sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

São Matias, rogai por nós!

Hoje, comemoramos o dia de São Matias, apóstolo de Jesus. No livro dos Atos dos Apóstolos, São Pedro explicou de substituir Judas que se havia tornado traidor. Assim, propôs aos outros apóstolos reunidos que a vaga fosse preenchida. O concílio¹ referiu os nomes de José Bársabas, o Justo e Matias como hipóteses para a escolha. Depois de orarem em conjunto com essas palavras <"Ó Senhor, que conheces os corações de todos, mostra-nos qual destes dois escolheste para tomar neste ministério apostólico o lugar de Judas que se transviou para seu próprio lugar.">(Atos 1,24-25) lançaram a sorte e Matias foi escolhido. Isto ocorreu, apenas poucos dias antes do derramamento do Espírito Santo, no dia de Pentecostes do ano 30 ou 33 EC, consoante as opiniões de alguns estudiosos, foi a última ocasião mencionada na Bíblia em que se recorreu a sorte para se saber a escolha de Deus num determinado assunto.

Segundo as palavras de Pedro registradas em Atos 1:21, 22, Matias havia sido seguidor de Jesus durante os três anos e meio do seu ministério e havia estado intimamente associado com os apóstolos. Provavelmente era um dos setenta discípulos ou evangelistas que Jesus enviou para pregar, segundo o relato de Lucas 10:1. Após a sua escolha, ele foi "contado com os onze apóstolos" pela congregação e quando o livro de Atos logo depois fala dos "apóstolos" ou dos "doze", isso incluía Matias.


Concílio¹: Esta reunião dos apóstolos após a morte de Jesus, é considerada pela Santa Igreja o primeiro concílio

O jovem Ratzinger





Mensagem de Bento XVI para a Quaresma 2011

BENEDICTUS EPISCOPUS
SERVUS SERVORUM DEI
AD PERPETUAM REI MEMORIAM

"Sepultados com Ele no baptismo, foi também com Ele que ressuscitastes" (cf. Cl 2, 12)

Amados irmãos e irmãs!

A Quaresma, que nos conduz à celebração da Santa Páscoa, é para a Igreja um tempo litúrgico muito precioso e importante, em vista do qual me sinto feliz por dirigir uma palavra específica para que seja vivido com o devido empenho. Enquanto olha para o encontro definitivo com o seu Esposo na Páscoa eterna, a Comunidade eclesial, assídua na oração e na caridade laboriosa, intensifica o seu caminho de purificação no espírito, para haurir com mais abundância do Mistério da redenção a vida nova em Cristo Senhor (cf. Prefácio I de Quaresma).

1. Esta mesma vida já nos foi transmitida no dia do nosso Baptismo, quando, "tendo-nos tornado partícipes da morte e ressurreição de Cristo" iniciou para nós "a aventura jubilosa e exaltante do discípulo" (Homilia na Festa do Baptismo do Senhor, 10 de Janeiro de 2010). São Paulo, nas suas Cartas, insiste repetidas vezes sobre a singular comunhão com o Filho de Deus realizada neste lavacro. O facto que na maioria dos casos o Baptismo se recebe quando somos crianças põe em evidência que se trata de um dom de Deus: ninguém merece a vida eterna com as próprias forças. A misericórdia de Deus, que lava do pecado e permite viver na própria existência "os mesmos sentimentos de Jesus Cristo" (Fl 2, 5), é comunicada gratuitamente ao homem.

O Apóstolo dos gentios, na Carta aos Filipenses, expressa o sentido da transformação que se realiza com a participação na morte e ressurreição de Cristo, indicando a meta: que assim eu possa "conhecê-Lo, a Ele, à força da sua Ressurreição e à comunhão nos Seus sofrimentos, configurando-me à Sua morte, para ver se posso chegar à ressurreição dos mortos" (Fl 3, 10-11). O Baptismo, portanto, não é um rito do passado, mas o encontro com Cristo que informa toda a existência do baptizado, doa-lhe a vida divina e chama-o a uma conversão sincera, iniciada e apoiada pela Graça, que o leve a alcançar a estatura adulta de Cristo.

