quarta-feira, 31 de agosto de 2011

É um erro não reconhecer a autoridade da Igreja

Todos os cristãos concordam que devemos nos submeter à autoridade de Cristo; o problema é como ambos os grupos percebem tal autoridade. Para o Cristão fundamentalista somente a Bíblia compõe a regra da fé, enquanto os Católicos aceitam a Bíblia e a Sagrada Tradição como depósito da fé

Ou seja, quando um protestante questiona um Católico “Onde a Bíblia ensina tal doutrina?” o Católico vê-se obrigado a responder: “Primeiro demonstre onde na Bíblia está escrito que toda doutrina Cristã deve estar explicitamente contida nas Sagradas Escrituras!”

 

Entenda porque os cristãos primitivos aceitavam a Sagrada Tradição:


Está claro na Bíblia que Jesus Cristo, ao escolher Seus Doze Apóstolos, pretendia instituir um apostolado capaz de transpor as limitações do tempo de vida de cada um dos Apóstolos. Por isso os ordenou que “fizessem discípulos de todas as nações…” ensinando tudo aquilo lhes havia sido confiado por Ele, o próprio Cristo.

Percebemos que depois da ascensão do Senhor, os Apóstolos prontamente começam a executar essa ordem com a escolha de um novo membro da Igreja para tomar o lugar Judas. Isso nos demonstra que para os Apóstolos estava claro que o ofício ocupado por Judas não se restringia à pessoa individual de Judas, mas sim a uma autoridade específica delegada à Igreja de Cristo no cumprimento de sua missão. Com isso, Pedro, o líder escolhido por Jesus, declara: “Que outro tome o seu lugar de autoridade” (Atos 1:20) e Matias é selecionado.

 

Concílio de Jerusalém em Atos 15: 1-21 – O primeiro concílio da Igreja


A Bíblia comprova ainda que mesmo antes da morte dos Apóstolos uma segunda geração de líderes começara a ser escolhida para exercer a autoridade da Igreja. Vemos em Atos 15: 2,4,6 e 22 que esses líderes eram chamados anciões, bispos e diáconos. Fica bastante evidente a formação de uma hierarquia dentro da Igreja desde de seu princípio que perdura até os dias de hoje.

Na ocasião do Concílio de Jerusalém, os bispos reuniram-se com os Apóstolos para decidirem se novos fiéis, os chamados gentios, deveriam ou não se submeterem às leis Mosaicas – por meio da circuncisão – para obterem a salvação por Cristo. Note-se que o concilio delibera sobre a questão sem fazer referencia às palavras de Jesus ou ao antigo testamento; ao invés disso a decisão é tomada com base apenas na própria autoridade do concilio!

Ao final do processo, S. Tiago então afirma que ‘nós cremos que’ a decisão tomada está em harmonia com as escrituras (Atos 15:15), exatamente como atesta a Igreja Católica: Ou seja, Tradição e Escrituras Sagradas constituem o Depósito da Fé em perfeita harmonia, uma não pode contradizer a outra. Dessa forma percebemos como cumpriu-se a promessa do Senhor:
Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. (Jo 16: 12-13)
Ou seja, tudo aquilo que não fora ensinado explicitamente por Cristo à Sua Igreja durante seu ministério na terra, havia de ser revelado pelo Paráclito, o Espírito Santo que guia a Igreja em Verdade desde seus primórdios.

Leia mais sobre Sagradas Escrituras e Tradição: Dei Verbum

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Facele Dom Bruno Gamberini, arcebispo de Campinas


Dom Bruno Gamberini
 
 
Pro fidelibus defunctis
Réquiem aeterna dona eis Domine, et lux perpetua luceat eis.
Requiéscant in pace. Amen

domingo, 28 de agosto de 2011

A Igreja precisa de metais preciosos e vestes solenes?


D. Estevão Bettencourt, OSB

"Porque é que a Igreja no seu culto usa de metais preciosos e vestes solenes? Será que ela precisa disto para impressionar o povo?"

