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domingo, 30 de dezembro de 2012

Liturgia das Horas: Vésperas da Solenidade da Sagrada Família.

"Oração

Ó Deus de bondade, que nos destes a Sagrada Família como exemplo, concedei-nos imitar em nossos lares as suas virtudes, para que, unidos pelos laços do amor, possamos chegar um dia às alegrias da vossa casa. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Conclusão
V. Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus."

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA


"A família tem a sua origem naquele mesmo amor com que o Criador abraça o mundo criado, como se afirma já «ao princípio», no livro do Génesis (1, 1). Uma suprema confirmação disso mesmo, no-la oferece Jesus no Evangelho: «Deus amou de tal modo o mundo que lhe deu o seu Filho unigénito» (Jo 3, 16). O Filho unigénito, consubstancial ao Pai, «Deus de Deus, Luz da Luz», entrou na história dos homens através da família: «Pela sua encarnação, Ele, o Filho de Deus, uniu-Se de certo modo a cada homem. Trabalhou com mãos humanas, (...) amou com um coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-Se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, excepto no pecado» (3). Se é certo que Cristo «revela plenamente o homem a si mesmo» (4), fá-lo a começar da família onde Ele escolheu nascer e crescer. Sabe-se que o Redentor passou grande parte da sua vida no recanto escondido de Nazaré, «submisso» (Lc 2, 51) como «filho do homem» a Maria, sua Mãe, e a José, o carpinteiro. Esta sua «obediência» filial não é já a primeira manifestação daquela obediência ao Pai «até à morte» (Fil 2, 8), por meio da qual redimiu o mundo?

O mistério divino da Encarnação do Verbo está, pois, em estreita relação com a família humana. Não apenas com uma — a de Nazaré —, mas de certo forma com cada família, analogamente a quanto afirma o Concílio Vaticano II do Filho de Deus que, na encarnação, «Se uniu de certo modo com cada homem» (5). Seguindo a Cristo que «veio» ao mundo «para servir» (Mt 20, 28), a Igreja considera o serviço à família uma das suas obrigações essenciais. Neste sentido, tanto o homem como a família constituem «a via da Igreja»."

Beato João Paulo II

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Hábitos religiosos obrigatórios da Família católica



A casa de família - deve ser benzida e nela entronizado o quadro do Sagrado Coração de Jesus. Está escrito que ricas bênçãos Deus derramará sobre a casa e seus habitantes, sempre que isso se der. Pelos quartos, à cabeceira das camas, haverá um quadro de santo, um Crucificado. Aqui te dou o conselho de procurares antes poucos, mas belos quadros ou imagens, do que muitos e feios.
 
No horário da casa - haverá tempo marcado para as orações da manhã e da noite. Que belo costume esse de se unir a família perante o oratório da família e aí rezar pelos presentes e ausentes!
 
Nos dias da semana - o domingo tem lugar de honra. É dia sagrado, dedicado primeiro à oração e à Missa e somente depois aos divertimentos inocentes. É também dia respeitado, até nos trajes festivos da família. O mesmo se dá com os dias de festa religiosa. No aniversário dos batizados, das primeiras comunhões, a família faz questão de agradecer a Deus as graças que esses dias trouxeram.
 
As devoções da família - Se o pai já trouxe algumas de seu tempo de moço, ou se na tua mocidade praticava algumas, continua com elas na casa. Sobretudo a devoção a Nossa Senhora não pode faltar, em caso algum. Pois é garantia de salvação eterna e fonte de muita bênção material. Mas, não o esqueças nunca, a primeira devoção cristã é a Santa Eucaristia. Amor a nosso Senhor Sacramentado - pela assistência à Santa Missa - deve ser precioso patrimônio de todo lar cristão.
 
