quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Santa Missa Pontifical na Forma Extraordinária no Rio de Janeiro

No dia 25 de setembro será celebrada na Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé uma Santa Missa Pontifical na Forma Extraordinária do Rito Romano por ocasião do quarto ano da entrada em vigor do Motu Proprio Summorum Pontificum e do primeiro ano da sua aplicação na Arquidiocese do Rio de Janeiro. O celebrante será S. Exc.a Rev.ma Dom Fernando Rifan, Administrador Apostólico da Administração Apostólica São João Maria Vianney.


 

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Os segredos da família Ratzinger

Livro-entrevista com o irmão do papa

Por Jesús Colina

Ainda falta muito a ser descoberto sobre a história e a alma de Joseph Ratzinger. E só uma pessoa conhece os segredos dele: seu irmão Georg.

Muito será revelado em breve no livro “Mein Bruder, der Papst” (“Meu irmão, o papa”), uma entrevista com o padre Georg Ratzinger concedida a Michael Hesemann.

O mais velho dos Ratzinger conversou em Ratisbona com o prestigioso historiador, a quem ZENIT por sua vez entrevistou.

- Você acha que o livro ajuda a entender melhor a vocação de Joseph Ratzinger?
- Hesemann: Esta é a intenção do livro, que foi escrito por causa do sexagésimo aniversário de ordenação sacerdotal de Sua Santidade e do irmão dele, o padre Georg Ratzinger. O livro mostra a incrível e totalmente inesperada “carreira” dele, que segue uma espécie de plano escondido, que só pode ser obra da Divina Providência. Quando eu visitei a Escola de Evangelização da Comunidade do Emanuel, em Altoetting, um santuário mariano de importância central na infância de Joseph Ratzinger, escutei o seguinte lema: “Dá tudo e receberás mais”. E é exatamente esse o princípio que ele seguiu. Ele sempre deu tudo, serviu ao Senhor com todas as capacidades dele, e recebeu muito mais do que nunca teria imaginado ou desejado.

- Seu livro tem elementos novos da vida de Joseph Ratzinger e de Georg Ratzinger?
- Hesemann: Claro. Detalhes pessoais da vida familiar. E podemos descobrir o valor de outro slogan: “Família que reza unida, permanece unida”. A família Ratzinger foi uma espécie de baluarte contra as ondas de todos os períodos tempestuosos, incluindo o nazismo e os horrores da guerra. E eles acharam força num profundo senso religioso e na intensa vida religiosa. Hoje, quando muitas famílias são dilaceradas por problemas e divórcios, os Ratzinger poderiam representar um modelo positivo de família. O segredo deles é ser uma família que segue a vontade de Deus, uma família que é célula fundamental da Igreja. Com mais famílias assim, não teríamos esta falta de vocações!

- O que o surpreendeu nas conversas com o irmão do papa?
- Hesemann: Muitas cosas, mas a maior surpresa foi descobrir o caminho que levou Ratzinger à sé de Pedro. O dia mais importante da vida dele foi a ordenação sacerdotal, em 29 de junho de 1951, quando ele entendeu tudo o que podia dar às pessoas, permitindo que o Espírito Santo trabalhasse através dele. Ele adorava ser vigário numa paróquia de Munique! Mas depois, com aquela mente extraordinariamente brilhante, ele foi incentivado a ser professor de teologia. E gostou. Não queria ser bispo, tiveram que convencê-lo. Depois, o papa Paulo VI o nomeou arcebispo de Munique. Quando João Paulo II o chamou a Roma, ele deu toda uma série de motivos para ficar na Baviera, mas alguém o convenceu de novo. E desta vez foi o próprio papa quem teve que convencê-lo: “Munique é importante, mas Roma é mais importante”.

Ele sonhava em se aposentar e passar mais tempo com o irmão, escrever livros, mas foi eleito papa. Isso me lembrou as palavras que nosso Senhor disse a São Pedro: “Outro te cingirá e te levará para onde tu não queres” (João 21,18). Foi uma profecia que se cumpriu com o martírio do príncipe dos apóstolos. Mas ela descreve muito bem o que aconteceu com Joseph Ratzinger. Se você analisar a vida dele, vai ver que “alguém” o preparou para o ministério de Pedro desde o começo. Tudo é obra de Deus!