O mobiliário e o vestiário do culto sagrado não visam honrar os homens (nem os ministros do culto nem os fiéis) nem impressionar a massa, mas dirigem-se primariamente a Deus. O homem, rei da criação foi incumbido pelo Criador de estabelecer ordem no mundo (cf. Gen 1,28); toca-lhe, portanto o dever de fazer que as criaturas, inanimadas, concorram de seu modo para proclamar a grandeza de Deus; é esta a sua função quando utilizadas na arquitetura, na pintura das igrejas ou na confecção de objetos atinentes à Liturgia sagrada.

Se os templos católicos fossem apenas lugares de reunião do povo fiel ou meras salas de oração e pregação, compreende-se que estivessem destituídos de todo ornamento. Na concepção católica, porém, a Igreja é, antes do mais, a Casa de Deus, onde o Senhor se torna de modo especial presente na Santa Missa e costuma permanecer dia e noite no sacramento da Eucaristia. É a consciência disto que sempre moveu e ainda move os fiéis a consagrarem ao decoro da Casa de Deus o que possuem de melhor, tanto do ponto de vista material como do ponto de vista estético ou artístico.

De resto, o próprio Deus no Antigo Testamento se dignou legislar minuciosa e carinhosamente sobre a arquitetura, o mobiliário e os utensílios da liturgia israelita. Se não fosse a concepção de que a natureza inteira deve testemunhar a grandeza do criador, não se entenderia uma passagem como a seguinte:

"Moisés disse a toda a assembléia dos filhos de Israel: "Eis o que prescreveu o Senhor: oferecei dos vossos bens uma parte para o Senhor. Que todos os varões generosos levem essa contribuição voluntária ao Senhor: ouro, prata, bronze, púrpura violeta e escarlate, carmezin, linho fino e pele de cabra, peles de carneiro tingidas de vermelho, couro fino  e madeira de acácia; óleo para a lamparina, perfumes para o crisma e incenso fino aromático, pedras de cornalina e pedrarias para incrustar no efode e no peitoral. Todos os mais hábeis artesãos dentre vós venham executar tudo que Javé prescreveu: a Morada, sua tenda e sua cobertura, suas argolas e seus quadros, suas travessas suas colunas, seus pedestais... as vestes de aparato para oficiar no santuário, as vestes sagradas destinadas ao sacerdote Aarão e as que seus filhos revestirão no exercício do sacerdócio" (Ex 35, 4-11-19).

Veja-se ainda o que se segue a esta passagem, em Êx 36-40. Muito mais rico de pedra e metais preciosos era o Templo construído em Jerusalém por Salomão, sob a inspiração do mesmo Senhor; cf. 3 Rs 5,11-8,66.

Tenha-se em vista outrossim Ex 31, 1-5:

"O Senhor falou a Moisés, dizendo: "Eis que chamei pelo nome a Beselel... Enchi-o do Espírito de Deus, de sabedoria, de inteligência e de ciência para toda qualidade de obras, para inventar o que se pode fazer com ouro, prata, cobre, mármore para talhar madeira e executar toda espécie de obras".

No Novo Testamento, lê-se que Cristo não recusou a libra de perfume muito precioso com que O ungiu Maria, irmã de Lázaro e Marta. A Judas, que se escandalizava pelo acontecimento, lembrando que o unguento podia ter sido vendido em benefício dos pobres, o Senhor respondeu que a mulher fizera  ótima obra, pois honrara a sua Divina Pessoa enquanto isto lhe era facultado (cf. Jo 12,1-8; Mt 26,6-13). De resto, o Evangelista nota que Judas, aparentemente tão zeloso dos pobres e da caridade, era, na verdade, movido pela avareza e a cupidez quando protestava contra o "desperdício" de perfume (cf. Jo 12, 6). A história, por sua vez, atesta que não poucos daqueles que despojaram os templos e o culto sagrados em nome da filantropia, só o fizeram para servir a seus interesses pessoais; através dos séculos foram muitas vezes os grandes, e não os pequeninos, que se enriqueceram com os bens sequestrados à Igreja. Ora não merece atenção o fato de que o primeiro a protestar contra "o esbanjamento de valores preciosos" no culto do Senhor foi um avarento e traidor?

