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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Padre oferece resgate à vítima de acidente e desaparece misteriosamente.


Um fato particularmente notável tomou as manchetes do mundo na última semana. Após um forte acidente envolvendo uma garota de 19 anos, em Missouri, nos Estados Unidos, a aparição de um sacerdote misterioso impressionou os serviços de emergência e as autoridades locais. O padre prestou ajuda à jovem Katie Lentz, que estava presa nas ferragens do carro acidentado, ministrou-lhe a unção dos enfermos e desapareceu sem deixar vestígios. Das mais de 80 fotos tiradas do acidente, nenhuma captou sequer uma imagem do padre – ainda que inúmeras testemunhas tenham confirmado a sua presença no local.
O acidente aconteceu no domingo, dia 4 de agosto, pela manhã, quando Katie Lentz saiu da casa de seus pais para ir à igreja com alguns amigos. A Mercedes que ela dirigia bateu com outro veículo e a jovem ficou presa às ferragens do carro. Depois de quase 45 minutos tentando tirá-la do carro, sem sucesso, o chefe do corpo de bombeiros, Raymond Reed, "estava preocupado porque se via sem opções", conta o policial Richard Adair, um dos primeiros a chegar ao local. "Suas ferramentas não estavam funcionando e, até aquele momento, já havia passado quase uma hora, e ele disse: eu não sei como vamos tirá-la".
Neste momento, Katie Lentz perguntou se alguém podia rezar com ela. E, então, uma voz disse: "Eu rezo". Era um homem de uns cinquenta anos, de cabelos brancos e vestido como sacerdote. O chefe do corpo de bombeiros afirma que ficou surpreso com a aparição, porque a estrada estava interditada em torno de 3 a 5 quilômetros e ninguém o havia visto chegar.
"Ele veio e pediu para dar a unção à garota no carro", conta Richard Adair. "Meu primeiro pensamento foi que isso possivelmente passaria uma mensagem errada a Katie, a de que talvez nós tivéssemos chamado um padre e pensado que ela não conseguiria sair dessa. Então, eu voltei, conversei com o padre e disse que estávamos preocupados que ela pensasse que tínhamos perdido as esperanças. Ele disse: 'Eu só quero dar-lhe a unção', e, então, nós deixamos que ele entrasse em cena."

 
Padre Patrick Dowling
 
Testemunhas contam que ele ungiu Katie e a equipe de resgate com óleo, rezou com elas e pediu que ficassem calmas. Imediatamente, como relatou um dos membros da equipe, uma sensação de paz tomou o local. Naquele momento, o corpo de bombeiros usou um novo equipamento e conseguiu libertar a jovem estudante. Depois disso, ninguém mais viu o sacerdote. "Nós todos voltamos para agradecer este sacerdote e ele se foi", contou o chefe do corpo de resgate, Raymond Reed. "Eu tenho 69 fotografias que foram tiradas minutos depois que o acidente aconteceu – transeuntes, a retirada do carro, a limpeza do local – e ele não está em nenhuma delas".
O chefe de polícia da localidade afirma que o acidente foi "o mais aterrorizante" dos que já viu com sobreviventes, em seus 27 anos de serviço. "Eu não saberia dizer se era um anjo enviado a nós na forma de um sacerdote ou um sacerdote que se tornou nosso anjo", disse o comandante do corpo de bombeiros. "Foi um milagre", garantiu.
A princípio, após os testemunhos e descrições das pessoas que estavam no local, alguns chegaram a conjecturar que aquela teria sido uma intervenção do padroeiro dos párocos, o sacerdote francês São João Maria Vianney, que viveu na França, no século XIX. Além dos traços semelhantes com o santo de Ars, o acidente aconteceu em 4 de agosto, dia em que é celebrada a sua memória.
Hoje, porém, a Diocese de Jefferson City emitiu uma nota, reconhecendo o sacerdote misterioso: tratava-se do padre Patrick Dowling. Ele disse que "ficou feliz por poder ajudar exercendo seu ministério" e que "era apenas um dos muitos que acudiram para assistir a vítima no acidente". Assistência providencial e emblemática: um auxílio do alto no dia dedicado aos sacerdotes, mostrando a importância dos sacramentos e do ministério sacerdotal na vida das pessoas. A jovem Katie Lentz continua se recuperando, ainda que com lesões no fígado, no baço, no pulmão e várias fraturas por todo o corpo.


