sábado, 19 de fevereiro de 2011

APELO AO SANTO PADRE, QUANTO À INSTRUÇÃO DE APLICAÇÃO DO SUMMORUM PONTIFICUM

Santíssimo Padre, nós, os abaixo assinados:


1. Expressamos nossa profunda gratidão a Vossa Santidade por seu exemplo litúrgico pessoal para a Igreja Católica. Vossa Santidade é um verdadeiro homo liturgicus, cujo amor pela Sagrada Liturgia é uma inspiração; este ensina-nos mais claramente que meras palavras a centralidade da liturgia na vida da Igreja.

2. Agradecemos a Vossa Santidade pelo presente concedido à Igreja com o seu motu proprio Summorum Pontificum, de 2007. Desde 2007, ele nos tem dado muitos frutos, inclusive uma maior unidade na Igreja de Cristo e um enriquecimento generalizado da vida litúrgica da Igreja.
3. Assinalamos com tristeza a contínua e real oposição à implementação de Summorum Pontificum em muitas dioceses e da parte de numerosos membros da hierarquia, assim como o sofrimento e a angústia que esse comportamento continua a causar a muitos fiéis o o obstáculo que essa oposição constitui para a reconciliação dentro da Igreja.

4. Notamos com ansiedade os sinais aparentes de que uma vindoura Instrução para a aplicação de Summorum Pontificum possa, de algum modo, diminuir o que Vossa Santidade estabeleceu juridicamente naquele motu proprio e aquela aplicação ampla e de espírito generoso tão bem explicada por Vossa Santidade na carta que o acompanhou: "Abramos generosamente o nosso coração e deixemos entrar tudo aquilo a que a própria fé dá espaço".

5. Expressamos nossa profunda preocupação de que quaisquer medidas restritivas causariam escândalo, desunião e sofrimento na Igreja e frustrariam a reconciliação que Vossa Santidade tão fortemente deseja, assim como poderiam impedir uma maior renovação litúrgica e um desenvolvimento em continuidade com a Tradição, que já é um fruto tão grande do seu pontificado.

6. Manifestamos a nossa esperança, o nosso desejo e o nosso urgente apelo para que o bem iniciado pessoalmente por Vossa Santidade por meio de Summorum Pontificum não seja menoscabado por essas restrições.

7. Voltamo-nos a Vossa Santidade, com confiança filial, e como filhos e filhas obedientes, Santíssimo Padre, e lhe pedimos que considere urgentemente as nossas preocupações, e intervenha se assim o julgar necessário.


8. Asseguramos a Vossa Santidade nossas preces contínuas, nossa profunda afeição e nossa lealdade.

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Ave Regina


Ave, Regina caelorum,
Ave, Domina Angelorum:
Salve, radix, salve, porta
Ex qua mundo lux est orta:

Gaude, Virgo gloriosa,
Super omnes speciosa,
Vale, o valde decora,
Et pro nobis Christum exora.

Oferecimento quotidiano da Santa Missa



Ó meu Jesus, renovo a intenção de participar dos preciosos frutos de todas as Santas Missas que hoje forem celebradas no mundo inteiro.

Eu vo-las ofereço em união com o Vosso Sagrado Coração, pedindo-Vos que, por intermédio do Coração Imaculado de Maria, se reserve de cada Santo Sacrifício uma gota do Vosso precioso Sangue para apagar meus pecados e as penas merecidas.

Suplico-Vos também que, por meio destas Santas Missas, as almas do purgatório sejam aliviadas, os pecadores se convertam e os agonizantes alcancem a Vossa misericórdia, as crianças pagãs, em perigo de morte, recebam a graça do Santo Batismo e os jovens conservem intacto o lírio de sua pureza.

Ó meu Jesus, peço-Vos ainda que concedais a Vossa divina Luz e o conhecimento de Vossa Santa Vontade às almas juvenis, vacilantes na escolha de sua vocação e que, finalmente, jamais seja praticado o pecado mortal, dor tão cruciante para o Vosso Coração Sagrado. Assim seja, amém!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Tempo Litúrgico da Septuagésima

O tempo da Septuagésima é um marco litúrgico introduzido no calendário católico da forma extraordinária de rito romano, que corresponde a um período de quase 70 dias que precede a Páscoa (de fato, nove semanas, ou seja, 63 dias). Sucede ao tempo litúrgico do Natal, e precede a Quaresma. Marca o início do Ciclo da Páscoa.

