quinta-feira, 13 de outubro de 2011

El Milagro del Sol



Había gente en masa (70.000) bajo una lluvia torrencial. Por el camino, las escenas del mes pasado, mas numerosas y conmovedoras.

Ni el barro de los caminos impedía a la gente arrodillarse en actitud humilde y suplicante.

Llegando a Cova de Iría, junto a la encina, pedí al pueblo que cerrasen los paraguas para rezar el Rosario. Poco después vimos el reflejo de luz y en seguida a la Virgen sobre la encina.

-¿Qué es lo que usted quiere?

-"Quiero decirte que hagan aquí una capilla en honor mío, que soy la Señora del Rosario, quecontinúen rezando el Rosario todos los días. La guerra esta acabándose y los soldados pronto volverán a sus casas."

-¿Curará a los enfermos?

-"Unos si y otros no; es preciso que se enmienden; que pidan perdón de sus pecados.

Y tomando aspecto mas triste dijo: -"Que no se ofenda mas a Dios Nuestro Señor, que ya es muy ofendido."


Y abriendo sus manos las hizo reflejar en el sol y, en cuanto se elevaba, continuaba el brillo de su propia luz proyectándose en el sol.

Y exclamé que todos mirasen al sol. Se da entonces el milagro del sol, prometido tres meses antes, como prueba de la verdad de las apariciones de Fátima. La lluvia cesa y el sol por tres veces gira sobre si mismo, lanzando a todos los lados fajas de luz de variados colores. Parece a cierta altura desprenderse del firmamento y caer sobre la muchedumbre. Todos están atónitos. Los periodistas de los periódicos seculares que habían acudido incrédulos a desprestigiar los apariciones, tomaron fotos y dieron testimonio de aquel milagro en la prensa.

Al cabo de 10 minutos de prodigio el sol toma su estado normal.

Los tres niños eran favorecidos con otras visiones: Vimos al lado del sol a S. José con el Niño y a Nuestra Señora de los Dolores. El Niño Jesús parecía bendecir al mundo de la misma forma que S. José. Después se disipo esta visión y aparece Nuestra Señora del Carmen.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA, RAINHA E PADROEIRA DO BRASIL, ROGAI POR NÓS!

Desde outubro de 1717, quando três humildes pescadores, João Alves, Domingos Martins Garcia e Felipe Pedroso, miraculosamente retiraram das águas do rio Paraíba num primeiro lance de rede a imagenzinha partida e, logo em seguida, a cabeça que lhe faltava, ela vem progressivamente sendo venerada pela nossa gente. Em 1745, por meio do Pe. José Alves Vilela, pároco de Guaratinguetá, a Igreja assumiu formalmente sua veneração, erguendo no morro dos coqueiros a primeira capela de taipa para abrigar a imagenzinha negra da Imaculada Conceição e acolher os piedosos romeiros e viajantes. Estes se encarregaram de levar Brasil afora a notícia desse lugar santo e dos milagres da Senhora de Aparecida.
Apesar das sucessivas reformas e ampliações, foi necessário um novo templo mais amplo e artístico. Em junho 1888 foi benta a igreja construída pelo beneditino exclaustrado Cônego Frei Joaquim do Monte Carmelo. Dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho, bispo de São Paulo, agraciou o novo templo com o título de Santuário Episcopal e criou a paróquia (Curato), dando autonomia espiritual ao vilarejo que se formava e ao santuário que se incrementava. Dom Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti, como bispo coadjutor de São Paulo trouxe os missionários redentoristas para as atividades pastorais próprias de um santuário.
Coroação
No dia 8 de setembro de 1904 a Imagem de Nossa Senhora Aparecida foi solenemente coroada e ela foi proclamada Rainha do Brasil. – O ato contou com a aprovação formal do Cabido da Basílica de São Pedro e a assinatura do Papa São Pio X - Estavam presentes os 9 bispos do sul do Brasil, reunidos em Conferência em Aparecida, e uma multidão de fiéis.

"Senhora Aparecida, o Brasil é vosso!"
No Rio de Janeiro, então Capital Federal, dia 31 de maio de 1931, Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi proclamada oficialmente Padroeira do Brasil. – A multidão presente de mais de um milhão de pessoas repetiu comovida as palavras de consagração da nação. - Estavam presentes o Sr. Presidente da República, Ministros de Estado e Corpo Diplomático, autoridades civis, eclesiásticas e militares.
Retirado de: Arquidiocese de Aparecida

domingo, 9 de outubro de 2011

53° Aniversário da morte do Venerável Pio XII



Papa Pio XII (nascido Eugenio Maria Giuseppe Giovanni Pacelli; Roma, 2 de Março de 1876 — 9 de Outubro de 1958) foi eleito Papa no dia 2 de março de 1939 até a data da sua morte. Foi o primeiro Papa Romano desde 1724.

Foi o único Papa do século XX a exercer o Magistério Extraordinário da Infalibilidade papal – invocado por Pio IX – quando definiu o dogma da Assunção de Maria em 1950 na sua encíclica Munificentissimus Deus. Ao todo criou 57 cardeais em dois consistórios.

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Homilia de Bento XVI em visita pastoral a Lamezia Terme


Visita Pastoral a Lamezia Terme e a Serra San Bruno
Zona ex-Sir, periferia industriale di Lamezia Terme
Domingo, 09 de outubro de 2011
Queridos irmãos e irmãs!

