sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Dom Bergozini: Venham comigo lutar pela Vida!

Dom Bergonzini, um dos heróis da nossa época.
Em uma carta assinada hoje, (11) o Bispo de Guarulhos, Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, reafirmou seu compromisso de defender a vida contra projetos de lei que visam descriminalizar a prática do aborto no Brasil. “A vida humana pertence a Deus”, assevera Dom Bergonzini, que também recordou que “nenhuma lei, nenhum plebiscito, nenhum partido, nenhum grupo de pessoas pode decidir quem vai morrer e quem vai nascer”. Por isso o bispo afirma manterá a “luta pela vida dos indefesos, contra a cultura da morte que querem implantar no Brasil e na América Latina” e chama os fiéis à luta pela vida também durante o governo de Dilma Rousseff que assume a presidência da República neste 1º de janeiro. Abaixo reproduzimos na íntegra a carta de Dom Bergonzini aos fiéis de Guarulhos.

“Muitas pessoas não entenderam o Movimento em Defesa da vida que fizemos e continuaremos fazendo. A época das eleições é propícia para debater os problemas nacionais. A preservação da vida é um problema nacional.


Existe um projeto de liberação do aborto no Brasil, que vem sendo defendido, há muito tempo, por partidos e políticos engajados nesse objetivo. Matar seres humanos indefesos, no útero de suas mães, antes deles chegarem à luz, é problema nacional e assassinato. Os leigos católicos, os religiosos, os padres, os evangélicos, todas as religiões têm o direito de defender sua Doutrina e sua Moral.

Muita gente confundiu a ação pastoral com política. Defender a vida, contra a cultura da morte, não é política. Tem reflexos na política, mas é uma ação pastoral. O Papa Bento XVI não confundiu. Tanto que aprovou a campanha contra o aborto. A Igreja Católica estava usando o seu direito de defender o Evangelho e a Moral Cristã, e continuará a fazê-lo.

O Papa Bento XVI vem alertando o Mundo sobre o relativismo. No caso das eleições, se uma pessoa é cristã e obedece os Mandamentos da Lei de Deus, ela não pode apoiar candidatos com projetos de liberação do aborto. O cristão não pode relativizar e aprovar atitudes e ações que são contra a sua fé e a Doutrina Cristã.

A candidata Dilma Rousseff e sua Coligação me acusaram, no Tribunal Superior Eleitoral, de Brasília, de ter falsificado o documento da CNBB-Regional SUL-1. Imagine um Bispo falsificando um documento assinado por outros três Bispos. Eu e a Igreja Católica fomos vítimas da mentira e da violação dos direitos constitucionais. A defesa apresentada pelos advogados da Diocese de Guarulhos mostra como os direitos da Igreja Católica foram violados. O Ministério Público Eleitoral Federal também entendeu que os direitos da Igreja Católica foram violados.

A vida é o maior bem que temos. Deus nos deu a vida e só Ele pode nos tirá-la. Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. A vida humana pertence a Deus. O ser humano e suas leis terrenas não podem mudar isso. Nenhuma lei, nenhum plebiscito, nenhum partido, nenhum grupo de pessoas pode decidir quem vai morrer e quem vai nascer. Os políticos cristãos deveriam formar uma frente parlamentar nacional para impedir os governos de adotarem medidas para facilitar ou incentivar o aborto.

A campanha em favor da vida, que se iniciou há muito tempo, vai continuar. O projeto de lei para liberação do aborto foi derrotado nas Comissões de Saúde e Seguridade Social e de Constituição e Justiça, da Câmara Federal. Os defensores da vida pensaram que o assunto estava encerrado. Mesmo com essas decisões, um deputado do PT solicitou que o projeto seja apreciado pelo Plenário da Câmara Federal. Depois disso, 21.12.2009, o Governo Federal editou o PNDH-3, e ressurgiu o projeto de liberação do aborto. E em 16.07.2010, numa reunião de países da América Latina, o Governo Federal assinou o "Consenso de Brasília", que pretende estender a liberação do aborto para toda a América Latina. E, no dia 04 de outubro, um dia após a eleição do primeiro turno, o Governo Federal publicou convênio, no Diário Oficial da União, para prosseguir no caminho da liberação do aborto. Os católicos que votaram nesse projeto serão responsáveis, com os eleitos por eles que apóiam o aborto, pelas mortes das crianças indefesas que forem retiradas dos úteros de suas mães e atiradas no esgoto, como se fossem dejetos.

De minha parte, por amor ao Evangelho, pela fidelidade a Jesus Cristo, à sua Igreja e ao sucessor de Pedro, o Papa Bento XVI, manterei a luta pela vida dos indefesos, contra a cultura da morte que querem implantar no Brasil e na América Latina.

Exorto todos os cristãos a seguirem este mesmo caminho. Venham comigo lutar pela Vida!”

A carta foi publicada por diversos sites pró-vida, que recordam que neste dia 27 de novembro o Papa Bento XVI decretou o dia mundial da vigília pela vida do nascituro.

De: Aci digital

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Nazismo-Comunismo = Aborto

Por João S. de Oliveira Júnior


Poucos sabem, mas o segundo país a legalizar e realizar abortos foi à Alemanha Nazista de Hitler (1935) como um modo de seu regime eugênico (Lei para prevenção para as doenças da hereditariedade posterior), mas que posteriormente atingia até crianças arianas e depois de nascidas como forma de controle, uma eutanásia para bebês. Só não o fez primeiro do que a Rússia de Lênin (Regime Comunista) ano de 1920 quando desde1913 o ditador já vinha defendendo a legalização. Médicos que visitaram a União Soviética no período para estudar sobre o aborto afirmaram que em 1930 um abortório com 4 médicos realizava 57 abortos em menos de 3 horas. Escala industrial...

O que todo mundo já sabe é que o Nazismo provocou o genocídio de 6 milhões de judeus em campos de concentração durante a 2ª guerra mundial, ato conhecido como o Holocausto (Shoá), o qual ainda hoje, nós Homens indagamos no que a loucura e avidez humana puderam chegar a fazer. Já o Comunismo, matou em torno de 100 milhões de pessoas somando todos os países em que tal regime totalitário esteve presente, da antiga União Soviética (7 milhões de Ucranianos mortos de fome em 1 ano), Iuguslávia, Camboja, Coréia do Norte, a China do ditador Mao e vários outros países, inclusive na ilha “paraíso do Fidel”, onde próprios cubanos (milhares) foram fuzilados no el paredon, exemplificando. Tais dados relacionados à história comunista são conhecidos embora pouco divulgados devido à simpatia que muitos “fornecedores de informações” têm pelo marxismo, base principal do regime.