Fonte: Site Christo Nihil Praeponere

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Pode a alma sair do corpo e voltar?

Algumas pessoas narram certas experiências que teriam vivido, segundo as quais a sua alma teria deixado o corpo e viajado pelo espaço, de tal modo que a pessoa viu o seu corpo estando fora dele. Isto é real, pode acontecer?
Bem, a Igreja Católica diz que somos formados de duas realidades unidas: corpo e alma; cuja separação significa a morte da pessoa. O Catecismo da Igreja explica que: “A unidade da alma e do corpo é tão profunda que se deve considerar a alma como a “forma do corpo” (Concílio de Viena, 1312: DS 902); ou seja, é graças à alma espiritual que o corpo constituído de matéria é um corpo humano vivo; o espírito e a matéria no homem não são duas naturezas unidas, mas a união deles forma uma única natureza” (§365).
Portanto, se a alma deixar o corpo, a pessoa experimenta a morte. Se esta voltar ao corpo, será então um caso de milagre de ressurreição, como Jesus fez com Lázaro, a menina Talita,  o filho da viúva de Naim e outros casos.
Assim, não tem base teológica a afirmação de que algumas pessoas viveram a experiência de “sair do corpo”, e continuaram vivas. Isto pode ser devido a alguma sugestão ou algo que a ciência deva explicar.
No dia 24 de agosto de 2007, o jornal  “Folha de São Paulo”, publicou uma matéria sobre neurociência, sob o título “Realidade virtual faz pessoa se sentir “fora do corpo”"  (Eduardo Geraque) sobre uma matéria publicada na Revista “Science”, onde se diz o seguinte:
“Você é você ou o seu avatar (representação virtual)? Ao depender dos experimentos apresentados hoje na revista “Science”, essa pergunta é cada vez mais pertinente. Dois grupos de pesquisa conseguiram iludir o cérebro a partir de estímulos visuais e fazer com que a pessoa real pensasse que era a virtual. O grupo liderado por Olaf Blanke, do Hospital Universitário de Genebra, conseguiu quebrar a ligação que existe entre a autoconsciência e o corpo físico a partir de um experimento até simples. Os voluntários, com óculos 3D, foram colocados diante de uma câmera. A imagem projetada para o ser real era das suas próprias costas. Uma caneta passou a ser pressionada, ao mesmo tempo, tanto na pessoa quanto na sua representação virtual. Os voluntários eram deslocados e então solicitados a voltar ao lugar onde estavam antes. E eles foram na direção do clone virtual”.
O estudo, diz o autor, prova que o conflito multissensorial fez os voluntários se sentirem no corpo virtual. Pelo menos mentalmente, eles se deslocaram “para fora do corpo”.
“Isso mostra que o nosso sistema nervoso entende algumas coisas como real, mas que não aconteceram realmente”, disse à Folha o neurocientista Luiz Eugênio de Mello, da Unifesp.
“A outra pesquisa, do grupo de Henrik Ehrsson, do Instituto Karolinska, na Suécia, também fez a realidade virtual enganar o cérebro. O toque físico fez com que pessoas sentissem que estavam sentadas em um local diferente de uma sala”.
Portanto, a ciência começa a revelar que os ensinamentos da Igreja têm base científica, embora sejam apresentados apenas como princípios religiosos. Ninguém pode viver a realidade de sua alma deixar o seu corpo sem experimentar a morte.
Prof. Felipe Aquino
Retirado de: Cléofas
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