Um vínculo particular liga o Baptismo com a Quaresma como momento favorável para experimentar a Graça que salva. Os Padres do Concílio Vaticano II convidaram todos os Pastores da Igreja a utilizar "mais abundantemente os elementos baptismais próprios da liturgia quaresmal" (Const. Sacrosanctum Concilium, 109). De facto, desde sempre a Igreja associa a Vigília Pascal à celebração do Baptismo: neste Sacramento realiza-se aquele grande mistério pelo qual o homem morre para o pecado, é tornado partícipe da vida nova em Cristo Ressuscitado e recebe o mesmo Espírito de Deus que ressuscitou Jesus dos mortos (cf. Rm 8, 11). Este dom gratuito deve ser reavivado sempre em cada um de nós e a Quaresma oferece-nos um percurso análogo ao catecumenato, que para os cristãos da Igreja antiga, assim como também para os catecúmenos de hoje, é uma escola insubstituível de fé e de vida cristã: deveras eles vivem o Baptismo como um acto decisivo para toda a sua existência.

2. Para empreender seriamente o caminho rumo à Páscoa e nos prepararmos para celebrar a Ressurreição do Senhor – a festa mais jubilosa e solene de todo o Ano litúrgico – o que pode haver de mais adequado do que deixar-nos conduzir pela Palavra de Deus? Por isso a Igreja, nos textos evangélicos dos domingos de Quaresma, guia-nos para um encontro particularmente intenso com o Senhor, fazendo-nos repercorrer as etapas do caminho da iniciação cristã: para os catecúmenos, na perspectiva de receber o Sacramento do renascimento, para quem é batizado, em vista de novos e decisivos passos no seguimento de Cristo e na doação total a Ele.

O primeiro domingo do itinerário quaresmal evidencia a nossa condição do homens nesta terra. O combate vitorioso contra as tentações, que dá início à missão de Jesus, é um convite a tomar consciência da própria fragilidade para acolher a Graça que liberta do pecado e infunde nova força em Cristo, caminho, verdade e vida (cf. Ordo Initiationis Christianae Adultorum, n. 25). É uma clara chamada a recordar como a fé cristã implica, a exemplo de Jesus e em união com Ele, uma luta "contra os dominadores deste mundo tenebroso" (Hb 6, 12), no qual o diabo é ativo e não se cansa, nem sequer hoje, de tentar o homem que deseja aproximar-se do Senhor: Cristo disso sai vitorioso, para abrir também o nosso coração à esperança e guiar-nos na vitória às seduções do mal.

O Evangelho da Transfiguração do Senhor põe diante dos nossos olhos a glória de Cristo, que antecipa a ressurreição e que anuncia a divinização do homem. A comunidade cristã toma consciência de ser conduzida, como os apóstolos Pedro, Tiago e João, "em particular, a um alto monte" (Mt 17, 1), para acolher de novo em Cristo, como filhos no Filho, o dom da Graça de Deus: "Este é o Meu Filho muito amado: n’Ele pus todo o Meu enlevo. Escutai-O" (v. 5). É o convite a distanciar-se dos boatos da vida quotidiana para se imergir na presença de Deus: Ele quer transmitir-nos, todos os dias, uma Palavra que penetra nas profundezas do nosso espírito, onde discerne o bem e o mal (cf. Hb 4, 12) e reforça a vontade de seguir o Senhor.

O pedido de Jesus à Samaritana: "Dá-Me de beber" (Jo 4, 7), que é proposto na liturgia do terceiro domingo, exprime a paixão de Deus por todos os homens e quer suscitar no nosso coração o desejo do dom da "água a jorrar para a vida eterna" (v. 14): é o dom do espírito Santo, que faz dos cristãos "verdadeiros adoradores" capazes de rezar ao Pai "em espírito e verdade" (v. 23). Só esta água pode extinguir a nossa sede do bem, da verdade e da beleza! Só esta água, que nos foi doada pelo Filho, irriga os desertos da alma inquieta e insatisfeita, "enquanto não repousar em Deus", segundo as célebres palavras de Santo Agostinho.

O domingo do cego de nascença apresenta Cristo como luz do mundo. O Evangelho interpela cada um de nós: "Tu crês no Filho do Homem?". "Creio, Senhor" (Jo 9, 35.38), afirma com alegria o cego de nascença, fazendo-se voz de todos os crentes. O milagre da cura é o sinal que Cristo, juntamente com a vista, quer abrir o nosso olhar interior, para que a nossa fé se torne cada vez mais profunda e possamos reconhecer n’Ele o nosso único Salvador. Ele ilumina todas as obscuridades da vida e leva o homem a viver como «filho da luz».

