terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Cadeira de S.Pedro Apóstolo

Cátedra de São Pedro

A Liturgia latina celebra, neste dia 22 de fevereiro, a Festa da “Cátedra” de São Pedro. Trata-se de uma tradição muito antiga, testemunhada em Roma desde os finais do século IV, que dá graças a Deus pela missão confiada ao apóstolo Pedro e a seus sucessores. Na basílica de São Pedro, em Roma, encontra-se o monumento à “cátedra” do apóstolo, obra do escultor italiano Gian Lorenzo Bernini, executada em forma de grande trono de bronze, sustentada pelas estátuas de quatro doutores da Igreja, dois do Ocidente, Santo Agostinho e Santo Ambrósio, e dois do oriente, São João Crisóstomo e Santo Atanásio.

Mas por que é celebrada a “cátedra” de Pedro? A ela a tradição da Igreja atribui um forte significado espiritual e reconhece um sinal privilegiado do amor de Deus, Pastor bom e eterno, que quer reunir toda sua Igreja e guiá-la pelo caminho da salvação.

A “cátedra” literalmente quer dizer a sede fixa do bispo, localizada na Igreja mãe de uma diocese que, por este motivo, é chamada “catedral”. Ela simboliza a autoridade do bispo e, em particular, de seu “magistério”, ou seja, do ensinamento evangélico que ele, enquanto sucessor dos apóstolos, está chamado a transmitir à comunidade cristã.

Qual foi, então, a “cátedra” de São Pedro? Ele, escolhido por Cristo como “rocha” sobre a qual a Igreja seria edificada (cf. Mateus 6, 18), começou seu ministério em Jerusalém, depois da ascensão do Senhor e de Pentecostes. A primeira “sede” da Igreja foi o Cenáculo, em Jerusalém. É provável que naquela sala, onde também Maria, a Mãe de Jesus, rezou junto aos discípulos, se reservasse um posto especial a Simão Pedro.

Em seguida, a sede de Pedro foi Antioquia, cidade situada no rio Oronte, na Síria, hoje Turquia. Naqueles tempos era a terceira cidade do Império Romano depois de Roma e de Alexandria do Egito. Daquela cidade, evangelizada por Barnabé e Paulo, onde “pela primeira vez os discípulos receberam o nome de “cristãos” (Atos 11, 26), Pedro foi o primeiro bispo da Igreja.

Depois, a Providência levou Pedro a Roma. Portanto, encontramo-nos com o caminho que vai de Jerusalém (Igreja nascente) a Antioquia (primeiro centro da Igreja, que agrupava pagãos) e também unida à Igreja proveniente dos judeus. Depois, Pedro dirigiu-se a Roma, centro do Império, onde concluiu com o martírio sua carreira ao serviço do Evangelho.

Por esse motivo, a sede de Roma, que havia recebido a maior honra, recebeu também a tarefa confiada por Cristo a Pedro: estar a serviço de todas as Igrejas particulares para a edificação e a unidade de todo o Povo de Deus. A sede de Roma, depois dessas migrações de São Pedro, foi reconhecida como a do sucessor de Pedro, e a “cátedra” de seu bispo representou a do apóstolo encarregado por Cristo de apascentar todo seu rebanho. A cátedra do bispo de Roma representa, portanto, não só seu serviço à comunidade romana, mas também sua missão de guia de todo o Povo de Deus.

Por: Pe. Anderson Marçal em Canção Nova

Festa da Cátedra de Pedro

A festa da Cátedra de São Pedro em Roma é muito antiga. No século VI, porém desapareceu do calendário romano, provavelmente por cair na quaresma. Reapareceu, então, na Gália em duas datas, 18 de Janeiro, e 22 de Fevereiro, celebrando-se na primeira, a cadeira de pedro em Roma, e na segunda em Antioquia. Foi deste modo que a Igreja universal celebrou as duas festas durante muito tempo, até que em 1960, com a reforma nas rubricas, passou a ser comemorada só HOJE.