Outra surpresa foi ver a oposição incondicional da família Ratzinger aos nazistas, desde o início. O pai deles, que também se chamava Joseph Ratzinger, era um leitor assíduo da publicação católica mais anti-nazista, “Der gerade Weg” (O caminho direito), cujo redator, Fritz Michael Gerlich, foi um dos primeiros mártires católicos da Alemanha nazista. Ratzinger pai era chefe de polícia numa cidade pequena, Tittmoning, e sofreu sérias dificuldades já antes da chegada do nazismo ao poder, porque ele tinha ordenado a suspensão de vários encontros de nazistas e tinha entrado em confronto com os nazistas várias vezes. No fim, ele foi obrigado a dar um passo para trás na carreira e continuar o serviço num vilarejo, Aschau.

A entrada de Georg e Joseph no seminário, a decisão de virarem padres, naquela época era uma clara rejeição do nazismo, que se opunha fortemente à Igreja. Eles foram ridicularizados e discriminados por causa dessa decisão, mas seguiram a consciência. O pai dos Ratzinger, que na época vivia de uma pobre pensão, recusou as vantagens econômicas de aderir ao partido nazista. O adolescente Joseph Ratzinger conseguiu não participar da Juventude hitleriana, apesar de ser obrigatório. Ele simplesmente não participou. E quando foi obrigado a ser soldado, desertou e se livrou por milagre da cadeia e da forca prevista para os desertores.

- Que lugar ocupa a música na vida de George? E o que dizer de Joseph?

- Hesemann: A música sempre desempenhou um papel importante na vida da família Ratzinger. Seu pai não só cantava no coro de meninos em sua paróquia, mas também tocava o “zither”, uma cítara popular da música folclórica da Baviera. A mãe, que tinha sido governanta na casa de um maestro, estava em contato com a música clássica desde jovem. Assim, quando Georg descobriu seu enorme talento musical, contou com o incentivo de seus pais. Era fascinado por harmônica, então seu pai comprou uma, e ele tocou tão bem que quando tinha apenas 10 anos o pastor pediu para tocá-la durante a Missa para meninos.

Joseph compartilhava seu amor pela música e teve aulas piano. Ainda hoje, como Papa, ele toca piano, quando tem algum tempo. Encanta-lhe a música clássica, especialmente Mozart. Os jovens Ratinzger uma vez conseguiram ir ao Festival de Salzburg e ouvir um grande concerto. Hoje, quando Georg Ratzinger vai ver seu irmão, o Santo Padre pede-lhe que toque piano, o que realmente lhe encanta.

- Como é Georg Ratzinger?

- Hesemann: Cada encontro com ele foi realmente muito bonito. Ele tem um coração de ouro. Em muito poucas ocasiões vi um homem tão humilde, amável e afável como ele. Ao mesmo tempo, fiquei impressionado com sua memória, algo que ele compartilha com seu irmão. É um grande homem e, certamente, não apenas "o irmão do Papa", porque ele tem feito uma carreira notável por sua conta, como diretor do coro juvenil da Catedral de Regensburg (Regensburger Domspatzen em alemão), conhecido em todo o mundo. Eles oferecem concertos no Japão e nos Estados Unidos e em muitas outras partes do mundo. É também um compositor talentoso. Mas acima de tudo, um verdadeiro cavalheiro e um sacerdote de coração grande, profunda fé em Deus e agudo e sadio senso de humor.

De: Zenit

domingo, 14 de agosto de 2011

ASSUNÇÃO DA SANTÍSSIMA VIRGEM MARIA


A 1° de novembro de 1950, Pio XII definiu o dogma da Assunção da Beata Virgem Maria. Proclamava assim solenemente que a crença segundo a qual Maria, ao fim da sua vida terrestre, foi levada em corpo e alma à glória do Céu, faz realmente parte do depósito da fé, recebido dos Apóstolos."Bendita entre todas as mulheres", em razão da sua maternidade divina,a Virgem Imaculada, que desde a sua concepção fora isenta do pecado original, não devia conhecer a corrupção do túmulo. Para evitar qualquer dado impreciso, o Papa absteve-se inteiramente de determinar o modo e as circuntâncias de tempo e lugar em que a Assunção deveria ter-se realizado: somente o fato da Assunção, em corpo e alma, à glória do Céu, constitue o objeto da definição.