Não seria lícito, porém, ao cristão esquecer os pobres sob o pretexto de atender à dignidade da sagrada Liturgia. O erário eclesiástico é, na verdade, distribuído de modo a servir a Deus tanto no culto como na pessoa dos indigentes; a Igreja, ao lado de seus templos, tem suas obras de assistência social, assim como seus Religiosos e Religiosas que se dedicam ao serviço dos doentes, órfãos, anciãos, etc. Em tempos de calamidades públicas, os bispos não tem hesitado em vender utensílios do culto a fim de aliviar os males da sociedade.

Tal venda, porém, só é indicada em casos extraordinários, pois nas circunstâncias habituais da vida pública o despojamento da Igrejas não seria compensado por real alívio da miséria comum: se se fundisse o metal precioso e se vendesse a pedraria dos utensílios de culto, para distribuir dinheiro aos pobres não há dúvida de que exígua seria a porcentagem dos beneficiados; os milhões de almas de um povo quase não experimentariam benefício material, mas por certo sentiriam a imensa lacuna espiritual acarretada por um culto destituído de suas belas expressões sensíveis. Note-se, aliás, que o queda valor aos utensílios sagrados muitas vezes não é a quantidade de material precioso que entra em sua composição, mas, sim, a finura estética e o gosto artístico de suas linhas.

Talvez se diga por fim: Jesus apregoou o culto "em espírito e verdade" (cf. Jo 4, 23), parecendo com isto excluir todo o aparato sensível da Liturgia.

A esta observação responder-se-á que Jesus com aquelas palavras entende suscitar nos seus fiéis um culto vivido e celebrado primariamente no íntimo da alma de cada um; sendo o homem composto de espírito e matéria, é no seu espírito, na sua parte mais nobre, que ele tem, antes do mais, de glorificar a Deus (não necessariamente em Jerusalém, nem no monte Garizim, como pensavam respectivamente os judeus e os samaritanos mencionados no contexto de Jo 4); se não provém da inteligência e do amor da alma sinceramente unida ao seu Senhor, vã é qualquer demonstração externa de culto. Uma vez, porém, que o cristão no seu íntimo reverencia a Deus, não lhe seria lícito furtar-se à exigência de o manifestar por atos sensíveis; é a sua constituição natural, psico-somática que lho impõe, fazendo que ele seja naturalmente levado às realidades invisíveis mediante as visíveis. Entende-se bem que, do seu lado, Deus, tendo-nos constituído em alma e corpo, queira que também esta sua criatura, o corpo humano, O glorifique na medida do possível, ou seja, como expressão de um espírito cheio de fé e amor.

Não às coroinhas – a decisão da catedral de Phoenix abre um debate em toda a Igreja.

 


Parecia uma decisão local, mas até um cardeal toma partido sobre a permissão de 1994 que admite as meninas ao serviço do altar.

Na semana passada o reitor da Catedral de São Simão e São Judas em Phoenix (Arizona, Estados Unidos), Pe. John Lankeit, anunciou que não mais permitiria que as meninas atuassem como “coroinhas”.

Não é uma decisão pioneira, pois uma medida semelhante já havia sido tomada em dioceses americanas como as de Lincoln (Nebraska) e Ann Harbor [Lansing] (Michigan), mas desta vez a repercussão da notícia foi se estendendo até adquirir primeiro ressonância nacional, e depois mundial.

E não por seu alcance, muito limitado, pois nem sequer toda a diocese de Phoenix a fez sua, apesar da importância do templo catedralício. E ainda, vários párocos se apressaram em declarar que não iriam seguir este exemplo. O que deu lugar a polêmica em outros lugares é a razão aduzida por Lankeit, que tem sim valor universal e provocou um debate fora das fronteiras de sua paróquia.

Prejudica as vocações?

Segundo a nota publicada pelo reitor, e que se acha no site da diocese, trata-se de animar os meninos e meninas a servir a Deus de forma diferenciada e complementar, eles como coroinhas, elas como sacristãs, porque diversas experiências levam a concluir que o acesso das meninas à condição de coroinhas está diminuindo as vocações sacerdotais... e também as vocações religiosas femininas.

De fato, e é o exemplo seguido por Lankeit, as duas dioceses que o precederam experimentaram um incremento de vocações de ambos os tipos depois de proibir “as” coroinhas.

