quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Despedida: Bento XVI se reúne com cardeais antes de deixar pontificado
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Caio Vinícius
O Papa Bento XVI reuniu-se na manhã desta quinta-feira, 28, com o Colégio Cardinalício em audiência privada, último compromisso de seu pontificado. Na ocasião, o Santo Padre despediu-se dos cardeais.
No encontro, o decano do colégio cardinalício, Cardeal Angelo Sodano, dirigiu algumas palavras de homenagem ao Santo Padre. O Cardeal manifestou o profundo afeto dos cardeais pelo Papa e a gratidão pelo seu testemunho de serviço apostólico, para o bem da Igreja de Cristo e de toda a humanidade.
: Amar a Igreja significa ter a coragem de fazer opções difíceis, diz Bento XVI
: É tempo de sentir com a Igreja, diz Dom Odilo em Roma
O decano recordou o agradecimento expresso pelo Santo Padre no último sábado, no encerramento dos exercícios espirituais. Na ocasião, Bento XVI agradeceu à Cúria Romana não só pela semana de reflexões, mas também pelos quase oito anos nos quais compartilhou com ele o peso do ministério petrino.
“Amado e venerado Sucessor de Pedro, somos nós que devemos agradecer-lhe pelo exemplo que nos destes nestes quase oito anos de Pontificado. (…) Saiba que ardia também o nosso coração quando caminhávamos contigo nestes últimos oito anos. Hoje queremos uma vez mais exprimir-lhe toda a nossa gratidão”.
Diante das palavras, o Santo Padre também agradeceu. Ele afirmou, como já havia dito aos fiéis na última audiência geral, realizada ontem, que os conselhos recebidos dos cardeais ao longo de seu pontificado foram grandes riquezas para seu ministério. “Mesmo quando havia nuvens no céu, servimos Cristo e sua Igreja com amor total… demos esperança… só Deus pode iluminar nosso caminho… agradeço ao Senhor que nos uniu”.
Bento XVI manifestou seu desejo de que se possa crescer essa unidade profunda, de que o Colégio Cardinalício possa crescer em harmonia. Ele destacou o caráter vivo da Igreja, que vive iluminada pelo Espírito Santo, força de Deus.
“Através da encarnação de Cristo, permanece viva, continua a caminhar no tempo e em todos os lugares. Permaneçamos unidos, na oração e eucaristia cotidiana… animamos assim a Igreja e toda humanidade… antes de vos saudar, quero dizer que estarei próximo a vocês na oração, especialmente nos próximos dias. Que o Senhor lhes mostre o que quer de nós”.
Logo mais, às 17h (horário em Roma, 13h no horário de Brasília), Bento XVI deixa o Vaticano e segue para Castel Gandolfo. Ele deixa oficialmente o ministério petrino às 20h (16h no horário de Brasília). A partir deste momento, inicia-se o período de Sé Vacante, até a eleição do novo Papa.
Fonte: Papa.CancaoNova
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
O adeus de um Papa
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Caio Vinícius

O Papa Bento XVI fez na manhã de hoje, 27/02, sua última Audiência Pública na praça de São Pedro, no Vaticano, antes de renunciar ao Ministério Petrino. Diante de uma assembleia de mais de 150 mil pessoas, disse estar feliz por enxergar a Igreja viva e que jamais se sentiu sozinho nesses oito anos de pontificado. O Santo Padre ainda recordou que a Igreja não pertence a ele, mas a Cristo, e por isso, ela jamais afundará, mesmo quando as águas estiverem agitadas. "Não abandono a cruz, sigo de uma nova maneira com o Senhor Crucificado, sigo a seu serviço no recinto de São Pedro", enfatizou.
A Audiência começou por volta das 10h40 locais (6h40 de Brasília). Ao aparecer na praça de São Pedro no papamóvel, Bento XVI foi ovacionado por uma multidão que gritava "Viva o Papa" e "Bento! Bento!". Claramente emocionado, passeou pela praça por quase 15 minutos, agradecendo aos fiéis que levantavam cartazes e o agradeciam. Foram distribuídos 50 mil ingressos para os peregrinos participarem da catequese, mas segundo as estimativas, o público presente era de mais de 150 mil pessoas.

