quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

O Sentido real do Natal

Em entrevista ao noticias.cancaonova.com, Dom Henrique destaca como o cristão deve vivenciar esse tempo litúrgico e alerta para o processo de descristianização do Natal que tem acontecido na sociedade. 

noticias.cancaonova.com: Qual o sentido do Natal? Como cada cristão deve vivê-lo?

Dom Henrique: O Natal não é simplesmente a festa de um dia. É um tempo litúrgico, isto é, um tempo sagrado no qual nos ritos, palavras, gestos e símbolos da liturgia, cheios do Espírito Santo, a Igreja torna presente o mistério da graça da vinda do Filho de Deus para ser humano como nós, elevando a humanidade a Deus. Dito em outras palavras: o Natal é o tempo no qual a Igreja celebra a graça da manifestação, da aparição do Filho eterno do eterno Pai na nossa natureza humana. Este tempo é celebrado com cinco festas: a Natividade do Senhor, a Sagrada Família, Santa Maria Mãe de Deus, Epifania do Senhor e Batismo do Senhor. Há ainda uma sexta festa, fora do tempo do Natal, mas a ele ligada: a Apresentação do Senhor, no dia 2 de fevereiro.

noticias.cancaonova.com: Vivemos em uma época na qual o valor da celebração do nascimento do Senhor dá lugar ao espírito consumista que leva famílias inteiras a viverem a data como uma simples festividade. Na visão do senhor, essa seria mais uma tendência imposta pelo relativismo?

Dom Henrique: Mais do que relativismo, trata-se do processo de descristianização e de secularização. Mas, não culpo a mundo, culpo os membros da Igreja. Nossas Missas são piedosas, exprimem o sagrado, ajudam a contemplar o Mistério ou, ao invés, são shows, teatrinhos, oficina de criatividade tola do padre e de outros ministros? Nossa catequese e nossas homilias introduzem realmente no Mistério ou, ao invés, são discursos insossos sobre mil assuntos, relegando o essencial ao segundo plano? Basta ver o quanto não é boa a consciência, a vivência dos fiéis ao participarem dos ritos sagrados...

noticias.cancaonova.com: Sabemos que o Natal por se tratar de uma das grandes celebrações litúrgicas da Igreja convida os católicos a participarem das Missas próprias de cada dia. Além das Celebrações, os cristãos também são convidados a práticas de piedade diversas ou a outras ações concretas que incentivem a boa vivência do real espírito natalino?

Dom Henrique: É indispensável participar da Missa do Natal, de Santa Maria Mãe de Deus e do Domingo da Epifania. Também é tempo de uma oração em família mais cuidadosa, de um tempo mais longo de leitura e oração com a Palavra de Deus e de atenção aos pobres, sendo para eles uma presença de Cristo, que se fez presente na nossa pobreza.

noticias.cancaonova.com: O Papa disse no Natal de 2005 que Deus é tão grande, que se faz pequeno. A partir dessa afirmação do Pontífice podemos concluir que também somos convidados a entrar em cheio na espiritualidade de um Deus que é simples?

Dom Henrique: O Natal é a festa da pobreza de Deus: "Sendo rico se fez pobre para nos enriquecer com a sua pobreza". Deus se fez pequeno, fez-se um de nós. No natal experimentamos que não estamos sozinhos, que Deus caminha conosco, e somos convidados a descobri-lo nas coisas pequenas, no que é simples e aparentemente sem valor. Deus não é Deus do mega, mas do micro!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Universitários lotam Basílica de São Pedro para ouvir o Papa

Aproximadamente 10 mil universitários se reuniram, no final da tarde desta quinta-feira, na Basílica de São Pedro para um encontro com Bento XVI. O Papa iniciou sua homília citando o Apóstolo Tiago: “Sejam constantes, irmãos, até a vinda do Senhor”.

Após, Bento XVI fez um chamado aos universitários. “Para vocês que vivem no coração do ambiente cultural e social do nosso tempo, que experimentam as novas e mais refinadas tecnologias, que são protagonistas de um dinamismo histórico que parece irresistível, o convite do Apóstolo pode parecer um anacronismo, quase um convite a sair da história, a não desejar ver os frutos de seu trabalho, de sua pesquisa. Mas é assim mesmo?”, questiona Bento XVI.

