ter gerado a Deus não só como homem mas também como sumo rei".(13)
12. E afirmam claramente a dignidade real de Maria aqueles que a chamam "senhora", "dominadora" e "rainha".
13. Já numa homilia atribuída a Orígenes, Maria é chamada por Isabel não só "Mãe do meu Senhor" mas também "Tu, minha Senhora".(14)
14. O mesmo conceito se pode deduzir dum texto de s. Jerônimo, que expõe o próprio parecer acerca das várias interpretações do nome de Maria: "Saiba-se que Maria, na língua siríaca, significa Senhora".(15) Igualmente e com mais decisão, se exprime depois s. Pedro Crisólogo: "O nome hebraico Maria traduz-se por "Domina" em latim: "portanto o anjo chama-lhe Senhora para livrar do temor de escrava a mãe do Dominador, a qual nasce e se chama Senhora pelo poder do Filho".(16)
15. Santo Epifânio, bispo de Constantinopla, escreve ao papa Hormisdas pedindo a conservação da unidade da Igreja "mediante a graça da Trindade una e santa e por intercessão de nossa Senhora, a santa e gloriosa virgem Maria, Mãe de Deus".(17)
16. Um autor do mesmo tempo dirige-se a Maria santíssima, sentada à direita de Deus, invocando-a solenemente como "Senhora dos mortais, santíssima Mãe de Deus".(18)
17. Santo André Cretense atribui muitas vezes a dignidade real à virgem Maria; escreve, por exemplo: "Leva [Jesus Cristo] neste dia da morada terrestre [para o céu], como rainha do gênero humano, a sua Mãe sempre virgem, em cujo seio, permanecendo Deus, tomou a carne humana".(19) E noutro lugar: "Rainha de todo o gênero humano, porque, fiel à significação do seu nome, se encontra acima de tudo quanto não é Deus".(20)
18. Do mesmo modo se dirige s. Germano à humildade da Virgem: "Senta-te, ó Senhora; sendo tu Rainha e mais eminente que todos os reis, pertence-te estar sentada no lugar mais nobre"(21); e chama-lhe: "Senhora de todos aqueles que habitam a terra".(22)
19. São João Damasceno proclama-a "rainha, protetora e senhora"(23) e também: "senhora de todas as criaturas"(24); e um antigo escritor da Igreja ocidental chama-lhe: "ditosa rainha", "rainha eterna junto do Filho Rei", e diz que ela tem a "nívea cabeça ornada com um diadema de ouro".(25)
20. Finalmente, s. Ildefonso de Toledo resume-lhe quase todos os títulos de honra nesta saudação: "Ó minha senhora, minha dominadora: tu dominas em mim, ó mãe do meu Senhor... Senhora entre as escravas, rainha entre as irmãs".(26)
21. Recolhendo a lição desses e outros inumeráveis testemunhos antigos, chamaram os teólogos a santíssima Virgem, rainha de todas as coisas criadas, rainha do mundo e senhora do universo.
22. Por sua vez, os sumos pastores da Igreja julgavam obrigação sua aprovar e promover a devoção à celeste Mãe e Rainha com exortação e louvores. Pondo de parte os documentos dos papas recentes, recordamos que já no século VII o nosso predecessor s. Martinho I chamou a Maria "gloriosa Senhora nossa, sempre virgem";(27) s. Agatão, na carta sinodal enviada aos padres do sexto concílio ecumênico, chamou-a "Senhora nossa, verdadeiramente e com propriedade Mãe de Deus";(28) e no século VIII, Gregório II, em carta ao patriarca s. Germano, que foi lida entre as aclamações dos padres do sétimo concílio ecumênico, proclamava Maria "Senhora de todos e verdadeira Mãe de Deus" e "Senhora de todos os cristãos".(29)
23. Apraz-nos recordar também que o nosso predecessor de imortal memória Sixto IV, querendo favorecer a doutrina da imaculada conceição da santíssima Virgem, começa a carta apostólica Cum praeexcelsa (30) chamando precisamente a Maria "rainha sempre vigilante, a interceder junto ao Rei, que ela gerou". Do mesmo modo Bento XIV, na carta apostólica Gloriosae Dominae (31), chama a Maria "rainha do céu e da terra", afirmando que o sumo Rei lhe contou, em certo modo, o seu próprio império.