Festejar a Cátedra de Pedro, é venerar, na pessoa de Pedro, os desígnios providenciais de Deus, que o escolheu para chefe dos Apóstolos e primeiro pastor da sua Igreja. Todos os papas, bispos de Roma e seus sucessores de Pedro, são como ele foi, chefes da Igreja única e verdadeira, fundada por Nosso Senhor. Os sucessores de Pedro, tem a missão de transmitir a doutrina do Salvador, e de nos conduzir em seu nome.

"Santa Igreja, Romana, Católica

Una, excelsa, divina, imortal

Que conservas a fé apostólica

E as promessas da vida eternal!


Nós te amamos! Nós somos teus filhos!

Em teu seio queremos viver,

E, da luz que nos dás entre os brilhos,

Nos teus braços maternos morrer!


Sobre a rocha de Pedro invencível

Tu abranges a terra e os céus;

Na doutrina de Cristo infalível

Tua força, é a força de Deus!" (trecho do Hino a Santa Igreja Católica)

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Sacerdotes santos e entregues a Deus pede o Papa

De: ACI Digital

Ao receber esta manhã a comunidade do Pontifício Colégio Filipino em Roma pela ocasião do seu 50º aniversário, o Papa Bento XVI assinalou que os sacerdotes devem entregar-se por completo a Deus em seu caminho para a santidade.


Em seu discurso em inglês, o Santo Padre elogiou o trabalho desta instituição em Roma e animou os presentes a "crescerem em fé, a obterem a excelência nos estudos, e a tomarem toda oportunidade para alcançar a maturidade espiritual e teológica, para que estejam bem preparados e treinados, com o coração firme para o que for que os aguarda no futuro".

"Como bem sabem, uma formação sacerdotal completa inclui não apenas o acadêmico: acima do componente intelectual, os estudantes do Colégio Filipino são formados espiritualmente através da história vivente da Igreja em Roma e o brilhante exemplo de seus mártires, cujo sacrifício os configura perfeitamente à pessoa do próprio Cristo".

O Papa expressou sua confiança em que "cada um de vocês se verá inspirado por sua união com o mistério de Cristo e abraçará o chamado de Deus à santidade que exige de vocês como sacerdotes nada menos que a completa entrega do dom de suas vidas e trabalhos a Deus".

"Ao fazê-lo em companhia de outros jovens seminaristas e sacerdotes reunidos aqui de distintos lugares do mundo, voltarão para casa, como seus predecessores, com um sentido agradecido e permanente da história da Igreja em Roma, de suas raízes no mistério pascal de Cristo e de sua maravilhosa universalidade".

Bento XVI pediu logo que não se descuide o trabalho pastoral em Roma, cuidando de gerar "um saudável balanço entre as preocupações pastorais locais e os requerimentos acadêmicos de sua estadia aqui, para o benefício de todos".

Antes de terminar animou os alunos a "não esquecerem o afeto do Papa por vocês e sua pátria. Eu vos exorto a retornar às Filipinas com um inquebrável afeto pelo Sucessor do Pedro e com o desejo de fortalecer e manter a comunhão que une à Igreja em caridade a seu redor".

"Desta forma, ao completar seus estudos, certamente serão levedura do Evangelho da vida em sua amada nação", concluiu.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

APELO AO SANTO PADRE, QUANTO À INSTRUÇÃO DE APLICAÇÃO DO SUMMORUM PONTIFICUM

Santíssimo Padre, nós, os abaixo assinados:


1. Expressamos nossa profunda gratidão a Vossa Santidade por seu exemplo litúrgico pessoal para a Igreja Católica. Vossa Santidade é um verdadeiro homo liturgicus, cujo amor pela Sagrada Liturgia é uma inspiração; este ensina-nos mais claramente que meras palavras a centralidade da liturgia na vida da Igreja.