O Papa ressaltou no seu discurso o significado do amor que se deve prestar à Igreja e a Cristo. "Amar a Igreja significa também ter a valentia de tomar decisões difíceis, tendo sempre presente o bem da Igreja, e não o de si próprio", afirmou. Falando ao público de língua portuguesa, disse que "um papa não está sozinho na condução da barca de Pedro". "Embora lhe caiba a primeira responsabilidade, o Senhor colocou ao meu lado muitas pessoas que me ajudaram e me sustentaram", declarou o pontífice.
Bento XVI convidou os fiéis a rezarem por ele e pelo próximo papa. Ele agradeceu a Deus por tê-lo guiado nesses oito anos de papado e pediu para que a Igreja amasse Jesus "com a oração e com uma vida cristã coerente". "Deus ama-nos, mas espera também que nós o amemos!", recordou. O Romano Pontífice falou também das várias cartas que recebeu de pessoas simples enquanto esteve à frente da Igreja nestes últimos anos. Afirmou que essas manifestações afetuosas permitiam "tocar com a mão o que é a Igreja", pois ela não é uma organização ou uma associação com fins religiosos ou humanitários, "mas um corpo vivo, uma comunhão de irmãos e irmãs no Corpo de Jesus Cristo, que nos une a todos". "Experimentar a Igreja neste modo e poder assim com que poder tocar com as mãos a força da sua verdade e do seu amor, é motivo de alegria, num tempo em que tantos falam do seu declínio", declarou o papa entre os aplausos dos fiéis.
Bento XVI assumiu a Cátedra de Pedro em 19 de abril de 2005, aos 79 anos de idade. Nesses oitos anos de pontificado, presidiu 348 audiências gerais, das quais participaram 4,9 milhões de pessoas até dezembro de 2012. Além disso, escreveu três encíclicas (Deus caritas est, Spe salvi e Caritas in veritate), a biografia de Jesus, na aclamada trilogia "Jesus de Nazaré", participou de três Jornadas Mundiais da Juventude, sendo a última em Madrid, Espanha, com a presença de mais de dois milhões de jovens e fez mais de 50 viagens apostólicas por todo o mundo, incluindo o Brasil em 2007, quando veio para canonizar Frei Galvão e abrir a V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe.
A partir das 20h (locais) de amanhã, 28/02, se inicia o tempo de Sé vacante, como estabeleceu o Papa Bento XVI no seu discurso em que anunciou a renúncia. Segundo o porta voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, Joseph Ratzinger continuará a usar o nome de Bento XVI e o título honorífico de "Sua Santidade". Ele deverá ser chamado de "Papa emérito" ou "Pontífice Romano Emérito". Já o seu anel papal deverá ser quebrado, como prescreve a tradição quando termina um pontificado. Bento XVI foi o primeiro papa a renunciar em quase 600 anos.
Autor: Equipe Christo Nihil Praeponere
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Título, vestes e anel de Bento XVI: eis as respostas
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Caio Vinícius
Cidade do Vaticano (RV) – O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe.
Federico Lombardi, realizou na manhã desta terça-feira mais uma coletiva de
imprensa, em que esclareceu algumas das muitas dúvidas dos
jornalistas.
Uma delas é sobre como Bento XVI será chamado a partir do dia 28 de fevereiro. A resposta é: continuará a chamar-se Sua Santidade Bento XVI, mas foi escolhido também Papa Emérito ou Romano Pontífice Emérito.
Uma delas é sobre como Bento XVI será chamado a partir do dia 28 de fevereiro. A resposta é: continuará a chamar-se Sua Santidade Bento XVI, mas foi escolhido também Papa Emérito ou Romano Pontífice Emérito.
Sobre as vestes: branca, simples, sem
mantelete. Não são mais previstas os sapatos vermelhos. “Parece que o Papa ficou
muito satisfeito com os sapatos que lhe presentearam no México, em Leon”, disse
Pe. Lombardi.Não usará mais o anel do pescador, para o qual o Camerlengo, com o decano, darão o fim que a Constituição prevê.
Sobre o dia de hoje, o Papa a transcorrerá em oração e preparação para a transferência a Castel Gandolfo.
Para a Audiência Geral de quarta-feira, foram distribuídos 50 mil bilhetes. Prevê-se o mesmo esquema: um amplo giro com o papamóvel. Não terá lugar o “beija-mão” – este será feito após a Audiência Geral, na Sala Clementina, para algumas autoridades, como o Presidente da Eslováquia, o Presidente da região da Baviera.
