terça-feira, 10 de maio de 2011

JMJ apresenta filme-documental sobre menina espanhola em processo de beatificação

JMJ apresenta filme-documental sobre menina espanhola em processo de beatificação

Dom Damasceno se diz surpreso com sua eleição como presidente

Com 196 votos, o Arcebispo de Aparecida (SP), Cardeal Raymundo Damasceno Assis, foi eleito na noite desta segunda-feira, 9, como presidente da CNBB.


Dom Damasceno declarou que recebeu a eleição com supresa e naturalidade, porque acredita que Deus manifesta a Sua vontade por intermédio das pessoas e dos acontecimentos.

"Eu agradeço, em primeiro lugar, aos bispos que depositaram essa confiança em mim e agradeço a Deus porque tudo o que acontece na minha vida não é por acaso, mas é sempre obra da Providência Divina", comemorou Dom Damasceno, que já foi secretário-geral da CNBB por dois mandatos consecutivos (De 1995 a 1998 e de 1999 a 2003).

Ao final da apuração de ontem, o Cardeal de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, ficou em segundo lugar, com 75 votos.

No primeira apuração, Dom Damasceno havia obtido 161 votos contra 91 de Dom Odilo. Por não ter alcançado 2/3 dos votos (182), houve a necessidade do segundo escrutínio.

Na primeira votação, também receberam votos o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta (14); o Arcebispo de São Luís (MA), Dom José Belisário Walmor Oliveira de Azevedo; o Bispo de Jundiaí (SP), Dom Vicente Costa; o Bispo da prelazia de São Felix (MT), Dom Leonardo Steiner e o Bispo de Cruz Alta (RS), Dom Friederich Heimler, com um voto cada.

E no segundo escrutínio, receberam votos o Arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta (4) e o Bispo de Santo André, Dom Nelson Westrupp (1).

Nesta terça, as eleições continuam para vice-presidente e secretário-geral. Após a eleição dos membros da presidência, a Assembleia escolherá os 12 presidentes das Comissões Pastorais e o delegado da CNBB junto ao Conselho Episcopal da América Latina e Caribe (Celam).

Fonte: CN Notícias

Visita do Papa a Aquileia e Veneza em 10 frases


1. A missão prioritária que o Senhor nos confia hoje, renovados pelo encontro pessoal com ele, consiste em testemunhar o amor de Deus pelo homem. Estais chamados a fazer isso sobretudo com as obras do amor e as opções de vida a favor das pessoas concretas, começando pelos mais fracos, frágeis, indefesos, sem autonomia, como os pobres, os idosos, os enfermos. (À assembleia do 2º Congresso Eclesial de Aquileia, 7 de maio)


2. Da fé vivida com coragem surge hoje, assim como no passado, uma fecunda cultura feita de amor à vida, da concepção até seu ocaso natural, de promoção da dignidade da pessoa, de exaltação da importância da família, fundada no matrimônio fiel e aberto à vida, de compromisso pela justiça e pela solidariedade. (À assembleia do 2º Congresso Eclesial de Aquileia, 7 de maio)

3. É necessário que os cristãos, apoiados por uma "esperança confiável", proponham a beleza do acontecimento de Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida, a cada homem e mulher, em uma relação franca e sincera com os que não praticam a sua fé, com os não-crentes e com os crentes de outras religiões (À assembleia do 2º Congresso Eclesial de Aquileia, 7 de maio)

4. Não renegueis nada do Evangelho em que credes, e sim vivei entre os homens com simpatia, comunicando, em vosso próprio estilo de vida, esse humanismo que tem suas raízes no cristianismo, buscando construir, junto a todos os homens de boa vontade uma, "cidade" mais humana, mais justa e solidária. (À assembleia do 2º Congresso Eclesial de Aquileia, 7 de maio)

5. [A política] tem mais necessidade do que nunca de ver pessoas, sobretudo jovens, capazes de construir uma "vida boa" a favor e ao serviço de todos. Os cristãos não podem se afastar deste compromisso, pois, ainda que sejam peregrinos rumo ao céu, vivem, já aqui, uma antecipação da eternidade. (À assembleia do 2º Congresso Eclesial de Aquileia, 7 de maio)

6. Sede santos! Colocai Cristo no centro da vossa vida! Construí sobre Ele o edifício da vossa existência. Em Jesus, encontrareis a força para abrir-vos aos outros e fazer de vós mesmos, segundo o seu exemplo, um dom para toda a humanidade. (Missa no Parque de São Julião de Mestre, 8 de maio).