Fidelidade á fé - A cristã a recebeu dos pais e deve deixá-la aos filhos. Do contrário, os privaria da herança mais preciosa na vida. Tudo farás, leitora, para conservá-la em ti e nos teus. Para isso é preciso praticar a oração... fugir dos livros maus e procurar os bons. Sobretudo é necessário viver de acordo com aquilo que se crê. Combaterás energicamente as superstições que tanto prejudicam a fé e ofendem a Deus. Se algum dos teus se afastar da fé, não descanses nas tuas orações e sacrifícios para convertê-lo. Cedo ou tarde o conseguirás...

Trecho do livro: As três chamas do lar - Pe. Geraldo Pires de Sousa

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Os segredos da família Ratzinger

Livro-entrevista com o irmão do papa

Por Jesús Colina

Ainda falta muito a ser descoberto sobre a história e a alma de Joseph Ratzinger. E só uma pessoa conhece os segredos dele: seu irmão Georg.

Muito será revelado em breve no livro “Mein Bruder, der Papst” (“Meu irmão, o papa”), uma entrevista com o padre Georg Ratzinger concedida a Michael Hesemann.

O mais velho dos Ratzinger conversou em Ratisbona com o prestigioso historiador, a quem ZENIT por sua vez entrevistou.

- Você acha que o livro ajuda a entender melhor a vocação de Joseph Ratzinger?
- Hesemann: Esta é a intenção do livro, que foi escrito por causa do sexagésimo aniversário de ordenação sacerdotal de Sua Santidade e do irmão dele, o padre Georg Ratzinger. O livro mostra a incrível e totalmente inesperada “carreira” dele, que segue uma espécie de plano escondido, que só pode ser obra da Divina Providência. Quando eu visitei a Escola de Evangelização da Comunidade do Emanuel, em Altoetting, um santuário mariano de importância central na infância de Joseph Ratzinger, escutei o seguinte lema: “Dá tudo e receberás mais”. E é exatamente esse o princípio que ele seguiu. Ele sempre deu tudo, serviu ao Senhor com todas as capacidades dele, e recebeu muito mais do que nunca teria imaginado ou desejado.

- Seu livro tem elementos novos da vida de Joseph Ratzinger e de Georg Ratzinger?
- Hesemann: Claro. Detalhes pessoais da vida familiar. E podemos descobrir o valor de outro slogan: “Família que reza unida, permanece unida”. A família Ratzinger foi uma espécie de baluarte contra as ondas de todos os períodos tempestuosos, incluindo o nazismo e os horrores da guerra. E eles acharam força num profundo senso religioso e na intensa vida religiosa. Hoje, quando muitas famílias são dilaceradas por problemas e divórcios, os Ratzinger poderiam representar um modelo positivo de família. O segredo deles é ser uma família que segue a vontade de Deus, uma família que é célula fundamental da Igreja. Com mais famílias assim, não teríamos esta falta de vocações!

- O que o surpreendeu nas conversas com o irmão do papa?
- Hesemann: Muitas cosas, mas a maior surpresa foi descobrir o caminho que levou Ratzinger à sé de Pedro. O dia mais importante da vida dele foi a ordenação sacerdotal, em 29 de junho de 1951, quando ele entendeu tudo o que podia dar às pessoas, permitindo que o Espírito Santo trabalhasse através dele. Ele adorava ser vigário numa paróquia de Munique! Mas depois, com aquela mente extraordinariamente brilhante, ele foi incentivado a ser professor de teologia. E gostou. Não queria ser bispo, tiveram que convencê-lo. Depois, o papa Paulo VI o nomeou arcebispo de Munique. Quando João Paulo II o chamou a Roma, ele deu toda uma série de motivos para ficar na Baviera, mas alguém o convenceu de novo. E desta vez foi o próprio papa quem teve que convencê-lo: “Munique é importante, mas Roma é mais importante”.