2. Agradecemos a Vossa Santidade pelo presente concedido à Igreja com o seu motu proprio Summorum Pontificum, de 2007. Desde 2007, ele nos tem dado muitos frutos, inclusive uma maior unidade na Igreja de Cristo e um enriquecimento generalizado da vida litúrgica da Igreja.
3. Assinalamos com tristeza a contínua e real oposição à implementação de Summorum Pontificum em muitas dioceses e da parte de numerosos membros da hierarquia, assim como o sofrimento e a angústia que esse comportamento continua a causar a muitos fiéis o o obstáculo que essa oposição constitui para a reconciliação dentro da Igreja.

4. Notamos com ansiedade os sinais aparentes de que uma vindoura Instrução para a aplicação de Summorum Pontificum possa, de algum modo, diminuir o que Vossa Santidade estabeleceu juridicamente naquele motu proprio e aquela aplicação ampla e de espírito generoso tão bem explicada por Vossa Santidade na carta que o acompanhou: "Abramos generosamente o nosso coração e deixemos entrar tudo aquilo a que a própria fé dá espaço".

5. Expressamos nossa profunda preocupação de que quaisquer medidas restritivas causariam escândalo, desunião e sofrimento na Igreja e frustrariam a reconciliação que Vossa Santidade tão fortemente deseja, assim como poderiam impedir uma maior renovação litúrgica e um desenvolvimento em continuidade com a Tradição, que já é um fruto tão grande do seu pontificado.

6. Manifestamos a nossa esperança, o nosso desejo e o nosso urgente apelo para que o bem iniciado pessoalmente por Vossa Santidade por meio de Summorum Pontificum não seja menoscabado por essas restrições.

7. Voltamo-nos a Vossa Santidade, com confiança filial, e como filhos e filhas obedientes, Santíssimo Padre, e lhe pedimos que considere urgentemente as nossas preocupações, e intervenha se assim o julgar necessário.


8. Asseguramos a Vossa Santidade nossas preces contínuas, nossa profunda afeição e nossa lealdade.

Para assinar clique aqui

Nota: Favor desconsiderar a página de doação que surge ao se assinar o documento.
Feche-a, pois o seu voto já terá sido computado e Motu Proprio Appeal não recebe nem deseja qualquer doação. Obrigado. 

Ave Regina


Ave, Regina caelorum,
Ave, Domina Angelorum:
Salve, radix, salve, porta
Ex qua mundo lux est orta:

Gaude, Virgo gloriosa,
Super omnes speciosa,
Vale, o valde decora,
Et pro nobis Christum exora.

Oferecimento quotidiano da Santa Missa



Ó meu Jesus, renovo a intenção de participar dos preciosos frutos de todas as Santas Missas que hoje forem celebradas no mundo inteiro.

Eu vo-las ofereço em união com o Vosso Sagrado Coração, pedindo-Vos que, por intermédio do Coração Imaculado de Maria, se reserve de cada Santo Sacrifício uma gota do Vosso precioso Sangue para apagar meus pecados e as penas merecidas.

Suplico-Vos também que, por meio destas Santas Missas, as almas do purgatório sejam aliviadas, os pecadores se convertam e os agonizantes alcancem a Vossa misericórdia, as crianças pagãs, em perigo de morte, recebam a graça do Santo Batismo e os jovens conservem intacto o lírio de sua pureza.

Ó meu Jesus, peço-Vos ainda que concedais a Vossa divina Luz e o conhecimento de Vossa Santa Vontade às almas juvenis, vacilantes na escolha de sua vocação e que, finalmente, jamais seja praticado o pecado mortal, dor tão cruciante para o Vosso Coração Sagrado. Assim seja, amém!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Tempo Litúrgico da Septuagésima

O tempo da Septuagésima é um marco litúrgico introduzido no calendário católico da forma extraordinária de rito romano, que corresponde a um período de quase 70 dias que precede a Páscoa (de fato, nove semanas, ou seja, 63 dias). Sucede ao tempo litúrgico do Natal, e precede a Quaresma. Marca o início do Ciclo da Páscoa.