Quinta-feira, às 11h, haverá a saudação aos Cardeais, com o discurso do Decano no início. Às 16h55 (hora local), a partida de carro do pátio de São Dâmaso, saudação dos superiores. No heliporto, haverá a saudação do Cardeal Decano. Às 17h15, a chegada a Castel Gandolfo, onde estarão presentes o Bispo de Albano e outros autoridades. Às 17h30, no Pátio interno o Papa saúda os fiéis – a última saudação pública do Santo Padre. Às 20h, a Guarda Suíça, fecha a porta do Palácio Apostólico, encerrando o serviço para o Papa como chefe da Igreja.
(BF)
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Último Angelus de Bento XVI
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Caio Vinícius
Queridos peregrinos de língua portuguesa que viestes rezar comigo o
Angelus: obrigado pela vossa presença e todas as manifestações de afeto e
solidariedade, em particular pelas orações com que me estais acompanhando nestes
dias. Que o bom Deus vos cumule de todas as bênçãos.
Bento XVI em seu último angelus, saudando os fiéis de língua portuguesa.
Queridos irmãos e irmãs,
Obrigado pelo vosso afeto!
Obrigado pelo vosso afeto!
Hoje, segundo domingo da Quaresma, temos um Evangelho particularmente belo, aquele da Transfiguração do Senhor. O Evangelista Lucas coloca especial atenção para o fato de que Jesus se transfigurou enquanto rezava: a sua é uma experiência profunda de relacionamento com o Pai durante uma espécie de retiro espiritual que Jesus vive em um alto monte na companhia de Pedro, Tiago e João, os três discípulos sempre presentes nos momentos da manifestação divina do Mestre (Lc 5,10; 8,51; 9,28). O Senhor, que pouco antes tinha predito a sua morte e ressurreição (9, 22) oferece aos discípulos uma antecipação da sua glória. E também na Transfiguração, como no batismo, ressoa a voz do Pai celeste: “Este é o meu filho, o eleito; escutai-o!” (9, 35). A presença então de Moisés e Elias, que representam a Lei e os Profetas da antiga Aliança, é ainda mais significativa: toda a história da Aliança é orientada para Ele, o Cristo, que cumpre um novo “êxodo” (9, 31), não para a terra prometida como no tempo de Moisés, mas para o Céu. A intervenção de Pedro: “Mestre, é bom estarmos aqui” (9, 33) representa a tentativa impossível de parar esta experiência mística. Comenta Santo Agostinho: “[Pedro] … sobre o monte … tinha Cristo como alimento da alma. Por que ele iria descer para voltar aos trabalhos e dores, enquanto lá estava cheio de sentimentos de amor santo para Deus e que o inspiravam, portanto, a uma conduta santa? (Discurso 78,3: PL 38,491).
Meditando sobre esta passagem do Evangelho, podemos aprender um ensinamento muito importante. Antes de tudo, o primado da oração, sem a qual todo o empenho do apostolado e da caridade se reduz ao ativismo. Na Quaresma aprendemos a dar o tempo certo à oração, pessoal e comunitária, que dá fôlego à nossa vida espiritual. Além disso, a oração não é um isolar-se do mundo e das suas contradições, como no Tabor queria fazer Pedro, mas a oração reconduz ao caminho, à ação. “A existência cristã – escrevi na Mensagem para esta Quaresma – consiste em um contínuo subir ao monte do encontro com Deus, e depois voltar a descer trazendo o amor e a força que daí derivam, para servir os nossos irmãos e irmãs com o próprio amor de Deus” (n. 3).
Queridos irmãos e irmãs, esta Palavra de Deus a sinto de modo particular dirigida a mim, neste momento da minha vida. Obrigado! O Senhor me chama a ‘subir o monte’, a dedicar-me ainda mais à oração e à meditação. Mas isto não significa abandonar a Igreja, ao contrário, se Deus me pede isto é para que eu possa continuar a servi-la com a mesma dedicação e o mesmo amor com o qual tenho buscado fazê-lo até agora, mas de modo mais adequado à minha idade e às minhas forças. Invoquemos a intercessão da Virgem Maria: ela nos ajude a todos a seguir sempre o Senhor Jesus, na oração e nas obras de caridade.
