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sexta-feira, 15 de julho de 2016

O discurso inaugural do Card. Sarah no Sacra Liturgia UK 2016

Pax et bonum!

Nos últimos dias muitos blogs e sites fizeram eco às palavras do Cardeal Robert Sarah, proferidas em seu discurso inaugural na conferência Sacra Liturgia UK 2016, que se encerra hoje. Pensamos que poderíamos apenas repostar a notícia de algum blog, mas achamos por bem ir além.

Após algumas pesquisas, encontramos uma página em que o discurso parece estar colocado na íntegra e logo iniciamos um trabalho de tradução.

Abaixo segue esta nossa tradução, que ainda poderá passar por alguma melhoria. Todavia, tivemos pressa em colocar o texto sob a apreciação de nossos leitores e esperamos que seja de bom proveito.

SACRA LITURGIA UK 2016Oratório de São Filipe Néri (Oratório de Brompton),Londres, 05/07/2016
Em primeiro lugar quero expressar minha gratidão à S. Ema., o Cardeal Vincent Nichols, por suas boas vindas à Arquidiocese de Westminster e por suas gentis palavras de saudação. Assim também quero agradecer à S. Exa., o Bispo Dominique Rey, Bispo de Fréjus-Toulon, pelo seu convite para estar presente com vocês nesta terceira conferência internacional "Sacra Liturgia", e para apresentar a vocês o discurso de abertura nesta tarde. Parabenizo V. Exa. nesta iniciativa internacional de promover o estudo da importância da formação e da celebração litúrgicas na vida e na missão da Igreja.

Neste discurso quero colocar diante de vocês algumas considerações sobre como a Igreja Ocidental pode caminhar rumo a uma implementação mais fiel da Sacrosanctum Concilium. Fazendo isto, proponho a seguinte pergunta: "O que os Padres do Concílio Vaticano Segundo tinham em mente com a reforma litúrgica?" Assim, gostaria de considerar como suas intenções foram implementadas seguindo o Concílio. Enfim, gostaria de colocar algumas sugestões para a vida litúrgica da Igreja hoje, de modo que nossa prática litúrgica possa mais fielmente refletir as intenções dos Padres Conciliares.

É muito claro, penso, que a Igreja ensina que a liturgia católica é o lugar singularmente privilegiado da ação salvadora de Cristo em nosso mundo hoje, por meio da real participação em que recebemos sua graça e sua força que são tão necessárias para nossa perseverança e crescimento na vida cristã. É o lugar divinamente instituído onde vamos cumprir nosso dever de oferecer sacrifício a Deus, de oferecer o Único Verdadeiro Sacrifício. É onde percebemos nossa profunda necessidade de adorar o Deus todo-poderoso. A liturgia católica não é uma reunião humana ordinária.

Quero sublinhar um fato muito importante aqui: Deus, não o homem, está no centro da liturgia católica. Viemos adorá-lo. A liturgia não é sobre você e eu; não é onde celebramos nossa própria identidade ou conquistas ou onde exaltamos ou promovemos nossa própria cultura e costumes religiosos locais. A liturgia é primeiro e acima de tudo sobre Deus e o que ele fez por nós. Em sua Divina Providência, o Deus todo-poderoso fundou a Igreja e instituiu a Sagrada Liturgia por meio da qual somos capazes de oferecer-lhe um culto verdadeiro de acordo com a Nova Aliança estabelecida por Cristo. Fazendo isto, ao adentrar as exigências dos ritos sagrados desenvolvidos na tradição da Igreja, recebemos nossa verdadeira identidade e significado como filhos e filhas do Pai.

É essencial que compreendamos esta especificidade do culto católico, pois em décadas recentes temos visto muitas celebrações litúrgicas onde o povo, personalidades e conquistas humanas têm sido proeminentes demais, quase ao ponto da exclusão de Deus. Como o Cardeal Ratzinger escreveu uma vez: "Se a liturgia aparece antes de tudo como uma oficina (um workshop) para nossa atividade, então aquilo que é enssencial foi esquecido: Deus. Pois a liturgia não é sobre nós, mas sobre Deus. Esquecer Deus é o perigo mais iminentes de nossa era" (Joseph Ratzinger, Theology of the Liturgy, Collected Works vol. 11, Ignatius Press, San Francisco 2014, p. 593).

Precisamos ser completamente claros sobre a natureza do culto católico se pretendemos ler corretamente e implementar fielmente a Constituição do Concílio Vaticano II sobre a Sagrada Liturgia.

sábado, 14 de setembro de 2013

VI aniversário da entrada em vigor do Motu Proprio Summorum Pontificum!


