domingo, 28 de agosto de 2011

Não às coroinhas – a decisão da catedral de Phoenix abre um debate em toda a Igreja.

 


Parecia uma decisão local, mas até um cardeal toma partido sobre a permissão de 1994 que admite as meninas ao serviço do altar.

Na semana passada o reitor da Catedral de São Simão e São Judas em Phoenix (Arizona, Estados Unidos), Pe. John Lankeit, anunciou que não mais permitiria que as meninas atuassem como “coroinhas”.

Não é uma decisão pioneira, pois uma medida semelhante já havia sido tomada em dioceses americanas como as de Lincoln (Nebraska) e Ann Harbor [Lansing] (Michigan), mas desta vez a repercussão da notícia foi se estendendo até adquirir primeiro ressonância nacional, e depois mundial.

E não por seu alcance, muito limitado, pois nem sequer toda a diocese de Phoenix a fez sua, apesar da importância do templo catedralício. E ainda, vários párocos se apressaram em declarar que não iriam seguir este exemplo. O que deu lugar a polêmica em outros lugares é a razão aduzida por Lankeit, que tem sim valor universal e provocou um debate fora das fronteiras de sua paróquia.

Prejudica as vocações?

Segundo a nota publicada pelo reitor, e que se acha no site da diocese, trata-se de animar os meninos e meninas a servir a Deus de forma diferenciada e complementar, eles como coroinhas, elas como sacristãs, porque diversas experiências levam a concluir que o acesso das meninas à condição de coroinhas está diminuindo as vocações sacerdotais... e também as vocações religiosas femininas.

De fato, e é o exemplo seguido por Lankeit, as duas dioceses que o precederam experimentaram um incremento de vocações de ambos os tipos depois de proibir “as” coroinhas.

Por quê? Segundo o reitor da Catedral de Phoenix, a condição de coroinha tem sido tradicionalmente uma sementeira de sacerdotes, e inclusive antes da existência dos seminários, tal como os conhecemos hoje, em alguns casos era o caminho ordinário para a primeira formação dos presbíteros. Entre 80% e 95% dos sacerdotes foram coroinhas alguma vez durante sua infância.

Ser coroinha não é um direito.
 
Mas ao converter-se numa função que meninos e meninas indistintamente podem desempenhar, sua vinculação com a vocação sacerdotal, exclusivamente masculina, se atenua fortemente.

“Posso entender que as pessoas se irritem se enfocam a questão do ponto de vista emocional, porque a convertem numa questão de direitos, e parece que se está negando direitos a alguém”, antecipa-se Lankeit à crítica. “Mas”, continua, “nem eu como católico tinha direito ao sacerdócio, nem tampouco o tinha quando era seminarista, pois estava provando minha vocação e era à Igreja a quem competia discerni-la”. Com maior razão não se pode falar de um direito a ser coroinha... ou “uma” coroinha.

A presença de mulheres no serviço do altar começou a introduzir-se nos Estados Unidos em meados dos anos oitenta como abuso. A Igreja não aceitou tal introdução oficialmente até 1994 ao afrontar a questão tão logo ela atravessou o Atlântico, recorda William Oddie, influente colunista do Catholic Herald britânico. Paulo VI e João Paulo II eram contrários a esta prática, mas em meados dos anos noventa a Igreja Católica sofria uma campanha midiática muito forte pela negação do sacerdócio feminino, e cedeu neste ponto como exceção, ainda que mantivesse que a norma era animar os meninos a assumir esta função.

 
A opinião do influente Vingt-Trois.
 
Mas, internacionalizando o debate, Oddie acrescenta mais uma opinião: a do hoje cardeal de Paris, André Vingt-Trois. Deu-a privadamente ao mesmo Oddie no final dos anos noventa, quando Dom Vingt-Trois era arcebispo de Tours. Durante um jantar comentaram o fato de que, na maioria das paróquias de Paris, não somente as leituras eram feitas majoritariamente por mulheres, como também eram as meninas que quase exclusivamente serviam ao altar.

“O arcebispo Vingt-Trois disse que talvez o sacerdote não tivesse escolhido que todos os seus coroinhas fossem meninas. ‘Quando chegam as meninas’, disse, ‘os meninos desaparecem’. E foi muito categórico ao afirmar que, ainda que houvesse outras causas, um dos fatores que contribuíam para a redução das vocações era este”.

 
Um testemunho de uma década, e do influente presidente da conferência episcopal francesa, parece pois corroborar os argumentos do reitor Lankeit em Phoenix, onde o debate, agora internacionalizado, continua.
Tradução: OBLATVS

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Papa rejeita instrumentalização indevida da liturgia com fins “catequéticos”

O Papa destacou a necessidade de aprofundar cada vez mais na relação entre catequese e liturgia, rejeitando, no entanto, toda instrumentalização indevida da liturgia com fins “catequéticos”.