7. A autêntica realização do homem e sua verdadeira alegria não se encontram no poder, no êxito, no dinheiro, mas só em Deus, que Jesus Cristo nos permite conhecer e nos torna próximos. (À assembleia eclesial do patriarcado de Veneza, 8 de maio)

8. A "santidade" não significa fazer coisas extraordinárias, mas seguir cada dia a vontade de Deus (...). Sim, é preciso que haja fiéis leigos fascinados pelo ideal da "santidade", para construir uma sociedade digna do homem, uma civilização do amor. (À assembléia eclesial do patriarcado de Veneza, 8 de maio)

9. É preciso escolher entre uma cidade "líquida", pátria de uma cultura que se apresenta cada vez mais como a do relativo e efêmero, e uma cidade que renova constantemente sua beleza, recorrendo aos mananciais benéficos da arte, do saber, das relações entre os homens e entre os povos. (Ao mundo da cultura e da economia, 8 de maio)

10. O Evangelho é a maior força de transformação do mundo, mas não é uma utopia nem uma ideologia. As primeiras gerações cristãs o chamavam de "caminho", isto é, a maneira de viver que Cristo praticou em primeiro lugar e que nos convida a seguir. (Ao mundo da cultura e da economia, 8 de maio)

Retirado de: Zenit

Fala último colega de João Paulo II no seminário clandestino

Por Chiara Santomiero

"Era agosto de 1944: quando, em Varsóvia, começou a insurreição contra os nazistas, o cardeal Sapieha decidiu reunir os estudantes. Essa foi a primeira vez em que vi Karol Wojtyla."


O Pe. Kazimierz Suder, nascido em 1922, lê com voz tranquila as lembranças anotadas com escrita minuciosa nas folhas brancas apoiadas na frente dele. Do outro lado da mesa, como estudantes à espera de uma prova, estavam os jornalistas que chegaram a Cracóvia para recolher o testemunho do último sobrevivente entre os 8 jovens que compunham o seminário teológico clandestino organizado - quando já estava em curso a guerra - pelo indômito arcebispo de Cracóvia, Adam Sapieha, o último bispo-príncipe da cidade.

"Durante a ocupação nazista - explicou o Pe. Suder -, quando um seminarista manifestava ao cardeal a intenção de ser sacerdote, ele recomendava a cada um que estudasse em casa, escondido. Nenhum de nós conhecia os outros."

Era uma medida que tinha se tornado necessária depois de que os nazistas encontraram cinco jovens seminaristas que passavam a noite no seminário fechado por imposição deles: foram presos e fuzilados, enquanto os outros tinham sido deportados a Auschwitz. Por isso, Sapieha tinha decidido manter a clandestinidade total do seminário.

João Paulo II "era um bom companheiro - recordou. Não tinha problemas de comunicação; era modesto no falar, enquanto preferia escutar; dava seu parecer sobre as questões, mas não impunha; tentava compreender o outro e não mentia jamais".

O jovem Wojtyla emprestava anotações (cada página dos seus cadernos estava marcada com as iniciais de Jesus e Maria) e ajudava com prazer os colegas no estudo, mas não nas provas; a um colega que lhe havia pedido respostas durante uma prova, respondeu: "Concentre-se um momento, peça ajuda ao Espírito Santo e depois tente dar sozinho as suas respostas".

"Ele tinha um olhar sereno - afirmou o Pe. Suder - e um grande senso de humor; gostava de ouvir piadas." Fiel à disciplina do seminário, estava muito atento às aulas e era capaz de sintetizar; os professores estavam muito satisfeitos com ele.

"Após o fracasso da insurreição de Varsóvia, chegaram ao bispado os sacerdotes que tiveram de fugir das cidades, razão pela qual nós, os seminaristas, tivemos de ceder nossos quartos e dormimos todos juntos na sala das audiências do cardeal, onde também aconteciam as aulas", prosseguiu o Pe. Suder.

Este período de vida estreitamente comum, que se prolongou até a chegada dos russos à cidade, em janeiro de 1945, aproximou muito os jovens: "Eu soube que ele tinha nascido em Wadovice, que tinha chegado a Cracóvia junto a seu pai, após a morte dos seus, e que depois, em 1941, quando seu pai também morreu, ele concluiu que o objetivo da sua vida era o sacerdócio".

Outra característica do jovem Wojtyla que permaneceu viva na memória de seus companheiros de estudo foi "a sensibilidade com relação ao sofrimento humano. Ele entregava aos pobres tudo o que recebia, mas com muita discrição, para não ostentar sua generosidade".

"Sobretudo - recordou Suder -, ele tinha o dom de saber rezar." Rezava quase sempre de joelhos, com o terço na mão e o escapulário carmelita no pescoço. "Não separava o estudo de teologia da oração: para ele, era tudo uma unidade. Depois da oração da noite, ele ficava na capela com um manual de teologia ou o caderno de anotações; o estudo ligado à oração - e vice-versa - era uma característica sua."

Suder recorda esses anos distantes, a capela da rua Franciszkanska, onde frequentemente à noite os jovens viam o cardeal Sapihea, feroz opositor aos nazistas e catalisador da resistência polonesa, estendido no chão com os braços em forma de cruz; volta a pensar em seu antigo companheiro de estudos, cuja efígie sorri hoje da Basílica de São Pedro, e admite com humildade: "Nunca consegui chegar à sua concentração na oração".

Wojtyla foi ordenado sacerdote em 1º de novembro de 1946; no dia seguinte, celebrou sua primeira Missa na capela de São Leonardo, da Catedral de Wawel, e, em 10 de novembro, na paróquia de Wadowice.