O domingo da Septuagésima pode ser de 18 de janeiro a 22 de fevereiro. A cor litúrgica deste domingo é o roxo. A reforma litúrgica do Concílio Vaticano II suprimiu o tempo de Septuagésima e integrou-o no tempo comum que se segue à Epifania. Encontra-se portanto suprimido na forma ordinária do rito romano. Nesta, o Domingo de Septuagésima deu lugar a um domingo do tempo ordinário


Notas Litúrgicas para a Septuagésima e Quaresma

Tempo da Septuagésima e da Quaresma

1) No Ofício: omite-se totalmente o Aleluia, que é substituído por Laus tibi Domine no fim do Deus in adiutorium.

2) No ofício do Tempo: omite-se o Te Deum; reza-se o 2° esquema de Laudes.

  •  Ofício dominical: antífonas próprias em Laudes e nas horas (não em Vésperas).
  • Ofício ferial: só a antif. do Magnificat é própria.
3) Na Missa:
  • Substitui-se o Aleluia pelo Tractus nas missas dos domingos e festas, como também nas votivas. Porém, quando se celebra a missa do domingo durante a semana, o Aleluia é simplesmente omitido.
  • Nas missas do tempo omite-se o Gloria.
  • Não se diz mais o Benedicamus Domino, mas sim Ite Missa est.
4) Durante todo o Tempo da Septuagésima:
  •  pode-se tocar unicamente o órgão, ficando proibido o uso de outros instrumentos.
  • Pode-se ornar os altares com flores.
Notas retiradas de: Ordo 2011 da Admin. Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

Cardeal Ranjith toma posse de sua igreja Titular




Liturgia e Beleza


“A liturgia não é um show, um espetáculo que necessite de diretores geniais e de atores de talento. A liturgia não vive de surpresas simpáticas, de invenções cativantes, mas de repetições solenes. Não deve exprimir a atualidade e o seu efêmero, mas o mistério do Sagrado. Muitos pensaram e disseram que a liturgia deve ser feita por toda comunidade para ser realmente sua. É um modo de ver que levou a avaliar o seu sucesso em termos de eficácia espetacular, de entretenimento. Desse modo, porém , terminou por dispersar o propium litúrgico que não deriva daquilo que nós fazemos, mas, do fato que acontece. Algo que nós todos juntos não podemos, de modo algum, fazer. Na liturgia age uma força, um poder que nem mesmo a Igreja inteira pode atribuir-se : o que nela se manifesta e o absolutamente Outro que, através da comunidade chega até nós. Isto é, surgiu a impressão de que só haveria uma participação ativa onde houvesse uma atividade externa verificável : discursos, palavras, cantos, homilias, leituras, apertos de mão… Mas ficou no esquecimento que o Concílio inclui na actuosa participatio também o silêncio, que permite uma participação realmente profunda, pessoal, possibilitando a escuta interior da Palavra do Senhor. Ora desse silêncio, em certos ritos, não sobrou nenhum vestígio”.

Papa Bento XVI

***
Não ame pela beleza, pois um dia ela acaba. Não ame por admiracão, pois um dia você se decepciona. Ame apenas, pois o tempo nunca pode acabar com um amor sem explicacao.

O senhor não daria banho em um leproso nem por um milhão de dólares? Nem eu. Somente por amor se pode dar banho em um leproso.

O que eu faço, é uma gota no meio de um oceano. Mas sem ela, o oceano será menor.

Madre Teresa de Calcutá

De: Toca de Assis

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Oração para Santa Missa


Que felicidade, para mim, poder assistir neste momento a Santa Missa! Eu vos agradeço, ó Senhor , com toda a minha alma.

Ó Senhor, dai-me a graça de aproveitar tão grande graça. Ergue-te, minha alma, acorda-te, e põe-te de boa vontade. Expulsa de ti outros pensamentos, recolhe-te em ti mesma e ouve a voz de Deus que te chama.
De uma Missa, ouvida com mais devoção, pode depender tua salvação. Ó Maria Santíssima, São José, meu Anjo da Guarda, obtende-me a graça de assistir esta Missa com fé e devoção.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A sabedoria e a visão de Leão XIII

Fonte: Zenit

Angela Pellicciari explica o magistério do Papa de Carpineto Romano


Bento XVI nutre grande admiração pelo Papa Leão XIII. Por ocasião da visita de 5 de setembro de 2010 a Carpineto Romano, cidadezinha natal de Gioacchino Pecci, ele explicou que Leão XIII conseguiu difundir uma mensagem que "conjuga fé e vida, verdade e realidade concreta".