Ele sonhava em se aposentar e passar mais tempo com o irmão, escrever livros, mas foi eleito papa. Isso me lembrou as palavras que nosso Senhor disse a São Pedro: “Outro te cingirá e te levará para onde tu não queres” (João 21,18). Foi uma profecia que se cumpriu com o martírio do príncipe dos apóstolos. Mas ela descreve muito bem o que aconteceu com Joseph Ratzinger. Se você analisar a vida dele, vai ver que “alguém” o preparou para o ministério de Pedro desde o começo. Tudo é obra de Deus!

Outra surpresa foi ver a oposição incondicional da família Ratzinger aos nazistas, desde o início. O pai deles, que também se chamava Joseph Ratzinger, era um leitor assíduo da publicação católica mais anti-nazista, “Der gerade Weg” (O caminho direito), cujo redator, Fritz Michael Gerlich, foi um dos primeiros mártires católicos da Alemanha nazista. Ratzinger pai era chefe de polícia numa cidade pequena, Tittmoning, e sofreu sérias dificuldades já antes da chegada do nazismo ao poder, porque ele tinha ordenado a suspensão de vários encontros de nazistas e tinha entrado em confronto com os nazistas várias vezes. No fim, ele foi obrigado a dar um passo para trás na carreira e continuar o serviço num vilarejo, Aschau.

A entrada de Georg e Joseph no seminário, a decisão de virarem padres, naquela época era uma clara rejeição do nazismo, que se opunha fortemente à Igreja. Eles foram ridicularizados e discriminados por causa dessa decisão, mas seguiram a consciência. O pai dos Ratzinger, que na época vivia de uma pobre pensão, recusou as vantagens econômicas de aderir ao partido nazista. O adolescente Joseph Ratzinger conseguiu não participar da Juventude hitleriana, apesar de ser obrigatório. Ele simplesmente não participou. E quando foi obrigado a ser soldado, desertou e se livrou por milagre da cadeia e da forca prevista para os desertores.

- Que lugar ocupa a música na vida de George? E o que dizer de Joseph?

- Hesemann: A música sempre desempenhou um papel importante na vida da família Ratzinger. Seu pai não só cantava no coro de meninos em sua paróquia, mas também tocava o “zither”, uma cítara popular da música folclórica da Baviera. A mãe, que tinha sido governanta na casa de um maestro, estava em contato com a música clássica desde jovem. Assim, quando Georg descobriu seu enorme talento musical, contou com o incentivo de seus pais. Era fascinado por harmônica, então seu pai comprou uma, e ele tocou tão bem que quando tinha apenas 10 anos o pastor pediu para tocá-la durante a Missa para meninos.

Joseph compartilhava seu amor pela música e teve aulas piano. Ainda hoje, como Papa, ele toca piano, quando tem algum tempo. Encanta-lhe a música clássica, especialmente Mozart. Os jovens Ratinzger uma vez conseguiram ir ao Festival de Salzburg e ouvir um grande concerto. Hoje, quando Georg Ratzinger vai ver seu irmão, o Santo Padre pede-lhe que toque piano, o que realmente lhe encanta.

- Como é Georg Ratzinger?

- Hesemann: Cada encontro com ele foi realmente muito bonito. Ele tem um coração de ouro. Em muito poucas ocasiões vi um homem tão humilde, amável e afável como ele. Ao mesmo tempo, fiquei impressionado com sua memória, algo que ele compartilha com seu irmão. É um grande homem e, certamente, não apenas "o irmão do Papa", porque ele tem feito uma carreira notável por sua conta, como diretor do coro juvenil da Catedral de Regensburg (Regensburger Domspatzen em alemão), conhecido em todo o mundo. Eles oferecem concertos no Japão e nos Estados Unidos e em muitas outras partes do mundo. É também um compositor talentoso. Mas acima de tudo, um verdadeiro cavalheiro e um sacerdote de coração grande, profunda fé em Deus e agudo e sadio senso de humor.

De: Zenit

domingo, 5 de junho de 2011

Quase um décimo dos croatas vão ver o Papa


Pontífice convida a mostrar que é possível amar sem reservas

ZAGREB, domingo, 5 de junho de 2011 (ZENIT.org) - Quase uma décima parte da população croata reuniu-se neste domingo na missa que Bento XVI presidiu ao culminar sua visita apostólica a este país europeu.

