sábado, 14 de setembro de 2013

VI aniversário da entrada em vigor do Motu Proprio Summorum Pontificum!


"Não existe qualquer contradição entre uma edição e outra do Missale Romanum. Na história da Liturgia, há crescimento e progresso, mas nenhuma ruptura. Aquilo que para as gerações anteriores era sagrado, permanece sagrado e grande também para nós, e não pode ser de improviso totalmente proibido ou mesmo prejudicial."
 (Bento XVI no "Summorum Pontificum")



domingo, 1 de setembro de 2013

Papa pede orações pela Síria


Hoje, queridos irmãos e irmãs, queria fazer-me intérprete do grito que se eleva, com crescente angústia, em todos os cantos da terra, em todos os povos, em cada coração, na única grande família que é a humanidade: o grito da paz! É um grito que diz com força: queremos um mundo de paz, queremos ser homens e mulheres de paz, queremos que nesta nossa sociedade, dilacerada por divisões e conflitos, possa irromper a paz! Nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra! A paz é um dom demasiado precioso, que deve ser promovido e tutelado.

Vivo com particular sofrimento e com preocupação as várias situações de conflito que existem na nossa terra; mas, nestes dias, o meu coração ficou profundamente ferido por aquilo que está acontecendo na Síria, e fica angustiado pelos desenvolvimentos dramáticos que se preanunciam.

Dirijo um forte Apelo pela paz, um Apelo que nasce do íntimo de mim mesmo! Quanto sofrimento, quanta destruição, quanta dor causou e está causando o uso das armas naquele país atormentado, especialmente entre a população civil e indefesa! Pensemos em quantas crianças não poderão ver a luz do futuro! Condeno com uma firmeza particular o uso das armas químicas! Ainda tenho gravadas na mente e no coração as imagens terríveis dos dias passados! Existe um juízo de Deus e também um juízo da história sobre as nossas ações aos quais não se pode escapar! O uso da violência nunca conduz à paz. Guerra chama mais guerra, violência chama mais violência.

Com todas as minhas forças, peço às partes envolvidas no conflito que escutem a voz da sua consciência, que não se fechem nos próprios interesses, mas que olhem para o outro como um irmão e que assumam com coragem e decisão o caminho do encontro e da negociação, superando o confronto cego. Com a mesma força, exorto também a Comunidade Internacional a fazer todo o esforço para promover, sem mais demora, iniciativas claras a favor da paz naquela nação, baseadas no diálogo e na negociação, para o bem de toda a população síria.

Que não se poupe nenhum esforço para garantir a ajuda humanitária às vítimas deste terrível conflito, particularmente os deslocados no país e os numerosos refugiados nos países vizinhos. Que os agentes humanitários, dedicados a aliviar os sofrimentos da população, tenham garantida a possibilidade de prestar a ajuda necessária.

O que podemos fazer pela paz no mundo? Como dizia o Papa João XXIII, a todos corresponde a tarefa de estabelecer um novo sistema de relações de convivência baseados na justiça e no amor (cf. Pacem in terris, [11 de abril de 1963]: AAS 55 [1963], 301-302).

Possa uma corrente de compromisso pela paz unir todos os homens e mulheres de boa vontade! Trata-se de um forte e premente convite que dirijo a toda a Igreja Católica, mas que estendo a todos os cristãos de outras confissões, aos homens e mulheres de todas as religiões e também àqueles irmãos e irmãs que não creem: a paz é um bem que supera qualquer barreira, porque é um bem de toda a humanidade.

Repito em alta voz: não é a cultura do confronto, a cultura do conflito, aquela que constrói a convivência nos povos e entre os povos, mas sim esta: a cultura do encontro, a cultura do diálogo: este é o único caminho para a paz.

Que o grito da paz se erga alto para que chegue até o coração de cada um, e que todos abandonem as armas e se deixem guiar pelo desejo de paz.

Por isso, irmãos e irmãs, decidi convocar para toda a Igreja, no próximo dia 7 de setembro, véspera da Natividade de Maria, Rainha da Paz, um dia de jejum e de oração pela paz na Síria, no Oriente Médio, e no mundo inteiro, e convido também a unir-se a esta iniciativa, no modo que considerem mais oportuno, os irmãos cristãos não católicos, aqueles que pertencem a outras religiões e os homens de boa vontade.

No dia 7 de setembro, na Praça de São Pedro, aqui, das 19h00min até as 24h00min, nos reuniremos em oração e em espírito de penitência para invocar de Deus este grande dom para a amada nação síria e para todas as situações de conflito e de violência no mundo. A humanidade precisa ver gestos de paz e escutar palavras de esperança e de paz! Peço a todas as Igrejas particulares que, além de viver este dia de jejum, organizem algum ato litúrgico por esta intenção.

