quarta-feira, 24 de julho de 2013
quarta-feira, 28 de março de 2012
Viagem Apostólica de Bento XVI ao México e Cuba - 23 a 29 de março de 2012
Postado por
Caio Vinícius
MÉXICO
- Cerimônia de boas-vindas no Aeroporto Internacional de Guanajuato (León, 23 de março de 2012)
- Saudação às crianças na Praça da Paz em Guanajuato (León, 24 de março de 2012)
- Santa Missa no Parque Expo Bicentenário de León (25 de março de 2012)
- Recitação do Angelus Domini (León, 25 de março de 2012)
- Celebração das Vésperas com os Bispos do México e da América Latina na Catedral de Nossa Senhora da Luz (León, 25 de março de 2012)
- Saudação do Papa, no domingo à noite, em frente ao Colégio Miraflores (25 de março de 2012)
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- Cerimônia de despedida do México no Aeroporto Internacional de Guanajuato (26 de março de 2012)
CUBA
- Cerimônia de boas-vindas no Aeroporto Internacional Antônio Maceo em Santiago de Cuba (26 de março de 2012)
- Santa Missa por ocasião do 400º aniversário do descobrimento da imagem da Virgem da Caridade do Cobre na Praça Antonio Maceo (Santiago de Cuba, 26 de março de 2012)
- Visita ao Santuário da Virgem da Caridade do Cobre (Santiago de Cuba, 27 de março de 2012)
- Santa Missa na Praça da Revolução (Havana, 28 de março de 2012)
- Cerimônia de despedida no Aeroporto Internacional José Martí (Havana, 28 de março de 2012)
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
O ecumenismo de Bento XVI.
Postado por
Caio Vinícius
A viagem do Papa Bento XVI à Alemanha, hoje em seu segundo dia, transcorre numa atmosfera mais do que conturbada. Para além dos protestos de anti-católicos contra a visita do Papa, o fator determinante na disposição da viagem pontifícia é o histórico liberalismo da Igreja na Alemanha e a pujança de seus movimentos reformistas que pretendem tornar a Igreja Católica uma sucursal protestante.
Às vésperas da viagem, foram especuladas, por ambientes católicos e protestantes, medidas por parte do Papa para acelerar o passo rumo à unidade: cogitou-se um reconhecimento do protestantismo como Igreja, título cuja negação pelo então Cardeal Ratzinger na Dominus Iesus gerou enorme comoção na Alemanha; falou-se também de um reconhecimento da possibilidade de comunhão entre católicos e protestantes em suas celebrações e até um importante partido político pediu a abolição do celibato sacerdotal.
Nas vésperas da vinda do Papa, falou-se diversas vezes de um dom ecumênico do hóspede que se esperava desta visita. Não é preciso especificar os dons mencionados em tal contexto [os que citamos acima: reconhecimento do protestantismo, inter-comunhão, abolição do celibato, etc]. A propósito, quero dizer que isto constitui um equívoco político da fé e do ecumenismo. Quando um Chefe de Estado visita um país amigo, geralmente a sua vinda é antecedida por contatos das devidas instâncias que preparam a estipulação de um ou mesmo vários acordos entre os dois Estados: ponderando vantagens e desvantagens chega-se a um compromisso que, em última análise, aparece vantajoso para ambas as partes, de tal modo que depois o tratado pode ser assinado. Mas a fé dos cristãos não se baseia numa ponderação das nossas vantagens e desvantagens. Uma fé construída por nós próprios não tem valor. A fé não é algo que nós esquadrinhamos ou concordamos. É o fundamento sobre o qual vivemos. A unidade não cresce através da ponderação de vantagens e desvantagens, mas só graças a uma penetração cada vez mais profunda na fé mediante o pensamento e a vida“.
Mas como se daria exatamente esta unidade após itinerário de “penetração cada vez mais profunda na fé mediante o pensamento e a vida”? Através do reingresso dos protestantes na Igreja Católica, mediante a rejeição de seus erros? Este ponto, infelizmente, continua obscuro há mais de quatro décadas.
Pontos comuns.