O Papa convidou, no dia em que se celebrava a festa das famílias na Croácia, a que os católicos não tenham medo de se comprometer com a vida no matrimônio. 400 mil pessoas reuniram-se para este evento, no hipódromo de Zagreb.

“Sede corajosas! – disse o Papa às famílias –. Não cedais à mentalidade secularizada que propõe a convivência como preparação ou mesmo substituição do matrimónio.”

“Mostrai com o vosso testemunho de vida que é possível amar, como Cristo, sem reservas, que não é preciso ter medo de assumir um compromisso com outra pessoa.”

O Papa acrescentou ainda: “alegrai-vos com a paternidade e a maternidade! A abertura à vida é sinal de abertura ao futuro, de confiança no futuro, tal como o respeito da moral natural, antes que mortificar a pessoa, liberta-a”.

Tesouro da Igreja

Bento XVI explicou que “o bem da família é igualmente o bem da Igreja”, pois “a família cristã foi sempre a primeira via de transmissão da fé e ainda hoje conserva grandes possibilidades para a evangelização em muitos âmbitos”.

De fato, chegou a afirmar que “a família cristã é um sinal especial da presença e do amor de Cristo e como está chamada a dar uma contribuição específica e insubstituível para a evangelização”.

Ao final da missa, ao rezar a oração mariana do Regina Coeli, o Papa convidou as famílias do mundo a participarem do VII Encontro Mundial das Famílias, que se celebrará em Milão, de 29 de maio a 3 de junho de 2012.

sábado, 9 de abril de 2011

Viviendo la Semana Santa en Familia

Si algo he aprendido en mis tres años de ser una mamá católica es que la batalla de mantener el balance entre los aspectos religiosos y seculares de una celebración no son tan fáciles de llevar. Y, no es fácil, porque las celebraciones seculares casi siempre son más atractivas que su contraparte religiosa.


La Pascua no es la excepción. Como católicos que somos, la Pascua es la celebración litúrgica más importante del año. Es un día en que reafirmamos nuestra fe en la Resurrección de Cristo entre los muertos. Pero, para la mayoría de los chicos, es el día en que el conejo de Pascua les trae una canasta llena de dulces y regalos. Les garantizo que si ustedes le preguntan a cualquiera de sus hijos menores de 10 años que escojan entre ir a Misa para celebrar la Resurrección de Cristo o participar de una fiesta con conejo pascual incluido de seguro este gracioso animal ganaría.

El hecho es que, he descubierto que si me esfuerzo al máximo, siempre hay maneras de encontrar conexiones entre la religión y las tradiciones seculares. El como lo hacemos es nuestro desafío como padres, abuelos, tíos, tías y padrinos católicos que somos.

Por ejemplo, mientras tus niños les encanta la cacería de los huevos de pascua por la casa, (así se ganarían los premios escondidos dentro), les puedes explicar que la costumbre de los huevos de pascua tiene un origen cristiano y que simboliza a Cristo: así como el huevo oculta una vida que brotará, la tumba de Jesús también oculta su futura resurrección. También, que el anhelado conejo de Pascua es un símbolo cristiano de la Resurrección. Su uso se remonta a antiguos predicadores del norte europeo que veían en la liebre un símbolo de la Ascensión de Jesús y de cómo debe vivir el cristiano: las fuertes patas trasera de la liebre le permiten ir siempre hacia arriba con facilidad, mientras que sus débiles patas delanteras le dificultan el descenso. Estas pequeñas explicaciones -que se las puedes decir a manera de historias- pueden abrir la puerta para una discusión entretenida sobre el bautismo, la resurrección de Cristo, etc.