É grande para mim a alegria de poder partilhar convosco o pão da Palavra de Deus e da Eucaristia. Estou feliz por estar, pela primeira vez, aqui na Calábria, e de encontrar-me nesta Cidade de Lamezia Terme. Dirijo a minha cordial saudação a todos vós que estais aqui, tão numerosos, e vos agradeço pela vossa calorosa acolhida! Saúdo, em particular, o vosso Pastor, Dom Luigi Antonio Cantafora, e o agradeço pelas corteses expressões de boas-vindas que me dirigiu em nome de todos. Saúdo também aos Arcebispos e Bispos aqui presentes, os Sacerdotes, os Religiosos e as Religiosas, os representantes das Associações e dos Movimentos eclesiais. Dirijo um deferente pensamento ao Prefeito, Prof. Gianni Speranza, grato pela cordial saudação, ao Representante do Governo e das Autoridades civis e militares, que, com a sua presença, quiseram honrar este nosso encontro. Um agradecimento especial a quantos generosamente colaboraram para a realização da minha Visita Pastoral.

A liturgia deste domingo nos propõe uma parábola que fala de um banquete nupcial ao qual muitos são convidados. A primeira leitura, tirada do Livro do Profeta Isaías, prepara esse tema, porque fala do banquete de Deus. É uma imagem – a do banquete – usada frequentemente nas Escrituras para indicar a alegria na comunhão e na abundância dos dons do Senhor, e deixa intuir algo da festa de Deus com a humanidade, como descreve Isaías: "O Senhor dos exércitos preparou para todos os povos, nesse monte, um banquete de carnes gordas, um festim de vinhos velhos, de carnes gordas e medulosas, de vinhos velhos purificados" (Is 25,6). O profeta acrescenta que a intenção de Deus é colocar fim na tristeza e na vergonha; deseja que todos os homens vivam felizes no amor por Ele e na comunhão recíproca; o seu projeto, portanto, é eliminar a morte para sempre, enxugar as lágrimas de todo o rosto, tirar o opróbrio que pesa sobre seu povo, como escutamos (vv. 7-8). Tudo isso suscita profunda gratidão e esperança: "Eis nosso Deus do qual esperamos nossa libertação. Congratulemo-nos, rejubilemo-nos por seu socorro" (v. 9).

Jesus, no Evangelho, diz-nos a resposta que é dada ao convite de Deus - representado por um rei - para participar deste seu banquete (cf. Mt 22,1-14). Os convidados são muitos, mas algo inesperado acontece: recusam-se a participar da festa, eles têm outras coisas para fazer; alguns mostram até desprezo pelo convite. Deus é generoso conosco, nos dá sua amizade, seus dons, sua alegria, mas muitas vezes nós não acolhemos as suas palavras, mostramos mais interesse por outras coisas, colocamos no primeiro lugar as nossas preocupações materiais, os nossos interesses. O convite do Rei encontra até reações hostis, agressivas. Mas isso não freia a sua generosidade. Ele não desanima e manda seus servos convidarem muitas outras pessoas. A rejeição dos primeiros convidados tem como efeito a extensão do convite a todos, também aos mais pobres, abandonados e negligenciados. Os servos reúnem todos aqueles que encontram, e a sala fica repleta: a bondade do rei não tem limites e a todos é dada a possibilidade de responder ao seu chamado. Mas há uma condição para permanecer nesse banquete de núpcias: colocar a veste nupcial. E, entrando na sala, o rei vê alguém que não quis usá-la, e, por isso, é expulso da festa. Gostaria de fazer uma pausa por um momento sobre esse ponto com uma pergunta: por que esse comensal aceitou o convite do rei, entrou na sala do banquete, a porta lhe foi aberta, mas não colocou a veste nupcial? O que é essa veste nupcial? Na Missa in Coena Domini deste ano fiz referência a um belo comentário de São Gregório Magno a essa parábola. Ele explica que aquele comensal respondeu ao convite de Deus para participar do seu banquete, tem, de certa forma, a fé que lhe abriu a porta da sala, mas lhe falta algo de essencial: a veste nupcial, que é a caridade, o amor. E São Gregório acrescenta: "Cada um de vós, portanto, que, na Igreja, tendes fé em Deus, já tomeis parte do banquete nupcial, mas não podeis afirmar ter a veste nupcial se não preservais a graça da Caridade" (Homilia 38, 9: PL 76, 1287). E esta veste está interligada simbolicamente por duas varas, uma acima da outra: o amor de Deus e o amor ao próximo (cf. ibid, 10:. PL 76,1288). Todos nós somos convidados a ser comensais do Senhor, a entrar com fé no seu banquete, mas devemos usar e preservar a veste nupcial, a caridade, viver um profundo amor por Deus e pelo próximo.

Queridos irmãos e irmãs! Vim para compartilhar convosco alegrias e esperanças, esforços e compromissos, ideais e aspirações desta comunidade diocesana. Eu sei que vós preparastes esta visita com um intenso caminho espiritual, adotando como lema um versículo dos Atos dos Apóstolos: "Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda!" (3, 6). Eu sei que também em Lamezia Terme, como em toda a Calábria, não faltam dificuldades, problemas e preocupações. Se observarmos esta bela região, reconhecemos nela uma terra sísmica não só do ponto de vista geológico, mas também do ponto de vista estrutural, comportamental e social; uma terra, isto é, onde os problemas apresentam-se de formas agudas e desestabilizadoras; uma terra onde o desemprego é preocupante, onde uma criminalidade muitas vezes brutal fere o tecido social, uma terra em que se tem a contínua sensação de estar em emergência. À emergência, vós, calabrienses, tendes sabido responder com prontidão e disponibilidade surpreendentes, com extraordinária capacidade de se adaptar ao desconforto. Estou certo de que sabereis superar as dificuldades de hoje para preparar um futuro melhor. Nunca sucumbais à tentação do pessimismo e do curvar-se sobre vós mesmos. Apeleis aos recursos da vossa fé e das vossas capacidades humanas; esforçai-vos para crescer na capacidade de colaborar, de cuidar uns dos outros e do bem público, mantenhais a veste nupcial do amor; persevereis no testemunho dos valores humanos e cristãos tão profundamente enraizados na fé e na história deste território e da sua população.