Temos ciência, olhando para os dias de hoje, é que o genocídio continua não simplesmente porque há ainda vítimas adultas nos países comunistas (como na Coreia do Norte), mas porque cerca de 50 milhões de crianças no mundo todo são abortadas anualmente. De fato, um imenso new Shoá (Nazista-Comunista), relativamente silencioso, no qual se passa indiferente e tolerante para uma mentalidade moderna. Curioso também é que a maioria dos Governos que permitem, incentivam ou ampliam as ocasiões de abortos, além de abrirem mão de princípios cristãos católicos, normalmente são contaminados por ideologia Socialista (Comunista) na qual o termo igualitarismo é comumente usado para o direito de matar crianças no ventre materno, mas para direito de nascer, não. Tenha certeza de que o eufemismo recente que mais se ouvirá quanto ao tema aborto será “questão de saúde pública”, ideia de cunho marxista para maquiar a monstruosidade.

Logo, embora não adentraremos em todos os pontos relacionados e nem teremos espaço e tempo para especificar todos os dados num estudo mais amplo sobre características de tais ideologias totalitárias com suas consequências, não é preciso muito esforço para concluir:

Nazismo-Comunismo → Genocídio-"Abortismo"

Tão próximos e relacionados, tão evidenciados mas pouco constatados. Muitas vezes se passam despercebidos embora presentes, ora mais ora menos, camufladamente condescendentes. Sim, árvores podres têm muitas semelhanças e condizem com seus frutos.

Semelhança?

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Atentados no Iraque:"(...) hoje só podemos esperar e rezar, confiando nossas vidas nas mãos de Deus.Os cristãos iraquianos dizem entre lágrimas: In manus tuas Domine(...)".

Publicado em: Aci digital

"O que podemos fazer, o que podemos dizer? Uma profunda tristeza envolve a nossa comunidade. A onda de ataques vai aumentando. Há dez dias, a carnificina em nossa catedral. Hoje atacaram nossas casas. As famílias estão chorando, todo mundo quer escapar. É terrível", declarou à agência vaticana Fides o Arcebispo siro-católico de Bagdá, Dom Atanase Matti Shaba Matoka, depois da onda de bombardeios contra lares cristãos que se desatou esta manhã.


Depois destes ataques anunciados pelo Al Qaeda depois do massacre perpetrado na Catedral siro-católica de Bagdá onde morreram 58 pessoas, fontes de segurança iraquianas informaram que nos ataques desta quarta-feira ao menos três pessoas morreram e mais de 25 resultaram feridas pelos projéteis de morteiro e bombas caseiras, que impactaram as vizinhanças predominantemente cristãs de Bagdá.

Entre os falecidos se encontra um muçulmano, que recebeu o impacto de uma segunda explosão depois sair em ajuda de cristãos feridos durante o bombardeio.

O Arcebispo siro-católico de Bagdá denunciou que "apesar dos pedidos, o governo não faz nada para deter esta onda de violência que nos aflige. Há policiais diante das igrejas, mas hoje são as casas de nossos fiéis as que estão sendo atacadas. Foram feridas famílias cristãs caldéias, católicas, assírias, e de outras confissões no distrito de Doura".

"O terror está tocando as nossas portas. As famílias estão destroçadas. Isto não é vida, dizem. Querem-nos expulsar e estão conseguindo. O país é presa da destruição e do terrorismo. Os cristãos sofrem cada vez mais e que querem abandonar o país. Não temos palavras!", exclamou.

"Pedimos uma pronta intervenção da comunidade internacional" demandou o prelado dizendo que “suplicamos ao Santo Padre e à Igreja universal que venham em nossa ajuda. Hoje só podemos esperar e rezar, confiando nossas vidas nas mãos de Deus. Os cristãos iraquianos dizem entre lágrimas: In manus tuas, Domine", finalizou.

Por sua parte e em declarações à organização internacional católica Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), o Arcebispo caldeu de Erbil, Dom Bashar Warda recordou que o "Al Qaeda disse que as igrejas e os cristãos seriam um alvo. Isto (os ataques desta manhã) prova que eles falavam sério"

O Arcebispo relata que recebeu diversas chamadas telefônicas de amigos e familiares das vítimas destes ataques: "as pessoas estão sofrendo e têm muito medo. Há raiva e angústia e não sabem aonde ir", assinalou.

Dom Warda comenta que os fiéis lhe pedem suas orações e acrescenta que "este é realmente um tempo muito difícil para nós. É um caos. É necessário pressionar o governo para que brinde adequado amparo aos cristãos".

O Arcebispo caldeu (católico) advertiu ademais que estes ataques geram o êxodo dos cristãos de Bagdá onde esta comunidade não chega nem a 50 famílias.

Por intercessão da Virgem Santíssima, defendei, Senhor, esta família de toda a adversidade, e fazei que de coração prostrado aos Vossos pés encontre em Vós proteção contra as insídias do inimigo.

Governo usa verba pública para promover vídeo a favor da descriminalização do aborto

Retirado de: Aci digital

Após o anúncio de uma a parceria com a Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, de um estudo que visa a descriminalização da prática do aborto, atualmente condenada pela lei brasileira, que custará R$ 121 mil Reais, uma reportagem feita pela Canção Nova volta a denunciar o uso de verba pública para promoção desta prática anti-vida no país. A matéria feita denuncia que o documentário “Fim do silêncio”, que reúne depoimentos de mulheres que praticaram o aborto há oito anos, foi custeado com verba pública, tendo recebido 80 mil Reais da pasta do Ministério da Saúde, apesar de que 7 em cada 10 cidadãos brasileiros, de quem provêem os impostos, são contrários ao aborto e à sua legalização.


O projeto “Fim do Silêncio”, segundo a própria página web do documentário abortista , feito pela diretora Thereza Jessouron, apresenta depoimentos de mulheres de idades, classes sociais e estados brasileiros diversos, como Rio de Janeiro, São Paulo e Recife. Na produção, as entrevistadas falam abertamente, sem esconder o rosto nem a identidade, como e porque fizeram o aborto. Fim do Silêncio foi financiado pelo Selo Fiocruz Vídeo, que busca popularizar e democratizar o acesso da população ao conhecimento dos principais problemas de saúde pública do Brasil”.