Aún si el niño es muy pequeño para entender lo que el Sacramento del Bautismo, por ejemplo, verdaderamente significa, es bueno ir introduciéndolos sobre este tipo de temas de una forma sencilla y entretenida. Por ejemplo, cuando tu hijo abra su libro de fotos y observe las fotos de su bautismo, junto con tu esposo pueden ir contándole que esas fotografías fueron tomadas el día en que ella entró a formar parte de la familia de la Iglesia. Tales argumentos, por lo menos, hacen que los hijos sean consciente de este sacramento y de lo que significa.

Explicando temas difíciles

Parte del desafío de hacer participar a nuestros hijos en las celebraciones religiosas es que la mayoría de las fiestas de la Iglesia son para adultos en naturaleza y contenido.

Por ejemplo, algunos años atrás, leí un libro sobre la Semana Santa y la Pascua a mi sobrina de cuatro años, Samanta. Luego de semanas de leer el libro, Samanta le hizo preguntas a su mamá -que sólo podría hacerlas niñas de cuatro años- acerca de lo injusto que había sido el arresto y la crucifixión de Jesús y como él se las "ingenió" para resucitar entre los muertos después de tres días.

En vez de apartar su atención de estos temas, mi hermana aprovechó la oportunidad de responder, de una forma creativa, las preguntas de Samanta a la luz del Evangelio.

Los muchos símbolos e historias que acompañan la Semana Santa y la Pascua provee numerosas oportunidades para comprometer a los chicos y enseñarles más acerca de la fe. En esta Pascua busca oportunidades para hacer conexión entre las tradiciones festivas seculares y las cristianas. Oportunidades hay, tu deberás aprender algo nuevo en el proceso.

Si no estás segura cuales son esas conexiones, debes visitar una librería local con libros para la Pascua y sus tradiciones o buscarlas en la web. Tu parroquia también debe tener recursos disponibles.

Los mayorcitos de la casa

¿Cómo hacer que los adolescentes se involucren en la Pascua? En esta etapa difícil y rebelde de todo ser humano, toma un poco más de esfuerzo hacer que ellos se involucren ya que por lo general los chicos aprovechan estas fiestas para pasar más tiempo con sus amigos en lugares de diversión o simplemente optan por estar fuera de casa. Por ello, conviene apoyarse en los grupos juveniles que existen en las parroquias o en los propios colegios. Casi siempre, durante los oficios de Viernes Santo, los pasajes del Evangelio sobre la Pasión de Cristo, su muerte y Resurrección son leídas o interpretadas en alguna obra teatral.

Estas obras a menudos son interpretadas en la Cuaresma y Pascua. Se sugiere que el grupo juvenil o grupo de amigos -con la guía de un párroco o liturgista- protagonicen la obra de la Pasión para la comunidad parroquial o escolar.

Fuente: aciprensa.com

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

“A Igreja não aceitará nunca uma lei que seja contra o matrimônio entre uma mulher e um homem”, afirma o Papa

Da Agência de Notícias: Gaudium Press

"A Igreja não pode aprovar iniciativas legislativas que impliquem uma valorização de modelos alternativos da vida de casal e da família". Foi o que afirmou o Papa Bento XVI, hoje, ao novo embaixador da Hungria junto a Santa Sé. Gábor Gyoriványi foi recebido hoje pela manhã no Palácio Apostólico em audiência privada por ocasião da apresentação das cartas credenciais.


O pontífice, falando em alemão, destacou particularmente a importância histórica da Hungria na sedimentação do cristianismo no continente, há mais de mil anos, e abordou os temas da família e do matrimônio, da liberdade religiosa e da fraternidade social. Na próxima segunda-feira o pontífice encontrará no Vaticano o primeiro ministro do país, Viktor Orban.

A Hungria, país do leste europeu, depois de 20 anos da queda da cortina de ferro que trouxe a democracia no sistema político, encontra-se em um período de debate sobre mudanças em sua Constituição, ainda do período comunista. O país, que há seis anos é membro da União Europeia, em 2011 assume a presidência do Conselho do Bloco. O Papa lembrou os valores cristãos que devem inspirar a nova Constituição húngara sem falar somente na referência à herança do Cristianismo no preâmbulo.