Quando, no quinto domingo, nos é proclamada a ressurreição de Lázaro, somos postos diante do último mistério da nossa existência: "Eu sou a ressurreição e a vida... Crês tu isto?" (Jo 11, 25-26). Para a comunidade cristã é o momento de depor com sinceridade, juntamente com Marta, toda a esperança em Jesus de Nazaré: "Sim, Senhor, creio que Tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo" (v. 27). A comunhão com Cristo nesta vida prepara-nos para superar o limite da morte, para viver sem fim n’Ele. A fé na ressurreição dos mortos e a esperança da vida eterna abrem o nosso olhar para o sentido derradeiro da nossa existência: Deus criou o homem para a ressurreição e para a vida, e esta verdade doa a dimensão autêntica e definitiva à história dos homens, à sua existência pessoal e ao seu viver social, à cultura, à política, à economia. Privado da luz da fé todo o universo acaba por se fechar num sepulcro sem futuro, sem esperança.

O percurso quaresmal encontra o seu cumprimento no Tríduo Pascal, particularmente na Grande Vigília na Noite Santa: renovando as promessas batismais, reafirmamos que Cristo é o Senhor da nossa vida, daquela vida que Deus nos comunicou quando renascemos "da água e do Espírito Santo", e reconfirmamos o nosso firme compromisso em corresponder à acção da Graça para sermos seus discípulos.

3. O nosso imergir-nos na morte e ressurreição de Cristo através do Sacramento do Baptismo, estimula-nos todos os dias a libertar o nosso coração das coisas materiais, de um vínculo egoísta com a "terra", que nos empobrece e nos impede de estar disponíveis e abertos a Deus e ao próximo. Em Cristo, Deus revelou-se como Amor (cf 1 Jo 4, 7-10). A Cruz de Cristo, a "palavra da Cruz" manifesta o poder salvífico de Deus (cf. 1 Cor 1, 18), que se doa para elevar o homem e dar-lhe a salvação: amor na sua forma mais radical (cf. Enc. Deus caritas est, 12). Através das práticas tradicionais do jejum, da esmola e da oração, expressões do empenho de conversão, a Quaresma educa para viver de modo cada vez mais radical o amor de Cristo. O Jejum, que pode ter diversas motivações, adquire para o cristão um significado profundamente religioso: tornando mais pobre a nossa mesa aprendemos a superar o egoísmo para viver na lógica da doação e do amor; suportando as privações de algumas coisas – e não só do supérfluo – aprendemos a desviar o olhar do nosso "eu", para descobrir Alguém ao nosso lado e reconhecer Deus nos rostos de tantos irmãos nossos. Para o cristão o jejum nada tem de intimista, mas abre em maior medida para Deus e para as necessidades dos homens, e faz com que o amor a Deus seja também amor ao próximo (cf. Mc 12, 31).

No nosso caminho encontramo-nos perante a tentação do ter, da avidez do dinheiro, que insidia a primazia de Deus na nossa vida. A cupidez da posse provoca violência, prevaricação e morte: por isso a Igreja, especialmente no tempo quaresmal, convida à prática da esmola, ou seja, à capacidade de partilha. A idolatria dos bens, ao contrário, não só afasta do outro, mas despoja o homem, torna-o infeliz, engana-o, ilude-o sem realizar aquilo que promete, porque coloca as coisas materiais no lugar de Deus, única fonte da vida. Como compreender a bondade paterna de Deus se o coração está cheio de si e dos próprios projectos, com os quais nos iludimos de poder garantir o futuro? A tentação é a de pensar, como o rico da parábola: "Alma, tens muitos bens em depósito para muitos anos...". "Insensato! Nesta mesma noite, pedir-te-ão a tua alma..." (Lc 12, 19-20). A prática da esmola é uma chamada à primazia de Deus e à atenção para com o próximo, para redescobrir o nosso Pai bom e receber a sua misericórdia.

Em todo o período quaresmal, a Igreja oferece-nos com particular abundância a Palavra de Deus. Meditando-a e interiorizando-a para a viver quotidianamente, aprendemos uma forma preciosa e insubstituível de oração, porque a escuta atenta de Deus, que continua a falar ao nosso coração, alimenta o caminho de fé que iniciámos no dia do Baptismo. A oração permite-nos também adquirir uma nova concepção do tempo: de facto, sem a perspectiva da eternidade e da transcendência ele cadencia simplesmente os nossos passos rumo a um horizonte que não tem futuro. Ao contrário, na oração encontramos tempo para Deus, para conhecer que "as suas palavras não passarão" (cf. Mc 13, 31), para entrar naquela comunhão íntima com Ele "que ninguém nos poderá tirar" (cf. Jo 16, 22) e que nos abre à esperança que não desilude, à vida eterna.

