domingo, 19 de fevereiro de 2012
sábado, 18 de fevereiro de 2012
"Sem sobra de dúvidas: Sua Eminência Karl Josef Becker"
Postado por
Caio Vinícius

Ao contrário do que foi anunciado no boletim diário da Santa Sé no dia 3 de fevereiro, onde se anunciou que o então padre Karl Becker, S.I, não seria criado cardeal no dia 18 do citado mês, mas de forma privada e em outro dia, o mesmo Karl compareceu ao dia de reflexões antes do consistório e hoje recebeu o barrete cardinalício.
O boletim da Santa Sé dizia que o motivo da ausência do cardeal seria por motivos de saúde, visto que o cardeal Becker tem oitenta e três anos, porém, dias depois a mídia The Tablet afirmava que o padre Karl gozava de plena saúde, e que a notícia da postergação de sua criação como cardeal havia causado perplexidade ante seus confrades. Tinha-se notícia que o renomado professor já havia enviado convites e preparado suas alfaias púrpuras.
Aconteceu que ontem, 17 de fevereiro, o papa reuniu na sala do sínodo, os vinte e dois cardeais a serem criados no dia seguinte, e alguns outros purpurados. A intenção desta reunião seria um dia de formação e reflexão sobre a Nova Evangelização, e a "Missio ad Gentes". Neste encontro o padre Karl esteve presente, e neste ato levantou-se a pergunta: "Será que ele será criado cardeal amanhã, mesmo sendo sua criação adiada?" Resposta: "Sim".
O renomado professor, o cardeal Becker trabalhou como perito nas discussões teológicas e doutrinárias entre a Santa Sé e a Fraternidade São Pio X. Por dezenas de anos foi consultor da Congregação para a Doutrina da Fé, ou seja, trabalhou com o cardeal Ratzinger (Bento XVI), e seria hoje, o cardeal com o mais próximo pensamento ao do Papa.
Alocução do Santo Padre durante o Consistório Ordinário Público
Postado por
Caio Vinícius
«Tu es Petrus, et super hanc petram ædificabo Ecclesiam
meam»
Venerados Irmãos,
Amados irmãos e irmãs!
Com estas palavras do cântico de entrada, teve início o rito solene e sugestivo do Consistório Ordinário Público para a criação dos novos Cardeais, que inclui a imposição do barrete cardinalício, a entrega do anel e a atribuição do título. Trata-se das palavras com que Jesus constituiu, eficazmente, Pedro como firme alicerce da Igreja. E o factor qualificativo deste alicerce é a fé: realmente Simão torna-se Pedro – rocha – por ter professado a sua fé em Jesus, Messias e Filho de Deus. Quando anuncia Cristo, a Igreja está ligada a Pedro, e Pedro permanece colocado na Igreja como rocha; mas, quem edifica a Igreja, é o próprio Cristo, sendo Pedro um elemento particular da construção. E deve sê-lo por meio da fidelidade à sua confissão feita junto de Cesareia de Filipe, ou seja, em virtude da afirmação: «Tu és Cristo, o Filho de Deus vivo».
As palavras, que Jesus dirige a Pedro, põem claramente em destaque o carácter eclesial da celebração de hoje. De facto, através da atribuição do título duma igreja desta Cidade [de Roma] ou duma diocese suburbicária, os novos Cardeais ficam, para todos os efeitos, inseridos na Igreja de Roma guiada pelo Sucessor de Pedro, para cooperar estreitamente com ele no governo da Igreja universal. Estes dilectos Irmãos, que dentro de momentos começarão a fazer parte do Colégio Cardinalício, unir-se-ão, por vínculos novos e mais fortes, não só com o Pontífice Romano mas também com toda a comunidade dos fiéis espalhada pelo mundo inteiro. Com efeito, no desempenho do seu peculiar serviço de apoio ao ministério petrino, os neo-purpurados serão chamados a analisar e avaliar os casos, os problemas e os critérios pastorais que dizem respeito à missão da Igreja inteira. Nesta delicada tarefa, servir-lhes-á de exemplo e ajuda o testemunho de fé prestado pelo Príncipe dos Apóstolos, com a sua vida e morte, pois, por amor de Cristo, deu-se inteiramente até ao sacrifício extremo.