Queridos amigos! A minha visita coloca-se quase ao final do caminho iniciado por esta Igreja local com a redação do projeto pastoral quinquenal. Desejo agradecer convosco ao Senhor, pelo profícuo caminho percorrido e por tantas germens de bem semeados, que deixam um bom augúrio para o futuro. Para fazer frente às novas realidades sociais e religiosas, diferentes do passado, talvez mais repletas de dificuldades, mas também mais ricas de potencialidades, é necessário um trabalho pastoral moderno e orgânico, que comprometa, em torno do Bispo, todas as forças cristãs: sacerdotes, religiosos e leigos , animados por um compromisso comum com a evangelização. A esse respeito, soube com alegria do esforço em curso para se colocar em escuta atenta e perseverante da Palavra de Deus, através de encontros mensais em diferentes centros da Diocese e à difusão da prática da Lectio Divina. Igualmente oportuna é a Escola de Doutrina Social da Igreja, tanto pela qualidade articulada da proposta, quanto pela sua ampla divulgação. Espero sinceramente que essas iniciativas deem origem a uma nova geração de homens e mulheres capazes de promover não tanto interesses partidários, mas o bem comum. Desejo também encorajar e abençoar os esforços de quantos, sacerdotes e leigos, estão engajados na formação de casais cristãos para o matrimônio e a família, a fim de dar uma resposta evangélica competente aos tantos desafios contemporâneos no campo da família e da vida.

Conheço, pois, o zelo e a dedicação com que os Sacerdotes realizam o seu ministério pastoral, bem como o sistemático e incisivo trabalho de formação a eles dirigido, especialmente aos mais jovens. Queridos sacerdotes, exorto-vos a incorporar sempre mais a vossa vida espiritual no Evangelho, cultivando a vida interior, uma intensa relação com Deus e afastando-vos com decisão de certa mentalidade consumista e mundana, que é uma tentação recorrente na realidade em que vivemos. Aprendais a crescer na comunhão entre vós e com o Bispo, entre vós e os fiéis leigos, favorecendo a estima e a colaboração recíprocas: disso virão seguramente muitos benefícios, tanto para a vida das paróquias quanto para a própria sociedade civil. Saibais valorizar, com discernimento, segundo os conhecidos critérios de eclesialidade, os grupos e movimentos: eles estão bem integrados no interior da pastoral ordinária da diocese e das paróquias, em um profundo espírito de comunhão.

A vós, fiéis leigos, jovens e famílias, digo: não tenhais medo de viver e testemunhar a fé nos vários setores da sociedade, nas múltiplas situações da existência humana! Tendes todos os motivos para mostrar-vos fortes, confiantes e corajosos, e isso graças à luz da fé e à força da caridade. E quando encontrardes a oposição do mundo, façais vossas as palavras do Apóstolo: "Tudo posso naquele que me fortalece" (Fil 4, 13). Assim se comportaram os Santos e as Santas, floridos, ao longo dos séculos, em toda a Calábria. São esses a manter-vos sempre unidos e a nutrir em cada um o desejo de proclamar, com palavras e com as obras, a presença e o amor de Cristo.

A Mãe de Deus, tão venerada por vós, assista-vos e conduza-vos ao profundo conhecimento de seu Filho. Amém!

sábado, 8 de outubro de 2011

Roma publicará el "preámbulo doctrinal"

Roma publicará el contenido de un eventual acuerdo con la Fraternidad San Pío X
Si se llega a un acuerdo con la Fraternidad Sacerdotal de San Pío X, el Vaticano publicará el “preámbulo doctrinal” bajo el cual concluirá este acuerdo para el regreso a la plena comunión con Roma de la fraternidad tradicionalista separada desde 1988. Esto indicaron a I. MEDIA fuentes vaticanas autorizadas, el 6 de octubre de 2011, en vísperas de una reunión durante la cual los responsables lefebvristas deberán decidir si aceptan los principios contenidos en el preámbulo doctrinal entregado el 14 de septiembre pasado por la Congregación para la Doctrina de la Fe, condición previa al establecimiento de una prelatura personal.

“No tenemos nada que ocultar”, afirmaron en el Vaticano las fuentes familiarizadas con el asunto, y agregaron: “Está claro que una vez que el texto sea definitivo, lo publicaremos”. En la Pontificia Comisión Ecclesia Dei, se propone así dejar la puerta abierta para “aclaraciones” si es necesario y se precisa que es pues “un texto provisional” que se presentó a Mons. Bernard Fellay, superior de la Fraternidad de San Pío X, y sus colaboradores, durante su visita al Vaticano el 14 de septiembre. La divulgación de este texto permitirá responder las inquietudes de ciertos medios eclesiales que temen concesiones demasiado grandes de Roma para los lefebvristas.

[...]