Por outro lado, Bento XVI não deixa de reconhecer os pontos comuns com os protestantes, destacando inclusive uma “unidade fundamental” que consistiria “no fato de acreditarmos em Deus, Pai onipotente, Criador do céu e da terra; de O confessarmos como Deus trinitário – Pai, Filho e Espírito Santo”.
[...]
Fonte: Fratres in Unum
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Homilia de Bento XVI em Berlim
Postado por
Caio Vinícius

Homilia de Bento XVI
Viagem apostólica à Alemanha (22-25 de
setembro de 2011)
Olympiastadion,
Berlim-Alemanha
22 de setembro de 2011
Venerados irmãos no Episcopado,
Amados irmãos e irmãs,
O olhar pela ampla circunferência do estádio olímpico, que vós encheis hoje em tão grande número, gera em mim grande alegria e confiança. Com afecto saúdo a todos vós: os fiéis da arquidiocese de Berlim e das outras dioceses alemãs, bem como os numerosos peregrinos vindos dos países vizinhos. Há quinze anos, pela primeira vez, veio um Papa à capital federal de Berlim. Perdura viva em todos nós a recordação da visita do meu venerado Predecessor, o Beato João Paulo II, e da beatificação do Arcipreste da Catedral de Berlim, Bernhard Lichtenberg – juntamente com a de Karl Leisner – que se deu precisamente aqui, neste lugar.
Pensando nestes Beatos e em toda a série dos Santos e Beatos, podemos compreender o que significa viver como ramos da videira verdadeira, que é Cristo, e dar muito fruto. O Evangelho de hoje trouxe-nos à mente a imagem desta planta, que se alcandora frondosa no oriente e é símbolo de força vital, uma metáfora da beleza e dinamismo da comunhão de Jesus com os seus discípulos e amigos.
Na parábola da videira, Jesus não diz: «Vós sois a videira»; mas: «Eu sou a videira, vós os ramos» (Jo 15, 5). Isto significa: «Assim como os ramos estão ligados à videira, assim também vós pertenceis a Mim! Mas, pertencendo a Mim, pertenceis também uns aos outros». E, neste pertencer um ao outro e a Ele, não se trata de qualquer relação ideal, imaginária, simbólica, mas é – apetece-me quase dizer – um pertencer a Jesus Cristo em sentido biológico, plenamente vital. É a Igreja, esta comunidade de vida com Ele e de um para o outro, que está fundada no baptismo e se vai aprofundando cada vez mais na Eucaristia. «Eu sou a videira verdadeira»: isto na realidade, porém, significa: «Eu sou vós, e vós sois Eu» - uma identificação inaudita do Senhor connosco, a sua Igreja.
Uma vez, às portas de Damasco, o próprio Cristo perguntou a Saulo, o perseguidor da Igreja: «Porque Me persegues?» (Act 9, 4). Deste modo, o Senhor exprime a comunhão de destino que deriva da íntima comunhão de vida da sua Igreja com Ele, o Cristo ressuscitado. Ele continua a viver na sua Igreja neste mundo. Ele está connosco, e nós estamos com Ele. «Porque Me persegues?»: destas palavras se conclui que é a Jesus que ferem as perseguições contra a sua Igreja. E, ao mesmo tempo, não estamos sozinhos quando somos oprimidos por causa da nossa fé. Jesus está connosco.
Na parábola, Jesus começa dizendo: «Eu sou a videira verdadeira, e o meu Pai é o agricultor» (Jo 15, 1), explicando que o vinhateiro toma a tesoura, corta os ramos secos e poda aqueles que produzem fruto para que dêem mais fruto. Dizendo isto mesmo com a imagem do profeta Ezequiel, que escutámos na primeira leitura, Deus quer tirar do nosso peito o coração morto, de pedra, para nos dar um coração vivo, de carne (cf. Ez 36, 26). Quer dar-nos vida nova, pujante de força. Cristo veio chamar os pecadores; são estes que precisam do médico, não os sãos (cf. Lc 5, 31-32). Deste modo, como diz o Concílio Vaticano II, a Igreja é o «universal sacramento de salvação» (LG 48), que existe para os pecadores, a fim de lhes abrir o caminho da conversão, da cura e da vida. Esta é a verdadeira e grande missão da Igreja, que Cristo lhe conferiu.
