Asia Bibi, a cristã paquistanesa condenada à morte por blasfêmia e hoje em uma penitenciária, nos últimos dias contraiu uma doença exantemática, que provoca erupções cutâneas por todo o corpo (pensa-se em varicela), enquanto ainda não está claro quem foi capaz de infectá-la. Provavelmente porque a sujeira é predominante em sua cela, nas suas roupas. O fato é que a doença enfraquece ainda mais o seu corpo, já débil e provado por meses de prisão na solitária.
A Fundação Masihi, através da agência de notícias Fides, lançou um apelo: “Agora, mais do que nunca, é urgente uma intervenção médica. Estamos tentando organizar com as autoridades da prisão, a visita de um especialista de confiança. Realmente tememos por sua saúde, que possa ficar gravemente doente e morrer na prisão”. Asia, segundo os seus advogados, deveria neste momento interromper o jejum da Quaresma, que está realizando, enquanto seu corpo já está muito debilitado.
“Ela reza muito e faz jejum, oferecendo a Deus o seu sofrimento. Mas esperamos que a visita dos médicos possa convencê-la a retomar a alimentação. Deve fazê-lo para o seu bem e de sua saúde”, disse à agência Fides, Haroon Masih, diretor da Fundação Masihi, que se ocupa da sua assistência jurídica e material.
Entretanto, no mundo se multiplicam as comunidades que rezam por Asia Bibi e pela sua libertação. Um convento de religiosas de clausura de Toledo (Espanha), as Concepcionistas franciscanas (ordem fundada pela Santa Beatriz da Silva), começou uma campanha de oração. Irmã Maria Imaculada, abadessa do mosteiro, escreveu uma mensagem à Agência Fides: “Estamos acompanhando o caso de Ásia e estamos rezando por ela e sua família, mas também para todos aqueles que morreram para defendê-la. Estamos felizes que também o Santo Padre tenha se interessado à sua causa. Rezamos para que o Senhor conceda a graça para a Ásia de poder encontrá-lo. Rezamos a Deus com todo o coração para que um dia possa abraçar novamente a sua família”.
Fonte: Rádio Vaticano
sábado, 9 de abril de 2011
Por que cobrimos as imagens no fim da Quaresma?
Postado por
Caio Vinícius
O padre-blogueiro John Zuhlsdorf, conhecido como “padre Z”, é um favorito de muitos membros da equipe do Salvem a Liturgia!. No dia 29 de março de 2009, 5º domingo da Quaresma (no calendário litúrgico atual) e 1º domingo da Paixão (no calendário tridentino), ele colocou em seu blog o seguinte texto, que vai aqui traduzido:
No Missale Romanum de 1962, na forma extraordinária do Rito Romano, este é o primeiro Domingo da Paixão. No Novus Ordo também chamamos o Domingo de Ramos de “Domingo da Paixão”. Hoje é o início do “Tempo da Paixão”. É conhecido como o Domingo Iudica, da primeira palavra do Intróito da Missa, do Salmo 42 (41).
Perdemos coisas durante a Quaresma. Estamos sendo podados através da liturgia. A Santa Igreja experimenta morte litúrgica antes da festa da Ressurreição. O Aleluia cessa na Septuagésima. Música e flores são abandonadas na Quarta-Feira de Cinzas. Hoje, estátuas e imagens são envolvidas com um véu roxo. Por isso é que hoje é às vezes chamado Domingo Repus, de repositus analogus to absconditus ou “escondido”, porque esse é o dia em que cruzes e outras imagens nas igrejas são cobertas. O Ordo universal da Igreja publicado pela Santa Sé tem uma indicação de que as imagens podem ser cobertas a partir deste domingo, o 5º da Quaresma. Tradicionalmente as cruzes podem estar cobertas até o fim da celebração da Paixão do Senhor na Sexta-Feira Santa e as imagens, tais como estátuas, podem continuar cobertas até o início da Vigília Pascal. Em minha paróquia natal de Santa Inês em St. Paul, Minnesota, a grande estátua da Pietá está apropriadamente descoberta durante a função litúrgica da Sexta-Feira Santa.
Também, como parte da poda, a partir de hoje no rito antigo da Missa, o salmo “Iudica nas preces ao pé do altar e o “Glória ao Pai” no fim de certas orações não foi mais recitado.
A poda se faz mais profunda conforme avançamos pelo Tríduo. Depois da Missa da Quinta-Feira Santa o Santíssimo é removido do altar principal, que fica nu (a toalha é removida) e sinos são substituídos por matracas de madeira. Na Sexta-Feira Santa não há sequer Missa. No início da Vigília somos privados até de luz! É como se a Igreja mesma estivesse completamente morta com o Senhor em sua tumba. Essa morte litúrgica da Igreja revela como Cristo se esvaziou completamente de Sua glória para nos salvar de nossos pecados e nos ensinar quem somos.
Na vigília da Páscoa, a Igreja então ressurge gloriosa para a vida. Nos tempos antigos, a vigília era celebrada tarde da noite. Na escuridão, uma simples centelha era espalhada pelas chamas. As chamas espalhavam-se por toda a Igreja.
Se pudermos nos conectar de coração e mente com a liturgia da Igreja, na qual esses sagrados mistérios são reapresentados, por nossa receptividade ativa nos tornaremos participantes nos mistérios salvíficos da vida, morte e ressurreição de Cristo. Para iniciar essa receptividade devemos ser membros batizados da Igreja e estar em estado de graça.
No Missale Romanum de 1962, na forma extraordinária do Rito Romano, este é o primeiro Domingo da Paixão. No Novus Ordo também chamamos o Domingo de Ramos de “Domingo da Paixão”. Hoje é o início do “Tempo da Paixão”. É conhecido como o Domingo Iudica, da primeira palavra do Intróito da Missa, do Salmo 42 (41).
Perdemos coisas durante a Quaresma. Estamos sendo podados através da liturgia. A Santa Igreja experimenta morte litúrgica antes da festa da Ressurreição. O Aleluia cessa na Septuagésima. Música e flores são abandonadas na Quarta-Feira de Cinzas. Hoje, estátuas e imagens são envolvidas com um véu roxo. Por isso é que hoje é às vezes chamado Domingo Repus, de repositus analogus to absconditus ou “escondido”, porque esse é o dia em que cruzes e outras imagens nas igrejas são cobertas. O Ordo universal da Igreja publicado pela Santa Sé tem uma indicação de que as imagens podem ser cobertas a partir deste domingo, o 5º da Quaresma. Tradicionalmente as cruzes podem estar cobertas até o fim da celebração da Paixão do Senhor na Sexta-Feira Santa e as imagens, tais como estátuas, podem continuar cobertas até o início da Vigília Pascal. Em minha paróquia natal de Santa Inês em St. Paul, Minnesota, a grande estátua da Pietá está apropriadamente descoberta durante a função litúrgica da Sexta-Feira Santa.
Também, como parte da poda, a partir de hoje no rito antigo da Missa, o salmo “Iudica nas preces ao pé do altar e o “Glória ao Pai” no fim de certas orações não foi mais recitado.
A poda se faz mais profunda conforme avançamos pelo Tríduo. Depois da Missa da Quinta-Feira Santa o Santíssimo é removido do altar principal, que fica nu (a toalha é removida) e sinos são substituídos por matracas de madeira. Na Sexta-Feira Santa não há sequer Missa. No início da Vigília somos privados até de luz! É como se a Igreja mesma estivesse completamente morta com o Senhor em sua tumba. Essa morte litúrgica da Igreja revela como Cristo se esvaziou completamente de Sua glória para nos salvar de nossos pecados e nos ensinar quem somos.
Na vigília da Páscoa, a Igreja então ressurge gloriosa para a vida. Nos tempos antigos, a vigília era celebrada tarde da noite. Na escuridão, uma simples centelha era espalhada pelas chamas. As chamas espalhavam-se por toda a Igreja.
Se pudermos nos conectar de coração e mente com a liturgia da Igreja, na qual esses sagrados mistérios são reapresentados, por nossa receptividade ativa nos tornaremos participantes nos mistérios salvíficos da vida, morte e ressurreição de Cristo. Para iniciar essa receptividade devemos ser membros batizados da Igreja e estar em estado de graça.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Papa expressa solidariedade às vítimas do atentado no Rio
Postado por
Caio Vinícius
Fonte: Zenit
O Papa enviou nesta sexta-feira uma mensagem ao arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, em que afirma estar “profundamente consternado” pelo atentado desta quinta-feira em uma escola da zona oeste da cidade. O episódio de violência deixou 12 crianças mortas e outras 12 feridas, quando um atirador abriu fogo contra alunos e depois se matou.
“Profundamente consternado pelo dramático atentado realizado contra crianças indefesas em um colégio municipal no bairro do Realengo”, o Papa assegura “sua solidariedade e conforto espiritual às famílias que perderam seus filhos e toda a comunidade escolar com votos de pronta recuperação dos feridos”, afirma o telegrama, assinado pelo cardeal Tarcisio Bertone.
O Papa convida “todos os cariocas, diante desta tragédia, a dizer não à violência, que constitui caminho sem futuro, procurando construir uma sociedade fundada sobre a justiça e o respeito pelas pessoas, sobretudo os mais fracos e indefesos”.
“Em nome de Deus para que a esperança não esmoreça nesta hora de prova e faça prevalecer o perdão e o amor sobre o ódio e a vingança, Sua Santidade Papa Bento XVI concede-lhes uma confortadora Bênção Apostólica", encerra o texto.
O Papa enviou nesta sexta-feira uma mensagem ao arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, em que afirma estar “profundamente consternado” pelo atentado desta quinta-feira em uma escola da zona oeste da cidade. O episódio de violência deixou 12 crianças mortas e outras 12 feridas, quando um atirador abriu fogo contra alunos e depois se matou.
“Profundamente consternado pelo dramático atentado realizado contra crianças indefesas em um colégio municipal no bairro do Realengo”, o Papa assegura “sua solidariedade e conforto espiritual às famílias que perderam seus filhos e toda a comunidade escolar com votos de pronta recuperação dos feridos”, afirma o telegrama, assinado pelo cardeal Tarcisio Bertone.
O Papa convida “todos os cariocas, diante desta tragédia, a dizer não à violência, que constitui caminho sem futuro, procurando construir uma sociedade fundada sobre a justiça e o respeito pelas pessoas, sobretudo os mais fracos e indefesos”.
“Em nome de Deus para que a esperança não esmoreça nesta hora de prova e faça prevalecer o perdão e o amor sobre o ódio e a vingança, Sua Santidade Papa Bento XVI concede-lhes uma confortadora Bênção Apostólica", encerra o texto.
terça-feira, 5 de abril de 2011
La belezza en la liturgia, entrevista con Mons. Guido Marini
Postado por
Caio Vinícius
Traducción al español de Secretum Meum Mihi de una entrevista concedida por el Maestro de Ceremonias de las Celebraciones Litúrgicas del Papa, Mons. Guido Marini, al semanario polaco Niedziela.
Wlodzimierz Redzioch habla con el Rev. Mons. Guido Marini, Maestro de Ceremonias del Papa, acerca de los cambios en las celebraciones liturgicas introducidos por Benedicto XVI.
Mons. Guido Marini: Primero, me gustaría resaltar que las celebraciones que preside el Santo Padre deben ser los puntos de referencia para toda la Iglesia. El Papa es el sacerdote superior, el que ofrece el sacrificio de la Iglesia, el que muestras la enseñanza litúrgica por medio de las celebraciones, el punto de referencia para todos. Considerando esta explicación es más fácil entender cual debería ser el estilo de colaboración entre el Maestro de Ceremonias papal y el Santo Padre. Uno debe actuar del modo que haga de las liturgias papales las expresiones de su autentica orientación litúrgica. Entonces, el Maestro de Ceremonias del Papa, debe ser siervo humide y fiel de la liturgia de la Iglesia. He entendido desde el mismo comienzo en este sentido mi trabajo en la Oficina de las Celebraciones Litúrgicas del Papa.
Wlodzimierz Redzioch: Todos podemos ver los cambios introducidos por Benedicto XVI a las celebraciones litúrgicas. ¿Cómo podemos sintetizar estos cambios?
Wlodzimierz Redzioch: Celebraciones dirigidas hacia la cruz, la Sagrada Comunión recibida directamente en la boca y de rodillas, momentos más largos de silencio y meditación, estos son los más visibles cambios litúrgicos introducidos por Benedicto XVI. Infortunadamente, muchas personas no entienden los significados teológicos e históricos de estos cambios y lo que es peor, los pueden ver como un ‘regreso al pasado’. ¿Puede brevemente explicar el significado de estos cambios?
Wlodzimierz Redzioch: El Papa dá importancia a los ornamentos litúrgicos. ¿Es un asunto de mero esteticismo?
Mons. Guido Marini: Para entender mejor las ideas del Papa respecto al significado de la belleza como un importante elemento de las celebraciones litúrgicas, me gustaría citar la exhortación apostólica “Sacramentum Caritatis”, ‘La relación entre el misterio creído y celebrado se manifiesta de modo peculiar en el valor teológico y litúrgico de la belleza. En efecto, la liturgia, como también la Revelación cristiana, está vinculada intrínsecamente con la belleza: es veritatis splendor. [...] Este atributo al que nos referimos no es mero esteticismo sino el modo en que nos llega, nos fascina y nos cautiva la verdad del amor de Dios en Cristo, haciéndonos salir de nosotros mismos y atrayéndonos así hacia nuestra verdadera vocación: el amor. La verdadera belleza es el amor de Dios que se ha revelado definitivamente en el Misterio pascual. [...] La belleza de la liturgia es parte de este misterio; es expresión eminente de la gloria de Dios y, en cierto sentido, un asomarse del Cielo sobre la tierra. La belleza, por tanto, no es un elemento decorativo de la acción litúrgica; es más bien un elemento constitutivo, ya que es un atributo de Dios mismo y de su revelación’.
Wlodzimierz Redzioch: Benedicto XVI ha cambiado su férula pastoral, actualmente está usando la férula con forma de cruz. ¿Por qué?
Mons. Guido Marini: Me gustaría recordarle que hasta el pontificado del Papa Paulo VI los Papas no usaron crucifijo en absoluto, en ocasiones especiales llevaban la férula. El Papa Montini, Paulo VI, introdujo una férula con forma de crucifijo. Y así lo hizo Benedicto XVI hasta el Domingo de Pentecostés de 2008. Desde entonces ha estado usando férula porque Él cree que es más adecuada para la liturgia papal.
Wlodzimierz Redzioch: ¿Por qué es tan importante que la Iglesia preserve el uso del latín en la liturgia?
Mons. Guido Marini: Aunque el Concilio Vaticano Segundo introdujo las lenguas nacionales, recomienda el uso del latín en la liturgia. Pienso que es por dos razones que no debemos abandonar el latín. Sobre todo, tenemos una gran herencia litúrgica del latín: desde el canto gregoriano a la polifonía, así como los ‘testi venerandi’ (textos sagrados) que los Cristianos han usado por epocas. Además, el latín nos permite mostrar la catolicidad y la universalidad de la Iglesia. Podemos experimentar esta universalidad en una forma única en la Basílica de San Pedro y durante otra reuniones internacionales cuando hombres y mujeres de todos los continentes, nacionalidades, lenguas, cantan y oran en la misma lengua. ¿Quien no se va a sentir en casa cuando estando en una iglesia del extranjero puede unirse a sus hermanos en la fe, por lo menos en algunas partes, usando el latín?
Wlodzimierz Redzioch: ¿Está Usted de acuerdo que la fe del sacerdote se expresa en un modo especal en la liturgia?
Mons. Guido Marini: No tengo duda de ello. Porque la liturgia es la celebración del misterio de Cristo aquí y ahora, el sacerdote está llamado a expresar su fe de una manera doble. Primero, él debe celebrar con los ojos del que mira más allá de la realidad visible para ‘tocar’ lo que es invisible, i.e. la presencia y la obra de Dios. Es el ‘ars celebrandi’ (arte de la celebración) lo que le permite a los fieles constatar si la liturgia es sólo una presentación, puesta en escena por el sacerdote, o si es una relación vívida y atractiva con el misterio de Cristo. Segundo, después de la celebración el sacerdote está renovado y listo a seguir lo que ha experimentado, i.e. hacer de su vida una celebración del misterio de Cristo.
La belleza en la liturgia
Siempre los vemos parados al lado del Papa; son sus sombras, concentrados en sus movimientos y gestos; lo dirigen, le recuerdan lo que debe hacer; lo ayudan cuando se requiere; discretos e indispensables. Son los maestros de ceremonias papales. La gente reconoce sus caras como reconoce las caras de los Papas mismos. Durante casi todo el pontificado de Juan Pablo II el Maestro de Ceremonias del Papa fue el P. Piero Marini, quien fue nombrado arzobispo en 2003. Él sirvió a Benedicto XVI por casi dos años. En Octubre de 2007 un nuevo Maestro de Ceremonias apareció, por extraña coincidencia él tiene el mismo apellido pero su nombre de pila es Guido. El P. Guido Marini viene de Liguria. Nació en Génova en 1965 Después de sus estudios en el Seminario Mayor de la Arquidiócesis en su ciudad natal, fue ordenado en 1989 por el Cardenal Giovanni Canestri. Continuó su formación en Roma, primero en la Pontificia Universidad Lateranense, en donde recibió su grado doctoral ‘in utroque iure’, y después en la Pontificia Universidad Salesiana, en donde estudió psicología de la comunicación. Luego de regresar a Génova, trabajó como secretario personal y maestro de ceremonias de los arzobispos: Cardenal Giovanni Canestri, Cardenal Dionigi Tettamanzi y Cardenal Tarcisio Bertone. Dá conferencias y cumpe varias funciones en la Curia local. En Octubre de 2007, Benedicto XVI lo nombró, al parecer siguiendo el consejo del Secretario de Estado Vaticano, Cardenal Tarciso Bertone, Maestro de Ceremonias de la Oficina de las Celebraciones Litúrgicas del Papa. Así, el jóven sacerdote fue hecho responsable por la dura tarea de implementar la reforma de las celebraciones litúrgicas con el objetivo de regresar al verdadero espíritu de la liturgia.
Wlodzimierz Redzioch: ¿Cómo es la colaboración entre Benedicto XVI y Su Maestro de Ceremonias?, ¿el Papa lo decide todo?