"Nessa mesma semana - recordou o Pe. Suder -, Karol partiu para Roma para fazer seu doutorado, depois de apenas dois anos de estudo no seminário."

A grande aventura do homem que contribuiria para a transformação da história do seu país e do mundo tinha começado.

Retirado de: Zenit

Cardeal Raymundo Damasceno é o novo presidente da CNBB

O arcebispo de Aparecida (SP), cardeal Raymundo Damasceno Assis foi eleito o novo presidente da CNBB. Com 196 votos, dom Damasceno foi eleito no segundo escrutínio. O cardeal de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer ficou em segundo lugar, com 75 votos.


No primeiro escrutínio, dom Damasceno havia obtido 161 votos contra 91 de dom Odilo. Por não ter alcançado 2/3 dos votos (182), houve a necessidade do segundo escrutínio. Dom Damasceno foi secretário da CNBB por dois mandatos consecutivos (1995-1998; 1999-2003).

Na primeira votação, também receberam votos o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta (14); o arcebispo de São Luís (MA), dom José Belisário da Silva; o arcebispo de Belo Horizonte (MG), dom Walmor Oliveira de Azevedo; o bispo de Jundiaí (SP), dom Vicente Costa; o bispo da prelazia de São Felix (MT), dom Leonardo Steiner e o bispo de Cruz Alta (RS), dom Friederich Heimler, com um voto cada.

No segundo escrutínio, receberam votos o arcebispo do Rio, dom Orani João Tempesta (4) e o bispo de Santo André, dom Nelson Westrupp (1).Amanhã as eleições continuam para vice-presidente e secretário. Eleitos os membros da Presidência, a Assembleia escolherá os 12 presidentes das Comissões Pastorais e o delegado da CNBB junto ao Conselho Episcopal da América Latina e Caribe (Celam).

Currículo de Dom Raymundo Damasceno Assis

Cardeal dom Raymundo Damasceno Assis é arcebispo de Aparecida (SP). Nasceu em 1937 na cidade mineira de Capela Nova (MG). Teve sua ordenação presbiteral em 1968, em Conselheiro Lafaiete (MG) e ordenação episcopal em 1986, em Brasília (DF).

Dom Raymundo estudou Filosofia no Seminário Maior de Mariana (MG) e Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (Itália). Dom Raymundo Damasceno foi, antes do episcopado, professor no Seminário Maior e na Universidade de Brasília (UnB) de 1976 a 1986.

Foi bispo auxiliar de Brasília, vigário geral e vigário episcopal na arquidiocese de Brasília, professor do departamento de Filosofia da UnB, Secretário Geral do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), secretário geral da IV Conferência Geral do Episcopado Latino-americano, em Santo Domingo, Secretário Geral da CNBB por dois mandatos, Delegado ao Sínodo Especial para a África, Sínodo sobre a vida religiosa, como convidado, Delegado à Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a América por eleição da Assembleia da CNBB e confirmado pelo papa João Paulo II, membro do Pontifício Conselho para as Comunicações, membro do Departamento de Comunicação do CELAM, membro da Comissão para a Comunicação, Educação e Cultura da CNBB, Delegado do CELAM, Presidente do CELAM, membro da Pontifícia Comissão para a América Latina – CAL e sínodo para a África (2009).

Seu lema episcopal é: “In Gaudium domini” (Na Alegria do Senhor).

Retirado de: CNBB
Visto em: Subsídios Litúrgicos

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Pe. Paulo Ricardo: Padres, Convertam-se!

Cardeal Burke sobre o Summorum Pontificum e a reforma litúrgica pós-conciliar

Cardeal Raymond Leo Burke, Prefeito do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica
 Da entrevista concedida por Sua Eminência, o Cardeal Raymond Burke, Prefeito do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica, para a edição de maio de 2011 do noticiário católico francês La Nef.



La Nef: Depois de três anos, que avaliação o senhor faz da aplicação do motu proprio Summorum Pontificum?

Cardeal Burke: Em sua aplicação, eu verifico um interesse e uma apreciação sempre crescente pela forma extraordinária do Rito Romano, da parte do fiéis em geral e dos jovens católicos em particular. Excelentes iniciativas tomaram lugar no intuito de promover a formação quanto ao motu proprio e seus objetivos, previstos pelo Santo Padre quando de sua promulgação. Penso em numerosas conversas, discursos, debates individuais bem como conferências sobre a Sagrada Liturgia, que deram particular atenção à forma extraordinária do Rito Romano e à sua relação com a forma ordinária. No mais, vários livros e artigos foram publicados, tendo como fim um profundo estudo do motu proprio.