O domingo da Septuagésima pode ser de 18 de janeiro a 22 de fevereiro. A cor litúrgica deste domingo é o roxo. A reforma litúrgica do Concílio Vaticano II suprimiu o tempo de Septuagésima e integrou-o no tempo comum que se segue à Epifania. Encontra-se portanto suprimido na forma ordinária do rito romano. Nesta, o Domingo de Septuagésima deu lugar a um domingo do tempo ordinário


Notas Litúrgicas para a Septuagésima e Quaresma

Tempo da Septuagésima e da Quaresma

1) No Ofício: omite-se totalmente o Aleluia, que é substituído por Laus tibi Domine no fim do Deus in adiutorium.

2) No ofício do Tempo: omite-se o Te Deum; reza-se o 2° esquema de Laudes.

  •  Ofício dominical: antífonas próprias em Laudes e nas horas (não em Vésperas).
  • Ofício ferial: só a antif. do Magnificat é própria.
3) Na Missa:
  • Substitui-se o Aleluia pelo Tractus nas missas dos domingos e festas, como também nas votivas. Porém, quando se celebra a missa do domingo durante a semana, o Aleluia é simplesmente omitido.
  • Nas missas do tempo omite-se o Gloria.
  • Não se diz mais o Benedicamus Domino, mas sim Ite Missa est.
4) Durante todo o Tempo da Septuagésima:
  •  pode-se tocar unicamente o órgão, ficando proibido o uso de outros instrumentos.
  • Pode-se ornar os altares com flores.
Notas retiradas de: Ordo 2011 da Admin. Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

Cardeal Ranjith toma posse de sua igreja Titular




Liturgia e Beleza


“A liturgia não é um show, um espetáculo que necessite de diretores geniais e de atores de talento. A liturgia não vive de surpresas simpáticas, de invenções cativantes, mas de repetições solenes. Não deve exprimir a atualidade e o seu efêmero, mas o mistério do Sagrado. Muitos pensaram e disseram que a liturgia deve ser feita por toda comunidade para ser realmente sua. É um modo de ver que levou a avaliar o seu sucesso em termos de eficácia espetacular, de entretenimento. Desse modo, porém , terminou por dispersar o propium litúrgico que não deriva daquilo que nós fazemos, mas, do fato que acontece. Algo que nós todos juntos não podemos, de modo algum, fazer. Na liturgia age uma força, um poder que nem mesmo a Igreja inteira pode atribuir-se : o que nela se manifesta e o absolutamente Outro que, através da comunidade chega até nós. Isto é, surgiu a impressão de que só haveria uma participação ativa onde houvesse uma atividade externa verificável : discursos, palavras, cantos, homilias, leituras, apertos de mão… Mas ficou no esquecimento que o Concílio inclui na actuosa participatio também o silêncio, que permite uma participação realmente profunda, pessoal, possibilitando a escuta interior da Palavra do Senhor. Ora desse silêncio, em certos ritos, não sobrou nenhum vestígio”.

Papa Bento XVI

***
Não ame pela beleza, pois um dia ela acaba. Não ame por admiracão, pois um dia você se decepciona. Ame apenas, pois o tempo nunca pode acabar com um amor sem explicacao.

O senhor não daria banho em um leproso nem por um milhão de dólares? Nem eu. Somente por amor se pode dar banho em um leproso.

O que eu faço, é uma gota no meio de um oceano. Mas sem ela, o oceano será menor.

Madre Teresa de Calcutá

De: Toca de Assis

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Oração para Santa Missa


Que felicidade, para mim, poder assistir neste momento a Santa Missa! Eu vos agradeço, ó Senhor , com toda a minha alma.

