quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Homilia de Bento XVI na Solenidade da Epifania do Senhor


Queridos irmãos e irmãs,


na Solenidade da Epifania, a Igreja continua a contemplar e a celebrar o mistério do nascimento de Jesus Salvador. Em particular, a recorrência de hoje sublinha a destinação e o significado universais desse nascimento. Fazendo-se homem no ventre de Maria, o Filho de Deus veio não somente para o povo de Israel, representado pelos pastores de Belém, mas também para a humanidade inteira, representada pelos Magos. E é exatamente sobre os Magos e sobre seu caminho na busca do Messias (cf. Mt 2,1-12) que a Igreja nos convida hoje a meditar e rezar. No Evangelho, escutamos que esses, chegando a Jerusalém do Oriente, perguntaram: "Onde está aquele que nasceu, o rei dos Judeus? Vimos despontar a sua estrela e viemos para adorá-lo" (v. 2). Que tipo de pessoas eram, e que espécie de estrela era aquela? Eram, provavelmente, sábios que escrutavam o céu, mas não para buscar "ler" nos astros o futuro, eventualmente para ganhar algum dinheiro; eram, mais que tudo, homens "em busca" de algo mais, em busca da verdadeira luz, que seja capaz de indicar a estrada a percorrer na vida. Eram pessoas convictas de que, na criação, existe aquilo que poderíamos definir como a "marca" de Deus, uma marca que o homem pode e deve tentar descobrir e decifrar. Talvez o melhor modo para conhecer esses Magos e entender o seu desejo de deixar-se guiar pelos sinais de Deus seja determo-nos em considerar aquilo que encontraram, em seu caminho, na grande cidade de Jerusalém.

Antes de tudo, encontraram o rei Herodes. Certamente, ele era interessado no menino de que falavam os Magos; não, no entanto, com o objetivo de adorá-Lo, como desejou dar a entender, mentindo, mas para suprimi-Lo. Herodes é um homem de poder, que no outro consegue ver somente um rival a combater. No fundo, se refletirmos bem, também Deus parece-lhe um rival, antes, um rival particularmente perigoso, que desejaria privar os homens do seu espaço vital, da sua autonomia, do seu poder; um rival que indica a estrada a percorrer na vida e impede, assim, de fazer tudo aquilo que se quer. Herodes escuta de seus especialistas nas Sagradas Escrituras as palavras do profeta Miqueias (5,1), mas o seu único pensamento é o trono. Portanto, Deus mesmo deve ser ofuscado e as pessoas devem ser reduzidas a meras peças a serem movidas no grande tabuleiro do poder. Herodes é um personagem que não nos é simpático e que, instintivamente, julgamos de modo negativo pela sua brutalidade. Mas deveríamos perguntar-nos: talvez haja algo de Herodes também em nós? Talvez também nós, às vezes, vemos Deus como uma espécie de rival? Talvez também nós estejamos cegos diante de seus sinais, surdos às suas palavras, porque pensamos que Ele põe limites na nossa vida e não nos permite dispor da existência a nosso bel-prazer? Queridos irmãos e irmãs, quando vemos Deus desse modo, acabamos sentindo-nos insatisfeitos e descontentes, porque não nos deixamos guiar por Aquele que está no fundamento de todas as coisas. Devemos tolher da nossa mente e do nosso coração a ideia da rivalidade, a ideia de que dar espaço para Deus seja um limite para nós mesmos; devemos abrir-nos à certeza de que Deus é o amor onipotente que não tolhe nada, não ameaça, antes, é o Único capaz de oferecer-nos a possibilidade de viver em plenitude, de provar a verdadeira alegria.