Mons. Guido Marini: Primero, me gustaría resaltar que las celebraciones que preside el Santo Padre deben ser los puntos de referencia para toda la Iglesia. El Papa es el sacerdote superior, el que ofrece el sacrificio de la Iglesia, el que muestras la enseñanza litúrgica por medio de las celebraciones, el punto de referencia para todos. Considerando esta explicación es más fácil entender cual debería ser el estilo de colaboración entre el Maestro de Ceremonias papal y el Santo Padre. Uno debe actuar del modo que haga de las liturgias papales las expresiones de su autentica orientación litúrgica. Entonces, el Maestro de Ceremonias del Papa, debe ser siervo humide y fiel de la liturgia de la Iglesia. He entendido desde el mismo comienzo en este sentido mi trabajo en la Oficina de las Celebraciones Litúrgicas del Papa.
Wlodzimierz Redzioch: Todos podemos ver los cambios introducidos por Benedicto XVI a las celebraciones litúrgicas. ¿Cómo podemos sintetizar estos cambios?
Mons. Guido Marini: Creo que estos cambios pueden ser sintetizados en la siguiente forma: primero que todo, estos son cambios hechos de acuerdo con la lógica del desarrollo de la continuidad con el pasado. Así que no estamos tratándo con el rompimiento con el pasado y yuxtaponiéndolo con los pontificados anteriores. Segundo, las cambios introducidos sirven para evocar el verdadero espíritu de la liturgia como lo quizo el Concilio Vaticano Segundo, ‘El “sujeto” de la belleza intrínseca de la liturgia es Cristo mismo, resucitado y glorificado en el Espíritu Santo, quien incluye a la Iglesia en su obra’.
Wlodzimierz Redzioch: Celebraciones dirigidas hacia la cruz, la Sagrada Comunión recibida directamente en la boca y de rodillas, momentos más largos de silencio y meditación, estos son los más visibles cambios litúrgicos introducidos por Benedicto XVI. Infortunadamente, muchas personas no entienden los significados teológicos e históricos de estos cambios y lo que es peor, los pueden ver como un ‘regreso al pasado’. ¿Puede brevemente explicar el significado de estos cambios?
Mons. Guido Marini: Para decirle la verdad, nuestra oficina ha recibido muchos testimonios de los fieles, que han recibido favorablemente los cambios introducidos por el Papa, porque ellos los ven como la autentica renovación de la liturgia. En cuanto a la significancia de algunos cambios diré algunas reflexiones sintéticas. Celebrar hacia la cruz reafirma la correcta dirección de la oración liturgica, i.e. hacia Dios; durante las oraciones los fieles no miran a sí mismos sino deben dirigir sus ojos hacia el Salvador. El dar las hostias a las personas mientras se arrodillan, busca dar valor al aspecto de la adoración tanto como elemento fundamental de la celebración y como la actitud necesaria mientras se está frente al misterio de la presencia real de Dios en la Eucaristía. Durante la celebración litúrgica la oración asume varias formas: palabras, cantos, música, gestos y silencio. Por otra parte, los momentos de silencio nos permiten participar verdaderamente en el acto de la adoración, y lo que es más, desde dentro evocar otra forma de oración
Wlodzimierz Redzioch: El Papa dá importancia a los ornamentos litúrgicos. ¿Es un asunto de mero esteticismo?
Mons. Guido Marini: Para entender mejor las ideas del Papa respecto al significado de la belleza como un importante elemento de las celebraciones litúrgicas, me gustaría citar la exhortación apostólica “Sacramentum Caritatis”, ‘La relación entre el misterio creído y celebrado se manifiesta de modo peculiar en el valor teológico y litúrgico de la belleza. En efecto, la liturgia, como también la Revelación cristiana, está vinculada intrínsecamente con la belleza: es veritatis splendor. [...] Este atributo al que nos referimos no es mero esteticismo sino el modo en que nos llega, nos fascina y nos cautiva la verdad del amor de Dios en Cristo, haciéndonos salir de nosotros mismos y atrayéndonos así hacia nuestra verdadera vocación: el amor. La verdadera belleza es el amor de Dios que se ha revelado definitivamente en el Misterio pascual. [...] La belleza de la liturgia es parte de este misterio; es expresión eminente de la gloria de Dios y, en cierto sentido, un asomarse del Cielo sobre la tierra. La belleza, por tanto, no es un elemento decorativo de la acción litúrgica; es más bien un elemento constitutivo, ya que es un atributo de Dios mismo y de su revelación’.Wlodzimierz Redzioch: Benedicto XVI ha cambiado su férula pastoral, actualmente está usando la férula con forma de cruz. ¿Por qué?
Mons. Guido Marini: Me gustaría recordarle que hasta el pontificado del Papa Paulo VI los Papas no usaron crucifijo en absoluto, en ocasiones especiales llevaban la férula. El Papa Montini, Paulo VI, introdujo una férula con forma de crucifijo. Y así lo hizo Benedicto XVI hasta el Domingo de Pentecostés de 2008. Desde entonces ha estado usando férula porque Él cree que es más adecuada para la liturgia papal.
Wlodzimierz Redzioch: ¿Por qué es tan importante que la Iglesia preserve el uso del latín en la liturgia?
Mons. Guido Marini: Aunque el Concilio Vaticano Segundo introdujo las lenguas nacionales, recomienda el uso del latín en la liturgia. Pienso que es por dos razones que no debemos abandonar el latín. Sobre todo, tenemos una gran herencia litúrgica del latín: desde el canto gregoriano a la polifonía, así como los ‘testi venerandi’ (textos sagrados) que los Cristianos han usado por epocas. Además, el latín nos permite mostrar la catolicidad y la universalidad de la Iglesia. Podemos experimentar esta universalidad en una forma única en la Basílica de San Pedro y durante otra reuniones internacionales cuando hombres y mujeres de todos los continentes, nacionalidades, lenguas, cantan y oran en la misma lengua. ¿Quien no se va a sentir en casa cuando estando en una iglesia del extranjero puede unirse a sus hermanos en la fe, por lo menos en algunas partes, usando el latín?
Wlodzimierz Redzioch: ¿Está Usted de acuerdo que la fe del sacerdote se expresa en un modo especal en la liturgia?
Mons. Guido Marini: No tengo duda de ello. Porque la liturgia es la celebración del misterio de Cristo aquí y ahora, el sacerdote está llamado a expresar su fe de una manera doble. Primero, él debe celebrar con los ojos del que mira más allá de la realidad visible para ‘tocar’ lo que es invisible, i.e. la presencia y la obra de Dios. Es el ‘ars celebrandi’ (arte de la celebración) lo que le permite a los fieles constatar si la liturgia es sólo una presentación, puesta en escena por el sacerdote, o si es una relación vívida y atractiva con el misterio de Cristo. Segundo, después de la celebración el sacerdote está renovado y listo a seguir lo que ha experimentado, i.e. hacer de su vida una celebración del misterio de Cristo.
A secularização litúrgica como negação do culto
Postado por
Caio Vinícius
Retirado: Sancta Missa Portugal
Sicuramente la genesi di gran parte del crollo della Liturgia, a cui da decenni stiamo assistendo nella Chiesa, è da rintracciarsi in ciò che Sua Eminenza il Cardinal Raymond Leo Burke ha acutamente evidenziato all’inizio della sua Lectio magistralis: “…un’esasperata attenzione rivolta all’aspetto umano della liturgia…” ovvero la sua secolarizzazione.
Essa si dettaglia in tutti quegli infiniti e variegati tentativi di “adeguamento” tra la fede e il suo linguaggio da una parte e il mondo dall’altra, tra liturgia e mondo. Un mondo, però, che viene sempre più concepito etsi Deus non daretur. E proprio Benedetto XVI ha affermato che “la crisi ecclesiale in cui oggi ci troviamo dipende in gran parte dal culto della liturgia che talvolta viene addirittura concepita etsi Deus non daretur”.
Negli ultimi anni la secolarizzazione è stata analizzata, descritta e definita in molti modi, ma, per quanto ne sappia, nessuna di queste descrizioni ha sottolineato un punto che ritengo sia essenziale e che rivela in effetti meglio di ogni altra cosa la vera natura della secolarizzazione. La secolarizzazione, a mio avviso, è innanzitutto una negazione del culto. Sottolineo: non una negazione dell’esistenza di Dio, o di un qualche tipo di trascendenza e quindi di ogni sorta di religione. Se il secolarismo in termini teologici è un’eresia, si tratta innanzitutto di un’eresia sull’uomo. È la negazione dell’uomo in quanto essere che adora, in quanto homo adorans: colui per il quale l’adorazione è l’atto fondamentale, che allo stesso tempo “colloca” la sua umanità e la compie. È il rifiuto “decisivo” ontologicamente ed epistemologicamente, delle parole, che “sempre, dovunque e per tutti” sono state la vera “epifania” del rapporto dell’uomo con Dio, con il mondo e con sé stesso.
Questa definizione di secolarizzazione ha certamente bisogno di una precisazione. E ovviamente non può essere accettata da coloro che, assai numerosi, oggi, consapevolmente o inconsapevolmente, riducono il cristianesimo in categorie intellettuali (“credenza futura”) o in categorie etico-sociologiche (“servizio cristiano al mondo”), e che quindi pensano debba essere possibile trovare non solo un qualche tipo di adeguamento, ma anche un’armonia profonda tra la nostra “età secolare”, da un lato e il culto, dall’altro. Se i fautori di ciò che fondamentalmente non è altro che l’accettazione cristiana della secolarizzazione sono nel giusto, allora naturalmente tutto il nostro problema è solo quello di trovare o inventare un culto più accettabile, più “rilevante” per la moderna visione del mondo dell’uomo secolarizzato. E tale è, infatti, la direzione presa oggi dalla stragrande maggioranza dei riformatori liturgici.Quello che cercano è un culto le cui forme e contenuti “riflettano” i bisogni e le aspirazioni dell’uomo secolarizzato, o ancor meglio della secolarizzazione stessa. Un aspetto che ha la sua ricaduta in un vasto raggio dalla ritualità, all’arte e alla architettura sacra.
Basti pensare che la “stessa incapacità dell’uomo di oggi di rapportarsi con il mistero” diventa un criterio per realizzare nuovi spazi liturgici (vedi Chiesa di Piano s. Giovanni Rotondo); o si traduce nel tentativo di entrare in dialogo con una certa cultura definita oggi proteiforme: “…l’architettura contemporanea è fluida, cangiante, proteiforme; così come un liquido si adatta al suo contenitore, essa si conforma alla sensibilità dell’artefice. Tutte le modalità di espressione artistica sono strettamente connesse alla soggettività…”- in questi termini si esprime D. Bagliani, docente al politecnico di Torino (opinione riportata in un articolo “Nuove Chiese, progetti da premio” di L. Servadio, in merito ai tre progetti pilota di nuove chiese vincenti alla quinta edizione del concorso Cei, 2009).
Un edificio può mettere in evidenza il silenzio, un altro un certo connubio fra natura e architettura (bioarchitettura), un altro un certo collegamento tra passato e futuro; oppure può adottare semplicemente forme stravaganti: una gemma di roccia poggiata al suolo, con un ingresso che invita ad un senso di protezione, simbologie ricercate e analogie, ecc.
Allo stesso modo questa “incapacità di rapportarsi col mistero” può tradursi nell’adozione nell’ambito dell’arte sacra di un astrattismo proprio dell’arte contemporanea: l’arte nella sua astrattezza e fluidità tenderebbe pertanto ad esprimere “l’inesprimibilità” del sacro e del mistero: “…anche le parole più astratte del Signore quale, via verità e vita, potrebbero essere rivestite di forma e colore…” (vedi T. Verdon in un suo articolo comparso sull’Osservatore Romano del 12 gennaio 2008).
Sono solo alcuni esempi che ci rivelano un assoggettamento della liturgia, e quindi della stessa arte sacra e religiosa in genere, alla capacità di comprensione attuale. Il risultato è un vago spiritualismo, un simbolismo figurativo confuso e astratto, una liturgia intellettualizzata. A chiunque abbia avuto, sia pure una sola volta, la vera esperienza del culto, tutto questo si rivela subito come un semplice surrogato. Egli sa che il culto secolarista è semplicemente incompatibile con il vero culto. Ed è qui, in questo miserabile fallimento liturgico, i cui risultati terribili stiamo solo cominciando a vedere, che il secolarismo rivela il suo ultimo vuoto religioso e, non esiterò a dirlo, la sua essenza del tutto anti-cristiana.
La società è ormai pervasa da questa mentalità secolarizzata che sembra non risparmiare nemmeno la Chiesa, aggredendo particolarmente l’integrità della Liturgia. Quelli che dovrebbero essere chiaramente definiti e condannati come abusi liturgici diventano sempre più la norma. Si celebra in ogni luogo, in ogni modo, e in ogni forma. É difficile ormai trovare una celebrazione “cattolica”, nel vero senso della parola, “unica e universale”. Non entriamo poi in merito degli edifici e degli spazi liturgici, dove convivono tranquillamente, banalità sciatteria e bruttezza. É difficile definirli “casa” ancor meno “casa di Dio”. Luoghi che consacrati per il culto a Dio possono tranquillamente essere usati per qualsiasi “celebrazione”, o spettacolo, o teatro, o conferenza col risultato di far perdere definitivamente la loro identità di luogo sacro.
Ma non vorrei scadere nella mera polemica fine a se stessa!
Per cui, ripetiamo ancora una volta, la secolarizzazione non è affatto identica all’ateismo, e per quanto paradossale possa sembrare, può essere dimostrato che essa ha sempre avuto un desiderio particolare per l’espressione “liturgica”. Se, tuttavia, la mia definizione è corretta, allora tutta questa ricerca di “adeguamento” perviene ad uno scopo irrimediabilmente morto, se non addirittura senza senso. Quindi la formulazione stessa del nostro tema – “liturgie secolarizzate” – vuol mettere in evidenza, a mio avviso, innanzitutto una contraddizione interna, in termini; una contraddizione che esprime l’impossibilità stessa di una “liturgia secolarizzata”.
Rendere culto è, per definizione una azione, una realtà di dimensione cosmica, storica ed escatologica; è espressione, in tal modo, non solo di “pietà”, ma di una totalizzante “visione del mondo”. E quei pochi che si sono presi la pena di studiare il culto in generale e il culto cristiano, in particolare, (J. Ries, M. Eliade, per citare solo i più rappresentativi, che furono fra i primi nell’immediato post concilio a suonare il campanello d’allarme di una pericolosa ideologia di desacralizzazione all’interno della Chiesa stessa, e non vennero ascoltati) sarebbero certamente d’accordo che su un livello storico e fenomenologico questa nozione di culto è oggettivamente verificabile.
Il secolarismo, ho detto, è soprattutto una negazione del culto. E, in effetti, se quello che abbiamo detto circa il culto è vero, non è altrettanto vero che il secolarismo consiste nel rifiuto, esplicito o implicito, precisamente di quella concezione dell’uomo e del mondo che proprio il culto ha lo scopo di esprimere e comunicare?
Sicuramente la genesi di gran parte del crollo della Liturgia, a cui da decenni stiamo assistendo nella Chiesa, è da rintracciarsi in ciò che Sua Eminenza il Cardinal Raymond Leo Burke ha acutamente evidenziato all’inizio della sua Lectio magistralis: “…un’esasperata attenzione rivolta all’aspetto umano della liturgia…” ovvero la sua secolarizzazione.
Essa si dettaglia in tutti quegli infiniti e variegati tentativi di “adeguamento” tra la fede e il suo linguaggio da una parte e il mondo dall’altra, tra liturgia e mondo. Un mondo, però, che viene sempre più concepito etsi Deus non daretur. E proprio Benedetto XVI ha affermato che “la crisi ecclesiale in cui oggi ci troviamo dipende in gran parte dal culto della liturgia che talvolta viene addirittura concepita etsi Deus non daretur”.
Negli ultimi anni la secolarizzazione è stata analizzata, descritta e definita in molti modi, ma, per quanto ne sappia, nessuna di queste descrizioni ha sottolineato un punto che ritengo sia essenziale e che rivela in effetti meglio di ogni altra cosa la vera natura della secolarizzazione. La secolarizzazione, a mio avviso, è innanzitutto una negazione del culto. Sottolineo: non una negazione dell’esistenza di Dio, o di un qualche tipo di trascendenza e quindi di ogni sorta di religione. Se il secolarismo in termini teologici è un’eresia, si tratta innanzitutto di un’eresia sull’uomo. È la negazione dell’uomo in quanto essere che adora, in quanto homo adorans: colui per il quale l’adorazione è l’atto fondamentale, che allo stesso tempo “colloca” la sua umanità e la compie. È il rifiuto “decisivo” ontologicamente ed epistemologicamente, delle parole, che “sempre, dovunque e per tutti” sono state la vera “epifania” del rapporto dell’uomo con Dio, con il mondo e con sé stesso.
Questa definizione di secolarizzazione ha certamente bisogno di una precisazione. E ovviamente non può essere accettata da coloro che, assai numerosi, oggi, consapevolmente o inconsapevolmente, riducono il cristianesimo in categorie intellettuali (“credenza futura”) o in categorie etico-sociologiche (“servizio cristiano al mondo”), e che quindi pensano debba essere possibile trovare non solo un qualche tipo di adeguamento, ma anche un’armonia profonda tra la nostra “età secolare”, da un lato e il culto, dall’altro. Se i fautori di ciò che fondamentalmente non è altro che l’accettazione cristiana della secolarizzazione sono nel giusto, allora naturalmente tutto il nostro problema è solo quello di trovare o inventare un culto più accettabile, più “rilevante” per la moderna visione del mondo dell’uomo secolarizzato. E tale è, infatti, la direzione presa oggi dalla stragrande maggioranza dei riformatori liturgici.Quello che cercano è un culto le cui forme e contenuti “riflettano” i bisogni e le aspirazioni dell’uomo secolarizzato, o ancor meglio della secolarizzazione stessa. Un aspetto che ha la sua ricaduta in un vasto raggio dalla ritualità, all’arte e alla architettura sacra.