Ó Senhor, dai-me a graça de aproveitar tão grande graça. Ergue-te, minha alma, acorda-te, e põe-te de boa vontade. Expulsa de ti outros pensamentos, recolhe-te em ti mesma e ouve a voz de Deus que te chama.
De uma Missa, ouvida com mais devoção, pode depender tua salvação. Ó Maria Santíssima, São José, meu Anjo da Guarda, obtende-me a graça de assistir esta Missa com fé e devoção.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A sabedoria e a visão de Leão XIII

Fonte: Zenit

Angela Pellicciari explica o magistério do Papa de Carpineto Romano


Bento XVI nutre grande admiração pelo Papa Leão XIII. Por ocasião da visita de 5 de setembro de 2010 a Carpineto Romano, cidadezinha natal de Gioacchino Pecci, ele explicou que Leão XIII conseguiu difundir uma mensagem que "conjuga fé e vida, verdade e realidade concreta".


"O Papa Leão XIII", destacou Bento XVI, "com a assistência do Espírito Santo, foi capaz de fazer isso num período histórico dos mais difíceis para a Igreja, permanecendo fiel à tradição e, ao mesmo tempo, encarando as grandes questões abertas".

De fato, apesar dos ataques contínuos e ferozes contra a Igreja, Leão XIII (1878-1903) conseguiu difundir um magistério sábio e cheio de visão.
Bento XVI fala do magistério de Leão XIII como o de "uma Igreja capaz de encarar sem complexos as grandes questões da contemporaneidade".

Para facilitar o conhecimento e aprofundar as verdades do magistério de Leão XIII, a historiadora Angela Pellicciari publicou "Leão XIII em pílulas" (Fé & Cultura).

ZENIT entrevistou a autora.

ZENIT: O Papa Leão XIII é conhecido especialmente pela contribuição à Doutrina Social. Mas você afirma que a contribuição dele ao magistério de Pedro é muito mais vasta. Pode nos explicar o seu ponto de vista?

Pellicciari: Eu acho que, depois de Pio IX (1846-78) ter sido caluniado e ridicularizado, não podia acontecer a mesma coisa com Leão XIII (1878-1903). Era preciso contrapor o visionário, moderno e sábio Leão XIII ao obtuso e incapaz Pio IX. Então se enfatizou deliberadamente a Rerum novarum, esquecendo-se que esta encíclica só faz sentido num contexto de fé e cultura muito mais vasto.

ZENIT: Leão XIII viveu num período em que a Igreja foi duramente criticada e atacada pelo liberalismo, pela maçonaria e pelo socialismo. Você pode nos explicar como o Pontífice reagiu?

Pellicciari: Dizendo a verdade, assim como Pio IX. Recordando que o catolicismo liberal difunde mentiras na tentativa de dividir a Igreja e anular as suas defesas; reiterando que o poder temporal é essencial ao Papa para desenvolver a sua missão espiritual; sublinhando para nós, italianos, que muitas "glórias" da nossa história são fruto da presença do papado em Roma e da fé da população; nos pondo em guarda contra a apostasia que inevitavelmente nos leva à ruína.

ZENIT: O pontificado de Leão XIII é vastíssimo na produção de escritos. Com que critério você selecionou as ‘pílulas' publicadas no livro?

Pellicciari: Numa encíclica belíssima, a Saepenumero considerantes, Leão XIII descreve no que a ciência histórica se transformou: numa "conjura contra a verdade". Os liberais maçons se apropriam do patrimônio do povo cristão e, para dar uma tingida de justiça à sua sede de poder e de riqueza, apelam para a suposta escravidão à qual a Itália católica teria sido reduzida pela Revelação e pelo Magistério. Eles reescrevem a história se baseando na falsidade sistematicamente divulgada na escola, na universidade, em livros e jornais. Depois de tantas décadas, nós somos os herdeiros daquela conjura: só sabemos o que a propaganda nos contou. Eu procurei ressaltar muitos fatos que tínhamos esquecido.

ZENIT: Você afirma que o pontificado de Leão XIII é muito parecido com o de Bento XVI. Pode explicar o motivo?


Pellicciari: Por causa da grande lucidez e simplicidade, da grande sabedoria com que eles analisam e descrevem a realidade cultural da sua respectiva época. E também pela defesa de Roma e da sua história, e isso os dois fazem com muita coragem.

ZENIT: Que ensinamentos Leão XIII nos transmite?