Peçamos a Maria que nos ajude a responder à violência, ao conflito e à guerra com a força do diálogo, da reconciliação e do amor. Ela é mãe: que Ela nos ajude a encontrar a paz; todos nós somos seus filhos! Ajudai-nos, Maria, a superar este momento difícil e a nos comprometer a construir, todos os dias e em todo lugar, uma autêntica cultura do encontro e da paz. Maria, Rainha da paz, rogai por nós!

Fonte: Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé

sábado, 31 de agosto de 2013

Papa nomeia novo Secretário de Estado do Vaticano

Cardeal Bertone deixará o cargo no próximo dia 15 de outubro

A Santa Sé divulgou neste sábado, 31, a decisão do Papa Francisco em aceitar, de acordo com o cân. 354 do Código de Direito Canônico, a renúncia do Cardeal Tarcisio Bertone, do cargo de Secretário de Estado do Vaticano.
Sucessivamente, o Santo Padre nomeou o Monsenhor Pietro Parolin, Núncio Apostólico da Venezuela, como o novo secretário de Estado. Ele tomará posse do cargo no próximo dia 15 de outubro. A pedido do Papa, o Cardeal Bertone permanecerá na função até esta data, com todas as responsabilidades do setor.
Segundo Boletim da Santa Sé, no mesmo dia 15, o Pontífice receberá em audiência superiores e oficiais da Secretaria de Estado, para agradecer publicamente o cardeal Tarcisio Bertone pelo “serviço fiel e generoso” à Santa Sé, e para a apresentação do novo Secretário de Estado.
Monsenhor Pietro Parolin
Monsenhor Pietro Parolin nasceu em Schiavon (Vicenza), em 17 de janeiro de 1955. Foi ordenado em 27 de abril de 1980, e incardinado na diocese de Vicenza.
Entrou para o serviço diplomático da Santa Sé em 1º de julho de 1986, trabalhando nas representações pontifícias na Nigéria e no México, e na Seção para as Relações com os Estados da Secretaria de Estado.
Em 17 de agosto de 2009, foi nomeado Núncio Apostólico na Venezuela.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