Fontes: Canção Nova e Boletim da Santa Sé
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
POR TRÁS DA RENÚNCIA...
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Caio Vinícius
A Igreja é repleta de mistérios, sendo ela mesma um mistério, como um sacramento, no qual uma coisa é o que aparece, outra é o que realmente é. E a Igreja, à semelhança de seu Divino Fundador, tem sua parte divina e humana. Divina na sua instituição, doutrina e graça salvífica que nos transmite, e humana nos seus membros, muitas vezes pecadores, ela “é ao mesmo tempo santa e sempre necessitada de purificação” (L.G. 8).
Pessoas nem sempre imbuídas de espírito de Fé especulam os problemas da Igreja católica, demasiadamente focados na sua parte humana, organizacional e estrutural, esquecendo-se da parte divina, muito mais importante, e a presença nela do seu Fundador, que a assiste através do Divino Espírito Santo. Mas, há já dois mil anos, ela “continua o seu peregrinar entre as perseguições do mundo e as consolações de Deus” (L.G. 8).
Mas afinal o que há por trás da renúncia de Bento XVI. Além dos motivos visíveis, apontados pelo próprio Papa – “forças já não idôneas, vigor do corpo e do espírito, devido à idade avançada” – existem outros fatores ocultos. Todos estão curiosos e eu vou lhes revelar o que realmente está por detrás dessa atitude do Papa.
Só é capaz de renunciar a esse cargo de tal importância e influência quem, olhando muito além das perspectivas humanas, tem uma profunda Fé em Deus, na divindade da sua Igreja e na assistência daquele do qual o Papa é o representante na terra: “confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo” (Bento XVI).
E como a Fé é a base da Esperança e da confiança, por trás dessa renúncia há uma sublime confiança em Deus: a barca de Pedro não soçobrará nas ondas desse mar tempestuoso, nem depende de nós para isso: “as forças do Inferno não poderão vencê-la” (Mt 16, 18).
Por trás dessa renúncia, vemos um grande amor a Deus e à sua Igreja: “uma decisão de grande importância para a vida da Igreja”, como disse ele.
Um grande desapego do alto cargo e influente posição, declarando-se apenas um humilde servidor, uma profunda humildade, não se julgando necessário e reconhecendo a própria fraqueza e incapacidade, de corpo e de espírito, para exercer adequadamente o ministério petrino, e ao pedir perdão – “peço perdão por todos os meus defeitos”.
Ao lado do heroísmo do Beato João Paulo II de levar o sofrimento pessoal até o fim, temos o grande heroísmo de Bento XVI de renunciar por amor à Igreja, para evitar qualquer sofrimento para ela. No começo da Igreja, no tempo das perseguições, houve cristãos que resolveram ficar onde estavam e enfrentar o martírio. Exemplo de fortaleza. Houve outros cristãos, que temendo a perseguição e a própria perseverança, acharam melhor fugir da perseguição e se refugiar no deserto, para rezar e fazer penitência, longe do mundo. Exemplo de humildade. Houve santos de ambas as posturas, os que enfrentaram e os que se retiraram. Heroísmo de fortaleza e heroísmo de humildade, frutos da Fé. A Igreja é feita de heróis da Fé!
Fonte: Dom Fernando Rifan
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
O Papa está para mudar as regras do Conclave
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Caio Vinícius
O porta-voz vaticano, padre Lombardi, indicou que poderiam tratar-se de «alguns pontos de detalhe», como a «plena harmonização com outro documento relacionado com o Conclave, o “Ordo Rituum Conclavis”»
Alessandro Speciale Roma
«O Papa está considerando a publicação de um Motu proprio, nos próximos dias, obviamente antes de que comece a sede vacante, para esclarecer alguns pontos particulares da Constituição Apostólica sobre o Conclave (“Universi Dominici Gregis”, ndr.) que, durante os últimos anos, lhe foram apresentados».
Segundo Lombardi, as indicações do Motu Proprio poderiam se relacionar com «alguns pontos de detalhes», como a «plena harmonização com outro documento relacionado com o Conclave, quer dizer o ''Ordo Rituum Conclavis''», que regula as orações e a as fórmulas recitadas para a eleição de um novo Papa, «De qualquer maneira – concluiu – a questão depende da avaliação do Papa, pelo que, se fará um texto novo, ou se indicará da maneira oportuna».