“O convite para esperarmos Deus está ultrapassado? E ainda de uma maneira mais radical poderíamos nos perguntar: o que significa o Natal para mim; é realmente importante para a minha existência, para a construção da sociedade? São muitas, na nossa época, as pessoas, especialimente aquelas que vocês encontram nas salas de aula, que dão voz à pergunta se devemos esperar qualquer coisa ou qualquer um; se devemos esperar um outro messias, um outro deus; se vale à pena confiarmos naquela Criança que na noite de Natal encontraremos na manjedoura entre Maria e José”.

Exortando a sermos pacientes, outra vez citando o Apóstolo Tiago, que nos convida a sermos como o agricultor, o qual “espera com constância o precioso fruto da terra”, Bento XVI explicou a virtude deste sentimento.

“A paciência é a virtude daqueles que confiam em Deus e sua presença histórica. Daqueles que não se deixam vencer pela tentação de recolocar toda a esperança no imediato, em perspectivas horizontais, em projetos tecnicamente perfeitos, mas distantes da realidade mais profunda, aquela que conceda a dignidade mais alta à pessoa humana: a dimensão transcedente, o ser criatura imagem e semelhança de Deus, o de levar no coração do desejo de elevar-se a Ele”.

Rádio Vaticano

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Bento XVI na Missa Especial para a América Latina: "A terra deu seus frutos"

Nesta segunda-feira, 12 de dezembro, dia da memória litúrgica da Virgem de Guadalupe, Bento XVI presidiu, na Basílica de São Pedro, uma Missa especial para a América Latina, por ocasião do bicentenário de independência dos Estados do que a formam.

“A terra deu seus frutos”, iniciou o Papa em sua homilia que, falando em espanhol, desenvolveu essa citação do Evangelho: “A terra é Santa Maria, que vem da nossa terra, de nossa linhagem, deste barro, desta lama, de Adão [...] A terra deu seu fruto: primeiro, produziu uma flor [...]; depois esta flor se transformou em fruto, para que pudéssemos comê-lo, para que comêssemos sua carne. Querem saber qual é este fruto? É O Virgem que procede da Virgem; o Senhor, da escrava; Deus, do homem; o Filho, da Mãe; o fruto, da terra”.

O Pontífice prosseguiu, falando sobre a Virgem de Guadalupe: “A venerada imagem da Morenita del Tepeyac, de rosto doce e sereno, impressa no manto do índio São Juan Diego, se apresenta como ‘a sempre Virgem Maria, Mãe do verdadeiro Deus por quem se vive’ ”, disse o Papa. E, explicando suas palavras, descreveu-a: “Ela evoca a mulher vestida de sol, com a lua sob seus pés e uma coroa de doze estrelas sobre sua cabeça: a mulher está grávida e assinala a presença do Salvador a sua população indígena e mestiça. Ela nos conduz sempre a seu divino Filho, que se revela como fundamento da dignidade de todos os seres humanos, como um amor mais forte que os poderes do mal e a morte, sendo também fonte de alegria, confiança filial, consolo e esperança”.

Bento XVI abordou também os aspectos políticos da América Latina, e ressaltou que estamos avançando no caminho da sua integração da sua projeção no cenário internacional. “Nestas circunstâncias – disse o Santo Padre -, é importante que seus diversos povos salvaguardem seu rico tesouro de fé e seu dinamismo histórico-cultural, sendo sempre defensores da vida humana desde sua concepção até sua morte natural, e promotores da paz; devem tutelar igualmente a família em sua genuína natureza e missão, intensificando ao mesmo tempo uma vasta e capilar tarefa educativa que prepare corretamente as pessoas e as conscientize de suas capacidades, de modo que enfrentem digna e responsavelmente seu destino.”

O Santo Padre destacou também a Missão Continental e Aparecida: “A partir da minha responsabilidade de confirmar na fé, também eu quero encorajar o afã apostólico que atualmente impulsiona e pretende a "missão continental", promovida em Aparecida, para que "a fé cristã se enraize mais profundamente no coração das pessoas e dos povos da América Latina como acontecimento fundador e encontro vivificador com Cristo” (V Conferência Episcopal Latino-Americano e do Caribe, o documento final, 13).