O AVESSO DA MISSA

O bispo, preocupado com as missas da diocese, convocara os principais cantores e ele mesmo na manhã de sábado deixara claro que esperava que no Ato Penitencial, no canto à Glória de Deus, no Santo e no Cordeiro de Deus fossem escolhidas canções que o povo cantasse junto.
Nada de solos. Que os cantos não fossem compridos demais. Que não se cantasse na hora do abraço da paz. Que houvesse respeito ao silêncio da ação de graças e que os músicos não tocassem naqueles três minutos de oração silenciosa. Sobretudo que não houvesse canções em tom que o povo não alcança
No dia seguinte, a cantora de voz maravilhosa que não fora ao encontro fez o avesso de tudo. Tocou e cantou tudo em tom operístico, cantou no abraço da paz e não respeitou o silêncio enfiando pelos ouvidos do povo a sua mais recente exibição, uma linda canção que nada tinha a ver com aquela parte da missa. Foi uma crise de queda de ministério quando o pároco pediu a ela que seguisse as normas dada pelo bispo. Ali mesmo e voz alta de generala, ela pediu demissão, desafiando o padre a encontrar alguém que soubesse música como ela e seus três acompanhantes… Por três semanas o padre presidiu as missas sem canção alguma, até que o pároco da cidade vizinha ofereceu um de seus grupos que cantava e tocava de acordo com liturgia.
Quem viaja há mais de 40 anos a serviço da catequese e assiste ou participa de missas no Brasil e no mundo não pode deixar de perceber a boa e a má qualidade das celebrações, por conta do presidente da assembléia, do pregador e dos músicos e cantores. Há os ótimos, os bons e os intragáveis. Não sejamos negativos. Os ótimos e os bons, felizmente são muitos. Dá gosto ouvir alguns sacerdotes a explicar a missa daquele dia. Dá gosto ouvir o coral e os músicos em algumas paróquias.
Mas o inverso da missa também existe. Percebe-se em alguns casos que nem o padre, nem cantores, nem músicos levam a sério as instruções da Igreja sobre o seu papel na celebração que não é deles e, sim, da Igreja. O povo fica por amor a Jesus Cristo. Se fosse um teatro pago esvaziaria o lugar, em protesto pelo que tem de ouvir á sua frente: pregador repetitivo que nunca se fundamenta e cantores que não ensaiam.
Os biógrafos de São Pio X registram o que ele já percebera nos inícios de 1900 a respeito da missa dos católicos. O papa autor do Motu Próprio, preocupado com a liturgia e sua dignidade via o que hoje ainda vemos: às vezes os cantores extrapolam, improvisam a missa cinco minutos antes do canto de entrada, e, seja por desconhecimento das normas, seja por desprezo das mesmas, inverte a missa: canta-se mais do que se fala e canta-se diante do povo, mas não com o povo. Somados os minutos, a missa cheia de canções compridas com refrões cansativamente repetidos, dá 40 minutos de música e 30 de fala… O templo vira anfiteatro, o altar vira palco, e a missa vira opereta. Escolhem-se canções que só o solista consegue executar. Assim, ele ou ela aparece com sua linda voz em mais uma brilhante exibição de talento para Jesus e para a assembléia. Falta penas a claque com a tabuleta escrita: “aplausos”…
Na biografia de São Pio X que governou a Igreja por 9 anos, se lê que dos pregadores ele esperava que não pregassem o enrolez, isto é, não fossem engroladores de oremus, mas preparassem os sermões e pregassem de verdade; não fossem peudo-Bossuet, imitadores de linguagens, com sermões calcados em frases óbvias, daqueles que se tira da estante sem nenhum cuidado de estudar o texto do dia. Dos cantores ele pedia mais dignidade ao cantar nas missas. Era melhor regressar ao canto gregoriano do que cantar árias de óperas na Igreja. Fugissem de cantos água com açúcar. As canções tivessem conteúdo teológico sólido e as melodias fossem adequadas a uma celebração.
Um século depois em algumas paróquias nada mudou. Não esquecendo os elogios a comunidades onde a missa é levada a sério e ninguém aparece demais, não há como silenciar diante das missas estruturadas para revelar padres e cantores televisivos. Fogem ao conceito de Celebração Eucarística. Em missas televisionadas a discrepância é ainda maior porque os câmeras, despreparados para a fé católica teimam em salientar detalhes que nada têm a ver com a celebração; gastam 70% do tempo mirando o padre, como se a missa fosse ele ou dele. Se o Cristo aparecesse em pessoa provavelmente continuariam mirando o padre, tal a força e o charme do mais novo celebrante televisivo da região. Exageros à parte reflitamos sobre a missa como ato da assembléia e não de uma ou duas pessoas.
As normas existem há séculos. Com o advento da Internet e da Televisão a missa tornou-se cada dia mais virtual. A figura do celebrante ganhou closes e relevância. Alguns não resistiram ao protagonismo e passaram a celebrar mais para as câmeras do que para os presentes, desfilando garbosos, para cá e para lá, suas vestes multicoloridas como o manto de José do Egito. Esqueceram o detalhe de que apenas presidem a assembléia e de que não estréiam mais um espetáculo de luz e de som.
A dignidade da função não permite ao presidente da assembléia que extrapole em funções que não são suas, tanto quanto não permite ao cantor que dê seu show de talento. O padre que pega do violão na ação de graças e canta sua mais nova canção procure uma boa explicação para aquele gesto, porque uma ou duas vezes em festas especiais passam, mas três vezes por mês é excesso… E aquele que insiste em improvisar a melodia do prefácio, pagando um enorme mico porque criar melodia não é dom para qualquer um, tome lições de canto. Os músicos presentes saem todos rindo do padre que começou cheio de si e acabou causando dó…

Que se reveja tudo isso! Falar, a Igreja fala, mas ouvir, nem todos ouvem! Com isso, sofre o povo que merecia sermões bem fundamentados e canções que sustentam o texto daquele dia. Quem sabe, um dia, as missas em todas as paróquias cheguem ao que os documentos da Igreja propõem que sejam…A Igreja muda devagar, mas muda!
Pe. Zezinho scj

Fonte: http://www.padrezezinhoscj.com/wallwp/artigos_padre_zezinho/pastoral/o-avesso-da-missa

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

O Missal de Paulo VI e a Reforma da Reforma Litúrgica.


O pontificado de Bento XVI deu uma atenção especial à chamada "reforma da reforma". O foco era corrigir as imprecisões e aberturas do Missal de Paulo VI, que dão espaço a interpretações protestantes da Celebração Eucarística. Mas quais são essas aberturas e como elas surgiram? E qual deve ser a posição dos católicos frente a esses problemas?

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Carta do Prelado

Caríssimos: que Jesus guarde as minhas filhas e os meus filhos!

Ao mencionarmos o mês de agosto, vem-nos espontaneamente à cabeça o tesouro da nossa Mãe, porque Ela é o tipo da Igreja. Recorramos a Nossa Senhora, muito particularmente nestas semanas, para que Ela nos obtenha da Trindade uma vida limpa, que facilite a nossa relação com a Verdade em tudo e para tudo, que nos torne mulheres e homens de alma – insisto – limpa, mais leais a Deus; e assim seremos mais Igreja, mais Opus Dei.

Escrevo-vos da terra brasileira, já terminada a Jornada Mundial da Juventude. Foram dias de grande intensidade espiritual, em que estivemos muito próximos do Santo Padre e na companhia dos Bispos, sacerdotes e dos milhões de fiéis que foram ao Rio de Janeiro. Acheguei-me ao Senhor com a vossa oração e com o vosso trabalho para que os frutos espirituais e também os humanos estejam presentes abundantemente em nós e nas pessoas com quem nos relacionamos: oxalá a semente de Deus, que o Espírito Santo espalhou em tantos corações, amadureça para o bem da Igreja e do mundo inteiro.