"Não existe qualquer contradição entre uma edição e outra do Missale Romanum. Na história da Liturgia, há crescimento e progresso, mas nenhuma ruptura. Aquilo que para as gerações anteriores era sagrado, permanece sagrado e grande também para nós, e não pode ser de improviso totalmente proibido ou mesmo prejudicial."
 (Bento XVI no "Summorum Pontificum")



sexta-feira, 5 de julho de 2013

Papa Francisco, na presença de Bento XVI, inaugurou imagem de São Miguel Arcanjo nos Jardins Vaticanos







Após a Missa celebrada na manhã desta sexta-feira na Casa Santa Marta, o Papa Francisco inaugurou nos Jardins Vaticanos, uma estátua de São Miguel Arcanjo, protetor da Igreja e padroeiro do Estado Cidade do Vaticano.

Pouco antes da cerimônia, o Papa Emérito Bento XVI chegou ao local, a convite do Papa Francisco, sendo acolhido por todos com grande afeto. Ao chegar, pouco depois, Papa Francisco abraçou-o calorosamente e os dois ficaram juntos durante toda a cerimônia, nas duas cadeiras colocadas lado a lado, diante da imagem.

Após uma breve saudação do Cardeal Giuseppe Bertello, Presidente do Governatorato, discursou o Cardeal Giovanni Lajolo, Presidente Emérito do Governatorato. Em seguida, Papa Francisco fez um pronunciamento.

No seu discurso, o Papa destacou que alí existem inúmeras obras de arte, mas que esta “assume uma posição de particular importância, quer pela localização, quer pelo significado que exprime”. A imagem, diz o Papa, “é um convite à reflexão e à oração, que se insere muito bem no Ano da Fé”.

“Miguel – explicou Francisco – que significa ‘Quem é como Deus?’ - é o campeão do primado de Deus, de sua transcendência e poder. Miguel luta para restabelecer a justiça divina; defende o povo de Deus de seus inimigos e, sobretudo, do inimigo por excelência, o diabo. E São Miguel vence porque é Deus que age nele”. 

Após, Francisco destacou que a escultura recorda que “o mal é vencido, o acusador é desmascarado e a sua cabeça esmagada, porque a salvação foi realizada de uma vez por todas no sangue de Cristo. Embora o diabo sempre tente arranhar o rosto do Arcanjo e o rosto do homem, Deus é mais forte; é sua a vitória e sua salvação é oferecida a todos os homens”. 

O Papa Francisco recordou que no caminho e nas provações da vida “não estamos sozinhos, mas somos acompanhados e amparados pelos Anjos de Deus, que oferecem as suas asas para nos ajudar a superar tantos perigos, para sermos capazes de voar alto em relação às realidades que possam tornar pesada a nossa vida e nos arrastar para baixo”.

Após seu discurso, Papa Francisco colocou a estola e recitou duas orações de consagração, a primeira a São José e a segunda a São Miguel Arcanjo. Sucessivamente, aspergiu a imagem e abençoou os presentes.

A imagem está numa área dos Jardins Vaticanos, próxima ao prédio do Governatorato. O autor é o artista Giuseppe Antonio Lomuscio, da cidade de Trani, vencedor do Concurso Internacional organizado pelo Governatorato do Estado Vaticano, segundo o julgamento oficial de uma comissão de especialistas, presidida pelo Diretor dos Museus Vaticanos Prof. Paolo Paolucci.

A escultura de 5 metros de altura foi realizada em bronze e está apoiada sobre uma base de mármore travertino, também projetada pelo artista, e caracterizada pela presença de dois baixo-relevos em bronze. Na base, foram colocados os brasões de Bento XVI e do Papa Francisco.


sábado, 13 de abril de 2013

Papa Francisco alternará as férulas de seus predecessores

O Ofício das celebrações Liturgicas do Vaticano informa que o Papa Francisco usará ora a ferula de Paulo VI, ora, de Bento XVI.
 
 

 
Eis o texto, publicado pelo Vaticano:
 
LA FERULA  
 
Il pastorale come insegna liturgica dei vescovi e degli abati risale al settimo secolo in alcune fonti spagnole, anche se il suo uso poteva essere forse più antico. Pare che il pastorale come simbolo dell’autorità episcopale sia passato dalla penisola iberica all’Inghilterra, alla Gallia e alla Germania. Comunque, dalle descrizioni della solenne messa papale negli Ordines Romani non emerge il suo uso. Anche le raffigurazioni dei papi confermano che il pastorale vescovile non faceva parte delle insegne del papa, perché non lo si vede in nessun monumento iconografico eseguito a Roma. Perciò, Innocenzo III († 1216) scrive nel suo De sacro altaris mysterio (I,62): “Romanus Pontifex pastorali virga non utitur”.
 