Os valores cristãos na sociedade se referem particularmente à posição do matrimônio e da família e da proteção da vida. O matrimônio cristão "conferiu à Europa o seu aspecto particular e o seu humanismo" que hoje, por causa da difusão da lei que promove o divórcio, se encontra em risco de erosão de sua estabilidade e indissolubilidade. A lei deve garantir uma forma que o proteja.

"A Europa - continuou Bento XVI - deixaria de ser Europa se essa célula basilar da construção social desaparecesse ou sofresse uma mutação substancial".


Em seu discurso o Santo Padre falou também sobre o tema da liberdade religiosa colocada à prova durante o comunismo: A obrigação do Estado não é aquela de impor "uma determinada religião", mas de "garantir a liberdade de confessar e praticar a fé", recordou Bento XVI. "A fé pela sua específica natureza é uma força purificante para a razão".

Ao final, Bento XVI desejou sorte ao novo embaixador e invocou as bençãos de Nossa Senhora a seu trabalho e a todo o povo húngaro.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

“A família é a base da sociedade e da natureza humana”

O bispo de Ciudad del Este (Paraguai), Dom Rogelio Livieres , afirmou que a família não é apenas a base da sociedade, mas também da "natureza humana", em uma declaração publicada na semana passada.


O bispo paraguaio afirma que se dedicou a escrever esta declaração porque, "neste momento, a identidade de nossas famílias está sendo atacada em suas raízes. A família é a base da sociedade e também da natureza humana".

Neste sentido, convida a defendê-la "contra agressivos grupos minoritários que exercem uma poderosa pressão midiática, econômica e política" e cujo objetivo, garante o prelado, é "mudar a definição da família e do matrimônio".

O pastor de Ciudad del Este constata a existência de uma "propaganda que nos inunda por meio da mídia", por meio "destas minorias que estão desenvolvendo campanhas na maioria de nossos países".

A declaração do bispo responde ao fato de também no Paraguai estarem a ponto de mudar as leis fundamentais que, afirma, "atentarão contra o que somos como pessoas humanas e como filhos de Deus".

O matrimônio é a união do homem e da mulher, isso é um ensinamento contido na Bíblia, na tradição de todos os povos no senso comum, garante Dom Livieres.

O pastor se remontou à origem da palavra "matrimônio", entre os romanos antes de serem cristãos, e que significa "cuidar da mãe" ou "proteger a mulher que é mãe". Ou seja, "matris" e "munio", "matri-monio".

O matrimônio, explica, "é a instituição que protege a mulher para que, ao unir-se a um homem e tornar-se mãe, não seja abandonada junto com seus filhos, que necessitam de proteção, atenção e educação. O matrimônio garante que nem a mãe nem os filhos serão abandonados irresponsavelmente pelo pai".

Exorta a viver a própria tradição e a estar "abertos ao futuro, respeitando sempre todas as minorias legítimas", ainda que advirta "que essas não podem agredir os direitos da maioria".

"Nem as maiorias nem as minorias podem manipular a natureza humana nem agredir a lei de Deus", destaca.

O prelado paraguaio denuncia que "querem definir a família não como união de homem e mulher, mas também de mulher com mulher ou de homem com homem. E querem dar a estas uniões homossexuais o direito de adoção de filhos".

"Sem cair na discriminação injusta - indica -, não podemos permitir que estas minorias roubem nossa identidade como seres humanos e filhos de Deus".

"Que não queiram roubar o que só um homem e uma mulher podem dar com a ajuda de Deus: a vida!" - acrescenta.

E conclui convidando a "apoiar todas as manifestações públicas legítimas a favor da vida e da família, porque precisamos evitar que nos próximos meses se aprovem leis que terminarão arruinando a nossa sociedade".

Fonte: Zenit
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