É evidente que a aplicação do Summorum Pontificum não tem tomado lugar de um modo uniforme na Igreja universal. Em alguns lugares, sua aplicação tem até esbarrado na resistência daqueles que bradam não entender os seus objetivos e que defendem que o motu proprio não pode ser aplicado antes da publicação da Instrução relativa à sua aplicação. Eu espero que esta Instrução seja logo publicada, a fim de que o motu proprio possa ser aplicado de um modo mais universal e uniforme, segundo a profunda solicitude pastoral de nosso Santo Padre pela Sagrada Liturgia. Para aqueles que bradam não entender as intenções do Summorum Pontificum, eu sugiro uma releitura da Carta aos Bispos, escrito por nossa Santo Padre quando o motu proprio foi promulgado, bem como dos numerosos escritos do Santo Padre sobre a Sagrada Liturgia publicados antes e depois de sua eleição para a Cátedra de Pedro. Penso, sobretudo, em sua obra-prima: Introdução ao Espírito da Liturgia.

No que diz respeito a mim, a aplicação do motu proprio me permitiu desenvolver e aprofundar grandemente meu conhecimento e amor pela Sagrada Liturgia, a mais alta expressão da fé e da vida da Igreja. Relendo a própria carta apostólica (ou seja, o motu proprio), bem como a carta do Papa aos bispos, que a acompanha, eu vejo como nosso Santo Padre estava inspirado quano concedeu à Igreja universal esta nova disciplina litúrgica. Eu mesmo tenho sido uma testemunha pessoal dos bons frutos desta nova disciplina.

Para o futuro, estou convencido de que a aplicação fiel do Summorum Pontificum contribuirá para a verdadeira renovação da sagrada liturgia. Este era o desejo dos Padres do Concílio Vaticano II, mas este foi mais ou menos traído na maneira em que seu ensino foi posto em prática, logo após a sua conclusão. O Cardeal Joseph Ratzinger, no tempo, propôs várias vezes uma "reforma da reforma", permitindo uma completa correção das interpretações vagas e errôneas do ensino Conciliar acerca da sagrada liturgia e a recepção do ensino autêntico do magistério, para a maior glória de Deus e a santificação dos fiéis.

Fonte: http://rorate-caeli.blogspot.com/2011/05/la-nef-after-over-three-years-what.html
Original: http://www.lanef.net/t_article/benoit-xvi-lamour-du-bon-pasteur-mgr-raymond-leo-burke.asp?page=0
Visto em: http://ars-the.blogspot.com/2011/05/cardeal-burke-sobre-o-summorum.html
Tradução por Luís Augusto - membro da ARS

domingo, 8 de maio de 2011

Omelia di Benedetto XVI nella visita pastorale ad Aquileia e Venezia




VISITA PASTORALE AD AQUILEIA E VENEZIA

SANTA MESSA

OMELIA DEL SANTO PADRE BENEDETTO XVI

Parco San Giuliano - Mestre

Domenica, 8 maggio 2011


Cari fratelli e sorelle!

Sono molto lieto di essere oggi in mezzo a voi e celebrare con voi e per voi questa solenne Eucaristia. È significativo che il luogo prescelto per questa Liturgia sia il Parco di San Giuliano: uno spazio dove abitualmente non si celebrano riti religiosi, ma manifestazioni culturali e musicali. Oggi, questo spazio ospita Gesù risorto, realmente presente nella sua Parola, nell’assemblea del Popolo di Dio con i suoi Pastori e, in modo eminente, nel sacramento del suo Corpo e del suo Sangue. A voi, venerati Fratelli Vescovi, con i Presbiteri e i Diaconi, a voi religiosi, religiose e laici rivolgo il mio più cordiale saluto, con un pensiero speciale per gli ammalati e gli infermi qui presenti, accompagnati dall’UNITALSI. Grazie per la vostra calorosa accoglienza! Saluto con affetto il Patriarca, Cardinale Angelo Scola, che ringrazio per le toccanti parole che mi ha indirizzato all’inizio della santa Messa. Rivolgo un deferente pensiero al Sindaco, al Ministro per i Beni e le Attività Culturali in rappresentanza del Governo, al Ministro del Lavoro e delle Politiche Sociali ed alle Autorità civili e militari, che con la loro presenza hanno voluto onorare questo nostro incontro. Un ringraziamento sentito a quanti hanno generosamente offerto la loro collaborazione per la preparazione e lo svolgimento di questa mia Visita Pastorale. Grazie di cuore!

Il Vangelo della Terza Domenica di Pasqua - ora ascoltato - presenta l’episodio dei discepoli di Emmaus (cfr Lc 24,13-35), un racconto che non finisce mai di stupirci e di commuoverci. Questo episodio mostra le conseguenze che Gesù risorto opera nei due discepoli: conversione dalla disperazione alla speranza; conversione dalla tristezza alla gioia; e anche conversione alla vita comunitaria. Talvolta, quando si parla di conversione, si pensa unicamente al suo aspetto faticoso, di distacco e di rinuncia. Invece, la conversione cristiana è anche e soprattutto fonte di gioia, di speranza e di amore. Essa è sempre opera di Cristo risorto, Signore della vita, che ci ha ottenuto questa grazia per mezzo della sua passione e ce la comunica in forza della sua risurrezione.