Em fevereiro o órgão vai distribuir 2.000 DVDs a escolas e outras entidades feministas, afirma o jornal O Globo.

Segundo explica o vídeo da Canção Nova, após 8 anos, pela lei brasileira, o crime do aborto prescreve, ou seja, estas mulheres já não podem ser processadas por terem abortado.

Segundo a própria diretora do projeto “Fim do silêncio”, o objetivo deste é muito específico:

“O documentário claramente é a favor da descriminalização do aborto”, disse Jessouron ao Globo.

No vídeo da CN, o diretor do selo de Vídeo da Fiocruz, Umberto Trigueiro Lima, que defende o projeto afirmando que “a questão da mortalidade materna ligada ao aborto é uma das questões graves da saúde pública no nosso país”. O que o diretor parece ignorar é que segundo os dados oficiais do SUS, órgão também vinculado ao Ministério da Saúde, o aborto está entre as últimas causas de mortalidade materna no Brasil.

Em um recente vídeo o Padre pela vida, o sacerdote Berardo Graz, coordenador da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB, denuncia a falsidade do argumento. Segundo o “Padre Pela Vida” das 1.590 mortes maternas registradas pelo DataSUS no período 2007 “só 200” foram por causa de aborto”. E isso, tratando-se de “aborto ainda não especificado, porque dentre destas 200, várias morrem por aborto espontâneo”, ou por alguma patologia da reprodução como por exemplo, a gravidez ectópica”. “Na realidade vítimas de morte por aborto clandestino ou aborto provocado não chegam a 100, ou até menos”, assevera o sacerdote, assegurando que “dentre todas as causas de morte de mulheres, o aborto é a última”.

O advogado Paulo Leão rebate os argumentos de Trigueiro Lima afirmando que “a saúde não pode ser pensada sob um único ponto de vista”, ou seja o das mães.

Para Leão, os argumentos dos defensores do aborto deixam de considerar a saúde da criança em desenvolvimento no útero materno: “Não nos esquecemos que aborto é matar um ser humano na sua fase inicial de vida. É provocar a morte. É matar intencionalmente um ser humano inocente, indefeso e não contribuir em nada com o problema (da saúde pública), o que é pior, usando verba pública do cidadão, dos impostos”, afirmou o advogado.

O Deputado Federal Otávio Leite da Frente Parlamentar em Defesa da Vida no Congresso afirma que a política de saúde do governo Lula está equivocada.

Para o deputado, “É verificar que o Estado Brasileiro está adotando um caminho completamente contraditório ao que seja saúde pública. Saúde pública é valorizar a vida!”, afirmou.

A vida é uma questão de princípio e não de maioria, adverte o vídeo da Canção Nova, recordando que apesar de que 7 em cada 10 cidadãos brasileiros são contrários à descriminalização do aborto, o governo siga usando o dinheiro dos seus impostos para promover projetos deste tipo, quando existem outras tantas prioridades de saúde pública que não estão sendo atendidas.

Por outra parte, Dom Wilson Tadeu, bispo auxiliar do Rio de Janeiro, afirma que “a vida está em jogo e aqui nós devemos nos manifestar” e adverte aos defensores da vida que é preciso “reagir”.

"Quando a vida é banalizada desta forma, isso nos revolta", afirmou o prelado.

Em declarações ao Globo, Dom Wilson lamenta o uso de dinheiro público para a um filme que defende “posições pessoais do Ministro da Saúde”, José Gomes Temporão.

Para assistir a reportagem da Canção Nova, confira:
http://www.youtube.com/watch?v=lv9yi84a1PI&feature=player_embedded

Para ver o vídeo do Pe. Berardo Graz, acesse:
http://www.youtube.com/watch?v=mvvfe0YOwf4&feature=player_embedded

Para ver o estudo encomendado à FIOCRUZ que promove a descriminalização do aborto, leia também:
http://www.acidigital.com/noticia.php?id=20379

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Terribilis est locus iste.



(Estas palavras foram pronunciadas por Jacó, ao acordar de um sonho em que viu uma escada ligando o Céu à Terra, e os Anjos de Deus subindo e descendo nela.)

Terribilis est locus iste: hic domus Dei est et porta caeli: et vocábitur aula Dei.Quam dilécta tabernacula tua, Dómine virtutum! concupíscit, et déficit ánima mea in átria Dómini.

A Igreja templo de pedra é a imagem da cidade dos Céus, nova Jerusalém, feita de pedras vivas que se vai erguendo de idade em idade até o fim dos tempos.

Dedicação da Basílica do Santíssimo Salvador


De entre as ricas e grandiosas em que se celebram majestosamente as cerimônias do culto após as perseguições, destaca-se logo no primeiro plano aquela cuja dedicação memoramos.

Situada no Monte Célio, o Palácio Lateranense pertencia então a Fausta, mulher de Constantino.Depois de se converter, o imperador legou-a ao Papa para domicílio privado, fundando anexa ao palácio a Igreja do Latrão que se tornou Mãe e Cabeça de todas as igrejas do mundo.No dia 4 de novembro de 324, S.Silvestre consagrou-a com o título de basílica do Santíssimo Salvador.Foi a primeira consagração pública de uma igreja.Muito depois, já no séc.XII, foi dedicada a São João Batista, a quem já era dedicado o batistério adjacente, e daí se ficou a chamar basílica de S.João do Latrão.Nesta basílica e no palácio foram feitos, desde o século IV ao XVI, mais de 25 Concílios, dos quais 5 foram ecumênicos.Lá se desenvolveram as principais solenidades do ano litúrgico.Lá se ordenava os presbíteros, se conferia o Batismo ao catecúmenos no dia de Páscoa e lá se dirigiam as procissões durante a oitava.

Lá se encontra a Cátedra do Bispo de Roma, ou seja, a basílica de São João de Latrão é a Catedral do  Papa, a Igreja das igrejas.

O aniversário desta consagração, dedicação, foi fixado como dia 9  de novembro.