Nota de falecimento


Padre Giuseppe Ialea, msc

* 26.04.1920 + 14.08.2011

Pro fidelibus defunctis
Réquiem aeterna dona eis Domine, et lux perpetua luceat eis.
Requiéscant in pace. Amen


sábado, 13 de agosto de 2011

SANTA MISSA DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

 
 
Santa Missa na

Forma Extraordinária do Rito Romano

ou
 
Rito Gregoriano

 
Festa da Assunção da Santíssima Virgem Maria

15 de Agosto de 2011

às 9h30min

PARÓQUIA SÃO JOÃO BATISTA DO TAUAPE
Rua Capitão Gustavo, 3940
Fortaleza - CE - Brasil
 
Música
 
Próprio
Canto Gregoriano
Schola Cantorum Cor Mariae Immaculatum

Em Madri, na espera da JMJ, o agradecimento dos jovens


De: Acción Litúrgica

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Missa Antiga apaixona os jovens

"[...] Una Messa antica ma amata dai giovani: non è un paradosso?

Basta andare in giro come faccio io per celebrazioni e conferenze: non solo in Italia ma all’estero il rito antico si diffonde sempre più proprio tra i più giovani. A mio parere ciò è dovuto al fatto che i ragazzi si approcciano alla fede ricercando il senso del Mistero, e lo trovano in maniera evidente nella Messa celebrata in forma straordinaria. Il ritorno al rito tradizionale non è secondario per la fede: esso favorisce in una dimensione verticale l’incontro con Dio in un mondo contemporaneo in cui lo sguardo dell’uomo è ripiegato su se stesso e sulla dimensione materiale dell’esistenza. In questo senso ha favorito una sorta di “contagio” spirituale benefico.[...]"

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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Um "Glória Pirata" para a alegria dos modernistas

Este vídeo foi gravado em uma missa de Nossa Senhora Desatadora dos nós, música Aqui tem Glória, em Campinas São José, SC (Arquidiocese de Florianópolis). Neste vemos total desrespeito ao hino angelical, a profanação da igreja e falta de sagrado dos fiéis e do sacerdote.


O Glória não é um momento em que se canta uma música de louvor ou que tenha a palavra "glória" na letra.

Não existe "música de glória". É diferente da Comunhão, da Entrada, do Ofertório, que são cerimônias que comportam uma música para acompanhar. (de preferência do Missal ou do Gradual, mas podendo ser outra). Já o Glória não é uma cerimônia que comporta uma música para acompanhar: é uma cerimônia em si mesma, que pode ser rezada ou cantada.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

O amor profundo pela Eucaristia

Uma história sobre o verdadeiro valor e zelo que devemos ter pela Eucaristia

Alguns meses antes de sua morte, o Bispo Fulton J. Sheen foi entrevistado pela rede nacional de televisão: “Bispo Sheen, milhares de pessoas em todo o mundo procuram imitar o exemplo vossa eminência. Em quem o senhor se inspirou? Foi por acaso em algum Papa?”.O Bispo Sheen respondeu que sua maior inspiração não foi um Papa, um Cardeal, ou outro Bispo, sequer um sacerdote ou freira. Foi uma menina chinesa de onze anos de idade.

Explicou que quando os comunistas apoderaram-se da China, prenderam um sacerdote em sua própria reitoria, próximo à Igreja. O sacerdote observou assustado, de sua janela, como os comunistas invadiram o templo e dirigiram-se ao santuário. Cheios de ódio profanaram o tabernáculo, pegaram o cálice e, atirando-o ao chão, espalharam-se as hóstias consagradas. Eram tempos de perseguição e o sacerdote sabia exatamente quantas hóstias havia no cálice: trinta e duas.Quando os comunistas retiraram-se, talvez não tivessem percebido, ou não prestaram atenção, a uma menininha, que rezando na parte detrás da igreja, viu tudo o que ocorreu. À noite, a pequena regressou e, escapando da guarda posta na reitoria, entrou no templo.Ali, fez uma hora santa de oração, um ato de amor para reparar o ato de ódio. Depois de sua hora santa, entrou no santuário, ajoelhou-se, e inclinando-se para frente, com sua língua recebeu Jesus na Sagrada Comunhão. (Naquele tempo não era permitido aos leigos tocar a Eucaristia com suas mãos).A pequena continuou regressando a cada noite, fazendo sua hora santa e recebendo Jesus Eucarístico na língua. Na trigésima noite, depois de haver consumido a última hóstia, acidentalmente fez um barulho que despertou o guarda. Este correu atrás dela, agarrou-a, e golpeou-a até mata-la com a parte posterior de sua arma.