No final da sua homilia, para a alegria dos fiéis da América Latina, o Papa confirmou a sua intenção de realizar uma Viagem Apostólica, ainda antes da Santa Páscoa, ao México e a Cuba. Segundo suas palavras: “para ali proclamar a Palavra de Cristo e confirmar a convicção de que este é um tempo precioso para evangelizar com uma fé firme, uma esperança viva, e uma caridade ardente”.

E Bento XVI também falou em português: “O Magnificat, que proclamamos no Evangelho, é «o cântico da Mãe de Deus e da Igreja, cântico da Filha de Sião e do novo Povo de Deus, cântico de ação de graças pela plenitude de graças distribuídas na Economia da Salvação, cântico dos ‘pobres’, cuja esperança é satisfeita pela realização das promessas feitas a nossos pais» (Catecismo da Igreja Católica, 2619). Em um gesto de reconhecimento ao seu Senhor e de humildade da sua serva, a Virgem Maria eleva a Deus o louvor por tudo o que Ele fez em favor do seu povo Israel. Deus é Aquele que merece toda a honra e glória, o Poderoso que fez maravilhas por sua fiel servidora e que hoje continua mostrando o seu amor por todos os homens, particularmente aqueles que enfrentam duras provas.”


Fonte: Rádio Vaticano

NOSSA SENHORA DE GUADALUPE, ROGAI POR NÓS!


No dia 9 de dezembro de 1531, na cidade do México, Nossa Senhora apareceu ao nobre índio Quauhtlatoatzin — que havia sido batizado com o nome de Juan Diego — e pediu-lhe que dissesse ao bispo da cidade para construir uma igreja em sua honra. Juan Diego transmitiu o pedido, e o bispo exigiu alguma prova de que efetivamente a Virgem aparecera. Recebendo de Juan Diego o pedido, Nossa Senhora fez crescer flores numa colina semi-desértica em pleno inverno, as quais Juan Diego devia levar ao bispo. Este o fez no dia 12 de dezembro, acondicionando-as no seu manto. Ao abri-lo diante do bispo e de várias outras pessoas, verificaram admirados que a imagem de Nossa Senhora estava estampada no manto. Muito resumidamente, esta é a história, que foi registrada em documento escrito. Se ficasse só nisso, facilmente poderiam os céticos dizer que é só história, nada há de científico.




domingo, 11 de dezembro de 2011

Domingo Gaudete


Gaudéte in Dómino semper: íterum díco, gaudéte: modéstia véstra nóta sit ómnibus homínibus: Dóminus prope est. Nihil sollíciti sítis: sed in ómni oratióne petitiónes véstrae innotéscant apud Déum.

Bênção da Pedra Fundamental da Capela do Seminário da Imaculada Conceição



Dia 8 de dezembro, Festa da Imaculada Conceição, Dom Fernando Arêas Rifan, Bispo da Administração Apostólica São João Maria Vianney, abençoou a pedra fundamental da Capela do Seminário da Imaculada Conceição da Administração Apostólica. Logo após celebrou nela a Primeira Santa Missa.



Veja mais aqui.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Pontifical Mass in EUA


Vídeo da Missa Pontifical pela Dedicação da capela do seminário da FSSP nos Estados Unidos.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Resposta de um comentário

Comentário:

PAX. Olá gostei muito do blog estão de Parabéns. Tenho algumas dúvidas...

1. Na vestição dos paramentos para a celebração da Santa Missa,por que o Sr. Bispo veste duas Dalmáticas ?

2. Na procissão de entrada, quem leva o Missal é o Diácono ou o Subdiácono ?

3. Em que momento durante as " Orações ao pé do Altar" o Bispo veste o Manípulo ? e quem o coloca o Diácono ou o Subdiácono ?

4. Durante a Santa Missa, o que seria aquele livro sobre o Altar, na frente do Bispo na hora da incensação das oblatas ? e por que depois ele é colocado de lado ? Peço que por favor me respondam a essas dúvidas, desde já agradeço. Fiquem com Deus, e sob a Proteção da Virgem Maria. PAX.

Resposta:

1. Primeiro, não são duas dalmáticas, e sim a dalmática e a tunicella. A tunicella é a veste do subdiácono, a dalmática do diácono e casula do sacerdote. O bispo as usa por ter a plenitude do sacramento da Ordem.