O mês passado foi pródigo em dons divinos. Começou com a apresentação da encíclica Lumen fidei, com a qual o Papa Francisco completou a trilogia sobre as virtudes teologais iniciada por Bento XVI. Convido-vos a meditá-la pausadamente, para que a nossa inteligência se encha de luzes e a nossa vontade de moções, a fim de que nos comprometamos com mais ardor com a nova evangelização.

No dia 5, data em que a encíclica foi publicada, também se deu a conhecer a aprovação pontifícia do milagre atribuído à intercessão de D. Álvaro, que abre as portas para a sua beatificação, e também do milagre que permitirá a canonização de João Paulo II. Encheu-me de alegria a singular coincidência destes dois atos pontifícios na mesma data, que vejo como manifestação da sintonia espiritual que existiu entre aquele grande Pontífice e o meu queridíssimo predecessor à frente da Obra.

Na encíclica, o Papa recorda que a fé em Jesus Cristo e em tudo aquilo que Ele nos revelou permanece intacta desde os tempos apostólicos. Como isto é possível? Como podemos estar seguros de que chegaremos ao “verdadeiro Jesus” através dos séculos? [1]. A resposta a esta pergunta, formulada por muitos dos nossos contemporâneos, reduz-se, com total fundamento, a uma só: por meio da Igreja. A Igreja, como toda a família, transmite aos seus filhos o conteúdo da sua memória. Como fazê-lo de maneira que nada se perca e, pelo contrário, tudo se aprofunde cada vez mais no patrimônio da fé? Mediante a tradição apostólica, conservada na Igreja com a assistência do Espírito Santo [2].

Essa transmissão da Igreja, sempre atual, está contida principalmente nos Símbolos e também em outros documentos do Magistério que expõem a doutrina da fé; por isso, ao longo destes meses, estamos esforçando-nos por aprofundar no Credo, ajudados pelo Catecismo da Igreja Católica e pelo seu Compêndio, felizes de que a nossa fé também brilhe na vida dos santos ao longo do ano litúrgico. O milagre atribuído à intercessão do queridíssimo D. Álvaro oferece-nos outro acicate para pormos em prática o espírito do Opus Dei, velho como o Evangelho, e como o Evangelho, novo [3]: a busca da santificação na vida corrente, mensagem que Deus confiou a São Josemaria para que o plasmasse na sua alma e na de muitas outras pessoas. Assim que a notícia se tornou pública, sugeri-vos que nos adentrássemos mais na resposta santa de D. Álvaro: na sua fidelidade a Deus, à Igreja e ao Romano Pontífice, na sua plena identificação com o espírito da Obra recebido de São Josemaria, que ele continuou a transmitir-nos em toda a sua integridade.

E agora detenho-me em outra das notas características da Igreja: a santidade. Para ajudar-nos a regozijar-nos com esta realidade, Bento XVI assinalava que ao longo deste ano «será decisivo voltarmos a percorrer a história da nossa fé, que contempla o mistério insondável do entrelaçamento da santidade com o pecado» [4]. A reflexão sobre a santidade da Igreja – manifestada na sua doutrina, nas suas instituições, em tantos filhos e filhas seus ao longo da história – mover-nos-á a uma profunda ação de graças ao Deus três vezes Santo, fonte de toda a santidade, a saber que estamos inseridos na manifestação de amor da Trindade por nós. Como recorremos a cada Pessoa divina? Sentimos a necessidade de amá-las diferenciando-as?

Ao expor a natureza da Igreja, o Concílio Vaticano II destacou três aspectos nos quais o seu mistério se exprime com maior propriedade: o Povo de Deus, o Corpo místico de Cristo, o Templo do Espírito Santo; e o Catecismo da Igreja Católica desenvolve-os amplamente [5]. Em um deles reverbera a nota da santidade, que, como as outras notas, distingue a Igreja de qualquer agrupamento humano.

A denominação Povo de Deus remete ao Antigo Testamento. Javé escolheu Israel como o seu povo peculiar, como anúncio e antecipação do Povo de Deus definitivo que Jesus Cristo ia estabelecer por meio do sacrifício da Cruz. Vós sois uma raça escolhida, um sacerdócio régio, uma nação santa, um povo adquirido para Deus, a fim de que publiqueis as virtudes daquele que das trevas vos chamou à sua luz maravilhosa [6]. Gens Sancta, povo santo, composto por criaturas com misérias. Esta aparente contradição marca um aspecto do mistério da Igreja. A Igreja, que é divina, é também humana, porque está formada por homens e nós, os homens, temos defeitos: omnes homines terra et cinis (Ecclo 17, 31),todos somos pó e cinza [7].