Alguns olham para Igreja, detendo-se no seu aspecto exterior. Então ela aparece-lhes apenas como uma das muitas organizações presentes numa sociedade democrática; e, segundo as normas e leis desta, se deve depois avaliar e tratar inclusive uma figura tão difícil de compreender como é a «Igreja». Se depois se vem juntar ainda a experiência dolorosa de que, na Igreja, há peixes bons e maus, trigo e joio, e se o olhar se fixa nas realidades negativas, então nunca mais se desvenda o grande e profundo mistério da Igreja.
Consequentemente deixa de assomar qualquer alegria pelo facto de se pertencer a uma tal videira que é «Igreja». Crescem insatisfação e descontentamento, se não virem realizadas as próprias ideias superficiais e erróneas de «Igreja» e os próprios «sonhos de Igreja»! Então cessa também aquele jubiloso cântico «Agradeço ao Senhor que por graça me chamou à sua Igreja» que gerações de católicos cantaram com convicção.
E, no seu discurso, o Senhor continua dizendo: «Permanecei em Mim, que Eu permaneço em vós. Tal como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, mas só permanecendo na videira, assim também acontecerá convosco, se não permanecerdes em Mim (…), pois, sem Mim – poder-se-ia traduzir também: fora de Mim –, nada podeis fazer» (Jo 15, 4-5).
Cada um de nós vê-se aqui confrontado com tal decisão. E o Senhor, na sua parábola, insiste na seriedade da mesma: «Se alguém não permanecer em Mim, é lançado fora, como um ramo, e seca. Esses são apanhados e lançados ao fogo, e ardem» (Jo 15, 6). A este respeito, observa Santo Agostinho: «Ao ramo toca uma coisa ou outra: ou a videira ou o fogo; se [o ramo] não estiver na videira, estará no fogo; por conseguinte, para que não esteja no fogo, fique na videira» (In Joan. Ev. tract. 81, 3: PL 35, 1842).
A escolha aqui pedida faz-nos compreender, de modo insistente, o significado existencial da nossa opção de vida. Ao mesmo tempo a imagem da videira é um sinal de esperança e confiança. Ao encarnar-Se, o próprio Cristo veio a este mundo para ser o nosso fundamento. Em cada necessidade e aridez, Ele é a fonte que dá a água da vida que nos sacia e fortalece. Ele mesmo carrega sobre Si todo o pecado, medo e sofrimento e, por fim, nos purifica e transforma misteriosamente em vinho bom. Em tais momentos de necessidade, às vezes sentimo-nos como que sob uma prensa, à semelhança dos cachos de uva que são completamente esmagados. Mas sabemos que, unidos a Cristo, nos tornamos vinho generoso.
Deus sabe transformar em amor mesmos as coisas pesadas e acabrunhadoras da nossa vida. Importante é «permanecermos» na videira, em Cristo. Neste breve trecho, o evangelista usa uma dúzia de vezes a palavra «permanecer». Este «permanecer-em-Cristo» caracteriza o discurso inteiro. No nosso tempo de inquietação e indiferença, em que tanta gente perde a orientação e o apoio; em que a fidelidade do amor no matrimónio e na amizade se tornou tão frágil e de breve duração; em que nos apetece gritar, em nossa necessidade, como os discípulos de Emaús: «Senhor, fica connosco, porque anoitece (cf. Lc 24, 29), sim, é escuro ao nosso redor!»; aqui o Senhor ressuscitado oferece-nos um refúgio, um lugar de luz, de esperança e confiança, de paz e segurança. Onde a secura e a morte ameaçam os ramos, aí, em Cristo, há futuro, vida e alegria.
Permanecer em Cristo significa, como já vimos, permanecer na Igreja. A comunidade inteira dos crentes está firmemente unida em Cristo, a videira. Em Cristo, todos nós estamos conjuntamente unidos. Nesta comunidade, Ele sustenta-nos e, ao mesmo tempo, todos os membros se sustentam uns aos outros. Juntos resistem às tempestades e oferecem protecção uns aos outros. Não cremos sozinhos, mas cremos com toda a Igreja.