24. Por isso, s. Afonso de Ligório, tendo presente todos os testemunhos dos séculos precedentes, pôde escrever com a maior devoção: "Porque a virgem Maria foi elevada até ser Mãe do Rei dos reis, com justa razão a distingue a Igreja com o título de Rainha".(32)
II NA LITURGIA E NA ARTE
25. A sagrada liturgia, espelho fel da doutrina transmitida pelos santos padres e da crença do povo cristão, cantou por todo o decurso dos séculos e canta ainda sem cessar, tanto no oriente como no ocidente, as glórias da celestial Rainha.
26. Vozes entusiásticas ressoam do oriente: "Ó Mãe de Deus, hoje és transferida para o céu sobre os carros dos querubins, os serafins estão às tuas ordens, e os exércitos da milícia celeste prostram-se diante de ti".(33)
27. E mais ainda: "Ó justo, felicíssimo [José], pela tua origem real foste escolhido entre todos para esposo da Rainha imaculada, que dará à luz de modo inefável a Jesus Rei".(34) E depois: "Vou elevar um hino à rainha e Mãe de quem, ao celebrar, me aproximarei com alegria, para cantar com exultação alegremente as suas glórias... Ó Senhora, nossa língua não te pode louvar dignamente, porque tu, que deste à luz a Cristo nosso Rei, foste exaltada acima dos serafins... Salve, rainha do mundo, salve, ó Maria, senhora de todos nós".(35)
28. Lê-se no Missal etíope: "Ó Maria, centro do mundo todo,... Tu és maior que os querubins de olhar penetrante, e que os serafins de seis asas... O céu e a terra estão cheios da santidade da tua glória".(36)
29. O mesmo canta a liturgia da Igreja latina com a antiga e dulcíssima oração "Salve, rainha", as alegres antífonas "Ave, ó rainha dos céus", "Rainha do céu, alegrai-vos, aleluia", e outras que se costumam rezar em várias festas de nossa Senhora: "Colocou-se como rainha à tua direita, com vestido dourado e circundada de vários ornamentos"(37); "A terra e o povo cantam o teu poder, ó rainha"(38); "Hoje a virgem Maria sobe ao céu: alegrai-vos, porque reina com Cristo para sempre".(39)
30. A esse e outros cânticos devem juntar-se as Ladainhas lauretanas, que levam o povo cristão a invocar todos os dias nossa Senhora como rainha; e no santo rosário, que se pode chamar coroa mística da celeste rainha, já há muitos séculos os fiéis contemplam, do quinto mistério glorioso, o reino de Maria, que abraça o céu e a terra.
31. Finalmente a arte cristã, intérprete natural da espontânea e pura devoção do povo, desde o concílio de Éfeso que representa Maria como rainha e imperatriz, sentada num trono e adornada com as insígnias reais, de coroa na cabeça, rodeada da corte dos anjos e santos, como quem domina não só as forças da natureza, mas também os malignos assaltos de Satanás. A iconografia da virgem Maria como rainha enriqueceu-se em todos os séculos com obras de arte de alto mérito, chegando até a figurar o divino Redentor no ato de cingir com brilhante coroa a cabeça da própria Mãe.
32. Os pontífices romanos não deixaram de favorecer esta devoção coroando pessoalmente ou por meio de legados as imagens da virgem Mãe de Deus, que eram objeto de especial veneração.
III OS ARGUMENTOS TEOLÓGICOS
33. Como acima apontamos, veneráveis irmãos, segundo a tradição e a sagrada liturgia, o principal argumento em que se funda a dignidade régia de Maria é sem dúvida a maternidade divina. Na verdade, do Filho que será dado à luz pela Virgem, afirma-se na Sagrada Escritura: "chamar-se-á Filho do Altíssimo e o Senhor Deus dar-lhe-á o trono de Davi, seu pai; reinará na casa de Jacó eternamente, e o seu reino não terá fim"(40); ao mesmo tempo que Maria é proclamada "a Mãe do Senhor".(41) Daqui se segue logicamente que Maria é rainha, por ter dado a vida a um Filho, que no próprio instante da sua concepção, mesmo como homem, era rei e senhor de todas as coisas, pela união hipostática da natureza humana com o Verbo. Por isso muito bem escreveu s. João Damasceno: "Tornou-se verdadeiramente senhora de toda a criação, no momento em que se tornou Mãe do Criador".(42) E assim o arcanjo Gabriel pode ser chamado o primeiro arauto da dignidade real de Maria.