La ragione di questo costume risiede forse nel fatto che il pastorale era un simbolo di investitura del neo-eletto vescovo da parte del metropolita o di un altro vescovo (cerimonia che dal periodo carolingio fino all’epoca della lotta per le investiture era fatto proprio sempre di più dai regnanti secolari). Il papa invece non riceveva l’investitura da un altro vescovo, come accennò Bernardo Botono da Parma (†1263) nella Glossa ordinaria dei Decretali di Gregorio IX (I,15): Il papa riceve il suo potere da Dio solo. San Tommaso d’Aquino fa un ulteriore ragionamento, quando commenta che “Romanus pontifex non utitur baculo … etiam in signum quod non habet coarctatam potestatem, quod curvatio baculi significat” (Super Sent., lib. 4 d. 24 q. 3 a. 3 ad 8), riferendosialla forma ormai comune del bastone storto alla cima, come un segno della cura pastorale e della giurisdizione.
 
Dall’alto medioevo, se non prima, i papi si servirono della ferula pontificalis come insegna indicante la loro potestà temporale. La forma della ferula non è ben conosciuta. Probabilmente era un bastone che portava al suo vertice una croce. Nel medioevo al papa, quando dopo la sua elezione prendeva di possesso della Basilica Lateranense , era presentata la ferula dal priore di S. Lorenzo al Laterano (cioè dal Sancta Sanctorum) come “signum regiminis et correctionis”, cioè come simbolo di governo che include la punizione e la penitenza. La presentazione della ferula fu un atto importante, ma non avevo lo stesso significato dell’imposizione del pallio nella coronazione del papa. Infatti, non era più osservata almeno dall’inizio del cinquecento.
L’uso della ferula non ha mai fatto parte della liturgia papale, tranne in alcune occasioni come l’apertura della porta santa e le consacrazioni delle chiese, nelle quali il papa prendeva la ferula per bussare per tre volte alla porta e per disegnare l'alfabeto latino e greco sul pavimento della chiesa. Nel tardo medioevo, i papi usavano come ferula anche un bastone con la triplice croce.
 
Dopo la sua elezione nel 1963 Papa Paolo VI ha commissionato allo scultore napoletano Lello Scorzelli un bastone pastorale per le solenni celebrazioni liturgiche. Questo pastorale argenteo riprese dalla ferula tradizionale la forma di croce, accompagnato però dalla figura del Crocifisso. Paolo VI ha utilizzato questo bastone per la prima volta nell’occasione della chiusura del Concilio Vaticano Secondo, l’8 dicembre 1965. In seguito, l’ha adoperato in modo analogo al pastorale del vescovo, spesso ma non sempre nelle celebrazioni liturgiche. Paolo VI e Giovanni Paolo II hanno usato in certe occasioni anche la triplice croce come insegna.
 
Per la Domenica delle Palme 2008, Papa Benedetto XVI ha sostituito questo pastorale, usato anche da Giovanni Paolo IGiovanni Paolo II e da lui stesso, con un bastone sormontato da una croce dorata, che fu regalato al Beato Pio IX nel 1877, dal Circolo di San Pietro, in occasione del cinquantesimo anniversario della sua consacrazione vescovile. Questo bastone è stato adoperato come ferula già dal Beato Giovanni XXIII per varie celebrazioni liturgiche durante il Vaticano Secondo.
 
Con la celebrazione dei Primi Vespri di Avvento del 2009, il Santo Padre Benedetto XVI ha iniziato a usare un nuovo bastone, a lui donato dal Circolo San Pietro, simile nella forma a quello di Pio IX.  
 
Il Santo Padre Francesco, per la celebrazione della Santa Messa in occasione dell'insediamento sulla Cathedra Romana (7.04.2013), ha usato la croce pastorale di Paolo VI, con l'intenzione di alternare nelle prossime celebrazioni l'uso di questa con quella di Benedetto XVI.
 

sexta-feira, 29 de março de 2013

SEXTA-FEIRA SANTA - PASSIO DOMINI


Consumatum est

Christus factus est pro nobis obediens.


Naquele Homem crucificado que é o Filho de Deus, mesmo a própria morte ganha novo significado e orientação, é resgatada e vencida, torna-se passagem para a nova vida: «Se o grão de trigo que cai na terra não morrer, continua só um grão de trigo; mas, se morrer, então produz muito fruto» (Jo 12, 24). Confiemo-nos à Mãe de Cristo. Ela que acompanhou o seu Filho ao longo da via dolorosa, Ela que esteve aos pés da Cruz na hora da sua morte, Ela que encorajou a Igreja desde o seu nascimento a viver na presença do Senhor, conduza os nossos corações, os corações de todas as famílias, através do vasto mysterium passsionis rumo ao mysterium paschale, rumo à luz que irrompe da Ressurreição de Cristo e manifesta a vitória definitiva do amor, da alegria e da vida, sobre o mal, o sofrimento e a morte. Amém.