Cari fratelli e sorelle! Sono venuto tra voi come Vescovo di Roma e continuatore del ministero di Pietro, per confermarvi nella fedeltà al Vangelo e nella comunione. Sono venuto per condividere con i Vescovi e i Presbiteri l’ansia dell’annuncio missionario, che tutti ci deve coinvolgere in un serio e ben coordinato servizio alla causa del Regno di Dio. Voi, oggi qui presenti, rappresentate le Comunità ecclesiali nate dalla Chiesa madre di Aquileia. Come in passato, quando quelle Chiese si distinsero per il fervore apostolico e il dinamismo pastorale, così anche oggi occorre promuovere e difendere con coraggio la verità e l’unità della fede. Occorre rendere conto della speranza cristiana all’uomo moderno, sopraffatto non di rado da vaste ed inquietanti problematiche che pongono in crisi i fondamenti stessi del suo essere e del suo agire.

Voi vivete in un contesto nel quale il Cristianesimo si presenta come la fede che ha accompagnato, nei secoli, il cammino di tanti popoli, anche attraverso persecuzioni e prove molto dure. Di questa fede sono eloquente espressione le molteplici testimonianze disseminate ovunque: le chiese, le opere d’arte, gli ospedali, le biblioteche, le scuole; l’ambiente stesso delle vostre città, come pure delle campagne e delle montagne, tutte costellate di riferimenti a Cristo. Eppure, oggi questo essere di Cristo rischia di svuotarsi della sua verità e dei suoi contenuti più profondi; rischia di diventare un orizzonte che solo superficialmente - e negli aspetti piuttosto sociali e culturali -, abbraccia la vita; rischia di ridursi ad un cristianesimo nel quale l’esperienza di fede in Gesù crocifisso e risorto non illumina il cammino dell’esistenza, come abbiamo ascoltato nel Vangelo odierno a proposito dei due discepoli di Emmaus, i quali, dopo la crocifissione di Gesù, facevano ritorno a casa immersi nel dubbio, nella tristezza e nella delusione. Tale atteggiamento tende, purtroppo, a diffondersi anche nel vostro territorio: questo avviene quando i discepoli di oggi si allontanano dalla Gerusalemme del Crocifisso e del Risorto, non credendo più nella potenza e nella presenza viva del Signore. Il problema del male, del dolore e della sofferenza, il problema dell’ingiustizia e della sopraffazione, la paura degli altri, degli estranei e dei lontani che giungono nelle nostre terre e sembrano attentare a ciò che noi siamo, portano i cristiani di oggi a dire con tristezza: noi speravamo che il Signore ci liberasse dal male, dal dolore, dalla sofferenza, dalla paura, dall’ingiustizia.

È necessario, allora, per ciascuno di noi, come è avvenuto ai due discepoli di Emmaus, lasciarsi istruire da Gesù: innanzitutto, ascoltando e amando la Parola di Dio, letta nella luce del Mistero Pasquale, perché riscaldi il nostro cuore e illumini la nostra mente, e ci aiuti ad interpretare gli avvenimenti della vita e dare loro un senso. Poi, occorre sedersi a tavola con il Signore, diventare suoi commensali, affinché la sua presenza umile nel Sacramento del suo Corpo e del suo Sangue ci restituisca lo sguardo della fede, per guardare tutto e tutti con gli occhi di Dio, nella luce del suo amore. Rimanere con Gesù che è rimasto con noi, assimilare il suo stile di vita donata, scegliere con lui la logica della comunione tra di noi, della solidarietà e della condivisione. L’Eucaristia è la massima espressione del dono che Gesù fa di se stesso ed è un invito costante a vivere la nostra esistenza nella logica eucaristica, come un dono a Dio e agli altri.

Il Vangelo riferisce anche che i due discepoli, dopo aver riconosciuto Gesù nello spezzare il pane, «partirono senza indugio e fecero ritorno a Gerusalemme» (Lc 24,33). Essi sentono il bisogno di ritornare a Gerusalemme e raccontare la straordinaria esperienza vissuta: l’incontro con il Signore risorto. C’è un grande sforzo da compiere perché ogni cristiano, qui nel Nord-est come in ogni altra parte del mondo, si trasformi in testimone, pronto ad annunciare con vigore e con gioia l’evento della morte e della risurrezione di Cristo. Conosco la cura che, come Chiese del Triveneto, ponete nel cercare di comprendere le ragioni del cuore dell’uomo moderno e come, richiamandovi alle antiche tradizioni cristiane, vi preoccupate di tracciare le linee programmatiche della nuova evangelizzazione, guardando con attenzione alle numerose sfide del tempo presente e ripensando il futuro di questa regione. Desidero, con la mia presenza, sostenere la vostra opera e infondere in tutti fiducia nell’intenso programma pastorale avviato dai vostri Pastori, auspicando un fruttuoso impegno da parte di tutte le componenti della Comunità ecclesiale.