Os Magos, depois, encontram os estudiosos, os teólogos, os especialistas que sabem tudo sobre as Sagradas Escrituras, que conhecem as possíveis interpretações, que são capazes de citar de memória cada trecho e que, portanto, são um precioso auxílio para quem deseja percorrer o caminho de Deus. No entanto, afirma Santo Agostinho, esses amam ser guias para os outros, indicam a estrada, mas não caminham , permanecem imóveis. Para eles, as Escrituras tornam-se uma espécie de atlas para ler com curiosidade, um conjunto de palavras e de conceitos a examinar e sobre o qual discutir doutamente. Mas, novamente, podemos perguntar-nos: não há também em nós a tentação de considerar as Sagradas Escrituras, este tesouro riquíssimo e vital para a fé da Igreja, mais como um objeto para o estudo e discussão dos especialistas que como o Livro que nos indica o caminho para chegar à vida? Penso que, como indiquei na Exortação apostólica Verbum Domini, deveria nascer sempre de novo em nós a disposição profunda de ver a palavra da Bíblia, lida na Tradição viva da Igreja (n. 18), como a verdade que nos diz o que é o homem e como ele pode realizar-se plenamente, a verdade que é a via a se percorrer cotidianamente, juntamente com os outros, se desejamos construir a nossa existência sobre a rocha e não sobre a areia.

E vemos, assim, a estrela. Que tipo de estrela era aquela que os Magos viram e seguiram? Ao longo dos séculos, essa pergunta foi objeto de discussão entre os astrônomos. Keplero, por exemplo, acreditava que se tratasse de uma "nova" ou uma "supernova", isto é, de uma daquelas estrelas que normalmente emanam uma luz fraca, mas que podem ter improvisadamente uma violenta explosão interna que produz uma luz excepcional. Sim, coisas interessantes, mas que não nos levam ao que é essencial para compreender aquela estrela. Devemos voltar-nos para o fato de que aqueles homens buscavam os traços de Deus; buscavam ler a sua "marca" na criação; sabiam que "os céus narram a glória de Deus" (Sal 19,2); eram convictos, isto é, de que Deus pode ser entrevisto na criação. Mas, por serem sábios, sabiam também que não é com um telescópio qualquer, mas com os olhos profundos da razão em busca do sentido último da realidade e com o desejo motivado pela fé que é possível encontrá-Lo, que se torna possível que Deus se aproxime de nós. O universo não é resultado do acaso, como alguns desejam fazer-nos crer. Contemplando-o, somos convidados a ler algo de profundo: a sabedoria do Criador, a inexaurível criatividade de Deus, o seu infinito amor por nós. Não devemos deixar-nos limitar a mente por teorias que chegam sempre somente até certo ponto e que – se olharmos bem – não estão em concorrência com a fé, mas não chegam a explicar o sentido último da realidade. Na beleza do mundo, no seu mistério, na sua grandeza e na sua racionalidade não podemos deixar de ler a racionalidade eterna, e não podem deixar de guiar-nos ao único Deus, criador do céu e da terra. Se tivermos esse olhar, veremos que Aquele que criou o mundo e Aquele que nasceu em uma gruta em Belém e continua a habitar em meio a nós na Eucaristia é o próprio Deus vivo, que nos interpela, ama-nos, deseja conduzir-nos à vida eterna.

Herodes, os especialistas nas Escrituras, a estrela. No entanto, sigamos o caminho dos magos que chegam a Jerusalém. Sobre a grande cidade, a estrela desaparece, não se vê mais. O que isso significa? Também nesse caso devemos ler o sinal em profundidade. Para aqueles homens, era lógico buscar o novo rei no palácio real, onde encontram-se os sábios conselheiros de corte. Mas, provavelmente com espanto, tiveram que constatar que aquele recém-nascido não se encontrava nos lugares do poder e da cultura, mesmo que lá tenham sido oferecidas preciosas informações sobre Ele. Se deram conta, pelo contrário, que, muitas vezes, o poder, também aquele da consciência, fica no caminho de encontro com aquele Menino. A estrela guiou-lhes então a Belém, uma pequena cidade; guiou-lhes entre os pobres, entre os humildes, para encontrar o Rei do mundo. Os critérios de Deus são diferentes daqueles dos homens; Deus não se manifesta no poder deste mundo, mas na humildade do seu amor, aquele amor que requer a nossa liberdade de ser acolhido para transformar-nos e tornar-nos capazes de chegar Àquele que é o Amor. Mas também para nós as coisas não são assim tão diferentes de como eram para os Magos. Se fosse pedido o nosso parecer sobre como Deus deveria salvar o mundo, talvez responderíamos que devesse manifestar todo o seu poder para dar ao mundo um sistema econômico mais justo, em que todos pudessem ter tudo aquilo que desejassem. Na realidade, isso seria uma espécie de violência contra o homem, porque o privaria de elementos fundamentais que o caracterizam. Com efeito, não seriam chamados em causa a nossa liberdade, nem o nosso amor. O poder de Deus manifesta-se de modo completamente diferente: em Belém, onde encontramos a aparente impotência do seu amor. E é para lá que nós devemos andar, e é lá que re-encontraremos a estrela de Deus.