Por quê? Segundo o reitor da Catedral de Phoenix, a condição de coroinha tem sido tradicionalmente uma sementeira de sacerdotes, e inclusive antes da existência dos seminários, tal como os conhecemos hoje, em alguns casos era o caminho ordinário para a primeira formação dos presbíteros. Entre 80% e 95% dos sacerdotes foram coroinhas alguma vez durante sua infância.

Ser coroinha não é um direito.
 
Mas ao converter-se numa função que meninos e meninas indistintamente podem desempenhar, sua vinculação com a vocação sacerdotal, exclusivamente masculina, se atenua fortemente.

“Posso entender que as pessoas se irritem se enfocam a questão do ponto de vista emocional, porque a convertem numa questão de direitos, e parece que se está negando direitos a alguém”, antecipa-se Lankeit à crítica. “Mas”, continua, “nem eu como católico tinha direito ao sacerdócio, nem tampouco o tinha quando era seminarista, pois estava provando minha vocação e era à Igreja a quem competia discerni-la”. Com maior razão não se pode falar de um direito a ser coroinha... ou “uma” coroinha.

A presença de mulheres no serviço do altar começou a introduzir-se nos Estados Unidos em meados dos anos oitenta como abuso. A Igreja não aceitou tal introdução oficialmente até 1994 ao afrontar a questão tão logo ela atravessou o Atlântico, recorda William Oddie, influente colunista do Catholic Herald britânico. Paulo VI e João Paulo II eram contrários a esta prática, mas em meados dos anos noventa a Igreja Católica sofria uma campanha midiática muito forte pela negação do sacerdócio feminino, e cedeu neste ponto como exceção, ainda que mantivesse que a norma era animar os meninos a assumir esta função.

 
A opinião do influente Vingt-Trois.
 
Mas, internacionalizando o debate, Oddie acrescenta mais uma opinião: a do hoje cardeal de Paris, André Vingt-Trois. Deu-a privadamente ao mesmo Oddie no final dos anos noventa, quando Dom Vingt-Trois era arcebispo de Tours. Durante um jantar comentaram o fato de que, na maioria das paróquias de Paris, não somente as leituras eram feitas majoritariamente por mulheres, como também eram as meninas que quase exclusivamente serviam ao altar.

“O arcebispo Vingt-Trois disse que talvez o sacerdote não tivesse escolhido que todos os seus coroinhas fossem meninas. ‘Quando chegam as meninas’, disse, ‘os meninos desaparecem’. E foi muito categórico ao afirmar que, ainda que houvesse outras causas, um dos fatores que contribuíam para a redução das vocações era este”.

 
Um testemunho de uma década, e do influente presidente da conferência episcopal francesa, parece pois corroborar os argumentos do reitor Lankeit em Phoenix, onde o debate, agora internacionalizado, continua.
Tradução: OBLATVS

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Papa rejeita instrumentalização indevida da liturgia com fins “catequéticos”

O Papa destacou a necessidade de aprofundar cada vez mais na relação entre catequese e liturgia, rejeitando, no entanto, toda instrumentalização indevida da liturgia com fins “catequéticos”.

Esta foi a mensagem que enviou, por meio do secretário de estado vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, aos participantes da 62ª Semana Litúrgica Italiana, que se realiza na cidade de Trieste de 22 a 26 de agosto, com o tema “Deus educa seu povo. Liturgia, fonte inesgotável de catequese”.

Com relação à dimensão educativa da liturgia, a mensagem destaca que “a liturgia pode ser chamada de catequese permanente da Igreja, fonte inesgotável de catequese, preciosa catequese em ato”.

Ele se refere à liturgia como a uma “experiência integrada de catequese, celebração, vida”; e acrescenta que “expressa, além disso, o acompanhamento maternal da Igreja, contribuindo assim para desenvolver a vida cristã do crente e o amadurecimento da sua consciência”.

O texto, que foi lido nesta segunda-feira, no início do congresso, indica que “a liturgia, além de expressar a prioridade absoluta de Deus, manifesta seu ser 'Deus conosco'”.