O interior da antiga basílica — o imperador Constantino adornou a antiga basílica monumental com ouro, prata, mosaicos. Tratava-se de uma basílica tradicional com quatro naves com colunas, transeptos e ábside. Em toda a largura, havia uma espécie de átrio (atrium) quase quadrado para servir como local de meditação e purificação. Quinze colunas de mármore da Numídia separavam a ampla nave central das laterais, e cada amplo arco tinha 4 m. de largura. Um arco triunfal em altas pilastras marcava o limite entre a nave e o transepto com o altar no centro. Na ábside, atrás, ficava a cadeira papal, elevada. As naves não eram abobadadas, e as traves de madeira do teto ficavam expostas como se deduz ao ver o afresco em S. Martino ai Monti, que mostra o interior da velha basílica.


Ao redesenhar a igreja em 1650, Borromini recebeu ordem do papa para criar uma igreja moderna, mas manter-se tanto quanto possível fiel à antiga estrutura de Constantino. Reduziu as 14 arcadas da nave central a cinco apenas, colocadas entre altos pilares enquadrados por pilastras colossais, e inserindo janelas acima delas. Nas paredes entre os pilares colocou nichos emoldurados por colunas, e enormes estátuas dos Apóstolos foram ali colocadas entre 1703 e 1719 graças a doadores generosos. Os nichos são coroados por relevos em estuque que mostram cenas do Antigo e do Novo Testamento, e medalhões pintados com retratos dos profetas. Comparados com as delicadas estruturas do apogeu do Barroco, quase todas em estuque branco, os tetos em madeira executados durante o pontificado do papa Pio IV (1559-1565), mantidos por ordem do papa Inocêncio X, dão impressão de pesados, maciços. Borromini também acrescentou capelas às naves laterais, e ao contrário da velha basílica longitudinal, a atual parece mais ampla, mais larga.

Um dos trabalhos mais importantes é o altar papal, no qual apenas o papa pode celebrar a Eucaristia. Contém a ara em madeira do altar onde, segundo a tradição, os primeiros bispos de Roma celebravam missa. Acima, ergue-se o tabernáculo, adornado com afrescos e esculturas. Pode ter sido desenhado por Giovanni di Stefano, de Siena, entre 1367 e 1370, mas foi muito restaurado em 1851. As flores-de-lis são referência ao patrono, rei Carlos V de França. Na parte superior vêem-se bustos de S. Pedro e S. Paulo, de prata dourada, os quais, na Idade Média, se acreditava conterem as próprias cabeças dos Apóstolos. Na confessio, abaixo do altar, está o túmulo do papa Martinho V (pontificado de 1417 a 1431) feito por Simone di Giovanni Ghini cerca do ano 1443. Nesta igreja, em 1417, Martinho V deu por findo o Grande Cisma.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Dom Antônio Gil Moreira: discurso do Papa é excelente reflexão para o momento político do Brasil

De: ACI Digital

Em seu recente artigo chamado “O Papa e os Direitos Humanos no Brasil”, o arcebispo de Juiz de Fora (MG) Dom Gil Moreira destaca que a alocução do Papa aos prelados do Regional Nordeste V, foi “um discurso profético de grande significação na defesa dos legítimos direitos da pessoa humana”. “O Sucessor de Pedro não podia ser mais claro. Alertou sobre os perigos de regimes políticos que pretendem ser considerados ‘democracia’, mas que ‘clara ou veladamente’ defendem leis abortistas ou propugnem outras medidas contrárias à vida”, destacou Dom Moreira. Para o arcebispo “O feliz pronunciamento de Sua Santidade constitui uma excelente reflexão para o momento político que estamos hodiernamente vivemos no Brasil”.

“Fiel à sua missão, a Igreja instrui e anima seus pastores e impulsiona seus filhos na vivência e na proclamação corajosa da Palavra de Deus. Assim fez Jesus com seus discípulos quando os enviou a anunciar o evangelho a todas as criaturas, prevenindo-os que não se desencorajassem nem mesmo quando se encontrassem ameaçados por lobos ou não fossem bem recebidos numa cidade”, afirmou Dom Gil Moreira.

Mais adiante o arcebispo ressalta que “o compromisso com a verdade está acima de todas as situações confortáveis, mesmo porque a Verdade para a Igreja não é um texto ou um enunciado, mas é uma pessoa, ou seja, ele mesmo, o Cristo. Seu compromisso é com o Verbo Encarnado e por ele, ela está disposta a tudo. Isto justifica até o martírio, se necessário”, .

“Na semana que passou, o Santo Padre Bento XVI fez aos bispos do Regional Nordeste 5 (Maranhão), um discurso profético de grande significação na defesa dos legítimos direitos da pessoa humana. O Sucessor de Pedro não podia ser mais claro. Alertou sobre os perigos de regimes políticos que pretendem ser considerados ‘democracia’, mas que ‘clara ou veladamente’ defendem leis abortistas ou propugnem outras medidas contrárias à vida”, recordou o bispo.

“Literalmente diz o Papa: seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38). Além disso, no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases”, denunciou também Dom Gil.

“Como legítimo sucessor do Príncipe dos Apóstolos, a quem Jesus entregou o poder das chaves, e a quem é dado o ministério de confirmar os irmãos na fé, o Papa anima os Pastores a não temerem, nem negligenciarem diante de situações que desafiem os princípios da dignidade humana, pois a Igreja não pretende fazer política como os políticos que procuram agradar para ganharem votos”, recordou Dom Moreira.


“São significativas as expressões do Papa neste sentido”, escreveu o arcebispo de JF recordando as palavras do Papa: “portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida «não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambigüidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo». Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é «necessária — como vos disse em Aparecida — uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o "Compêndio da Doutrina Social da Igreja"» (Discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum”.

Destacando que o Papa recordou aos prelados do Nordeste V “pontos importantes como a necessidade de se garantir o direito ao ensino religioso confessional, opcional conforme a religião do aluno, e o direito do povo brasileiro de ver os símbolos religiosos nas repartições públicas”, Dom Moreira relembrou as palavras de Bento XVI: “uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado”.

Sobre a presença de símbolos religiosos, o bispos recorda que o Papa disse ainda: “Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história” .

“Uma sociedade sem Deus corre o risco de se tornar anárquica, com a moral e a ética comprometidas. Sobre esta presença divina, afirma: Deus deve «encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política”, afirma Dom Antônio recordando a cita da última encíclica do Papa, a Caritas in veritate, em seu número 56.

