terça-feira, 5 de julho de 2011

Ordenação Sacerdotal na FSSP

No passado 2 de julho, em Wigratzbad, sua Eminência, o Cardeal Arcebispo de Bordeaux, Jean-Pierre Ricard, ordenou três sacerdotes para a Fraternidade Sacerdotal São Pedro.









Fotos de: FSSP

domingo, 3 de julho de 2011

Em 60 anos todo mudou exceto a fidelidade de Deus, afirma o Papa

ACI Digital

Os membros do Colégio Cardinalício ofereceram ontem ao Papa Bento XVI um almoço na Sala Ducal no Vaticano para celebrar o 60º aniversário de sua ordenação sacerdotal. O Santo Padre disse aos purpurados que nestes 60 anos tudo mudou, "exceto a fidelidade do Senhor".

O Papa
Bento XVI celebrou seus 60 anos como sacerdote este 29 de junho, Solenidade de São Pedro e São Paulo, com uma Eucaristia na Basílica de São Pedro na que recordou com emoção sua ordenação realizada em 1951 na Catedral de Fresing (Alemanha) em 1951 com seu irmão mais velho Georg.

Conforme informa Rádio Vaticano, ao final do almoço o Cardeal Angelo Sodano, decano do Colégio Cardinalício ressaltou que são poucos os Papas que chegaram ao 60º aniversário de sacerdócio, e nesta ocasião os
cardeais ofereceram-lhe um donativo para os pobres da cidade, considerando as urgentes necessidades de tantos romanos, imigrantes e refugiados.

Bento XVI agradeceu este gesto destinado aos pobres "que necessitam nossa ajuda, nossa assistência e nosso amor". O Pontífice definiu este momento como "uma hora de gratidão ao Senhor, por tudo o que me doou e perdoou nestes anos, mas também um momento dedicado à lembrança".

Desta forma o Papa recordou como em 1951 "o mundo era totalmente diferente, não havia televisão, nem Internet, não havia computadores, nem telefones celulares". Um mundo pré-histórico, disse logo, onde as cidades estavam destruídas, igual que a economia, e uma grande pobreza material e espiritual.

Entretanto, o Santo Padre sublinhou a existência, ao mesmo tempo, de "uma poderosa energia e vontade de reconstruir o país, renovar a comunidade européia sobre a base da fé".

Também recordou o Papa o posterior momento do Concílio Vaticano II, "onde todas estas esperanças pareciam realizar-se" e o momento da revolução cultural de 1968, "anos difíceis nos quais a barca do Senhor parecia encher-se de água e estar a ponto de afundar ".

Finalmente Bento XVI retornou com a memória à "hora totalmente inesperada de 19 de abril de 2005, quando o Senhor me chamou para outro trabalho".

Nestes 60 anos, precisou, "quase tudo mudou, mas permaneceu a fidelidade do Senhor".

Na homilia da
Missa na que celebrou este aniversário, o Papa recordou as palavras de Jesus "já não vos chamo servos, mas amigos" e disse que 60 anos depois de sua ordenação "sinto ainda ressoar em meu interior estas palavras de Jesus, que nosso grande Arcebispo, o Cardeal Faulhaber, com a voz já um pouco fraco mas firme, dirigiu aos novos sacerdotes ao final da cerimônia".

O encarregado de conferir as ordens sagradas ao futuro Papa em 29 de junho de 1951 foi o Cardeal Michael von Faulhaber, biblista e especialista em patrística, Arcebispo de Munich e Freising (Alemanha) e um dos mais valentes críticos do regime nazista.

A Congregação para o Clero exortou a todos os católicos do mundo, especialmente os sacerdotes, a dedicar 60 horas de adoração eucarística para rezar pelo Papa, uma hora por cada ano de sacerdócio.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Na Solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus


"Celebramos na sexta-feira passada a solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus, devoção profundamente radicada no povo cristão. Na linguagem bíblica o "coração" indica o centro da pessoa, a sede dos seus sentimentos e das suas intenções. No coração do Redentor nós adoramos o amor de Deus pela humanidade, a sua vontade de salvação universal, a sua misericórdia infinita.

