sexta-feira, 9 de setembro de 2011

IV Aniversário do Summorum Pontificum:"Missa Prelatícia em Fortaleza"

Fotos da Santa Missa Prelatícia na forma extraordinária do Rito Romano, celebrada pelo Sr. Bispo Dom Fernando Guimarães, bispo de Garanhuns-PE, na paróquia de São João Batista, em Fortaleza.
Orações ao pé do Altar

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Boda tradicional en Alemania

El pasado 3 de septiembre, Su Eminencia el Cardinal Castrillón Hoyos ha celebrado en Schleiz, Alemania, el matrimonio entre la Princesa Begnina Reuss y el noble español Oscar de Ascoz y Planes, Caballero de la Orden de Malta. La Misa Pontifical ha sido oficiada con la Forma Extraordinaria del Rito Romano. El presbítero asistente fue el reverendo Gerald Goesche, del Instituto de San Felipe Neri, y el diácono el padre Lang, CO.

 



Natividade da Santíssima Virgem


HUGO DE SÃO VICTOR
SERMO IV
DA NATIVIDADE DA VIRGEM MARIA
Sermones Centum

"Ave, Estrela do Mar".

Irmãos caríssimos, o mundo presente é um mar. À semelhança do mar, ele fede, incha, é falso e instável. Fede pela luxúria, incha pelo orgulho, é instável pela curiosidade. Faz-se necessário, pois, irmãos caríssimos, possuir um navio e as coisas que pertencem ao navio se quisermos atravessar sem perigo um mar tão perigoso. Importa que tenhamos um navio, um mastro, uma vela e duas traves entre as quais se estende a vela, uma trave superior e uma trave inferior, assim como um sinalizador ao alto pelo qual possamos avaliar a direção do vento. Devemos possuir cordas, remos, leme, âncora e a comida que nos for necessária. Tenhamos também uma rede, com a qual possamos pescar algum peixe. Vejamos, porém, o que todas estas coisas significam.

O navio significa a fé, que em Abraão teve início como em sua primeira tábua. Com Isaac e Jacó o navio aumentou consideravelmente. Depois deles o navio passou a crescer com a propagação das dez tribos. Quanto maior o número dos que criam, tanto mais se dilatava o navio da fé. Mais ainda se dilatou em seguida, após a passagem do Mar Vermelho, recebendo os filhos de Israel a Lei de Deus e multiplicando-se na terra prometida. Vindo depois Cristo e padecendo pelo gênero humano, ouviu-se em toda a terra o som da pregação apostólica, e este navio muito se dilatou com a multidão dos povos que nele entravam. No tempo do Anti Cristo, esfriando-se a caridade de muitos, excluir-se-ão os falsos fiéis e o navio será acabado na sua parte superior e mais estreita. E assim como em Adão foi colocada na proa a primeira tábua da fé, assim o último justo será na popa a sua última tábua.