Pellicciari: Eu considero um de grandíssimo interesse: na Humanum genus, a encíclica mais completa sobre e contra a maçonaria, o papa Pecci afirma que os maçons confiam a alguns "irmãos" a tarefa de propagandear em meio à população uma "licença desenfreada". Para governar, para comandar as pessoas sem elas se darem conta, é preciso torná-las escravas das suas paixões. Só transformando os homens em marionetes, só privando-os da vontade com a desculpa da liberdade, se consegue "subjugá-los" e "incliná-los a obedecer". É uma lição de enorme atualidade, que nos ajuda a entender as razões do ataque à moral natural (e também à razão), perpetrado nas últimas décadas.

A Santa Missa Salva Almas


A Santa Missa é o sacrifício de expiação por excelência. É a renovação do Calvário, que salvou o gênero humano. Na Missa colocou a Igreja a memória dos mortos, e isso no momento mais solene, em que a divina Vítima está presente sobre o altar. É a melhor, a mais eficaz, a mais rápida maneira de aliviar e libertar as almas dos nossos queridos mortos.


Certa feita, celebrando a Missa em uma igreja de Roma, São Bernardo caiu em êxtase e viu uma escada que ia da terra ao céu, pela qual os anjos conduziam as almas libertadas do purgatório em virtude do santo sacrifício. Nessa Igreja - Santa Maria Escada do Céu - há um quadro que representa essa visão.

Não há maior socorro às almas, diz Guerranger, que a Santa Missa: A Missa é a esperança e a riqueza das almas.

Podemos duvidar do valor de nossas orações; mas da eficácia do Santo Sacrifício, no qual se oferece o Sangue de Jesus pelas almas, que dúvida podemos ter?

Ao Beato João D'Avila, nos últimos instantes de vida, Perguntaram o que mais desejaria depois da morte. Missas! Missas!

Ao Beato Henrique Suzo apareceu depois da morte um amigo íntimo gemendo de dor e a se queixar: "Ai, já te esqueceste de mim".

- Não, meu amigo, responde Henrique, não cesso de rezar pela tua alma, desde que morreste.

- Ó, mas isto não me basta, não basta! Falta-me para apagar as chamas que me abrasam o Sangue de Jesus Cristo.

Henrique mandou celebrar inúmeras Missas pelo amigo. Este lhe apareceu então já glorificado e lhe diz: "Meu querido amigo, mil vezes agradecido. Graças ao Sangue de Jesus Cristo Salvador, estou livre das chamas expiadoras. Subo ao céu e lá nunca te esquecerei”.

A cada missa, diz São Jerônimo, saem muitas almas do purgatório. E não sofrem tormento algum durante a Missa que lhes é aplicadas.

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São Vicente Ferrer tinha uma irmã frívola e vaidosa. Vindo a falecer, apareceu-Ihe em meio de chamas e sofrendo penas horríveis. "Ai de mim, meu irmão, fui condenada a estes suplícios até o dia do JuIzo. Mas tu poderás ajudar-me. É de grande valia a virtude do santo sacrifício. Oferece por mim trinta missas".

Mais que depressa, pôs-se o santo a celebrá-las. No 30° dia, apareceu-Ihe a irmã cercada de anjos a caminho do céu.

"Graças à valia da Santa Missa ficou reduzida a 30 dias uma expiação que deveria durar séculos".

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Certo homem de negócios juntava a todos os meses o montante de suas despesas a soma necessária para mandar celebrar, todos os dias; missas pelas almas. Eis como dizia ele: - Fui recompensado: Desde que coloquei em minha casa um cofre destinado a estas esmolas, essas almas trabalham por mim.

Depois da Missa... A Comunhão

Não há sufrágio mais poderoso, depois da Santa Missa, para socorrer as almas, que a santa comunhão, diz São Boaventura.

A Eucaristia é um sacramento de descanso e paz para os defuntos, diz Santo Ambrósio. Eco mesmo afirmam S. Cirilo e S. João Crisóstomo. Procuremos fazer boas comunhões lembrando-nos que quanto melhor as fizermos tanto mais aliviaremos os mortos.

E célebre a sentença do Papa Alexandre VI: "Todo que reza, e muito mais ainda quem comunga pelas almas, com o desejo de ajudá-Ias, as obriga a gratidão e remuneração”.

O Papa Paulo V estimulou a prática das comunhões pelas almas padecentes.

O Venerável Luiz Blois tendo feito uma comunhão muito fervorosa por um amigo que sofria no purgatório, recebeu a sua visita, com estas palavras: "Graças, mil graças, meu amigo. Vou contemplar a face de meu Deus para sempre”.