Em síntese, o itinerário quaresmal, no qual somos convidados a contemplar o Mistério da Cruz, é "fazer-se conformes com a morte de Cristo" (Fl 3, 10), para realizar uma conversão profunda da nossa vida: deixar-se transformar pela acção do Espírito Santo, como São Paulo no caminho de Damasco; orientar com decisão a nossa existência segundo a vontade de Deus; libertar-nos do nosso egoísmo, superando o instinto de domínio sobre os outros e abrindo-nos à caridade de Cristo. O período quaresmal é momento favorável para reconhecer a nossa debilidade, acolher, com uma sincera revisão de vida, a Graça renovadora do Sacramento da Penitência e caminhar com decisão para Cristo.

Queridos irmãos e irmãs, mediante o encontro pessoal com o nosso Redentor e através do jejum, da esmola e da oração, o caminho de conversão rumo à Páscoa leva-nos a redescobrir o nosso Baptismo. Renovemos nesta Quaresma o acolhimento da Graça que Deus nos concedeu naquele momento, para que ilumine e guie todas as nossas ações. Tudo o que o Sacramento significa e realiza, somos chamados a vivê-lo todos os dias num seguimento de Cristo cada vez mais generoso e autêntico. Neste nosso itinerário, confiemo-nos à Virgem Maria, que gerou o Verbo de Deus na fé e na carne, para nos imergir como ela na morte e ressurreição do seu Filho Jesus e ter a vida eterna.

Vaticano, 4 de Novembro de 2010

BENEDICTUS PP XVI

© Copyright 2010 - Libreria Editrice Vaticana

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Cadeira de S.Pedro Apóstolo

Cátedra de São Pedro

A Liturgia latina celebra, neste dia 22 de fevereiro, a Festa da “Cátedra” de São Pedro. Trata-se de uma tradição muito antiga, testemunhada em Roma desde os finais do século IV, que dá graças a Deus pela missão confiada ao apóstolo Pedro e a seus sucessores. Na basílica de São Pedro, em Roma, encontra-se o monumento à “cátedra” do apóstolo, obra do escultor italiano Gian Lorenzo Bernini, executada em forma de grande trono de bronze, sustentada pelas estátuas de quatro doutores da Igreja, dois do Ocidente, Santo Agostinho e Santo Ambrósio, e dois do oriente, São João Crisóstomo e Santo Atanásio.

Mas por que é celebrada a “cátedra” de Pedro? A ela a tradição da Igreja atribui um forte significado espiritual e reconhece um sinal privilegiado do amor de Deus, Pastor bom e eterno, que quer reunir toda sua Igreja e guiá-la pelo caminho da salvação.

A “cátedra” literalmente quer dizer a sede fixa do bispo, localizada na Igreja mãe de uma diocese que, por este motivo, é chamada “catedral”. Ela simboliza a autoridade do bispo e, em particular, de seu “magistério”, ou seja, do ensinamento evangélico que ele, enquanto sucessor dos apóstolos, está chamado a transmitir à comunidade cristã.

Qual foi, então, a “cátedra” de São Pedro? Ele, escolhido por Cristo como “rocha” sobre a qual a Igreja seria edificada (cf. Mateus 6, 18), começou seu ministério em Jerusalém, depois da ascensão do Senhor e de Pentecostes. A primeira “sede” da Igreja foi o Cenáculo, em Jerusalém. É provável que naquela sala, onde também Maria, a Mãe de Jesus, rezou junto aos discípulos, se reservasse um posto especial a Simão Pedro.

Em seguida, a sede de Pedro foi Antioquia, cidade situada no rio Oronte, na Síria, hoje Turquia. Naqueles tempos era a terceira cidade do Império Romano depois de Roma e de Alexandria do Egito. Daquela cidade, evangelizada por Barnabé e Paulo, onde “pela primeira vez os discípulos receberam o nome de “cristãos” (Atos 11, 26), Pedro foi o primeiro bispo da Igreja.

Depois, a Providência levou Pedro a Roma. Portanto, encontramo-nos com o caminho que vai de Jerusalém (Igreja nascente) a Antioquia (primeiro centro da Igreja, que agrupava pagãos) e também unida à Igreja proveniente dos judeus. Depois, Pedro dirigiu-se a Roma, centro do Império, onde concluiu com o martírio sua carreira ao serviço do Evangelho.