Esta realidade tem de mover-nos à contrição, à dor de amor, à reparação, mas nunca ao desalento ou ao pessimismo. Não esqueçamos que o próprio Jesus comparou a Igreja a um campo em que crescem juntos o trigo e o joio; a uma rede de arrasto que apanha peixes bons e peixes maus e que, os quais, só no final dos tempos serão separados definitivamente uns dos outros [8]. Ao mesmo tempo, consideremos que já agora, na terra, o bem é maior que o mal, a graça é mais forte que o pecado, embora às vezes a sua ação seja menos visível. Mas acontece que a santidade pessoal de tantos fiéis – dantes e de agora – não é uma coisa aparatosa. É frequente que não a descubramos nas pessoas normais, correntes e santas, que trabalham e convivem no meio de nós. Para um olhar terreno, o pecado e as faltas de fidelidade ressaltam mais; chamam mais a atenção [9]. O Senhor quer que nós, suas filhas e seus filhos no Opus Dei, e muitos outros cristãos, recordemos a todos os homens e mulheres que receberam essa vocação para a santidade e hão de esforçar-se por corresponder à graça e ser pessoalmente santos [10].

A Igreja é o Corpo místico de Cristo. «Durante o decurso dos tempos, o Senhor Jesus forma a sua Igreja por meio dos sacramentos, que emanam da sua plenitude. Através destes meios, a Igreja faz os seus membros participarem do mistério da morte e ressurreição de Jesus Cristo pela graça do Espírito Santo, que a vivifica e a move» [11].

A Igreja «é, assim, santa, embora abarque no seu seio pecadores, porque não goza de mais vida que a da graça; certamente, os seus membros alimentam-se desta vida, santificam-se; se se afastam, contraem pecados e manchas da alma que impedem que a santidade da Igreja se difunda radiante […]. A Igreja aflige-se e faz penitência por aqueles pecados, e tem o poder de livrar deles por meio do sangue de Cristo e do dom do Espírito Santo» [12].

Antes de mais nada, o corpo remete-nos a uma realidade viva. A Igreja não é uma associação assistencial, cultural ou política, mas é um corpo vivente, que caminha e age na história. E este corpo tem uma cabeça, Jesus, que o guia, o nutre e o sustenta […]. Da mesma forma que num corpo é importante que circule a linfa vital para que viva, assim devemos permitir que Jesus aja em nós, que a sua Palavra nos guie, que a sua presença eucarística nos nutra, nos anime; que o seu amor dê força ao nosso amor ao próximo. E isto sempre! Sempre, sempre! Caros irmãos e irmãs – insistia o Santo Padre –, permaneçamos unidos a Jesus, fixemo-nos nEle, orientemos a nossa vida de acordo com o seu Evangelho, alimentemo-nos com a oração diária, com a escuta da Palavra de Deus, com a participação nos sacramentos [13].

É evidente que o corpo humano se compõe de uma diversidade de órgãos e de membros, cada um com a sua função própria sob o governo da cabeça, para o bem de todo o organismo. Por isso, na Igreja, por vontade de Deus, existe uma variedade, uma diversidade de tarefas e de funções; não existe a uniformidade plana, mas a riqueza dos dons que o Espírito Santo distribui. Mas existe a comunhão e a unidade: todos estão em relação uns com os outros e todos concorrem para formar um único corpo vital, profundamente unido a Cristo [14]. Esta união com Cristo, Cabeça invisível da Igreja, tem de manifestar-se necessariamente na forte união com a Cabeça visível, o Romano Pontífice, e com os Bispos em comunhão com a Sé Apostólica. Como fez São Josemaria, rezemos todos os dias pela unidade de todos na Igreja santa.

Desde há muito tempo, se diz que, no seio do Corpo místico de Cristo, o Paráclito cumpre a função da alma no corpo humano: dá-lhe vida, conserva-o na unidade, torna possível o seu desenvolvimento até alcançar a perfeição que Deus Pai lhe atribuiu. A Igreja não é um entrançado de coisas e de interesses, mas é o Templo do Espírito Santo, o Templo em que Deus age, o Templo em que cada um de nós, com o dom do Batismo, é pedra viva. Isto diz-nos que ninguém é inútil na Igreja […]. Ninguém é secundário [15].

Como membros do mesmo Corpo místico, nós, cristãos, podemos e devemos ajudar-nos uns aos outros a atingir a santidade, por meio da Comunhão dos santos, que confessamos no Símbolo apostólico. Além de exprimir a que todos os fiéis participam das magnalia Dei, das riquezas de Deus (a fé, os sacramentos, os diversos dons espirituais), «a expressão “Comunhão dos santos” também designa a comunhão entre as pessoas santas (sancti), isto é, entre aqueles que, pela graça, estão unidos a Cristo morto e ressuscitado» [16]: os santos do Paraíso, as almas que se purificam no Purgatório, aqueles que, ainda na terra, travam as batalhas da luta interior. Formamos uma só família, a família dos filhos de Deus, para louvor da Santíssima Trindade: com que inteireza cuidamos dela?