Assim aparece-nos bem claro um último elemento importante do acontecimento dos Magos: a linguagem do criado permite-nos percorrer um bom trecho da estrada rumo a Deus, mas não nos dá a luz definitiva. No final, para os Magos, foi indispensável escutar a voz das Sagradas Escrituras: somente essas podiam indicar o seu caminho. É a Palavra de Deus a verdadeira estrela que, na incerteza dos discursos humanos, oferece-nos o imenso esplendor da verdade divina. Queridos irmãos e irmãs, deixemo-nos guiar pela estrela, que é a Palavra de Deus, sigamo-la na nossa vida, caminhando com a Igreja, onde a palavra montou sua tenda. A nossa estrada será sempre iluminada por uma luz que nenhum outro sinal pode nos dar. E poderemos, também nós, tornar-nos estrelas para os outros, reflexo daquela luz que Cristo fez resplandecer sobre nós. Amém!

Fotos da Missa Papal da Epifania do Senhor





terça-feira, 4 de janeiro de 2011

"Santo Subito". João Paulo II será beatificado.


Por: Andrea Tornieli, em Il Giornale


 João Paulo II será beatificado em 2011, talvez antes mesmo do verão. Nas últimas semanas, a consulta médica da Congregação para as Causas dos Santos se diz favorável sobre o milagre atribuído à intercessão do Papa Wojtyla - a cura de uma freira francesa do mal de Parkinson - e da documentação nos últimos dias, passou também a discussão dos teólogos. Antes de chegar à mesa de Bento XVI, agora só precisava de uma mão livre no Cardeais e Bispos membros da Congregação, que recebeu o dossiê sobre o milagre. Colegiadamente os mesmos se reunirão para analisar e expressar o seu voto, em meados de janeiro.

Como você pode recordar, o decreto sobre as virtudes heróicas de Karol Wojtyla, que marca o fim do processo, foi promulgado pelo Papa Ratzinger, em 19 de dezembro de 2009, depois de votar por unanimidade a favor dos cardeais e bispos. O defensor da causa de beatificação, monsenhor Slawomir Oder, tinha apresentado um suposto milagre à congregação, um dos muitos relatórios recebidos através da intercessão de João Paulo II, compilado após a sua morte.

É, como todos sabem, a cura da irmã Marie Simon-Pierre, freira francesa de 44 anos, afetada por uma forma agressiva da doença de Parkinson. A doença que a obrigou a deixar o seu serviço na maternidade de um hospital em Arles, desapareceu instantaneamente e inexplicável após as outras freiras, em junho de 2005 com a morte Wojtyla recentemente, pedindo um milagre de cura. Durante meses, no entanto, a consulta médica, presidida pelo Professor Patrizio Poliscar, médico pessoal do Papa Bento XVI - chamada para discutir o caso e se pronunciar sobre a cura eficaz é impossível explicar a partir do ponto de vista científico. Um dos especialistas envolvidos manifestou perplexidade com o diagnóstico inicial dos colegas franceses e quis verificar se a religiosa realmente havia se curado, tiendo sido afetada pela doença. Caso contrário, ele teria tido em consideração outros alegados milagres. Agora, após as investigações tomaram todo o tempo, o parecer da consulta médica tenha sido favorável.