Certamente todos aqueles que, desde o início, atravessaram proveitosamente o mar do tempo presente, todos aqueles que escaparam de seus perigos, todos os que alcançaram o porto da salvação, todos eles navegaram no navio da fé, e foi por ele que realizaram a travessia.
Pela fé Abel ofereceu a Deus uma hóstia mais agradável do que Caim, pela qual obteve o testemunho de sua justiça e pela qual, já falecido, ainda falava. Pela fé Henoc agradou a Deus, e foi transladado. Pela fé Noé construíu uma arca para a salvação de sua casa. Pela fé, ao ser chamado, Abraão obedeceu dirigir-se ao lugar que lhe haveria de ser dado. Pela fé Sara, a estéril, recebeu a capacidade de conceber. Pela fé Isaac abençoou cada um de seus filhos. Pela fé José, ao morrer, lembrou-se do retorno dos filhos de Israel à terra prometido, e lhes ordenou para lá transportarem os seus ossos. Pela fé Moisés foi escondido ao nascer. Pela fé negou ser filho da filha do Faraó. Pela fé celebrou a Páscoa. Pela fé os filhos de Israel atravessaram o Mar Vermelho. Pela fé se derrubaram os muros de Jericó. E que mais ainda direi? O dia não será suficiente para falar dos santos da antiguidade que pela fé venceram reinos, operaram a justiça, alcançaram as promessas. Destes alguns fecharam as bocas dos leões, como Daniel. Outros extingüiram o ímpeto do fogo, como os três jovens; outros convalesceram de sua enfermidade, como Jó e Ezequias; tornaram-se fortes na guerra, como Josué e Judas Macabeu; por meio de Elias e Eliseu algumas mulheres receberam de volta seus falecidos que ressuscitaram. Outros foram cortados, não aceitando serem livrados da morte temporal em troca da transgressão da Lei, como os sete irmãos cujo martírio lemos no Segundo Livro dos Macabeus. Outros foram apedrejados como Jeremias no Egito e Ezequiel na Babilônia; foram cortados, como Isaías; mortos pela espada, como Urias e Josias, ou andaram errantes, como Elias e outros eremitas (Heb. 11, 4-38). E todos estes, e muitos outros, atravessaram pela fé os perigos do mundo presente, e foram encontrados provados pelo testemunho da fé.

As tábuas deste navio são as sentenças das Sagradas Escrituras, e para sua fabricação algumas destas tábuas nos são trazidas pelo Velho Testamento e outras pelo Novo. Os pregos, pelos quais se unem estas tábuas, isto é, pelos quais se unem estas sentenças, são os escritos dos santos, pelos quais são colocadas em concordância as coisas contidas em ambos os testamentos. Estas tábuas são cortadas pelo estudo e aplainadas pela meditação.

O mastro, que se dirige para o alto, significa a esperança, pela qual nos erguemos à busca e ao conhecimento das coisas celestes, conforme está escrito:

"Buscai as coisas do alto, não vos interesseis pelas terrenas, pensai nas coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus Pai".
Col. 3, 1-3

A vela é a caridade, que se estende para a frente, para a direita e para a esquerda. Estende-se para a frente pelo desejo das coisas futuras; para a direita pelo amor dos amigos, para a esquerda pelo amor dos inimigos. As duas traves superior e inferior significam a rezão e a sensualidade; a superior é a razão, e a inferior é a sensualidade. A caridade deve firmar-se superiormente pela razão, na qual deve permanecer imovelmente presa; inferiormente, porém, deve ficar presa mas movendo-se, pois por ela deve exercitar-se na boa obra. É assim que é feito no navio material, porque a trave superior não se move, mas sim a trave inferior.

O sinalizador superior do vento significa o discernimento dos espíritos. Para isto o sinalizador, ou o que quer que o substitua, é colocado sobre o mastro, para que através dele se distinga o vento ou a direção de onde ele sopra. Deste sinalizador, isto é, do discernimento dos espíritos, foi escrito:

"Examinai os espíritos, para ver se são de Deus".
I Jo. 4, 1

E também:

"A outro é dado o discernimento dos espíritos".
I Cor. 12, 10

As cordas são as virtudes, a humildade, a paciência, a compaixão, a modéstia, a castidade, a continência, a constância, a mansidão, a bondade, a prudência, a fortaleza, a justiça, a temperança. Estas cordas, isto é, as virtudes, devem pelo seu exercício ser sempre estendidas para que por elas possa firmar-se o mastro da nossa esperança. De fato, não há mastro da esperança que possa manter-se firme se estiver ausente o exercício das virtudes.
Seguem-se os remos, que saem do navio e mergulham nas águas, os quais significam as boas obras, que procedem da fé e se estendem às águas, isto é, aos próximos. As águas são os povos, que tem suas origens pelo nascimento, fluem pela mortalidade, e refluem pela morte. Devemos, porém, ter estes remos não apenas à direita, para que não façamos o bem apenas àqueles que nos fazem o bem, mas também à esquerda, para que façamos o bem àqueles que nos fazem o mal, conforme está escrito:

"Fazei bem aos que vos odeiam".
Mt. 5, 44

E também:

"Se o teu inimigo tem fome, dá-lhe de comer; se tem sede, dá-lhe de beber".
Rom. 12, 20

O leme, pelo qual se dirige o navio, significa o discernimento pelo qual somos conduzidos em frente, de modo que não nos dissipemos à direita pela prosperidade, nem sucumbamos à esquerda pela adversidade. A nossa âncora é a humildade, que é lançada para baixo e pela qual nosso navio se estabiliza, para que não ocorra que, soprando o vento das sugestões diabólicas e agitando- se o mar de nossos pensamentos nosso navio se rompa e afunde nas profundezas. O navio de nossa fé deve, portanto, tornar-se firme e estável pela humildade, para que no tempo da tentação embora não possa se entregar a um livre curso, possa permanecer firme em seu lugar.

Devemos ter nosso alimento pelo estudo das Escrituras. Os maus não apetecem este manjar, conforme está escrito:

"Sua alma aborrecia todo alimento, e chegaram às portas da morte".
Salmo 106, 18

Ele é dado aos bons, conforme está escrito:

"Enviou a sua palavra para curá-los, para livrá-los da ruína".
Salmo 106, 20

A rede significa a pregação. Devemos utilizá-la sem cessar, para poder com ela pescar os homens submersos nas ondas do mundo presente e, retirando-lhes as escamas dos pecados, prepará-los para Nosso Senhor Jesus Cristo. Devemos também, conforme o costume dos marinheiros, cantar as canções do mar pela modulação do louvor divino, conforme nos diz o Salmista:

"Bendirei o Senhor em todo o tempo, o seu louvor estará sempre na minha boca".
Salmo 33, 1

Depois de tudo isto, porém, ainda será necessário para nós a ação do vento, que significa a inspiração do Espírito Santo, para que por ela nos dirijamos ao porto da tranqüilidade, ao médico da salvação, à terra prometida, à casa da eternidade. O Senhor nos dará o vento pela inspiração de seu Espírito, conforme está escrito:

"Toda dádiva excelente e todo dom perfeito vem do alto e desce do Pai das luzes".
Tiago 1, 17

As luzes são os dons; o Pai das luzes é o autor, o doador e o distribuidor destes dons. O dom perfeito significa os dons da graça. Ele, que nos deu os demais bens, seja os que nos vem pela natureza, seja os que nos são dados pela graça, nos dará também o vento favorável, isto é, o Espírito Santo.

Para que, porém, irmãos caríssimos, possamos atravessar este mar com proveito, saudemos freqüentissimamente a Estrela do Mar, isto é, a bem aventurada Maria, e invoquemo-la saudando-a dizendo:

"Ave, Estrela do Mar".

Segundo o costume dos marinheiros, ergamos sempre nossas preces à bem aventurada Maria, assim como ao seu Filho. Seja ela para nós uma mãe espiritual, por meio de Jesus, fruto de seu ventre, o qual, nascido dela e por nós entregue, é Deus, e reina feliz, pela vastidão dos séculos que hão de vir.
Amén.

Retirado de: São Pio V

IV Aniversário do Summorum Pontificum:"Cardeais Beneditianos"

Cardeal Ranjith
Na audiência geral de 20 de outubro de 2010, o Santo Padre anunciou a criação de 24 novos cardeais para a Solenidade de Cristo Rei (no calendário novo) do mesmo ano.

Entre os cardeais criados estão nomes como: Malcolm Ranjith e Raymond Burke.

Cardeal Burke
Estes dois cardeais são tidos como defensores da Reforma da Reforma querida por Bento XVI. O primeiro, como arcebispo de Colombo introduziu o Novo Movimento Litúrgico no Sri Lanka; o segundo, celebrava de muito tempo a forma extraordinária, e na forma ordinária aplicava também o Novo Movimento de Bento XVI.