(Do discurso do Romano Pontífice Emérito Bento XVI durante a Via Sacra de 2012) 

quinta-feira, 28 de março de 2013

Pedro na Semana Santa

 
Chegou a vez de Simão Pedro. Pedro disse: "Senhor, tu me lavas os pés?"Respondeu Jesus: "Agora, não entendes o que estou fazendo; mais tarde compreenderás". Disse-lhe Pedro: "Tu nunca me lavarás os pés!" Mas Jesus respondeu: "Se eu não te lavar, não terás parte comigo".Simão Pedro disse: "Senhor, então lava não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça".  (Jo 13, 6-9)
 
"Jesus prediz a Pedro a sua queda e a sua conversão. De que é que Pedro teve de converter-se? No início do seu chamamento, assombrado com o poder divino do Senhor e com a sua própria miséria, Pedro dissera: «Senhor, afasta-Te de mim, que eu sou um homem pecador» (Lc 5, 8). Na luz do Senhor, reconhece a sua insuficiência. Precisamente deste modo, com a humildade de quem sabe que é pecador, é que Pedro é chamado. Ele deve reencontrar sem cessar esta humildade. Perto de Cesareia de Filipe, Pedro não quisera aceitar que Jesus tivesse de sofrer e ser crucificado: não era conciliável com a sua imagem de Deus e do Messias. No Cenáculo, não quis aceitar que Jesus lhe lavasse os pés: não se adequava à sua imagem da dignidade do Mestre. No horto das oliveiras, feriu com a espada; queria demonstrar a sua coragem. Mas, diante de uma serva, afirmou que não conhecia Jesus. Naquele momento, isto parecia-lhe uma pequena mentira, para poder permanecer perto de Jesus. O seu heroísmo ruiu num jogo mesquinho por um lugar no centro dos acontecimentos. Todos nós devemos aprender sempre de novo a aceitar Deus e Jesus Cristo como Ele é, e não como queríamos que fosse. A nós também nos custa aceitar que Ele esteja à mercê dos limites da sua Igreja e dos seus ministros. Também não queremos aceitar que Ele esteja sem poder neste mundo. Também nos escondemos por detrás de pretextos, quando a pertença a Ele se nos torna demasiado custosa e perigosa. Todos nós temos necessidade da conversão que acolhe Jesus no seu ser Deus e ser-Homem. Temos necessidade da humildade do discípulo que segue a vontade do Mestre. Nesta hora, queremos pedir-Lhe que nos fixe como fixou Pedro, no momento oportuno, com os seus olhos benévolos, e nos converta."
 
(Da homilia do Romano Pontífice Emérito Bento XVI, na missa da Ceia do Senhor de 2011). 

sexta-feira, 22 de março de 2013

Papa Francisco encontra Bento XVI neste sábado

 
O Papa Francisco deverá se deslocar na manhã deste sábado, 23, para a Residência Apostólica de Castel Gandolfo para visitar e almoçar com Bento XVI. Francisco partirá do Vaticano, em helicóptero, às 12 horas, horário italiano, devendo chegar 15 minutos após em Castel Gandolfo, distante cerca 30 km do centro de Roma. Será um evento inédito na história da Igreja. O Pontífice deverá regressar ao Vaticano após o almoço.

Será a primeira vez que se encontrarão, após a eleição do Cardeal argentino Jorge Bergoglio em 13 de março como novo Pontífice, não obstante tenham se falado por telefone nestes dias. Papa Francisco, de fato, telefonou para Bento XVI após a sua eleição e no dia do onomástico de Joseph Ratzinger, São José, celebrado dia 19 de março, mesmo dia da missa de inauguração do Pontificado.

Papa Francisco, nos seus discursos, tem manifestado palavras de afeto a Bento XVI, chamando-o, seguidamente de “meu Predecessor, o querido e venerado Papa Bento XVI”.

Na sua primeira aparição no balcão central da Basílica de São Pedro disse “Rezemos pelo nosso Bispo emérito Bento XVI. Rezemos todos juntos por ele, para que o Senhor o abençoe e a Virgem Maria o proteja”.

Na audiência que concedeu aos Cardeais em 15 de março, o Santo Padre sublinhou que Bento XVI “enriqueceu a Igreja com seu Magistério de fé, humildade e docilidade” e destacou seu “gesto valoroso e humilde”, ao renunciar.

Também no encontro com os jornalistas, no sábado, 16, Bento XVI foi lembrado e na missa de início de pontificado, dia 19, disse que era uma coincidência “muito rica e significativa” que esta se realizasse no onomástico de “meu venerado predecessor, ao qual estamos próximos em oração, cheia de afeto e gratidão”.

No encontro com o Corpo Diplomático na manhã desta sexta-feira, Francisco, seguindo a mesma linha de Bento XVI, denunciou a ditadura do relativismo, que ‘deixa cada um como medida de si mesmo e coloca em perigo a convivência entre os homens”.