Esta foi a mensagem que enviou, por meio do secretário de estado vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, aos participantes da 62ª Semana Litúrgica Italiana, que se realiza na cidade de Trieste de 22 a 26 de agosto, com o tema “Deus educa seu povo. Liturgia, fonte inesgotável de catequese”.

Com relação à dimensão educativa da liturgia, a mensagem destaca que “a liturgia pode ser chamada de catequese permanente da Igreja, fonte inesgotável de catequese, preciosa catequese em ato”.

Ele se refere à liturgia como a uma “experiência integrada de catequese, celebração, vida”; e acrescenta que “expressa, além disso, o acompanhamento maternal da Igreja, contribuindo assim para desenvolver a vida cristã do crente e o amadurecimento da sua consciência”.

O texto, que foi lido nesta segunda-feira, no início do congresso, indica que “a liturgia, além de expressar a prioridade absoluta de Deus, manifesta seu ser 'Deus conosco'”.

“Neste sentido, Deus é o grande educador do seu povo, o guia amoroso, sábio, incansável, em e através da liturgia, ação de Deus no hoje da Igreja”, acrescenta.

Para o Papa, a Igreja, “especialmente quando celebra os mistérios divinos, se reconhece e se manifesta como realidade que não pode ser reduzida ao único aspecto terreno e organizativo”.

Nestes divinos mistérios, destaca a mensagem, “deve aparecer claramente que o coração latente da comunidade deve se reconhecer muito além dos estreitos e no entanto necessários limites dos ritos, porque a liturgia não é o que o homem faz, mas o que Deus faz com sua condescendência admirável e gratuita”.

Bento XVI espera que este encontro se coloque “cada vez mais ao serviço do genuíno sentido da liturgia, favorecendo uma sólida formação teológico-pastoral, em plena consonância com o Magistério e a tradição da Igreja”.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

II ENCONTRO SUMMORUM PONTIFICUM – BRASIL


Confira a Programação aqui

OBS: Cada participante apresentar permissão de seu Ordinário ou Superior para o Encontro.

FICHA DE INSCRIÇÃO

Contatos: José Luiz e Edelair
Fone: (21) 2667 8309E-mail: summorum2@hotmail.com

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Ao redor de Pedro – o sucesso da Jornada Mundial da Juventude

O que esta multidão de jovens estava fazendo reunida, ontem, no Aeroporto de Cuatro Vientos, na cidade de Madri?

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Não, não era nenhum concerto de rock, nenhuma manifestação política, nenhuma marcha pela legalização das drogas ou pelos direitos de minorias. O atração mais que especial era um senhor de 84 anos… o Papa. E o que estava prestes a acontecer era a celebração de um Memorial instituído pelo próprio Deus há quase dois mil anos… o Santo Sacrifício da Missa.

No dia anterior ao do acontecimento relatado, dois milhões de jovens tinham se unido ao Sumo Pontífice em uma vigília de oração diante do Santíssimo Sacramento.

Dois milhões de jovens, em profundo silêncio… Só mesmo uma pessoa poderia conseguir um feito tão extraordinário. E esta pessoa, que recebeu do próprio Senhor um poder verdadeiramente sobrenatural para guiar a Sua Igreja e conduzir o Seu rebanho, é o doce Cristo na Terra, o Santo Padre.

Nas várias ocasiões em que o Pontífice se reuniu com os jovens, os olhos destes e daquele brilhavam; e mesmo o visível cansaço de Sua Santidade era um sentimento capaz de transmitir uma paz inenarrável, uma alegria inexprimível, uma gratidão incomensurável. Mesmo quem não estava em Madri podia sentir, contemplando a expressão facial do Santo Padre, uma profunda demonstração de amor e de carinho aos jovens do mundo inteiro.

E as palavras daquele homem… Coisas tão desagradáveis de se ouvir, não? Um ataque ao individualismo religioso aqui“Quem cede à tentação de seguir ‘por conta sua’ ou de viver a fé segundo a mentalidade individualista, que predomina na sociedade, corre o risco de nunca encontrar Jesus Cristo, ou de acabar seguindo uma imagem falsa d’Ele.” -, uma reação ao relativismo ali“Precisamente agora, quando a cultura relativista dominante renuncia e menospreza a busca da verdade, que é a aspiração mais alta do espírito humano, devemos propor, com coragem e humildade, o valor universal de Cristo como Salvador de todos os homens e fonte de esperança para a nossa vida.” -, uma alfinetada no socialista e abortista Zapatero acolá“Há muitos que, julgando-se deuses, (…) desejariam decidir, por si sós (…) quem é digno de viver ou pode ser sacrificado nas aras de outras preferências.”

Nada disto, no entanto, faz com que se afastem os jovens. Estão, pelo contrário, ainda mais próximos do sucessor de Pedro. É que eles sabem que aquele homem não é um mero chefe de Estado ou apenas mais um líder religioso no mundo, assim como sabem que “a Igreja não é uma simples instituição humana, como outra qualquer”.