Ambos lutam pela autêntica interpretação do Concílio Vaticano II para a Liturgia, além de promover a celebração da Missa na forma extraordinária do Rito Romano.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

IV Aniversário do Summorum Pontificum: "Universae Ecclesiae"

Santa Missa Gregoriana
Na sexta-feira, dia 13 de Maio de 2011, aniversário da aparição de Nossa Senhora em Fátima, a Santa Sé publicou a tão esperada instrução relativa à aplicação do motu proprio Summorum Pontificum. Com o título de “Universae Ecclesiae”, este texto traz a data de 30 de Abril, dia da festa de São Pio V segundo o novo calendário. A esta ditosa dupla proteção vem ainda juntar-se o fato de que o texto foi tornado público no preciso momento em que em Roma se abria o terceiro colóquio sobre o motu proprio, acerca do qual se pode agora dizer ser claramente o colóquio oficial da Comissão Pontifícia Ecclesia Dei. Se Roma escolheu tão cuidadosamente a data para a apresentação desta instrução, fê-lo muito simplesmente para assim lhe dar o maior eco possível, como o confirma o espaço que lhe dedicou o Osservatore Romano.

Já ninguém pode fingir que ignora este fato: a liturgia tradicional da Igreja é “um tesouro a ser conservado preciosamente” (art. 8º) oferecido “a todos os fiéis” e não apenas aos que estão ligados ao usus antiquor.


terça-feira, 6 de setembro de 2011

Nota de Falecimento: Faleceu Monsenhor Emanuel José Possidente, da Administração Apostólica

Com profundo pesar, comunicamos o falecimento de Exmo. e Revmo. Monsenhor Emanuel José Possidente, Vigário Geral emérito da Administração Apostólica S. J. Maria Vianney e Diretor Espiritual de nosso Seminário.

Monsenhor José passava uns dias com seus familiares em Volta Redonda, foi internado ontem no Hospital da Unimed, e faleceu hoje pela manhã.

O corpo será trazido para Campos, será velado durante a tarde e à noite no Seminário da Imaculada Conceição, e amanhã às 05:30 da manhã será levado em cortejo para nossa Igreja Principal, onde será celebrada a Santa Missa Pontifical de Requiem por sua Exa. Revma. Dom Fernando Arêas Rifan às 08:00.

Logo após a Santa Missa será feito o sepultamento na Capela da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, no Cemitério do Caju, em Campos.
Elevamos ao Coração Misericordioso de Jesus nossas súplicas pelo descanso eterno de nosso muito amado Monsenhor.

Encomendamos sua alma às Mãos Maternais de Nossa Senhora de quem ele sempre se mostrou filho confiante, e apóstolo dedicado.

Campos, 06 de setembro de 2011

Pela Administração Apostólica,

Pe. Gaspar Samuel Coimbra Pelegrini

IV Aniversário do Summorum Pontificum: "Missa Pontifical no Altar da Cátedra na basílica de São Pedro"


As associações italianas Giovani e Tradizione e o Sodalício Amicizia Sacerdotale Summorum Pontificum, organizaram um novo encontro sobre o motu proprio Summorum Pontificum em Roma no Angelicum em Maio de 2011, o qual foi concluído com uma Missa Pontifical na Forma Extraordinária do Rito Romano na Basílica de São Pedro no Vaticano no Altar da Cátedra.

Desta vez a Santa Missa foi celebrada pelo Cardeal Walter Brandmüller, no domingo 15 de maio de 2011.

O presbítero assistente, o diácono e o subdiácono da Santa Missa foram os oficiais da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei. O restante do serviço litúrgico foi fornecido pelo Instituto de Cristo Rei Sumo Sacerdote, enquanto que um dos dois coros foi dirigido pelo Cardeal Domenico Bartolucci.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

IV Aniversário do Summorum Pontificum: "Pontifical na antiga Sé do Rio de Janeiro"

No domingo dia 19 de setembro de 2010, na Igreja de Nossa Senhora do Carmo, o bispo, Administrador Apostólico, D. Fernando Rifan, celebrou uma Santa Missa Pontifical na forma extraordinária do Rito Romano.