Bento XVI, com quase 86 anos, está em Castel Gandolfo desde 28 de fevereiro, data de encerramento do seu Pontificado, no aguardo da conclusão da reforma do mosteiro, dentro do Vaticano, para onde pretende se retirar em uma vida de oração.

Fonte: Rádio Vaticano

sábado, 2 de março de 2013

Pe. Zuhlsdorf: O resgate da liturgia solene


Entrevista com o Padre John Zuhlsdorf
Por Marcio Antonio Campos
Fonte: Gazeta do Povo, Curitiba
Para restaurar a sacralidade da missa, desfigurada por invenções locais alheias ao senso litúrgico da Igreja, Bento XVI resolveu, em 2007, liberar a celebração da missa tridentina, que era a norma na Igreja até 1969. Essa é a avaliação de um dos principais blogueiros de liturgia do mundo, o padre americano John Zuhlsdorf. Ele discorda da avaliação de muitos especialistas, para os quais a liberação da missa tridentina seria meramente um gesto de boa vontade para buscar o fim do cisma dos tradicionalistas da Sociedade São Pio X. Zuhlsdorf, que mantém o blog What does the prayer really say? (www.wdtprs.com), concedeu entrevista por e-mail à Gazeta do Povo.
 
Qual o papel da liturgia para Bento XVI?
O culto a Deus pela liturgia sempre foi central em seu pensamento. Ele escreveu muito sobre o tema.
 
Ratzinger liga a crise da Igreja à crise da liturgia. Como elas se relacionam?
Deus está no topo da hierarquia dos nossos afetos. Se nossa relação com Deus está distorcida, defeituosa ou inadequada, todos os nossos relacionamentos serão distorcidos, defeituosos ou inadequados. Se nosso culto a Deus não é adequado ou agradável a Ele, enfraquecemos todos os outros aspectos de nossa vida. Nenhuma esfera da vida da Igreja pode estar bem se o culto litúrgico da Igreja não estiver saudável. Isso significa que precisamos rezar e adorar a Deus, como Igreja, da maneira como a própria Igreja determina que devemos fazê-lo. E precisamos manter uma continuidade com a forma como a Igreja sempre rezou. Essa continuidade é quebrada quando decidimos fazer as coisas de acordo com nossos próprios critérios, alterando incorretamente o modo de adorar e rezar. Assim fazemos mal a nós e a todos, porque estamos nisso juntos.

Quais as principais contribuições de Bento XVI para a liturgia?
Sua principal contribuição para o Novus Ordo (a missa celebrada atualmente) é, acima de tudo, a permissão para a celebração da missa tridentina na forma antiga, com o “motu proprio” Summorum pontificum. Parece paradoxal, mas não é. A celebração da forma mais tradicional lado a lado com o Novus Ordo cria uma atração gravitacional sobre como a forma nova é celebrada, no sentido de haver maior solenidade. O uso da missa tradicional, que está crescendo, ajudará a“curar” o culto e direcioná-lo para a continuidade com a herança católica e com o modo como a Igreja quer que celebremos.
 
A missa tridentina ganhou força com Bento XVI, mas ainda está disponível para uma minoria bem restrita. Ela permanecerá assim?
Pequenas minorias podem fazer coisas grandiosas. Além disso, o número de pessoas que frequentam a missa tradicional cresce lentamente, mas de forma consistente. Pelo menos nos Estados Uni­­dos, jovens padres e seminaristas vêm se interessando pela missa tridentina. À medida que eles vão assumindo paróquias, veremos um aumento no interesse por parte dos fiéis também.

Bento XVI também usou as missas papais para mandar mensagens sobre a maneira como ele quer ver a missa ser celebrada…
Sim, é importante a ação humilde, mas clara, do papa. Ele ensina pelo exemplo e pelo convite, em vez da imposição. Ele vem tentando trazer a Igreja de volta ao culto ad orientem (voltado para o oriente), e por isso pede que os altares tenham o crucifixo no centro, mesmo quando o padre está de frente para os fiéis. É um arranjo provisório na direção de colocar padre e fiéis juntos, voltados para a mesma direção, para o crucifixo, para o “oriente litúrgico”.Esta é a melhor forma de expressar nossa esperança e anseio pelo Senhor. O papa também vem promovendo a comunhão de joelhos e diretamente na boca, que é a forma adequada de nos aproximarmos do Senhor Eucarístico. Esses são os exemplos mais importantes.
 
Qual o papel do monsenhor Guido Marini, mestre de cerimônias pontifícias, nesse processo?
O monsenhor Marini entende muito bem a visão que o Santo Padre tem do culto litúrgico, e trabalhou para implementá-la. Ele tem feito um ótimo trabalho e espero que o próximo papa o mantenha no cargo.