Como anunciadora da Palavra de Deus e dispensadora dos sacramentos, a Igreja une-nos com Cristo, a videira verdadeira. A Igreja, como «a plenitude e o completamento do Redentor» [Pio XII, Mystici corporis, AAS 35 (1943), p. 230: «plenitudo et complementum Redemptoris»], é para nós penhor da vida divina e medianeira dos frutos de que fala a parábola da videira. A Igreja é o dom mais belo de Deus. Por isso, diz Santo Agostinho, «cada um possui o Espírito Santo na medida em que ama a Igreja de Cristo» (In Ioan. Ev. tract. 32, 8: PL 35, 1646). Com a Igreja e na Igreja, podemos anunciar a todos os homens que Cristo é a fonte da vida, que Ele está presente, que é a realidade grande por que anelamos. Dá-Se a Si mesmo. Quem crê em Cristo, tem um futuro. Porque Deus não quer aquilo que é árido, morto, artificial, e que no fim é deitado fora, mas quer as coisas fecundas e vivas, a vida em abundância.
Amados irmãos e irmãs! Desejo a todos vós que possais descobrir cada vez mais profundamente a alegria de estar unidos com Cristo na Igreja, que possais encontrar nas vossas necessidades conforto e redenção e que vos torneis cada vez mais o delicioso vinho da alegria e do amor de Cristo para este mundo. Amen.
Discurso de Bento XVI ao Parlamento alemão
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Caio Vinícius
Ilustre Senhor Presidente Federal!
Senhor Presidente do Bundestag!
Senhora Chanceler Federal!
Senhor Presidente do Bundesrat!
Senhoras e Senhores Deputados!
Constitui para mim uma honra e uma alegria falar diante desta Câmara Alta, diante do Parlamento da minha Pátria alemã, que se reúne aqui em representação do povo, eleita democraticamente para trabalhar pelo bem da República Federal da Alemanha. Quero agradecer ao Senhor Presidente do Bundestag o convite que me fez para pronunciar este discurso, e também as amáveis palavras de boas-vindas e de apreço com que me acolheu.
Neste momento, dirijo-me a vós, prezados Senhores e Senhoras, certamente também como concidadão que se sente ligado por toda a vida às suas origens e acompanha solidariamente as vicissitudes da Pátria alemã. Mas o convite para pronunciar este discurso foi-me dirigido a mim como Papa, como Bispo de Roma, que carrega a responsabilidade suprema da Igreja Católica. Deste modo, vós reconheceis o papel que compete à Santa Sé como parceira no seio da Comunidade dos Povos e dos Estados. Na base desta minha responsabilidade internacional, quero propor-vos algumas considerações sobre os fundamentos do Estado liberal de direito.
Seja-me permitido começar as minhas reflexões sobre os fundamentos do direito com uma pequena narrativa tirada da Sagrada Escritura. Conta-se, no Primeiro Livro dos Reis, que Deus concedeu ao jovem rei Salomão fazer um pedido por ocasião da sua entronização. Que irá pedir o jovem soberano neste momento tão importante: sucesso, riqueza, uma vida longa, a eliminação dos inimigos? Não pede nada disso; mas sim: “Concede ao teu servo um coração dócil, para saber administrar a justiça ao teu povo e discernir o bem do mal” (1 Re 3, 9).
Com esta narração, a Bíblia quer indicar-nos o que deve, em última análise, ser importante para um político. O seu critério último e a motivação para o seu trabalho como político não devem ser o sucesso e menos ainda o lucro material.
A política deve ser um compromisso em prol da justiça e, assim, criar as condições de fundo para a paz. Naturalmente um político procurará o sucesso, que, de per si, lhe abre a possibilidade de uma ação política efetiva; mas o sucesso há-de estar subordinado ao critério da justiça, à vontade de atuar o direito e à inteligência do direito. É que o sucesso pode tornar-se também um aliciamento, abrindo assim a estrada à falsificação do direito, à destruição da justiça. “Se se põe de parte o direito, em que se distingue então o Estado de uma grande banda de salteadores?” – sentenciou uma vez Santo Agostinho (De civitate Dei IV, 4, 1).