A partir desta data, por determinação do Sr. Arcebispo do Rio de Janeiro D. Orani João Tempesta, haverá todos os domingos nesta igreja a celebração da Missa na forma extraordinária a cargo dos Padres da Administração Apostólica.

domingo, 4 de setembro de 2011

IV Aniversário do Summorum Pontificum: "Encontro Sacerdotal no Brasil"

Realizou-se na cidade de Garanhuns, PE, nos dias 17, 18 e 19 de junho passado, o I Encontro Sacerdotal sobre o Motu proprio Summorum Pontificum de S.S. o Papa Bento XVI, “um grande dom espiritual e litúrgico para toda a Igreja”, patrocinado pela Diocese de Garanhuns e pela Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, com o apoio e o incentivo da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, expresso em carta de S. Emcia. o Cardeal William Levada

O objetivo do Encontro foi reunir sacerdotes, oriundos de diversas partes do nosso País, cada qual com a devida permissão do seu Bispo ou Superior, - sacerdotes que já celebram a Missa na forma antiga do Rito Romano em muitas paróquias para diversos grupos - estudando melhor essa forma litúrgica e dando a correta orientação da Igreja, expressa nesse Motu Proprio do Papa, que libera o uso da Missa no rito antigo para toda a Igreja. Este nosso Encontro, que foi previamente comunicado à CNBB e à Nunciatura Apostólica no Brasil, foi realizado, portanto, dentro do mais autêntico espírito de comunhão eclesial.

Na carta a nós dirigida, assim se expressa o Cardeal William Levada, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e presidente da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei: “Gostaria de expressar o meu apreço pela iniciativa e formular votos de que a nobre empresa tenha êxito positivo, a fim de promover a aplicação do mencionado documento pontifício, segundo a intenção do Santo Padre, e suscite uma ação pastoral sempre mais adequada às necessidades dos fieis, de maneira que se possa chegar, em tempo oportuno, a um enriquecimento recíproco e legítimo das duas formas do Rito Romano”.

As conferências do Encontro foram feitas por Dom Fernando Guimarães, Bispo de Garanhuns, e Pe. José Edilson de Lima, padre da Administração Apostólica e juiz auditor do Tribunal Eclesiástico do Rio de Janeiro, sobre os aspectos jurídicos do Motu Próprio, a minha palestra foi sobre os aspectos teológicos e o pensamento litúrgico do Papa Bento XVI e a do Pe. Claudiomar Silva Souza, também da nossa Administração, sobre a História do Rito Romano.

No Encontro, eu lancei meu livro “Considerações sobre as formas do Rito Romano da Santa Missa”, que já está à venda em nossas livrarias e Igrejas.

Fazendo parte do evento, celebrei Missa Solene Pontifical, no assim chamado rito de São Pio V, na Catedral de Garanhuns, cantada pelo coral dos monges beneditinos da cidade.

No encerramento e ainda sob a influência da graça do Ano Sacerdotal, os participantes, 3 Bispos, 21 sacerdotes, 1 diácono e dois seminaristas, em carta ao Papa Bento XVI, expressaram sua profunda gratidão pelo ministério petrino de Sua Santidade, sua sincera solidariedade, união e plena comunhão, bem como o leal desejo de colaborar com o Sucessor de Pedro e Vigário de Jesus Cristo na aplicação da Carta Apostólica Summorum Pontificum, colocando todo o seu empenho na construção da “Paz litúrgica”, tão desejada pelo Papa.


+ Dom Fernando Arêas Rifan
Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney.

sábado, 3 de setembro de 2011

São Pio X, Papa, rogai por nós!