Por que demora tanto para as mudanças e sugestões do papa serem aceitas nas dioceses e paróquias?
Porque é muito mais fácil demolir um prédio que construí-lo. Mas a geração dos que foram animados pelo chamado “espírito do Vaticano II”, oposto aos seus documentos, está passando. Uma nova geração está assumindo posições de liderança e não tem a bagagem desse entendimento torto do Concílio, o que Bento XVI chamou de “hermenêutica da ruptura”. A nova geração quer a continuidade e está bem aberta ao que o papa vem fazendo.
 
Visto em: Da Mihi Animas

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Despedida: Papa chega em Castel Gandolfo


Despedida: Bento XVI se reúne com cardeais antes de deixar pontificado

 
O Papa Bento XVI reuniu-se na manhã desta quinta-feira, 28, com o Colégio Cardinalício em audiência privada, último compromisso de seu pontificado. Na ocasião, o Santo Padre despediu-se dos cardeais.
 
No encontro, o decano do colégio cardinalício, Cardeal Angelo Sodano, dirigiu algumas palavras de homenagem ao Santo Padre. O Cardeal manifestou o profundo afeto dos cardeais pelo Papa e a gratidão pelo seu testemunho de serviço apostólico, para o bem da Igreja de Cristo e de toda a humanidade.
 
Leia mais
: Amar a Igreja significa ter a coragem de fazer opções difíceis, diz Bento XVI
: É tempo de sentir com a Igreja, diz Dom Odilo em Roma

O decano recordou o agradecimento expresso pelo Santo Padre no último sábado, no encerramento dos exercícios espirituais. Na ocasião, Bento XVI agradeceu à Cúria Romana não só pela semana de reflexões, mas também pelos quase oito anos nos quais compartilhou com ele o peso do ministério petrino.
 
“Amado e venerado Sucessor de Pedro, somos nós que devemos agradecer-lhe pelo exemplo que nos destes nestes quase oito anos de Pontificado. (…) Saiba que ardia também o nosso coração quando caminhávamos contigo nestes últimos oito anos. Hoje queremos uma vez mais exprimir-lhe toda a nossa gratidão”.
 
Diante das palavras, o Santo Padre também agradeceu. Ele afirmou, como já havia dito aos fiéis na última audiência geral, realizada ontem, que os conselhos recebidos dos cardeais ao longo de seu pontificado foram grandes riquezas para seu ministério. “Mesmo quando havia nuvens no céu, servimos Cristo e sua Igreja com amor total… demos esperança… só Deus pode iluminar nosso caminho… agradeço ao Senhor que nos uniu”.
 
Bento XVI manifestou seu desejo de que se possa crescer essa unidade profunda, de que o Colégio Cardinalício possa crescer em harmonia. Ele destacou o caráter vivo da Igreja, que vive iluminada pelo Espírito Santo, força de Deus.
 
“Através da encarnação de Cristo, permanece viva, continua a caminhar no tempo e em todos os lugares. Permaneçamos unidos, na oração e eucaristia cotidiana… animamos assim a Igreja e toda humanidade… antes de vos saudar, quero dizer que estarei próximo a vocês na oração, especialmente nos próximos dias. Que o Senhor lhes mostre o que quer de nós”.
 
Logo mais, às 17h (horário em Roma, 13h no horário de Brasília), Bento XVI deixa o Vaticano e segue para Castel Gandolfo. Ele deixa oficialmente o ministério petrino às 20h (16h no horário de Brasília). A partir deste momento, inicia-se o período de Sé Vacante, até a eleição do novo Papa.
 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

O adeus de um Papa



O Papa Bento XVI fez na manhã de hoje, 27/02, sua última Audiência Pública na praça de São Pedro, no Vaticano, antes de renunciar ao Ministério Petrino. Diante de uma assembleia de mais de 150 mil pessoas, disse estar feliz por enxergar a Igreja viva e que jamais se sentiu sozinho nesses oito anos de pontificado. O Santo Padre ainda recordou que a Igreja não pertence a ele, mas a Cristo, e por isso, ela jamais afundará, mesmo quando as águas estiverem agitadas. "Não abandono a cruz, sigo de uma nova maneira com o Senhor Crucificado, sigo a seu serviço no recinto de São Pedro", enfatizou.

A Audiência começou por volta das 10h40 locais (6h40 de Brasília). Ao aparecer na praça de São Pedro no papamóvel, Bento XVI foi ovacionado por uma multidão que gritava "Viva o Papa" e "Bento! Bento!". Claramente emocionado, passeou pela praça por quase 15 minutos, agradecendo aos fiéis que levantavam cartazes e o agradeciam. Foram distribuídos 50 mil ingressos para os peregrinos participarem da catequese, mas segundo as estimativas, o público presente era de mais de 150 mil pessoas.