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

As Quinze Promessas da Virgem Maria aos que rezarem o Rosário



1. Aqueles que rezarem com enorme fé o Rosário receberão graças especiais.
2. Prometo minha proteção e as maiores graças aos que rezarem o Rosário.
3. O Rosário é uma arma poderosa para não ir ao inferno: destrói os vícios, diminui os pecados e nos defende das heresias.
4. Receberá a virtude e as boas obras abundarão, receberá a piedade de Deus para as almas, resgatará os corações das pessoas de seu amor terreno e vaidades, e os elevará em seu desejo pelas coisas eternas. As almas se santificarão por meio do Rosário.
5. A alma que se encomendar a mim no Rosário não perecerá.
6. Quem rezar o Rosário devotamente, e tiver os mistérios como testemunho de vida, não conhecerá a desgraça. Deus não o castigará em sua justiça, não terá uma morte violenta, e se for justo, permanecerá na graça de Deus, e terá a recompensa da vida eterna.
7. Aquele que for verdadeiro devoto do Rosário não perecerá sem os Sagrados Sacramentos.
8. Aqueles que rezarem com muita fé o Santo Rosário em vida e na hora de sua morte encontrarão a luz de Deus e a plenitude de sua graça, na hora da morte participarão do paraíso pelos méritos dos Santos.
9. Livrarei do purgatório àqueles que rezarem o Rosário devotamente.
10. As crianças devotas ao Rosário merecerão um alto grau de Glória no céu.
11. Obterão tudo o que me pedirem mediante o Rosário.
12. Aqueles que propagarem meu Rosário serão assistidos por mim em suas necessidades.
13. Meu filho concedeu-me que todo aqueles que se encomendar a mim ao rezar o Rosário terá como intercessores toda a corte celestial em vida e na hora da morte.
14. São meus filhinhos aqueles que recitam o Rosário, e irmãos e irmãs de meu único filho, Jesus Cristo.
15. A devoção a meu Rosário é um grande sinal de profecia.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O SANTO ROSÁRIO

"O Rosário é minha oração preferida. Oração maravilhosa em sua simplicidade e em sua profundidade. Nesta oração repetimos muitas vezes as palavras que a Virgem Maria escutou da boca do anjo e de sua prima Isabel. A estas palavras toda a Igreja se associa.

Podemos dizer que o Rosário é, de certo modo, uma oração-comentário do último capítulo da Constituição "Lumen Gentium" do Vaticano II, capítulo que trata da admirável presença da Mãe de Deus no mistério de Cristo e da Igreja. No fundo das palavras "Ave Maria", passam diante dos olhos do que reza os principais episódios da vida de Cristo, com seus mistérios gozosos, dolorosos e gloriosos, que nos fazem entrar em comunhão com Cristo, poderíamos dizer, através do coração de sua Mãe.

Nosso coração pode encerrar nestas dezenas do Rosário todos os atos que compõem a vida de cada indivíduo, de cada família, de cada nação, da Igreja e da humanidade: os acontecimentos pessoais e os do próximo e, de modo particular, daqueles que mais gostamos. Assim, a simples oração do Rosário pulsa no ritmo da vida humana".

João Paulo II

D. Mauro Cardeal Piacenza aos seminaristas



Encuentro con los Seminaristas
Los Ángeles – 4 de octubre de 2011

Intervención del Cardenal Mauro Piacenza
Prefecto de la Congregación para el Clero

Venerado Hermano en el Episcopado,
Queridos Formadores,
Muy queridos Seminaristas:


Es para mí motivo de profunda alegría poder encontraros en esta breve estancia Norteamericana.

El futuro de la Iglesia, que es cierto, porque está en las manos de su Cabeza y Señor, que es Cristo, pulsa en vuestras existencias. Los seminaristas de hoy, Sacerdotes de mañana, son la esperanza viva del camino que la Iglesia siempre realiza en el mundo. Gracias de corazón, en nombre de la Iglesia, por el vuestro sí ¡tan generoso! Sabed desde ahora, que el Prefecto de la Congregación para el Clero reza por vosotros, para que el vuestro sí al Señor sea total e incondicionado.

Esto es el secreto de la felicidad, el secreto de la plena realización de la vida Sacerdotal: donar todo, sin conservar nada para uno mismo, ¡siguiendo el ejemplo de Jesús!

No pretendo en este encuentro proponeros una conferencia, sino, sencillamente, un coloquio informal, concediendo espacio a vuestras eventuales preguntas espontáneas. A vuestras preguntas antepongo algunas breves reflexiones sobre lo que juzgo fundamental hoy, y siempre, en la formación sacerdotal.

1. Il primado de Dios

Es algo adquirido por la experiencia eclesial, que las vocaciones nacen, florecen, se desarrollan y llegan a madurez sólo donde se reconoce claramente el primado de Dios. Cualquier otra motivación, que también puede acompañar el inicio de la percepción de una llamada al sacerdocio, confluye en el movimiento de total donación al Señor y en el reconocimiento de su primado en nuestra vida, en la vida de la Iglesia y en la del mundo.

Primado de Dios significa primado de la oración, de la intimidad divina; primado de la vida espiritual y sacramental. La Iglesia no tiene necesidad de gestores, ¡sino de hombres de Dios! No tiene necesidad de sociólogos, psicólogos, antropólogos, politólogos – y todas las demás actuaciones que conocemos y podemos imaginar -.

La Iglesia tiene necesidad de hombres creyentes y , por tanto, creíbles, de hombres que, acogida la llamada del Señor, ¡sean sus motivados testigos en el mundo!

Primado de Dios significa primado de la vida sacramental, vivida hoy y ofrecida, a su tiempo, ¡a todos nuestros hermanos! Muchas cosas pueden encontrar los hombres en los otros; en el Sacerdote, sin embargo, buscan lo que sólo él puede dar: la divina Misericordia, el Pan de vida eterna, un nuevo horizonte de significado ¡que haga más humana la vida presente y posible la eterna!

Vivid, queridísimos Seminaristas, este tiempo del seminario – que es transeunte – como la gran ocasión que se os da para realizar una extraordinaria experiencia de intimidad con Dios.