Giuseppe Sarto nasceu em Riese, pequena aldeia dos arredores de Veneza, a 2 de junho de 1835, de família muito modesta. A sua inteligência e piedade elevá-lo-iam sucessivamente aos diferentes graus da hierarquia eclesiástica: coadjuntor e pároco, depois bispo de Mântua, patriarca de Veneza e, finalmente, Papa, eleito a 4 de agosto de 1903, com o nome de Pio X.

Foi infatigável na sua dedicação de pastor, inquebrantável na sua energia, ardente em defender a pureza da Santa Doutrina. Reconhecendo o valor da Liturgia como oração da Igreja e quanto ela pode contribuir para a devoção dos fiéis, restaurou as cerimônias do culto eucarístico e particularmente o canto gregoriano, a fim de que, segundo a expressão sua, o povo cristão pudesse orar na beleza. Não se poupou a esforços para intensificar a prática da comunhão precoce, frequentemente e cotidiana, como meio de santificação.

Voou para Deus a 20 de agosto de 1914 e foi canonizado a 29 de maio de 1954, por Pio XII.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

“A Missa Latina produz maior fruto espiritual”

Cardeal Domenico Bartolucci
“Estou aqui, Beatíssimo Padre, para agradecer Vossa Santidade pelo forte chamado em favor do uso da música nas hodiernas celebrações da Santa Missa. Estou certo que, ao chamar um músico para ser parte do Colégio dos Cardeais, desejastes que isso fosse um chamado em favor do uso da música sacra na Sagrada Liturgia.

“Hoje, pode-se notar um verdadeiro e próprio novo despertar em muitíssimos jovens que desejam reviver a beleza da Missa Latina e o maior fruto espiritual que dela nasce. Isso é um grande, grandioso conforto, e nos faz esperar um futuro litúrgico que vós certamente desejais. Agradecemos ao Senhor, que Ele possa ajudar a todos aqueles que estão trabalhando pela seriedade na música sacra. Confio firmemente que, com a ajuda do Senhor, ocorrerá um verdadeiro retorno à tradição bimilenar da música sacra”.


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Cardeal Bartolucci oferece concerto ao Papa

O cardeal Domenico Bartolucci, ex-diretor do coral da Capela Sistina, ofereceu ontem um concerto ao Papa, no Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, apresentando quatro peças orquestrais de música sacra compostas por ele mesmo.

Das quatro peças, o poema Benedictus, dedicado ao Papa, havia sido escrito especialmente para a ocasião – um detalhe pelo qual Bento XVI, no final da execução, agradeceu especialmente ao autor.

As outras três composições foram: Ave Maria, o poema sacro Baptisma, e o motete Christus circumdedit me. A orquestra que executou as peças foi a Filarmonica Marchigiana, dirigida por Simone Baiocchi.

Na parte do coral, cantaram as sopranos Enrica Fabbri e Lykke Anholm, o barítono Michele Govi e o Rossini Chamber Choir de Pesaro.

O Papa, depois do concerto, dirigiu-se ao compositor, de quem destacou “a fé, o sacerdócio e a música”.

“A fé é a luz que orientou e guiou sempre a sua vida, que abriu o seu coração para responder com generosidade ao chamado do Senhor; e é dela que brota também sua forma de compor”, reconheceu o
Papa diante dos presentes.

A música é, para Bartolucci, segundo o Papa, “uma linguagem privilegiada para comunicar a fé da Igreja e para ajudar no caminho de fé de quem escuta suas obras”, assim como “uma forma de exercer seu ministério sacerdotal”.

“Sua forma de compor se insere no caminho dos grandes autores de música sacra, em particular da Capela Sistina, da qual foi diretor durante muitos anos: a valorização do belíssimo tesouro que é o canto gregoriano e o uso sábio da polifonia, fiel à tradição, mas também aberto a novas sonoridades”, destacou o Pontífice.

O idoso compositor e sacerdote, que já tem 94 anos, serviu durante mais de quatro décadas como diretor do Coral da Capela Musical Pontifícia Sistina. Bento XVI o criou cardeal no consistório de 20 de novembro passado, pela sua “generosidade e dedicação no serviço da Igreja”.