“Observamos que estes temas estão relacionados ao polêmico e inaceitável PNDH3 (Plano Nacional dos Direitos Humanos 3), infelizmente assinado pelo Governo da República em dezembro de 2009, e que, necessariamente deverá ser revisto se nossos governantes quiserem respeitar a democracia e a liberdade, inclusive religiosa, do povo brasileiro. Sinto-me confortável ao ouvir as sábias palavras do Santo Padre aos bispos do Maranhão, em Visita ad Limina Apostolorum (...)”, testemunhou o Arcebispo Moreira, destacando que “o feliz pronunciamento de Sua Santidade constitui uma excelente reflexão para o momento político que estamos hodiernamente vivemos no Brasil”.

Para ler na íntegra o artigo de Dom Gil Moreira clique no link abaixo:
http://www.arquidiocesejuizdefora.org.br/noticiasartigos/artigos/962-o-papa-e-os-direitos-humanos-no-brasil.html

Dom Gil Moreira já havia se pronunciado sobre as eleições, clique abaixo e confira:
http://caius-santachiesa.blogspot.com/2010/09/dom-antonio-gil-moreira-recorda-que-nao.html

Mais um fruto do Anglicanorum Coetibus: cinco bispos anglicanos voltam ao seio da Igreja de Roma

O Bom filho à casa torna.

Cinco bispos pertencentes à Comunidade Anglicana decidiram se unir à Igreja Católica. O porta-voz da sala de imprensa do Vaticano, padre Federico Lombardi, confirmou a informação e disse que eles se sentem "obrigados a se demitirem de suas atuais atividades pastorais na Igreja da Inglaterra".



O Vaticano também informou que “está em estudo a constituição de um primeiro Ordenado, segundo as normas estáveis da Constituição Apostólica Anglicanorum Coetibus e que eventuais decisões em propósito serão comunicadas no tempo oportuno”.

Por meio de uma declaração conjunta, os cinco bispos - Andrew Burnham, Keith Newton, John Broadhurst, Edwin Barnes e David Seta – afirmaram terem seguido com interesse o diálogo entre anglicanos e católicos e considerarem a Constituição Apostolica Anglicanorum Coetibus um “instrumento ecumênico” fundamental para resgatar a unidade com a Santa Sé.

Os bispos disseram em conclusão que “se trata de uma unidade que é possível somente na comunhão da Eucaristia com o Sucessor de São Pedro”.

A Comissão da Conferência Episcopal Católica da Inglaterra e dos países Gales disseram, em nota assinada pelo monsenhor Alan Hopes, que pela atualização da Constituição apostólica Anglicanorum Coetibus também anunciou as boas vindas aos cinco bispos durante a reunião plenária.

Reunião do Papa com cardeais: Liberdade religiosa, liturgia, anglicanos e resposta da Igreja aos abusos sexuais

De: ACI Digital

O Papa Bento XVI convocou o Colégio Cardinalício, incluindo os 24 cardeais que serão criados no dia 20 de novembro, a uma jornada de reflexão e oração na véspera, na sexta-feira 19, na qual se tratará os seguintes temas: a liberdade religiosa na atualidade, a liturgia na vida da Igreja hoje; a passagem dos anglicanos à Igreja Católica e a resposta da Igreja aos casos de abusos sexuais.


Em um comunicado dado a conhecer hoje pela Sala de Imprensa da Santa Sé se informa que com carta de 30 de outubro, o Decano do Colégio Cardinalício, Cardeal Angelo Sodano, informou aos cardeais e novos cardeais eleitos que o Santo Padre os convoca a participar na sexta-feira 19 de novembro de uma jornada de reflexão e oração, que será desenvolvida na Sala do Sínodo dos Bispos no Vaticano.

O programa para esse dia começa com a celebração da Hora Intermédia às 09:30 a.m., e prossegue com dois temas de reflexão: a situação da liberdade religiosa no mundo e os novos desafios, que será apresentado pelo Cardeal Tarcisio Bertone, Secretário de estado Vaticano.

O segundo tema é o da liturgia na vida da Igreja hoje que sob o cuidado do Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Cardeal Antonio Cañizares Llovera.

Pela tarde e logo depois da celebração das vésperas, haverão três temas a serem tratados: o primeiro é "Após dez anos da Dominus Iesus", apresentado pelo Arcebispo Angelo Amato, Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos.

O segundo será "Resposta da Igreja aos casos de abusos sexuais" e o terceiro é o tema da Constituição "Anglicanorum coetibus", sobre a passagem dos anglicanos à Igreja Católica. Estes dois temas serão apresentados pelo Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal William Joseph Levada.

A Santa Missa III

A Missa é o Sacrifício do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é oferecido a Deus nos altares sob as espécies do pão e do vinho consagrados.Trate de compreender bem, caro amigo, que assistindo à Santa Missa é como se você visse o Divino Salvador, quando saiu de Jerusalém para levar a Cruz ao Calvário, onde, no meio dos mais bárbaros tormentos, foi crucificado, derramando até a última gota de seu sangue.

Esse mesmo sacrifício é renovado pelo Sacerdote quando celebra a Santa Missa, com a única diferença que o sacrifício do Calvário foi doloroso para Jesus e foi com derramamento de sangue, ao passo que o sacrifício da Missa é incruento.Como não se pode imaginar coisa mais santa e mais preciosa do que o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade de Jesus Cristo, assim, ao assistir à Missa, você deve estar convencido de que faz a ação mais santa e gloriosa aos olhos de Deus e benéfica para sua alma.

Jesus Cristo vem em pessoa aplicar a cada um de nós em particular os merecimentos daquele Sangue adorável, que derramou por nós no Calvário. Isso deve nos inspirar suma estima para com a Santa Missa e ao mesmo tempo um vivíssimo desejo de assistir bem a ela. O triste fato de vermos tantas pessoas voluntariamente distraídas, sem modéstia, sem atenção, sem respeito, de pé, olhando para cá e para lá, faz-nos pensar que não assistem ao divino sacrifício como Nossa Senhora e São João, e sim, como os Judeus, crucificando outra vez Nosso Senhor, com grande escândalo para os companheiros e desonra para nossa fé!