“Neste sentido, Deus é o grande educador do seu povo, o guia amoroso, sábio, incansável, em e através da liturgia, ação de Deus no hoje da Igreja”, acrescenta.

Para o Papa, a Igreja, “especialmente quando celebra os mistérios divinos, se reconhece e se manifesta como realidade que não pode ser reduzida ao único aspecto terreno e organizativo”.

Nestes divinos mistérios, destaca a mensagem, “deve aparecer claramente que o coração latente da comunidade deve se reconhecer muito além dos estreitos e no entanto necessários limites dos ritos, porque a liturgia não é o que o homem faz, mas o que Deus faz com sua condescendência admirável e gratuita”.

Bento XVI espera que este encontro se coloque “cada vez mais ao serviço do genuíno sentido da liturgia, favorecendo uma sólida formação teológico-pastoral, em plena consonância com o Magistério e a tradição da Igreja”.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

II ENCONTRO SUMMORUM PONTIFICUM – BRASIL


Confira a Programação aqui

OBS: Cada participante apresentar permissão de seu Ordinário ou Superior para o Encontro.

FICHA DE INSCRIÇÃO

Contatos: José Luiz e Edelair
Fone: (21) 2667 8309E-mail: summorum2@hotmail.com

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Ao redor de Pedro – o sucesso da Jornada Mundial da Juventude

O que esta multidão de jovens estava fazendo reunida, ontem, no Aeroporto de Cuatro Vientos, na cidade de Madri?

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Não, não era nenhum concerto de rock, nenhuma manifestação política, nenhuma marcha pela legalização das drogas ou pelos direitos de minorias. O atração mais que especial era um senhor de 84 anos… o Papa. E o que estava prestes a acontecer era a celebração de um Memorial instituído pelo próprio Deus há quase dois mil anos… o Santo Sacrifício da Missa.

No dia anterior ao do acontecimento relatado, dois milhões de jovens tinham se unido ao Sumo Pontífice em uma vigília de oração diante do Santíssimo Sacramento.

Dois milhões de jovens, em profundo silêncio… Só mesmo uma pessoa poderia conseguir um feito tão extraordinário. E esta pessoa, que recebeu do próprio Senhor um poder verdadeiramente sobrenatural para guiar a Sua Igreja e conduzir o Seu rebanho, é o doce Cristo na Terra, o Santo Padre.

Nas várias ocasiões em que o Pontífice se reuniu com os jovens, os olhos destes e daquele brilhavam; e mesmo o visível cansaço de Sua Santidade era um sentimento capaz de transmitir uma paz inenarrável, uma alegria inexprimível, uma gratidão incomensurável. Mesmo quem não estava em Madri podia sentir, contemplando a expressão facial do Santo Padre, uma profunda demonstração de amor e de carinho aos jovens do mundo inteiro.

E as palavras daquele homem… Coisas tão desagradáveis de se ouvir, não? Um ataque ao individualismo religioso aqui“Quem cede à tentação de seguir ‘por conta sua’ ou de viver a fé segundo a mentalidade individualista, que predomina na sociedade, corre o risco de nunca encontrar Jesus Cristo, ou de acabar seguindo uma imagem falsa d’Ele.” -, uma reação ao relativismo ali“Precisamente agora, quando a cultura relativista dominante renuncia e menospreza a busca da verdade, que é a aspiração mais alta do espírito humano, devemos propor, com coragem e humildade, o valor universal de Cristo como Salvador de todos os homens e fonte de esperança para a nossa vida.” -, uma alfinetada no socialista e abortista Zapatero acolá“Há muitos que, julgando-se deuses, (…) desejariam decidir, por si sós (…) quem é digno de viver ou pode ser sacrificado nas aras de outras preferências.”

Nada disto, no entanto, faz com que se afastem os jovens. Estão, pelo contrário, ainda mais próximos do sucessor de Pedro. É que eles sabem que aquele homem não é um mero chefe de Estado ou apenas mais um líder religioso no mundo, assim como sabem que “a Igreja não é uma simples instituição humana, como outra qualquer”.