Portanto, prestar culto ao Sagrado Coração de Cristo significa adorar aquele Coração que, depois de nos ter amado até ao fim, foi trespassado por uma lança e do alto da Cruz derramou sangue e água, fonte inexaurível de vida nova.

A festa do Sagrado Coração foi também o Dia Mundial pela santificação dos sacerdotes, ocasião propícia para rezar a fim de que os presbíteros nada anteponham ao amor de Cristo.

[...]

O coração que mais se assemelha ao coração de Cristo é sem dúvida o de Maria, sua Mãe Imaculada, e precisamente por isso a liturgia os indica juntos à nossa veneração. Respondendo ao convite feito pela Virgem de Fátima, confiamos ao seu Coração Imaculado, que ontem contemplámos de modo particular, o mundo inteiro, para que experimente o amor misericordioso de Deus e conheça a paz verdadeira."

Papa Bento XVI

Consagração ao Sagrado Coração


CONSAGRAÇÃO AO SACRATÍSSIMO CORAÇÃO DE JESUS


"Me entrego e consagro ao Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo, minha pessoa e vida, ações, dores e sofrimentos para que utilize meu corpo somente para honrar, amar e glorificar ao Sagrado Coração.

Este é meu propósito definitivo, único, ser todo d'Ele, e fazer tudo por amor a Ele, e ao mesmo tempo renunciar com todo meu coração qualquer coisa que não lhe compraz, além de tomar-te, Ó Sagrado Coração, para que sejas ele o único objeto de meu amor, o guardião de minha vida, meu seguro de salvação, o remédio para minhas fraquezas e inconstância, a solução aos erros de minha vida e meu refúgio seguro à hora da morte.

Seja, Ó Coração de Bondade, meu intercessor ante Deus Pai, e livra-me de sua sabia ira. Ó Coração de amor, ponho toda minha confiança em ti, temo minhas fraquezas e falhas, mas tenho esperança em tua Divindade e Bondade.

Tira de mim tudo o que está mal e tudo o que provoque que não faça tua santa vontade, permite a teu amor puro a que se imprima no mais profundo de meu coração, para que eu não me esqueça nem me separe de ti.

Que eu obtenha de tua amada bondade a graça de Ter meu nome escrito em Teu coração, para depositar em ti toda minha felicidade e glória, viver e morrer em tua bondade. Amém "

Santa Margarida Maria Alacoque

quinta-feira, 30 de junho de 2011

O Sagrado Coração de Jesus na Liturgia


A liturgia é o culto público, quer dizer, os atos sagrados que por instituição de Cristo ou da Igreja, em seu nome, são realizados seguindo os livros litúrgicos oficiais.

Evidentemente refletem de modo autêntico o sentir e a fé da Igreja. Na liturgia são verificados especialmente a potestade de magistério. Quando o magistério propõe aos fiéis como devem render culto a Deus, tem uma particular assistência do Espírito Santo para não equivocar-se e oferecer um caminho certo e seguro de santificação, já que se trata da mais importante finalidade da Igreja.

Onde principalmente se ensina aos fiéis a doutrina e a vida cristã, é na Missa. Pois, bem, o culto público ao Sagrado Coração, foi introduzido em 1765 por Clemente XIII, ao introduzir sua festa litúrgica, com Missa e ofícios próprios.

Este ensinamento, mediante a liturgia, é dada pela Igreja com frases suas ou com frases tomadas da Escritura (quer em seu sentido próprio, quer em seu sentido ajustado). Nas recentes modificações introduzidas com novas leituras e o evangelho na nova missa do Sagrado Coração , o tema bíblico dominante é o do amor a Cristo que se apresenta como Bom Pastor.

A importância que a Igreja concede atualmente ao Sagrado Coração, esta sublinhada pela categoria de sua festa, solenidade de primeira classe, das quais há somente 14 ao ano no calendário universal.