Alguns tinham lido o atraso dos últimos meses como um "político" para retardar o processo de beatificação, obviamente, isso não era verdade. Em qualquer caso, nem nunca disse que, nas discussões e votações que acompanharam o processo, perguntas sobre a santidade pessoal de João Paulo II.

A reunião de médicos e de teólogos que deu rédea solta ocorreu antes do final de 2010, com a maior confidencialidade. Após a votação sobre as virtudes heróicas de Wojtyla foi-lhe atribuído o título de "venerável", e agora a consulta médica sobre o milagre (Positio super olhar), prevê-se que também à última reunião de cardeais e bispos aprovará a decisão nos próximos dias. Se isso acontecer, significa que o Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato, dirija-se ao Papa, para aprovação, e apresentar-lhe-á o milagre.

Desde então, a beatificação de João Paulo II será apenas uma questão de tempo. Teoricamente, ainda é possível o sexto aniversário da morte de 02 de abril de 2011, ou uma data em maio. Ou, em outubro, o aniversário da eleição para o papado. A cerimônia de beatificação de Wojtyla será um problema significativo organizacional, dado o número de pessoas que poderiam ir naquele dia a Roma. E, portanto, também isso será tido em conta quando se escolhe-lo.

Durante o funeral do papa polonês, realizado pelo então cardeal Joseph Ratzinger, tinha sido implantado em bandeiras Praça São Pedro com as palavras "Santo Subito". Um pedido de abertura do processo foi assinado pelos cardeais no conclave do período, e que era também a hipótese de se proceder imediatamente com a canonização, proclamando realmente Wojtyla "Santo Subito "em vez de abençoado. Bento XVI, após avaliação de cada proposta, decidiu em junho de 2005 iniciar o processo de imediato - sem esperar os cinco anos, desde que deve transcorrer desde a morte do candidato para o altar - mas sem atalhos.

Fonte: La Buhardilla de Jerónimo

Mons.Negri: "Ecco gli obiettivi del terrorismo islamico"

 
Tratto da La Bussola, di Franca Giansoldati

03-01-2011

«In barba a tutti gli irenismi e a tutte le ricerche delle moderazioni, il terrorismo islamico ha un obiettivo esplicito: la conquista islamica del mondo e, all’interno di questo obiettivo (che certamente sarà a più lunga scadenza), un altro obiettivo più immediato e cioè la distruzione del cristianesimo in Terra Santa, nel Medio Oriente e poi, più o meno, in tutti i Paesi anche di antica tradizione cristiana». Monsignor Luigi Negri, vescovo di San Marino, davanti ai fatti di sangue che in questi giorni di festa si sono accavallati accomunando la Nigeria all’Egitto, le Filippine al Pakistan, preferisce avere un approccio diretto e senza fronzoli.


I cristiani sono divenuti facile bersaglio...

«Altroché. L’Islam si è fatto carico di condurre sino in fondo la lotta contro il cristianesimo. E’ un fatto indiscutibile e mi auguro che anche i più aperturisti e irenici tra i cattolici se ne siano accorti. Chi non vede questo pericolo non fa buon uso della ragione. Vi è il tentativo violento, in molte nazioni africane e asiatiche, di imporre l’egemonia islamica».

Perché?

«Una volta eliminata la minoranza cristiana, che è decisamente portatrice di una cultura di pace, hanno davanti una autostrada. Spero che gli esperti in islamologia non vogliano negare questa evidenza. L’Islam è all’assalto per diventare egemone e l’eliminazione delle minoranze cristiane è un tassello fondamentale». Arriviamo all’antidoto: servono le crociate? «Ma smettiamola con queste baggianate. Il dialogo con l’Islam è possibile solo se c’è una identità cattolica positiva e forte. Bisogna che i cristiani recuperino la fede, perché da questo dipende la capacità di farne la matrice della nostra cultura e, dunque, il nostro dialogo col mondo».

Colpisce il numero dei cristiani ammazzati a motivo della fede...

«Io prego perché questi martiri sostengano la Chiesa diventando semi di nuovi cristiani. Purtroppo quello che abbiamo davanti è un olocausto che nessuno vuol guardare perchè scompiglia, mette in discussione gli schemi».