Nós, alemães, sabemos pela nossa experiência que estas palavras não são um fútil espantalho. Experimentamos a separação entre o poder e o direito, o poder colocar-se contra o direito, o seu espezinhar o direito, de tal modo que o Estado se tornara o instrumento para a destruição do direito: tornara-se uma banda de salteadores muito bem organizada, que podia ameaçar o mundo inteiro e impeli-lo até à beira do precipício. Servir o direito e combater o domínio da injustiça é e permanece a tarefa fundamental do político.
domingo, 8 de maio de 2011
Omelia di Benedetto XVI nella visita pastorale ad Aquileia e Venezia
Postado por
Caio Vinícius
VISITA PASTORALE AD AQUILEIA E VENEZIA
SANTA MESSA
OMELIA DEL SANTO PADRE BENEDETTO XVI
Parco San Giuliano - Mestre
Domenica, 8 maggio 2011
Cari fratelli e sorelle!
Sono molto lieto di essere oggi in mezzo a voi e celebrare con voi e per voi questa solenne Eucaristia. È significativo che il luogo prescelto per questa Liturgia sia il Parco di San Giuliano: uno spazio dove abitualmente non si celebrano riti religiosi, ma manifestazioni culturali e musicali. Oggi, questo spazio ospita Gesù risorto, realmente presente nella sua Parola, nell’assemblea del Popolo di Dio con i suoi Pastori e, in modo eminente, nel sacramento del suo Corpo e del suo Sangue. A voi, venerati Fratelli Vescovi, con i Presbiteri e i Diaconi, a voi religiosi, religiose e laici rivolgo il mio più cordiale saluto, con un pensiero speciale per gli ammalati e gli infermi qui presenti, accompagnati dall’UNITALSI. Grazie per la vostra calorosa accoglienza! Saluto con affetto il Patriarca, Cardinale Angelo Scola, che ringrazio per le toccanti parole che mi ha indirizzato all’inizio della santa Messa. Rivolgo un deferente pensiero al Sindaco, al Ministro per i Beni e le Attività Culturali in rappresentanza del Governo, al Ministro del Lavoro e delle Politiche Sociali ed alle Autorità civili e militari, che con la loro presenza hanno voluto onorare questo nostro incontro. Un ringraziamento sentito a quanti hanno generosamente offerto la loro collaborazione per la preparazione e lo svolgimento di questa mia Visita Pastorale. Grazie di cuore!
Il Vangelo della Terza Domenica di Pasqua - ora ascoltato - presenta l’episodio dei discepoli di Emmaus (cfr Lc 24,13-35), un racconto che non finisce mai di stupirci e di commuoverci. Questo episodio mostra le conseguenze che Gesù risorto opera nei due discepoli: conversione dalla disperazione alla speranza; conversione dalla tristezza alla gioia; e anche conversione alla vita comunitaria. Talvolta, quando si parla di conversione, si pensa unicamente al suo aspetto faticoso, di distacco e di rinuncia. Invece, la conversione cristiana è anche e soprattutto fonte di gioia, di speranza e di amore. Essa è sempre opera di Cristo risorto, Signore della vita, che ci ha ottenuto questa grazia per mezzo della sua passione e ce la comunica in forza della sua risurrezione.
Cari fratelli e sorelle! Sono venuto tra voi come Vescovo di Roma e continuatore del ministero di Pietro, per confermarvi nella fedeltà al Vangelo e nella comunione. Sono venuto per condividere con i Vescovi e i Presbiteri l’ansia dell’annuncio missionario, che tutti ci deve coinvolgere in un serio e ben coordinato servizio alla causa del Regno di Dio. Voi, oggi qui presenti, rappresentate le Comunità ecclesiali nate dalla Chiesa madre di Aquileia. Come in passato, quando quelle Chiese si distinsero per il fervore apostolico e il dinamismo pastorale, così anche oggi occorre promuovere e difendere con coraggio la verità e l’unità della fede. Occorre rendere conto della speranza cristiana all’uomo moderno, sopraffatto non di rado da vaste ed inquietanti problematiche che pongono in crisi i fondamenti stessi del suo essere e del suo agire.