E, por mais que soem duras as palavras deste senhor, por mais que pareçam ultrapassadas ou retrógradas suas máximas, tudo o que ele fala parece ser muito novo e sedutor – não há como depreciar aquela beleza tão antiga e tão nova da qual fala Santo Agostinho. A juventude, que dá muito valor à bravura e ao heroísmo, sente um profundo amor pelo combate e pela aventura. E, por mais manso e pacífico que pareça a figura daquele senhor vestido de branco, o seu discurso os impulsiona a lutar e a desafiar o mundo.

É por isto que a juventude católica se reuniu em torno do Papa esta semana. Para ouvir as palavras de Cristo, que atravessam os séculos, as culturas e as distâncias; palavras que se tornam fecundas pela preciosidade do Seu Sangue derramado por todos nós no Calvário… Esta mensagem, querem que seja calada. Mas os valentes jovens católicos não temem as represálias do mundo, pois estão atentos ao apelo encorajador do Santo Padre: “Que nada e ninguém vos tire a paz; não vos envergonheis do Senhor.”

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

Retirado de: Ecclesia Una

domingo, 21 de agosto de 2011

JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE NO RIO EM 2013

Rio de Janeiro será a próxima sede da JMJ

O Rio de Janeiro será a sede da Jornada Mundial da Juventude 2013! O anúncio oficial foi feito pelo Papa Bento XVI, ao fim da Missa de encerramento da JMJ Madri, neste domingo, 21.

A data prevista para o evento é de 23 a 28 de julho de 2013 e a expectativa é reunir mais de dois milhões de jovens peregrinos.

"Este é o maior evento da Igreja. Juntando o número de pessoas de uma Copa do Mundo e uma Olimpíada, não dá a metade do que se dá numa Jornada Mundial da Juventude”, destaca o assessor da Comissão Episcopal para a Juventude da CNBB, padre Carlos Sávio Costa Ribeiro.

Para os jovens da América Latina será mais barato vir ao Brasil do que ir para uma JMJ na Europa, por isso, o vice-coordenador geral da JMJ Rio, Dom Antônio Augusto, espera que o público seja ainda maior que o da JMJ Madri.

Segundo Dom Antônio, a escolha do Papa pelo Brasil tem muito a ver com a esperança que o Santo Padre tem pela América Latina. “É uma demostração viva de como a Igreja se apoia muito nos países latino-americanos onde o carisma e a fé do povo católico são muito fortes”, destaca.




Retirado de: Canção Nova

sábado, 20 de agosto de 2011

Papa elogia coragem dos jovens debaixo da chuva e do vento. Tempestade sobre o aeródromo de Cuatro Vientos interrompeu intervenção de Bento XVI, que falou numa vigília «inesquecível»

 
Bento XVI felicitou hoje as centenas de milhares de jovens que resistiram à chuva na vigília de oração a que preside no aeródromo de Cuatro Vientos, nos arredores de Madrid, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2011.

“Queridos amigos, esta vigília, com todas as suas aventuras, ficará como uma experiência inesquecível da vossa vida. Guardai a chama que Deus acendeu em vossos corações nesta noite: fazei com que não se apague, mesmo que venha a chuva, alimentai-a cada dia, partilhai-a com os vossos coetâneos que vivem na escuridão e procuram uma luz para o seu caminho”, disse, em italiano, já depois de ter encurtado a sua homilia.

O Papa chegou diretamente junto ao altar, sem passar pelo meio da multidão, e os participantes foram crescendo em manifestações de entusiasmo, aos gritos de “Benedicto”, particularmente com o intensificar da forte chuva e do vento, acompanhando o momento de oração que se iniciou com a chegada da Cruz das JMJ (ver notícia relacionada), transportada por jovens dos cinco continentes.

Posteriormente, outros cinco jovens questionaram Bento XVI, sobre temas como a moral sexual e o casamento, as possibilidades de conhecer Jesus Cristo, o sofrimento, e a fidelidade aos “ideais” católicos sem se “distanciar da sociedade”.

Este quis começar a sua homilia com uma saudação particular aos jovens que lhe formularam as perguntas, agradecendo-lhes “a sinceridade com que expuseram as suas inquietações, que exprimem de certo modo o anseio de todos por alcançar algo de grande na vida, algo que vos dê plenitude e felicidade”.