DE: http://www.almasdopurgatorio.com.br/

Bispos da França repudiam manipulação do "bebê remédio"

ACI Digital

A Conferência Episcopal da França (CEF) rechaçou a manipulação do primeiro "bebê-remédio" do país, concebido através da fertilização in vitro e a seleção genética, e cujo destino é curar o seu irmão mais velho.


O pequeno Umut Talha, cujo nome em turco significa esperança, nasceu há poucos dias com um peso de 3 quilogramas e 650 gramas no Hospital Antoine Béclère em Paris. Foi "desenhado" para curar um dos seus irmãos de uma enfermidade genética grave, a beta talassemia, que causa a anemia e exige repetidas transfusões de sangue.

O bebê nasceu logo de um duplo diagnóstico genético pré-implantacional que permite a seleção dos embriões -incluindo o aborto dos que os especialistas considerem "não aptos" - para que o bebê nasça sem a enfermidade e possa converter-se em doador compatível para seus irmãos.

No futuro, através das células extraídas do cordão umbilical de Umut Talha, será possível realizar o transplante que permitiria a cura do irmão maior.

Sobre este caso, os bispos franceses recordaram em um comunicado de 9 de fevereiro que "querer curar um irmão por humanidade honra o homem" e "acompanhar no sofrimento os pais que têm um filho gravemente doente é um dever da sociedade".

Os prelados compreendem a tristeza dos pais e sua esperança na medicina, mas "legalizar o uso dos seres humanos mais vulneráveis para curar outro não é digno do homem. Conceber um filho para utilizá-lo -embora seja para curar a outro ser humano- não é respeitoso à sua dignidade".

"O utilitarismo é sempre uma regressão. É perigoso para uma sociedade não respeitar os interesses primitivos da criança estipulados na Convenção dos direitos da criança", acrescenta o texto.

Finalmente fizeram um chamado "à correta investigação para que se encontre mais tratamentos terapêuticos apropriados".

O Arcebispo de Paris, Cardeal André Vingt-Trois, diante da assembléia nacional no último 8 de fevereiro reunida para tratar o projeto de lei sobre bioética, rechaçou o uso dos "bebês" já que isso "suporia a exploração de um ser humano a favor de outro".

Não se pode "utilizar alguém ao serviço exclusivo do outro, pois assim esta criança seria uma ferramenta para procurar a cura de outra criança. Nos converteremos em ferramentas?" questionou.

O primeiro “bebê remédio” nasceu nos Estados Unidos no ano 2000, posteriormente também a Espanha e a Bélgica utilizaram bebês com o mesmo fim.

A Igreja se opõe à manipulação de pessoas como ferramentas para a investigação científica, e diferencia o ato humano de querer ajudar o próximo do uso de pessoas indefesas como ferramenta de investigação.

Além disso, a doutrina católica se opõe à fecundação in vitro por duas razões primordiais: primeiro, porque se trata de um procedimento contrário à ordem natural da sexualidade que atenta contra a dignidade dos esposos e do matrimônio; segundo, porque a técnica supõe a eliminação de seres humanos em estado embrionário tanto fora como dentro do ventre materno, implicando vários abortos em cada processo.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Cardeal Burke ordena diáconos no ICRSS

No dia 30 de janeiro, Sua Eminência o Cardeal Raymond L. Burke, Prefeito da Signatura Apostólica, conferiu a ordenação de três diáconos do Instituto de Cristo Rei Sumo Sacerdote. As ordenações tiveram lugar na Capela do Seminário do Instituto em Gricigliano.














Vaticano desmente drástica mudança na reforma litúrgica

O Vaticano desmentiu as afirmações de um vaticanista italiano sobre o fato de que um de seus dicastérios se dedicaria a uma interpretação mais estrita das mudanças litúrgicas do Concílio Vaticano II.


O vaticanista italiano do jornal Il Giornale, Andrea Tornielli -que costuma estar bem informado sobre os acontecimentos da Santa Sé mas que esta vez foi refutado parcialmente- assinalou em sua coluna de 9 de fevereiro que o Papa Bento XVI modificaria logo algumas das responsabilidades da Congregação vaticana para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

Segundo Tornielli, esta modificação, que viria contida em um motu proprio, faria possível que este dicastério promova uma liturgia "mais fiel às intenções originais do Vaticano II" deixando "menos espaço para mudanças arbitrárias" e pondo mais ênfase na sacralidade da Missa.