Voi vivete in un contesto nel quale il Cristianesimo si presenta come la fede che ha accompagnato, nei secoli, il cammino di tanti popoli, anche attraverso persecuzioni e prove molto dure. Di questa fede sono eloquente espressione le molteplici testimonianze disseminate ovunque: le chiese, le opere d’arte, gli ospedali, le biblioteche, le scuole; l’ambiente stesso delle vostre città, come pure delle campagne e delle montagne, tutte costellate di riferimenti a Cristo. Eppure, oggi questo essere di Cristo rischia di svuotarsi della sua verità e dei suoi contenuti più profondi; rischia di diventare un orizzonte che solo superficialmente - e negli aspetti piuttosto sociali e culturali -, abbraccia la vita; rischia di ridursi ad un cristianesimo nel quale l’esperienza di fede in Gesù crocifisso e risorto non illumina il cammino dell’esistenza, come abbiamo ascoltato nel Vangelo odierno a proposito dei due discepoli di Emmaus, i quali, dopo la crocifissione di Gesù, facevano ritorno a casa immersi nel dubbio, nella tristezza e nella delusione. Tale atteggiamento tende, purtroppo, a diffondersi anche nel vostro territorio: questo avviene quando i discepoli di oggi si allontanano dalla Gerusalemme del Crocifisso e del Risorto, non credendo più nella potenza e nella presenza viva del Signore. Il problema del male, del dolore e della sofferenza, il problema dell’ingiustizia e della sopraffazione, la paura degli altri, degli estranei e dei lontani che giungono nelle nostre terre e sembrano attentare a ciò che noi siamo, portano i cristiani di oggi a dire con tristezza: noi speravamo che il Signore ci liberasse dal male, dal dolore, dalla sofferenza, dalla paura, dall’ingiustizia.
È necessario, allora, per ciascuno di noi, come è avvenuto ai due discepoli di Emmaus, lasciarsi istruire da Gesù: innanzitutto, ascoltando e amando la Parola di Dio, letta nella luce del Mistero Pasquale, perché riscaldi il nostro cuore e illumini la nostra mente, e ci aiuti ad interpretare gli avvenimenti della vita e dare loro un senso. Poi, occorre sedersi a tavola con il Signore, diventare suoi commensali, affinché la sua presenza umile nel Sacramento del suo Corpo e del suo Sangue ci restituisca lo sguardo della fede, per guardare tutto e tutti con gli occhi di Dio, nella luce del suo amore. Rimanere con Gesù che è rimasto con noi, assimilare il suo stile di vita donata, scegliere con lui la logica della comunione tra di noi, della solidarietà e della condivisione. L’Eucaristia è la massima espressione del dono che Gesù fa di se stesso ed è un invito costante a vivere la nostra esistenza nella logica eucaristica, come un dono a Dio e agli altri.
Il Vangelo riferisce anche che i due discepoli, dopo aver riconosciuto Gesù nello spezzare il pane, «partirono senza indugio e fecero ritorno a Gerusalemme» (Lc 24,33). Essi sentono il bisogno di ritornare a Gerusalemme e raccontare la straordinaria esperienza vissuta: l’incontro con il Signore risorto. C’è un grande sforzo da compiere perché ogni cristiano, qui nel Nord-est come in ogni altra parte del mondo, si trasformi in testimone, pronto ad annunciare con vigore e con gioia l’evento della morte e della risurrezione di Cristo. Conosco la cura che, come Chiese del Triveneto, ponete nel cercare di comprendere le ragioni del cuore dell’uomo moderno e come, richiamandovi alle antiche tradizioni cristiane, vi preoccupate di tracciare le linee programmatiche della nuova evangelizzazione, guardando con attenzione alle numerose sfide del tempo presente e ripensando il futuro di questa regione. Desidero, con la mia presenza, sostenere la vostra opera e infondere in tutti fiducia nell’intenso programma pastorale avviato dai vostri Pastori, auspicando un fruttuoso impegno da parte di tutte le componenti della Comunità ecclesiale.