Anche un popolo tradizionalmente cattolico può, tuttavia, avvertire in senso negativo, o assimilare quasi inconsciamente, i contraccolpi di una cultura che finisce per insinuare un modo di pensare nel quale viene apertamente rifiutato, o nascostamente ostacolato, il messaggio evangelico. So quanto sia stato e quanto continui ad essere grande il vostro impegno nel difendere i perenni valori della fede cristiana. Vi incoraggio a non cedere mai alle ricorrenti tentazioni della cultura edonistica ed ai richiami del consumismo materialista. Accogliete l’invito dell’Apostolo Pietro, contenuto nella seconda Lettura odierna, a comportarvi «con timore di Dio nel tempo in cui vivete quaggiù come stranieri» (1 Pt 1,17); invito che si concretizza in una vita vissuta intensamente nelle strade del nostro mondo, nella consapevolezza della meta da raggiungere: l’unità con Dio, nel Cristo crocifisso e risorto. Infatti, la nostra fede e la nostra speranza sono rivolte a Dio (cfr 1 Pt 1,21): rivolte a Dio perché radicate in Lui, fondate sul suo amore e sulla sua fedeltà. Nei secoli passati, le vostre Chiese hanno conosciuto una ricca tradizione di santità e di generoso servizio ai fratelli, grazie all’opera di zelanti sacerdoti e religiosi e religiose di vita attiva e contemplativa. Se vogliamo metterci in ascolto del loro insegnamento spirituale, non ci è difficile riconoscere l’appello personale e inconfondibile che essi ci rivolgono: Siate santi! Ponete al centro della vostra vita Cristo! Costruite su di Lui l’edificio della vostra esistenza. In Gesù troverete la forza per aprirvi agli altri e per fare di voi stessi, sul suo esempio, un dono per l’intera umanità.

Attorno ad Aquileia si ritrovarono uniti popoli di lingue e culture diverse, fatti convergere non solo da esigenze politiche ma, soprattutto, dalla fede in Cristo e dalla civiltà ispirata dall’insegnamento evangelico, la Civiltà dell’Amore. Le Chiese generate da Aquileia sono chiamate oggi a rinsaldare quell’antica unità spirituale, in particolare alla luce del fenomeno dell’immigrazione e delle nuove circostanze geopolitiche in atto. La fede cristiana può sicuramente contribuire alla concretezza di un tale programma, che interessa l’armonico ed integrale sviluppo dell’uomo e della società in cui egli vive. La mia presenza tra voi vuole essere, perciò, anche un vivo sostegno agli sforzi che vengono dispiegati per favorire la solidarietà fra le vostre Diocesi del Nord-est. Vuole essere, inoltre, un incoraggiamento per ogni iniziativa tendente al superamento di quelle divisioni che potrebbero vanificare le concrete aspirazioni alla giustizia e alla pace.

Questo, fratelli, è il mio auspicio, questa è la preghiera che rivolgo a Dio per tutti voi, invocando la celeste intercessione della Vergine Maria e dei tanti Santi e Beati, tra i quali mi è caro ricordare san Pio X e il beato Giovanni XXIII, ma anche il Venerabile Giuseppe Toniolo, la cui beatificazione è ormai prossima. Questi luminosi testimoni del Vangelo sono la più grande ricchezza del vostro territorio: seguite i loro esempi e i loro insegnamenti, coniugandoli con le esigenze attuali. Abbiate fiducia: il Signore risorto cammina con voi, ieri, oggi e sempre. Amen.

© Copyright 2011 - Libreria Editrice Vaticana


Dal: vatican.va

Dominica II. Post Pascha

Ego sum Pastor bonus, et cognosco oves meas, et cognoscunt me meae.

Introitus: Ps.32, 5.6 et 1 Misericordia Domini



Alleluia: Lc.24, 35 Cognoverunt discipuli



Alleluia: Jo. 10, 4 Ego sum Pastor Bonus



Offertorium: Ps. 62, 2.5 Deus, Deus meus


Communio: Io. 10, 14 Ego sum pastor bonus

sábado, 7 de maio de 2011

Papa inicia visita pastoral a Aquileia e Veneza, na Itália

Chegada de Bento XVI a Veneza

O Papa Bento XVI começou neste sábado, 7, sua visita pastoral a Aquileia e Veneza, cidades no nordeste da Itália. O Bispo de Roma permanece na região até este domingo, 8, com uma ampla programação.

A viagem acontece 19 anos após a última vez que aquelas terras receberam a visita de um Papa, que foi o Beato João Paulo II, em 30 de abril de 1992.

"Com grande alegria chego a vós. A todos vós, destino a minha saudação cordial", disse aos cidadãos de Aquileia na Piazza Capitolo. Logo após, o Santo Padre dirigiu-se à Basílica da cidade para a Assembleia do Segundo Congresso de Aquileia, iniciada agora e que segue até 2012, tendo como pano de fundo o tema da nova evangelização.

"Empenhar-se hoje em uma nova evangelização do vosso território é dar às gerações futuras a herança preciosa da fé cristã. Há novos desafios e demandas emergentes. Como anunciar Jesus Cristo, comunicar o Evangelho, educar para a fé, hoje?", questionou.

Bento XVI disse que a experiência cristã forjou na região um povo afável, trabalhador, solidário, de tal modo que o horizonte da fé e da motivação cristã continuam a oferecer novos impulsos para a vida social, inspirar intenções e guiar os costumes.