E, por mais que soem duras as palavras deste senhor, por mais que pareçam ultrapassadas ou retrógradas suas máximas, tudo o que ele fala parece ser muito novo e sedutor – não há como depreciar aquela beleza tão antiga e tão nova da qual fala Santo Agostinho. A juventude, que dá muito valor à bravura e ao heroísmo, sente um profundo amor pelo combate e pela aventura. E, por mais manso e pacífico que pareça a figura daquele senhor vestido de branco, o seu discurso os impulsiona a lutar e a desafiar o mundo.

É por isto que a juventude católica se reuniu em torno do Papa esta semana. Para ouvir as palavras de Cristo, que atravessam os séculos, as culturas e as distâncias; palavras que se tornam fecundas pela preciosidade do Seu Sangue derramado por todos nós no Calvário… Esta mensagem, querem que seja calada. Mas os valentes jovens católicos não temem as represálias do mundo, pois estão atentos ao apelo encorajador do Santo Padre: “Que nada e ninguém vos tire a paz; não vos envergonheis do Senhor.”

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

Retirado de: Ecclesia Una

domingo, 21 de agosto de 2011

JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE NO RIO EM 2013

Rio de Janeiro será a próxima sede da JMJ

O Rio de Janeiro será a sede da Jornada Mundial da Juventude 2013! O anúncio oficial foi feito pelo Papa Bento XVI, ao fim da Missa de encerramento da JMJ Madri, neste domingo, 21.

A data prevista para o evento é de 23 a 28 de julho de 2013 e a expectativa é reunir mais de dois milhões de jovens peregrinos.

"Este é o maior evento da Igreja. Juntando o número de pessoas de uma Copa do Mundo e uma Olimpíada, não dá a metade do que se dá numa Jornada Mundial da Juventude”, destaca o assessor da Comissão Episcopal para a Juventude da CNBB, padre Carlos Sávio Costa Ribeiro.

Para os jovens da América Latina será mais barato vir ao Brasil do que ir para uma JMJ na Europa, por isso, o vice-coordenador geral da JMJ Rio, Dom Antônio Augusto, espera que o público seja ainda maior que o da JMJ Madri.

Segundo Dom Antônio, a escolha do Papa pelo Brasil tem muito a ver com a esperança que o Santo Padre tem pela América Latina. “É uma demostração viva de como a Igreja se apoia muito nos países latino-americanos onde o carisma e a fé do povo católico são muito fortes”, destaca.




Retirado de: Canção Nova

sábado, 20 de agosto de 2011

Papa elogia coragem dos jovens debaixo da chuva e do vento. Tempestade sobre o aeródromo de Cuatro Vientos interrompeu intervenção de Bento XVI, que falou numa vigília «inesquecível»

 
Bento XVI felicitou hoje as centenas de milhares de jovens que resistiram à chuva na vigília de oração a que preside no aeródromo de Cuatro Vientos, nos arredores de Madrid, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2011.

“Queridos amigos, esta vigília, com todas as suas aventuras, ficará como uma experiência inesquecível da vossa vida. Guardai a chama que Deus acendeu em vossos corações nesta noite: fazei com que não se apague, mesmo que venha a chuva, alimentai-a cada dia, partilhai-a com os vossos coetâneos que vivem na escuridão e procuram uma luz para o seu caminho”, disse, em italiano, já depois de ter encurtado a sua homilia.

O Papa chegou diretamente junto ao altar, sem passar pelo meio da multidão, e os participantes foram crescendo em manifestações de entusiasmo, aos gritos de “Benedicto”, particularmente com o intensificar da forte chuva e do vento, acompanhando o momento de oração que se iniciou com a chegada da Cruz das JMJ (ver notícia relacionada), transportada por jovens dos cinco continentes.

Posteriormente, outros cinco jovens questionaram Bento XVI, sobre temas como a moral sexual e o casamento, as possibilidades de conhecer Jesus Cristo, o sofrimento, e a fidelidade aos “ideais” católicos sem se “distanciar da sociedade”.

Este quis começar a sua homilia com uma saudação particular aos jovens que lhe formularam as perguntas, agradecendo-lhes “a sinceridade com que expuseram as suas inquietações, que exprimem de certo modo o anseio de todos por alcançar algo de grande na vida, algo que vos dê plenitude e felicidade”.

Em jeito de resposta, Bento XVI afirmou: “Não somos fruto do acaso nem da irracionalidade, mas, na origem da nossa existência, há um projeto de amor de Deus”, já abrigado por um guarda-chuva branco.

A organização do evento gracejou com a situação e interrompeu o discurso papal, à espera de uma melhoria do tempo, lembrando que os jovens, durante a tarde, tinham pedido “mais água”.
Bento XVI prosseguiu a sua intervenção com um “obrigado por esta alegria”, uma “força maior do que a chuva”.