Assista, pois, meu caro amigo, à Santa Missa com espírito de verdadeiro cristão, meditando a começar pelo dolorosa Paixão que Jesus Cristo sofreu pela nossa salvação. Durante a Missa você deve estar com modéstia e recolhimento que nada possa perturbar. A mente, o coração, todos os pensamentos estejam unicamente ocupados em honrar Deus. Recomendo, faça grande empenho em assistir à Santa Missa todos os dias

Retirado: Católicos Fiéis à Tradição

Ó Santa Cruz!



Clarão que resplandece a eterna Luz
arma da alma amante guerreira
ó Bendita Cruz,adorável Cruz te adoramos Santa Cruz.

Ó Santa Cruz adorável
de onde a vida brotou
nós,por ti redimidos
a ti cantamos louvor.

Esse sinal santo estará
no céu quando o glorioso
Rei vier julgar.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Parabéns Dom Eugênio!

Uma história marcada pelo Amor em servir a Deus


Ao longo dos estudos no Colégio Marista, o aprofundamento dos conhecimentos da Igreja fez com que o menino Eugenio deixasse de lado o desejo de ser agrônomo, para entrar no seminário.

Na juventude, em 1932, começou a escrever para o jornal católico “A Ordem” divulgando a doutrina da Igreja, o que contribuiu para fortalecer o desejo pela vocação.

Contou sempre com o apoio da família, mas pessoalmente, Dom Eugenio conta que seguir o chamado ao sacerdócio foi uma dificuldade, pois foi uma grande mudança de vida. A comunhão, e especialmente a reflexão, o ajudou a fortalecer seu chamado.

Ação católica na ditadura militar

Durante o período da ditadura, Dom Eugenio mantinha o diálogo com as autoridades e acolhia muitos refugiados políticos, inclusive de outros países. O arcebispo conta que a ação católica teve um papel de destaque no fortalecimento da oposição, e suas ações eram mal vistas pelos militares. “Eu nunca entrei em choque, mas nunca cedi em razão daquilo que eu deveria fazer. Sempre agi como pastor, não como político”, enfatiza.

Contribuições para a Igreja e a sociedade

Dom Eugenio conta que foi uma surpresa receber a notícia para ser cardeal. “Nunca aspirei ser cardeal. Esperava um sacerdócio ligado à vida do interior, no meio rural. Mas Deus tem seus caminhos”, salienta o hoje arcebispo emérito que, mesmo surpreso, recebeu sua nomeação com gratidão. “Desde então, eu tenho me mantido num ritmo de trabalho para divulgar o Reino de Deus e o Evangelho, e da melhor maneira procuro aperfeiçoar os métodos para isso”, ressalta.

Sua história foi marcada com contribuições importantes para a Igreja e para a sociedade, como a criação das comunidades de base, a reforma agrária em Barra de Punaú, sindicatos rurais e a Campanha da Fraternidade. Dom Eugenio confessa que não esperava que a Campanha da Fraternidade chegasse a ter uma abrangência nacional tratando temas sempre atuais. “Sempre tivemos muita confiança em Deus, mas não esperava tanto sucesso como teve”, conta.

Ao olhar a Campanha da Fraternidade, o arcebispo, sente que é mais uma missão cumprida. “Sempre tivemos uma preocupação com a assistência aos necessitados e a desigualdade, procurando pelos caminhos do Evangelho tomar as medidas”, conta.

Para Dom Eugenio, os problemas sociais são a demostração de que algo está errado. Seu trabalho buscou sempre diminuir o sofrimento dos mais pobres e necessitados. “O homem é o ponto central da Campanha da Fraternidade, e creio que isso é fundamental na Igreja, e é um dever nosso”, explica.

O Arcebispo salienta que a criação de cursos profissionalizantes e a assistência material, tentando minorar o sofrimento dos pobres, foi sem dúvida um contributo para o país. “Nunca procurei aparecer, busquei sempre fazer meu trabalho no silêncio, aproveitando todas as oportunidades, e tendo em vista o Evangelho. As atividade que realizei foi um bem que eu pude fazer e isso contribuiu para minha satisfação também”, confessa.

Amizade com o Papa João Paulo II

Sobre sua amizade com o Papa João Paulo II, Dom Eugenio conta que buscava sempre realizar seus pedidos trabalhando no contato com os jovens e na assistência social. “Trabalhei com muita convicção e segurança, mas sempre obediente à Igreja”, ressalta.

Uma lição para todos

Diante do individualismo pós-moderno, que deixa de lado as necessidades do próximo, Dom Eugenio enfatiza que é preciso ter como diretriz a luz do Evangelho. “É preciso perseverar nesta diretriz. O desenvolvimento dos acontecimentos dará as indicações nas práticas”, aconselha.


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Homilia de Bento XVI, na celebração da Missa pelos bispos e cardeais falecidos no decorrer do ano de 2010.

Senhores Cardeais,

queridos irmãos e irmãs!
"Se, portanto, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto". As palavras que ouvimos há pouco na segunda leitura (Col 3,1-4) convidam-nos a elevar o olhar às realidades celestes. De fato, com a expressão "as coisas lá do alto", São Paulo compreende o Céu, porque complementa: " onde Cristo está sentado à direita de Deus". O Apóstolo busca referir-se à condição dos fiéis, daqueles que estão "mortos" para o pecado e cuja vida "está escondida com Cristo em Deus". Esses são chamados a viver cotidianamente sob o senhorio de Cristo, princípio e cumprimento de todas as suas ações, testemunhando a vida nova que foi dada a eles no batismo. Essa renovação em Cristo acontece no íntimo da pessoa: enquanto continua a luta contra o pecado, é possível progredir na virtude, buscando dar uma resposta plena e pronta à Graça de Deus.

Por antítese, o Apóstolo assinala então "as coisas da terra", evidenciando assim que a vida em Cristo comporta uma "escolha de campo", uma radical renúncia a tudo aquilo que – como peso – mantém o homem ligado à terra, corrompendo a sua alma. A busca das "coisas lá do alto" não significa dizer que o cristão deva descuidar das suas obrigações e compromissos terrenos, mas sim que não deve se perder em meio a esses, como se tivessem um valor definitivo. O chamado à realidade do Céu é um convite a reconhecer a relatividade disso que está destinado a passar, frente aqueles valores que não conhecem a usura do tempo. Trata-se de trabalhar, de empenhar-se, de conceder-se o justo repouso, mas com o sereno distanciamento de quem sabe ser somente um viandante a caminho rumo à Pátria celeste; um peregrino; em certo sentido, um estrangeiro rumo à eternidade.