34. Contudo, nossa Senhora deve proclamar-se Rainha, não só pela sua maternidade divina, mas ainda pela parte singular que Deus queria ter na obra da salvação. "Que pode haver - escrevia nosso predecessor de feliz memória, Pio XI - mais doce e suave do que pensar que Cristo é nosso Rei, não só por direito de natureza, mas ainda por direito adquirido, isto é, pela redenção? Repensem todos os homens, esquecidos do quanto custamos ao nosso Redentor e recordem todos: 'Não fostes remidos com ouro ou prata, bens corruptíveis..., mas pelo precioso sangue de Cristo, cordeiro imaculado e incontaminado'.(43) 'Não pertencemos portanto a nós mesmos, pois Cristo 'a alto preço',(44) 'nos comprou'.(45)
Sua cooperação na redenção
35. Ora, ao realizar-se a obra da redenção, Maria santíssima foi intimamente associada a Cristo, e por isso justamente se canta na sagrada liturgia: "Santa Maria, rainha do céu e senhora do mundo, estava traspassada de dor, ao pé da cruz de nosso Senhor Jesus Cristo".(46) E um piedosíssimo discípulo de s. Anselmo podia escrever na Idade Média: "Como... Deus, criando todas as coisas pelo seu poder, é Pai e Senhor de tudo, assim Maria, reparando todas as coisas com os seus méritos, é mãe e senhora de tudo: Deus é senhor de todas as coisas, constituindo cada uma delas na sua própria natureza pela voz do seu poder, e Maria é Senhora de todas as coisas, reconstituindo-as na sua dignidade primitiva pela graça, que lhes mereceu".(47) De fato "como Cristo, pelo título particular da redenção, é nosso senhor e nosso rei, assim a bem-aventurada Virgem [é senhora nossa] pelo singular concurso, prestado à nossa redenção, subministrando a sua substância e oferecendo voluntariamente por nós o Filho Jesus, desejando, pedindo e procurando de modo singular a nossa salvação".(48)
36. Dessas premissas se pode argumentar: Se Maria, na obra da salvação espiritual, foi associada por vontade de Deus a Jesus Cristo, princípio de salvação, e o foi quase como Eva foi associada a Adão, princípio de morte, podendo-se afirmar que a nossa redenção se realizou segundo uma certa "recapitulação",(49) pela qual o gênero humano, sujeito à morte por causa duma virgem, salva-se também por meio duma virgem; se, além disso, pode-se dizer igualmente que esta gloriosíssima Senhora foi escolhida para Mãe de Cristo "para lhe ser associada na redenção do gênero humano",(50) e se realmente "foi ela que - isenta de qualquer culpa pessoal ou hereditária, e sempre estreitamente unida a seu Filho - o ofereceu no Gólgota ao eterno Pai, sacrificando juntamente, qual nova Eva, os direitos e o amor de mãe em benefício de toda a posteridade de Adão, manchada pela sua desventurada queda"(51) poder-se-á legitimamente concluir que, assim como Cristo, o novo Adão, deve-se chamar rei não só porque é Filho de Deus mas também porque é nosso redentor, assim, segundo certa analogia, pode-se afirmar também que a bem-aventurada virgem Maria é rainha, não só porque é Mãe de Deus mas ainda porque, como nova Eva, foi associada ao novo Adão.
Sua sublime dignidade
37. E certo que no sentido pleno, próprio e absoluto, somente Jesus Cristo, Deus e homem, é rei; mas também Maria - de maneira limitada e analógica, como Mãe de Cristo-Deus e como associada à obra do divino Redentor, à sua luta contra os inimigos e ao triunfo deles obtido participa da dignidade real. De fato, dessa união com Cristo-Rei deriva para ela tão esplendente sublimidade, que supera a excelência de todas as coisas criadas: dessa mesma união com Cristo nasce aquele poder real, pelo qual ela pode dispensar os tesouros do reino do Redentor divino; finalmente, da mesma união com Cristo se origina a inexaurível eficácia da sua intercessão junto do Filho e do Pai.