Novos ataques aos católicos no Iraque

Na manhã desta terça-feira, 2, explodiu uma bomba próximo a igreja siro-católica da “Sagrada Família”, na cidade de Kirkuk, no Iraque, deixando ao menos 23 pessoas feridas e causando diversos danos materiais. Entre os feridos está uma religiosa e algumas crianças.

Outras duas bombas foram desarmadas pela polícia. Esta é a primeira vez que esta igreja, localizada numa cidade ao norte do Iraque, é alvo de um ataque terrorista.

“Se trata de uma igreja siro-católica, que se encontra num bairro popular e realmente muito pobre. Às 5h30 da manhã [desta terça-feira] explodiu uma bomba colocada no muro da igreja; entre a igreja e as casas das pessoas não há uma grande distância. Muitas casas foram destruídas, muitos carros foram queimados e existem muitos feridos”, explica o Arcebispo de Kirkuk, Dom Louis Sako, em entrevista concedida por telefone à Rádio Vaticano.

O arcebispos iraquiano conta que esteve na igreja e visitou aos feridos no hospital, entre eles cristãos e muçulmanos.

Diante das diferenças, o prelado iraquiano salienta que existem outras maneiras de protestar sem o uso da violência e da brutalidade.

Mas, mesmo em meio a tanta dor e consternação, o arcebispo acredita que este mês é realmente um mês de oração, jejum e conversão e espera que “este seja o último ato de violência”.

Retirado de: Rádio Vaticano

sábado, 30 de julho de 2011

Pio XII salvou 11.000 judeus romanos

Zenit

Conforme documentação descoberta recentemente por historiadores, a ação direta do papa Pio XII salvou a vida de mais de 11.000 judeus em Roma durante a II Guerra Mundial.

O representante da fundação Pave the Way na Alemanha, o historiador e pesquisador Michael Hesemann, descobriu muitos documentos originais de grande importância ao pesquisar os arquivos da igreja de Santa Maria dell'Anima, a igreja nacional da Alemanha em Roma.

A Pave the Way, com sede nos Estados Unidos, fundada pelo judeu Gary Krupp, anunciou o achado em declaração enviada a ZENIT.

“Muitos criticaram Pio XII por guardar silêncio durante as prisões e quando os trens partiram de Roma com 1.007 judeus, que foram enviados para o campo de concentração de Auschwitz”, declarou Krupp.

“Os críticos não reconhecem nem sequer a intervenção direta de Pio XII para dar fim às prisões, em 16 de outubro de 1943”.

“Novos achados provam que Pio XII agiu diretamente nos bastidores para impedir as prisões às 2 horas da tarde do mesmo dia em que elas começaram, mas não conseguiu deter o trem que tinha aquele destino tão cruel”, acrescentou.

Segundo um estudo recente do pesquisador Dominiek Oversteyns, havia em Roma 12.428 judeus no dia 16 de outubro de 1943.

“A ação direta do papa Pio XII salvou a vida de mais de 11.400 judeus”, explica Krupp. “Na manhã de 16 de outubro de 1943, quando o papa soube da prisão dos judeus, enviou imediatamente um protesto oficial vaticano ao embaixador alemão, que sabia que não teria resultado algum. O pontífice mandou então seu sobrinho, o príncipe Carlo Pacelli, até o bispo austríaco Alois Hudal, cabeça da igreja nacional alemã em Roma, que, conforme relatos, tinha boas relações com os nazistas. O príncipe Pacelli disse a Hudal que tinha sido enviado pelo papa e que Hudal devia escrever uma carta ao governador alemão de Roma, o general Stahel, pedindo que as prisões fossem canceladas”.

A carta do bispo Hudal ao Generale Stahel dizia: “Precisamente agora, uma fonte vaticana [...] me informou que nesta manhã começou a prisão dos judeus de nacionalidade italiana. No interesse de um diálogo pacífico entre o Vaticano e o comando militar alemão, peço-lhe urgentemente que dê ordem para parar imediatamente estas prisões em Roma e nas regiões circundantes. A reputação da Alemanha nos países estrangeiros exige esta medida, assim como o perigo de que o papa proteste abertamente”.

A carta foi entregue em mãos ao general Stahel por um emissário de confiança do papa Pio XII, o sacerdote alemão Pancratius Pfeiffer, superior geral da Sociedade do Divino Salvador, que conhecia Stahel pessoalmente.

