quarta-feira, 6 de julho de 2011

Corpus Christi em Concesa, Itália

Esplendor da Liturgia Romana na forma ordinária, em Concesa, Itália. No dia 25 de junho realizou-se uma Vigília com Adoração Eucarística, no domingo 26, celebrou-se a Santa Missa de Corpus Christi, por Dom Scheneider, bispo auxiliar de Astana.

 
















“A liturgia não admite ficção: exige sempre a verdade” (1)


Fala novo diretor do Instituto Superior de Liturgia de Barcelona

É impossível confundir a liturgia com um código de normas ou uma espécie de protocolo sagrado, quando é compreendida e estudada a partir de dentro. Esta é a reflexão feita nesta entrevista pelo novo diretor do Instituto Superior de Liturgia de Barcelona (http://www.cpl.es/ISLB/default.html), o único instituto superior de Liturgia que oferece suas aulas em espanhol – motivo pelo qual desperta grande interesse na América Latina.

Jaume González Padrós (Sabadell, 1960) é um sacerdote doutor em Liturgia (Pontifício Ateneu Sant'Alselmo) que afirma que, ainda que a Liturgia seja “terreno dos crentes”, também é uma magnífica oportunidade para evangelizar.

Padrós é membro do Centro de Pastoral Litúrgica de Barcelona e consultor da Comissão Episcopal de Liturgia da Conferência Episcopal Espanhola.

ZENIT: Cada vez há mais latino-americanos que vêm a Barcelona para estudar Liturgia. O que este instituto tem que o torna tão atraente?

González Padrós: Não há dúvida de que o idioma influencia, dado que, no nosso instituto, temos toda a atividade docente em língua espanhola, e também a proximidade cultural das nações latino-americanas com a Espanha.

Mas, além disso, há outro fator e é a divulgação, ativa há muitos anos, das publicações do Centro de Pastoral Litúrgica de Barcelona nas igrejas da América, junto à presença de alguns dos membros e professores do instituto nestas terras, dando cursos, tanto a sacerdotes e pessoas da vida consagrada como a leigos.

Há outro elemento que influencia: o enfoque pastoral que, nas nossas aulas, damos aos estudos de teologia litúrgica. Tentamos fazer uma tradução eficaz ao momento celebrativo de todos os princípios teológicos e espirituais, assim como do conhecimento histórico dos livros litúrgicos e de suas implicações jurídicas.

Muitos dos nossos alunos – a maioria – são pastores da Igreja, presbíteros, e seu ministério não está orientado somente à docência e à pesquisa: também a guia de comunidades concretas faz parte da sua missão. Por isso, agradecem tanto que tudo o que é estudado seja trabalho em relação com a práxis celebrativa.

Tudo isso faz que, da América Latina, o Instituto Litúrgico de Barcelona seja visto como uma referência próxima. E, para nós, professores, os estudantes daquelas latitudes são vistos e sentidos como muito próximos das nossas expectativas e do nosso trabalho.

ZENIT: Como o instituto enfrenta a reforma litúrgica conciliar e a aplicação do motu proprio do Papa sobre a questão?

González Padrós: O Concílio Vaticano II enfrentou a reforma litúrgica para “fomentar a vida cristã entre os fiéis, adaptar melhor às necessidades do nosso tempo as instituições suscetíveis de mudança, promover tudo o que pode ajudar à união de todos os crentes em Cristo e fortalecer o que pode contribuir para chamar a todos ao seio da Igreja” (Constituição Sacrosanctum Concilium, n. 1).

Ou seja, o Concílio quis uma reforma e um fomento da liturgia, ou melhor, uma reforma da liturgia para promover seu fomento, consciente de que ela – a liturgia – é o sujeito mais eficaz para uma verdadeira renovação das mentalidades, segundo o Evangelho, e o estímulo de graça necessário para uma vida cristã verdadeira, como nos recordou recentemente o Santo Padre.

Mas a tarefa proposta não tinha nada de fácil, de tal maneira que os próprios padres conciliares declararam que tudo isso não seria possível sem uma adequada educação, começando pelos pastores de almas, que devem ser os professores de todo o povo de Deus. Eis aqui onde aparece a necessidade de centros especializados no estudo da Liturgia a partir de parâmetros autenticamente teológicos, com seriedade e profundidade. Nosso instituto tem sua razão de ser aqui.

É a tradução histórica dessa vontade da Igreja, movida pelo Espírito Santo, de dar a todos os batizados a oportunidade de entrar em comunhão de vida com a Santa Trindade de Deus.

Por isso, o desafio é constante para nós, professores de Liturgia. E mais ainda: com o passar dos anos, o acontecimento conciliar vai ficando longe das novas gerações, que não só não viveram o antes, mas nem sequer o durante e o pós-concílio mais imediato, com suas luzes e sombras. Para elas, o Vaticano II é algo distante, do qual devem se aproximar acompanhadas de alguém que o conheça bem, dado que continua afetando a vida das Igrejas particulares. Essa companhia somos nós, os docentes. E por isso digo que a tarefa é de enorme responsabilidade; podemos mostrar-lhes toda a beleza teológica e espiritual da reforma litúrgica ou, se não formos competentes e rigorosos em conteúdo e método, podemos mal educar e desviar do centro de compreensão.