Além disso, a festa de Cristo Rei, também solenidade de primeira classe, esta estreitamente unida à espiritualidade do Sagrado Coração. Pio XI declarou ao instituí-la que precisamente a Cristo é reconhecido como Rei, por famílias, cidades e nações, mediante a consagração a seu Coração. E determinou que em tal festa fosse renovado todos os anos a consagração do mundo ao Coração de Cristo.

Toda esta atitude litúrgica da Igreja tem a finalidade de estimular nossa prática cristã pondo especial interesse em celebrar sua festa: comungando, assimilando seus ensinamentos, utilizando as orações litúrgicas, a consagração, etc. Como dizia Pio XI na encíclica Quas primas: "As celebrações anuais da liturgia têm uma eficácia maior que os solenes documentos do magistérios para formar ao povo nas coisas da fé".

Retirado: ACI Digital

COR JESU SACRATISSIMUM, ADVENIAT REGNUM TUUM


"Meu dulcíssimo Jesus, que em vossa infinita e dulcíssima misericórdia prometestes a graça da perseverança final aos que comungarem em honra de vosso Sagrado Coração as nove primeiras sextas feiras do mês seguidos: recordai a vossa promessa, e a mim, indigno servo vosso, que acabo de receber-vos sacramentado com este fim e intenção, concede-me que morra detestando todos os meus pecados, esperando em vossa inefável misericórdia e amando a bondade de vosso amantíssimo Coração. Amém."

Corpus Christi em Veneza
















Fonte: Pro Misa Tradicional en Ciudad Real

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O Papa Ratzinger






Fotos da Missa de S.Pedro e S.Paulo celebrada por Bento XVI, também em comemoração por seus sessenta anos de ordenação sacerdotal





O Papa fala sobre sua Ordenação Sacerdotal


Pude dedicar-me totalmente, pelo menos nos últimos dois meses, à preparação para o grande passo: a ordenação sacerdotal, que recebemos na Sé Catedral de Freising das mãos do Cardeal Faulhaber, na festa de São Pedro e São Paulo, no ano de 1951. Éramos mais de quarenta candidatos; quando fomos chamados respondemos Adsum,'Eis-me aqui'. Era um esplêndido dia de Verão, que se tornou inesquecível como o momento mais importante da minha vida. Não devemos ser supersticiosos, mas no instante em que o velho arcebispo impôs as suas mãos sobre mim, um pássaro – talvez uma calhandra – levantou voo por cima do altar-mor e entoou um breve canto muito alegre; para mim, foi como se uma voz do Alto me dissesse: está tudo bem, escolheste a estrada certa.

Seguiram-se depois quatro semanas de Verão, que foram uma grande festa. No dia da Missa Nova, a nossa igreja paroquial de São Osvaldo estava iluminada em todo o seu esplendor, e a alegria que a enchia, quase materialmente, envolveu todos naquela ação sagrada, na forma intensa de uma participação ativa, que não necessitava de um ordenamento exterior especial. Éramos convidados a levar todas as casas a bênção da Missa Nova e fomos acolhidos em todo o lado, inclusive por pessoas de todo desconhecidas, com uma cordialidade que até aquele momento nem sequer teria imaginado.

Desse modo, experimentei muito diretamente as expectativas e a esperança que os homens depositam num sacerdote, aquilo que esperam da sua bênção, que resulta da força do sacramento. Não se tratava da minha pessoa ou da pessoa do meu irmão; que significado podiam ter dois jovens, como nós, para tantas pessoas que encontrávamos? Eles viam em nós pessoas a quem Jesus Cristo tinha confiado a missão de levar a Sua presença aos homens. E precisamente por não sermos nós os protagonistas é que nasciam tão rapidamente relações amigáveis.

Joseph Ratzinger. A minha vida: autobiografia

Solenidade de São Pedro e São Paulo no Vaticano


Parabéns Santo Padre



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