Basti pensare che la “stessa incapacità dell’uomo di oggi di rapportarsi con il mistero” diventa un criterio per realizzare nuovi spazi liturgici (vedi Chiesa di Piano s. Giovanni Rotondo); o si traduce nel tentativo di entrare in dialogo con una certa cultura definita oggi proteiforme: “…l’architettura contemporanea è fluida, cangiante, proteiforme; così come un liquido si adatta al suo contenitore, essa si conforma alla sensibilità dell’artefice. Tutte le modalità di espressione artistica sono strettamente connesse alla soggettività…”- in questi termini si esprime D. Bagliani, docente al politecnico di Torino (opinione riportata in un articolo “Nuove Chiese, progetti da premio” di L. Servadio, in merito ai tre progetti pilota di nuove chiese vincenti alla quinta edizione del concorso Cei, 2009).
Un edificio può mettere in evidenza il silenzio, un altro un certo connubio fra natura e architettura (bioarchitettura), un altro un certo collegamento tra passato e futuro; oppure può adottare semplicemente forme stravaganti: una gemma di roccia poggiata al suolo, con un ingresso che invita ad un senso di protezione, simbologie ricercate e analogie, ecc.
Allo stesso modo questa “incapacità di rapportarsi col mistero” può tradursi nell’adozione nell’ambito dell’arte sacra di un astrattismo proprio dell’arte contemporanea: l’arte nella sua astrattezza e fluidità tenderebbe pertanto ad esprimere “l’inesprimibilità” del sacro e del mistero: “…anche le parole più astratte del Signore quale, via verità e vita, potrebbero essere rivestite di forma e colore…” (vedi T. Verdon in un suo articolo comparso sull’Osservatore Romano del 12 gennaio 2008).
Sono solo alcuni esempi che ci rivelano un assoggettamento della liturgia, e quindi della stessa arte sacra e religiosa in genere, alla capacità di comprensione attuale. Il risultato è un vago spiritualismo, un simbolismo figurativo confuso e astratto, una liturgia intellettualizzata. A chiunque abbia avuto, sia pure una sola volta, la vera esperienza del culto, tutto questo si rivela subito come un semplice surrogato. Egli sa che il culto secolarista è semplicemente incompatibile con il vero culto. Ed è qui, in questo miserabile fallimento liturgico, i cui risultati terribili stiamo solo cominciando a vedere, che il secolarismo rivela il suo ultimo vuoto religioso e, non esiterò a dirlo, la sua essenza del tutto anti-cristiana.
La società è ormai pervasa da questa mentalità secolarizzata che sembra non risparmiare nemmeno la Chiesa, aggredendo particolarmente l’integrità della Liturgia. Quelli che dovrebbero essere chiaramente definiti e condannati come abusi liturgici diventano sempre più la norma. Si celebra in ogni luogo, in ogni modo, e in ogni forma. É difficile ormai trovare una celebrazione “cattolica”, nel vero senso della parola, “unica e universale”. Non entriamo poi in merito degli edifici e degli spazi liturgici, dove convivono tranquillamente, banalità sciatteria e bruttezza. É difficile definirli “casa” ancor meno “casa di Dio”. Luoghi che consacrati per il culto a Dio possono tranquillamente essere usati per qualsiasi “celebrazione”, o spettacolo, o teatro, o conferenza col risultato di far perdere definitivamente la loro identità di luogo sacro.
Ma non vorrei scadere nella mera polemica fine a se stessa!
Per cui, ripetiamo ancora una volta, la secolarizzazione non è affatto identica all’ateismo, e per quanto paradossale possa sembrare, può essere dimostrato che essa ha sempre avuto un desiderio particolare per l’espressione “liturgica”. Se, tuttavia, la mia definizione è corretta, allora tutta questa ricerca di “adeguamento” perviene ad uno scopo irrimediabilmente morto, se non addirittura senza senso. Quindi la formulazione stessa del nostro tema – “liturgie secolarizzate” – vuol mettere in evidenza, a mio avviso, innanzitutto una contraddizione interna, in termini; una contraddizione che esprime l’impossibilità stessa di una “liturgia secolarizzata”.
Rendere culto è, per definizione una azione, una realtà di dimensione cosmica, storica ed escatologica; è espressione, in tal modo, non solo di “pietà”, ma di una totalizzante “visione del mondo”. E quei pochi che si sono presi la pena di studiare il culto in generale e il culto cristiano, in particolare, (J. Ries, M. Eliade, per citare solo i più rappresentativi, che furono fra i primi nell’immediato post concilio a suonare il campanello d’allarme di una pericolosa ideologia di desacralizzazione all’interno della Chiesa stessa, e non vennero ascoltati) sarebbero certamente d’accordo che su un livello storico e fenomenologico questa nozione di culto è oggettivamente verificabile.
Il secolarismo, ho detto, è soprattutto una negazione del culto. E, in effetti, se quello che abbiamo detto circa il culto è vero, non è altrettanto vero che il secolarismo consiste nel rifiuto, esplicito o implicito, precisamente di quella concezione dell’uomo e del mondo che proprio il culto ha lo scopo di esprimere e comunicare?
Di don Matteo De Meo
Sangue derramado no mundo evoca o de Jesus
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Caio Vinícius
Fonte: Zenit
Editorial de Federico Lombardi em “Octava Dies”
O sangue que Jesus derramou não é contra ninguém, mas para todos, e o que está sendo derramado neste momento em muitos lugares ao redor do mundo o evoca constantemente.
Esta é a reflexão do diretor da Sala de imprensa da Santa Sé, Federico Lombardi, em seu editorial de ontem no "Octava Dies", o informativo semanal do ‘Centro Televisivo Vaticano'.
Refletindo sobre o recente livro do Papa, "Jesus de Nazaré 2", Lombardi recordou a afirmação de Bento XVI de que "o sangue de Jesus não foi derramado contra ninguém, mas por muitos, por todos (...). Nós todos precisamos da força purificadora do amor, e essa força é o seu sangue. Não é maldição, mas salvação".
Esta, disse o porta-voz vaticano, "é uma das afirmações do livro que mais atraiu a atenção e rendeu muitos consensos, porque elimina resolutamente pela raiz as interpretações de uma passagem do Evangelho que parecia ser uma condenação do povo judeu".
"Hoje, estas palavras vêm à mente quando olhamos de novo para todo o sangue derramado na Costa do Marfim, na Líbia, em tantos outros lugares no mundo", observou.
"Quando veem o sangue derramado, os cristãos não podem deixar de lembrar espontaneamente do sangue de Jesus", acrescentou.
Acima de tudo, lamentou o "sangue derramado pelas guerras civis, por conflitos internos nos países que, por mais variados que sejam, deveriam tentar crescer como comunidade humana e civil, onde, no entanto, são escavados abismos de ódio não só para hoje, mas também para o futuro".
Deus, acrescentou, "está perto, presente e partilhando o sofrimento causado pela violência homicida, com a qual só pode se alegrar quem é inimigo da humanidade".
Deus, porém, "continua amando a todos e desejando a salvação de todos, em todos os lugares, pagando o preço da credibilidade deste amor".
Esse amor é uma "arma impotente" ou é, no final, "mais forte que as outras?", perguntou Lombardi, concluindo que "o caminho da cruz e da ressurreição sustenta o difícil compromisso de todos os construtores da paz".
domingo, 3 de abril de 2011
sábado, 2 de abril de 2011
Anniversario della morte di Giovanni Paolo II: lo speciale dell'Osservatore Romano
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Caio Vinícius
Ricordo di Giovanni Paolo II a sei anni dalla morte
Dove sta il centro del mondo
di KONRAD KRAJEWSKI
Stavamo in ginocchio attorno al letto di Giovanni Paolo II. Il Papa giaceva in penombra. La luce discreta della lampada illuminava la parete, ma lui era ben visibile.
Quando è arrivata l'ora di cui, pochi istanti dopo, tutto il mondo avrebbe saputo, improvvisamente l'arcivescovo Dziwisz si è alzato. Ha acceso la luce della stanza, interrompendo così il silenzio della morte di Giovanni Paolo II. Con voce commossa, ma sorprendentemente ferma, con il tipico accento montanaro, allungando una delle sillabe, ha cominciato a cantare: "Noi ti lodiamo, Dio, ti proclamiamo Signore".
Sembrava un tuono proveniente dal cielo. Tutti guardavamo meravigliati don Stanislao. Ma la luce accesa e il canto delle parole che seguivano - "O eterno Padre, tutta la terra ti adora..." - davano certezza a ciascuno di noi. Ecco - pensavamo - ci troviamo in una realtà totalmente diversa. Giovanni Paolo II è morto: vuol dire che egli vive per sempre.
Anche se il cuore singhiozzava e il pianto stringeva la gola, abbiamo ripreso a cantare. A ogni parola la nostra voce diventava più sicura e più forte. Il canto proclamava: "Vincitore della morte, hai aperto ai credenti il regno dei cieli".
Così, con l'inno del Te Deum, abbiamo glorificato Dio, ben visibile e riconoscibile nella persona del Papa. In un certo senso, questa è anche l'esperienza di tutti coloro che lo hanno incontrato nel corso del pontificato. Chi entrava in contatto con Giovanni Paolo II, incontrava Gesù, che il Papa rappresentava con tutto se stesso. Con la parola, il silenzio, i gesti, il modo di pregare, il modo di incedere nello spazio liturgico, il raccoglimento in sagrestia: con tutto il suo modo di essere. Lo si notava immediatamente: era una persona ricolma di Dio. E per il mondo era diventato segno visibile di una realtà invisibile. Anche attraverso il suo corpo straziato dalla sofferenza degli ultimi anni.
Spesso bastava guardarlo per scoprire la presenza di Dio e, così, cominciare a pregare. Bastava per andare a confessarsi: non solo dei propri peccati, ma di non essere santi come lui.
Quando ha smesso di camminare e, durante le celebrazioni, è diventato totalmente dipendente dai cerimonieri, ho cominciato a rendermi conto che stavo toccando una persona santa. Forse facevo irritare i penitenzieri vaticani allorché, prima di ogni celebrazione, andavo a confessarmi, seguendo un imperativo interiore e sentendone una forte necessità. Avevo bisogno di ricevere l'assoluzione per stare accanto a lui. Quando si sta accanto a una persona santa, quando l'uomo in qualche modo tocca la santità, questa si irradia in tutta la persona. Ma, allo stesso tempo, si sperimenta sulla propria pelle anche la tentazione: evidentemente allo spirito maligno non piace l'aria di santità. Quando, verso le 3 di notte, sono uscito dall'appartamento del Palazzo Apostolico, a Borgo Pio c'era una moltitudine di gente: camminavano nel silenzio più raccolto. Il mondo si era fermato, si era inginocchiato e aveva pianto.
C'era chi piangeva solo per il fatto di aver perso una persona amata e poi ritornava a casa così come era venuto. E c'era chi, alle lacrime esteriori, univa quelle interiori, che scaturivano dal sentirsi inadeguati e infedeli di fronte al Signore. Questo pianto era benedetto. Era l'inizio del miracolo della conversione. Per tutti i giorni successivi, fino al funerale del Papa, Roma è diventata un cenacolo: tutti si comprendevano, anche se parlavano lingue diverse.
Sono stato a contatto con il Papa per sette lunghi anni: durante la sua vita, ma anche quando la sua anima si è staccata dal corpo. Nel momento della morte restano a noi solo le spoglie che si trasformeranno in polvere: il corpo svanisce, e la persona è accolta nel mistero di Dio.
Tra i compiti dei cerimonieri c'è anche quello di prendersi cura del corpo del Papa defunto. L'ho fatto per sette lunghi giorni, fino al funerale. Poco dopo la sua morte, ho vestito Giovanni Paolo II insieme a tre infermieri che lo avevano seguito per lungo tempo. Anche se era già trascorsa un'ora e mezza dal decesso, essi continuavano a parlare con il Papa come se stessero parlando al proprio padre. Prima di mettergli la tonaca, il camice, la casula, lo baciavano, lo accarezzavano e lo toccavano con amore e riverenza, proprio come se si trattasse di una persona di famiglia.
Il loro atteggiamento non manifestava solo la devozione al Pontefice: per me rappresentava il timido annuncio di una beatificazione vicina.
Forse è per questo che non mi sono mai dedicato a pregare intensamente per la sua beatificazione, dal momento che avevo già cominciato a parteciparvi.
Ogni giorno celebro l'Eucaristia nelle Grotte Vaticane. Osservo come i dipendenti della basilica e tutti coloro che si recano al lavoro nei diversi dicasteri e uffici del Vaticano, i gendarmi, i giardinieri, gli autisti, cominciano la giornata con un momento di preghiera presso la tomba di Giovanni Paolo II: toccano la lapide e gli mandano un bacio. È così tutte le mattine.
Dal 2000 il Papa aveva cominciato a indebolirsi sempre di più. Aveva grande difficoltà nel camminare. Preparando il grande Giubileo con l'arcivescovo Piero Marini ci auguravamo che almeno potesse aprire la porta santa. Era quasi impossibile pensare al futuro.
Mentre mi trovavo sulle montagne polacche, una volta ho sentito questa affermazione: "Ancora non ci conosciamo, perché non abbiamo sofferto insieme". Con monsignor Marini abbiamo partecipato per cinque lunghi anni alle sofferenze del Papa, al suo eroico combattimento con se stesso per sopportare la sofferenza. Mi vengono in mente le parole del salmo 51: "Purificami con issopo e sarò mondato", che si possono intendere anche così: "Toccami con la sofferenza e sarò puro".
Essere con Giovanni Paolo II voleva dire vivere nel Vangelo, essere dentro il Vangelo.
Negli ultimi anni del servizio accanto a lui mi sono reso conto che la bellezza è sempre legata alla sofferenza. Non si può toccare Gesù senza toccare la croce: il Pontefice era così provato, si può dire martoriato dalla sofferenza, ma così estremamente bello, in quanto con gioia ha offerto tutto ciò che ha ricevuto da Dio e con gioia ha restituito a Dio tutto ciò che da Lui ha avuto. La santità infatti - come diceva Madre Teresa di Calcutta - non significa soltanto che noi offriamo tutto a Dio, ma anche che Dio prende da noi tutto quello che ci ha dato.
L'atleta che camminava e sciava sulle montagne ora aveva smesso di camminare; l'attore aveva perso la voce. A poco a poco gli era stato tolto tutto.
Prima di cominciare le esequie, monsignor Dziwisz e monsignor Marini hanno coperto il volto del Papa con un panno di seta, un simbolo dal significato molto profondo: tutta la sua vita è stata coperta e nascosta in Dio. Mentre compivano questo gesto, stavo accanto alla bara e tenevo in mano l'Evangeliario, un altro segno forte. Giovanni Paolo II non si vergognava del Vangelo. Viveva secondo il Vangelo. Scioglieva secondo il Vangelo tutti i problemi del mondo e della Chiesa. Secondo il Vangelo ha costruito tutta la sua vita interiore ed esteriore.
Il mistero di Giovanni Paolo II, cioè la sua bellezza, si esprime molto bene attraverso la preghiera di Papa Clemente XI che si trovava negli antichi breviari: "Voglio tutto ciò che tu vuoi, lo voglio perché tu lo vuoi, lo voglio come e quando lo vuoi tu". Chi pronuncia queste parole con il cuore diventa come Gesù che, umile, si nasconde nell'ostia e si offre per essere consumato. Chi fa proprie queste parole comincia a vivere con lo spirito di adorazione del Santissimo Sacramento.
Seguendo il Pontefice nei viaggi apostolici, durante le lunghe trasvolate, mi domandavo spesso: dove sta il centro del mondo?
Tredici giorni dopo l'elezione, con alcuni suoi collaboratori, il Papa si recò vicino Roma, alla Mentorella, dove c'è il santuario della Madre delle Grazie. Domandò ai suoi compagni di viaggio: "Cosa è più importante per il Papa nella sua vita, nel suo lavoro?". Gli suggerirono: "Forse l'unità dei cristiani, la pace nel Medio Oriente, la distruzione della cortina di ferro...?". Ma egli rispose: "Per il Papa la cosa più importante è la preghiera".
Nel mio Paese c'è questo detto: "Il re è nudo davanti agli occhi dei suoi servi". Quanto più cominciavamo a conoscere Giovanni Paolo II, tanto più eravamo convinti della sua santità, la vedevamo in ogni momento della sua vita. Egli non oscurava Dio.
Se volessi indicare cosa è più importante per la vita sacerdotale e per ciascuno di noi, guardando a lui potrei dire: non coprire o offuscare Dio con se stesso, ma, al contrario, mostrarlo e diventare il segno visibile della sua presenza. Dio nessuno lo ha visto, ma Giovanni Paolo II lo ha reso visibile attraverso la sua vita.
Quando pregava, ho avuto l'impressione che si gettasse ai piedi di Gesù. Quando pregava, sul suo viso era visibile il totale affidamento a Dio. Era veramente trasparente; era, per usare un'immagine poetica, come l'arcobaleno che lega il cielo alla terra e la sua anima correva sulle scale dalla terra al cielo. Torno ora alla domanda: "Dove sta il centro del mondo?".
Pian piano ho cominciato a rendermi conto che il centro del mondo era sempre dove io mi trovavo con il Papa: non perché stavo con Giovanni Paolo II, ma perché lui ovunque egli si trovasse, pregava. Ho capito che il centro del mondo è dove io prego, dove io sono insieme a Dio, nella più intima unione che c'è: la preghiera. Sono al centro del mondo quando cammino alla presenza di Dio, quando "in lui infatti vivo, mi muovo ed esisto" (cfr. Atti degli apostoli, 17, 28). Quando celebro o partecipo all'Eucaristia sono al centro del mondo; quando confesso e mi confesso, nel confessionale c'è il centro del mondo; il posto e il tempo della mia preghiera costituiscono il centro del mondo perché, quando prego, Dio respira dentro di me. Il Papa ha permesso a Dio di respirare attraverso di lui: ogni giorno passava tanto tempo davanti al tabernacolo. Il Santissimo Sacramento era il sole che illuminava la sua vita. E lui davanti a quel sole andava a riscaldarsi con la luce di Dio. La vita di Giovanni Paolo II era intessuta di preghiera. Aveva sempre tra le dita la coroncina del rosario, con la quale si rivolgeva a Maria confermando il suo Totus tuus.
Una volta, dopo l'infortunio del 1991, il cardinale Deskur portò al Papa un contenitore di acqua santa da Lourdes e gli disse: "Santità, quando laverà la parte dolente, dovrà recitare l'Ave Maria". Giovanni Paolo II rispose: "Caro Cardinale, io dico sempre l'Ave Maria".