Por isso, um professor de liturgia deve, cada dia, invocar o auxílio do Senhor sobre sua tarefa, suplicando a luz do Espírito e seus dons.

Sobre o motu proprio Summorum Pontificum, do Papa Bento XVI, sobre o uso atual dos livros litúrgicos vigentes até 1962, às portas do Vaticano II, escreveu-se e discutiu-se muito. No último dia 13 de maio, a Santa Sé publicou, ao respeito, a instrução Universae Ecclesiae, para regular com precisão o que foi expressado no citado documento papal.

Estamos obrigados a uma leitura atenta destes textos, para não gerar confusão sobre esta liberação do uso dos livros anteriores à reforma conciliar, constituídos como “forma extraordinária” do Rito Romano.

Mais uma vez, também aqui, todos – estudantes, professores, pastores – devem fazer um esforço para não cair no subjetivismo e compreender a vontade do Papa em seu sentido mais concreto, visando ao bem maior da comunhão eclesial e da estreita unidade entre a lei da oração e a lei da fé, entre o que se reza e o que se crê.

[A segunda parte desta entrevista será publicada amanhã]

Retirado de: Zenit

domingo, 3 de julho de 2011

Em 60 anos todo mudou exceto a fidelidade de Deus, afirma o Papa

ACI Digital

Os membros do Colégio Cardinalício ofereceram ontem ao Papa Bento XVI um almoço na Sala Ducal no Vaticano para celebrar o 60º aniversário de sua ordenação sacerdotal. O Santo Padre disse aos purpurados que nestes 60 anos tudo mudou, "exceto a fidelidade do Senhor".

O Papa
Bento XVI celebrou seus 60 anos como sacerdote este 29 de junho, Solenidade de São Pedro e São Paulo, com uma Eucaristia na Basílica de São Pedro na que recordou com emoção sua ordenação realizada em 1951 na Catedral de Fresing (Alemanha) em 1951 com seu irmão mais velho Georg.

Conforme informa Rádio Vaticano, ao final do almoço o Cardeal Angelo Sodano, decano do Colégio Cardinalício ressaltou que são poucos os Papas que chegaram ao 60º aniversário de sacerdócio, e nesta ocasião os
cardeais ofereceram-lhe um donativo para os pobres da cidade, considerando as urgentes necessidades de tantos romanos, imigrantes e refugiados.

Bento XVI agradeceu este gesto destinado aos pobres "que necessitam nossa ajuda, nossa assistência e nosso amor". O Pontífice definiu este momento como "uma hora de gratidão ao Senhor, por tudo o que me doou e perdoou nestes anos, mas também um momento dedicado à lembrança".

Desta forma o Papa recordou como em 1951 "o mundo era totalmente diferente, não havia televisão, nem Internet, não havia computadores, nem telefones celulares". Um mundo pré-histórico, disse logo, onde as cidades estavam destruídas, igual que a economia, e uma grande pobreza material e espiritual.

Entretanto, o Santo Padre sublinhou a existência, ao mesmo tempo, de "uma poderosa energia e vontade de reconstruir o país, renovar a comunidade européia sobre a base da fé".

Também recordou o Papa o posterior momento do Concílio Vaticano II, "onde todas estas esperanças pareciam realizar-se" e o momento da revolução cultural de 1968, "anos difíceis nos quais a barca do Senhor parecia encher-se de água e estar a ponto de afundar ".

Finalmente Bento XVI retornou com a memória à "hora totalmente inesperada de 19 de abril de 2005, quando o Senhor me chamou para outro trabalho".

Nestes 60 anos, precisou, "quase tudo mudou, mas permaneceu a fidelidade do Senhor".

Na homilia da
Missa na que celebrou este aniversário, o Papa recordou as palavras de Jesus "já não vos chamo servos, mas amigos" e disse que 60 anos depois de sua ordenação "sinto ainda ressoar em meu interior estas palavras de Jesus, que nosso grande Arcebispo, o Cardeal Faulhaber, com a voz já um pouco fraco mas firme, dirigiu aos novos sacerdotes ao final da cerimônia".

O encarregado de conferir as ordens sagradas ao futuro Papa em 29 de junho de 1951 foi o Cardeal Michael von Faulhaber, biblista e especialista em patrística, Arcebispo de Munich e Freising (Alemanha) e um dos mais valentes críticos do regime nazista.

A Congregação para o Clero exortou a todos os católicos do mundo, especialmente os sacerdotes, a dedicar 60 horas de adoração eucarística para rezar pelo Papa, uma hora por cada ano de sacerdócio.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Na Solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus


"Celebramos na sexta-feira passada a solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus, devoção profundamente radicada no povo cristão. Na linguagem bíblica o "coração" indica o centro da pessoa, a sede dos seus sentimentos e das suas intenções. No coração do Redentor nós adoramos o amor de Deus pela humanidade, a sua vontade de salvação universal, a sua misericórdia infinita.