La relación que habréis tejido con Él en estos años, ciertamente se profundizará y cambiará durante la vida, pero los fundamentos, el meollo de aquella relación, ¡se constituye ahora! El tiempo del Seminario es, en dicho sentido, ¡irrepetible! No obstante cualquier buena experiencia que pueda acaecer en nuestra vida, antes y después de este tiempo, la sabiduría de la Iglesia indica el momento formativo comunitario como necesario para la formación de sus Sacerdotes.

¡La Iglesia tiene necesidad de hombres fuertes! De hombres firmes en la fe, capaces de conducir a los hermanos a una auténtica experiencia de Dios.

La Iglesia tiene necesidad de sacerdotes que, en las tempestades de la cultura dominante, cuando “la barca de no pocos hermanos es combatida por las olas del relativismo” (cfr. J. Ratzinger, Homilía en la Santa Misa Eligendo Romano Pontifice), sepan, en efectiva comunión con Pedro, tener firme el timón de la propia existencia, de las comunidades que les han sido confiadas y de los hermanos que piden luz y ayuda para su camino de fe.

2. Las prioridades de la formación

Además del primado indiscutido de Dios, es necesario que la formación humana ocupe el puesto fundamental que le corresponde. Nadie puede esperar una humanidad perfecta para acceder a las órdenes sagradas, pero es indispensable, con toda honestidad, ponerse en juego, confiando a Dios, a través del Director espiritual, todo sobre uno mismo. No cedáis a la ilusión por la que las cuestiones no resueltas (o no debidamente afrontadas) se podrán improvisamente resolver después de la ordenación. ¡No es así! ¡Y la experiencia lo demuestra!

La formación humana tiene ciertamente necesidad de un justo grado de auto-conocimiento, y en este sentido las llamadas ciencias humanas pueden ofrecer una válida ayuda, ¡pero sobre todo tiene necesidad de “estar en contacto” con la Santa Humanidad de Cristo!

¡Estando con Él nosotros somos plasmados progresivamente! ¡Es Él, de verdad, formador! En este sentido, ¡la adoración eucarística prolongada desempeña también un papel fundamental y sobre todo en la formación humana! Dejarse “broncear” por el Sol eucarístico, significa, en el tiempo, limar las propias aristas, aprender del humilde por excelencia, estar en la escuela de la Caridad hecha carne.

Juntamente con la formación humana, es central la intelectual. No cabe duda de que ésta ha ocupado, en los últimos decenios, una importante parte de toda formación seminarista. Ahora, muy probablemente, en este ámbito es necesario valorar atentamente las proporciones y los equilibrios. Aunque se desea para todos una buena formación, no todos los Sacerdotes deberán ser teólogos.

La formación intelectual debe tender a transmitir los contenidos ciertos de la fe, argumentado razonablemente sus fundamentos escriturísticos, los de la gran Tradición eclesial y del Magisterio y hacerse acompañar por los ejemplos de vida de Sacerdotes santos. No debéis desorientaros en los meandros de las diversas opiniones teológicas que no dan certeza y ponen la Verdad revelada a la par de cualquier otro “pensamiento humano”. Uno se forma en las certezas y tratando de tener en el propio equipaje una visión de síntesis con el entusiasmo de la misión.

Estoy personalmente convencido de que una buena y sólida formación teológica, que descubra también el fundamento filosófico de la metafísica y no tema acoger toda la Verdad completa, es el mejor antídoto a las tantas “crisis de identidad” que algunos viven, por desgracia. En este sentido, el Santo Padre Benedicto XVI ha recordado varias veces la imprescindible utilización del Catecismo de la Iglesia Católica como horizonte al que mirar y como referencia cierta de nuestro actual pensamiento teológico.

El catecismo es también el gran instrumento que el Beato Juan Pablo II donó a toda la Iglesia, para la correcta hermenéutica del Concilio Vaticano II. También bajo este aspecto es necesario que la formación intelectual no viva equívocos de ningún género.

Vosotros habéis nacido en el Postconcilio (creo casi todos) y quizás, por eso sois hijos del Concilio, en cuanto más inmunes a las polarizaciones, a veces ideológicas, que la interpretación de aquel Acontecimiento providencial ha suscitado.

Seréis vosotros, probablemente, la primera generación que interpretará correctamente el Concilio Vaticano II, no según el “espíritu” del Concilio, que tanta desorientación ha traído a la Iglesia, sino según cuanto realmente el Acontecimiento Conciliar ha dicho, en sus textos, a la Iglesia y al mundo.

¡No existe un Concilio Vaticano II diverso del que ha producido los textos hoy en nuestra posesión! Y en estos textos nosotros encontramos la voluntad de Dios para su Iglesia y con ellos es necesario confrontarse, acompañados por dos mil años de Tradición y de vida cristiana.

La renovación es siempre necesaria a la Iglesia, porque siempre necesaria es la conversión de sus miembros, ¡pobres pecadores! ¡Pero no existe, ni podría existir una Iglesia pre-Conciliar y una post-Conciliar! Si fuera así, la segunda – la nuestra – ¡sería histórica y teológicamente ilegítima!

Existe una única Iglesia de Cristo, de la que vosotros formáis parte, que va desde Nuestro Señor hasta los Apóstoles, desde la Bienaventurada Virgen María hasta los Padres y Doctores de la Iglesia, desde el Medioevo hasta el Renacimiento, desde el Románico hasta el Gótico, el Barroco, y así sucesivamente hasta nuestros días, ininterrumpidamente, sin alguna solución de continuidad, ¡nunca!

¡Y todo porque la Iglesia es el Cuerpo de Cristo, es la unidad de su Persona que se nos dona a nosotros, sus miembros!