“Também por isso, sois um exemplo. O Senhor, com a chuva, manda-nos muitas bênçãos”, disse, de forma improvisada.

Em português, o Papa convidou cada um a “estabelecer um diálogo pessoal com Cristo, expondo-lhe as próprias dúvidas e sobretudo escutando-o”.

Meus queridos amigos, convido cada um e cada uma de vós a estabelecer um diálogo pessoal com Cristo, expondo-Lhe as próprias dúvidas e sobretudo escutando-O. O Senhor está aqui e chama-te!

Jovens amigos, vale a pena ouvir dentro de nós a Palavra de Jesus e caminhar seguindo os seus passos. Pedi ao Senhor que vos ajude a descobrir a vossa vocação na vida e na Igreja, e a perseverar nela com alegria e fidelidade, sabendo que Ele nunca vos abandona nem atraiçoa! Ele está connosco até ao fim do mundo

Aos jovens francófonos, Bento XVI pediu que estejam “orgulhosos por ter recebido o dom da fé”.
“Só Cristo pode dar resposta às aspirações que trazeis dentro de vós. Deixai-vos agarrar por Deus, para que a vossa presença na Igreja lhe dê um novo vigor”, apelou.

Fonte: Rádio Vaticano

Sob temporal, Papa agradece jovens pelo bom exemplo

O último compromisso de Bento XVI neste sábado foi a Vigília de Oração com os jovens no Aeroporto Quatro Ventos de Madri. A área estava completamente tomada pela multidão de peregrinos.

Cerca de 800 bispos e 700 coristas contornavam o palco da grande orquestra da JMJ, composta por músicos jovens de toda a Espanha. Todo o estrado foi circundado de ventiladores e nebulizadores dispostos para aliviar os presentes do forte calor.

A primeira parte do encontro foi uma procissão da Cruz das JMJ, levada por jovens de 5 continentes e um cortejo com o Ícone de Madri. Em seguida, alguns jovens dirigiram perguntas ao papa. Depois da leitura de um trecho do Evangelho de João, Bento XVI respondeu às perguntas de modo informal e tomou a palavra para a homilia.

Agradecendo a sinceridade com a qual revelaram suas inquietudes, o papa disse que é o próprio Jesus que responde à questão “Como pode um jovem ser cristão e continuar a aspirar a grandes ideais na sociedade atual?”. “Jesus – disse Bento XVI – nos diz que “Assim como o Pai me amou, eu vos amei; permanecei no meu amor” (Jo 15,9).

A este ponto, uma violenta tempestade obrigou Bento XVI a interromper a homilia diante dos jovens. Um forte vento, acompanhado de chuva e trovões, começou a soprar e Bento XVI, embora protegido por um grande guarda-chuva branco, teve que suspender a homilia.

Depois de alguns minutos, Bento XVI retomou a palavra agradecendo aos jovens por sua alegria e ‘resistência’ e proferiu saudações em espanhol, francês, inglês, alemão, italiano, polonês e português:

“Meus queridos amigos, convido cada um e cada uma de vós a estabelecer um diálogo pessoal com Cristo, expondo-Lhe as próprias dúvidas e, sobretudo escutando-O. O Senhor está aqui e chama-te! Jovens amigos, vale a pena ouvir dentro de nós a Palavra de Jesus e caminhar seguindo os seus passos. Pedi ao Senhor que vos ajude a descobrir a vossa vocação na vida e na Igreja, e a perseverar nela com alegria e fidelidade, sabendo que Ele nunca vos abandona nem atraiçoa! Ele está conosco até ao fim do mundo”.

Seguiram-se a exposição do Santíssimo Sacramento e alguns momentos de adoração.

Antes de deixar o local rumo à Nunciatura, Bento XVI disse algumas palavras de improviso, agradecendo aos jovens:

“Vivemos uma aventura juntos. Forte na fé, vocês resistiram á chuva. Antes de ir embora, desejo desejar a ‘boa-noite’ a todos. Que descansem bem. Obrigado pelo sacrifício que estão fazendo e que sem dúvida, oferecerão generosamente ao Senhor. vamos nos ver amanhã, se Deus quiser. Espero vocês todos. Obrigado pelo maravilhoso exemplo que deram. Do mesmo modo, esta noite, com Cristo, poderão enfrentar as provas da vida. Obrigado a todos!”.

O papa deixou o aeroporto e os jovens permaneceram na esplanada para a adoração noturna do Santíssimo.

Fonte: Rádio Vaticano

Papa aos seminaristas: "Vocês devem ser santos"

Papa aos seminaristas: "Vocês estão a caminho de uma meta santa"

Neste penúltimo dia de Jornada Mundial da Juventude, pela manhã o Papa Bento XVI presidiu a missa na Catedral de Almudena. A celebração foi voltada aos futuros sacerdotes. “Como seminaristas, estais a caminho para uma meta santa: ser continuadores da missão que Cristo recebeu do Pai”, disse o Santo Padre.