Lei sostiene un movimento per il sostegno dei cristiani in Paesi difficili.

«Invito tutti ad una maggiore solidarietà, maggiore attenzione, garantendo loro appoggi concreti non solo parole».

(Tratto da Il Messaggero del 2 gennaio 2011)

Dal: Messa in Latino

Bento XVI - parte 2










Os Cristãos no Egito estão desprotegidos contra o terrorismo, denuncia Núncio

Retirado: Aci digital

O Núncio Apostólico no Egito, Dom Michael Louis Fitzgerald, assinalou que nestes momentos os cristãos não se sentem protegidos contra o terrorismo neste país majoritariamente muçulmano.


Assim o indicou o Prelado à agência vaticana Fides depois do atentado terrorista de 31 de dezembro contra a igreja dos Santos de Alexandria do Egito que cobrou a vida de 22 pessoas e deixou outras 79 feridas, a maioria delas coptos ortodoxos.

O Núncio comentou que expressou as suas condolências ao líder copto Shenouda III e acrescentou que "este momento exige a todos a oração pela paz, e não colocar-nos uns contra os outros, mas trabalhar pela unidade nacional".

Fides assinala ademais que houveram tensões e incidentes entre a polícia e os manifestantes coptos, que acusam as autoridades de não proteger adequadamente as comunidades cristãs locais.

"Os cristãos não se sentem suficientemente protegidos, mas compreendem as dificuldades para prevenir os atos de terrorismo", assinala o Arcebispo Fitzgerald. "Dentro de sete dias, os coptos ortodoxos celebram o Natal. Espero que esta comunidade cristã possa celebrar esta festividade na tranqüilidade, na paz e na alegria", concluiu.

Dom João Braz de Aviz, é nomeado Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica.

O Arcebispo de Brasília, Dom João Braz de Aviz, foi nomeado pelo Papa Bento XVI como novo prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica.


O anúncio foi realizado na manhã desta terça-feira, 4, pelo Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé.

Dom Aviz sucede o cardeal esloveno Franc Rodé, 76 anos, que pediu renúncia da função por limite de idade (75 anos), conforme prevê o Código de Direito Canônico.

Leia na íntegra (em italiano) a nomeação de Dom Aviz:
L'Osservatore Romano

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Vigorizar raízes cristãs da Europa, pediu o Papa Bento XVI

De: Aci digital

Em uma carta enviada ao Arcebispo de Santiago de Compostela em ocasião da conclusão do Ano Santo Compostelano, o Papa Bento XVI alentou a Europa a vigorizar suas raízes cristãs.

No texto enviado em 31 de dezembro a Dom Julián Barrio Barrio, o Papa assinala que os que peregrinaram em 2010 a Santiago "têm que voltar para suas casas como retornaram a Jerusalém os discípulos do Emaús. Não seremos testemunhas acreditáveis de Deus se não formos fiéis colaboradores e servidores dos homens".

"Este serviço a uma compreensão profunda e a uma defesa valorosa do homem é uma exigência do Evangelho e uma contribuição essencial à sociedade de nossa condição cristã".

Dirigindo-se aos jovens, "com quem terei a sorte de me reunir no próximo ano em Madrid, para a celebração da Jornada Mundial da Juventude" em agosto de 2011, o Papa os convidou "a deixar-se interpelar por Cristo, realizando com Ele um diálogo franco e pausado e perguntando-se também: Contará o Senhor comigo para ser seu apóstolo no mundo, para ser mensageiro de seu amor? Que não falte a generosidade na resposta, nem tampouco aquele arrojo que levou Tiago a seguir o Mestre sem economizar sacrifícios".

Bento XVI anima aos seminaristas "a que se identifiquem cada vez mais com Jesus, que os chama a trabalhar em sua vinha".

"A vocação ao sacerdócio é um admirável dom do qual se deve estar orgulhoso, porque o mundo necessita de pessoas dedicadas por completo a fazer a Jesus Cristo presente, configurando toda sua vida e seu afazer com Ele, repetindo diariamente com humildade suas palavras e seus gestos, para ser sua transparência em meio da grei que lhes foi encomendada".