Vosotros, queridísimos Seminaristas, seréis sacerdotes de la Iglesia de San |Agustín, de San Ambrosio, de Santo Tomás de Aquino, de San Carlos Borromeo, de San Juan Maria Vianney, de San Juan Bosco, de San Pío X, hasta el santo Padre Pío, a San José María Escrivá y el Beato Juan Pablo II. Seréis sacerdotes de la Iglesia que está formada por tantísimos santos Sacerdotes que durante los siglos han hecho luminoso, bello, irradiante y por tanto fácilmente reconocible, el rostro de Cristo, Señor, en el mundo.

La verdadera prioridad y la verdadera modernidad, pues, queridos míos, ¡es la santidad! El único posible recurso para una auténtica y profunda reforma es la santidad y ¡nosotros tenemos necesidad de reforma! ¡Para la Santidad no existe un seminario, a no ser el de la Gracia de Nuestro Señor y de la libertad que se abre humildemente a su acción plasmadora y renovadora!

El Seminario de la Santidad, tiene, pues, un Rector verdaderamente magnífico y es una mujer: la Bienaventurada Virgen María. ¡Que Ella, que durante toda la vida nos repetirá: “Haced lo que Él os diga”, pueda acompañarnos en este arduo pero fascinador camino!

He aquí, pues, que os he dicho parte de cuanto deseaba deciros; lo demás os lo diré en la oración de cada día porque desde ahora en adelante os llevaré conmigo todos los días al altar, y recordaros que ser sacerdote en estos tiempos difíciles es bello, pero sacerdotes de verdad. Se es feliz si no se está a medias tintas: ¡o todo o nada!

Visto en: Sancta Missa

terça-feira, 4 de outubro de 2011

São Francisco de Assis, rogai por nós!


Ninguém me ensinou o que eu deveria fazer, mas o próprio Altíssimo me revelou que eu deveria viver segundo o Santo Evangelho

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Santa Teresa do Menino Jesus, Religiosa e Doutora, rogai por nós!


"Morrer de amor depois da comunhão é demasiada formosura para mim; as almas pequenas não poderão imitar isso".

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Bento XVI na berlinda midiática

Raffaella, a melhor e mais lida blogueira católica italiana, “descobriu” e publicou os “princípios editoriais” seguidos pela maioria dos profissionais no que concerne à Igreja Católica e, em especial, ao Papa Bento XVI.
 
Se você quer entender o processo de produção de notícias dos canais de TV a que assiste, das revistas e jornais que lê e das manchetes que vê na tela de seu computador, não deixe de ler o que vai abaixo.


OS PRINCÍPIOS EDITORIAIS SEGUIDOS POR TANTOS JORNALISTAS

1) Prepare escrupulosa e antecipadamente cada visita ou viagem apostólica de Bento XVI:

a) crie uma bela polêmica sobre os custos da viagem;
b) selecione acuradamente as possíveis temáticas (padres pedófilos, declínio de fiéis, desobediência dos bispos [exceto no Brasil, onde isto não existe!]; eventuais contrastes com Protestantes, Judeus e Muçulmanos);
c) faça de forma que a viagem seja precedida de uma crescente escalada de polêmicas. Eventualmente e no último minuto, finja estar chocado com o comportamento da mídia [se você quiser parecer “independente” e imparcial];
d) apresente a viagem como “a mais difícil do Pontificado”;
e) dê a máxima ressonância às manifestações de protesto que estão sendo organizadas. Inflacione as cifras que os organizadores lhe fornecem e insinue que os manifestantes serão mais numerosos que os fiéis;
f) avise aos seus leitores que as Missas e as Vigílias presididas pelo Papa Bento ficarão certamente desertas;
g) evidencie o fato de que o Papa Bento não conhece a realidade dos vários países que visita porque vive fechado no Vaticano (acariciando gatinhos, escrevendo livros e tocando piano);
h) entreviste sempre Hans Küng [no Brasil serve o genérico, Leonardo Boff], uma verdadeira garantia;
i) pergunte sempre ao Padre Lombardi se, durante a viagem, o Papa encontrará vítimas de padres pedófilos;
j) no dia do embarque do Papa, escreva um artigo absolutamente negativo sobre a viagem em que fique claro que ninguém está esperando o Papa e que ele será acolhido com a frieza do gelo siberiano;
k) se por acaso o Papa visita a Alemanha, não se esqueça de citar a famosa frase “Nemo propheta in patria”.

2) Quando você percebe, durante a viagem, que a realidade é bem diferente daquela que descreveu ou está descrevendo:
 