Durante um encontro que houve esta manhã no Vaticano, o Vice-Prefeito da Biblioteca Apostólica Vaticana, Ambrogio Piazzoni, explicou que, à luz da legislação atual, «se os cardeais chegam a Roma antes dos 15 dias de espera previstos, não há nada que esperar», e, neste caso, a reunião dos cardeais poderia dar-se antes do prazo estabelecido pela“Universi Dominici Gregis”.
A Constituição estabelece, no parágrafo 37, que a partir do momento em que a Sé Apostólica está legitimamente vacante, os Cardeais eleitores devem esperar durante quinze dias aos ausentes; ademais, o Colégio dos Cardeais tem a faculdade de retardar, se existem motivos muitos graves, o início da eleição. No máximo depois de que hajam passado 20 dias do início da sede vacante, todos os cardeais eleitores presentes terão que começar a eleição.
Piazzoni sublinhou que, de qualquer maneira, «até às 19h59min de 28 de fevereiro, o Papa é o supremo legislador e pode intervir nas normas que regulam o Conclave», porque «o Santo Padre é o único que pode intervir na legislação relativa ao Conclave». Até o momento de sua renúncia, adicionou, «a interpretação da lei a pode dar somente o Papa».
Há alguns dias, o padre Lombardi tinha excluído qualquer novidade sobre a data de início do Conclave e disse ainda que a questão « foi plantada inclusive por diferentes cardeais e esperamos uma resposta autorizada, apenas que esteja disponível ». «A situação é um pouco diferente da anterior, na que a convocação aos cardeais se fez quando já estava vacante a sé, enquanto neste caso, com a comunicação antecipada da renúncia algumas semanas antes e o anúncio do começo da sede vacante antecipadamente, os cardeais, obviamente já estão conscientes e podem se preparar para vir com mais tempo» a Roma. E o jesuíta também explicou que na eventualidade de que já tenham chegado, de que não tenha que esperar a ninguém, «se pode interpretar a constituição apostólica de forma diferente. A pergunta existe, alguns têm a plantado, alguns a têm proposto. O problema segue aberto».
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Nota de Dom Fernando Guimarães sobre a Renúncia de Bento XVI e sobre o período de sede vacante
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Caio Vinícius
Saúde, Paz e Benção no Senhor!
1. Renúncia do Papa Bento XVI.
Fomos todos surpreendidos, na manhã do dia 11 de fevereiro, festa de Nossa Senhora de Lourdes, com a notícia da renúncia de Sua Santidade o Papa Bento XVI ao ofício de sucessor de São Pedro e de Vigário de Jesus Cristo, por ele comunicada, naquela manhã, aos Cardeais reunidos em Consistório.
São estas as suas palavras, pronunciadas em latim: "Convoquei-os para este Consistório, não apenas para as três canonizações, mas também para comunicar-lhes uma decisão de grande iumportância para a vida da Igreja. Aós ter repetidamente examinado minha consci|ência perante Deus, eu tive a certeza de que minhas forças, devido à avançada idade, não são mais apropriadas para o adequado exercício do ministério de Pedro. Eu estou bem consciente de que esse ministério, devido à sua natureza essencialmente espiritual, deve ser levado não apenas com palavras e fatos, mas não menos com oração e sofrimento. Contudo, no mundo de hoje, sujeito a mudanças tão rápidas e abalado por questões de profunda relevância para a vida da fé, para governar o barco de São Pedro e proclamar o Evangelho, é necessário tanto força da mente como do corpo, o que, nos últimos meses, se deteriorou em mim numa extensão em que eu tenho de reconhecer minha incapacidade de adequadamente cumprir o ministério a mim confiado. Por essa razão, e bem consciente da seriedade desse ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério como Bispo de Roma, sucessor de São Pedro, confiado a mim pelos cardeais em 19 de abril de 2005. A partir de 28 de fevereiro de 2013, às 20h, a Sé de Roma, a Sé de São Pedro, vai estar vaga e um conclave para eleger o novo Sumo Pontífice terá de ser convocado por quem tem competência para isso. Caros irmãos, agradeço sinceramente por todo o amor e trabalho com que vós me apoiastes em meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. E agora, vamos confiar a Santa Igreja aos cuidados de nosso Supremo Pastor, Nosso Senhor Jesus Cristo, e implorar a sua santa Mãe Maria, para que ajude os Cardeais com sua solicitude maternal, para eleger um novo Sumo Pontífice. Em relação a mim, desejo também devotamente servir a Santa Igreja de Deus no futuro, através de uma vida dedicada à oração".