38. Portanto, não há dúvida alguma que Maria santíssima se avantaja em dignidade a todas as coisas criadas e tem sobre todas o primado, a seguir ao seu Filho. "Tu finalmente, canta s. Sofrônio, superaste em muito todas as criaturas... Que poderá existir mais sublime que tal alegria, ó Virgem Mãe? Que pode existir mais elevado que tal graça, a qual por divina vontade só tu tiveste em sorte?"(52) "A esses louvores acrescenta s. Germano: "A tua honra e dignidade colocam-te acima de toda a criação: a tua sublimidade faz-te superior aos anjos".(53) João Damasceno chega a escrever o seguinte: "É infinita a diferença entre os servos de Deus e a sua Mãe".(54)
39. Para melhor compreendermos a sublime dignidade, que a Mãe de Deus atingiu acima de todas as criaturas, podemos considerar que a santíssima Virgem, desde o primeiro instante da sua conceição, foi enriquecida de tal abundância de graças, que supera a graça de todos os santos. Por isso, como escreveu na carta apostólica Ineffabilis Deus o nosso predecessor, de feliz memória, Pio IX, Deus "fez a maravilha de a enriquecer, acima de todos os anjos e santos, de tal abundância de todas as graças celestiais hauridas dos tesouros da divindade, que ela - imune de toda a mancha do pecado, e toda bela apresenta tal plenitude de inocência e santidade, que não se pode conceber maior abaixo de Deus, nem ninguém a pode compreender plenamente senão Deus".(55)
Com Cristo, ela reina nas mentes e vontades dos homens
40. Nem a bem-aventurada virgem Maria teve apenas, ao seguir a Cristo, o supremo grau de excelência e perfeição, mas também participou ainda daquela eficácia pela qual justamente se afirma que o seu divino Filho e nosso Redentor reina na mente e na vontade dos homens. Se, de fato, o Verbo de Deus opera milagres e infunde a graça por meio da humanidade que assumiu - e se utiliza dos sacramentos e dos seus santos, como instrumentos, para salvar as almas; por que não há de servir-se do múnus e ação de sua Mãe santíssima para nos distribuir os frutos da redenção? "Com ânimo verdadeiramente materno para conosco - como diz o mesmo predecessor nosso, de feliz memória, Pio IX - e ocupando-se da nossa salvação, ela, que pelo Senhor foi constituída rainha do céu e da terra, toma cuidado de todo o gênero humano, e - tendo sido exaltada sobre todos os coros dos anjos e as hierarquias dos santos do céu, e estando à direita do seu unigênito Filho, Jesus Cristo, nosso Senhor - com as suas súplicas maternas impetra com eficácia, obtém quanto pede, nem pode deixar de ser ouvida".(56) A esse propósito, outro nosso predecessor, de feliz memória, Leão XIII, declarou que foi concedido à bem-aventurada virgem Maria um poder "quase ilimitado"(57) na distribuição das graças; s. Pio X acrescenta que Maria desempenha esta missão "como por direito materno".(58)
Duplo erro a ser evitado
41. Gloriem-se, portanto, todos os féis cristãos de estar submetidos ao império da virgem Mãe de Deus, que tem poder régio e se abrasa de amor materno.