a) não desanime;
b) se você é um jornalista televisivo, entreviste sempre que lhe diz que preferia João Paulo II ou que está ali por curiosidade e não para ver Bento XVI. Entreviste preferivelmente padres e seminaristas;
c) mostre as imagens dos manifestantes contrários mesmo se são “quatro gatos pingados”. Particularmente: use a metade dos poucos segundos que o seu telejornal lhe dá para falar das manifestações e não daquilo que faz ou diz o Papa;
d) se você é um jornalista da mídia impressa, procure não evidenciar que nas manifestações antipapais havia “quatro gatos pingados” e entreviste o porta-voz dos manifestantes, o qual inflacionará o número se necessário;
e) jamais chame a atenção dos leitores para o fato de que nas manifestações não havia as multidões esperadas;
f) jamais evidencie o número de fiéis que, por contraste, acorrem para ouvir o Papa Bento;
g) recorde-se que cada manifestante seja contado em dobro e que cada fiel vale a metade;
h) se, durante a visita, ocorre um episódio sem qualquer importância (falso atentado, falsas ameaças...), evidencie isso e não a atividade do Papa!
i) se o Papa diz: “defendamos a família”, você escreve: “Anátema do Papa contra os casais de fato”;
j) procure simplificar ao máximo e, se possível, faça o Papa dizer aquilo que não disse e/ou aquilo que você pensa ter sido o único a perceber;
k) se o Papa encontra as vítimas dos padres pedófilos, você tem duas alternativas: faça com que o encontro se torne a única razão da viagem ou (a tendência que prevalece desde 2011) ignore o evento e prossiga;
l) não se esqueça, porém, de avisar a seus leitores que o Papa não falou explicitamente de padres pedófilos;
m) se o Papa, porém, falar disto, finja não ter ouvido;
n) entreviste sempre Hans Küng [no Brasil serve o genérico, Leonardo Boff];
o) se o Papa o surpreende, não lhe dê muita satisfação. Você sempre poderá dizer que este Pontífice tem uma linguagem complexa que não chega ao homem comum;
p) se você tem duas cifras disponíveis sobre a presença dos fiéis, indique sempre a mais baixa;
q) evidencie ao máximo que havia sim muitos fiéis mas que provavelmente estavam lá por curiosidade ou por acaso;
r) jamais escreva que estranhamente os fiéis são movidos pela curiosidade apenas quando o Papa Bento está medido no meio;
s) se puder, ignore totalmente o restante da viagem.

3) Quando a viagem foi concluída e você se dá conta de haver cometido, como sempre, uma quantidade exagerada de erros:
 
a) procure esquecer o mais depressa possível a viagem e não fale mais dela;
b) entreviste Hans Küng [no Brasil serve o genérico, Leonardo Boff] para que ilumine os leitores com sua palavra.

4) Lembre-se sempre de que o tema “pedofilia na Igreja” é o assunto mais popular dos últimos anos:
 
a) aproveite cada ocasião que se apresentar;
b) fique tranqüilo: geralmente a Santa Sé jamais intervém em defesa do Papa, sobretudo em relação a este assunto. Siga adiante seguro da impunidade;
c) quando se difundir notícias sobre novas acusações contra o Papa (por exemplo, uma denúncia à Haia), finja não saber que Ratzinger é o homem que mais fez nas últimas décadas para combater a praga dos padres pedófilos;
d) nunca cite as medidas e o exemplo do Papa Ratzinger;
e) comporte-se como se fosse a primeira vez que o Papa é acusado de algo;
f) ataque o Papa na primeira página, preferivelmente com uma foto de costas;
g) cite, de passagem, o caso do Padre X., mesmo que já tenha sido abundantemente explicado;
h) cite também o irmão do Papa mesmo que nada tenha a ver com os casos de pedofilia verificados no coro de Ratisbona;
i) É FUNDAMENTAL que você jamais destaque que os casos de pedofilia de que se trata, se deram há décadas;
j) faça de forma que os leitores pensem que o escândalo de pedofilia tenha surgido no Pontificado ratzingeriano;
k) jamais cite outros Pontificados;
l) nunca aponte para o fato de que Ratzinger é o único Papa que se encontrou ao menos seis vezes com as vítimas dos pedófilos;
m) entreviste Hans Küng [no Brasil serve o genérico, Leonardo Boff] para que diga uma das suas;
n) quando as coisas se tornam sérias para a Igreja, jogue toda a responsabilidade sobre Ratzinger, mas se você percebe que o vento muda, escreva que os méritos não são apenas de Bento XVI;
o) jamais e por nenhum razão no mundo deverá escrever ou pronunciar o nome de Maciel;
p) continue a bater na tecla da abertura dos arquivos, fingindo ignorar o bem feito nestes últimos anos;
q) entreviste o porta-voz das associações de vítimas que mais atacam o Vaticano;
r) sirva de megafone para os advogados das vítimas e não conceda jamais à outra parte o benefício da dúvida;
s) quando o Vaticano se cala (isto é, sempre) mas comentaristas e editorialistas autorizados fazem notar que é um absurdo culpar Ratzinger, o Papa que mais fez contra os pedófilos, dê marcha-ré imediatamente e não fale mais de denúncia à Haia;
t) insinue que Bento XVI poderia fazer muito mais ou então que é muito duro e pouco misericordioso com os culpados. Em suma, faça de modo que tenha sempre a culpa!
u) omita recordar que desde 1988 Ratzinger pede maior severidade na punição dos culpados;
v) sempre finja ignorar que a Congregação para a Doutrina da Fé é competente nos casos de pedofilia no clero apenas a partir de 2001;
w) lembre-se de que, em relação a este assunto, há nomes que podem ser citados e outros que, embora vivos e com saúde, jamais devem ser envolvidos.

5) Quando o Papa faz um importante discurso:
 