O Papa ressaltou no seu discurso o significado do amor que se deve prestar à Igreja e a Cristo. "Amar a Igreja significa também ter a valentia de tomar decisões difíceis, tendo sempre presente o bem da Igreja, e não o de si próprio", afirmou. Falando ao público de língua portuguesa, disse que "um papa não está sozinho na condução da barca de Pedro". "Embora lhe caiba a primeira responsabilidade, o Senhor colocou ao meu lado muitas pessoas que me ajudaram e me sustentaram", declarou o pontífice.

Bento XVI convidou os fiéis a rezarem por ele e pelo próximo papa. Ele agradeceu a Deus por tê-lo guiado nesses oito anos de papado e pediu para que a Igreja amasse Jesus "com a oração e com uma vida cristã coerente". "Deus ama-nos, mas espera também que nós o amemos!", recordou. O Romano Pontífice falou também das várias cartas que recebeu de pessoas simples enquanto esteve à frente da Igreja nestes últimos anos. Afirmou que essas manifestações afetuosas permitiam "tocar com a mão o que é a Igreja", pois ela não é uma organização ou uma associação com fins religiosos ou humanitários, "mas um corpo vivo, uma comunhão de irmãos e irmãs no Corpo de Jesus Cristo, que nos une a todos". "Experimentar a Igreja neste modo e poder assim com que poder tocar com as mãos a força da sua verdade e do seu amor, é motivo de alegria, num tempo em que tantos falam do seu declínio", declarou o papa entre os aplausos dos fiéis.

Bento XVI assumiu a Cátedra de Pedro em 19 de abril de 2005, aos 79 anos de idade. Nesses oitos anos de pontificado, presidiu 348 audiências gerais, das quais participaram 4,9 milhões de pessoas até dezembro de 2012. Além disso, escreveu três encíclicas (Deus caritas est, Spe salvi e Caritas in veritate), a biografia de Jesus, na aclamada trilogia "Jesus de Nazaré", participou de três Jornadas Mundiais da Juventude, sendo a última em Madrid, Espanha, com a presença de mais de dois milhões de jovens e fez mais de 50 viagens apostólicas por todo o mundo, incluindo o Brasil em 2007, quando veio para canonizar Frei Galvão e abrir a V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe.

A partir das 20h (locais) de amanhã, 28/02, se inicia o tempo de Sé vacante, como estabeleceu o Papa Bento XVI no seu discurso em que anunciou a renúncia. Segundo o porta voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, Joseph Ratzinger continuará a usar o nome de Bento XVI e o título honorífico de "Sua Santidade". Ele deverá ser chamado de "Papa emérito" ou "Pontífice Romano Emérito". Já o seu anel papal deverá ser quebrado, como prescreve a tradição quando termina um pontificado. Bento XVI foi o primeiro papa a renunciar em quase 600 anos.
 
Autor: Equipe Christo Nihil Praeponere

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Título, vestes e anel de Bento XVI: eis as respostas

 
 
Cidade do Vaticano (RV) – O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, realizou na manhã desta terça-feira mais uma coletiva de imprensa, em que esclareceu algumas das muitas dúvidas dos jornalistas.

Uma delas é sobre como Bento XVI será chamado a partir do dia 28 de fevereiro. A resposta é: continuará a chamar-se Sua Santidade Bento XVI, mas foi escolhido também Papa Emérito ou Romano Pontífice Emérito.
Sobre as vestes: branca, simples, sem mantelete. Não são mais previstas os sapatos vermelhos. “Parece que o Papa ficou muito satisfeito com os sapatos que lhe presentearam no México, em Leon”, disse Pe. Lombardi.

Não usará mais o anel do pescador, para o qual o Camerlengo, com o decano, darão o fim que a Constituição prevê.

Sobre o dia de hoje, o Papa a transcorrerá em oração e preparação para a transferência a Castel Gandolfo.

Para a Audiência Geral de quarta-feira, foram distribuídos 50 mil bilhetes. Prevê-se o mesmo esquema: um amplo giro com o papamóvel. Não terá lugar o “beija-mão” – este será feito após a Audiência Geral, na Sala Clementina, para algumas autoridades, como o Presidente da Eslováquia, o Presidente da região da Baviera.

Quinta-feira, às 11h, haverá a saudação aos Cardeais, com o discurso do Decano no início. Às 16h55 (hora local), a partida de carro do pátio de São Dâmaso, saudação dos superiores. No heliporto, haverá a saudação do Cardeal Decano. Às 17h15, a chegada a Castel Gandolfo, onde estarão presentes o Bispo de Albano e outros autoridades. Às 17h30, no Pátio interno o Papa saúda os fiéis – a última saudação pública do Santo Padre. Às 20h, a Guarda Suíça, fecha a porta do Palácio Apostólico, encerrando o serviço para o Papa como chefe da Igreja.
(BF)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Motu Proprio “Normas nonnullas” sobre algumas modificações nas normas relativas à eleição do Romano Pontífice.