2. O Subdiácono.

3. Depois do "indulgentiam". O Subdiácono.

4. O Canon Missae. Porque ele substitui o missal, sendo o missal reservado para as orações do dia, e o canon para as partes fixas.

Comentário feito em Missa Pontifical celebrada no II Encontro Summorum Pontificum no Brasil

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Angelus na Solenidade da Imaculada Conceição


Queridos irmãos e irmãs!
Neste dia, a Igreja celebra solenemente a concepção imaculada de Maria. Como declarou o beato Pio IX na Carta Apostólica Ineffabilis Deus, de 1854, ela “foi preservada, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, imune de toda mancha de pecado original”. Tal verdade de fé é contida nas palavras de saudação do Arcanjo Gabriel: “Salve Maria, cheia de graça, o Senhor está contigo” (Lc 1,28).

A expressão “cheia de graça” indica a obra maravilhosa de amor de Deus, que quis nos devolver a vida e a liberdade, perdidas com o pecado, por meio de seu Filho Unigênito encarnado, morto e ressuscitado. Por isso, desde do século II, no Oriente e no Ocidente, a Igreja invoca e celebra a Virgem que, com o seu “sim”, aproximou o Céu da terra, tornando-se “geradora de Deus e enfermeira de nossa vida”, como expressa São Romano na melodia de uma antiga canção (Canticum XXV in Nativitatem B. Mariae Virginis, in J.B. Pitra, Analecta Sacra t. I, Paris, 1876, 198).

No século VII, São Sofrônio de Jerusalém elogia a grandeza de Maria, porque nela o Espírito Santo fez moradia: “Tu exerce toda a magnificência dos dons que Deus jamais ofereceu a qualquer pessoa humana. Mais que tudo, és rica da presença de Deus que mora em ti”.(Oratio II, 25 in SS. Deiparæ Annuntiationem: PG 87, 3, 3248 AB).

E São Beda, o venerábel, explica: “Maria é bendita entre as mulheres, porque com a dignidade da virgindade encontrou graça de ser geradora de um filho que é Deus” (Hom I, 3: CCL 122, 16).

Também a nós é doada a “plenitude da graça” que devemos fazer resplandecer em nossa vida, porque o “Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda bênção espiritual em Cristo, e nos acolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos. No seu amor nos predestinou para sermos adotados como filhos seus por Jesus Cristo, segundo beneplácito de sua libre vontade (Ef 1,3-5).

Esta filiação recebemos por meio da Igreja, no dia do Batismo. Sobre tal propósito, santa Hildegard de Bingen escreveu: “A Igreja é, portanto, a virgem mãe de todos os cristãos. Na força secreta do Espírito Santo os concebe e os dá a luz, oferecendo-os a Deus de maneira que sejam também chamados filhos de Deus” (Scivias, visio III, 12: CCL Continuatio Mediævalis XLIII, 1978, 142).

Entre tantos cantores da beleza espiritual da Mãe de Deus, destaca-se São Bernardo de Clairvaux que afirma que a invocação “Ave Maria, cheia de graça” é agradável a Deus, aos anjos e homens. Os homens, devido à maternidade, aos anjos graças a virgindade, a Deus graças a humildade” (Sermo XLVII, De Annuntiatione Dominica: SBO VI,1, Roma 1970, 266).

Queridos amigos, esperando cumprir nesta tarde, como é de costume, a homenagem a Maria Imaculada, na Praça da Espanha [em Roma], dirijamos nossa fervorosa oração àquela que intercede a Deus por nós, para que nos ajude a celebrar com fé o Natal do Senhor que se aproxima.

SOLENIDADE DA IMACULADA CONCEIÇÃO DA VIRGEM MARIA



A sua «mensagem» mais não é que Jesus, Ele que é toda a sua vida. É graças a Ele e por Ele que ela é a Imaculada. E como Filho de Deus fez-se homem por nós, de modo que também ela, a Mãe, foi preservada do pecado para nós, para todos, como antecipação da salvação de Deus para cada homem. Assim Maria diz-nos que todos somos chamados a abrir-nos à acção do Espírito Santo para podermos chegar, no nosso destino final, a ser imaculados, plena e definitivamente livres do mal.

Bento XVI
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