Il mio compito nell'Ufficio delle Celebrazioni Liturgiche consiste nel curare, sotto la guida del maestro, le celebrazioni pontificie e non di scrivere articoli o preparare conferenze. È stato così per tredici anni. Dopo il 2 aprile 2005, quando qualcuno mi chiede di dare testimonianza su Giovanni Paolo II, rispondo spesso: "Sì, con grande gioia!". E invito a prendere parte ogni giovedì alla messa davanti alla sua tomba nelle Grotte Vaticane. Così come invito a recarsi nella chiesa di Santo Spirito in Sassia, dove ogni pomeriggio si recita la coroncina della Divina Misericordia seguita dalla Via Crucis. Ogni giovedì sera si incontrano nel mio appartamento sacerdoti che lavorano o studiano a Roma, suore e laici. Insieme recitiamo i vespri, preghiamo e ci sediamo alla tavola comune.
Radunarsi in preghiera e stare insieme per ritrovarsi al centro del mondo: ho imparato questo da Giovanni Paolo II.
Non mi meraviglia che il Papa sia beatificato nella domenica della Divina Misericordia, anche se è una sorpresa della Provvidenza il fatto che quest'anno coincida con il 1° maggio. Così quel giorno si parlerà principalmente di santità. Benedetto XVI e Giovanni Paolo II trasformeranno quella ricorrenza in un evento religioso inedito nella storia: una processione di maggio verso la santità e la preghiera.
(©L'Osservatore Romano 2 aprile 2011)
I sacerdoti e la Chiesa in Polonia agli inizi degli anni Settanta in un'intervista al cardinale Karol Wojtyla arcivescovo metropolita di Cracovia
A tempo pieno per una vita diversa
La libertà è l'elemento costitutivo della dignità della persona ininterrottamente proclamato e difeso dal pensiero cristiano
Anticipiamo in esclusiva il testo di un'intervista all'arcivescovo metropolita di Cracovia, cardinale Karol Wojtyla, che esce nel numero speciale dedicato a Giovanni Paolo II da "Palabra" e che la stessa rivista aveva pubblicato nel numero 86, dell'ottobre 1972. Il futuro Giovanni Paolo II rispose sul sacerdozio - di cui l'assemblea del Sinodo dei vescovi si era occupata un anno prima - e sulla situazione della Chiesa in Polonia. Inedito è il testo manoscritto in polacco delle risposte, dove all'inizio di ogni pagina il porporato trascrisse versi del Veni sancte Spiritus e altre espressioni in latino: nihil est in homine, nihil est innoxium, lava quod est sordidum, et omnia mea tua sunt, totus tuus.
di JOAQUÍN ALONSO PACHECO
La Polonia è uno dei Paesi che ha registrato negli ultimi anni un maggiore incremento di vocazioni al sacerdozio. In questo fenomeno svolge un ruolo indubbiamente importante l'immagine del sacerdote che i cittadini polacchi desiderano per la loro Chiesa. Potrebbe spiegare, Eminenza, quali aspettative ha la Chiesa in Polonia in tal senso? Prima di tutto devo dire che dobbiamo all'ultimo Sinodo dei vescovi il fatto che si sia intensificata e sistematizzata la riflessione sul tema del sacerdozio ministeriale e che tale riflessione abbia coinvolto tutta la Chiesa, passando dalle Conferenze episcopali alle Chiese locali e a tutti i fedeli. In tal modo abbiamo affrontato uno dei punti fondamentali della coscienza della Chiesa. A questa coscienza della Chiesa ravvivata dal Sinodo si pone anche, per quanto riguarda la Polonia, il problema delle aspettative dei cattolici rispetto alla figura del sacerdote.
È vero che la forte carenza di organizzazioni cattoliche nel nostro Paese ci ha impedito molte volte di consultare tutti i settori del laicato nella fase preparatoria del Sinodo; tuttavia altri eventi ci hanno permesso di prendere nota in modo diretto dei suoi sentimenti riguardo al problema del sacerdozio. La celebrazione nel 1970 del cinquantesimo anniversario dell'ordinazione sacerdotale di Paolo VI, vissuta con particolare intensità in Polonia, il venticinquesimo anniversario della liberazione dei 250 sacerdoti dai campi di concentramento di Dachau, e, lo scorso anno, la preparazione della beatificazione di Massimiliano Kolbe - il sacerdote cattolico che diede la propria vita ad Auschwitz in cambio di quella di un padre di famiglia - hanno rappresentato per i nostri fedeli una sorta d'introduzione spirituale al Sinodo e, per noi, un'occasione per constatare che la figura del sacerdote si trova al centro della coscienza della Chiesa in Polonia.
Lo dimostrano anche le risposte date dai nostri sacerdoti, la scorsa primavera, alle domande formulate dalla Segreteria del Sinodo nella fase preparatoria. Tali risposte si attengono a questa coscienza, ossia definiscono la figura del sacerdote nelle sue convinzioni proprie e allo stesso tempo in conformità con le esigenze concrete del resto del Popolo di Dio. In Polonia è un elemento confortante la stretta relazione che esiste fra la vita sacerdotale concreta - il modo in cui il sacerdote vede se stesso - e le esigenze della fede viva della Chiesa: il sensus fidei del Popolo di Dio per il quale egli è stato chiamato al ministero. Da quelle risposte si deduce che per i cattolici polacchi la problematica del sacerdozio verte soprattutto sul momento stesso della vocazione sacerdotale. Viene giustamente concepita come una particolarissima chiamata personale di Cristo, come il prolungamento naturale della chiamata rivolta da Gesù agli Apostoli. Tutti i fedeli, nelle diverse forme dell'esistenza umana, cercano di condurre una vita in sintonia con la speciale intenzione di Dio contenuta nel Battesimo, ma la vocazione sacerdotale s'intende proprio nella sua peculiarità. A questo nuovo "vieni e seguimi" pronunciato in modo imperativo da Cristo, corrisponde, nella sensibilità dei nostri fedeli, la certezza che, al carattere personale di tale chiamata, deve seguire un impegno totale della persona. Riassumendo, si vive, letteralmente, l'espressione con la quale la lettera agli ebrei descrive il sacerdote, ossia ex hominibus assumptus (Ebrei, 5, 1).
Ciò spiega come, nonostante le difficoltà obiettive, i seminari siano oggetto di particolare attenzione da parte di tutti e vengano mantenuti grazie, esclusivamente, alle donazioni dei fedeli. E spiega anche la straordinaria partecipazione con cui - specialmente nelle comunità di provincia ma anche nelle grandi città - si seguono le ordinazioni sacerdotali e le celebrazioni delle prime Messe.
Possiamo continuare a servirci del modello del testo paolino per illustrare un secondo aspetto importante di questa coscienza dei cattolici polacchi relativa al sacerdozio: pro hominibus constituitur. I fedeli vedono nel sacerdote il sostituto e il seguace di Cristo, che sa affrontare con piacere qualsiasi sacrificio personale per la salvezza delle anime che gli sono state affidate. Hanno fiducia in lui e apprezzano soprattutto il suo zelo apostolico concreto e il suo instancabile spirito di sacrificio per il prossimo, realizzato nello spirito di Cristo. Ed è proprio insistendo su queste dimensioni dell'esistenza sacerdotale che penso si possa superare qualsiasi "crisi d'identità". Il sacerdote è utile alla società se riesce a utilizzare tutte le sue capacità fisiche e spirituali nello svolgimento del suo ministero pastorale. I fedeli non hanno bisogno di funzionari della Chiesa, o di efficaci dirigenti amministrativi, ma di guide spirituali, di educatori (fra la mia gente regna la convinzione che il cristianesimo possieda principi morali e possibilità educative insostituibili).
Tornando al documento sinodale, per vedere riflessa in esso la situazione polacca, sarebbe necessario apportare una lieve correzione: più che insistere sulla crisis identitatis, sarebbe bene mettere in evidenza la identificatio per vitam et ministerium che costituisce l'elemento più importante del modo in cui i nostri fedeli considerano il sacerdozio, alla luce di tutto ciò che hanno già sottolineato alcuni documenti conciliari come la Lumen gentium, e il Presbyterorum ordinis. Ciò non significa che i sacerdoti polacchi non guardino con gratitudine al compito realizzato dal Sinodo.
In numerosi Paesi occidentali, dove con l'industrializzazione si è diffusa una mentalità sempre più tipica della società secolarizzata, si parla di sacerdozio part-time, e di attività professionali dei sacerdoti. Come considera, Eminenza, questo problema rispetto a quello della scarsità del clero?
Il documento finale del Sinodo risponde a questa domanda in termini essenziali. Nella parte dedicata ai principi dottrinali si legge: "La permanenza per tutta la vita di questa realtà che imprime un segno, la quale è dottrina di fede e, nella tradizione della Chiesa, prende il nome di carattere sacerdotale, serve ad esprimere il fatto che Cristo si è associata irrevocabilmente la Chiesa per la salvezza del mondo, e che la Chiesa stessa è consacrata a Cristo in modo definitivo, affinché la sua opera abbia compimento. Il ministro, la cui vita reca il suggello del dono ricevuto attraverso il sacramento dell'Ordine, ricorda alla Chiesa che il dono di Dio è definitivo". In accordo con tutta la tradizione, il Sinodo ha affermato che il sacerdozio ministeriale, come frutto della particolare vocazione di Cristo, è un dono di Dio nella Chiesa e per la Chiesa; e questo dono, una volta accettato dall'uomo nella Chiesa, è irrevocabile. In effetti, il Sinodo ha riaffermato che "questa peculiare partecipazione al sacerdozio di Cristo non scompare in alcun modo, sebbene il sacerdote sia dispensato o rimosso dall'esercizio del ministero per motivi ecclesiali o personali". Nella pratica è la Chiesa che, attraverso il vescovo, chiama determinati individui al sacerdozio e lo trasmette loro in modo sacramentale, ma questo non deve far dimenticare che l'autore del dono, colui che ha istituito il sacerdozio, è Dio stesso. "Attraverso l'imposizione delle mani viene comunicato il dono indelebile dello Spirito Santo (cfr. 2 Timoteo, 1, 6). Tale realtà configura e consacra a Cristo sacerdote il ministro ordinato e lo rende partecipe della missione di Cristo nel suo duplice aspetto, di autorità e di servizio. Questa autorità non è propria del ministro: essa è, infatti, la manifestazione della exousìa, cioè della potestà del Signore, in virtù della quale il sacerdote svolge il ruolo di ambasciatore nell'opera escatologica della riconciliazione (cfr. 2 Corinzi, 5,18-20)". Che dire pertanto del sacerdote part-time? Anche qui la risposta ce la dà il documento finale del Sinodo: "come norma ordinaria, si deve attribuire tempo pieno al ministero sacerdotale. Per nulla, infatti, è da considerare quale fine principale la partecipazione alle attività secolari degli uomini, né può essa bastare ad esprimere la specifica responsabilità dei presbiteri". Si tratta pertanto di fornire una risposta adeguata alla domanda: che cos'è il sacerdote? e in tale ottica il Sinodo riprende le parole della Presbyterorum ordinis: i presbiteri, senza essere del mondo e senza avere il mondo come esempio, devono tuttavia vivere nel mondo (cfr. Presbyterorum ordinis, 3, 17; Giovanni, 17, 14-16) come testimoni e dispensatori di un'altra vita diversa da questa vita terrena (cfr. Presbyterorum ordinis, 3). Solo partendo da queste premesse si può trovare una soluzione realistica e conforme alla fede. Il Sinodo non ha dimenticato che anche in epoche passate della storia della Chiesa ci sono stati sacerdoti che si sono dedicati ad attività extra-sacerdotali, ma esercitandole sempre in stretta connessione con la specifica missione pastorale; per questo, "per determinare, nelle circostanze concrete, quale convenienza vi sia tra le attività profane ed il ministero sacerdotale, bisogna chiedersi se e come quelle funzioni e attività servano sia alla missione della Chiesa, sia agli uomini non ancora evangelizzati, sia, infine, alla comunità cristiana, a giudizio del Vescovo locale col suo presbiterio, e dopo aver consultato, in quanto è necessario, la Conferenza Episcopale". La decisione del vescovo o della Conferenza episcopale dovrebbe quindi tener conto di queste premesse. Infine, per quanto riguarda lo svolgimento delle attività propriamente extra-sacerdotali, il Sinodo lo consente, ma con alcune importanti precisazioni: "Quando codeste attività, ordinariamente di spettanza dei laici, siano richieste dalla stessa missione evangelizzatrice del presbitero, devono essere poste in armonia con le altre attività del ministero, dal momento che si possono considerare, in quelle circostanze, come modalità necessarie di un vero ministero (cfr. Presbyterorum ordinis, 8)". Il Sinodo si è pertanto assunto la responsabilità di proteggere la Chiesa dal rischio di sminuire il dono divino del sacerdozio. Conforme a questo stesso senso di responsabilità, ritengo che si debba inquadrare nelle sue giuste dimensioni il problema della scarsità del clero; non si può pensare di risolvere le difficoltà derivanti dalla quantità rinunciando alla qualità. Si tratta di migliorare l'impiego del sacerdote nella Chiesa, senza però dimenticare che solo "il Signore della Messe" può moltiplicare questo dono e che agli uomini spetta accoglierlo con la disposizione che per sua natura esso richiede.
Dalle sue parole si può desumere che la crisi che ha coinvolto il sacerdozio deriva soprattutto da difficoltà di fede e dalla mancanza di una genuina spiritualità sacerdotale nella Chiesa di oggi. Le sembra tuttavia che, al di là di questa crisi, agisca anche una cultura enormemente scristianizzata? Il Sinodo, a cui lei ha fatto riferimento, ha affrontato anche questo aspetto: qual è la sua opinione al riguardo?
Durante i lavori sinodali si parlò molto di crisi d'identità del sacerdote, inquadrandola in una crisi d'identità più essenziale della Chiesa stessa. Certe espressioni però mi sembra che restino vaghe: è chiaro che più che a una crisi obiettiva, in esse si alludeva a una coscienza soggettiva di crisi. Chiarito ciò, passo a rispondere direttamente alla sua domanda. Il documento finale sul sacerdozio, sebbene abbia evitato l'espressione "Crisi d'identità" - usata invece nel documento preparatorio - proprio nei punti dedicati a illustrare tale crisi, evoca questa idea. Ecco un esempio: "Dinanzi a tale realtà in alcuni nascono queste inquietanti domande: Esiste o non esiste una ragione specifica del ministero sacerdotale? È o non è necessario questo ministero? È permanente questo sacerdozio? Che cosa vuol dire oggi essere sacerdote? Non sarebbe sufficiente per il servizio delle comunità poter contare su alcuni presidenti designati per servire il bene comune, senza che debbano ricevere l'ordinazione sacerdotale e che esercitino il loro incarico temporaneamente?". Si può senza dubbio affermare che domande come questa sono nate storicamente nell'ambito teologico, facendo appello a presupposti teorici elaborati sistematicamente da alcuni teologi come forma di contestazione alla metodologia teologica tradizionale. Ma una volta formulati e comunicati all'opinione pubblica ecclesiale, esprimono un atteggiamento di contestazione esistenziale più profonda. Il testo si preoccupa proprio di ricostruire la genesi di questo secondo tipo di contestazione e a tale riguardo continua a riferirsi all'ambito globale della cultura contemporanea. "Le questioni anzidette, che in parte sono nuove ed in parte erano già note da tempo, ma che si presentano oggi in forma nuova, non possono esser comprese fuori dal contesto globale della cultura moderna, la quale dubita molto del suo stesso significato e valore. I nuovi ritrovati della tecnica suscitano speranze eccessivamente entusiastiche ed insieme profonde ansietà. Ci si domanda, giustamente, se l'uomo potrà essere capace di dominare la sua opera e di indirizzarla verso il progresso. Alcuni, soprattutto i più giovani, hanno una concezione pessimistica intorno al significato di questo mondo e cercano salvezza in sistemi puramente meditativi, o in paradisi artificiali e appartati, estraendosi da quello che è lo sforzo comune dell'umanità. Altri, animati da una grande speranza utopistica senza alcun riferimento a Dio, si impegnano nella conquista di uno stato di liberazione totale e trasferiscono dal presente al futuro il significato di tutta la loro personale esistenza. In tal modo, risultano profondamente scompaginate l'azione e la contemplazione, il lavoro e lo svago, la cultura e la religione, l'aspetto immanente e quello trascendente della vita umana".
Il problema è: è giusta questa diagnosi? O meglio: spiega veramente tutto? Ossia, questo contesto della cultura contemporanea è veramente globale? I membri dell'Episcopato polacco, che devono affrontare difficoltà di ogni sorta, tendono a sostenere che il documento generalizza un insieme di sintomi caratteristici del mondo occidentale con grande sviluppo tecnologico: la situazione della Chiesa in altri Paesi presenta aspetti molti diversi.
Il Sinodo, certamente, non ignorò questa realtà: "Sappiamo bene che esistono regioni del mondo, nelle quali fino ad ora meno si avverte quella profonda trasformazione culturale, e che le questioni, che sono state sopra richiamate, non si pongono dappertutto, né da parte di tutti i sacerdoti, né dallo stesso punto di vista". Ebbene, in Polonia, forse per l'influenza di un regime politico e socioeconomico diverso, la trasformazione culturale non solo si avverte meno, ma anche in modo abbastanza diverso. Dai sondaggi condotti di recente fra i sacerdoti polacchi si desume che fra noi non si può parlare né di crisi d'identità del sacerdote, né di crisi d'identità della Chiesa. Nell'impatto con l'ideologia marxista e il suo ateismo programmato e diffuso in modo propagandistico, la Chiesa non ha perso la propria identità. Le crisi, quando ci sono, sono individuali; e qui torniamo al problema della fede e della spiritualità. La fede è una grazia soprannaturale che si sviluppa nelle circostanze più diverse e contraddittorie. In questo tempo, posto che l'incremento del progresso materiale comporta forti tensioni nella vita spirituale, penso che si debba sottolineare che la sua risoluzione radicale dipende da un incremento proporzionale della vita della fede. È stata sempre questa, al di là delle diagnosi, la risposta fondamentale del Sinodo.
Parallelamente alla missione di promuovere e di garantire la fede (Magistero) c'è la funzione di orientare i credenti, trasmettendo loro fedelmente le indicazioni magisteriali. Potrebbe in tal senso spiegare l'allusione fatta poco fa alla teologia?