Carta Apostólica
em forma de Motu Proprio
sobre algumas mudanças nas normas sobre
a eleição do Romano Pontífice
 
Com a Carta Apostólica De aliquibus mutationibus in normis de electione Romani Pontificis, como Motu Proprio em Roma no dia 11 de Junho de 2007, terceiro ano do meu Pontificado, estabeleci algumas normas que, revogando aquelas prescritas no número 75 da Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis promulgada no 22 de fevereiro de 1996 pelo meu predecessor, o Beato João Paulo II, re-estabeleceram a norma, sancionada pela tradição, segundo a qual para a válida eleição do Romano Pontífice é sempre necessária a maioria dos dois terços dos votos dos Cardeais eleitores presentes.
 
Considerada a importância de garantir o melhor desempenho do que compete, embora com ênfase diferente, à eleição do Romano Pontífice, em particular uma mais certa interpretação e atuação de algumas disposições, estabeleço e prescrevo que algumas normas da Constituição apostólica Universi Dominici Gregis e tudo o que eu mesmo dispus na referida Carta apostólica sejam substituídas pelas normas a seguir:
 

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Último Angelus de Bento XVI

Queridos peregrinos de língua portuguesa que viestes rezar comigo o Angelus: obrigado pela vossa presença e todas as manifestações de afeto e solidariedade, em particular pelas orações com que me estais acompanhando nestes dias. Que o bom Deus vos cumule de todas as bênçãos.
 
Bento XVI em seu último angelus, saudando os fiéis de língua portuguesa.
 
Queridos irmãos e irmãs,
Obrigado pelo vosso afeto!
Hoje, segundo domingo da Quaresma, temos um Evangelho particularmente belo, aquele da Transfiguração do Senhor. O Evangelista Lucas coloca especial atenção para o fato de que Jesus se transfigurou enquanto rezava: a sua é uma experiência profunda de relacionamento com o Pai durante uma espécie de retiro espiritual que Jesus vive em um alto monte na companhia de Pedro, Tiago e João, os três discípulos sempre presentes nos momentos da manifestação divina do Mestre (Lc 5,10; 8,51; 9,28). O Senhor, que pouco antes tinha predito a sua morte e ressurreição (9, 22) oferece aos discípulos uma antecipação da sua glória. E também na Transfiguração, como no batismo, ressoa a voz do Pai celeste: “Este é o meu filho, o eleito; escutai-o!” (9, 35). A presença então de Moisés e Elias, que representam a Lei e os Profetas da antiga Aliança, é ainda mais significativa: toda a história da Aliança é orientada para Ele, o Cristo, que cumpre um novo “êxodo” (9, 31), não para a terra prometida como no tempo de Moisés, mas para o Céu. A intervenção de Pedro: “Mestre, é bom estarmos aqui” (9, 33) representa a tentativa impossível de parar esta experiência mística. Comenta Santo Agostinho: “[Pedro] … sobre o monte … tinha Cristo como alimento da alma. Por que ele iria descer para voltar aos trabalhos e dores, enquanto lá estava cheio de sentimentos de amor santo para Deus e que o inspiravam, portanto, a uma conduta santa? (Discurso 78,3: PL 38,491).
 
Meditando sobre esta passagem do Evangelho, podemos aprender um ensinamento muito importante. Antes de tudo, o primado da oração, sem a qual todo o empenho do apostolado e da caridade se reduz ao ativismo. Na Quaresma aprendemos a dar o tempo certo à oração, pessoal e comunitária, que dá fôlego à nossa vida espiritual. Além disso, a oração não é um isolar-se do mundo e das suas contradições, como no Tabor queria fazer Pedro, mas a oração reconduz ao caminho, à ação. “A existência cristã – escrevi na Mensagem para esta Quaresma – consiste em um contínuo subir ao monte do encontro com Deus, e depois voltar a descer trazendo o amor e a força que daí derivam, para servir os nossos irmãos e irmãs com o próprio amor de Deus” (n. 3).
 
Queridos irmãos e irmãs, esta Palavra de Deus a sinto de modo particular dirigida a mim, neste momento da minha vida. Obrigado! O Senhor me chama a ‘subir o monte’, a dedicar-me ainda mais à oração e à meditação. Mas isto não significa abandonar a Igreja, ao contrário, se Deus me pede isto é para que eu possa continuar a servi-la com a mesma dedicação e o mesmo amor com o qual tenho buscado fazê-lo até agora, mas de modo mais adequado à minha idade e às minhas forças. Invoquemos a intercessão da Virgem Maria: ela nos ajude a todos a seguir sempre o Senhor Jesus, na oração e nas obras de caridade.
 
 
Fontes: Canção Nova e Boletim da Santa Sé
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