São Josemaria cumulava-se de consolo ao meditar esta verdade de fé, que faz com que nenhum batizado possa sentir-se só: nem na sua luta espiritual, nem nas suas dificuldades materiais. Vemos esta segurança em Caminho: Comunhão dos Santos. – Como dizer-te? – Sabes o que são as transfusões de sangue para o corpo? Pois assim vem a ser a Comunhão dos Santos para a alma [17]. Pouco depois, acrescentou: Terás mais facilidade em cumprir o teu dever, se pensares na ajuda que te prestam os teus irmãos e na que deixas de prestar-lhes se não és fiel [18].

Filhas e filhos meus, enchamo-nos sempre de muito ânimo. Ainda que possamos sofrer um tropeço, ainda que por vezes nos sintamos fracos e sem forças na luta espiritual, sempre é possível, com a graça de Deus, retomarmos o caminho rumo à santidade. Estamos rodeados de uma multidão de santos, de pessoas fiéis ao Senhor que começam e recomeçam constantemente na sua vida interior.

Por outro lado, basta-nos erguer os olhos para o Céu. E a esta certeza também nos convida a grande solenidade que celebraremos no dia 15: a Assunção da Santíssima Virgem. Firmados na intercessão de Jesus Cristo, que roga a Deus Pai constantemente por todos nós [19], como é grande o consolo, como é pleno o amparo que a contemplação da nossa Mãe nos traz, sempre empenhada na salvação dos cristãos e de todos os homens! Na Santíssima Virgem, a Igreja já chegou à perfeição, em virtude da qual não tem mancha nem ruga [20]. Nós, todos os fiéis, ainda nos esforçamos por vencer nesta nobre tarefa da santidade, afastando-nos inteiramente do pecado; e por isso levantamos os olhos para Maria, que resplandece como modelo de virtudes para toda a comunidade dos eleitos [21]. Assim, recorramos a Ela em todas as vicissitudes da Igreja e nas pessoais de cada um de nós. Mãe! – Chama-a bem alto, bem alto. – Ela, tua Mãe Santa Maria, te escuta, te vê em perigo talvez, e te oferece, com a graça de seu Filho, o consolo de seu regaço, a ternura de suas carícias. E te encontrarás reconfortado para a nova luta [22].

Que este clamor de oração suba ao Céu com muita força, a partir da terra inteira, ao renovarmos a consagração do Opus Dei ao Coração dulcíssimo e imaculado de Maria no próximo dia 15. Unidos fortemente na oração, peçamos à bondade divina todas as graças de que o mundo, a Igreja e cada um de nós necessitamos.

Com todo o afeto, abençoa-vos

o vosso Padre

+ Javier

Sítio da Aroeira, 1º de agosto de 2013.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Santa Missa Pontifical durante a JMJ 2013











Pe. Paulo Ricardo: O marxismo e a destruição das famílias

Homilia do Papa Francisco na Solenidade da Assunção da Virgem Maria

Queridos irmãos e irmãs!

No final da Constituição sobre a Igreja, o Concílio Vaticano II deixou-nos uma meditação belíssima sobre Maria Santíssima. Destaco apenas as expressões que se referem ao mistério que celebramos hoje. A primeira é esta: «A Virgem Imaculada, preservada imune de toda a mancha de culpa original, terminado o curso da vida terrena, foi elevada ao Céu em corpo e alma e exaltada por Deus como Rainha» (Cost. dogm. Lumen gentium, 59). Em seguida, perto do final do documento, encontramos esta expressão: «A Mãe de Jesus, assim como, glorificada já em corpo e alma, é imagem e início da Igreja que há de se consumar no século futuro, assim também na terra brilha como sinal de esperança segura e de consolação, para o Povo de Deus ainda peregrinante, até que chegue o dia do Senhor» (ibid., 68). À luz deste belíssimo ícone de Nossa Mãe, podemos considerar a mensagem contida nas Leituras bíblicas que acabamos de ouvir. Podemos nos concentrar em três palavras-chave: luta, ressurreição e esperança.