Em jeito de resposta, Bento XVI afirmou: “Não somos fruto do acaso nem da irracionalidade, mas, na origem da nossa existência, há um projeto de amor de Deus”, já abrigado por um guarda-chuva branco.

A organização do evento gracejou com a situação e interrompeu o discurso papal, à espera de uma melhoria do tempo, lembrando que os jovens, durante a tarde, tinham pedido “mais água”.
Bento XVI prosseguiu a sua intervenção com um “obrigado por esta alegria”, uma “força maior do que a chuva”.

“Também por isso, sois um exemplo. O Senhor, com a chuva, manda-nos muitas bênçãos”, disse, de forma improvisada.

Em português, o Papa convidou cada um a “estabelecer um diálogo pessoal com Cristo, expondo-lhe as próprias dúvidas e sobretudo escutando-o”.

Meus queridos amigos, convido cada um e cada uma de vós a estabelecer um diálogo pessoal com Cristo, expondo-Lhe as próprias dúvidas e sobretudo escutando-O. O Senhor está aqui e chama-te!

Jovens amigos, vale a pena ouvir dentro de nós a Palavra de Jesus e caminhar seguindo os seus passos. Pedi ao Senhor que vos ajude a descobrir a vossa vocação na vida e na Igreja, e a perseverar nela com alegria e fidelidade, sabendo que Ele nunca vos abandona nem atraiçoa! Ele está connosco até ao fim do mundo

Aos jovens francófonos, Bento XVI pediu que estejam “orgulhosos por ter recebido o dom da fé”.
“Só Cristo pode dar resposta às aspirações que trazeis dentro de vós. Deixai-vos agarrar por Deus, para que a vossa presença na Igreja lhe dê um novo vigor”, apelou.

Fonte: Rádio Vaticano

Sob temporal, Papa agradece jovens pelo bom exemplo

O último compromisso de Bento XVI neste sábado foi a Vigília de Oração com os jovens no Aeroporto Quatro Ventos de Madri. A área estava completamente tomada pela multidão de peregrinos.

Cerca de 800 bispos e 700 coristas contornavam o palco da grande orquestra da JMJ, composta por músicos jovens de toda a Espanha. Todo o estrado foi circundado de ventiladores e nebulizadores dispostos para aliviar os presentes do forte calor.

A primeira parte do encontro foi uma procissão da Cruz das JMJ, levada por jovens de 5 continentes e um cortejo com o Ícone de Madri. Em seguida, alguns jovens dirigiram perguntas ao papa. Depois da leitura de um trecho do Evangelho de João, Bento XVI respondeu às perguntas de modo informal e tomou a palavra para a homilia.

Agradecendo a sinceridade com a qual revelaram suas inquietudes, o papa disse que é o próprio Jesus que responde à questão “Como pode um jovem ser cristão e continuar a aspirar a grandes ideais na sociedade atual?”. “Jesus – disse Bento XVI – nos diz que “Assim como o Pai me amou, eu vos amei; permanecei no meu amor” (Jo 15,9).

A este ponto, uma violenta tempestade obrigou Bento XVI a interromper a homilia diante dos jovens. Um forte vento, acompanhado de chuva e trovões, começou a soprar e Bento XVI, embora protegido por um grande guarda-chuva branco, teve que suspender a homilia.

Depois de alguns minutos, Bento XVI retomou a palavra agradecendo aos jovens por sua alegria e ‘resistência’ e proferiu saudações em espanhol, francês, inglês, alemão, italiano, polonês e português:

“Meus queridos amigos, convido cada um e cada uma de vós a estabelecer um diálogo pessoal com Cristo, expondo-Lhe as próprias dúvidas e, sobretudo escutando-O. O Senhor está aqui e chama-te! Jovens amigos, vale a pena ouvir dentro de nós a Palavra de Jesus e caminhar seguindo os seus passos. Pedi ao Senhor que vos ajude a descobrir a vossa vocação na vida e na Igreja, e a perseverar nela com alegria e fidelidade, sabendo que Ele nunca vos abandona nem atraiçoa! Ele está conosco até ao fim do mundo”.