Por esse motivo, a sede de Roma, que havia recebido a maior honra, recebeu também a tarefa confiada por Cristo a Pedro: estar a serviço de todas as Igrejas particulares para a edificação e a unidade de todo o Povo de Deus. A sede de Roma, depois dessas migrações de São Pedro, foi reconhecida como a do sucessor de Pedro, e a “cátedra” de seu bispo representou a do apóstolo encarregado por Cristo de apascentar todo seu rebanho. A cátedra do bispo de Roma representa, portanto, não só seu serviço à comunidade romana, mas também sua missão de guia de todo o Povo de Deus.

Por: Pe. Anderson Marçal em Canção Nova

Festa da Cátedra de Pedro

A festa da Cátedra de São Pedro em Roma é muito antiga. No século VI, porém desapareceu do calendário romano, provavelmente por cair na quaresma. Reapareceu, então, na Gália em duas datas, 18 de Janeiro, e 22 de Fevereiro, celebrando-se na primeira, a cadeira de pedro em Roma, e na segunda em Antioquia. Foi deste modo que a Igreja universal celebrou as duas festas durante muito tempo, até que em 1960, com a reforma nas rubricas, passou a ser comemorada só HOJE.

Festejar a Cátedra de Pedro, é venerar, na pessoa de Pedro, os desígnios providenciais de Deus, que o escolheu para chefe dos Apóstolos e primeiro pastor da sua Igreja. Todos os papas, bispos de Roma e seus sucessores de Pedro, são como ele foi, chefes da Igreja única e verdadeira, fundada por Nosso Senhor. Os sucessores de Pedro, tem a missão de transmitir a doutrina do Salvador, e de nos conduzir em seu nome.

"Santa Igreja, Romana, Católica

Una, excelsa, divina, imortal

Que conservas a fé apostólica

E as promessas da vida eternal!


Nós te amamos! Nós somos teus filhos!

Em teu seio queremos viver,

E, da luz que nos dás entre os brilhos,

Nos teus braços maternos morrer!


Sobre a rocha de Pedro invencível

Tu abranges a terra e os céus;

Na doutrina de Cristo infalível

Tua força, é a força de Deus!" (trecho do Hino a Santa Igreja Católica)

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Sacerdotes santos e entregues a Deus pede o Papa

De: ACI Digital

Ao receber esta manhã a comunidade do Pontifício Colégio Filipino em Roma pela ocasião do seu 50º aniversário, o Papa Bento XVI assinalou que os sacerdotes devem entregar-se por completo a Deus em seu caminho para a santidade.


Em seu discurso em inglês, o Santo Padre elogiou o trabalho desta instituição em Roma e animou os presentes a "crescerem em fé, a obterem a excelência nos estudos, e a tomarem toda oportunidade para alcançar a maturidade espiritual e teológica, para que estejam bem preparados e treinados, com o coração firme para o que for que os aguarda no futuro".

"Como bem sabem, uma formação sacerdotal completa inclui não apenas o acadêmico: acima do componente intelectual, os estudantes do Colégio Filipino são formados espiritualmente através da história vivente da Igreja em Roma e o brilhante exemplo de seus mártires, cujo sacrifício os configura perfeitamente à pessoa do próprio Cristo".

O Papa expressou sua confiança em que "cada um de vocês se verá inspirado por sua união com o mistério de Cristo e abraçará o chamado de Deus à santidade que exige de vocês como sacerdotes nada menos que a completa entrega do dom de suas vidas e trabalhos a Deus".

"Ao fazê-lo em companhia de outros jovens seminaristas e sacerdotes reunidos aqui de distintos lugares do mundo, voltarão para casa, como seus predecessores, com um sentido agradecido e permanente da história da Igreja em Roma, de suas raízes no mistério pascal de Cristo e de sua maravilhosa universalidade".

Bento XVI pediu logo que não se descuide o trabalho pastoral em Roma, cuidando de gerar "um saudável balanço entre as preocupações pastorais locais e os requerimentos acadêmicos de sua estadia aqui, para o benefício de todos".

Antes de terminar animou os alunos a "não esquecerem o afeto do Papa por vocês e sua pátria. Eu vos exorto a retornar às Filipinas com um inquebrável afeto pelo Sucessor do Pedro e com o desejo de fortalecer e manter a comunhão que une à Igreja em caridade a seu redor".