Na manhã seguinte, o general respondeu ao telefone: “Transmiti imediatamente a questão à Gestapo local e a Himmler pessoalmente. E Himmler ordenou que, considerado o status especial de Roma, as prisões sejam interrompidas imediatamente”.

Estes fatos são confirmados também pelo testemunho obtido durante a pesquisa do relator da causa de beatificação de Pio XII, o padre jesuíta Peter Gumpel.

Gumpel declarou ter falado pessoalmente com o general Dietrich Beelitz, que era o oficial de ligação entre o escritório de Kesselring e o comando de Hitler. O general Beelitz ouviu a conversa telefônica entre Stahel e Himmler e confirmou que o general Stahel tinha usado com Himmler a ameaça de um fracasso militar se as prisões continuassem.

Institutos religiosos isentos de inspeções nazistas

Outro documento, “As ações para salvar inumeráveis pessoas da nação judaica”, afirma que o bispo Hudal conseguiu, através dos contatos com Stahel e com o coronel von Veltheim, que “550 instituições e colégios religiosos ficassem isentos de inspeções e visitas da polícia militar alemã”.
Só numa destas estruturas, o Instituto San Giuseppe, 80 judeus estavam escondidos.

A nota menciona também a participação “em grande medida” do príncipe Carlo Pacelli, sobrinho de Pio XII. “Os soldados alemães eram muito disciplinados e respeitavam a assinatura de um alto oficial alemão... Milhares de judeus locais em Roma, Assis, Loreto, Pádua e outras cidades foram salvos graças a esta declaração”.

Michael Hesemann afirma que é óbvio que qualquer protesto público do papa quando o trem partiu teria provocado o recomeço das prisões.

Ele ainda explica que a fundação Pave the Way tem no seu site a ordem original das SS de prender 8.000 judeus romanos, que deveriam ser enviados para o campo de trabalho de Mauthausen e ser retidos como reféns, e não para o campo de concentração de Auschwitz. Pode-se pensar que o Vaticano acreditasse em negociar a libertação deles.

Soube-se também que o Vaticano reconheceu que o bispo Hudal ajudou alguns criminosos de guerra nazistas a fugir da prisão no fim do conflito.

Por causa de sua postura política, o bispo era persona non grata no Vaticano, e foi repreendido por escrito pelo secretário de Estado vaticano, o cardeal Giovanni Battista Montini (futuro papa Paulo VI), por sugerir que o Vaticano ajudasse os nazistas a fugir.

Gary Krupp, diretor geral da Pave the Way, comentou que a fundação “investiu grandes recursos para obter e difundir publicamente todas estas informações para historiadores e peritos. Curiosamente, nenhum dos maiores críticos do papa Pio XII se deu ao trabalho de vir até os Arquivos Vaticanos abertos (e abertos completamente, desde 2006, até o ano de 1939) para fazer estudos originais. Também não consultaram o nosso site gratuito”.

Krupp afirma ter a sincera esperança de que os representantes dos peritos da comunidade judaica romana pesquisem o material original, que se encontra a poucos passos de sua casa.

“Creio que descobriram que mesma existência hoje da que o papa Pio XII chamava ‘esta vibrante comunidade’ deve-se aos esforços secretos deste papa para salvar cada vida”, disse. “Pio XII fez o que pôde, quando estava sob a ameaça de invasão, de morte, cercado por forças hostis e com espiões infiltrados”.

Elliot Hershberg, presidente da Pave the Way Foundation, acrescenta: “No serviço de nossa missão, nos empenhamos em tentar oferecer uma solução para esta controvérsia, que atinge mais de 1 bilhão de pessoas”.

“Temos usado nossos links internacionais para obter e inserir em nosso site 46.000 páginas de documentos originais, artigos originais, testemunhos oculares e entrevistas com especialistas para oferecer esta documentação pronta a historiadores e especialistas.”

“A publicidade internacional deste projeto tem levado, a cada semana, nova documentação, que mostra como estamos nos movendo para eliminar o bloqueio acadêmico que existe desde 1963.”

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Cardeal Cañizares: É recomendável comungar na boca e de joelhos

ACI Digital
Em entrevista concedida à agência ACI Prensa, o Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos no Vaticano, Cardeal Antonio Cañizares Llovera, assinalou que é recomendável que os católicos comunguem na boca e de joelhos.