Anche un popolo tradizionalmente cattolico può, tuttavia, avvertire in senso negativo, o assimilare quasi inconsciamente, i contraccolpi di una cultura che finisce per insinuare un modo di pensare nel quale viene apertamente rifiutato, o nascostamente ostacolato, il messaggio evangelico. So quanto sia stato e quanto continui ad essere grande il vostro impegno nel difendere i perenni valori della fede cristiana. Vi incoraggio a non cedere mai alle ricorrenti tentazioni della cultura edonistica ed ai richiami del consumismo materialista. Accogliete l’invito dell’Apostolo Pietro, contenuto nella seconda Lettura odierna, a comportarvi «con timore di Dio nel tempo in cui vivete quaggiù come stranieri» (1 Pt 1,17); invito che si concretizza in una vita vissuta intensamente nelle strade del nostro mondo, nella consapevolezza della meta da raggiungere: l’unità con Dio, nel Cristo crocifisso e risorto. Infatti, la nostra fede e la nostra speranza sono rivolte a Dio (cfr 1 Pt 1,21): rivolte a Dio perché radicate in Lui, fondate sul suo amore e sulla sua fedeltà. Nei secoli passati, le vostre Chiese hanno conosciuto una ricca tradizione di santità e di generoso servizio ai fratelli, grazie all’opera di zelanti sacerdoti e religiosi e religiose di vita attiva e contemplativa. Se vogliamo metterci in ascolto del loro insegnamento spirituale, non ci è difficile riconoscere l’appello personale e inconfondibile che essi ci rivolgono: Siate santi! Ponete al centro della vostra vita Cristo! Costruite su di Lui l’edificio della vostra esistenza. In Gesù troverete la forza per aprirvi agli altri e per fare di voi stessi, sul suo esempio, un dono per l’intera umanità.
Attorno ad Aquileia si ritrovarono uniti popoli di lingue e culture diverse, fatti convergere non solo da esigenze politiche ma, soprattutto, dalla fede in Cristo e dalla civiltà ispirata dall’insegnamento evangelico, la Civiltà dell’Amore. Le Chiese generate da Aquileia sono chiamate oggi a rinsaldare quell’antica unità spirituale, in particolare alla luce del fenomeno dell’immigrazione e delle nuove circostanze geopolitiche in atto. La fede cristiana può sicuramente contribuire alla concretezza di un tale programma, che interessa l’armonico ed integrale sviluppo dell’uomo e della società in cui egli vive. La mia presenza tra voi vuole essere, perciò, anche un vivo sostegno agli sforzi che vengono dispiegati per favorire la solidarietà fra le vostre Diocesi del Nord-est. Vuole essere, inoltre, un incoraggiamento per ogni iniziativa tendente al superamento di quelle divisioni che potrebbero vanificare le concrete aspirazioni alla giustizia e alla pace.
Questo, fratelli, è il mio auspicio, questa è la preghiera che rivolgo a Dio per tutti voi, invocando la celeste intercessione della Vergine Maria e dei tanti Santi e Beati, tra i quali mi è caro ricordare san Pio X e il beato Giovanni XXIII, ma anche il Venerabile Giuseppe Toniolo, la cui beatificazione è ormai prossima. Questi luminosi testimoni del Vangelo sono la più grande ricchezza del vostro territorio: seguite i loro esempi e i loro insegnamenti, coniugandoli con le esigenze attuali. Abbiate fiducia: il Signore risorto cammina con voi, ieri, oggi e sempre. Amen.
© Copyright 2011 - Libreria Editrice Vaticana
Dal: vatican.va
sábado, 7 de maio de 2011
Papa inicia visita pastoral a Aquileia e Veneza, na Itália
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Caio Vinícius
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| Chegada de Bento XVI a Veneza |
O Papa Bento XVI começou neste sábado, 7, sua visita pastoral a Aquileia e Veneza, cidades no nordeste da Itália. O Bispo de Roma permanece na região até este domingo, 8, com uma ampla programação.
A viagem acontece 19 anos após a última vez que aquelas terras receberam a visita de um Papa, que foi o Beato João Paulo II, em 30 de abril de 1992.