"Desta forma, ao completar seus estudos, certamente serão levedura do Evangelho da vida em sua amada nação", concluiu.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

APELO AO SANTO PADRE, QUANTO À INSTRUÇÃO DE APLICAÇÃO DO SUMMORUM PONTIFICUM

Santíssimo Padre, nós, os abaixo assinados:


1. Expressamos nossa profunda gratidão a Vossa Santidade por seu exemplo litúrgico pessoal para a Igreja Católica. Vossa Santidade é um verdadeiro homo liturgicus, cujo amor pela Sagrada Liturgia é uma inspiração; este ensina-nos mais claramente que meras palavras a centralidade da liturgia na vida da Igreja.

2. Agradecemos a Vossa Santidade pelo presente concedido à Igreja com o seu motu proprio Summorum Pontificum, de 2007. Desde 2007, ele nos tem dado muitos frutos, inclusive uma maior unidade na Igreja de Cristo e um enriquecimento generalizado da vida litúrgica da Igreja.
3. Assinalamos com tristeza a contínua e real oposição à implementação de Summorum Pontificum em muitas dioceses e da parte de numerosos membros da hierarquia, assim como o sofrimento e a angústia que esse comportamento continua a causar a muitos fiéis o o obstáculo que essa oposição constitui para a reconciliação dentro da Igreja.

4. Notamos com ansiedade os sinais aparentes de que uma vindoura Instrução para a aplicação de Summorum Pontificum possa, de algum modo, diminuir o que Vossa Santidade estabeleceu juridicamente naquele motu proprio e aquela aplicação ampla e de espírito generoso tão bem explicada por Vossa Santidade na carta que o acompanhou: "Abramos generosamente o nosso coração e deixemos entrar tudo aquilo a que a própria fé dá espaço".

5. Expressamos nossa profunda preocupação de que quaisquer medidas restritivas causariam escândalo, desunião e sofrimento na Igreja e frustrariam a reconciliação que Vossa Santidade tão fortemente deseja, assim como poderiam impedir uma maior renovação litúrgica e um desenvolvimento em continuidade com a Tradição, que já é um fruto tão grande do seu pontificado.

6. Manifestamos a nossa esperança, o nosso desejo e o nosso urgente apelo para que o bem iniciado pessoalmente por Vossa Santidade por meio de Summorum Pontificum não seja menoscabado por essas restrições.

7. Voltamo-nos a Vossa Santidade, com confiança filial, e como filhos e filhas obedientes, Santíssimo Padre, e lhe pedimos que considere urgentemente as nossas preocupações, e intervenha se assim o julgar necessário.


8. Asseguramos a Vossa Santidade nossas preces contínuas, nossa profunda afeição e nossa lealdade.

Para assinar clique aqui

Nota: Favor desconsiderar a página de doação que surge ao se assinar o documento.
Feche-a, pois o seu voto já terá sido computado e Motu Proprio Appeal não recebe nem deseja qualquer doação. Obrigado. 

Ave Regina


Ave, Regina caelorum,
Ave, Domina Angelorum:
Salve, radix, salve, porta
Ex qua mundo lux est orta:

Gaude, Virgo gloriosa,
Super omnes speciosa,
Vale, o valde decora,
Et pro nobis Christum exora.

Oferecimento quotidiano da Santa Missa



Ó meu Jesus, renovo a intenção de participar dos preciosos frutos de todas as Santas Missas que hoje forem celebradas no mundo inteiro.

Eu vo-las ofereço em união com o Vosso Sagrado Coração, pedindo-Vos que, por intermédio do Coração Imaculado de Maria, se reserve de cada Santo Sacrifício uma gota do Vosso precioso Sangue para apagar meus pecados e as penas merecidas.

Suplico-Vos também que, por meio destas Santas Missas, as almas do purgatório sejam aliviadas, os pecadores se convertam e os agonizantes alcancem a Vossa misericórdia, as crianças pagãs, em perigo de morte, recebam a graça do Santo Batismo e os jovens conservem intacto o lírio de sua pureza.

Ó meu Jesus, peço-Vos ainda que concedais a Vossa divina Luz e o conhecimento de Vossa Santa Vontade às almas juvenis, vacilantes na escolha de sua vocação e que, finalmente, jamais seja praticado o pecado mortal, dor tão cruciante para o Vosso Coração Sagrado. Assim seja, amém!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Tempo Litúrgico da Septuagésima

O tempo da Septuagésima é um marco litúrgico introduzido no calendário católico da forma extraordinária de rito romano, que corresponde a um período de quase 70 dias que precede a Páscoa (de fato, nove semanas, ou seja, 63 dias). Sucede ao tempo litúrgico do Natal, e precede a Quaresma. Marca o início do Ciclo da Páscoa.

