sábado, 28 de janeiro de 2012

Summorum Pontificum em São Luís - Maranhão

Ad maiorem Dei gloriam!


Quase cinco anos após a promulgação do Motu Proprio Summorum Pontificum
com o qual o Papa Bento XVI estende a toda a Igreja o Rito Romano na sua forma antiga
e nos 400 anos de Evangelização do Maranhão, em São Luis um grupo estável de fiéis
em conformidade as determinações do Sumo Pontífice
pede a Santa Missa no antiguíssimo Rito Dâmaso-Gregoriano
ou, como é chamado atualmente,
Forma Extraordinária do Rito Romano

http://summorumpontificumslz.blogspot.com/

Visto em: subsidioliturgico.blogspot.com

Splendore della Liturgia a Concesa











Solemnità della S. María Madre di Dio, Santa Messa Pontificale (novus Ordo e versus Deum) con Orchesta (Missa Sacra - op. 147 R. Schumann), celebrata da Mons. Antonio G. Filipazzi, Nunzio Apostolico in Indonesia e intronizzazione della immagine della Madonna di Fatima - Concesa, Santuario della Divina Maternità, 1 gennaio 2012.





Vigilia della Solennità della s. Maria Madre di Dio, Adorazione Eucaristica, Bendizione, Te Deum, Consacrazione del Genere Umano al S. Cuore e canto del Veni Creator - Concesa, Santuario della Divina Maternità.








Natale, Messa di mezzanotte, Novus ordo, Versus Deum, Concesa, Santuario de la Divina Maternità, 24 diciembre 2011.

Immagini delle celebrazioni di Natale al Convento dei PP Carmelitani scalzi di Concesa di Trezzo sull'Adda, Milano, Santuario della Divina Maternità.

I Carmelitani, esempio per l' Ordine e la Chiesa, celebrano la Liturgia Novus Ordo, ammirabilmente, seguendo l'ermeneutica della continuità, del Santo Padre. Si celebra la Forma Extraordinaria ogni settimana e in alcune occasioni Solenni.

Música Papal (XXI)


Litania Sanctórum

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A liturgia fonte de vida, de oração e de catequese (CIC 1071-1075)

Rubrica de teologia aos cuidados do padre Mauro Gagliardi

Os números 1071-1075 do Catecismo da Igreja Católica (CIC) falam da sagrada liturgia como fonte de vida, e da sua relação com a oração e a catequese. A liturgia é fonte de vida, principalmente porque é "obra de Cristo" (CIC, 1071). Segundo, porque "é também uma ação da sua Igreja" (ibid.). Mas entre esses dois aspectos, qual é o mais importante? E, também, o que significa neste contexto a palavra "vida"?

Responde o Concílio Vaticano II: "Da Liturgia, pois, em especial da Eucaristia, corre sobre nós, como de sua fonte, a graça, e por meio dela conseguem os homens com total eficácia a santificação em Cristo e a glorificação de Deus, a que se ordenam, como a seu fim, todas as outras obras da Igreja."(Sacrosanctum Concilium [SC], 10). Compreende-se assim que, quando se diz que a liturgia é fonte de vida, se quer dizer que dela jorra a graça. Com isso, já se respondeu à primeira pergunta: a liturgia é fonte de vida principalmente porque é obra de Cristo, Autor da graça.

Um princípio clássico do catolicismo, no entanto, diz que a graça não tira a natureza, mas a supõe e a aperfeiçoa (cf. S. Tomás de Aquino, Summa Theologiae, I, 1, 8 ad 2, etc.).Por isso, também o homem coopera com o culto litúrgico, que é ação sacerdotal do "Cristo todo inteiro", ou seja da Cabeça, que é Jesus, e dos membros, que são os batizados. Assim, a liturgia é fonte de vida também enquanto ação da Igreja. Justo em quanto obra de Cristo e da Igreja, a liturgia é "ação sagrada por excelência" (SC 7), doa aos fiéis a vida de Cristo e requer a sua participação consciente, ativa e frutuosa (cf. SC, 11). Aqui se compreende também a ligação da sagrada liturgia com a vida de fé: podemos dizer “da Vida à vida”. A graça que nos é dada por Cristo na liturgia exige uma participação vital: "A Sagrada liturgia não esgota toda a ação da Igreja" (SC, 9), na verdade, " Deve ser precedida pela evangelização, pela fé e pela conversão, e só então pode produzir os seus frutos na vida dos fiéis "(CIC, 1072).