"O Papa Leão XIII", destacou Bento XVI, "com a assistência do Espírito Santo, foi capaz de fazer isso num período histórico dos mais difíceis para a Igreja, permanecendo fiel à tradição e, ao mesmo tempo, encarando as grandes questões abertas".

De fato, apesar dos ataques contínuos e ferozes contra a Igreja, Leão XIII (1878-1903) conseguiu difundir um magistério sábio e cheio de visão.
Bento XVI fala do magistério de Leão XIII como o de "uma Igreja capaz de encarar sem complexos as grandes questões da contemporaneidade".

Para facilitar o conhecimento e aprofundar as verdades do magistério de Leão XIII, a historiadora Angela Pellicciari publicou "Leão XIII em pílulas" (Fé & Cultura).

ZENIT entrevistou a autora.

ZENIT: O Papa Leão XIII é conhecido especialmente pela contribuição à Doutrina Social. Mas você afirma que a contribuição dele ao magistério de Pedro é muito mais vasta. Pode nos explicar o seu ponto de vista?

Pellicciari: Eu acho que, depois de Pio IX (1846-78) ter sido caluniado e ridicularizado, não podia acontecer a mesma coisa com Leão XIII (1878-1903). Era preciso contrapor o visionário, moderno e sábio Leão XIII ao obtuso e incapaz Pio IX. Então se enfatizou deliberadamente a Rerum novarum, esquecendo-se que esta encíclica só faz sentido num contexto de fé e cultura muito mais vasto.

ZENIT: Leão XIII viveu num período em que a Igreja foi duramente criticada e atacada pelo liberalismo, pela maçonaria e pelo socialismo. Você pode nos explicar como o Pontífice reagiu?

Pellicciari: Dizendo a verdade, assim como Pio IX. Recordando que o catolicismo liberal difunde mentiras na tentativa de dividir a Igreja e anular as suas defesas; reiterando que o poder temporal é essencial ao Papa para desenvolver a sua missão espiritual; sublinhando para nós, italianos, que muitas "glórias" da nossa história são fruto da presença do papado em Roma e da fé da população; nos pondo em guarda contra a apostasia que inevitavelmente nos leva à ruína.

ZENIT: O pontificado de Leão XIII é vastíssimo na produção de escritos. Com que critério você selecionou as ‘pílulas' publicadas no livro?

Pellicciari: Numa encíclica belíssima, a Saepenumero considerantes, Leão XIII descreve no que a ciência histórica se transformou: numa "conjura contra a verdade". Os liberais maçons se apropriam do patrimônio do povo cristão e, para dar uma tingida de justiça à sua sede de poder e de riqueza, apelam para a suposta escravidão à qual a Itália católica teria sido reduzida pela Revelação e pelo Magistério. Eles reescrevem a história se baseando na falsidade sistematicamente divulgada na escola, na universidade, em livros e jornais. Depois de tantas décadas, nós somos os herdeiros daquela conjura: só sabemos o que a propaganda nos contou. Eu procurei ressaltar muitos fatos que tínhamos esquecido.

ZENIT: Você afirma que o pontificado de Leão XIII é muito parecido com o de Bento XVI. Pode explicar o motivo?


Pellicciari: Por causa da grande lucidez e simplicidade, da grande sabedoria com que eles analisam e descrevem a realidade cultural da sua respectiva época. E também pela defesa de Roma e da sua história, e isso os dois fazem com muita coragem.

ZENIT: Que ensinamentos Leão XIII nos transmite?