Finalmente o Papa expressou que "conservando em minha alma a lembrança de minha grata estadia em Compostela, peço ao Senhor que o perdão e a aspiração à santidade que germinaram neste Ano Santo Compostelano ajudem a fazer mais presente, sob a guia de São Tiago, a Palavra redentora de Jesus Cristo nessa Igreja particular e em todos os povos da Espanha"

"Que sua luz seja percebida igualmente na Europa, como um convite incessante a vigorizar suas raízes cristãs e assim potencializar seu compromisso pela solidariedade e a firme defesa da dignidade do homem".

Papa critica atentado contra cristãos no Egito

O Papa Bento XVI criticou o atentado que matou 21 fiéis e feriu dezenas, em Alexandria, no Egito, na noite do Ano Novo. Após o Ângelus deste domingo, 2, o Santo Padre afirmou que, tanto "esse gesto de morte", como colocar bombas junto das casas dos cristãos no Iraque, para obrigá-los a partir, "ofende a Deus e a toda humanidade", que precisamente neste sábado, "rezou pela paz e iniciou com esperança um novo ano".


"Diante dessa estratégia de violência que toma como alvo os cristãos, e tem consequências sobre toda a população, rezo pelas vítimas e seus familiares e encorajo as comunidades eclesiais a perseverarem na fé e no testemunho de não-violência que vem do Evangelho”, disse Bento XVI.

Nesse contexto, o Papa recordou ainda os “numerosos agentes pastorais assassinados em 2010 em várias partes do mundo", e disse: “a eles vai igualmente a nossa afetuosa recordação diante do Senhor. Permaneçamos unidos em Cristo, nossa esperança e nossa paz!"

Cerca de mil cristãos participavam da Missa de Ano Novo na Igreja, em Alexandria, e ao saírem do templo, por volta das 00h30 (local), foram surpreendidos pela explosão de uma bomba, em frente à Igreja. O atentado, que ainda não foi reivindicado, aconteceu depois das ameaças expressas em novembro passado pela ala iraquiana de Al Qaeda que, depois de reivindicar o ataque ocorrido em Bagdá, contra a igreja sírio-católica, ameaçou a comunidade copta egípcia.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Fotos da Solenidade da Virgem Maria, Mãe de Deus, no Vaticano.

Hoje 1° de janeiro de 2011, a Igreja celebra a Festa da Santa Mãe de Deus, e também o primeiro dia do ano civil de 2011.

Sendo hoje uma Festa de preceito, o Santo Padre celebrou esta manhã na basílica de São Pedro a Santa Missa em honra da Mãe de Deus, que foi concelebrada por dois cardeais e três bispos e teve a assistência de dois cardeais, na qualidade de diáconos, criados recentemente. O Santo Padre usou a tradicional casula romana de Paulo VI e os demais concelebrantes outras casulas romanas.

Veja as fotos:







Solenidade da Santa Mãe de Deus

Primeiras Vésperas da Solenidade da Santíssima Mãe de Deus e Te Deum

 "Depois de um ano, nos reunimos (...) para elevar nosso agradecimento a Deus por tantas graças que recebemos e, sobretudo, pela graça em pessoa, ou seja, pelo Dom vivente e pessoal do Pai, que é o seu Filho predileto, o Nosso Senhor Jesus Cristo". Foi a afirmação do Papa Bento XVI ao presidir a oração das Vésperas da Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus, nesta sexta-feira, 31, na Basílica de São Pedro, no Vaticano.

O Papa explicou que a "gratidão pelos dons recebidos de Deus, no tempo que nos é dado viver, nos ajuda a descobrir um grande valor inscrito no tempo. Impresso em seus ritmos anuais, mensais, semanais e diários, habita o amor de Deus, os seus dons de graça. É tempo de salvação".

"O Deus eterno entrou e permanece no tempo do homem", destacou Bento XVI, que ainda declara que "o Eterno entra no tempo e renova-o na raiz, libertando o homem do pecado e tornando-o filho de Deus".