Non si tratta solo della teologia, bensì in generale, della formazione dell'opinione pubblica nella Chiesa. In questo settore svolgono un ruolo determinante i mass media, che, come è noto, si strutturano in base a leggi proprie. Questi, naturalmente, non possono agire a detrimento della loro fedeltà al messaggio. Il problema è così reale che lo stesso Sinodo se ne fece eco nel documento sulla giustizia con queste parole: "La coscienza del nostro tempo esige la verità nei sistemi di comunicazione sociale, il che include anche il diritto all'immagine obiettiva diffusa dagli stessi mezzi e la possibilità di correggere la sua manipolazione". La Chiesa ha trattato la problematica della comunicazione in modo sempre più positivo e fiducioso (basti pensare al decreto conciliare Inter mirifica e all'istruzione Communio et progressio), ma allo stesso tempo non si può occultare l'esistenza oggettiva del rischio che i mezzi di comunicazione ledano il diritto alla verità e diventino uno dei principali centri d'ingiustizia nel mondo contemporaneo. Per questo, assegnando ai mass media la loro giusta finalità, il testo sinodale afferma esplicitamente: "Questo tipo di educazione, dato che rende tutti gli uomini più integralmente umani, li aiuterà a non continuare ad essere in futuro oggetto di manipolazioni, né da parte dei mezzi di comunicazione, né da parte delle forze politiche, ma, al contrario, li renderà capaci di forgiare il proprio destino e di costruire comunità veramente umane".
Questi testi toccano il nostro tema, anche se in un certo senso lo trascendono: aiutano a dissipare gli equivoci che nascono quando si passa dal piano della vita della Chiesa - al quale pastori e teologi apportano il loro specifico contributo, rimanendo fedeli al ministero pastorale e sacerdotale - al piano della comunicazione e della creazione di un'opinione pubblica. Ritengo pertanto giustificate le preoccupazioni dei padri sinodali per evitare che, nel passaggio delle comunicazioni sociali, si deformino elementi che sono fondamentali per la vita della Chiesa. Si tratta di porre in atto un movimento di sensibilizzazione che promuova nei responsabili della comunicazione una maggiore consapevolezza della loro responsabilità nell'edificazione della Chiesa secondo la volontà di Cristo, individuando con realismo quei fattori che - per interessi di parte e per un diffuso spirito di divismo - influiscono in modo negativo.
Fra le raccomandazioni rivolte ai sacerdoti dal Magistero ecclesiastico recente, spicca, per la su frequenza, la messa in guardia contro la tentazione di adattare l'annuncio della parola e i criteri di azione pastorale alla mentalità mondana. Visto che questa mentalità si mostra sempre più intrisa d'ideologia permissiva, tanto che si parla già apertamente di "teologia permissiva", ritiene che sia necessario estendere tale monito anche ai teologi?
Il permissivismo e le sue manifestazioni nell'ambito teologico sono fenomeni tipici della società occidentale che, in Paesi come la Polonia, hanno un'influenza per ora piuttosto relativa. Come osservatore dal di fuori posso quindi solo limitarmi a fare considerazioni generali.
In primo luogo è chiaro che all'origine del permissivismo c'è una concezione esclusivamente orizzontale - e per questo un po' riduttiva - della libertà. La libertà è l'elemento costitutivo della dignità della persona ininterrottamente proclamato e difeso dal pensiero cristiano. Occorre però anche tener presente che la libertà cristiana non è mai un fine in se stesso. È piuttosto forzatamente finalizzata: è il mezzo per il conseguimento del vero bene. L'errore di prospettiva del permissivismo consiste nel capovolgere l'obiettivo: il fine diviene la ricerca della libertà individuale, senza alcun riferimento al bene con cui la libertà s'impegna. La conseguenza pratica è che, al di fuori della finalizzazione del bene, la libertà si trasforma in abuso, e invece di fornire alla persona l'ambito per la sua autorealizzazione, determina il suo svuotamento e la frustrazione. Della libertà non resta altro che lo slogan. È indubbio che una simile impostazione sia da considerare assolutamente contraria ai criteri che devono orientare una retta teologia e una efficace azione pastorale. Teologi e pastori devono, in tale situazione, interrogarsi incessantemente sui veri valori cristiani. L'uomo porta la norma della sua libertà - secondo l'espressione paolina - in "vasi di creta" (2 Corinzi, 4, 7). Le tentazioni sono molte, ma altrettante sono le possibilità di recuperare. Si potranno evitare molte confusioni non chiudendosi ai problemi della società permissiva, ma piuttosto ricordando che deve essere il messaggio cristiano - il suo radicamento nella coscienza naturale - e non il permissivismo, a dettare le leggi della lotta per l'autentica libertà, che è anche sempre una delle componenti indispensabili nella missione della Chiesa.
Qual è, a suo giudizio, Eminenza, l'insegnamento che i sacerdoti di oggi, e in particolare i sacerdoti polacchi, possono trarre da una figura come quella di Massimiliano Kolbe?
Il fatto che Massimiliano Maria Kolbe sia stato beatificato durante i lavori del Sinodo attribuisce alla sua figura - come ha sottolineato il cardinale Duval, presidente di turno dell'assemblea sinodale - un significato che valica i confini nazionali e fa di lui un esempio per tutti i sacerdoti: il simbolo di un tempo segnato da crudeltà disumane, ma anche da consolanti episodi di santità. Poi, per noi polacchi, la sua beatificazione acquista chiaramente un carattere particolare: ai più anziani fra noi sacerdoti ricorda i tormenti subiti con il resto della popolazione nei campi di sterminio, dove il dolore e la solidarietà prepararono la Chiesa in Polonia a nuove prove. Ma per i più giovani, padre Kolbe rappresenta un'indicazione di quanto il sacerdote deve esigere a se stesso nel servizio agli altri.
Si possono anche considerare paradigmatici altri aspetti della sua personalità (basti pensare alla sua devozione a Nostra Signora e alla sua azione apostolica nella stampa). Tutta la sua figura, tanto intimamente raffigurata dalla croce, è un appello pressante alla finalità apostolica della vocazione cristiana e alla totale rinuncia a se stessi, che costituisce una dimensione costante dell'esistenza sacerdotale.
(©L'Osservatore Romano 2 aprile 2011)
In due libri (e nei disegni) di Philipp e Caroline von Ketteler e di don Marcello Cruciani
Il segreto del parroco del mondo
di SILVIA GUIDI
"A proposito: se uno di voi trovasse la mia canoa, che ho lasciato sui laghi tra le montagne di Masuren, può usarla fino alla fine della sua vita. Gliela regalo": la vignetta che conclude L'amico Karol. Giovanni Paolo II, la sua vita raccontata ai bambini di Philipp e Caroline von Ketteler (Venezia, Marcianum Press, 2011, pagine 70, euro 13) non raffigura, volutamente, il protagonista del libro, ma ne sintetizza visivamente il messaggio: la celebre canoa ormeggiata in tutta fretta sulla riva del lago - la notizia della nomina a vescovo di Cracovia lo raggiunse durante un'escursione lungo il fiume Lyne - indica il cammino della vita, diretto verso orizzonti infiniti, ma percorso ogni giorno grazie ai piccoli, faticosi, apparentemente insignificanti colpi di pagaia del quotidiano.
L'amico Karol - ma il titolo originale è molto più bello, Karols Geheimnis, il "segreto di Karol" - racconta ai bambini l'infanzia del piccolo Lolek, il suo amore per il teatro, la letteratura e lo sport, senza omettere gli aspetti drammatici di una vita segnata dalla perdita prematura delle persone più care; la madre, scomparsa quando Karol aveva solo nove anni, la sorella Olga e l'amatissimo fratello maggiore Edmund: narrando questi episodi, i disegni a colori vivaci sfumano nel monocromo blu per indicare il dolore di un passato sereno che si allontana e la durezza della prova presente.
"Leggi, Lolek, prega e leggi! Solo così imparerai a sopportare la tristezza" ripete il padre al suo bambino, che riesce ad "attraversare" la sofferenza impegnando tutto se stesso nello studio e lasciandosi sostenere dall'affetto degli amici: con loro va a nuotare, organizza lunghe gite in bicicletta, gioca a hockey su ghiaccio, pattina e impara a sciare. Una passione, quella per la neve, che continuerà anche negli anni della maturità e delle "chiavi pesanti" del ministero di successore di Pietro; una celebre foto lo ritrae nel 1984 sull'Adamello in perfetta tenuta da sci; altre immagini simili sono state recentemente raccolte da Roberto e Stefano Calvigioni a corredo del libro Lo sport in Vaticano appena pubblicato (Città del Vaticano, Libreria Editrice Vaticana, 2011, pagine 180, euro 16). Philipp e Caroline von Ketteler, gli autori di L'amico Karol, raccontano in modo sintetico e chiaro anche le ferite più profonde della storia: le minacce alla Chiesa, le lunghe ombre della guerra e dell'ideologia totalitaria: "In Polonia la vita era diventata ancora più difficile. Un uomo di nome Stalin era salito al potere in Russia. Poiché la Polonia era strettamente legata alla Russia, Stalin decideva quello che doveva succedere anche in Polonia. Stalin sosteneva che bisognasse togliere tutto agli uomini, anche la fiducia in Dio e la Verità. Perciò, più nessuno sembrava dare più importanza alla Verità. E poiché questo era ciò che la Chiesa rappresentava, i preti furono deportati e uccisi e le chiese vennero chiuse. Chiunque aveva fiducia in Dio per i comunisti rappresentava un pericolo". La stessa semplicità e chiarezza di narrazione, unite a una simile scelta di rappresentare per immagini la vita di Giovanni Paolo II, si possono ritrovare nell'ultimo libro di don Marcello Cruciani, sacerdote dal 1982 e parroco del Crocifisso a Todi. Ogni settimana don Cruciani pubblica una sua vignetta sul settimanale "La Voce" delle diocesi dell'Umbria; tra i volumi che ha pubblicato, c'è anche una Vita Francisci (Todi, 2010) una sorridente biografia a fumetti in cui il santo di Assisi dialoga attraverso gli episodi più celebri della sua vita con i miti della contemporaneità. "Questo piccolo lavoro - si legge nella quarta di copertina di Don Karol parroco del mondo (Todi, Tau editrice, 2011, pagine 31, euro 1) - presenta in modo semplice ed agile la vita di Giovanni Paolo II ed è illustrato dallo stesso autore del testo con i fatti salienti della sua vita; è un opuscolo popolare, adatto alla gente che non ha molto tempo da dedicare alla lettura ma che senz'altro è affascinata dalla vita di uno dei più grandi uomini della storia recente".
Il Papa- scrive don Cruciani - "non trova solo applausi; viene più volte contestato ma tutto questo non lo spaventa, come afferma durante una catechesi: "Guai se il romano Pontefice si spaventasse delle critiche e delle incomprensioni". Non è un propagandista, è un innamorato; la preghiera e, soprattutto, la celebrazione dell'Eucaristia sono il respiro delle sue giornate. Giornate intense, faticose, dove il colloquio con Dio rimane sempre al primo posto. I collaboratori sono attenti a non farlo passare durante gli spostamenti dei suoi numerosi viaggi, di fronte ad un tabernacolo con il Santissimo Sacramento, perché il Papa si sarebbe prostrato in adorazione, creando ritardi sulla tabella di marcia. Ha una certezza granitica: il primo compito del Papa verso la Chiesa e verso il mondo è pregare".
(©L'Osservatore Romano 2 aprile 2011)
La profonda spiritualità mariana di Karol Wojtyla
L'architettura è fatta di amore e correttezza
di GIOVANNI COPPA
Cardinale diacono di San Lino
L'amore di Giovanni Paolo II per la Vergine fu un amore sconfinato. Non ha mai tralasciato occasione per parlare di Maria. Le ha dedicato l'enciclica Redemptoris Mater: la redenzione è stata infatti il filo conduttore del suo magistero petrino. Inoltre l'ha onorata non solo col suo ministero di Sommo Pontefice, ma anche in tante altre forme.
Fin dall'inizio ha voluto recitare per tanti anni il Rosario ogni primo sabato del mese, insieme con i fedeli in Vaticano. Con la sua fantasia instancabile ha arricchito il rosario con i misteri della luce. E ormai quasi alla fine del pontificato, ha celebrato l'Anno del rosario, che ha avuto tanti frutti di devozione e di rinnovamento spirituale. Ricordo poi i suoi pellegrinaggi a Lourdes e a Fátima. In ogni suo viaggio, inoltre, ha programmato una visita ai più importanti santuari mariani del mondo.
So con quanto desiderio voleva che un'immagine della Madonna campeggiasse nella basilica Vaticana, dove del resto ci sono stupende cappelle a Lei dedicate. E volle che almeno il Palazzo Apostolico mostrasse un'immagine della Madonna, che si leva, alta e materna, su piazza San Pietro.
Tutti sanno che il motto da lui scelto prima della sua ordinazione episcopale è Totus tuus. Il futuro Papa trasse queste parole dalla preghiera di un grande santo mariano, Luigi Maria Grignion de Montfort. Ebbene, il Papa non solo recitava ogni giorno quella preghiera, ma ne scriveva un brano su ogni pagina dei testi autografi delle sue omelie, dei discorsi, delle encicliche, in alto a destra del foglio. Nella prima pagina metteva l'inizio della preghiera: Tuus totus ego sum, "Io sono tutto tuo"; nella seconda, Et omnia mea tua sunt, "E tutte le cose mie sono tue"; nella terza, Accipio Te in mea omnia, "Ti accolgo in tutte le cose mie"; nella quarta, Praebe mihi cor tuum, "Dammi il tuo cuore". E così proseguiva su ogni pagina, ripetendo, se necessario, le singole invocazioni, finché non aveva terminato di scrivere. Negli archivi della Segreteria di Stato vi sono migliaia di queste pagine, dove Giovanni Paolo II ha manifestato in modo così intimo e commovente il suo amore alla Madonna.
Questo amore sconfinato a Maria nasceva dall'amore che egli aveva per Cristo. Amare Gesù è il fulcro di tutta la nostra vita. E se ciò è vero per ogni cristiano, tanto più lo è per il Papa. È una cosa tanto ovvia che potrebbe sembrare inutile sottolinearla. Ma vi accenno, perché ho un ricordo particolare, che riguarda l'ultima visita apostolica che Giovanni Paolo II compì nel 1997 nella Repubblica Ceca.
Era già venuto in Cecoslovacchia nel 1990, appena caduto il muro di Berlino, fermandosi a Praga, Velehrad e Bratislava. Nel 1995 venne per la seconda volta, sostando a Praga, in Boemia, e a Olomouc, in Moravia. Era già sofferente. Cominciava a portare il bastone e ci scherzava sopra con i giovani, sempre entusiasti di stringersi attorno a lui. Ma era ancora in forze, tanto da fare le scale senza ascensore.
La prima sera, dopo l'arrivo e la cena con i vescovi, sostò in cappella davanti al Santissimo. Le suore avevano preparato per lui un grande inginocchiatoio, ma egli preferì pregare nel banco. Io lo accompagnai, attendendo fuori della cappella. La sera seguente fui trattenuto da impegni e telefonate urgenti, e non potei accompagnarlo in cappella. Ci arrivai dopo, quando era già inginocchiato. Prima di entrare avevo udito come una musica indistinta, e quando aprii silenziosamente la porta, sentii che, inginocchiato nel banco, cantava sommessamente davanti al tabernacolo. Il Papa cantava sottovoce davanti a Gesù Eucaristia: il Papa e Cristo nell'Ostia, Pietro e Cristo. Fu per me una cosa sconvolgente, un fortissimo richiamo alla fede e all'amore per l'Eucaristia, e alla realtà del ministero petrino. Non ho più dimenticato quell'esile canto, che era come un colloquio d'amore con Cristo. Ho raccontato una sola volta questo episodio, in Repubblica Ceca, ma è bene che sia noto, tanto più ora che si avvicina la sua beatificazione, perché dice magnificamente che dobbiamo avere un legame sempre vivo, intimo e profondo con Gesù, vivente nell'Eucaristia. E dimostra, in modo superlativo, che Giovanni Paolo II è stato veramente un innamorato di Cristo.
Infine, vorrei sottolineare l'amore dei popoli slavi per il Pontefice polacco. Nel 1990 fui inviato in Cecoslovacchia, che due anni dopo si divise pacificamente in due Stati, la Repubblica Ceca e la Slovacchia. Questo è stato il regalo più grande che mi abbia fatto Giovanni Paolo II, dopo quello di avermi ordinato vescovo. Ricordo che, ancora la vigilia della mia partenza per Praga, lo vidi all'eliporto vaticano, di ritorno da una visita in una diocesi italiana, e gli dissi: "Padre Santo, domani parto, e finalmente vedrò anch'io, in Slovacchia, i "suoi" monti Tatra". Ma lui, sorridendo bonariamente, mi disse. "Oh! I Tatry sono molto più belli dal versante polacco che non da quello slovacco!".
L'esperienza come nunzio apostolico è stata la più intensa che io abbia fatto. In quegli anni, potei toccare con mano quanto il Papa fosse amato dal popolo ceco e slovacco, a cominciare dalle autorità. Il presidente Havel mi disse due volte che Giovanni Paolo II aveva svolto un ruolo fondamentale nella caduta del comunismo: "Certamente - sosteneva - ci furono anche altre cause per la vittoria della libertà sul comunismo, ma, senza di lui, il risultato non sarebbe stato così subitaneo e inatteso". Altre volte mi sottolineò che i suoi colloqui col Papa erano sempre molto informali e cordiali: "Lui parla in polacco, io in ceco - diceva - e ci intendiamo molto bene".
Ciò che gli attirava le simpatie di tutti era il fatto che fosse il primo Papa slavo della storia. La gente, che per quarant'anni era stata frastornata dalla propaganda ateistica, cominciava a capire che cos'era la Chiesa, quale mistero di comunione e di fratellanza portasse agli uomini insieme con la fede in Dio e l'amore di Cristo, negati per così lungo tempo. Anche per questo, Giovanni Paolo II è stato un grande dono di Dio alla Chiesa e all'umanità.