As normas da Igreja preveem a possibilidade da renúncia do Papa, no Cãnon 332, par. 2, do Código de Direito Canônico: "Se acontecer que o Romano Pontífice renuncie a seu múnus, para a validade se requer que a renúncia seja feita livremente e devidamente manifestada, mas não que seja aceita por alguém". Tais condições canônicas foram plenamente cumpridas em nosso caso: o próprio Papa anunciou a renúncia ressaltando estar agindo consciente da seriedade do ato e com plena liberdade; o anúncio foi feito ao Colégio dos Cardeais reunido em Consistório. A partir deste momento, a renúncia torna-se portanto efetiva, não necessitando que alguém a aceite. Portanto, a partir do dia 28 de fevereiro, a Sé Romana estará vacante.
2. Situação da Igreja durante a vacância da sede
O regime da Igreja em sede vacante é determinado pela Constituição Apostólica Universi Dominici gregis, do Beato Papa João Paulo II, de 22 de fevereiro de 1996. Durante a vacância, o Colégio dos Cardeais assume o governo da Igreja somente para o desempenho dos assuntos rotineiros e para a preparação da eleição do novo Papa, nada devendo ser modificado ou abrogado nesse tempo. Cessam em suas funções o Cardeal Secretário de Estado e os Prefeitos dos vários Dicastérios da Cúria Romana, com exceção do Cardeal Vicário para a Diocese de Roma, o Cardeal Arcipreste da Basílica de São Pedro e Vigário Geral do Vaticano. Permanecem nas funções também os Núncios Apostólicos nos respectivos países.
O Conclave para a eleição do novo Papa deve se iniciar após 15 dias e não mais do que 20 dias depois da vacância da sede. São eleitores os Cardeais com menos de 80 anos de idade no momento da vacância e o seu número não poderá ultrapassar os 120. As votações terão lugar da Capela Sistina do Vaticano e os eleitores permanecerão em regime fechado, sem contato com o exterior. O Conclave procede com dois escrutínios pela manhã e outros dois pela tarde. Antes de votar, o Cardeal eleitor, com a cédula na mão, pronuncia o seguinte juramento: "Chamo como testemunha Cristo Senhor, o qual me julgará, de que o meu voto é dado àquele que, diante de Deus, julgo que deva ser eleito". O candidato deverá obter dois terços dos votos. Uma vez obtido o resultado, o eleito é interrogado pelo Cardeal Decano: Aceitas a tua eleição canônica como Sumo Pontífice? E após receber o consentimento do eleito, acrescenta: Como queres ser chamado? Em seguida, o novo Papa recebe a obediência dos Cardeais e, já revestido das vestes pontifícias, é apresentado ao povo, no balcão principal da Basílica de São Pedro. Desde a sua aceitação, ele é o novo Papa, com todos os poderes do cargo.
3. Convite à oração pelo Conclave
O Papa João Paulo II, no documento citado, convida toda a Igreja a se unir em oração neste período: "Durante o período de sede vacante e, sobretudo, durante o tempo da eleição do sucessor de Pedro, a Igreja permanece unida de modo particular com os seus pastores e especialmente com os Cardeais eleitores, e implora de Deus o novo Papa como dom da sua bondade e providência. ... Estabeleço, pois, que em todas as cidades e nos outros lugares, apenas se tenha notícia da sede vacante, elevem-se humildes e incessantes orações ao Senhor (cf. Mt 21,22; Mc 11,24), para que ilumine o ânimo dos eleitores e os torne concordes em sua tarefa, que se obtenha uma solícita, unânime e frutuosa eleição, como exige a salvação das almas e o bem de todo o povo de Deus".
Assim sendo, determino que em todas as celebrações da nossa Diocese, antes da benção final, faça-se uma oração pedindo as luzes do Espírito Santo sobre o próximo Conclave, para que Deus nos dê o Papa que Ele quer para a sua Igreja. Igualmente, convido a todos para, em sua oração pessoal, invocar as graças divinas sobre os Cardeais eleitores e sobre todos nós, para acolhermos com espírito de fé o Papa que será eleito.