Sobre o período que antecede a ordenação sacerdotal, Bento XVI aconselhou os jovens seminaristas.

“Em primeiro lugar, devem ser anos de silêncio interior, de oração permanente, de estudo constante e de progressiva inserção nas atividades e estruturas pastorais da Igreja. Meditai bem este mistério da Igreja, vivendo os anos da vossa formação com profunda alegria, em atitude de docilidade, de lucidez e de radical fidelidade evangélica, bem como numa amorosa relação com o tempo e as pessoas no meio de quem viveis”.

Por fim, Bento XVI lembrou Nossa Senhora.

“Olhai sobretudo para a Virgem Maria, Mãe dos sacerdotes. Ela saberá forjar a vossa alma segundo o modelo de Cristo, seu divino Filho, e vos ensinará incessantemente a guardar os bens que Ele adquiriu no Calvário para a salvação do mundo”.

Fonte: Rádio Vaticano

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Religiosa no Escorial: Santo Padre, conte conosco para carregar a sua cruz

Em nome das religiosas presentes uma freira disse ao Santo Padre esta manhã (hora local) no monastério do Escorial que ele pode contar com elas “para carregar sua cruz".

Irmã Belén, integrante das Servas de Maria, uma congregação dedicada à atenção dos doentes em seus domicílios, foi encarregada de dar a bem-vinda ao Papa: "Obrigado Santo Padre por este encontro conosco, muito obrigado! Sabemos, Santidade, quanto você estima a vida consagrada como expressão visível da santidade da Igreja", assinalou.

A religiosa disse logo que "a Igreja é Santa por estar unida a Cristo e porque em seu seio floresce a santidade como em um maravilhoso jardim de diferentes flores. Todas as que estamos aqui queremos ser santas e, embora saibamos que o caminho não é fácil, confiamos na graça de Cristo, na comunhão da Igreja e no magistério de Sua Santidade, que nos estimula constantemente a isso".

"Também nós –continuou– queremos oferecer à Igreja e ao Vigário de Cristo a nossa oração, nossos sacrifícios e nossa total entrega a Cristo, a quem nos consagramos como esposas".

"Sabemos, Santidade, que a cruz que Deus pôs sobre seus ombros é muito pesada. Queremos dizer-lhe que você não a leva sozinho, conte conosco, que, no silêncio do claustro ou na atividade com que servimos à Igreja, ajudamos-lhe com nossa simplicidade e pobreza, e com a força que recebemos de Cristo".

Finalmente Irmã Belén disse: "pedimos ao Senhor que Ele o abençoe e o sustente, o console e fortaleça e o encha da alegria e da paz do Santo Espírito para guiar a sua Igreja. Obrigado, Santo Padre e conte sempre conosco!"

Retirado de: ACI Digital

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Discurso de Bento XVI ao jovens em Madri


Queridos jovens amigos!
Agradeço as carinhosas palavras que me dirigiram os jovens representantes dos cinco continentes. Com afeto, saúdo a todos vós que estais aqui congregados - jovens da Oceania, África, América, Ásia e Europa – e também a quantos não puderam vir. Sempre vos tenho muito presente e rezo por vós. Deus concedeu-me a graça de vos poder ver e vos ouvir mais de perto, e de nos colocarmos juntos à escuta da sua Palavra.

Na leitura que há pouco foi proclamada, ouvimos uma passagem do Evangelho onde se fala de acolher as palavras de Jesus e de as pôr em prática. Há palavras que servem apenas para entreter e passam como o vento; outras instruem, sob alguns aspectos, a mente; as palavras de Jesus, ao invés, têm de chegar ao coração, radicar-se nele e modelar a vida inteira. Sem isso, ficam estéreis e tornam-se efémeras; não nos aproximam Dele. E, deste modo, Cristo continua distante, como uma voz entre muitas outras que nos rodeiam e às quais estamos habituados.

Além disso, o Mestre que fala não ensina algo que aprendeu de outros, mas o que Ele mesmo é, o único que conhece verdadeiramente o caminho do homem para Deus, pois foi Ele que o abriu para nós, que o criou para podermos alcançar a vida autêntica, a vida que sempre vale a pena viver em todas as circunstâncias e que nem mesmo a morte pode destruir. O Evangelho continua explicando estas coisas com a sugestiva imagem de quem constrói sobre a rocha firme, resistente às investidas das adversidades, contrariamente a quem edifica sobre a areia, talvez numa paisagem paradisíaca, poderíamos dizer hoje, mas que se desmorona à primeira rajada de ventos e fica em ruínas.