Pellicciari: Eu considero um de grandíssimo interesse: na Humanum genus, a encíclica mais completa sobre e contra a maçonaria, o papa Pecci afirma que os maçons confiam a alguns "irmãos" a tarefa de propagandear em meio à população uma "licença desenfreada". Para governar, para comandar as pessoas sem elas se darem conta, é preciso torná-las escravas das suas paixões. Só transformando os homens em marionetes, só privando-os da vontade com a desculpa da liberdade, se consegue "subjugá-los" e "incliná-los a obedecer". É uma lição de enorme atualidade, que nos ajuda a entender as razões do ataque à moral natural (e também à razão), perpetrado nas últimas décadas.

A Santa Missa Salva Almas


A Santa Missa é o sacrifício de expiação por excelência. É a renovação do Calvário, que salvou o gênero humano. Na Missa colocou a Igreja a memória dos mortos, e isso no momento mais solene, em que a divina Vítima está presente sobre o altar. É a melhor, a mais eficaz, a mais rápida maneira de aliviar e libertar as almas dos nossos queridos mortos.


Certa feita, celebrando a Missa em uma igreja de Roma, São Bernardo caiu em êxtase e viu uma escada que ia da terra ao céu, pela qual os anjos conduziam as almas libertadas do purgatório em virtude do santo sacrifício. Nessa Igreja - Santa Maria Escada do Céu - há um quadro que representa essa visão.

Não há maior socorro às almas, diz Guerranger, que a Santa Missa: A Missa é a esperança e a riqueza das almas.

Podemos duvidar do valor de nossas orações; mas da eficácia do Santo Sacrifício, no qual se oferece o Sangue de Jesus pelas almas, que dúvida podemos ter?

Ao Beato João D'Avila, nos últimos instantes de vida, Perguntaram o que mais desejaria depois da morte. Missas! Missas!

Ao Beato Henrique Suzo apareceu depois da morte um amigo íntimo gemendo de dor e a se queixar: "Ai, já te esqueceste de mim".

- Não, meu amigo, responde Henrique, não cesso de rezar pela tua alma, desde que morreste.

- Ó, mas isto não me basta, não basta! Falta-me para apagar as chamas que me abrasam o Sangue de Jesus Cristo.

Henrique mandou celebrar inúmeras Missas pelo amigo. Este lhe apareceu então já glorificado e lhe diz: "Meu querido amigo, mil vezes agradecido. Graças ao Sangue de Jesus Cristo Salvador, estou livre das chamas expiadoras. Subo ao céu e lá nunca te esquecerei”.

A cada missa, diz São Jerônimo, saem muitas almas do purgatório. E não sofrem tormento algum durante a Missa que lhes é aplicadas.

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São Vicente Ferrer tinha uma irmã frívola e vaidosa. Vindo a falecer, apareceu-Ihe em meio de chamas e sofrendo penas horríveis. "Ai de mim, meu irmão, fui condenada a estes suplícios até o dia do JuIzo. Mas tu poderás ajudar-me. É de grande valia a virtude do santo sacrifício. Oferece por mim trinta missas".

Mais que depressa, pôs-se o santo a celebrá-las. No 30° dia, apareceu-Ihe a irmã cercada de anjos a caminho do céu.

"Graças à valia da Santa Missa ficou reduzida a 30 dias uma expiação que deveria durar séculos".

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Certo homem de negócios juntava a todos os meses o montante de suas despesas a soma necessária para mandar celebrar, todos os dias; missas pelas almas. Eis como dizia ele: - Fui recompensado: Desde que coloquei em minha casa um cofre destinado a estas esmolas, essas almas trabalham por mim.

Depois da Missa... A Comunhão

Não há sufrágio mais poderoso, depois da Santa Missa, para socorrer as almas, que a santa comunhão, diz São Boaventura.

A Eucaristia é um sacramento de descanso e paz para os defuntos, diz Santo Ambrósio. Eco mesmo afirmam S. Cirilo e S. João Crisóstomo. Procuremos fazer boas comunhões lembrando-nos que quanto melhor as fizermos tanto mais aliviaremos os mortos.