"É evidente a abertura ao transcendente, apesar do materialismo difuso, bem como um senso religioso de fundo, o apego às tradições religiosas e renovação dos percursos de iniciação cristã, múltiplas expressões de fé, cultura e religiosidade popular. Protegei, reforçai, vivei essa preciosa herança", pediu.

De acordo com o Pontífice, a missão que o Senhor confia hoje a cada cristão é a de testemunhar o amor de Deus pelo homem. De modo concreto, tal abordagem implica colocar ao centro da atenção a família, cume do amor e da vida. "É um compromisso tornado ainda mais urgente, dada a crise cada vez mais difusa da vida conjugal e da queda da natalidade", lembrou. Também é importante reservar um cuidado todo especial com o jovem na ação pastoral, pois ele "olha para o futuro com incerteza e vive em condições de desemprego, insegurança, mas tem grande fome e sede de Deus, que requer atenção e resposta", indicou o Papa.

Em meio à crise econômica, a fé cristã deve afrontar hoje novos desafios, situações complexas que chamam cada um a promover o senso cristão da vida mediante o anúncio explícito do Evangleho. "A fé partilhada com coragem torna-se uma cultura, fecunda, feita de amor à vida, desde sua concepção até o término natural, da promoção da dignidade da pessoa, da importância da família, do empenho pela justiça e solidariedade.

"Precisamos de cristãos convictos, prontos a responder sobre as razões da esperança que há neles, capazes de afrontar novos desafios culturais num esforço constutivo e consciente com todos os que vivem na sociedade", justificou.

Veneza e Mestre


À noite, o Papa dirigiu-se a Veneza, onde encontrou-se com os cidadãos daquela cidade e venerou as relíquias de São Marcos, custodiadas em uma Basílica local.

Neste domingo, 8, em Mestre, o Papa presidirá a celebração da Santa Missa e recitará o Regina Coeli. À tarde, já em Veneza, almoça com os bispos na sede do Patriarcado, celebra a assembleia de encerramento da Visita Pastoral Diocesena, encontra-se com o mundo da cultura e da economia e abençoa o fim dos trabalhos de restauração da Capela da Santíssima Trindade e a inauguração dos locais da Biblioteca do Studium Generale Marcianum.

Bento XVI retorna a Roma já na noite de domingo.

Visita

A viagem faz parte de uma série de visitas apostólicas que o Santo Padre irá realizar em 2011. O programa inclui viagens internacionais a países da Europa e África (Alemanha, Croácia, Espanha, San Marino e Beni) e viagens a dioceses italianas (Ancona, Lamezia Terme e Certosa di Serra San Bruno).

A visita acontece passados 35 anos do terremoto que destruiu grande parte da região. Em Aquileia, Diocese de Gorizia, a antiga sede do Patriarcado, recorda diversos povos reunidos pelas suas raízes cristãs. Contabiliza-se a presença de 100 mil pessoas, vindas inclusive dos países vizinhos, como Eslovênia , Áustria, Croácia e Hungria. Os bispos do Triveneto esperam de Bento XVI uma luz para o caminho da Igreja na região, uma mensagem que supere as fronteiras italianas e promova um diálogo entre povos, para que encontrem juntos a luz da fé e soluções para os problemas sociais, econômicos e culturais.

Fonte: Canção Nova

Pontifical em forma de Desenho

Vista completa do desenho.
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O mesmo desenho, porém, já
ampliado.

O mesmo desenho, também ampliado.

Mais desenhos virão. Estes são apenas os rascunhos.

Semana Santa na Administração S.João Maria Vianney

Domingo de Ramos






Missa Crismal




Retirado de: Salvem a Liturgia

" A Liturgia da Igreja vai além da própria 'reforma conciliar'", afirma Bento XVI


A liturgia da Igreja “vive de uma relação correta e consistente entre a sã traditio e a legítima progressio”, e, neste sentido, a reforma litúrgica realizada pelo Concílio Vaticano II não se contrapõe à tradição anterior.


Foi o que esclareceu o Papa Bento XVI, ao receber hoje em audiência os membros do Pontifício Instituto Litúrgico S. Anselmo, instituição criada por João XXIII há 50 anos como centro de estudos e pesquisa “para garantir uma sólida base para a reforma litúrgica conciliar”.

No seu discurso, o Papa referiu-se à reforma realizada pelo Concílio, recordando que "existe um vínculo estreito e orgânico entre a renovação da Liturgia e a renovação de toda a vida da Igreja”.

“A Liturgia da Igreja vai além da própria ‘reforma conciliar’, cujo objetivo, de fato, não era principalmente o de mudar os ritos e gestos, mas sim renovar as mentalidades e colocar no centro da vida cristã e da pastoral a celebração do mistério pascal de Cristo”.

“Infelizmente, talvez, também pelos pastores e especialistas, a liturgia foi tomada mais como um objeto a reformar que como um sujeito capaz de renovar a vida cristã”, reconheceu.