Queridos jovens, escutai verdadeiramente as palavras do Senhor, para que sejam em vós “espírito e vida” (Jo 6, 63), raízes que alimentam o vosso ser, linhas de conduta que nos assemelham à pessoa de Cristo, sendo pobres de espírito, famintos de justiça, misericordiosos, puros de coração, amantes da paz. Escutai-as frequentemente cada dia, como se faz com o único Amigo que não engana e com o qual queremos partilhar o caminho da vida. Bem sabeis que, quando não se caminha ao lado de Cristo, que nos guia, extraviamo-nos por outra sendas como a dos nossos próprios impulsos cegos e egoístas, a de propostas lisonjeiras mas interesseiras, enganadoras e volúveis, que atrás de si deixam o vazio e a frustração.

Aproveitai estes dias para conhecer melhor a Cristo e inteirar-vos de que, enraizados Nele, o vosso entusiasmo e alegria, os vossos anseios de crescer, de chegar ao mais alto, ou seja, a Deus, têm futuro sempre assegurado, porque a vida em plenitude já habita dentro do vosso ser. Fazei-a crescer com a graça divina, generosamente e sem mediocridade, propondo-vos seriamente a meta da santidade. E, perante as nossas fraquezas, que às vezes nos oprimem contamos também com a misericórdia do Senhor, sempre disposto a dar-nos de novo a mão e que nos oferece o perdão no sacramento da Penitência.

Edificando-a sobre a rocha firme, a vossa vida será não só segura e estável, mas contribuirá também para projetar a luz de Cristo sobre os vossos coetâneos e sobre toda a humanidade, mostrando uma alternativa válida a tantos que viram a sua vida desmoronar-se, porque os alicerces da sua existência eram inconsistentes: a tantos que se contentam com seguir as correntes da moda, se refugiam no interesse imediato, esquecendo a justiça verdadeira, ou se refugiam em opiniões pessoais em vez de procurar a verdade sem adjetivos.

Sim, há muitos que, julgando-se deuses, pensam que não têm necessidade de outras raízes nem de outros alicerces para além de si mesmo. Desejariam decidir, por si sós, o que é verdade ou não, o que é bom ou mau, justo ou injusto; decidir quem é digno de viver ou pode ser sacrificado nas aras de outras preferências; em cada momento dar um passo à sorte, sem rumo fixo, deixando-se levar pelo impulso de cada instante. Estas tentações estão sempre à espreita.

É importante não sucumbir a elas, porque na realidade conduzem a algo tão fútil como uma existência sem horizontes, uma liberdade sem Deus. Pelo contrário, sabemos bem que fomos criados livres, à imagem de Deus, precisamente para ser protagonistas da busca da verdade e do bem, responsáveis pelas nossas ações e não meros executores cegos, colaboradores criativos com a tarefa de cultivar e embelezar a obra da criação. Deus quer um interlocutor responsável, alguém que possa dialogar com Ele e amá-Lo. Por Cristo, podemos verdadeiramente consegui-lo e, radicados Nele, damos asas à nossa liberdade. Porventura não é este o grande motivo da nossa alegria? Não é este um terreno firme para construir a civilização do amor e da vida, capaz de humanizar todo homem?

Queridos amigos, sede prudentes e sábios, edificai as vossas vidas sobre o alicerce firme que é Cristo. Esta sabedoria e prudência guiará os vossos passos, nada vos fará tremer e, em vosso coração, reinará a paz. Então sereis bem-aventurados, ditosos, e a vossa alegria contagiará os outros.

Perguntar-se-ão qual seja o segredo da vossa vida e descobrirão que a rocha que sustenta todo o edifício e sobre a qual assenta toda a vossa existência é a própria pessoa de Cristo, vosso amigo, irmão e Senhor, o Filho de Deus feito homem, que dá consistência a todo o universo. Ele morreu por nós e ressuscitou para que tivéssemos vida, e agora, junto do trono do Pai, continua vivo e próximo a todos os homens, velando continuamente com amor por cada um de nós.

Confio os frutos desta Jornada Mundial da Juventude à Santíssima Virgem, que soube dizer “sim” à vontade de Deus e nos ensina, como ninguém, a fidelidade ao seu divino Filho, que acompanhou até à sua morte na cruz. Meditaremos tudo isto mais pausadamente ao longo das diversas estações da Via-Sacra. Peçamos para que o nosso “sim” de hoje a Cristo seja também, como o Dela, um “sim” incondicional à sua amizade, no fim desta Jornada Mundial e durante toda a nossa vida. Muito obrigado!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

“Nem Lutero”. “A comunhão na mão não tem nada a ver com a Igreja primitiva, é de origem calvinista”.