Não é por acaso que, no momento de recolher os escritos litúrgicos de J. Ratzinger em um único volume, intitulado Teologia da Liturgia, se pensou expressar uma das intuições fundamentais do autor acrescentando o subtítulo: A fundação sacramental da existência cristã. É uma tradução em termos teológicos do que Jesus disse no Evangelho com as palavras: "Sem mim, nada podeis fazer" (Jo 15.5). Na liturgia nós recebemos o dom daquela vida divina de Cristo, sem a qual não podemos fazer nada de válido para a salvação. Assim, a vida do cristão não é senão uma continuação, ou o fruto da graça que é recebida no culto divino, especialmente na Eucaristia.

Em segundo lugar, a liturgia tem uma relação estreita com a oração. Mais uma vez, o foco de entendimento dessa relação é o Senhor: " A liturgia é também participação na oração de Cristo, dirigida ao Pai no Espírito Santo. Nela, toda a oração cristã encontra a sua fonte e o seu termo" (CIC, 1073). A liturgia é, portanto, também, uma fonte de oração. A partir dela, aprendemos a rezar no modo correto. Uma vez que a liturgia é a oração sacerdotal de Jesus, o que podemos aprender dela para a nossa oração pessoal? Em que consistia a oração do Senhor? "Para compreender a Jesus são fundamentais as referências recorrentes ao fato de que ele se retirava “à montanha" e lá orava por noites inteiras, “sozinho" com o Pai. [...] Esta "oração" de Jesus é a conversa do Filho com o Pai em que estão envolvidos a consciência e a vontade humanas, a alma humana de Jesus, de modo que a "oração" do homem possa tornar-se participação na comunhão do Filho com o Pai" (J. Ratzinger/Benedetto XVI, Gesù di Nazaret, I, Rizzoli, Milano 2007, pp. 27-28 [tradução nossa]). Em Jesus, a oração "pessoal" não é distinta da sua oração sacerdotal: de acordo com a Carta aos Hebreus, a oração que Jesus suportou durante a Paixão "constitui a atuação do sumo sacerdócio de Jesus. Precisamente no seu grito, choro e oração Jesus faz o que é próprio do sumo sacerdote: Ele eleva ao alto o trabalho do ser humano junto à Deus. Leva o homem diante de Deus” (ibid., II, LEV, Città del Vaticano 2010, p. 184).

Em uma palavra, a oração de Jesus é uma oração de colóquio, uma oração dirigida na presença de Deus. Jesus nos ensina este tipo de oração: "É necessário ter sempre viva esta relação e reconduzir-vos continuamente aos acontecimentos cotidianos. Vamos rezar mais e melhor quanto mais nas profundezas da nossa alma haja a orientação em direção a Deus "(ibid., I, p. 159). A liturgia, portanto, nos ensina a orar porque nos reorienta constantemente a Deus: "Corações ao alto – O nosso coração está em Deus”. A oração é estar dirigido ao Senhor – e isto é também o sentido profundo da participação ativa na liturgia.

Finalmente, a oração é "lugar privilegiado da catequese [...] em quanto procede do visível para o invisível" (CIC, 1074-1075). Isto implica que os textos, os sinais, os ritos, os gestos, e os elementos ornamentais da liturgia devem ser tais, que transmitam realmente o Mistério que significam e que possam assim serem utilmente explicados dentro da catequese mistagógica.

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* Don Mauro Gagliardi é Professor titular no Pontifício Athenaeum "Regina Apostolorum", Professor encarregado na Università Europea di Roma, consultor do Departamento das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice e da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

Fonte: Zenit

Música Papal (XIX)


Glória - Papae Marcelli (Palestrina)

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Música Papal (XVIII)


Kyrie - Papae Marcelli (Palestrina)

Festa da Conversão de São Paulo


"... e já perto de Damasco, envolveu-o de súbito uma luz vinda do céu. Caindo em terra ouviu uma voz que lhe dizia: 'Saulo, Saulo, por que me persegues?' E ele disse: 'Quem sois vós, Senhor?' E respondeu o Senhor: 'Eu sou Jesus aquele que persegues'. Duro te é recalcitrar contra o aguilhão". (At. 9,3-5)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Reforma da Reforma: "Missa da Sacra Rota Romana"

A missa da Rota Romana foi celebrada pelo cardeal Bertone, secretário de Estado do Vaticano, no dia 21 passado, na Capela Paulina. Concelebraram os auditores da Sacra Rota.