A essa meta última chegaram recentemente os Cardeais Peter Seiichi Shirayanagi, Cahal Brendan Daly, Armand Gaétan Razafindratandra, Thomáš špidlik, Paul Augustin Mayer, Luigi Poggi; bem como os numerosos Arcebispos e Bispos que nos deixaram ao longo do último ano. Com sentimentos de afeto, desejamos recordar, dando graças a Deus pelos seus dons dados á Igreja exatamente através desses nossos irmãos que nos precederam no sinal da fé e agora dormem o sono da paz. O nosso agradecimento torna-se oração de sufrágio por eles, a fim de que o Senhor os acolha na bem-aventurança do Paraíso. Pelas suas almas eleitas, oferecemos esta Santa Eucaristia, reunidos em torno do Altar, sobre o qual se torna presente o Sacrifício que proclama a vitória da Vida sobre a morte, da Graça sobre o pecado, do Paraíso sobre o inferno.

Esses nossos venerados Irmãos, amamos recordar-lhes como Pastores zelosos, cujo ministério foi sempre assinalado pelo horizonte escatológico que anima a esperança na felicidade sem trevas a nós prometida após esta vida; como testemunhas do Evangelho prontas a viver aquelas "coisas lá do alto", que são o fruto do Espírito: "amor, alegria, paz, magnanimidade, benevolência, bondade, fidelidade, mansidão, domínio de si" (Gal 5,22); como cristãos e Pastores animados de profunda fé, do vivo desejo de conformar-se a Jesus e de aderir intimamente à sua Pessoa, contemplando incessantemente o seu rosto na oração. Por isso, puderam antecipa a "vida eterna", da qual nos fala a página de hoje do Evangelho (Jo 3,13-17) e que o próprio Cristo prometeu "àqueles que creem n'Ele". A expressão "vida eterna", de fato, designa o dom divino concedido à humanidade: a comunhão com Deus neste mundo e a sua plenitude naquele futuro.

A vida eterna nos foi aberta pelo Mistério Pascal de Cristo e a fé é a via para alcançá-la. É o que emerge das palavras dirigidas por Jesus a Nicodemos e reportadas pelo evangelista João: "Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim deve ser levantado o Filho do Homem, para que todo homem que nele crer tenha a vida eterna" (Jo 3,14-15). Aqui é explicitada a referência ao episódio narrado no livro dos Números (21,1-9), que ressalta a força salvífica da fé na palavra divina. Durante o êxodo, o povo hebreu rebelou-se contra Moisés e contra Deus, e foi punido com a praga das serpentes venenosas. Moisés pede perdão, e Deus, aceitando a penitência dos israelitas, ordena-lhes: "Faze para ti uma serpente ardente e mete-a sobre um poste. Todo o que for mordido, olhando para ela, será salvo". E assim acontece. Jesus, na conversa com Nicodemos, revela o sentido mais profundo daquele evento de salvação, comparando-o à sua morte e ressurreição: o Filho do homem deve ser levantado sobre o lenho da Cruz para que quem crê n'Ele tenha a vida. São João vê exatamente no mistério da Cruz o momento em que se revela a glória régia de Jesus, a glória de um amor que se doa inteiramente na paixão e morte. Assim, a Cruz, paradoxalmente, de sinal de condenação, de morte, torna-se sinal de redenção, de vida, de vitória, em que, com o olhar da fé, podem-se entrever os frutos da salvação.

Continuando o diálogo com Nicodemos, Jesus aprofunda posteriormente o sentido salvífico da Cruz, revelando com sempre mais clareza que esse consiste no imenso amor de Deus e no dom do Filho unigênito: "De fato, Deus tanto amou o mundo que deu a ele o seu Filho unigênito". É essa uma das palavras centrais do Evangelho. O sujeito é o Deus Pai, origem de todo o mistério criador e redentor. Os verbos "amar" e "dar" indicam um ato decisivo e definitivo que expressa a radicalidade com que Deus aproximou-se do homem no amor, até o dom total, a ponto de cruzas o limiar de nossa solidão última, descendo ao abismo do nosso extremo abandono, ultrapassando a porta da morte. O objeto e o beneficiário do amor divino é o mundo, isto é, a humanidade. É uma palavra que remove completamente a ideia de um Deus distante e estranho ao caminho do homem, e revela, mais que tudo, o seu verdadeiro rosto: Ele nos deu o seu Filho por amor, para ser o Deus próximo, para fazer-nos sentir a sua presença, para vir ao nosso encontro e levar-nos ao seu amor, de modo que toda a vida seja animada por esse amor divino. O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida. Deus não domina, antes ama sem medidas. Não manifesta a sua onipotência no castigo, mas na misericórdia e no perdão. Compreender tudo isso significa entrar no mistério da salvação: Jesus veio para salvar e não para condenar; com o Sacrifício da Cruz, ele revela o rosto de amor de Deus. E exatamente pela fé no amor superabundante doado a nós em Cristo Jesus, nós sabemos que também a menor força de amor é maior que a máxima força destruidora e pode transformar o mundo, e por essa mesma fé nós podemos ter uma "esperança confiável", aquela na vida eterna e na ressurreição da carne.

Queridos irmãos e irmãs, com as palavras da primeira leitura, tiradas do livro das Lamentações, peçamos que os Cardeais, os Arcebispos e os Bispos, que hoje recordamos, generosos servidores do Evangelho e da Igreja, possam agora conhecer plenamente quão "bom é o Senhor com quem espera n'Ele, com a alma que o procura" e experimentar que "junto ao Senhor se acha a misericórdia; encontra-se nele copiosa redenção" (Sal 129). E nós, peregrinos no caminho rumo à Jerusalém celeste, esperemos em silêncio, com firme esperança, a salvação do Senhor (cf. Lam 3,26), procurando caminhar sobre as vias do bem, sustentados pela graça de Deus, recordando sempre que "não temos aqui cidade permanente, mas vamos em busca da futura" (Hb 13,14). Amém.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Os milagres inéditos do Padre Pio, o santo dos estigmas

Zenit entrevista José Maria Zavala, o autor do novo livro sobre o sacerdote italiano

Foi publicado na Espanha o livro “Padre Pio. Os milagres desconhecidos do santo dos estigmas” (Editora LibrosLibres, em tradução livre). O livro traz testemunhos de conversões e curas atribuídas ao santo e reunidas pelo autor, José Maria Zavala.