O documento, escreveu o vaticanista, teria como principal função mudar a jurisdição dos casos de matrimônios não consumados, quer dizer, onde ainda não houve relações sexuais entre os cônjuges, para que sejam vistos pelo tribunal da Rota Romana.

Tornielli explicou que perto de 500 casos são vistos a cada ano: a maioria deles da Ásia, onde os matrimônios arranjados são comuns. No Ocidente, os casos provêm de casais psicologicamente incapazes de cumprir o ato conjugal.

Sem essa carga, destacou, a congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos seria responsável exclusivamente de questões litúrgicas.

O vaticanista assinalou também que o motu proprio "poderia mencionar o 'novo movimento litúrgico'" ao qual o atual prefeito da Congregação, o Cardeal Antonio Cañizares, referiu-se em dezembro em uma entrevista com o jornal italiano Il Giornale. Nela o purpurado disse que as reformas litúrgicas se realizaram apressadamente após o Vaticano II e que "é necessário e urgente" voltar revisá-las.

Nesse caso, o que aconteceria é uma volta aos ensinos do Concílio Vaticano II para empreender "uma reforma da reforma", assinala Tornielli.

A Congregação assumiria assim este "novo movimento litúrgico" como parte de suas funções, explicou. Também indicou que uma nova seção deste dicastério seria criada para dedicar-se à arte e a música sacra.

O artigo de Tornielli gerou uma resposta do Vaticano poucas horas depois de publicado.

O porta-voz da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, confirmou que a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos esteve estudando a possibilidade de um "motu proprio" para transferir os casos de matrimônios não consumados à Rota Romana.

Entretanto, o sacerdote precisou que "não existe fundamentos ou razões para ver nisto uma intenção de promover um controle 'restritivo' por parte da congregação sobre a promoção da renovação litúrgica desejada pelo Concílio Vaticano II".

De: ACI Digital

Catecismo Resumido da Doutrina Católica


LIÇÃO XIV

DA CONFISSÃO

1. Que é preciso para receber dignamente o sacramento da Penitência?
Cinco coisas: exame de consciência, ato de contrição, propósito, confissão e satisfação.

2. Que é o exame de consciência?
É uma indagação cuidadosa e exata de todos os nossos pecados.

3. Que é a contrição?
É uma verdadeira dor de ter ofendido a Deus.

4. Que é propósito?
É a firme resolução de nunca mais pecar.

5. Que é a confissão?
É a acusação de nossos pecados, feita a um sacerdote aprovado, para recebermos dele a absolvição.

6. Que é a satisfação?
É a reparação devida a Deus por causa dos nossos pecados, feita mediante a penitência imposta pelo confessor.

7. Quando se deve cumprir a penitência?
Logo que for possível.

8. Podem-se contar as coisas ditas ou ouvidas no confessionário?
Não se devem contar a ninguém.

9. Seria bem feita a confissão em que o penitente ocultasse um pecado mortal por sua culpa?
Não; seria uma confissão nula e sacrílega.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós!

Foi no ano de 1858 que a Virgem Santíssima apareceu, nas cercanias de Lourdes, França, na gruta Massabielle, a uma jovem chamada Santa Marie-Bernard Soubirous ou Santa Bernadete. Essa santa deixou por escrito um testemunho que entrou para o ofício das leituras do dia de hoje.


“Certo dia, fui com duas meninas às margens do Rio Gave buscar lenha. Ouvi um barulho, voltei-me para o prado, mas não vi movimento nas árvores. Levantei a cabeça e olhei para a gruta. Vi, então, uma senhora vestida de branco; tinha um vestido alvo com uma faixa azul celeste na cintura e uma rosa de ouro em cada pé, da cor do rosário que trazia com ela. Somente na terceira vez, a Senhora me falou e perguntou-me se eu queria voltar ali durante quinze dias. Durante quinze dias lá voltei e a Senhora apareceu-me todos os dias, com exceção de uma segunda e uma sexta-feira. Repetiu-me, vária vezes, que dissesse aos sacerdotes para construir, ali, uma capela. Ela mandava que fosse à fonte para lavar-me e que rezasse pela conversão dos pecadores. Muitas e muitas vezes perguntei-lhe quem era, mas ela apenas sorria com bondade. Finalmente, com braços e olhos erguidos para o céu, disse-me que era a Imaculada Conceição”.