É com este significado que se deve entender também a imposição do barrete vermelho. Aos novos Cardeais, é confiado o serviço do amor: amor a Deus, amor à sua Igreja, amor aos irmãos com dedicação absoluta e incondicional – se for necessário – até ao derramamento do sangue, como diz a fórmula para a imposição do barrete cardinalício e como indica a cor vermelha das vestes que trazem. Além disso, é-lhes pedido que sirvam a Igreja com amor e vigor, com a clareza e a sabedoria dos mestres, com a energia e a fortaleza dos pastores, com a fidelidade e a coragem dos mártires. Trata-se de ser servidores eminentes da Igreja, que encontra em Pedro o fundamento visível da unidade.
No texto evangélico há pouco proclamado, Jesus apresenta-Se como servo, oferecendo-Se como modelo a imitar e a seguir. No cenário de fundo do terceiro anúncio da paixão, morte e ressurreição do Filho do Homem, sobressai, pelo seu clamoroso contraste, a cena dos dois filhos de Zebedeu, Tiago e João, que, ao lado de Jesus, ainda correm atrás de sonhos de glória. Pediram-Lhe: «Concede-nos que, na tua glória, nos sentemos um à tua direita e outro à tua esquerda» (Mc 10, 37). Contundente é a resposta de Jesus, e inesperada a sua pergunta: «Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que Eu bebo?» (Mc 10, 38). A alusão é claríssima: o cálice é o da paixão, que Jesus aceita para cumprir a vontade do Pai. O serviço a Deus e aos irmãos, a doação de si mesmo: esta é a lógica que a fé autêntica imprime e gera na nossa existência quotidiana, mas que está em contradição com o estilo mundano do poder e da glória.
Com o seu pedido, Tiago e João mostram que não compreendem a lógica de vida que Jesus testemunha, aquela lógica que deve – segundo o Mestre –caracterizar o discípulo no seu espírito e nas suas acções. E a lógica errada não reside só nos dois filhos de Zebedeu, mas, segundo o evangelista, contagia também «os outros dez» apóstolos, que «começaram a indignar-se contra Tiago e João» (Mc 10, 41). Indignam-se, porque não é fácil entrar na lógica do Evangelho, deixando a do poder e da glória. São João Crisóstomo afirma que ainda eram imperfeitos os apóstolos todos: tanto os dois que procuravam obter precedência sobre os outros dez, como os dez que tinham inveja dos dois (cf. Comentário a Mateus, 65, 4: PG 58, 622). E São Cirilo de Alexandria, ao comentar passagens paralelas no Evangelho de Lucas, acrescenta: «Os discípulos caíram na fraqueza humana e puseram-se a discutir uns com os outros qual deles seria o chefe, ficando superior aos outros. (…) Isto aconteceu e foi-nos narrado para nosso proveito. (…) O que sucedeu aos santos Apóstolos pode revelar-se, para nós, um estímulo à humildade» (Comentário a Lucas, 12, 5, 24: PG 72, 912). Este episódio deu ocasião a Jesus para Se dirigir a todos os discípulos e «chamá-los a Si», de certo modo para os estreitar a Si, a fim de formarem como que um corpo único e indivisível com Ele, e indicar qual é a estrada para se chegar à verdadeira glória, a de Deus: «Sabeis como aqueles que são considerados governantes das nações fazem sentir a sua autoridade sobre elas, e como os grandes exercem o seu poder. Não deve ser assim entre vós. Quem quiser ser grande entre vós, faça-se vosso servo, e quem quiser ser o primeiro entre vós, faça-se o servo de todos» (Mc 10, 42-44).
Domínio e serviço, egoísmo e altruísmo, posse e dom, lucro e gratuidade: estas lógicas, profundamente contrastantes, defrontam-se em todo o tempo e lugar. Não há dúvida alguma sobre a estrada escolhida por Jesus: e não Se limita a indicá-la por palavras aos discípulos de ontem e de hoje, mas vive-a na sua própria carne. Efectivamente explica: «Também o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua via em resgate por muitos» (Mc 10, 45). Estas palavras iluminam, com singular intensidade, o Consistório público de hoje. Ecoam no fundo da alma e constituem um convite e um apelo, um legado e um encorajamento especialmente para vós, amados e venerados Irmãos que estais para ser incluídos no Colégio Cardinalício.