42. Porém, nessas e noutras questões que dizem respeito à bem-aventurada virgem Maria, procurem os teólogos e pregadores evitar certos desvios, para não caírem em duplo erro: acautelem-se de opiniões sem fundamento e que ultrapassam com exageros os limites da verdade; e evitem, por outro lado, a excessiva estreiteza ao considerarem a singular, sublime, e mesmo quase divina dignidade da Mãe de Deus, que o doutor angélico nos ensina a atribuir-lhe "em razão do bem infinito, que é Deus".(59)
43. Mas, nesse, como em todos os outros capítulos da doutrina cristã, "a norma próxima e universal" é para todos o magistério vivo da Igreja, instituído por Cristo "também para esclarecer e explicar aquelas coisas que só de modo obscuro e como que implícito estão contidas no depósito da fé".(6)
IV A FESTA DE MARIA RAINHA
44. Dos testemunhos da antiguidade cristã, das orações da liturgia, da inata devoção do povo cristão, das obras artísticas, de toda a parte recolhemos expressões que nos mostram que a virgem Mãe de Deus se distingue pela sua dignidade real; mostramos também que as razões, deduzidas pela sagrada teologia do tesouro da fé divina, confirmam plenamente essa verdade. De tantos testemunhos referidos forma-se uma espécie de concerto harmonioso que exalta a incomparável dignidade real da Mãe de Deus e dos homens, a qual domina todas as coisas criadas e foi elevada aos reinos celestes, acima dos coros dos anjos".(61)
45. Depois de atentas e ponderadas reflexões, tendo chegado à convicção de que seriam grandes as vantagens para a Igreja, se essa verdade solidamente demonstrada resplandecesse com maior evidência diante de todos como luz que brilha mais, quando posta no candelabro, - com a nossa autoridade apostólica decretamos e instituímos a festa de Maria rainha, para ser celebrada cada ano em todo o mundo no dia 31 de maio. Ordenamos igualmente que no mesmo dia se renove a consagração do gênero humano ao seu coração imaculado. Tudo isso nos incute grande esperança de que há de surgir nova era, iluminada pela paz cristã e pelo triunfo da religião.
Exortação à devoção mariana
46. Procurem pois todos, e agora com mais confiança, aproximar-se do trono da misericórdia e da graça, para pedir à nossa Rainha e Mãe socorro na adversidade, luz nas trevas, conforto na dor e no pranto; e, o que é mais, esforcem-se por se libertar da escravidão do pecado, e prestem ao cetro régio de tão poderosa Mãe a homenagem duradoura da devoção dial. Freqüentem as multidões de fiéis os seus templos e celebrem-lhe as festas; ande nas mãos de todos a piedosa coroa do terço; e reúna a recitação dele - nas igrejas, nas casas, nos hospitais e nas prisões - ora pequenos grupos, ora grandes assembléias, para cantarem as glórias de Maria. Honra-se o mais possível o seu nome, mais doce do que o néctar e mais valioso que toda a pedra preciosa; ninguém ouse o que seria prova de alma vil - pronunciar ímpias blasfêmias contra este nome santíssimo, ornado de tanta majestade e venerável pelo carinho próprio de mãe; nem se atreva ninguém a dizer nada que seja irreverente.
47. Com vivo e diligente cuidado todos se esforcem por copiar nos sentimentos e nos atos, segundo a própria condição, as altas virtudes da Rainha do céu e nossa Mãe amantíssima. Donde resultará que os féis, venerando e imitando tão grande Rainha e Mãe, virão se sentir verdadeiros irmãos entre si, desprezarão a inveja e a cobiça das riquezas, e hão de promover a caridade social, respeitar os direitos dos fracos e fomentar a paz. Nem presuma alguém ser filho de Maria, digno de se acolher à sua poderosíssima proteção, se à exemplo dela não é justo, manso e casto, e não mostra verdadeira fraternidade, evitando ferir e prejudicar, e procurando socorrer e dar ânimo.
A Igreja do silêncio
48. Em algumas regiões da terra, não falta quem seja injustamente perseguido por causa do nome cristão e se veja privado dos direitos divinos e humanos da liberdade. Para afastar tais males, nada conseguiram até hoje justificados pedidos e reiterados protestos. A esses filhos inocentes e atormentados volva os seus olhos de misericórdia, cuja luz dissipa nuvens e serena tempestades, a poderosa Senhora dos acontecimentos e dos tempos, que sabe vencer a maldade com o seu pé virginal. Conceda-lhes poderem em breve gozar a devida liberdade e cumprir publicamente os deveres religiosos. E, servindo a causa do Evangelho - com o seu esforço concorde e egrégias virtudes, de que no meio de tantas dificuldades dão exemplo - concorram para o fortalecimento e progresso das sociedades terrestres.