a) regra de ouro: ignore-o!
b) finja que o Papa não tenha falado, exceto para lamentar o fato de que o Papa não se expressou sobre um determinado assunto;
c) distorça o pensamento do papa quando ele diz algo que não agrada a você ou a seu editor;
d) force alguns conceitos se as frases do Papa possam ser interpretadas a favor de sua ideologia política ou da de seu editor;
e) o “sim” à vida deve tornar-se o “não à pílula do dia seguinte”, o “sim” à família deve tornar-se o “não aos casais de fato e, em particular, aos gays”;
f) se o Papa “repreende” os bispos de um certo país, tome sempre a defesa dos prelados em nome da colegialidade!
g) cite sempre o Concílio e insinue que o Papa quer anular todos os documentos conciliares;
h) entreviste Hans Küng para que recorde mais uma vez ter sido perito conciliar [neste caso o genérico, Leonardo Boff, é incompetente; ele pode, entretanto, falar do processo cruel a que foi submetido pelo Cardeal Ratzinger e de como foi defendido pelos cardeais Arns e Lorscheider];
i) lembre-se sempre de evidenciar que Bento XVI não faz nada e não diz nada que não tenha já dito ou feito o seu predecessor;
j) se o Papa diz algo que vai contra a sua fé política ou a de seu editor, vá correndo para a praça pública e grite: “Ingerência!”;
k) se o Papa, porém, disser algo contra a ideologia do partido que não agrada a você ou a seu editor, postule a advertência papal, o anátema ou a eventual excomunhão. Recorde que o Santo Padre e a Igreja não podem se calar. Cante “Hosanas” quando Bento XVI se exprime como agrada a você e a seu editor;
l) destaque que Bento XVI não é um Papa político mas, se fala de ética, faça com que as pessoas percebem que ele comete grave ingerência nos negócios políticos de um outro país;
m) a tal propósito cita o otto per mille [uma espécie de imposto italiano voluntário destinado às confissões religiosas], omitindo que ele vai para a CEI [conferência dos bispos italianos] e não para o Vaticano.

6) Quando se fala de Bento XVI na televisão:
 
a) evidencie sempre que é diferente de seu predecessor;
b) insinue que tem menos carisma ou que sequer tem algum;
c) entreviste pessoas que declaram preferir outros Papas;
d) se se está falando do Papa Bento, faça de modo que o discurso termine nos outros;
e) convide padres, bispos e cardeais muito hábeis em não falar do Papa Bento;
f) se é mesmo obrigado a fazer um programa sobre Ratzinger, o ponha no ar de manhã bem cedo ou à noite bem tarde;
g) faça transmissões ao vivo do Papa somente quando é necessário;
h) se possível grave os eventos e os transmita tarde da noite (JMJ de Madri docet);
i) finja maravilhar-se se o Papa faz algo de inesperado;
j) recorde aos telespectadores que quando foi eleito lhe parecia frio por ser alemão;
k) destaque que é um professor como se fosse um título de demérito;
l) procure fazer de forma que na mesma rede, na mesma semana (melhor ainda se no mesmo dia), o Papa Bento seja posto na berlinda enquanto o seu predecessor seja recordado com afeto;
m) quer, por acaso, deixar de entrevistar Hans Küng [no Brasil serve o genérico, Leonardo Boff]?

7) Se vêem à tona fatos ocorridos antes de 19 de abril de 2005:
 
a) faça de forma que seja questionado o Papa Ratzinger;
b) recolha apelos a fim de que o Papa intervenha em primeira pessoa, abrindo arquivos ou fazendo ele próprio apelos também sobre fatos de que não possa ter conhecimento;
c) entreviste Hans Küng [no Brasil serve o genérico, Leonardo Boff].

8) Quando se fala da relação entre Bento XVI e as outras religiões ou confissões cristãs:
 
a) ponha-se sempre, e em qualquer circunstância, do lado dos Protestantes;
b) quando se trata dos amigos judeus, não deixe de citar o fato de que o Papa é alemão, que revogou as excomunhões dos bispos lefebvrianos, em particular de Williamson, e que publicou a Summorum Pontificum;
c) evite como a peste recordar que a oração da Sexta-feira Santa jamais foi modificada nem por Paulo VI, nem por João Paulo II, e que Bento XVI a mudou para ir ao encontro dos judeus;
d) defenda sem reservas a tese do silêncio de Pio XII e recorde que Bento XVI declarou venerável o Papa Pacelli, mas omita observar que o processo de beatificação foi aberto em 1967;
e) quando se trata dos amigos muçulmanos, cite sempre o discurso de Ratisbona como pedra de tropeço;
f) faça sempre referência à aula de Ratisbona chamando-a “gafe”, “lapso”, “incidente”, como preferir;
g) por nada no mundo você deverá citar os progressos no diálogo entre católicos e muçulmanos ocorridos depois do discurso de Ratisbona;
h) não nomeie jamais os irmãos ortodoxos;
i) se os citar, jamais mencione a reaproximação entre católicos e ortodoxos, atribuindo o mérito ao Papa Bento XVI;
j) entreviste Hans Küng [no Brasil serve o genérico, Leonardo Boff];

9) Se há um aniversário particular que diz respeito ao Papa Bento:
 
a) regra de platina: ignore-o!
b) aja exatamente como se fez em 29 de junho de 2011 (60º aniversário de ordenação): finja que seja um dia qualquer para a Igreja;
c) esteja atento: comece já a pensar em 16 de abril de 2012, dia em que Bento XVI completará 85 anos;
d) de modo algum deverá se tornar uma ocasião para celebrar o Papa ou para constatar sua jovialidade mental e sua resistência física;
e) prepare-se desde já para o evento insistindo sobre a possibilidade de demissão;
f) a tal propósito não deixar de ouvir o parecer de Hans Küng [no Brasil serve o genérico, Leonardo Boff].

10) No que diz respeito às multidões que assistem aos eventos presididos por Bento XVI:
 
a) regra de diamante: ignore-as!
b) finja não ver os fiéis que participam do Ângelus e das audiências gerais;
c) se se apresenta um fiel a menos do que o previsto, faça disto a manchete e conte com o ábaco;
d) se porém as presenças superarem as expectativas, finja não ser nada, olhe para o outro lado e não fale mais disso;
e) insinua que os fiéis acorrem por causa da novidade, mas omita recordar que Bento é Papa há seis anos e meio;
f) para reforçar a tese conceda o devido espaço a Hans Küng [no Brasil serve o genérico, Leonardo Boff – arre, vade retro!].
Tradução: OBLATVS
 
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