Athanasius Schneider tem 50 anos, é ucraniano [ndr: na realidade, nasceu no Quirguistão] e desde 2006 atuou como bispo auxiliar em duas dioceses do Cazaquistão, uma antiga república soviética com 26% de população cristã, majoritariamente ortodoxa, mas com uma pujante comunidade católica.
Recentemente, Dom Schneider, que é especialista em Patrística e Igreja primitiva, explicou à emissora Rádio Maria, no sul do Tirol, as diferenças entre a forma de comungar na Igreja primitiva e a atual prática da comunhão na mão.

Segundo afirmou, este costume é “completamente novo” após o Concílio Vaticano II e suas raízes não remontam aos tempos dos primeiros cristão, como se sustentou com freqüência.

Na Igreja primitiva, era necessário purificar as mãos antes e depois do rito, e a mão estava coberta por um corporal, do qual se tomava a partícula diretamente com a língüa: “Era mais uma comunhão na boca do que na mão”, afirmou Schneider. De fato, após consumir a Sagrada Hóstia, o fiel devia recolher da mão, com sua língua, qualquer mínima partícula consagrada. Um diácono supervisionava esta operação.

Jamais se tocava com os dedos: “O gesto da comunhão na mão, tal como conhecemos hoje, era completamente desconhecido” entre os primeiros cristãos.

Origem calvinista

Ainda assim, abandonou-se aquele rito pela administração direta do sacerdote na boca, uma mudança que ocorreu “instintiva e pacificamente” em toda a Igreja. A partir do século V, no Oriente, e pouco depois no Ocidente. O Papa São Gregório Magno já a administrava assim no século VII, e os sínodos franceses e espanhóis dos séculos XIII e IX puniam quem tocasse na Sagrada Forma.

Segundo Dom Schneider, a prática que conhecemos hoje da comunhão na mão nasceu no século XVII entre os calvinistas, que não acreditavam na presença real de Jesus Cristo na Eucaristia. “Nem Lutero”, que acreditava na presença real, mas não na transubstanciação, “o havia feito”, disse o bispo do Cazaquistão: “De fato, até relativamente há pouco os luteranos comungavam de joelhos e na boca, e ainda hoje alguns comungam assim nos países escandinavos”.

Tradução: Fratres in Unum

Santa Missa Pontifical na Forma Extraordinária no Rio de Janeiro

No dia 25 de setembro será celebrada na Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé uma Santa Missa Pontifical na Forma Extraordinária do Rito Romano por ocasião do quarto ano da entrada em vigor do Motu Proprio Summorum Pontificum e do primeiro ano da sua aplicação na Arquidiocese do Rio de Janeiro. O celebrante será S. Exc.a Rev.ma Dom Fernando Rifan, Administrador Apostólico da Administração Apostólica São João Maria Vianney.


 

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Os segredos da família Ratzinger

Livro-entrevista com o irmão do papa

Por Jesús Colina

Ainda falta muito a ser descoberto sobre a história e a alma de Joseph Ratzinger. E só uma pessoa conhece os segredos dele: seu irmão Georg.

Muito será revelado em breve no livro “Mein Bruder, der Papst” (“Meu irmão, o papa”), uma entrevista com o padre Georg Ratzinger concedida a Michael Hesemann.

O mais velho dos Ratzinger conversou em Ratisbona com o prestigioso historiador, a quem ZENIT por sua vez entrevistou.

- Você acha que o livro ajuda a entender melhor a vocação de Joseph Ratzinger?
- Hesemann: Esta é a intenção do livro, que foi escrito por causa do sexagésimo aniversário de ordenação sacerdotal de Sua Santidade e do irmão dele, o padre Georg Ratzinger. O livro mostra a incrível e totalmente inesperada “carreira” dele, que segue uma espécie de plano escondido, que só pode ser obra da Divina Providência. Quando eu visitei a Escola de Evangelização da Comunidade do Emanuel, em Altoetting, um santuário mariano de importância central na infância de Joseph Ratzinger, escutei o seguinte lema: “Dá tudo e receberás mais”. E é exatamente esse o princípio que ele seguiu. Ele sempre deu tudo, serviu ao Senhor com todas as capacidades dele, e recebeu muito mais do que nunca teria imaginado ou desejado.

- Seu livro tem elementos novos da vida de Joseph Ratzinger e de Georg Ratzinger?
- Hesemann: Claro. Detalhes pessoais da vida familiar. E podemos descobrir o valor de outro slogan: “Família que reza unida, permanece unida”. A família Ratzinger foi uma espécie de baluarte contra as ondas de todos os períodos tempestuosos, incluindo o nazismo e os horrores da guerra. E eles acharam força num profundo senso religioso e na intensa vida religiosa. Hoje, quando muitas famílias são dilaceradas por problemas e divórcios, os Ratzinger poderiam representar um modelo positivo de família. O segredo deles é ser uma família que segue a vontade de Deus, uma família que é célula fundamental da Igreja. Com mais famílias assim, não teríamos esta falta de vocações!