Maria, Rainha e Medianeira da paz
49. A festa - instituída pela presente carta encíclica, a fim de que todos reconheçam mais claramente e melhor honrem o clemente e materno império da Mãe de Deus pensamos que poderá contribuir para que se conserve, consolide e torne perene a paz dos povos, ameaçada quase todos os dias por acontecimentos que enchem de ansiedade. Não é ela acaso o arco-íris que se eleva para Deus, como sinal de pacífica aliança?(62) "Contempla o arco-íris e bendize aquele que o fez; é muito belo no seu esplendor; abraça o céu na sua órbita radiosa, e foram as mãos do Altíssimo que o traçaram".(63) Todo aquele que honra a Senhora dos anjos e dos homens - e ninguém se julgue isento deste tributo de reconhecimento e amor - invoque esta rainha, medianeira da paz; respeite e defenda a paz, que não é maldade impune nem liberdade desenfreada, mas concórdia bem ordenada sob o signo e comando da divina vontade: tendem a protegê-la e aumentá-la as maternas exortações e ordens de Maria.
50. Desejando ardentemente que a Rainha e Mãe do povo cristão acolha estes nossos votos, alegre com a sua paz as terras sacudidas pelo ódio, e a todos nós, depois deste exílio, mostre a Jesus, que será na eternidade a nossa paz e alegria; a vós, veneráveis irmãos, e aos vossos rebanhos, concedemos de todo o coração a bênção apostólica, como penhor do auxílio de Deus onipotente e testemunho do nosso paternal afeto.
Dado em Roma, junto de São Pedro, na festa da maternidade de Nossa Senhora, no dia 11 de outubro do ano de 1954, XVI do nosso pontificado.
PIO PP. XII
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Notas
(1) Cf. Const. apostólica Munificentissimus Deus: AAS 42(1950), p. 753ss.
(2) Cf. Carta enc. Fulgens corona.: AAS 45(1953), p. 577ss.
(3) Cf. AAS 38(1946), p. 264ss.
(4) Cf. L'Osservatore Romano, de 19 de maio, de 1946.
(5) Lc 1,32.
(6) Is 9,6.
(7) Ap 19,16.
(8) Cf. Lc 1,32-33.
(9) Lc 1,43.
(10) S. Ephraem. Hymni de B. Maria, ed. Th. J. Lamy, t. II, Mechiniae,1886 Hymn. XIX p. 624.
(11) Idem, Oratio and Ss.mam Dei Matrem; Opera omnia, Ed. Assemani, t. III (graece), Romae,1747, p. 546.
(12) S. Gregorio Naz., Poemata dogmatica, XVIII, v. 58: P G. XXXVII, 485.
(13) Prudêncio, Dittochoeum, XVII; PL 60,102A.
(14) Hom. ins. Lucam, hom. VII; ed. Rauer, Origenes Werke, t. IX, p. 48 (ex catem Macarii Chrysocephali). Cf. PG 13,1902 D.
(15) S. Jeronimo, Liber de nominibus hebraeis: PL 23, 886.
(16) S. Pedro Chrisólogo, Sermo 142, De Annuntiatlone B.M.V.: PL 52, 579 C; cf. também 582B; 584A: "Regina totius exstitit castitatis".
(17) Relatio Epiphanii Ep. Constantin.: PL 63, 498D.
(18) Encomium in Dormitionem Ss.mae Deiparae (inter opera s. Modesti): PG 86, 3306B.
(19) s. Andreas Cretensis, Homilia II in Dormitionem Ss.mae Deiparae: PG 97, 1079B.
(20) Id., Homilla III in Dormitionem Ss.mae Deiparae: I PG 98, 303A.
(21) S. Germano, In Praesentationem Ss.mae Deiparae, I: PG 98 303A.
(22) Id., In Praesentationem Ss.mae Deiparae, II: PG 98, 315C.
(23) S. João Damasceno, Homilia I in Dormitionem B.M.V: PG 96, 719A.
(24) Id., De fide orthodoxa, I, IV, c.14: PG 44,1158B.
(25) De laudibus Mariae (inter opera Venantii Fortunati): PL 88 282B e 283A.
(26) Ildefonso Toledano, De virginitate perpetua B.M.V.: PL 96, 58AD.