E célebre a sentença do Papa Alexandre VI: "Todo que reza, e muito mais ainda quem comunga pelas almas, com o desejo de ajudá-Ias, as obriga a gratidão e remuneração”.

O Papa Paulo V estimulou a prática das comunhões pelas almas padecentes.

O Venerável Luiz Blois tendo feito uma comunhão muito fervorosa por um amigo que sofria no purgatório, recebeu a sua visita, com estas palavras: "Graças, mil graças, meu amigo. Vou contemplar a face de meu Deus para sempre”.

DE: http://www.almasdopurgatorio.com.br/

Bispos da França repudiam manipulação do "bebê remédio"

ACI Digital

A Conferência Episcopal da França (CEF) rechaçou a manipulação do primeiro "bebê-remédio" do país, concebido através da fertilização in vitro e a seleção genética, e cujo destino é curar o seu irmão mais velho.


O pequeno Umut Talha, cujo nome em turco significa esperança, nasceu há poucos dias com um peso de 3 quilogramas e 650 gramas no Hospital Antoine Béclère em Paris. Foi "desenhado" para curar um dos seus irmãos de uma enfermidade genética grave, a beta talassemia, que causa a anemia e exige repetidas transfusões de sangue.

O bebê nasceu logo de um duplo diagnóstico genético pré-implantacional que permite a seleção dos embriões -incluindo o aborto dos que os especialistas considerem "não aptos" - para que o bebê nasça sem a enfermidade e possa converter-se em doador compatível para seus irmãos.

No futuro, através das células extraídas do cordão umbilical de Umut Talha, será possível realizar o transplante que permitiria a cura do irmão maior.

Sobre este caso, os bispos franceses recordaram em um comunicado de 9 de fevereiro que "querer curar um irmão por humanidade honra o homem" e "acompanhar no sofrimento os pais que têm um filho gravemente doente é um dever da sociedade".

Os prelados compreendem a tristeza dos pais e sua esperança na medicina, mas "legalizar o uso dos seres humanos mais vulneráveis para curar outro não é digno do homem. Conceber um filho para utilizá-lo -embora seja para curar a outro ser humano- não é respeitoso à sua dignidade".

"O utilitarismo é sempre uma regressão. É perigoso para uma sociedade não respeitar os interesses primitivos da criança estipulados na Convenção dos direitos da criança", acrescenta o texto.

Finalmente fizeram um chamado "à correta investigação para que se encontre mais tratamentos terapêuticos apropriados".

O Arcebispo de Paris, Cardeal André Vingt-Trois, diante da assembléia nacional no último 8 de fevereiro reunida para tratar o projeto de lei sobre bioética, rechaçou o uso dos "bebês" já que isso "suporia a exploração de um ser humano a favor de outro".

Não se pode "utilizar alguém ao serviço exclusivo do outro, pois assim esta criança seria uma ferramenta para procurar a cura de outra criança. Nos converteremos em ferramentas?" questionou.

O primeiro “bebê remédio” nasceu nos Estados Unidos no ano 2000, posteriormente também a Espanha e a Bélgica utilizaram bebês com o mesmo fim.

A Igreja se opõe à manipulação de pessoas como ferramentas para a investigação científica, e diferencia o ato humano de querer ajudar o próximo do uso de pessoas indefesas como ferramenta de investigação.

Além disso, a doutrina católica se opõe à fecundação in vitro por duas razões primordiais: primeiro, porque se trata de um procedimento contrário à ordem natural da sexualidade que atenta contra a dignidade dos esposos e do matrimônio; segundo, porque a técnica supõe a eliminação de seres humanos em estado embrionário tanto fora como dentro do ventre materno, implicando vários abortos em cada processo.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Cardeal Burke ordena diáconos no ICRSS

No dia 30 de janeiro, Sua Eminência o Cardeal Raymond L. Burke, Prefeito da Signatura Apostólica, conferiu a ordenação de três diáconos do Instituto de Cristo Rei Sumo Sacerdote. As ordenações tiveram lugar na Capela do Seminário do Instituto em Gricigliano.














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