Portanto, prestar culto ao Sagrado Coração de Cristo significa adorar aquele Coração que, depois de nos ter amado até ao fim, foi trespassado por uma lança e do alto da Cruz derramou sangue e água, fonte inexaurível de vida nova.

A festa do Sagrado Coração foi também o Dia Mundial pela santificação dos sacerdotes, ocasião propícia para rezar a fim de que os presbíteros nada anteponham ao amor de Cristo.

[...]

O coração que mais se assemelha ao coração de Cristo é sem dúvida o de Maria, sua Mãe Imaculada, e precisamente por isso a liturgia os indica juntos à nossa veneração. Respondendo ao convite feito pela Virgem de Fátima, confiamos ao seu Coração Imaculado, que ontem contemplámos de modo particular, o mundo inteiro, para que experimente o amor misericordioso de Deus e conheça a paz verdadeira."

Papa Bento XVI

Consagração ao Sagrado Coração


CONSAGRAÇÃO AO SACRATÍSSIMO CORAÇÃO DE JESUS


"Me entrego e consagro ao Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo, minha pessoa e vida, ações, dores e sofrimentos para que utilize meu corpo somente para honrar, amar e glorificar ao Sagrado Coração.

Este é meu propósito definitivo, único, ser todo d'Ele, e fazer tudo por amor a Ele, e ao mesmo tempo renunciar com todo meu coração qualquer coisa que não lhe compraz, além de tomar-te, Ó Sagrado Coração, para que sejas ele o único objeto de meu amor, o guardião de minha vida, meu seguro de salvação, o remédio para minhas fraquezas e inconstância, a solução aos erros de minha vida e meu refúgio seguro à hora da morte.

Seja, Ó Coração de Bondade, meu intercessor ante Deus Pai, e livra-me de sua sabia ira. Ó Coração de amor, ponho toda minha confiança em ti, temo minhas fraquezas e falhas, mas tenho esperança em tua Divindade e Bondade.

Tira de mim tudo o que está mal e tudo o que provoque que não faça tua santa vontade, permite a teu amor puro a que se imprima no mais profundo de meu coração, para que eu não me esqueça nem me separe de ti.

Que eu obtenha de tua amada bondade a graça de Ter meu nome escrito em Teu coração, para depositar em ti toda minha felicidade e glória, viver e morrer em tua bondade. Amém "

Santa Margarida Maria Alacoque

quinta-feira, 30 de junho de 2011

O Sagrado Coração de Jesus na Liturgia


A liturgia é o culto público, quer dizer, os atos sagrados que por instituição de Cristo ou da Igreja, em seu nome, são realizados seguindo os livros litúrgicos oficiais.

Evidentemente refletem de modo autêntico o sentir e a fé da Igreja. Na liturgia são verificados especialmente a potestade de magistério. Quando o magistério propõe aos fiéis como devem render culto a Deus, tem uma particular assistência do Espírito Santo para não equivocar-se e oferecer um caminho certo e seguro de santificação, já que se trata da mais importante finalidade da Igreja.

Onde principalmente se ensina aos fiéis a doutrina e a vida cristã, é na Missa. Pois, bem, o culto público ao Sagrado Coração, foi introduzido em 1765 por Clemente XIII, ao introduzir sua festa litúrgica, com Missa e ofícios próprios.

Este ensinamento, mediante a liturgia, é dada pela Igreja com frases suas ou com frases tomadas da Escritura (quer em seu sentido próprio, quer em seu sentido ajustado). Nas recentes modificações introduzidas com novas leituras e o evangelho na nova missa do Sagrado Coração , o tema bíblico dominante é o do amor a Cristo que se apresenta como Bom Pastor.

A importância que a Igreja concede atualmente ao Sagrado Coração, esta sublinhada pela categoria de sua festa, solenidade de primeira classe, das quais há somente 14 ao ano no calendário universal.

Além disso, a festa de Cristo Rei, também solenidade de primeira classe, esta estreitamente unida à espiritualidade do Sagrado Coração. Pio XI declarou ao instituí-la que precisamente a Cristo é reconhecido como Rei, por famílias, cidades e nações, mediante a consagração a seu Coração. E determinou que em tal festa fosse renovado todos os anos a consagração do mundo ao Coração de Cristo.

Toda esta atitude litúrgica da Igreja tem a finalidade de estimular nossa prática cristã pondo especial interesse em celebrar sua festa: comungando, assimilando seus ensinamentos, utilizando as orações litúrgicas, a consagração, etc. Como dizia Pio XI na encíclica Quas primas: "As celebrações anuais da liturgia têm uma eficácia maior que os solenes documentos do magistérios para formar ao povo nas coisas da fé".

Retirado: ACI Digital
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