Destaca-se o uso de paramentos tradicionais pelos celebrantes e o arranjo beneditiano. Parabéns ao cerimoniário pontifício Guillermo Javier Karcher.













Música Papal (XVII)


Jesu, dulcis memoria

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Twitaço Católico

"vivas tanto ou mais que Pedro..."
 
 
Nesta última quinta feira, das 18,00 às 19,00 horas, milhares de católicos uniram-se em uma manifestação pacífica e civilizada, através de um "twitaço", exigindo a retratação de um deputado, por sinal, eleito com votos de sobra, recebidos de seu partido.

Em infeliz declaração, o deputado, desrespeitosamente, referiu-se ao Santo Padre, o Papa Bento XVI acusando-o de ligações com o nazismo, entre outras pérolas.

É importante salientar o direito que nós, católicos, cidadãos deste país, temos de demonstrar democraticamente, nossas opiniões. É interessante ver que, quando os católicos usam deste direito, há gente que se enerva e, imediatamente, passa à agressão verbal. Ao "twitaço", o deputado respondeu dizendo que os católicos "são medíocres"... Já seu partido, chama-nos de "canalhas".

O bem sucedido "twitaço", que manteve por mais de duas horas o trend "#RetrateseDepJeanWyllys" em segundo lugar entre os demais, (Note-se que o primeiro lugar foi ocupado, em boa parte do dia, pelo "Megaupload") é assunto em outras partes do mundo.

Mas, vale a pena ver as afirmações do "nobre" deputado, para que se possa avaliar sua visão, em relação à Igreja, ao Santo Padre e aos católicos, em geral: (a ordem é inversa...)


Em movimento crescente, a metralhadora acusatória do deputado perde o foco inicial de atingir o Santo Padre e passa a disparar tiros e mais tiros para todos os lados. O deputado sem votos suficientes, arvora-se em defensor da civilização, a partir de um conhecimento histórico viciado por uma calamitosa visão cheia de preconceitos e erros. Pior de tudo, é que estudou... Interessante que, em um de seus discursos em Plenário, o deputado apresenta-se como alguém que teve "participação na Pastoral da Juventude Estudantil e na Pastoral da Juventude do Meio Popular, da Igreja Católica".

Ou seja, vergonhosamente, cospe no prato onde comeu.
Em sua míope visão do mundo, da história e da sociedade, a culpa de todos os males da humanidade é debitada à Igreja. Típico discurso marxista, já sobejamente conhecido nestes ambientes pseudo culturais por onde transita o deputado. Sua excelência parece ter estagnado no tempo: esquece-se de que onde mais existiu preconceito (inclusive contra homossexuais), perseguição, gulags, assassinatos em massa, deportações e as mais cruéis violações dos direitos humanos foram nos ambientes idilicamente sonhados como perfeitos por marxistas que sempre viveram no Brasil.

Em relação às ofensas perpetradas contra o Santo Padre, a meu ver, caberia no mínimo um pedido oficial de explicações ao deputado, por parte da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Infelizmente, tal atitude não foi tomada.

Como Bispo da Igreja, não posso calar-me frente à afronta vergonhosa e covarde à pessoa do Santo Padre. Bento XVI, mais do que Chefe de um Estado com o qual o Brasil mantém relações amistosas, é o Chefe de uma instituição que tem cerca de dois mil anos de história a serviço da humanidade. Antes de emitir um julgamento histórico em relação à Igreja, um parlamentar tem a obrigação de, pelo menos, não dizer bobagens fundadas em inverdades e preconceitos.

É em nome da população católica do Brasil, que sustenta seus representantes no Congresso (mesmo aqueles que, de forma "biônica" a ele foram associados, ou seja, sem votos pessoais suficientes) que exige-se, no mínimo, uma retratação do infeliz deputado.

Como católicos, temos o direito de nos manifestar e expressar nossas opiniões e nossas discordâncias. O Santo Padre tem o direito de ensinar publicamente a Doutrina de Cristo e da Igreja, em questões doutrinais, disciplinares, morais etc.

O laicismo preconizado pelo deputado é, na verdade, autoritário, antidemocrático e fundado em ideologias sobejamente conhecidas, cerceadoras da verdadeira liberdade. Se depender deste deputado, vamos voltar às catacumbas.


+ Antonio Carlos Rossi Keller
Bispo de Frederico Westphalen (RS)
 

Música Papal (XIII)


Domine, Dominus noster
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