"Com grande alegria chego a vós. A todos vós, destino a minha saudação cordial", disse aos cidadãos de Aquileia na Piazza Capitolo. Logo após, o Santo Padre dirigiu-se à Basílica da cidade para a Assembleia do Segundo Congresso de Aquileia, iniciada agora e que segue até 2012, tendo como pano de fundo o tema da nova evangelização.
"Empenhar-se hoje em uma nova evangelização do vosso território é dar às gerações futuras a herança preciosa da fé cristã. Há novos desafios e demandas emergentes. Como anunciar Jesus Cristo, comunicar o Evangelho, educar para a fé, hoje?", questionou.
Bento XVI disse que a experiência cristã forjou na região um povo afável, trabalhador, solidário, de tal modo que o horizonte da fé e da motivação cristã continuam a oferecer novos impulsos para a vida social, inspirar intenções e guiar os costumes.
"É evidente a abertura ao transcendente, apesar do materialismo difuso, bem como um senso religioso de fundo, o apego às tradições religiosas e renovação dos percursos de iniciação cristã, múltiplas expressões de fé, cultura e religiosidade popular. Protegei, reforçai, vivei essa preciosa herança", pediu.
De acordo com o Pontífice, a missão que o Senhor confia hoje a cada cristão é a de testemunhar o amor de Deus pelo homem. De modo concreto, tal abordagem implica colocar ao centro da atenção a família, cume do amor e da vida. "É um compromisso tornado ainda mais urgente, dada a crise cada vez mais difusa da vida conjugal e da queda da natalidade", lembrou. Também é importante reservar um cuidado todo especial com o jovem na ação pastoral, pois ele "olha para o futuro com incerteza e vive em condições de desemprego, insegurança, mas tem grande fome e sede de Deus, que requer atenção e resposta", indicou o Papa.
Em meio à crise econômica, a fé cristã deve afrontar hoje novos desafios, situações complexas que chamam cada um a promover o senso cristão da vida mediante o anúncio explícito do Evangleho. "A fé partilhada com coragem torna-se uma cultura, fecunda, feita de amor à vida, desde sua concepção até o término natural, da promoção da dignidade da pessoa, da importância da família, do empenho pela justiça e solidariedade.
"Precisamos de cristãos convictos, prontos a responder sobre as razões da esperança que há neles, capazes de afrontar novos desafios culturais num esforço constutivo e consciente com todos os que vivem na sociedade", justificou.
Veneza e Mestre
À noite, o Papa dirigiu-se a Veneza, onde encontrou-se com os cidadãos daquela cidade e venerou as relíquias de São Marcos, custodiadas em uma Basílica local.
Neste domingo, 8, em Mestre, o Papa presidirá a celebração da Santa Missa e recitará o Regina Coeli. À tarde, já em Veneza, almoça com os bispos na sede do Patriarcado, celebra a assembleia de encerramento da Visita Pastoral Diocesena, encontra-se com o mundo da cultura e da economia e abençoa o fim dos trabalhos de restauração da Capela da Santíssima Trindade e a inauguração dos locais da Biblioteca do Studium Generale Marcianum.
Bento XVI retorna a Roma já na noite de domingo.
Visita
A viagem faz parte de uma série de visitas apostólicas que o Santo Padre irá realizar em 2011. O programa inclui viagens internacionais a países da Europa e África (Alemanha, Croácia, Espanha, San Marino e Beni) e viagens a dioceses italianas (Ancona, Lamezia Terme e Certosa di Serra San Bruno).
A visita acontece passados 35 anos do terremoto que destruiu grande parte da região. Em Aquileia, Diocese de Gorizia, a antiga sede do Patriarcado, recorda diversos povos reunidos pelas suas raízes cristãs. Contabiliza-se a presença de 100 mil pessoas, vindas inclusive dos países vizinhos, como Eslovênia , Áustria, Croácia e Hungria. Os bispos do Triveneto esperam de Bento XVI uma luz para o caminho da Igreja na região, uma mensagem que supere as fronteiras italianas e promova um diálogo entre povos, para que encontrem juntos a luz da fé e soluções para os problemas sociais, econômicos e culturais.
Fonte: Canção Nova
domingo, 7 de novembro de 2010
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