O Santo Padre recordou que "nós somos 'a plenitude' do tempo", por causa da vinda de Cristo e sua redenção, como disse o apóstolo São Paulo na carta aos Gálatas (cf, Gl 4,4ss). Explicou também que o Natal nos lembra dessa "plenitude" e renova a esperança trazida por Jesus a todas as pessoas.

Apenas no Menino de Belém acontece "o encontro da eternidade com o tempo", explicou o Papa, e complementou que Nele, há um convite para nos encontrarmos com Deus e com seu amor que nos dá a salvação.

"Nossa experiência humana é tão cheia de maldade, de sofrimento e tragédias de todos os tipos - desde as doenças provocadas pela maldade dos homens às resultantes de fenômenos naturais - mas agora há uma permanente e indelével, alegre e libertadora novidade: a de Cristo, o Salvador", ressaltou.

Bento XVI disse que a Igreja está empenhada para atender ao Menino Jesus e ajudar os batizados a cultivar um íntimo relacionamento com Ele. "Para ser verdadeiro discípulo de Cristo, um apoio fundamental vem através da meditação diária da Palavra de Deus (...), 'a base de toda autêntica espiritualidade cristã'", explicou.

O Santo Padre recordou que "o lugar privilegiado da Palavra de Deus é a Santa Missa" e encorajou os cristãos a darem testemunho da caridade.

Por fim, o Papa convidou os fiéis a olharem para frente e encontrarem a confiança em Jesus. "Nele está toda a nossa esperança, porque Ele veio para a salvação de cada homem e de paz".

De: Canção Nova

Atentado aos cristãos no Egito

Ao menos 21 pessoas morreram após um carro-bomba explodir em frente a uma igreja cristã na cidade de Alexandria, no Egito, à meia-noite deste sábado (1º).


Segundo autoridades egípcias, cerca de 24 pessoas ficaram feridas no atentado. O veículo explodiu no momento em que os fiéis saiam da igreja dos Santos, no bairro Sidi Bechr.

O automóvel estava estacionado no local, segundo o ministério do Interior. Diversas ambulâncias foram chamadas para o atendimento às vítimas – muitas delas foram levadas aos hospitais com queimaduras e cortes pelo corpo.

(*) Com informações das agências Efe, France Presse e Reuters.

Retirado: G1

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

São Silvestre, rogai por nós!

Este Papa dos inícios da nossa Igreja era um homem piedoso e santo, mas de personalidade pouco marcada. São Silvestre I apagou-se ao lado de um Imperador culto e ousado como Constantino, o qual, mais que servi-lo se terá antes servido dele, da sua simplicidade e humanidade, agindo por vezes como verdadeiro Bispo da Igreja, sobretudo no Oriente, onde recebe o nome de Isapóstolo, isto é, igual aos apóstolos.


E na realidade, nos assuntos externos da Igreja, o Imperador considerava-se acima dos próprios Bispos, o Bispo dos Bispos, com inevitáveis intromissões nos próprios assuntos internos, uma vez que, com a sua mentalidade ainda pagã, não estava capacitado para entender e aceitar um poder espiritual diferente e acima do civil ou político.

E talvez São Silvestre, na sua simplicidade, tivesse sido o Papa ideal para a circunstância. Outro Papa mais exigente, mais cioso da sua autoridade, teria irritado a megalomania de Constantino, perdendo a sua proteção. Ainda estava muito viva a lembrança dos horrores por que passara a Igreja no reinado de Diocleciano, e São Silvestre, testemunha dessa perseguição que ameaçou subverter por completo a Igreja, terá preferido agradecer este dom inesperado da proteção imperial e agir com moderação e prudência.

Constantino terá certamente exorbitado. Mas isso ter-se-á devido ao desejo de manter a paz no Império, ameaçada por dissenções ideológicas da Igreja, como na questão do donatismo que, apesar de já condenado no pontificado anterior, se vê de novo discutido, em 316, por iniciativa sua.