- O que o surpreendeu nas conversas com o irmão do papa?
- Hesemann: Muitas cosas, mas a maior surpresa foi descobrir o caminho que levou Ratzinger à sé de Pedro. O dia mais importante da vida dele foi a ordenação sacerdotal, em 29 de junho de 1951, quando ele entendeu tudo o que podia dar às pessoas, permitindo que o Espírito Santo trabalhasse através dele. Ele adorava ser vigário numa paróquia de Munique! Mas depois, com aquela mente extraordinariamente brilhante, ele foi incentivado a ser professor de teologia. E gostou. Não queria ser bispo, tiveram que convencê-lo. Depois, o papa Paulo VI o nomeou arcebispo de Munique. Quando João Paulo II o chamou a Roma, ele deu toda uma série de motivos para ficar na Baviera, mas alguém o convenceu de novo. E desta vez foi o próprio papa quem teve que convencê-lo: “Munique é importante, mas Roma é mais importante”.

Ele sonhava em se aposentar e passar mais tempo com o irmão, escrever livros, mas foi eleito papa. Isso me lembrou as palavras que nosso Senhor disse a São Pedro: “Outro te cingirá e te levará para onde tu não queres” (João 21,18). Foi uma profecia que se cumpriu com o martírio do príncipe dos apóstolos. Mas ela descreve muito bem o que aconteceu com Joseph Ratzinger. Se você analisar a vida dele, vai ver que “alguém” o preparou para o ministério de Pedro desde o começo. Tudo é obra de Deus!

Outra surpresa foi ver a oposição incondicional da família Ratzinger aos nazistas, desde o início. O pai deles, que também se chamava Joseph Ratzinger, era um leitor assíduo da publicação católica mais anti-nazista, “Der gerade Weg” (O caminho direito), cujo redator, Fritz Michael Gerlich, foi um dos primeiros mártires católicos da Alemanha nazista. Ratzinger pai era chefe de polícia numa cidade pequena, Tittmoning, e sofreu sérias dificuldades já antes da chegada do nazismo ao poder, porque ele tinha ordenado a suspensão de vários encontros de nazistas e tinha entrado em confronto com os nazistas várias vezes. No fim, ele foi obrigado a dar um passo para trás na carreira e continuar o serviço num vilarejo, Aschau.

A entrada de Georg e Joseph no seminário, a decisão de virarem padres, naquela época era uma clara rejeição do nazismo, que se opunha fortemente à Igreja. Eles foram ridicularizados e discriminados por causa dessa decisão, mas seguiram a consciência. O pai dos Ratzinger, que na época vivia de uma pobre pensão, recusou as vantagens econômicas de aderir ao partido nazista. O adolescente Joseph Ratzinger conseguiu não participar da Juventude hitleriana, apesar de ser obrigatório. Ele simplesmente não participou. E quando foi obrigado a ser soldado, desertou e se livrou por milagre da cadeia e da forca prevista para os desertores.

- Que lugar ocupa a música na vida de George? E o que dizer de Joseph?

- Hesemann: A música sempre desempenhou um papel importante na vida da família Ratzinger. Seu pai não só cantava no coro de meninos em sua paróquia, mas também tocava o “zither”, uma cítara popular da música folclórica da Baviera. A mãe, que tinha sido governanta na casa de um maestro, estava em contato com a música clássica desde jovem. Assim, quando Georg descobriu seu enorme talento musical, contou com o incentivo de seus pais. Era fascinado por harmônica, então seu pai comprou uma, e ele tocou tão bem que quando tinha apenas 10 anos o pastor pediu para tocá-la durante a Missa para meninos.

Joseph compartilhava seu amor pela música e teve aulas piano. Ainda hoje, como Papa, ele toca piano, quando tem algum tempo. Encanta-lhe a música clássica, especialmente Mozart. Os jovens Ratinzger uma vez conseguiram ir ao Festival de Salzburg e ouvir um grande concerto. Hoje, quando Georg Ratzinger vai ver seu irmão, o Santo Padre pede-lhe que toque piano, o que realmente lhe encanta.

- Como é Georg Ratzinger?

- Hesemann: Cada encontro com ele foi realmente muito bonito. Ele tem um coração de ouro. Em muito poucas ocasiões vi um homem tão humilde, amável e afável como ele. Ao mesmo tempo, fiquei impressionado com sua memória, algo que ele compartilha com seu irmão. É um grande homem e, certamente, não apenas "o irmão do Papa", porque ele tem feito uma carreira notável por sua conta, como diretor do coro juvenil da Catedral de Regensburg (Regensburger Domspatzen em alemão), conhecido em todo o mundo. Eles oferecem concertos no Japão e nos Estados Unidos e em muitas outras partes do mundo. É também um compositor talentoso. Mas acima de tudo, um verdadeiro cavalheiro e um sacerdote de coração grande, profunda fé em Deus e agudo e sadio senso de humor.

De: Zenit
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