Assim indicou o Cardeal espanhol que serve na Santa Sé como máximo responsável, depois do Papa, pela liturgia e os sacramentos na Igreja Católica, ao responder se considerava recomendável que os fiéis comunguem ou não na mão.

A resposta do Cardeal foi breve e singela: "é recomendável que os fiéis comunguem na boca e de joelhos".

Do mesmo modo, ao responder à pergunta da ACI Prensa sobre o costume promovido pelo Papa Bento XVI de fazer que os fiéis que recebam dele a Eucaristia o façam na boca e de joelhos, o Cardeal Cañizares disse que isso se deve "ao sentido que deve ter a comunhão, que é de adoração, de reconhecimento de Deus".

"Trata-se simplesmente de saber que estamos diante de Deus mesmo e que Ele veio a nós e que nós não o merecemos", afirmou.

O Cardeal disse também que comungar desta forma "é o sinal de adoração que necessitamos recuperar. Eu acredito que seja necessário para toda a Igreja que a comunhão se faça de joelhos".

"De fato –acrescentou– se se comunga de pé, é preciso fazer genuflexão, ou fazer uma inclinação profunda, coisa que não se faz".

O Prefeito vaticano disse ademais que "se trivializarmos a comunhão, trivializamos tudo, e não podemos perder um momento tão importante como é o de comungar, como é o de reconhecer a presença real de Cristo ali presente, do Deus que é amor dos amores como cantamos em uma canção espanhola".

Ao ser consultado pela ACI Prensa sobre os abusos litúrgicos em que incorrem alguns atualmente, o Cardeal disse que é necessário "corrigi-los, sobre tudo mediante uma boa formação: formação dos seminaristas, formação dos sacerdotes, formação dos catequistas, formação de todos os fiéis cristãos".

Esta formação, explicou, deve fazer que "celebre-se bem, para que se celebre conforme às exigências e dignidade da celebração, conforme às normas da Igreja, que é a única maneira que temos de celebrar autenticamente a Eucaristia".

Finalmente o Cardeal Cañizares disse à agência ACI Prensa que nesta tarefa de formação para celebrar bem a liturgia e corrigir os abusos, "os bispos têm uma responsabilidade muito particular, e não podemos deixar de cumpri-la, porque tudo o que façamos para que a Eucaristia se celebre bem será fazer que na Eucaristia se participe bem".

terça-feira, 26 de julho de 2011

Pe. Demétrio Gomes fala porque usa a batina

Monja mais antiga do mundo sai da clausura para participar da JMJ

Rádio Vaticano

A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2011, de 16 a 21 de agosto, terá uma participante de destaque: a monja espanhola Teresita, 103 anos, a mais idosa monja de clausura do mundo. Ela sairá pela primeira vez do convento onde vive há mais de 84 anos para assistir ao encontro do papa com os jovens.

Outra curiosidade: Irmã Teresita entrou no convento em que vive ainda hoje exatamente no dia em que Bento XVI nasceu, 16 de abril de 1927.

Pertencente à Ordem Cisterciense, a religiosa foi por mais de 20 anos madre superiora da instituição, e mesmo depois de aposentada continuou vivendo no mosteiro sem contato com o mundo exterior.

Entrevistada pelo jornal espanhol ‘El Mundo’, Irmã Teresita revela que teve medo ao optar pela vida monástica, mas foi ajudada por Deus. “Eu não sabia nada de monjas, mas Ele e Santa Terezinha me ajudaram e entre eles se acertaram para que não perdesse o ânimo” - declarou. Desde então, a vida da religiosa é dedicada à oração e ao trabalho no convento.

Segundo ela, “não se pode viver aborrecida em um convento: termina mal; ou se é feliz ou nada”. Para a religiosa, o segredo de sua alegria consiste em fazer aquilo para o que foi talhada. “Cada um deve ser feliz em sua profissão. As pessoas se sentem felizes quando seguem sua vocação. Só quem a vive pode sabê-lo” – garante.

‘El Mundo’ afirma que mesmo com 103 anos, a monja não se acomoda e continua acreditando que tem muitas coisas ainda por fazer: “Se Deus segue me mantendo aqui é por algum motivo”, declarou a religiosa, destacando que a oração é o maior dom que recebeu nestes mais de 100 anos de vida.

Sobre o seu modo de viver, Irmã Teresita foi bem clara: “Sei que muitos não entenderão minha maneira de viver, mas eu não entendo outra” - declarou.
(Aica, El País, El Mundo)
CM
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