"Nunca tinha sentido tanta vontade de compartilhar uma experiência como aconteceu com esta, que me marcou para a vida inteira”, reconhece o autor nesta entrevista concedida a Zenit, lembrando que a canonização de Pio de Pietrelcina (1887-1968), em 2002, bateu todos os recordes de fiéis da história do Vaticano.

ZENIT: Como é lembrado o Padre Pio no convento de San Giovanni Rotondo, onde passou quase toda a sua vida?

José María Zavala: Com um carinho imenso. Há fiéis que continuam sentindo o perfume intenso dos seus estigmas como o melhor sinal de que ele nunca os abandona, essa mesma fragrância que já deixou gelado mais de um incrédulo.

ZENIT: Muitas pessoas que o conheceram de perto ainda vivem?

José María Zavala: Poucas, mas tive a grande sorte de entrevistá-las. Como a Irmã Consolata, uma freira de clausura com 95 anos que me recebeu no convento e me relatou episódios inesquecíveis e desconhecidos. Nunca lhe serei grato o suficiente. Nem a ela nem a Piepero Galeone, sacerdote octogenário com fama de santo, a quem o Padre Pio curou milagrosamente depois da Segunda Guerra Mundial. Ou a Paolo Covino, o capuchinho que administrou a Unção dos Enfermos ao Padre Pio. Todos eles romperam pela primeira vez seu silêncio para falar do Padre Pio neste livro.

ZENIT: Eles expressam alguma ideia comum?


José María Zavala: Todos coincidem em que ele fez o mesmo que Jesus na terra: converteu os pecadores, curou os doentes, consolou os aflitos… carregou com a cruz durante toda a sua vida para redimir os homens do pecado. O Padre Pio sabia muito bem que sem sacrifício pessoal era impossível ganhar almas para o Senhor.

ZENIT: Quem foi o Padre Pio?

José María Zavala: Um grande presente que Deus fez aos homens em pleno século XX para que continuem acreditando nEle. É impossível aproximar-se com simplicidade e sem preconceitos de sua figura e permanecer insensível. Conheço muita gente cuja fé estava morta por falta de obras e que, por intercessão do Padre Pio, agora está muito perto de Deus, reza e é feliz fazendo felizes aos outros.

ZENIT: Existe uma relação entre suas horas no confessionário e os estigmas?

José María Zavala: "Tudo é um jogo de amor", ele dizia. De Amor, com maiúscula, pelo próximo; ele sabia muito bem que o melhor se compra pelo preço de um grande sacrifício. O padre Pio viveu “crucificado” durante cinquenta anos com estigmas nas mãos, nos pés e no lado, que sangravam diariamente. Semelhante sofrimento moral e físico era um meio infalível para libertar muitas almas dos laços de Satanás. Por isso mesmo ele passava, às vezes, dezoito horas seguidas no confessionário.

ZENIT: Como um novo Cura d'Ars...

José María Zavala: Nisto reside a grandeza desse homem de Deus. San Giovanni Rotondo, onde viveu e morreu é, ainda hoje, um verdadeiro caminho de Damasco, pelo qual milhares de pecadores retornam ao Senhor. É o primeiro sacerdote estigmatizado na História da Igreja e com alguns carismas que o tornam muito especial, desde a bi-locação até o exame de corações que lhe permitia ler a alma dos penitentes.

ZENIT: “Farei mais barulho morto que vivo”, comentou Padre Pio um dia. O que quis dizer?

José María Zavala: Teríamos de perguntar às centenas de pessoas no mundo todo que, por intercessão dele, continuam se convertendo hoje e/ou se curando milagrosamente de uma doença mortal. Muitos deles contribuem com testemunhos impressionantes neste libro. Podemos afirmar que o Padre Pio continua atuando hoje, do céu, mais prodígios que quando estava na terra.

ZENIT: O senhor recolhe algumas conversões marcantes…


José María Zavala: Gianna Vinci me relatou em Roma um desse milagres que deixam qualquer um boquiaberto. Em certa ocasião, uma mulher, doente de câncer, pediu a seu marido, agnóstico, que a levasse a San Giovanni Rotondo, pois tinha ouvido que o Padre Pio fazia milagres. O homem impôs uma condição: esperaria fora da igreja. Então a mãe entrou sozinha com o filho de dez anos. Gianna Vinci estava ali e viu tudo. A mulher ajoelhou-se no confessionário do Padre Pio enquanto este indicava ao menino que avisasse seu pai. O pequeno obedeceu: “Papai, o Padre Pio está te chamando”, disse na porta. Mas o menino… era surdo mudo! Emocionado, o pai acabou se confessando e sua esposa ficou curada do câncer naquele mesmo instante.

ZENIT: Qual é o segredo da popularidade deste santo?


José María Zavala: O amor pelos demais, insisto. O Padre Pio continua recolhendo hoje os frutos de sua semeadura do céu. Na Itália, pude sentir o grande carinho que as pessoas professam por este santo. Ao voltar a Madri, enquanto despachava a bagagem no aeroporto, um policial começou a colocar dificuldades mas quando viu o retrato do Padre Pio que eu levava para um amigo, me deixou passar com um sorriso: “Que passaporte!”, pensei.

ZENIT: E fora da Itália, o Padre Pio vai sendo mais conhecido?

José María Zavala: Espero que este livro sirva para torná-lo mais conhecido na Espanha, onde já fez alguns milagres. Na Argentina, México, Chile e Filipinas ele conta cada vez com mais devotos.

ZENIT: O que significa este livro no conjunto da sua bibliografia?

José María Zavala: É, sem dúvida, minha obra mais importante. Nunca tinha sentido tanta vontade de compartilhar uma experiência como aconteceu com esta, que me marcou para a vida inteira. Dizem que quando o Padre Pio levanta uma alma, não a deixa cair mais. Pois comprovei isso na minha própria pele. Convido todo aquele que queira, por mais cético que seja, a conhecer a este homem de Deus. Lhe asseguro que não permanecerá indiferente.

Mais informações em http://www.libroslibres.com/


Fonte: Zenit
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