(©L'Osservatore Romano 2 aprile 2011)
Fonte: L'Osservatore Romano
Via:"Blog degli amici di Papa Ratzinger"
Por: SUBSÍDIOS LITÚRGICOS
Dove sta il centro del mondo
di KONRAD KRAJEWSKI
Stavamo in ginocchio attorno al letto di Giovanni Paolo II. Il Papa giaceva in penombra. La luce discreta della lampada illuminava la parete, ma lui era ben visibile.
Quando è arrivata l'ora di cui, pochi istanti dopo, tutto il mondo avrebbe saputo, improvvisamente l'arcivescovo Dziwisz si è alzato. Ha acceso la luce della stanza, interrompendo così il silenzio della morte di Giovanni Paolo II. Con voce commossa, ma sorprendentemente ferma, con il tipico accento montanaro, allungando una delle sillabe, ha cominciato a cantare: "Noi ti lodiamo, Dio, ti proclamiamo Signore".
Sembrava un tuono proveniente dal cielo. Tutti guardavamo meravigliati don Stanislao. Ma la luce accesa e il canto delle parole che seguivano - "O eterno Padre, tutta la terra ti adora..." - davano certezza a ciascuno di noi. Ecco - pensavamo - ci troviamo in una realtà totalmente diversa. Giovanni Paolo II è morto: vuol dire che egli vive per sempre.
Anche se il cuore singhiozzava e il pianto stringeva la gola, abbiamo ripreso a cantare. A ogni parola la nostra voce diventava più sicura e più forte. Il canto proclamava: "Vincitore della morte, hai aperto ai credenti il regno dei cieli".
Così, con l'inno del Te Deum, abbiamo glorificato Dio, ben visibile e riconoscibile nella persona del Papa. In un certo senso, questa è anche l'esperienza di tutti coloro che lo hanno incontrato nel corso del pontificato. Chi entrava in contatto con Giovanni Paolo II, incontrava Gesù, che il Papa rappresentava con tutto se stesso. Con la parola, il silenzio, i gesti, il modo di pregare, il modo di incedere nello spazio liturgico, il raccoglimento in sagrestia: con tutto il suo modo di essere. Lo si notava immediatamente: era una persona ricolma di Dio. E per il mondo era diventato segno visibile di una realtà invisibile. Anche attraverso il suo corpo straziato dalla sofferenza degli ultimi anni.
Spesso bastava guardarlo per scoprire la presenza di Dio e, così, cominciare a pregare. Bastava per andare a confessarsi: non solo dei propri peccati, ma di non essere santi come lui.
Quando ha smesso di camminare e, durante le celebrazioni, è diventato totalmente dipendente dai cerimonieri, ho cominciato a rendermi conto che stavo toccando una persona santa. Forse facevo irritare i penitenzieri vaticani allorché, prima di ogni celebrazione, andavo a confessarmi, seguendo un imperativo interiore e sentendone una forte necessità. Avevo bisogno di ricevere l'assoluzione per stare accanto a lui. Quando si sta accanto a una persona santa, quando l'uomo in qualche modo tocca la santità, questa si irradia in tutta la persona. Ma, allo stesso tempo, si sperimenta sulla propria pelle anche la tentazione: evidentemente allo spirito maligno non piace l'aria di santità. Quando, verso le 3 di notte, sono uscito dall'appartamento del Palazzo Apostolico, a Borgo Pio c'era una moltitudine di gente: camminavano nel silenzio più raccolto. Il mondo si era fermato, si era inginocchiato e aveva pianto.
C'era chi piangeva solo per il fatto di aver perso una persona amata e poi ritornava a casa così come era venuto. E c'era chi, alle lacrime esteriori, univa quelle interiori, che scaturivano dal sentirsi inadeguati e infedeli di fronte al Signore. Questo pianto era benedetto. Era l'inizio del miracolo della conversione. Per tutti i giorni successivi, fino al funerale del Papa, Roma è diventata un cenacolo: tutti si comprendevano, anche se parlavano lingue diverse.
Sono stato a contatto con il Papa per sette lunghi anni: durante la sua vita, ma anche quando la sua anima si è staccata dal corpo. Nel momento della morte restano a noi solo le spoglie che si trasformeranno in polvere: il corpo svanisce, e la persona è accolta nel mistero di Dio.
Tra i compiti dei cerimonieri c'è anche quello di prendersi cura del corpo del Papa defunto. L'ho fatto per sette lunghi giorni, fino al funerale. Poco dopo la sua morte, ho vestito Giovanni Paolo II insieme a tre infermieri che lo avevano seguito per lungo tempo. Anche se era già trascorsa un'ora e mezza dal decesso, essi continuavano a parlare con il Papa come se stessero parlando al proprio padre. Prima di mettergli la tonaca, il camice, la casula, lo baciavano, lo accarezzavano e lo toccavano con amore e riverenza, proprio come se si trattasse di una persona di famiglia.
Il loro atteggiamento non manifestava solo la devozione al Pontefice: per me rappresentava il timido annuncio di una beatificazione vicina.
Forse è per questo che non mi sono mai dedicato a pregare intensamente per la sua beatificazione, dal momento che avevo già cominciato a parteciparvi.
Ogni giorno celebro l'Eucaristia nelle Grotte Vaticane. Osservo come i dipendenti della basilica e tutti coloro che si recano al lavoro nei diversi dicasteri e uffici del Vaticano, i gendarmi, i giardinieri, gli autisti, cominciano la giornata con un momento di preghiera presso la tomba di Giovanni Paolo II: toccano la lapide e gli mandano un bacio. È così tutte le mattine.
Dal 2000 il Papa aveva cominciato a indebolirsi sempre di più. Aveva grande difficoltà nel camminare. Preparando il grande Giubileo con l'arcivescovo Piero Marini ci auguravamo che almeno potesse aprire la porta santa. Era quasi impossibile pensare al futuro.
Mentre mi trovavo sulle montagne polacche, una volta ho sentito questa affermazione: "Ancora non ci conosciamo, perché non abbiamo sofferto insieme". Con monsignor Marini abbiamo partecipato per cinque lunghi anni alle sofferenze del Papa, al suo eroico combattimento con se stesso per sopportare la sofferenza. Mi vengono in mente le parole del salmo 51: "Purificami con issopo e sarò mondato", che si possono intendere anche così: "Toccami con la sofferenza e sarò puro".
Essere con Giovanni Paolo II voleva dire vivere nel Vangelo, essere dentro il Vangelo.
Negli ultimi anni del servizio accanto a lui mi sono reso conto che la bellezza è sempre legata alla sofferenza. Non si può toccare Gesù senza toccare la croce: il Pontefice era così provato, si può dire martoriato dalla sofferenza, ma così estremamente bello, in quanto con gioia ha offerto tutto ciò che ha ricevuto da Dio e con gioia ha restituito a Dio tutto ciò che da Lui ha avuto. La santità infatti - come diceva Madre Teresa di Calcutta - non significa soltanto che noi offriamo tutto a Dio, ma anche che Dio prende da noi tutto quello che ci ha dato.
L'atleta che camminava e sciava sulle montagne ora aveva smesso di camminare; l'attore aveva perso la voce. A poco a poco gli era stato tolto tutto.
Prima di cominciare le esequie, monsignor Dziwisz e monsignor Marini hanno coperto il volto del Papa con un panno di seta, un simbolo dal significato molto profondo: tutta la sua vita è stata coperta e nascosta in Dio. Mentre compivano questo gesto, stavo accanto alla bara e tenevo in mano l'Evangeliario, un altro segno forte. Giovanni Paolo II non si vergognava del Vangelo. Viveva secondo il Vangelo. Scioglieva secondo il Vangelo tutti i problemi del mondo e della Chiesa. Secondo il Vangelo ha costruito tutta la sua vita interiore ed esteriore.
Il mistero di Giovanni Paolo II, cioè la sua bellezza, si esprime molto bene attraverso la preghiera di Papa Clemente XI che si trovava negli antichi breviari: "Voglio tutto ciò che tu vuoi, lo voglio perché tu lo vuoi, lo voglio come e quando lo vuoi tu". Chi pronuncia queste parole con il cuore diventa come Gesù che, umile, si nasconde nell'ostia e si offre per essere consumato. Chi fa proprie queste parole comincia a vivere con lo spirito di adorazione del Santissimo Sacramento.
Seguendo il Pontefice nei viaggi apostolici, durante le lunghe trasvolate, mi domandavo spesso: dove sta il centro del mondo?
Tredici giorni dopo l'elezione, con alcuni suoi collaboratori, il Papa si recò vicino Roma, alla Mentorella, dove c'è il santuario della Madre delle Grazie. Domandò ai suoi compagni di viaggio: "Cosa è più importante per il Papa nella sua vita, nel suo lavoro?". Gli suggerirono: "Forse l'unità dei cristiani, la pace nel Medio Oriente, la distruzione della cortina di ferro...?". Ma egli rispose: "Per il Papa la cosa più importante è la preghiera".
Nel mio Paese c'è questo detto: "Il re è nudo davanti agli occhi dei suoi servi". Quanto più cominciavamo a conoscere Giovanni Paolo II, tanto più eravamo convinti della sua santità, la vedevamo in ogni momento della sua vita. Egli non oscurava Dio.
Se volessi indicare cosa è più importante per la vita sacerdotale e per ciascuno di noi, guardando a lui potrei dire: non coprire o offuscare Dio con se stesso, ma, al contrario, mostrarlo e diventare il segno visibile della sua presenza. Dio nessuno lo ha visto, ma Giovanni Paolo II lo ha reso visibile attraverso la sua vita.
Quando pregava, ho avuto l'impressione che si gettasse ai piedi di Gesù. Quando pregava, sul suo viso era visibile il totale affidamento a Dio. Era veramente trasparente; era, per usare un'immagine poetica, come l'arcobaleno che lega il cielo alla terra e la sua anima correva sulle scale dalla terra al cielo. Torno ora alla domanda: "Dove sta il centro del mondo?".
Pian piano ho cominciato a rendermi conto che il centro del mondo era sempre dove io mi trovavo con il Papa: non perché stavo con Giovanni Paolo II, ma perché lui ovunque egli si trovasse, pregava. Ho capito che il centro del mondo è dove io prego, dove io sono insieme a Dio, nella più intima unione che c'è: la preghiera. Sono al centro del mondo quando cammino alla presenza di Dio, quando "in lui infatti vivo, mi muovo ed esisto" (cfr. Atti degli apostoli, 17, 28). Quando celebro o partecipo all'Eucaristia sono al centro del mondo; quando confesso e mi confesso, nel confessionale c'è il centro del mondo; il posto e il tempo della mia preghiera costituiscono il centro del mondo perché, quando prego, Dio respira dentro di me. Il Papa ha permesso a Dio di respirare attraverso di lui: ogni giorno passava tanto tempo davanti al tabernacolo. Il Santissimo Sacramento era il sole che illuminava la sua vita. E lui davanti a quel sole andava a riscaldarsi con la luce di Dio. La vita di Giovanni Paolo II era intessuta di preghiera. Aveva sempre tra le dita la coroncina del rosario, con la quale si rivolgeva a Maria confermando il suo Totus tuus.
Una volta, dopo l'infortunio del 1991, il cardinale Deskur portò al Papa un contenitore di acqua santa da Lourdes e gli disse: "Santità, quando laverà la parte dolente, dovrà recitare l'Ave Maria". Giovanni Paolo II rispose: "Caro Cardinale, io dico sempre l'Ave Maria".
Il mio compito nell'Ufficio delle Celebrazioni Liturgiche consiste nel curare, sotto la guida del maestro, le celebrazioni pontificie e non di scrivere articoli o preparare conferenze. È stato così per tredici anni. Dopo il 2 aprile 2005, quando qualcuno mi chiede di dare testimonianza su Giovanni Paolo II, rispondo spesso: "Sì, con grande gioia!". E invito a prendere parte ogni giovedì alla messa davanti alla sua tomba nelle Grotte Vaticane. Così come invito a recarsi nella chiesa di Santo Spirito in Sassia, dove ogni pomeriggio si recita la coroncina della Divina Misericordia seguita dalla Via Crucis. Ogni giovedì sera si incontrano nel mio appartamento sacerdoti che lavorano o studiano a Roma, suore e laici. Insieme recitiamo i vespri, preghiamo e ci sediamo alla tavola comune.
Radunarsi in preghiera e stare insieme per ritrovarsi al centro del mondo: ho imparato questo da Giovanni Paolo II.
Non mi meraviglia che il Papa sia beatificato nella domenica della Divina Misericordia, anche se è una sorpresa della Provvidenza il fatto che quest'anno coincida con il 1° maggio. Così quel giorno si parlerà principalmente di santità. Benedetto XVI e Giovanni Paolo II trasformeranno quella ricorrenza in un evento religioso inedito nella storia: una processione di maggio verso la santità e la preghiera.
(©L'Osservatore Romano 2 aprile 2011)
I sacerdoti e la Chiesa in Polonia agli inizi degli anni Settanta in un'intervista al cardinale Karol Wojtyla arcivescovo metropolita di Cracovia
A tempo pieno per una vita diversa
La libertà è l'elemento costitutivo della dignità della persona ininterrottamente proclamato e difeso dal pensiero cristiano
Anticipiamo in esclusiva il testo di un'intervista all'arcivescovo metropolita di Cracovia, cardinale Karol Wojtyla, che esce nel numero speciale dedicato a Giovanni Paolo II da "Palabra" e che la stessa rivista aveva pubblicato nel numero 86, dell'ottobre 1972. Il futuro Giovanni Paolo II rispose sul sacerdozio - di cui l'assemblea del Sinodo dei vescovi si era occupata un anno prima - e sulla situazione della Chiesa in Polonia. Inedito è il testo manoscritto in polacco delle risposte, dove all'inizio di ogni pagina il porporato trascrisse versi del Veni sancte Spiritus e altre espressioni in latino: nihil est in homine, nihil est innoxium, lava quod est sordidum, et omnia mea tua sunt, totus tuus.
di JOAQUÍN ALONSO PACHECO
La Polonia è uno dei Paesi che ha registrato negli ultimi anni un maggiore incremento di vocazioni al sacerdozio. In questo fenomeno svolge un ruolo indubbiamente importante l'immagine del sacerdote che i cittadini polacchi desiderano per la loro Chiesa. Potrebbe spiegare, Eminenza, quali aspettative ha la Chiesa in Polonia in tal senso? Prima di tutto devo dire che dobbiamo all'ultimo Sinodo dei vescovi il fatto che si sia intensificata e sistematizzata la riflessione sul tema del sacerdozio ministeriale e che tale riflessione abbia coinvolto tutta la Chiesa, passando dalle Conferenze episcopali alle Chiese locali e a tutti i fedeli. In tal modo abbiamo affrontato uno dei punti fondamentali della coscienza della Chiesa. A questa coscienza della Chiesa ravvivata dal Sinodo si pone anche, per quanto riguarda la Polonia, il problema delle aspettative dei cattolici rispetto alla figura del sacerdote.
È vero che la forte carenza di organizzazioni cattoliche nel nostro Paese ci ha impedito molte volte di consultare tutti i settori del laicato nella fase preparatoria del Sinodo; tuttavia altri eventi ci hanno permesso di prendere nota in modo diretto dei suoi sentimenti riguardo al problema del sacerdozio. La celebrazione nel 1970 del cinquantesimo anniversario dell'ordinazione sacerdotale di Paolo VI, vissuta con particolare intensità in Polonia, il venticinquesimo anniversario della liberazione dei 250 sacerdoti dai campi di concentramento di Dachau, e, lo scorso anno, la preparazione della beatificazione di Massimiliano Kolbe - il sacerdote cattolico che diede la propria vita ad Auschwitz in cambio di quella di un padre di famiglia - hanno rappresentato per i nostri fedeli una sorta d'introduzione spirituale al Sinodo e, per noi, un'occasione per constatare che la figura del sacerdote si trova al centro della coscienza della Chiesa in Polonia.
Lo dimostrano anche le risposte date dai nostri sacerdoti, la scorsa primavera, alle domande formulate dalla Segreteria del Sinodo nella fase preparatoria. Tali risposte si attengono a questa coscienza, ossia definiscono la figura del sacerdote nelle sue convinzioni proprie e allo stesso tempo in conformità con le esigenze concrete del resto del Popolo di Dio. In Polonia è un elemento confortante la stretta relazione che esiste fra la vita sacerdotale concreta - il modo in cui il sacerdote vede se stesso - e le esigenze della fede viva della Chiesa: il sensus fidei del Popolo di Dio per il quale egli è stato chiamato al ministero. Da quelle risposte si deduce che per i cattolici polacchi la problematica del sacerdozio verte soprattutto sul momento stesso della vocazione sacerdotale. Viene giustamente concepita come una particolarissima chiamata personale di Cristo, come il prolungamento naturale della chiamata rivolta da Gesù agli Apostoli. Tutti i fedeli, nelle diverse forme dell'esistenza umana, cercano di condurre una vita in sintonia con la speciale intenzione di Dio contenuta nel Battesimo, ma la vocazione sacerdotale s'intende proprio nella sua peculiarità. A questo nuovo "vieni e seguimi" pronunciato in modo imperativo da Cristo, corrisponde, nella sensibilità dei nostri fedeli, la certezza che, al carattere personale di tale chiamata, deve seguire un impegno totale della persona. Riassumendo, si vive, letteralmente, l'espressione con la quale la lettera agli ebrei descrive il sacerdote, ossia ex hominibus assumptus (Ebrei, 5, 1).
Ciò spiega come, nonostante le difficoltà obiettive, i seminari siano oggetto di particolare attenzione da parte di tutti e vengano mantenuti grazie, esclusivamente, alle donazioni dei fedeli. E spiega anche la straordinaria partecipazione con cui - specialmente nelle comunità di provincia ma anche nelle grandi città - si seguono le ordinazioni sacerdotali e le celebrazioni delle prime Messe.
Possiamo continuare a servirci del modello del testo paolino per illustrare un secondo aspetto importante di questa coscienza dei cattolici polacchi relativa al sacerdozio: pro hominibus constituitur. I fedeli vedono nel sacerdote il sostituto e il seguace di Cristo, che sa affrontare con piacere qualsiasi sacrificio personale per la salvezza delle anime che gli sono state affidate. Hanno fiducia in lui e apprezzano soprattutto il suo zelo apostolico concreto e il suo instancabile spirito di sacrificio per il prossimo, realizzato nello spirito di Cristo. Ed è proprio insistendo su queste dimensioni dell'esistenza sacerdotale che penso si possa superare qualsiasi "crisi d'identità". Il sacerdote è utile alla società se riesce a utilizzare tutte le sue capacità fisiche e spirituali nello svolgimento del suo ministero pastorale. I fedeli non hanno bisogno di funzionari della Chiesa, o di efficaci dirigenti amministrativi, ma di guide spirituali, di educatori (fra la mia gente regna la convinzione che il cristianesimo possieda principi morali e possibilità educative insostituibili).