Em uma entrevista concedida a ZENIT naquela ocasião, o cardeal Bartolucci afirmou que sua nomeação deveria ser interpretada como “um sinal de amor do Papa pela música sacra, um apelo evidente, especialmente neste momento de crise”.

Retirado de: Zenit

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

É um erro não reconhecer a autoridade da Igreja

Todos os cristãos concordam que devemos nos submeter à autoridade de Cristo; o problema é como ambos os grupos percebem tal autoridade. Para o Cristão fundamentalista somente a Bíblia compõe a regra da fé, enquanto os Católicos aceitam a Bíblia e a Sagrada Tradição como depósito da fé

Ou seja, quando um protestante questiona um Católico “Onde a Bíblia ensina tal doutrina?” o Católico vê-se obrigado a responder: “Primeiro demonstre onde na Bíblia está escrito que toda doutrina Cristã deve estar explicitamente contida nas Sagradas Escrituras!”

 

Entenda porque os cristãos primitivos aceitavam a Sagrada Tradição:


Está claro na Bíblia que Jesus Cristo, ao escolher Seus Doze Apóstolos, pretendia instituir um apostolado capaz de transpor as limitações do tempo de vida de cada um dos Apóstolos. Por isso os ordenou que “fizessem discípulos de todas as nações…” ensinando tudo aquilo lhes havia sido confiado por Ele, o próprio Cristo.

Percebemos que depois da ascensão do Senhor, os Apóstolos prontamente começam a executar essa ordem com a escolha de um novo membro da Igreja para tomar o lugar Judas. Isso nos demonstra que para os Apóstolos estava claro que o ofício ocupado por Judas não se restringia à pessoa individual de Judas, mas sim a uma autoridade específica delegada à Igreja de Cristo no cumprimento de sua missão. Com isso, Pedro, o líder escolhido por Jesus, declara: “Que outro tome o seu lugar de autoridade” (Atos 1:20) e Matias é selecionado.

 

Concílio de Jerusalém em Atos 15: 1-21 – O primeiro concílio da Igreja


A Bíblia comprova ainda que mesmo antes da morte dos Apóstolos uma segunda geração de líderes começara a ser escolhida para exercer a autoridade da Igreja. Vemos em Atos 15: 2,4,6 e 22 que esses líderes eram chamados anciões, bispos e diáconos. Fica bastante evidente a formação de uma hierarquia dentro da Igreja desde de seu princípio que perdura até os dias de hoje.

Na ocasião do Concílio de Jerusalém, os bispos reuniram-se com os Apóstolos para decidirem se novos fiéis, os chamados gentios, deveriam ou não se submeterem às leis Mosaicas – por meio da circuncisão – para obterem a salvação por Cristo. Note-se que o concilio delibera sobre a questão sem fazer referencia às palavras de Jesus ou ao antigo testamento; ao invés disso a decisão é tomada com base apenas na própria autoridade do concilio!

Ao final do processo, S. Tiago então afirma que ‘nós cremos que’ a decisão tomada está em harmonia com as escrituras (Atos 15:15), exatamente como atesta a Igreja Católica: Ou seja, Tradição e Escrituras Sagradas constituem o Depósito da Fé em perfeita harmonia, uma não pode contradizer a outra. Dessa forma percebemos como cumpriu-se a promessa do Senhor:
Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. (Jo 16: 12-13)
Ou seja, tudo aquilo que não fora ensinado explicitamente por Cristo à Sua Igreja durante seu ministério na terra, havia de ser revelado pelo Paráclito, o Espírito Santo que guia a Igreja em Verdade desde seus primórdios.

Leia mais sobre Sagradas Escrituras e Tradição: Dei Verbum

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Facele Dom Bruno Gamberini, arcebispo de Campinas


Dom Bruno Gamberini
 
 
Pro fidelibus defunctis
Réquiem aeterna dona eis Domine, et lux perpetua luceat eis.
Requiéscant in pace. Amen
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