A Bento XVI, toda a nossa gratidão pelo testemunho belíssimo de sua fé e pela generosidade com que, nestes anos, vem desempenhando a árdua função do Papado. Que o Senhor continue abençoando-o e o conforte na nova forma de vida que ele escolheu.
Garanhuns, 11 de fevereiro de 2013, festa de Nossa Senhora de
Lourdes
Dom Fernando Guimarães, Bispo Diocesano de Garanhuns
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Continuaremos a chamá-lo de Bento XVI, diz porta-voz do Vaticano
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Caio Vinícius
O Papa Bento XVI poderá continuar sendo chamado de Bento XVI após sua renúncia. Isso foi o que disse o porta voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, durante coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira, 14, no Vaticano.
Respondendo aos jornalistas que indagavam sobre a forma como se referir ao Papa no futuro, Padre Lombardi explicou que “ainda não se tem clareza” se será “Bispo emérito de Roma”. Mas quanto ao nome “Bento XVI”, esclareceu que é um título ao qual não pode renunciar.
“Penso poder reiterar que Bento XVI é um título ao qual não pode renunciar: é o seu nome como Papa, que levou para toda a Igreja e para todo o mundo oficialmente, por oito anos. Então certamente nós continuaremos a poder dizer que é Bento XVI. Isto não muda e não pode evidentemente mudar!”, disse o porta voz.
Sobre a viagem do Papa após 28 de fevereiro, ele explicou que serão Dom George Gaenswein, que permanece prefeito da Casa Pontifícia, e as “leigas consagradas da família pontifícia”, que já se ocupam da vida cotidiana do Papa, a acompanhá-lo primeiro para Castel Gandolfo, depois para o Vaticano.
O porta voz também explicou que os cardeais que vão chegar ao Vaticano estarão a partir de 1º de março, não antes disso, na Casa Santa Marta. Ele confirmou que o conclave iniciará entre 15 e 20 de março, “a data será comunicada durante a sede vacante” e que seja o Cardeal Walter Kasper seja o Cardeal Severino Poletto poderão participar, porque completarão 80 anos em março. O limite previsto para o voto é para quem já completou esta idade no primeiro dia da sede vacante.
Com relação ao encontro do Papa com os párocos e sacerdotes de Roma, realizado também nesta quinta-feira, padre Lombardi disse aos jornalistas que foi um “testemunho único do Concílio Vaticano II”. Mais uma vez, ele voltou a reiterar que a renúncia do Pontífice aconteceu por motivos de envelhecimento e que nem a queda durante a viagem ao México nem outras motivações influíram sobre sua decisão.
Fonte: Canção Nova Notícias e Rádio Vaticano
“Penso poder reiterar que Bento XVI é um título ao qual não pode renunciar: é o seu nome como Papa, que levou para toda a Igreja e para todo o mundo oficialmente, por oito anos. Então certamente nós continuaremos a poder dizer que é Bento XVI. Isto não muda e não pode evidentemente mudar!”, disse o porta voz.
Sobre a viagem do Papa após 28 de fevereiro, ele explicou que serão Dom George Gaenswein, que permanece prefeito da Casa Pontifícia, e as “leigas consagradas da família pontifícia”, que já se ocupam da vida cotidiana do Papa, a acompanhá-lo primeiro para Castel Gandolfo, depois para o Vaticano.
O porta voz também explicou que os cardeais que vão chegar ao Vaticano estarão a partir de 1º de março, não antes disso, na Casa Santa Marta. Ele confirmou que o conclave iniciará entre 15 e 20 de março, “a data será comunicada durante a sede vacante” e que seja o Cardeal Walter Kasper seja o Cardeal Severino Poletto poderão participar, porque completarão 80 anos em março. O limite previsto para o voto é para quem já completou esta idade no primeiro dia da sede vacante.
Com relação ao encontro do Papa com os párocos e sacerdotes de Roma, realizado também nesta quinta-feira, padre Lombardi disse aos jornalistas que foi um “testemunho único do Concílio Vaticano II”. Mais uma vez, ele voltou a reiterar que a renúncia do Pontífice aconteceu por motivos de envelhecimento e que nem a queda durante a viagem ao México nem outras motivações influíram sobre sua decisão.
Fonte: Canção Nova Notícias e Rádio Vaticano
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