A passagem do livro do Apocalipse apresenta a visão da luta entre a mulher e o dragão. A figura da mulher, que representa a Igreja, é por um lado gloriosa, triunfante, e por outro ainda se encontra em dificuldade. De fato, assim é a Igreja: se no Céu já está associada com a glória de seu Senhor, na história enfrenta constantemente as provações e desafios que supõe o conflito entre Deus e o maligno, o inimigo de todos os tempos. E, nesta luta que os discípulos de devem enfrentar – todos nós, todos os discípulos de Jesus devemos enfrentar esta luta -, Maria não os deixa sozinhos; a Mãe de Cristo e da Igreja está sempre conosco. Sempre caminha conosco, está conosco. Maria também, em certo sentido, compartilha esta dupla condição. Ela, é claro, entrou definitivamente na glória do Céu. Mas isso não significa que Ela esteja longe, que esteja separada de nós; na verdade, Maria nos acompanha, luta conosco, sustenta os cristãos no combate contra as forças do mal. A oração com Maria, especialmente o Terço – atenção: o Terço! Rezais o Terço todos os dias? Mas, não sei não...[os fiéis gritam: sim!] Sério? Bem, a oração com Maria, especialmente o Terço, também tem essa dimensão "agonística", ou seja, de luta, uma oração que dá apoio na luta contra o maligno e seus aliados. O Terço também nos sustenta nesta batalha.

A segunda leitura fala da ressurreição. O apóstolo Paulo, escrevendo aos Coríntios, insiste no fato de que ser cristão significa acreditar que Cristo ressuscitou verdadeiramente dos mortos. Toda a nossa fé se baseia nesta verdade fundamental, que não é uma ideia, mas um evento. E o mistério da Assunção de Maria em corpo e alma também está inteiramente inscrito na Ressurreição de Cristo. A humanidade da Mãe foi "atraída" pelo Filho na sua passagem através da morte. Jesus entrou de uma vez por todas na vida eterna com toda a sua humanidade, a qual ele recebera de Maria. Assim, Ela, a Mãe, que o seguira fielmente durante toda a sua vida, tinha-O seguido com o coração, entrou com Ele na vida eterna, que também chamamos de Céu, Paraiso, Casa do Pai.


Maria também conheceu o martírio da Cruz: o martírio do seu coração, o martírio da alma. Ela sofreu tanto, no seu coração, enquanto que Jesus sofria na Cruz. Ela viveu a Paixão do Filho até o fundo de sua alma. Ela estava totalmente unida com Ele na morte, e por isso foi-Lhe dado o dom da ressurreição. Cristo como primícias dos Ressuscitados, e Maria como primícias dos redimidos, a primeira daqueles "que pertencem a Cristo". Ela é nossa Mãe, mas também podemos dizer que é nossa representante, nossa irmã, nossa primeira irmã; Ela é a primeira entre os redimidos que chegou ao Céu.


O Evangelho nos sugere uma terceira palavra: esperança. A esperança é a virtude daqueles que, experimentando o conflito, a luta diária entre a vida e a morte, entre o bem e o mal, creem na Ressurreição de Cristo, na vitória do Amor. Escutamos o canto de Maria, o Magnificat: é o cântico da esperança, é o cântico do Povo de Deus no seu caminhar através da história. É o cântico de muitos santos e santas, alguns conhecidos, outros – muitíssimos – desconhecidos, mas bem conhecidos por Deus: mães, pais, catequistas, missionários, padres, freiras, jovens, e também crianças, avôs e avós; eles enfrentaram a luta da vida, levando no coração esperança dos pequenos e dos humildes. Maria diz: «A minha alma engrandece ao Senhor» - hoje a Igreja também canta a mesma coisa, e o canta em todas as partes do mundo. Este cântico é particularmente intenso, onde o Corpo de Cristo hoje está sofrendo a Paixão. Onde está a Cruz, para nós cristãos, há esperança, sempre. Se não há esperança, nós não somos cristãos. Por isso gosto de dizer: não deixeis que vos roubem a esperança. Que não vos roubeis a esperança, porque esta força é uma graça, um dom de Deus que nos leva para frente, olhando para o Céu. E Maria está sempre lá, próxima dessas comunidades, desses nossos irmãos, caminhando com eles, sofrendo com eles, e cantando com eles o Magnificat da esperança.

Queridos irmãos e irmãs, unamo-nos com todo o coração a este cântico de paciência e de vitória, de luta e de alegria, que une a Igreja triunfante com a Igreja que peregrina, ou seja, nós; que une a terra com o Céu, que une a nossa história com a eternidade, para a qual caminhamos. Assim seja.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Padre oferece resgate à vítima de acidente e desaparece misteriosamente.