(27) S. Martinho I, Epist. XIV PL 87,199-200A.
(28) S. Agatão: PL 87,1221A.
(29) Hardouin, Acta Conciliorum, IV, 234 e 238: PL LXXXIX89 508B.
(30) Xisto IV, Bulla Cum praeexcelsa, de 28 de Fevereiro de 1476.
(31) Bento XIV, Bulla Gloriosae Dominae, de 27 de setembro de 1748.
(32) S. Afonso, Le glorie di Maria, p. I, c. I, § 1.
(33) Da liturgia dos Armenos: na festa da Assunção, hino do Matutino.
(34) Ex Menaeo (bizantino): Domingo depois do Natal, no Cânon, no Matutino.
(35) Offício, hino Akátistos (no rito bizantino).
(36) Missale Aethiopicum, Anáfora Dominae noetrae Mariae, Matris Dei.
(37) Brev. Rom., Versículo do sesto Respons.
(38) Festa da Assunção; hino ad Laudes.
(39) Ibidem, ao Magnificat, II Vésp.
(40) Lc 1, 32, 33.
(41) Ibid.1,43.
(42) S. João Damas., De fide orthodoxa, 1. IV, c.14, PG 94,1158s.B.
(43) 1Pd 1,18,19.
(44) 1Cor 6,20.
(45) Pio XI, Carta enc. Quas primas: AAS 17(1925), p.599.
(46) Festa aeptem dolorum B. Mariae Virg., Tractus.
(47) Eadmero, De excellentia Virginis Mariae, c. 11: PL 159, 308AB.
(48) E Suárez, De mysteriis vitae Christi, disp. XXII, sect. II (ed. Vivès. XIX, 327).
(49) S. Ireneu, Adv. haer., V,19,1: PG 9,1175B.
(50) Pio XI, Epist. Auspicatus profecto: AAS 25(1933), p. 80.
(51). Pio XII, Carta enc. Mystici Corporis: AAS 35(1943), p. 247.
(52) S. Sofrônio, In Annuntiationem Beatae Mariae Virg.: PG 87, 3238D e 3242A.
(53) S. Germano, Hom. II in Dormitionem Beatae Mariae Virginis: PG 98, 354B.
(54) S. João Damas. Hom. I. in Dormitionem Beatae Mariae Virginis: PG 96, 715A.
(55) Pio IX, Bula Ineffabilis Deus: Acta Pii IX, I, p. 597-598.
(56) Ibid., p. 618.
(57) Leão XIII, Carta enc. Adiutricem populi: AAS 28(1895-96), p.130.
(58) Pio X, Carta enc. Ad diem illum: AAS 36(1903-1904), p. 455.
(59) S. Tomás, Summa Theol., I, q. 25, a. 6, ad 4.
(60) Pio XII, Carta enc. Humani generis: AAS, 42(1950), p. 569.
(61) Do Brev. Rom.: Festa da Assunção de Maria virgem
(62)Cf. Gn 9,13.
(63) Eccl. 43,12-13.
Retirado: Site do Vaticano
SALVE REGINA CAELORUM
Postado por
Caio Vinícius
Salve Regina Misericordiae. Tu nos ab hoste prótege, et mortis hora súscipe.
Salve, Rainha de misericórdia. Protegei-nos do inimigo e acolhei-nos da hora da nossa morte.
A festa da Bem-Aventurada Virgem Maria Rainha foi instituída pelo papa Pio XII em 11 de outubro pela carta Encíclica Ad Caeli Reginam. Quis com esta festa proclamar a realeza da Santíssima Mãe de Deus perante o mundo, ratificando nos fiéis a memória da Rainha do Céu e da Terra que já se prestava em alguns países.
Desde o início do cristianismo os fiéis cristãos e os Santos Padres e Doutores deram claro testemunho dos esplendores da Virgem Maria. Também os teólogos não se cansavam de mostrar a conveniência do título da Realeza da Virgem Maria, que está sempre acompanhada com a obra Redentora de Seu Filho Nosso Senhor Jesus Cristo. Ela é portanto, Rainha do Universo porque seu Filho é Rei de todo o Universo.
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