Maria, a intercessora, modelo da Igreja, imaculada, concebida sem pecado, e, em virtude dos méritos de Cristo Jesus, Nossa Senhora, nessa aparição, pediu o essencial para a nossa felicidade: a conversão para os pecadores. Ela pediu que rezássemos pela conversão deles com oração, conversão, penitência.

Isso aconteceu após 4 anos da proclamação do Dogma da Imaculada Conceição. Deus quis e Sua Providência Santíssima também demonstrou, dessa forma, a infalibilidade da Igreja. Que chancela do céu essa aparição da Virgem Maria em Lourdes. E os sinais, os milagres que aconteceram e continuam a acontecer naquele local.

Lá, onde as multidões afluem, o clero e vários Papas lá estiveram. Agora, temos a graça de ter o Papa Bento XVI para nos alertar sobre este chamado.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Novo "motu proprio" sobre a Congregação para o Culto Divino

Será publicado nas próximas semanas um documento de Bento XVI que reorganiza as competências da Congregação para o Culto Divino, confiando-lhe a função de promover uma liturgia mais fiel às intenções originárias do Concílio Vaticano II, com menos espaços para mudanças arbitrárias e a fim de recuperar uma dimensão de maior sacralidade.


O documento, que terá a forma de um motu proprio, é fruto de uma longa gestação - foi revisto pelo Pontifício Conselho para a Interpretação dos Textos Legislativos e pelos ofícios da Secretaria de Estado - e é motivado principalmente pela transferência de competência sobre causas matrimoniais para a Rota Romana. Trata-se das chamadas causas do "rato mas não consumado", isto é, que dizem respeito ao matrimônio realizado na igreja mas não consumado pela falta de união carnal dos dois esposos. São cerca de quinhentos casos por ano e dizem respeito sobretudo a alguns países asiáticos onde ainda existem os matrimônios combinados com mocinhas em idade muito tenra, mas também a países ocidentais para aqueles casos de impotência psicológica para cumprir o ato conjugal.

Perdendo esta seção, que passará à Rota, a Congregação para o Culto Divino, de fato, não se ocupará mais dos sacramentos e manterá apenas a competência em matéria litúrgica. Segundo algumas autorizadas indiscrições, uma passagem do motu proprio de Bento XVI poderia citar explicitamente aquele "novo movimento litúrgico" do qual falou recentemente o Cardeal Antonio Cañizares Llovera, intervindo durante o consistório de novembro passado.

Ao Giornale, em uma entrevista publicada nas véspera do Natal passado, Cañizares havia dito: "A reforma litúrgica foi realizada com muita pressa. Havia ótimas intenções e o desejo de aplicar o Vaticano II. Mas houve precipitação... A renovação litúrgica foi vista como uma pesquisa de laboratório, fruto da imaginação e da criatividade, a palavra mágica de então". O cardeal, que não era parcial ao falar de "reforma da reforma", havia acrescentado: "O que vejo absolutamente necessário e urgente, segundo o que deseja o Papa, é dar vida a um novo, claro e vigoroso movimento litúrgico em toda a Igreja", para pôr fim a "deformações arbitrárias" e ao processo de "secularização que desafortunadamente atinge até o íntimo da Igreja".

É sabido que Ratzinger tenha desejado introduzir nas liturgias papais gestos significativos e exemplares: a cruz no centro do altar, a comunhão de joelhos, o canto gregoriano, o espaço para o silêncio. Sabe-se quanto considera a beleza na arte sacra e quanto considera importante promover a adoração eucarística. A Congregação para o Culto Divino - que alguns gostariam de rebatizar como da sagrada liturgia ou da divina liturgia - deverá pois ocupar deste novo movimento litúrgico, inclusive com a inauguração de uma nova seção do dicastério dedicada à arte e à música sacra.

Fonte: Blog de Andrea Tornielli
Tradução: OBLATVS
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