O domingo da Septuagésima pode ser de 18 de janeiro a 22 de fevereiro. A cor litúrgica deste domingo é o roxo. A reforma litúrgica do Concílio Vaticano II suprimiu o tempo de Septuagésima e integrou-o no tempo comum que se segue à Epifania. Encontra-se portanto suprimido na forma ordinária do rito romano. Nesta, o Domingo de Septuagésima deu lugar a um domingo do tempo ordinário


Notas Litúrgicas para a Septuagésima e Quaresma

Tempo da Septuagésima e da Quaresma

1) No Ofício: omite-se totalmente o Aleluia, que é substituído por Laus tibi Domine no fim do Deus in adiutorium.

2) No ofício do Tempo: omite-se o Te Deum; reza-se o 2° esquema de Laudes.

  •  Ofício dominical: antífonas próprias em Laudes e nas horas (não em Vésperas).
  • Ofício ferial: só a antif. do Magnificat é própria.
3) Na Missa:
  • Substitui-se o Aleluia pelo Tractus nas missas dos domingos e festas, como também nas votivas. Porém, quando se celebra a missa do domingo durante a semana, o Aleluia é simplesmente omitido.
  • Nas missas do tempo omite-se o Gloria.
  • Não se diz mais o Benedicamus Domino, mas sim Ite Missa est.
4) Durante todo o Tempo da Septuagésima:
  •  pode-se tocar unicamente o órgão, ficando proibido o uso de outros instrumentos.
  • Pode-se ornar os altares com flores.
Notas retiradas de: Ordo 2011 da Admin. Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

Cardeal Ranjith toma posse de sua igreja Titular




Liturgia e Beleza


“A liturgia não é um show, um espetáculo que necessite de diretores geniais e de atores de talento. A liturgia não vive de surpresas simpáticas, de invenções cativantes, mas de repetições solenes. Não deve exprimir a atualidade e o seu efêmero, mas o mistério do Sagrado. Muitos pensaram e disseram que a liturgia deve ser feita por toda comunidade para ser realmente sua. É um modo de ver que levou a avaliar o seu sucesso em termos de eficácia espetacular, de entretenimento. Desse modo, porém , terminou por dispersar o propium litúrgico que não deriva daquilo que nós fazemos, mas, do fato que acontece. Algo que nós todos juntos não podemos, de modo algum, fazer. Na liturgia age uma força, um poder que nem mesmo a Igreja inteira pode atribuir-se : o que nela se manifesta e o absolutamente Outro que, através da comunidade chega até nós. Isto é, surgiu a impressão de que só haveria uma participação ativa onde houvesse uma atividade externa verificável : discursos, palavras, cantos, homilias, leituras, apertos de mão… Mas ficou no esquecimento que o Concílio inclui na actuosa participatio também o silêncio, que permite uma participação realmente profunda, pessoal, possibilitando a escuta interior da Palavra do Senhor. Ora desse silêncio, em certos ritos, não sobrou nenhum vestígio”.

Papa Bento XVI

***
Não ame pela beleza, pois um dia ela acaba. Não ame por admiracão, pois um dia você se decepciona. Ame apenas, pois o tempo nunca pode acabar com um amor sem explicacao.

O senhor não daria banho em um leproso nem por um milhão de dólares? Nem eu. Somente por amor se pode dar banho em um leproso.

O que eu faço, é uma gota no meio de um oceano. Mas sem ela, o oceano será menor.

Madre Teresa de Calcutá

De: Toca de Assis

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Oração para Santa Missa


Que felicidade, para mim, poder assistir neste momento a Santa Missa! Eu vos agradeço, ó Senhor , com toda a minha alma.

Ó Senhor, dai-me a graça de aproveitar tão grande graça. Ergue-te, minha alma, acorda-te, e põe-te de boa vontade. Expulsa de ti outros pensamentos, recolhe-te em ti mesma e ouve a voz de Deus que te chama.
De uma Missa, ouvida com mais devoção, pode depender tua salvação. Ó Maria Santíssima, São José, meu Anjo da Guarda, obtende-me a graça de assistir esta Missa com fé e devoção.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A sabedoria e a visão de Leão XIII

Fonte: Zenit

Angela Pellicciari explica o magistério do Papa de Carpineto Romano


Bento XVI nutre grande admiração pelo Papa Leão XIII. Por ocasião da visita de 5 de setembro de 2010 a Carpineto Romano, cidadezinha natal de Gioacchino Pecci, ele explicou que Leão XIII conseguiu difundir uma mensagem que "conjuga fé e vida, verdade e realidade concreta".