Seguiram-se a exposição do Santíssimo Sacramento e alguns momentos de adoração.

Antes de deixar o local rumo à Nunciatura, Bento XVI disse algumas palavras de improviso, agradecendo aos jovens:

“Vivemos uma aventura juntos. Forte na fé, vocês resistiram á chuva. Antes de ir embora, desejo desejar a ‘boa-noite’ a todos. Que descansem bem. Obrigado pelo sacrifício que estão fazendo e que sem dúvida, oferecerão generosamente ao Senhor. vamos nos ver amanhã, se Deus quiser. Espero vocês todos. Obrigado pelo maravilhoso exemplo que deram. Do mesmo modo, esta noite, com Cristo, poderão enfrentar as provas da vida. Obrigado a todos!”.

O papa deixou o aeroporto e os jovens permaneceram na esplanada para a adoração noturna do Santíssimo.

Fonte: Rádio Vaticano

Papa aos seminaristas: "Vocês devem ser santos"

Papa aos seminaristas: "Vocês estão a caminho de uma meta santa"

Neste penúltimo dia de Jornada Mundial da Juventude, pela manhã o Papa Bento XVI presidiu a missa na Catedral de Almudena. A celebração foi voltada aos futuros sacerdotes. “Como seminaristas, estais a caminho para uma meta santa: ser continuadores da missão que Cristo recebeu do Pai”, disse o Santo Padre.

Sobre o período que antecede a ordenação sacerdotal, Bento XVI aconselhou os jovens seminaristas.

“Em primeiro lugar, devem ser anos de silêncio interior, de oração permanente, de estudo constante e de progressiva inserção nas atividades e estruturas pastorais da Igreja. Meditai bem este mistério da Igreja, vivendo os anos da vossa formação com profunda alegria, em atitude de docilidade, de lucidez e de radical fidelidade evangélica, bem como numa amorosa relação com o tempo e as pessoas no meio de quem viveis”.

Por fim, Bento XVI lembrou Nossa Senhora.

“Olhai sobretudo para a Virgem Maria, Mãe dos sacerdotes. Ela saberá forjar a vossa alma segundo o modelo de Cristo, seu divino Filho, e vos ensinará incessantemente a guardar os bens que Ele adquiriu no Calvário para a salvação do mundo”.

Fonte: Rádio Vaticano

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Religiosa no Escorial: Santo Padre, conte conosco para carregar a sua cruz

Em nome das religiosas presentes uma freira disse ao Santo Padre esta manhã (hora local) no monastério do Escorial que ele pode contar com elas “para carregar sua cruz".

Irmã Belén, integrante das Servas de Maria, uma congregação dedicada à atenção dos doentes em seus domicílios, foi encarregada de dar a bem-vinda ao Papa: "Obrigado Santo Padre por este encontro conosco, muito obrigado! Sabemos, Santidade, quanto você estima a vida consagrada como expressão visível da santidade da Igreja", assinalou.

A religiosa disse logo que "a Igreja é Santa por estar unida a Cristo e porque em seu seio floresce a santidade como em um maravilhoso jardim de diferentes flores. Todas as que estamos aqui queremos ser santas e, embora saibamos que o caminho não é fácil, confiamos na graça de Cristo, na comunhão da Igreja e no magistério de Sua Santidade, que nos estimula constantemente a isso".

"Também nós –continuou– queremos oferecer à Igreja e ao Vigário de Cristo a nossa oração, nossos sacrifícios e nossa total entrega a Cristo, a quem nos consagramos como esposas".

"Sabemos, Santidade, que a cruz que Deus pôs sobre seus ombros é muito pesada. Queremos dizer-lhe que você não a leva sozinho, conte conosco, que, no silêncio do claustro ou na atividade com que servimos à Igreja, ajudamos-lhe com nossa simplicidade e pobreza, e com a força que recebemos de Cristo".

Finalmente Irmã Belén disse: "pedimos ao Senhor que Ele o abençoe e o sustente, o console e fortaleça e o encha da alegria e da paz do Santo Espírito para guiar a sua Igreja. Obrigado, Santo Padre e conte sempre conosco!"

Retirado de: ACI Digital
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