Tornando al documento sinodale, per vedere riflessa in esso la situazione polacca, sarebbe necessario apportare una lieve correzione: più che insistere sulla crisis identitatis, sarebbe bene mettere in evidenza la identificatio per vitam et ministerium che costituisce l'elemento più importante del modo in cui i nostri fedeli considerano il sacerdozio, alla luce di tutto ciò che hanno già sottolineato alcuni documenti conciliari come la Lumen gentium, e il Presbyterorum ordinis. Ciò non significa che i sacerdoti polacchi non guardino con gratitudine al compito realizzato dal Sinodo.
In numerosi Paesi occidentali, dove con l'industrializzazione si è diffusa una mentalità sempre più tipica della società secolarizzata, si parla di sacerdozio part-time, e di attività professionali dei sacerdoti. Come considera, Eminenza, questo problema rispetto a quello della scarsità del clero?
Il documento finale del Sinodo risponde a questa domanda in termini essenziali. Nella parte dedicata ai principi dottrinali si legge: "La permanenza per tutta la vita di questa realtà che imprime un segno, la quale è dottrina di fede e, nella tradizione della Chiesa, prende il nome di carattere sacerdotale, serve ad esprimere il fatto che Cristo si è associata irrevocabilmente la Chiesa per la salvezza del mondo, e che la Chiesa stessa è consacrata a Cristo in modo definitivo, affinché la sua opera abbia compimento. Il ministro, la cui vita reca il suggello del dono ricevuto attraverso il sacramento dell'Ordine, ricorda alla Chiesa che il dono di Dio è definitivo". In accordo con tutta la tradizione, il Sinodo ha affermato che il sacerdozio ministeriale, come frutto della particolare vocazione di Cristo, è un dono di Dio nella Chiesa e per la Chiesa; e questo dono, una volta accettato dall'uomo nella Chiesa, è irrevocabile. In effetti, il Sinodo ha riaffermato che "questa peculiare partecipazione al sacerdozio di Cristo non scompare in alcun modo, sebbene il sacerdote sia dispensato o rimosso dall'esercizio del ministero per motivi ecclesiali o personali". Nella pratica è la Chiesa che, attraverso il vescovo, chiama determinati individui al sacerdozio e lo trasmette loro in modo sacramentale, ma questo non deve far dimenticare che l'autore del dono, colui che ha istituito il sacerdozio, è Dio stesso. "Attraverso l'imposizione delle mani viene comunicato il dono indelebile dello Spirito Santo (cfr. 2 Timoteo, 1, 6). Tale realtà configura e consacra a Cristo sacerdote il ministro ordinato e lo rende partecipe della missione di Cristo nel suo duplice aspetto, di autorità e di servizio. Questa autorità non è propria del ministro: essa è, infatti, la manifestazione della exousìa, cioè della potestà del Signore, in virtù della quale il sacerdote svolge il ruolo di ambasciatore nell'opera escatologica della riconciliazione (cfr. 2 Corinzi, 5,18-20)". Che dire pertanto del sacerdote part-time? Anche qui la risposta ce la dà il documento finale del Sinodo: "come norma ordinaria, si deve attribuire tempo pieno al ministero sacerdotale. Per nulla, infatti, è da considerare quale fine principale la partecipazione alle attività secolari degli uomini, né può essa bastare ad esprimere la specifica responsabilità dei presbiteri". Si tratta pertanto di fornire una risposta adeguata alla domanda: che cos'è il sacerdote? e in tale ottica il Sinodo riprende le parole della Presbyterorum ordinis: i presbiteri, senza essere del mondo e senza avere il mondo come esempio, devono tuttavia vivere nel mondo (cfr. Presbyterorum ordinis, 3, 17; Giovanni, 17, 14-16) come testimoni e dispensatori di un'altra vita diversa da questa vita terrena (cfr. Presbyterorum ordinis, 3). Solo partendo da queste premesse si può trovare una soluzione realistica e conforme alla fede. Il Sinodo non ha dimenticato che anche in epoche passate della storia della Chiesa ci sono stati sacerdoti che si sono dedicati ad attività extra-sacerdotali, ma esercitandole sempre in stretta connessione con la specifica missione pastorale; per questo, "per determinare, nelle circostanze concrete, quale convenienza vi sia tra le attività profane ed il ministero sacerdotale, bisogna chiedersi se e come quelle funzioni e attività servano sia alla missione della Chiesa, sia agli uomini non ancora evangelizzati, sia, infine, alla comunità cristiana, a giudizio del Vescovo locale col suo presbiterio, e dopo aver consultato, in quanto è necessario, la Conferenza Episcopale". La decisione del vescovo o della Conferenza episcopale dovrebbe quindi tener conto di queste premesse. Infine, per quanto riguarda lo svolgimento delle attività propriamente extra-sacerdotali, il Sinodo lo consente, ma con alcune importanti precisazioni: "Quando codeste attività, ordinariamente di spettanza dei laici, siano richieste dalla stessa missione evangelizzatrice del presbitero, devono essere poste in armonia con le altre attività del ministero, dal momento che si possono considerare, in quelle circostanze, come modalità necessarie di un vero ministero (cfr. Presbyterorum ordinis, 8)". Il Sinodo si è pertanto assunto la responsabilità di proteggere la Chiesa dal rischio di sminuire il dono divino del sacerdozio. Conforme a questo stesso senso di responsabilità, ritengo che si debba inquadrare nelle sue giuste dimensioni il problema della scarsità del clero; non si può pensare di risolvere le difficoltà derivanti dalla quantità rinunciando alla qualità. Si tratta di migliorare l'impiego del sacerdote nella Chiesa, senza però dimenticare che solo "il Signore della Messe" può moltiplicare questo dono e che agli uomini spetta accoglierlo con la disposizione che per sua natura esso richiede.
Dalle sue parole si può desumere che la crisi che ha coinvolto il sacerdozio deriva soprattutto da difficoltà di fede e dalla mancanza di una genuina spiritualità sacerdotale nella Chiesa di oggi. Le sembra tuttavia che, al di là di questa crisi, agisca anche una cultura enormemente scristianizzata? Il Sinodo, a cui lei ha fatto riferimento, ha affrontato anche questo aspetto: qual è la sua opinione al riguardo?
Durante i lavori sinodali si parlò molto di crisi d'identità del sacerdote, inquadrandola in una crisi d'identità più essenziale della Chiesa stessa. Certe espressioni però mi sembra che restino vaghe: è chiaro che più che a una crisi obiettiva, in esse si alludeva a una coscienza soggettiva di crisi. Chiarito ciò, passo a rispondere direttamente alla sua domanda. Il documento finale sul sacerdozio, sebbene abbia evitato l'espressione "Crisi d'identità" - usata invece nel documento preparatorio - proprio nei punti dedicati a illustrare tale crisi, evoca questa idea. Ecco un esempio: "Dinanzi a tale realtà in alcuni nascono queste inquietanti domande: Esiste o non esiste una ragione specifica del ministero sacerdotale? È o non è necessario questo ministero? È permanente questo sacerdozio? Che cosa vuol dire oggi essere sacerdote? Non sarebbe sufficiente per il servizio delle comunità poter contare su alcuni presidenti designati per servire il bene comune, senza che debbano ricevere l'ordinazione sacerdotale e che esercitino il loro incarico temporaneamente?". Si può senza dubbio affermare che domande come questa sono nate storicamente nell'ambito teologico, facendo appello a presupposti teorici elaborati sistematicamente da alcuni teologi come forma di contestazione alla metodologia teologica tradizionale. Ma una volta formulati e comunicati all'opinione pubblica ecclesiale, esprimono un atteggiamento di contestazione esistenziale più profonda. Il testo si preoccupa proprio di ricostruire la genesi di questo secondo tipo di contestazione e a tale riguardo continua a riferirsi all'ambito globale della cultura contemporanea. "Le questioni anzidette, che in parte sono nuove ed in parte erano già note da tempo, ma che si presentano oggi in forma nuova, non possono esser comprese fuori dal contesto globale della cultura moderna, la quale dubita molto del suo stesso significato e valore. I nuovi ritrovati della tecnica suscitano speranze eccessivamente entusiastiche ed insieme profonde ansietà. Ci si domanda, giustamente, se l'uomo potrà essere capace di dominare la sua opera e di indirizzarla verso il progresso. Alcuni, soprattutto i più giovani, hanno una concezione pessimistica intorno al significato di questo mondo e cercano salvezza in sistemi puramente meditativi, o in paradisi artificiali e appartati, estraendosi da quello che è lo sforzo comune dell'umanità. Altri, animati da una grande speranza utopistica senza alcun riferimento a Dio, si impegnano nella conquista di uno stato di liberazione totale e trasferiscono dal presente al futuro il significato di tutta la loro personale esistenza. In tal modo, risultano profondamente scompaginate l'azione e la contemplazione, il lavoro e lo svago, la cultura e la religione, l'aspetto immanente e quello trascendente della vita umana".
Il problema è: è giusta questa diagnosi? O meglio: spiega veramente tutto? Ossia, questo contesto della cultura contemporanea è veramente globale? I membri dell'Episcopato polacco, che devono affrontare difficoltà di ogni sorta, tendono a sostenere che il documento generalizza un insieme di sintomi caratteristici del mondo occidentale con grande sviluppo tecnologico: la situazione della Chiesa in altri Paesi presenta aspetti molti diversi.
Il Sinodo, certamente, non ignorò questa realtà: "Sappiamo bene che esistono regioni del mondo, nelle quali fino ad ora meno si avverte quella profonda trasformazione culturale, e che le questioni, che sono state sopra richiamate, non si pongono dappertutto, né da parte di tutti i sacerdoti, né dallo stesso punto di vista". Ebbene, in Polonia, forse per l'influenza di un regime politico e socioeconomico diverso, la trasformazione culturale non solo si avverte meno, ma anche in modo abbastanza diverso. Dai sondaggi condotti di recente fra i sacerdoti polacchi si desume che fra noi non si può parlare né di crisi d'identità del sacerdote, né di crisi d'identità della Chiesa. Nell'impatto con l'ideologia marxista e il suo ateismo programmato e diffuso in modo propagandistico, la Chiesa non ha perso la propria identità. Le crisi, quando ci sono, sono individuali; e qui torniamo al problema della fede e della spiritualità. La fede è una grazia soprannaturale che si sviluppa nelle circostanze più diverse e contraddittorie. In questo tempo, posto che l'incremento del progresso materiale comporta forti tensioni nella vita spirituale, penso che si debba sottolineare che la sua risoluzione radicale dipende da un incremento proporzionale della vita della fede. È stata sempre questa, al di là delle diagnosi, la risposta fondamentale del Sinodo.
Parallelamente alla missione di promuovere e di garantire la fede (Magistero) c'è la funzione di orientare i credenti, trasmettendo loro fedelmente le indicazioni magisteriali. Potrebbe in tal senso spiegare l'allusione fatta poco fa alla teologia?
Non si tratta solo della teologia, bensì in generale, della formazione dell'opinione pubblica nella Chiesa. In questo settore svolgono un ruolo determinante i mass media, che, come è noto, si strutturano in base a leggi proprie. Questi, naturalmente, non possono agire a detrimento della loro fedeltà al messaggio. Il problema è così reale che lo stesso Sinodo se ne fece eco nel documento sulla giustizia con queste parole: "La coscienza del nostro tempo esige la verità nei sistemi di comunicazione sociale, il che include anche il diritto all'immagine obiettiva diffusa dagli stessi mezzi e la possibilità di correggere la sua manipolazione". La Chiesa ha trattato la problematica della comunicazione in modo sempre più positivo e fiducioso (basti pensare al decreto conciliare Inter mirifica e all'istruzione Communio et progressio), ma allo stesso tempo non si può occultare l'esistenza oggettiva del rischio che i mezzi di comunicazione ledano il diritto alla verità e diventino uno dei principali centri d'ingiustizia nel mondo contemporaneo. Per questo, assegnando ai mass media la loro giusta finalità, il testo sinodale afferma esplicitamente: "Questo tipo di educazione, dato che rende tutti gli uomini più integralmente umani, li aiuterà a non continuare ad essere in futuro oggetto di manipolazioni, né da parte dei mezzi di comunicazione, né da parte delle forze politiche, ma, al contrario, li renderà capaci di forgiare il proprio destino e di costruire comunità veramente umane".
Questi testi toccano il nostro tema, anche se in un certo senso lo trascendono: aiutano a dissipare gli equivoci che nascono quando si passa dal piano della vita della Chiesa - al quale pastori e teologi apportano il loro specifico contributo, rimanendo fedeli al ministero pastorale e sacerdotale - al piano della comunicazione e della creazione di un'opinione pubblica. Ritengo pertanto giustificate le preoccupazioni dei padri sinodali per evitare che, nel passaggio delle comunicazioni sociali, si deformino elementi che sono fondamentali per la vita della Chiesa. Si tratta di porre in atto un movimento di sensibilizzazione che promuova nei responsabili della comunicazione una maggiore consapevolezza della loro responsabilità nell'edificazione della Chiesa secondo la volontà di Cristo, individuando con realismo quei fattori che - per interessi di parte e per un diffuso spirito di divismo - influiscono in modo negativo.
Fra le raccomandazioni rivolte ai sacerdoti dal Magistero ecclesiastico recente, spicca, per la su frequenza, la messa in guardia contro la tentazione di adattare l'annuncio della parola e i criteri di azione pastorale alla mentalità mondana. Visto che questa mentalità si mostra sempre più intrisa d'ideologia permissiva, tanto che si parla già apertamente di "teologia permissiva", ritiene che sia necessario estendere tale monito anche ai teologi?
Il permissivismo e le sue manifestazioni nell'ambito teologico sono fenomeni tipici della società occidentale che, in Paesi come la Polonia, hanno un'influenza per ora piuttosto relativa. Come osservatore dal di fuori posso quindi solo limitarmi a fare considerazioni generali.
In primo luogo è chiaro che all'origine del permissivismo c'è una concezione esclusivamente orizzontale - e per questo un po' riduttiva - della libertà. La libertà è l'elemento costitutivo della dignità della persona ininterrottamente proclamato e difeso dal pensiero cristiano. Occorre però anche tener presente che la libertà cristiana non è mai un fine in se stesso. È piuttosto forzatamente finalizzata: è il mezzo per il conseguimento del vero bene. L'errore di prospettiva del permissivismo consiste nel capovolgere l'obiettivo: il fine diviene la ricerca della libertà individuale, senza alcun riferimento al bene con cui la libertà s'impegna. La conseguenza pratica è che, al di fuori della finalizzazione del bene, la libertà si trasforma in abuso, e invece di fornire alla persona l'ambito per la sua autorealizzazione, determina il suo svuotamento e la frustrazione. Della libertà non resta altro che lo slogan. È indubbio che una simile impostazione sia da considerare assolutamente contraria ai criteri che devono orientare una retta teologia e una efficace azione pastorale. Teologi e pastori devono, in tale situazione, interrogarsi incessantemente sui veri valori cristiani. L'uomo porta la norma della sua libertà - secondo l'espressione paolina - in "vasi di creta" (2 Corinzi, 4, 7). Le tentazioni sono molte, ma altrettante sono le possibilità di recuperare. Si potranno evitare molte confusioni non chiudendosi ai problemi della società permissiva, ma piuttosto ricordando che deve essere il messaggio cristiano - il suo radicamento nella coscienza naturale - e non il permissivismo, a dettare le leggi della lotta per l'autentica libertà, che è anche sempre una delle componenti indispensabili nella missione della Chiesa.
Qual è, a suo giudizio, Eminenza, l'insegnamento che i sacerdoti di oggi, e in particolare i sacerdoti polacchi, possono trarre da una figura come quella di Massimiliano Kolbe?
Il fatto che Massimiliano Maria Kolbe sia stato beatificato durante i lavori del Sinodo attribuisce alla sua figura - come ha sottolineato il cardinale Duval, presidente di turno dell'assemblea sinodale - un significato che valica i confini nazionali e fa di lui un esempio per tutti i sacerdoti: il simbolo di un tempo segnato da crudeltà disumane, ma anche da consolanti episodi di santità. Poi, per noi polacchi, la sua beatificazione acquista chiaramente un carattere particolare: ai più anziani fra noi sacerdoti ricorda i tormenti subiti con il resto della popolazione nei campi di sterminio, dove il dolore e la solidarietà prepararono la Chiesa in Polonia a nuove prove. Ma per i più giovani, padre Kolbe rappresenta un'indicazione di quanto il sacerdote deve esigere a se stesso nel servizio agli altri.
Si possono anche considerare paradigmatici altri aspetti della sua personalità (basti pensare alla sua devozione a Nostra Signora e alla sua azione apostolica nella stampa). Tutta la sua figura, tanto intimamente raffigurata dalla croce, è un appello pressante alla finalità apostolica della vocazione cristiana e alla totale rinuncia a se stessi, che costituisce una dimensione costante dell'esistenza sacerdotale.
(©L'Osservatore Romano 2 aprile 2011)
In due libri (e nei disegni) di Philipp e Caroline von Ketteler e di don Marcello Cruciani
Il segreto del parroco del mondo
di SILVIA GUIDI
"A proposito: se uno di voi trovasse la mia canoa, che ho lasciato sui laghi tra le montagne di Masuren, può usarla fino alla fine della sua vita. Gliela regalo": la vignetta che conclude L'amico Karol. Giovanni Paolo II, la sua vita raccontata ai bambini di Philipp e Caroline von Ketteler (Venezia, Marcianum Press, 2011, pagine 70, euro 13) non raffigura, volutamente, il protagonista del libro, ma ne sintetizza visivamente il messaggio: la celebre canoa ormeggiata in tutta fretta sulla riva del lago - la notizia della nomina a vescovo di Cracovia lo raggiunse durante un'escursione lungo il fiume Lyne - indica il cammino della vita, diretto verso orizzonti infiniti, ma percorso ogni giorno grazie ai piccoli, faticosi, apparentemente insignificanti colpi di pagaia del quotidiano.