"O Papa Leão XIII", destacou Bento XVI, "com a assistência do Espírito Santo, foi capaz de fazer isso num período histórico dos mais difíceis para a Igreja, permanecendo fiel à tradição e, ao mesmo tempo, encarando as grandes questões abertas".

De fato, apesar dos ataques contínuos e ferozes contra a Igreja, Leão XIII (1878-1903) conseguiu difundir um magistério sábio e cheio de visão.
Bento XVI fala do magistério de Leão XIII como o de "uma Igreja capaz de encarar sem complexos as grandes questões da contemporaneidade".

Para facilitar o conhecimento e aprofundar as verdades do magistério de Leão XIII, a historiadora Angela Pellicciari publicou "Leão XIII em pílulas" (Fé & Cultura).

ZENIT entrevistou a autora.

ZENIT: O Papa Leão XIII é conhecido especialmente pela contribuição à Doutrina Social. Mas você afirma que a contribuição dele ao magistério de Pedro é muito mais vasta. Pode nos explicar o seu ponto de vista?

Pellicciari: Eu acho que, depois de Pio IX (1846-78) ter sido caluniado e ridicularizado, não podia acontecer a mesma coisa com Leão XIII (1878-1903). Era preciso contrapor o visionário, moderno e sábio Leão XIII ao obtuso e incapaz Pio IX. Então se enfatizou deliberadamente a Rerum novarum, esquecendo-se que esta encíclica só faz sentido num contexto de fé e cultura muito mais vasto.

ZENIT: Leão XIII viveu num período em que a Igreja foi duramente criticada e atacada pelo liberalismo, pela maçonaria e pelo socialismo. Você pode nos explicar como o Pontífice reagiu?

Pellicciari: Dizendo a verdade, assim como Pio IX. Recordando que o catolicismo liberal difunde mentiras na tentativa de dividir a Igreja e anular as suas defesas; reiterando que o poder temporal é essencial ao Papa para desenvolver a sua missão espiritual; sublinhando para nós, italianos, que muitas "glórias" da nossa história são fruto da presença do papado em Roma e da fé da população; nos pondo em guarda contra a apostasia que inevitavelmente nos leva à ruína.

ZENIT: O pontificado de Leão XIII é vastíssimo na produção de escritos. Com que critério você selecionou as ‘pílulas' publicadas no livro?

Pellicciari: Numa encíclica belíssima, a Saepenumero considerantes, Leão XIII descreve no que a ciência histórica se transformou: numa "conjura contra a verdade". Os liberais maçons se apropriam do patrimônio do povo cristão e, para dar uma tingida de justiça à sua sede de poder e de riqueza, apelam para a suposta escravidão à qual a Itália católica teria sido reduzida pela Revelação e pelo Magistério. Eles reescrevem a história se baseando na falsidade sistematicamente divulgada na escola, na universidade, em livros e jornais. Depois de tantas décadas, nós somos os herdeiros daquela conjura: só sabemos o que a propaganda nos contou. Eu procurei ressaltar muitos fatos que tínhamos esquecido.

ZENIT: Você afirma que o pontificado de Leão XIII é muito parecido com o de Bento XVI. Pode explicar o motivo?


Pellicciari: Por causa da grande lucidez e simplicidade, da grande sabedoria com que eles analisam e descrevem a realidade cultural da sua respectiva época. E também pela defesa de Roma e da sua história, e isso os dois fazem com muita coragem.

ZENIT: Que ensinamentos Leão XIII nos transmite?


Pellicciari: Eu considero um de grandíssimo interesse: na Humanum genus, a encíclica mais completa sobre e contra a maçonaria, o papa Pecci afirma que os maçons confiam a alguns "irmãos" a tarefa de propagandear em meio à população uma "licença desenfreada". Para governar, para comandar as pessoas sem elas se darem conta, é preciso torná-las escravas das suas paixões. Só transformando os homens em marionetes, só privando-os da vontade com a desculpa da liberdade, se consegue "subjugá-los" e "incliná-los a obedecer". É uma lição de enorme atualidade, que nos ajuda a entender as razões do ataque à moral natural (e também à razão), perpetrado nas últimas décadas.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...