Segundo a tradição bíblica, o Filho do Homem é aquele que recebe de Deus o poder e o domínio (cf. Dn 7, 13-14). Jesus interpreta a sua missão na terra, sobrepondo à figura do Filho do Homem a imagem do Servo sofredor descrita por Isaías (cf. Is 53, 1-12). Ele recebe o poder e a glória apenas enquanto «servo»; mas é servo na medida em que assume sobre Si o destino de sofrimento e de pecado da humanidade inteira. O seu serviço realiza-se na fidelidade total e na plena responsabilidade pelos homens. Por isso, a livre aceitação da sua morte violenta torna-se o preço de libertação para muitos, torna-se o princípio e o fundamento da redenção de cada homem e de todo o género humano.
Amados Irmãos que estais para ser inscritos no Colégio Cardinalício! Que a doação total de Si mesmo, feita por Cristo na cruz, vos sirva de norma, estímulo e força para uma fé que actua na caridade. Que a vossa missão na Igreja e no mundo se situe sempre e só «em Cristo» e corresponda à sua lógica e não à do mundo, sendo iluminada pela fé e animada pela caridade que nos vem da Cruz gloriosa do Senhor. No anel que daqui a pouco vos entregarei, aparecem representados São Pedro e São Paulo e, no centro, uma estrela que evoca Nossa Senhora. Trazendo este anel, sois convidados diariamente a recordar o testemunho de Cristo que os dois Apóstolos deram até ao seu martírio aqui em Roma, tornando assim fecunda a Igreja com o seu sangue. Por sua vez a evocação da Virgem Maria constituirá para vós um convite incessante a seguir Aquela que permaneceu firme na fé e serva humilde do Senhor.
Ao concluir esta breve reflexão, quero dirigir a minha grata e cordial saudação a todos vós aqui presentes, particularmente às Delegações oficiais de diversos Países e aos Representantes de numerosas dioceses. No seu serviço, os novos Cardeais são chamados a permanecer fiéis a Cristo, deixando-se guiar unicamente pelo seu Evangelho. Amados irmãos e irmãs, rezai para que possa reflectir-se ao vivo neles o Senhor Jesus, o nosso único Pastor e Mestre e a fonte de toda a sabedoria que indica a estrada a todos. E rezai também por mim, para que sempre possa oferecer ao Povo de Deus o testemunho da doutrina segura e reger, com suave firmeza, o timão da santa Igreja.
Do Boletim Diário da Santa Sé
Lista dos Títulos e Diaconias conferidas aos novos cardeais
Postado por
Caio Vinícius
Eis a lista dos Títulos ou Diaconias conferidas pelo Santo Padre aos vinte e dois novos cardeais da Santa Madre Igreja:
1. Card. FERNANDO FILONI, Diaconia di Nostra Signora di Coromoto in San Giovanni di Dio
2. Card. MANUEL MONTEIRO DE CASTRO, Diaconia di San Domenico di Guzman
3. Card. SANTOS ABRIL Y CASTELLÓ, Diaconia di San Ponziano
4. Card. ANTONIO MARIA VEGLIÒ, Diaconia di San Cesareo in Palatio
5. Card. GIUSEPPE BERTELLO, Diaconia dei Santi Vito, Modesto e Crescenzia
6. Card. FRANCESCO COCCOPALMERIO, Diaconia di San Giuseppe dei Falegnami
7. Card. JOÃO BRAZ DE AVIZ, Diaconia di Sant’Elena fuori Porta Prenestina
8. Card. EDWIN FREDERICK O’BRIEN, Diaconia di San Sebastiano al Palatino
9. Card. DOMENICO CALCAGNO, Diaconia dell’Annunciazione della Beata Vergine Maria a Via Ardeatina
10. Card. GIUSEPPE VERSALDI, Diaconia del Sacro Cuore di Gesù a Castro Pretorio
11. Card. GEORGE ALENCHERRY, Titolo di San Bernardo alle Terme