L'amico Karol - ma il titolo originale è molto più bello, Karols Geheimnis, il "segreto di Karol" - racconta ai bambini l'infanzia del piccolo Lolek, il suo amore per il teatro, la letteratura e lo sport, senza omettere gli aspetti drammatici di una vita segnata dalla perdita prematura delle persone più care; la madre, scomparsa quando Karol aveva solo nove anni, la sorella Olga e l'amatissimo fratello maggiore Edmund: narrando questi episodi, i disegni a colori vivaci sfumano nel monocromo blu per indicare il dolore di un passato sereno che si allontana e la durezza della prova presente.
"Leggi, Lolek, prega e leggi! Solo così imparerai a sopportare la tristezza" ripete il padre al suo bambino, che riesce ad "attraversare" la sofferenza impegnando tutto se stesso nello studio e lasciandosi sostenere dall'affetto degli amici: con loro va a nuotare, organizza lunghe gite in bicicletta, gioca a hockey su ghiaccio, pattina e impara a sciare. Una passione, quella per la neve, che continuerà anche negli anni della maturità e delle "chiavi pesanti" del ministero di successore di Pietro; una celebre foto lo ritrae nel 1984 sull'Adamello in perfetta tenuta da sci; altre immagini simili sono state recentemente raccolte da Roberto e Stefano Calvigioni a corredo del libro Lo sport in Vaticano appena pubblicato (Città del Vaticano, Libreria Editrice Vaticana, 2011, pagine 180, euro 16). Philipp e Caroline von Ketteler, gli autori di L'amico Karol, raccontano in modo sintetico e chiaro anche le ferite più profonde della storia: le minacce alla Chiesa, le lunghe ombre della guerra e dell'ideologia totalitaria: "In Polonia la vita era diventata ancora più difficile. Un uomo di nome Stalin era salito al potere in Russia. Poiché la Polonia era strettamente legata alla Russia, Stalin decideva quello che doveva succedere anche in Polonia. Stalin sosteneva che bisognasse togliere tutto agli uomini, anche la fiducia in Dio e la Verità. Perciò, più nessuno sembrava dare più importanza alla Verità. E poiché questo era ciò che la Chiesa rappresentava, i preti furono deportati e uccisi e le chiese vennero chiuse. Chiunque aveva fiducia in Dio per i comunisti rappresentava un pericolo". La stessa semplicità e chiarezza di narrazione, unite a una simile scelta di rappresentare per immagini la vita di Giovanni Paolo II, si possono ritrovare nell'ultimo libro di don Marcello Cruciani, sacerdote dal 1982 e parroco del Crocifisso a Todi. Ogni settimana don Cruciani pubblica una sua vignetta sul settimanale "La Voce" delle diocesi dell'Umbria; tra i volumi che ha pubblicato, c'è anche una Vita Francisci (Todi, 2010) una sorridente biografia a fumetti in cui il santo di Assisi dialoga attraverso gli episodi più celebri della sua vita con i miti della contemporaneità. "Questo piccolo lavoro - si legge nella quarta di copertina di Don Karol parroco del mondo (Todi, Tau editrice, 2011, pagine 31, euro 1) - presenta in modo semplice ed agile la vita di Giovanni Paolo II ed è illustrato dallo stesso autore del testo con i fatti salienti della sua vita; è un opuscolo popolare, adatto alla gente che non ha molto tempo da dedicare alla lettura ma che senz'altro è affascinata dalla vita di uno dei più grandi uomini della storia recente".
Il Papa- scrive don Cruciani - "non trova solo applausi; viene più volte contestato ma tutto questo non lo spaventa, come afferma durante una catechesi: "Guai se il romano Pontefice si spaventasse delle critiche e delle incomprensioni". Non è un propagandista, è un innamorato; la preghiera e, soprattutto, la celebrazione dell'Eucaristia sono il respiro delle sue giornate. Giornate intense, faticose, dove il colloquio con Dio rimane sempre al primo posto. I collaboratori sono attenti a non farlo passare durante gli spostamenti dei suoi numerosi viaggi, di fronte ad un tabernacolo con il Santissimo Sacramento, perché il Papa si sarebbe prostrato in adorazione, creando ritardi sulla tabella di marcia. Ha una certezza granitica: il primo compito del Papa verso la Chiesa e verso il mondo è pregare".
(©L'Osservatore Romano 2 aprile 2011)
La profonda spiritualità mariana di Karol Wojtyla
L'architettura è fatta di amore e correttezza
di GIOVANNI COPPA
Cardinale diacono di San Lino
L'amore di Giovanni Paolo II per la Vergine fu un amore sconfinato. Non ha mai tralasciato occasione per parlare di Maria. Le ha dedicato l'enciclica Redemptoris Mater: la redenzione è stata infatti il filo conduttore del suo magistero petrino. Inoltre l'ha onorata non solo col suo ministero di Sommo Pontefice, ma anche in tante altre forme.
Fin dall'inizio ha voluto recitare per tanti anni il Rosario ogni primo sabato del mese, insieme con i fedeli in Vaticano. Con la sua fantasia instancabile ha arricchito il rosario con i misteri della luce. E ormai quasi alla fine del pontificato, ha celebrato l'Anno del rosario, che ha avuto tanti frutti di devozione e di rinnovamento spirituale. Ricordo poi i suoi pellegrinaggi a Lourdes e a Fátima. In ogni suo viaggio, inoltre, ha programmato una visita ai più importanti santuari mariani del mondo.
So con quanto desiderio voleva che un'immagine della Madonna campeggiasse nella basilica Vaticana, dove del resto ci sono stupende cappelle a Lei dedicate. E volle che almeno il Palazzo Apostolico mostrasse un'immagine della Madonna, che si leva, alta e materna, su piazza San Pietro.
Tutti sanno che il motto da lui scelto prima della sua ordinazione episcopale è Totus tuus. Il futuro Papa trasse queste parole dalla preghiera di un grande santo mariano, Luigi Maria Grignion de Montfort. Ebbene, il Papa non solo recitava ogni giorno quella preghiera, ma ne scriveva un brano su ogni pagina dei testi autografi delle sue omelie, dei discorsi, delle encicliche, in alto a destra del foglio. Nella prima pagina metteva l'inizio della preghiera: Tuus totus ego sum, "Io sono tutto tuo"; nella seconda, Et omnia mea tua sunt, "E tutte le cose mie sono tue"; nella terza, Accipio Te in mea omnia, "Ti accolgo in tutte le cose mie"; nella quarta, Praebe mihi cor tuum, "Dammi il tuo cuore". E così proseguiva su ogni pagina, ripetendo, se necessario, le singole invocazioni, finché non aveva terminato di scrivere. Negli archivi della Segreteria di Stato vi sono migliaia di queste pagine, dove Giovanni Paolo II ha manifestato in modo così intimo e commovente il suo amore alla Madonna.
Questo amore sconfinato a Maria nasceva dall'amore che egli aveva per Cristo. Amare Gesù è il fulcro di tutta la nostra vita. E se ciò è vero per ogni cristiano, tanto più lo è per il Papa. È una cosa tanto ovvia che potrebbe sembrare inutile sottolinearla. Ma vi accenno, perché ho un ricordo particolare, che riguarda l'ultima visita apostolica che Giovanni Paolo II compì nel 1997 nella Repubblica Ceca.
Era già venuto in Cecoslovacchia nel 1990, appena caduto il muro di Berlino, fermandosi a Praga, Velehrad e Bratislava. Nel 1995 venne per la seconda volta, sostando a Praga, in Boemia, e a Olomouc, in Moravia. Era già sofferente. Cominciava a portare il bastone e ci scherzava sopra con i giovani, sempre entusiasti di stringersi attorno a lui. Ma era ancora in forze, tanto da fare le scale senza ascensore.
La prima sera, dopo l'arrivo e la cena con i vescovi, sostò in cappella davanti al Santissimo. Le suore avevano preparato per lui un grande inginocchiatoio, ma egli preferì pregare nel banco. Io lo accompagnai, attendendo fuori della cappella. La sera seguente fui trattenuto da impegni e telefonate urgenti, e non potei accompagnarlo in cappella. Ci arrivai dopo, quando era già inginocchiato. Prima di entrare avevo udito come una musica indistinta, e quando aprii silenziosamente la porta, sentii che, inginocchiato nel banco, cantava sommessamente davanti al tabernacolo. Il Papa cantava sottovoce davanti a Gesù Eucaristia: il Papa e Cristo nell'Ostia, Pietro e Cristo. Fu per me una cosa sconvolgente, un fortissimo richiamo alla fede e all'amore per l'Eucaristia, e alla realtà del ministero petrino. Non ho più dimenticato quell'esile canto, che era come un colloquio d'amore con Cristo. Ho raccontato una sola volta questo episodio, in Repubblica Ceca, ma è bene che sia noto, tanto più ora che si avvicina la sua beatificazione, perché dice magnificamente che dobbiamo avere un legame sempre vivo, intimo e profondo con Gesù, vivente nell'Eucaristia. E dimostra, in modo superlativo, che Giovanni Paolo II è stato veramente un innamorato di Cristo.
Infine, vorrei sottolineare l'amore dei popoli slavi per il Pontefice polacco. Nel 1990 fui inviato in Cecoslovacchia, che due anni dopo si divise pacificamente in due Stati, la Repubblica Ceca e la Slovacchia. Questo è stato il regalo più grande che mi abbia fatto Giovanni Paolo II, dopo quello di avermi ordinato vescovo. Ricordo che, ancora la vigilia della mia partenza per Praga, lo vidi all'eliporto vaticano, di ritorno da una visita in una diocesi italiana, e gli dissi: "Padre Santo, domani parto, e finalmente vedrò anch'io, in Slovacchia, i "suoi" monti Tatra". Ma lui, sorridendo bonariamente, mi disse. "Oh! I Tatry sono molto più belli dal versante polacco che non da quello slovacco!".
L'esperienza come nunzio apostolico è stata la più intensa che io abbia fatto. In quegli anni, potei toccare con mano quanto il Papa fosse amato dal popolo ceco e slovacco, a cominciare dalle autorità. Il presidente Havel mi disse due volte che Giovanni Paolo II aveva svolto un ruolo fondamentale nella caduta del comunismo: "Certamente - sosteneva - ci furono anche altre cause per la vittoria della libertà sul comunismo, ma, senza di lui, il risultato non sarebbe stato così subitaneo e inatteso". Altre volte mi sottolineò che i suoi colloqui col Papa erano sempre molto informali e cordiali: "Lui parla in polacco, io in ceco - diceva - e ci intendiamo molto bene".
Ciò che gli attirava le simpatie di tutti era il fatto che fosse il primo Papa slavo della storia. La gente, che per quarant'anni era stata frastornata dalla propaganda ateistica, cominciava a capire che cos'era la Chiesa, quale mistero di comunione e di fratellanza portasse agli uomini insieme con la fede in Dio e l'amore di Cristo, negati per così lungo tempo. Anche per questo, Giovanni Paolo II è stato un grande dono di Dio alla Chiesa e all'umanità.
(©L'Osservatore Romano 2 aprile 2011)
Fonte: L'Osservatore Romano
Via:"Blog degli amici di Papa Ratzinger"
Por: SUBSÍDIOS LITÚRGICOS
sexta-feira, 1 de abril de 2011
A Presença Real de Cristo na Eucaristia
Postado por
Caio Vinícius
“A Eucaristia é um Sacramento que, pela admirável conversão de toda a substância do pão no Corpo de Jesus Cristo, e de toda a substância do vinho no seu precioso Sangue, contém verdadeira, real e substancialmente o Corpo, Sangue, Alma e Divindade do mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor, debaixo das espécies de pão e de vinho, para ser nosso alimento espiritual”. (Catecismo de São Pio X)
ARTIGO 2 – A transubstanciação eucarística
Pondo-se de manifesto a presença real de Cristo na Eucaristia, vejamos agora o modo de sua realização. Ele se verifica pelo estupendo milagre da transubstanciação eucarística, cuja teologia resumimos brevemente.
1. NOÇÃO. A transubstanciação eucarística consiste na total conversão de toda a substância do pão no corpo de Cristo e de toda a substância do vinho no seu sangue, permanecendo somente as espécies ou acidentes do pão e do vinho.
2. CONDIÇÕES. Para a verdadeira transubstanciação se requerem as seguintes condições:
1) Que o termo de partida (a quo) e o de chegada (ad quem) sejam positivos. Porque, se um deles fosse negativo, não haveria transubstanciação, mas criação (se faltasse o termo a quo) ou aniquilação (se faltasse o ad quem).
2) Que o termo a quo, que é a substância do pão ou do vinho, deixe de existir; e o termo ad quem, que é o corpo ou o sangue de Cristo, comece a existir sob as espécies sacramentais. Porque de outra forma não haveria verdadeiro trânsito nem conversão.
3) Que haja um nexo intrínseco e essencial entre a desaparição do termo a quo e a aparição do termo ad quem. Ou seja, que o mesmo termo a quo (pão ou vinho) se converta no termo ad quem (corpo ou sangue de Cristo), de tal sorte que o mesmíssimo termo a quo (a substância do pão ou vinho) se diga e seja depois o termo ad quem (o corpo ou o sangue de Cristo). Não bastaria que houvesse entre os dois uma mera sucessão, mas que se requer indispensavelmente que um se converta no outro, de tal maneira que, mostrando o corpo eucarístico de Cristo, possamos dizer com verdade: “Isto que antes da consagração era a substância do pão, agora é o corpo de Cristo”. Desta maneira, o nexo entre a desaparição do pão e a aparição do corpo de Cristo é intrínseco ou essencial, e a desaparição do primeiro traz necessariamente a aparição do segundo.
4) Pode-se acrescentar uma quarta condição, a saber, que se conserve no termo ad quem algo do que havia no termo a quo. Assim ocorre de fato na Eucaristia, já que a consagração afeta unicamente a substância do pão ou do vinho, deixando intactos os acidentes, que, por isso mesmo, permanecem depois da consagração. CONCLUSÃO. Cristo se faz realmente presente na Eucaristia pela transubstanciação, ou seja, pela conversão de toda a substância do pão e do vinho em seu próprio corpo e sangue, permanecendo unicamente os acidentes do pão e do vinho. (De fé divina, expressamente definida)
Prova-se:
1. PELA SAGRADA ESCRITURA. Depreende-se claríssimamente das palavras que pronunciou Cristo ao instituir a Eucaristia, e que repete o sacerdote ao consagrá-la: Isto é o meu corpo; este é o cálice do meu sangue, que não seriam verdadeiras se não ocorresse o prodígio da transubstanciação, ou seja, se juntamente com o corpo ou sangue de Cristo ficasse debaixo das espécies algo da substância do pão ou vinho.
2. PELO MAGISTÉRIO DA IGREJA. Definiu-o expressamente o Concílio de Trento contra os protestantes. Eis aqui o texto da definição dogmática:
“Se alguém disser que no sacrossanto sacramento da Eucaristia fica a substância do pão e do vinho juntamente com o corpo e o sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo; e negar aquela admirável e singular conversão de toda a substância de pão no corpo, e de toda a substância do vinho no sangue, ficando apenas as espécies de pão e de vinho, que a Igreja com suma propriedade (aptissime) chama de transubstanciação — seja excomungado”. (D 884)
3. PELA RAZÃO TEOLÓGICA. Santo Tomás explica profundissimamente que “não pode dar-se nenhum outro modo pelo qual o corpo verdadeiro de Cristo comece a estar presente neste sacramento senão pela conversão da substância do pão no mesmo Cristo” (III, 75, 3). A razão é porque uma coisa não pode estar onde não estava antes se não é por mudança de lugar ou porque outra coisa se converta nela. Ora: é manifesto que Cristo não pode fazer-se presente na Eucaristia por mudança de lugar ou movimento local, porque se seguiriam incompreensíveis absurdos (p.ex.: deixaria de estar no céu, já que corpo algum pode estar localmente em dois lugares ao mesmo tempo; não poderia estar mais que em um só sacrário da terra, não nos demais; a consagração eucarística não seria instantânea, mas exigiria algum tempo – ainda que fosse rapidíssimo – para que se verificasse o movimento local de Cristo, etc., etc.). Logo, não há outro meio pelo qual Cristo possa fazer-se presente na Eucaristia a não ser pela conversão n’Ele da substância do pão e do vinho. [...] FONTE: MARIN, A.R. Teologia Moral para Seglares. Madrid: Biblioteca de Autores Cristianos, 1958. v.II: Los Sacramentos. p.129-131.
Ano Mariano 2012-2013
Postado por
Paulo Roberto
Em 2012 faz 25 anos do ultimo ano Mariano proclamado por S.Santidade João Paulo II, com isso, católicos de todo mundo estão a fazer um pedido ao Santo Padre, a proclamação de um ano Mariano 2012-2013. E nós do Brasil também temos representação. Foi criado uma petição que está abaixo:
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A Sua Santidade Papa Bento XVIBeatissime Pater,
No desejo de contribuir com a santificação dos cristãos e com a Nova Evangelização, vimos suplicar a Vossa Santidade a graça da proclamação de um Ano Mariano em 2012-2013.
Sugerimos esta data por ela marcar os 25 anos do último Ano Mariano proclamado pelo Servo de Deus João Paulo II e por comemorar os 300 anos do Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, de São Luis Maria Montfort, obra tão amada e recomendada pelo próprio Servo de Deus João Paulo II.
Somos testemunhas dos frutos de graça e santidade que a proclamação do Ano Sacerdotal, feita por Vossa Santidade, fez brotar para a Igreja do mundo inteiro. Por esta razão, sugerimos humildemente que um Ano Mariano poderia ser uma grande oportunidade para reavivar a Devoção a Toda Santa Mãe de Deus no coração dos fiéis e propagar a prática da "Consagração Total a Jesus por Maria", como é ensinado pelo próprio São Luis, e como o Servo de Deus João Paulo II viveu e testemunhou.
Voltamo-nos a Vossa Santidade, com confiança, exercendo o que pensamos ser o nosso deve de manifestar aos nossos Sagrados Pastores os nossos anseios e necessidades espirituais (cf. cân. 212).
Aproveitamos a ocasião para manifestar a Vossa Santidade nossa mais completa fidelidade e devoção filial.
Quem quiser assinar a petição, está no link abaixo:
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