Neste sentido, admitiu que às vésperas do Concílio, “de fato, parecia cada vez mais viva, no campo da liturgia, a urgência de uma reforma, postulada também pelas petições realizadas por diversos episcopados”.

Por outro lado – acrescentou – “a forte demanda pastoral que motivava o movimento litúrgico requeria que se favorecesse e suscitasse uma participação ativa dos fiéis nas celebrações litúrgicas, através do uso de línguas nacionais, e que se aprofundasse na questão da adaptação dos ritos às diversas culturas, especialmente em terra de missão”.

Ademais, “mostrou-se clara desde o início a necessidade de um estudo mais aprofundado do fundamento teológico da Liturgia, para evitar cair no ritualismo ou promover o subjetivismo, o protagonismo do celebrante”.

Outra das necessidades foi “que a reforma estivesse bem justificada no âmbito da Revelação e em continuidade com a tradição da Igreja”.

Este é o motivo pelo qual João XXIII instituiu o Pontifício Instituto Litúrgico S. Anselmo – acrescentou. O Papa recordou o trabalho de “pioneiros” como Cipriano Vagaggini, Adrien Nocent, Salvatore Marsili e Burkhard Neunheuser.

Ambos termos, “tradição” e “legítimo progresso”, explicou, foram utilizados pelos Padres conciliares para estabelecer “seu programa de reforma, em equilíbrio com a grande tradição litúrgica do passado e do futuro”.

“Não raro, contrapõe-se, de maneira desajeitada, tradição e progresso. Na verdade, os dois conceitos estão integrados: tradição é uma realidade viva, que por isso inclui em si o princípio do desenvolvimento, do progresso”, afirmou o Papa.

Por último, o Papa quis sublinhar “duplo caráter teológico e eclesiológico da liturgia. A celebração realiza, ao mesmo tempo, uma epifania do Senhor e uma epifania da Igreja, duas dimensões que se conjugam em unidade na assembleia litúrgica”.

“Na ação litúrgica da Igreja, subsiste a presença ativa de Cristo: o que realizou em seu caminho entre os homens, Ele continua tornando operante através de sua ação pessoal sacramental, cujo centro é a Eucaristia.”

“A liturgia cristã é a liturgia da promessa realizada em Cristo, mas também é a liturgia da esperança, da peregrinação rumo à transformação do mundo, que acontecerá quando Deus for tudo em todos”, concluiu o Papa.

Retirado de: Zenit

Discurso na íntegra aqui.

União homoafetiva: A família é outra realidade

Nessa quinta-feira, 5, o Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil aprovou a união estável entre pessoas do mesmo sexo, chamada união homoafetiva.


Nesse contexto, Dom João Carlos Petrini, membro da Comissão da CNBB para a Vida e Família, reafirmou a posição da Igreja quanto ao significado da família. O bispo falou na tarde desta sexta-feira, em coletiva de imprensa na 49ª assembleia geral da CNBB, em Aparecida.

“A Igreja não vai fazer uma cruzada sobre esse assunto. Não faz parte do estilo da Igreja especialmente nos últimos séculos. Mas nós vamos aprofundar cada vez mais a sua proposta, que é aquela de permanecer fiel àquilo que é reconhecido como um desígnio de Deus sobre a pessoa e a família”, afirmou.

O bispo disse que a decisão do STF traz uma mudança radical para a humanidade e que as pessoas ainda não pararam para pensar sobre o teor do assunto.

Ele recorreu ao livro de Gênesis para falar de família e da união homoafetiva. “Está no início da Bíblia, no Livro do Gênesis, nos primeiros versículos a origem e a diferença nos sexos. Não é uma elaboração posterior da parte das culturas humanas.”

“Talvez não avaliamos a importância da mudança que está sendo introduzida estes dias, que não é um pormenor da vida. Trata-se de uma alteração na história que é multimilenar e não é exclusividade da Igreja e do cristianismo.”

Dom Petrini afirmou que a Igreja respeita a decisão dos órgãos do Governo brasileiro, mas ressaltou que a nomenclatura “família” para as uniões homoafetivas descaracteriza o verdadeiro significado de família.

“A família é outra realidade, tem outro fundamento, se move dentro de outro horizonte, e esperamos que seja mantida esta distinção; assim como seria estranho uma pessoa que usasse um jaleco branco fosse chamada de médico, mas não é médico enquanto não tiver certos atributos para poder exercitar a medicina, da mesma forma é estranho também chamar qualquer tipo de união de casamento só porque duas pessoas decidiram morar embaixo do mesmo teto”.

O bispo reafirmou que a posição da Igreja sobre o tema é muito aberta para quem quiser acolher ou rejeitar.

“Quem quiser poderá acolher ou rejeitar a posição da Igreja. Não vamos dar início a nenhuma cruzada, mas vamos procurar defender aquilo que desde Adão e Eva e até ontem foi sempre uma característica típica da vida em nossas sociedades”, disse.

(Com CNBB)

Fonte: Zenit

Dom Henrique Soares fala claro sobre a Reforma Litúrgica de Bento XVI


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