12. Card. THOMAS CHRISTOPHER COLLINS, Titolo di San Patrizio
13. Card. DOMINIK DUKA, O.P., Titolo dei Santi Marcellino e Pietro
14. Card. WILLEM JACOBUS EIJK, Titolo di San Callisto
15. Card. GIUSEPPE BETORI, Titolo di San Marcello
16. Card. TIMOTHY MICHAEL DOLAN, Titolo di Nostra Signora di Guadalupe a Monte Mario
17. Card. RAINER MARIA WOELKI, Titolo di San Giovanni Maria Vianney
18. Card. JOHN TONG HON, Titolo della Regina Apostolorum
19. Card. LUCIAN MUREŞAN, Titolo di Sant’Atanasio
20. Card. JULIEN RIES, Diaconia di Sant’Antonio di Padova a Circonvallazione Appia
21. Card. PROSPER GRECH, O.S.A., Diaconia di Santa Maria Goretti
22. Card. KARL JOSEF BECKER, S.I., Diaconia di San Giuliano Martire
Do Boletim Diário da Santa Sé
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Dia de Reflexões antes do Consistório
Postado por
Caio Vinícius
Música Papal (XL)
Postado por
Caio Vinícius
Facies unctionis
Obs.: Estaremos encerrando por tempo indeterminado as postagens com as músicas papais. Em breve postaremos vídeos sobre a Liturgia Papal como um todo.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Papa nomeia bispo para Pesqueira e arcebispo para Campinas
Postado por
Paulo Roberto
O papa Bento XVI nomeou na manhã de
hoje, 15, para a diocese vacante de Pesqueira (PE), o bispo auxiliar de
Fortaleza (CE), dom José Luiz Ferreira Salles. E para a arquidiocese de
Campinas (SP), transferiu o bispo de Mogi das Cruzes (SP), dom Airton
José dos Santos.
Dom
José Luiz Ferreira Salles nasceu em janeiro de 1957, em Itirapina (SP).
Sua ordenação episcopal foi em sua terra natal, em 1985, e a ordenação
episcopal foi em 2006, na capital cearense.
Já
o novo arcebispo de Campinas, dom Airton José dos Santos, nasceu em
1956, em Bom Repouso (MG). Sua ordenação episcopal se deu no dia
02/03/2002, em São Bernardo do Campo (SP). Estudou Filosofia na
Faculdade Associadas do Ipiranga (SP) e Teologia na Pontifícia
Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção (SP).
Dom
José Luiz Ferreira Salles nasceu em janeiro de 1957, em Itirapina (SP).
Sua ordenação episcopal foi em sua terra natal, em 1985, e a ordenação
episcopal foi em 2006, na capital cearense.
Fez Filosofia na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (SP) e Teologia no Instituto Teológico São Paulo (SP).
Dom José Luiz já trabalhou nas Missões
Populares, foi coordenador da equipe missionária em Garanhuns (PE),
administrador paroquial na par[oquia de São Pedro, em Caraúbas, da
diocese de Campina Grande (PB) e foi nomeado reitor da Casa de Teologia
Inter-Provincial dos Missionários Redentoristas em Fortaleza
(2005-2006).
Seu lema episcopal é “Deus é Amor”.
Dom Airton José
Já
o novo arcebispo de Campinas, dom Airton José dos Santos, nasceu em
1956, em Bom Repouso (MG). Sua ordenação episcopal se deu no dia
02/03/2002, em São Bernardo do Campo (SP). Estudou Filosofia na
Faculdade Associadas do Ipiranga (SP) e Teologia na Pontifícia
Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção (SP).
Dom Airton foi bispo auxiliar de Santo
André (SP), secretário do Regional Sul 1 da CNBB (São Paulo), membro da
Comissão Episcopal para os Tribunais Eclesiásticos de Segunda Instância
(2007 a 2011).
Seu lema Episcopal é “Para Fazer ó Deus a Tua Vontade”.
Visto em: CNBB
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