Dois anos depois, gerou-se nova agitação doutrinária mais perigosa, com origem na pregação de Ario, sacerdote alexandrino que negava a divindade da segunda Pessoa e, consequentemente, o mistério da Santíssima Trindade. Constantino, inteirado da agitação doutrinária, manda mais uma vez convocar os Bispos do Império para dirimirem a questão. Sabemos pelo Liber Pontificalis, por Eusébio e Santo Atanásio, que o Papa dá o seu acordo, e envia, como representantes seus, Ósio, Bispo de Córdova, acompanhado por dois presbíteros.

Ele, como dignidade suprema, não se imiscuiria nas disputas, reservando-se a aprovação do veredito final. Além disso, não convinha parecer demasiado submisso ao Imperador.

Foi o primeiro Concílio Ecumênico (universal) que reuniu em Niceia, no ano 325, mais de 300 Bispos, com o próprio Imperador a presidir em lugar de honra. Os Padres conciliares não tiveram dificuldade em fazer prevalecer a doutrina recebida dos Apóstolos sobre a divindade de Cristo, proposta energicamente pelo Bispo de Alexandria, Santo Atanásio. A heresia de Ario foi condenada sem hesitação e a ortodoxia trinitária ficou exarada no chamado Símbolo Niceno ou Credo, ratificado por S. Silvestre.

Constantino, satisfeito com a união estabelecida, parte no ano seguinte para as margens do Bósforo onde, em 330, inaugura Constantinopla, a que seria a nova capital do Império, eixo nevrálgico entre o Oriente e o Ocidente, até à sua queda em poder dos turcos otomanos, em 1453.

Data dessa altura a chamada doação constantiniana, mediante a qual o Imperador entrega à Igreja, na pessoa de S. Silvestre, a Domus Faustae, Casa de Fausta, sua esposa, ou palácio imperial de Latrão (residência papal até Leão XI), junto ao qual se ergueria uma grandiosa basílica de cinco naves, dedicada a Cristo Salvador e mais tarde a S. João Batista e S. João Evangelista (futura e atual catedral episcopal de Roma, S. João de Latrão). Mais tarde, doaria igualmente a própria cidade.

Depois de um longo pontificado, cheio de acontecimentos e transformações profundas na vida da Igreja, morre S. Silvestre I no último dia do ano 335, dia em que a Igreja venera a sua memória.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Cardeal Burke celebra missa pontifical no seminário dos Franciscanos da Imaculada em Roma

Texto e fotos de: New Liturgical Movement

No domingo, 26 de dezembro, Sua Eminência o Cardeal Raymond Leo Burke celebrou uma Missa Pontifical no Seminário dos Frades Franciscanos da Imaculada, em Roma. A Missa foi celebrada em honra do Padre Stefano Maria Manelli, sendo o seu dia de festa do padroeiro, e em ação de graças para a elevação de Sua Eminência ao cardinalato. A missa foi cantada pelos coros combinado dos frades franciscanos e Irmãs da Imaculada de vários conventos dos F.I na Itália, e foi conduzido pela Ir. Maria Cecília Manelli e Pe. Giovanni Maria Manelli - resultando em um excelente exemplo da magnificência da Missa. Os irmãos e irmãs também tiveram a honra de receber Sua Excelência Dom Gino Reali, bispo da diocese local de Porto-Santa Rufino, em Roma.

Em sua homilia, o Cardeal Burke focou na necessidade de beleza e esplendor, na liturgia sagrada, ecoando o que Sua Santidade o Papa Bento XVI escreveu na carta que acompanha o seu Moto Proprio "Summorum Pontificum": "Não é apropriado falar destas duas versões do Missal Romano como se fossem «dois ritos». Pelo contrário, é uma questão de um duplo uso do único e mesmo Rito. "E" O que para as gerações anteriores era sagrado, permanece sagrado e grande também para nós, e não pode ser de improviso totalmente proibido ou mesmo prejudicial. Cabe a todos nós, para conservar as riquezas que foram crescendo na fé da Igreja e de oração, e dar-lhes seu devido lugar ... "

Fotos aqui:






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