Um fato particularmente notável tomou as manchetes do mundo na última semana. Após um forte acidente envolvendo uma garota de 19 anos, em Missouri, nos Estados Unidos, a aparição de um sacerdote misterioso impressionou os serviços de emergência e as autoridades locais. O padre prestou ajuda à jovem Katie Lentz, que estava presa nas ferragens do carro acidentado, ministrou-lhe a unção dos enfermos e desapareceu sem deixar vestígios. Das mais de 80 fotos tiradas do acidente, nenhuma captou sequer uma imagem do padre – ainda que inúmeras testemunhas tenham confirmado a sua presença no local.
O acidente aconteceu no domingo, dia 4 de agosto, pela manhã, quando Katie Lentz saiu da casa de seus pais para ir à igreja com alguns amigos. A Mercedes que ela dirigia bateu com outro veículo e a jovem ficou presa às ferragens do carro. Depois de quase 45 minutos tentando tirá-la do carro, sem sucesso, o chefe do corpo de bombeiros, Raymond Reed, "estava preocupado porque se via sem opções", conta o policial Richard Adair, um dos primeiros a chegar ao local. "Suas ferramentas não estavam funcionando e, até aquele momento, já havia passado quase uma hora, e ele disse: eu não sei como vamos tirá-la".
Neste momento, Katie Lentz perguntou se alguém podia rezar com ela. E, então, uma voz disse: "Eu rezo". Era um homem de uns cinquenta anos, de cabelos brancos e vestido como sacerdote. O chefe do corpo de bombeiros afirma que ficou surpreso com a aparição, porque a estrada estava interditada em torno de 3 a 5 quilômetros e ninguém o havia visto chegar.
"Ele veio e pediu para dar a unção à garota no carro", conta Richard Adair. "Meu primeiro pensamento foi que isso possivelmente passaria uma mensagem errada a Katie, a de que talvez nós tivéssemos chamado um padre e pensado que ela não conseguiria sair dessa. Então, eu voltei, conversei com o padre e disse que estávamos preocupados que ela pensasse que tínhamos perdido as esperanças. Ele disse: 'Eu só quero dar-lhe a unção', e, então, nós deixamos que ele entrasse em cena."

 
Padre Patrick Dowling
 
Testemunhas contam que ele ungiu Katie e a equipe de resgate com óleo, rezou com elas e pediu que ficassem calmas. Imediatamente, como relatou um dos membros da equipe, uma sensação de paz tomou o local. Naquele momento, o corpo de bombeiros usou um novo equipamento e conseguiu libertar a jovem estudante. Depois disso, ninguém mais viu o sacerdote. "Nós todos voltamos para agradecer este sacerdote e ele se foi", contou o chefe do corpo de resgate, Raymond Reed. "Eu tenho 69 fotografias que foram tiradas minutos depois que o acidente aconteceu – transeuntes, a retirada do carro, a limpeza do local – e ele não está em nenhuma delas".
O chefe de polícia da localidade afirma que o acidente foi "o mais aterrorizante" dos que já viu com sobreviventes, em seus 27 anos de serviço. "Eu não saberia dizer se era um anjo enviado a nós na forma de um sacerdote ou um sacerdote que se tornou nosso anjo", disse o comandante do corpo de bombeiros. "Foi um milagre", garantiu.
A princípio, após os testemunhos e descrições das pessoas que estavam no local, alguns chegaram a conjecturar que aquela teria sido uma intervenção do padroeiro dos párocos, o sacerdote francês São João Maria Vianney, que viveu na França, no século XIX. Além dos traços semelhantes com o santo de Ars, o acidente aconteceu em 4 de agosto, dia em que é celebrada a sua memória.
Hoje, porém, a Diocese de Jefferson City emitiu uma nota, reconhecendo o sacerdote misterioso: tratava-se do padre Patrick Dowling. Ele disse que "ficou feliz por poder ajudar exercendo seu ministério" e que "era apenas um dos muitos que acudiram para assistir a vítima no acidente". Assistência providencial e emblemática: um auxílio do alto no dia dedicado aos sacerdotes, mostrando a importância dos sacramentos e do ministério sacerdotal na vida das pessoas. A jovem Katie Lentz continua se recuperando, ainda que com lesões no fígado, no baço, no pulmão e várias fraturas por todo o corpo.


Fonte: Site Christo Nihil Praeponere

domingo, 4 de agosto de 2013

Quem é o padre?

Dia do Sacerdote



Salmo 109 (110), 1-5.7

Disse o Senhor ao meu Senhor: «Senta-te à minha direita, *
até que eu faça de teus inimigos escabelo de teus pés».

O Senhor estenderá de Sião o cetro do teu poder *
e tu dominarás no meio dos teus inimigos. 

«A ti pertence a realeza desde o dia em que nasceste 
nos esplendores da santidade: *
antes da aurora, como orvalho, Eu te gerei».

O Senhor jurou e não Se arrependerá: *
«Tu és sacerdote para sempre, 
segundo a ordem de Melquisedec». 

O Senhor, à tua direita, *
esmagará os reis no dia da sua ira.

A caminho, beberá da torrente, *
por isso, erguerá a sua fronte.

sábado, 3 de agosto de 2013

Papa nomeia novo secretário para a Comissão "Ecclesia Dei" e novo elemosineiro



Cidade do Vaticano (RV) - O Santo Padre nomeou novo secretário da Pontifícia Comissão "Ecclesia Dei" Dom Guido Pozzo, 61 anos, natural de Trieste – nordeste da Itália –, até então Elemosineiro de Sua Santidade.

A Pontifícia Comissão "Ecclesia Dei" foi instituída por João Paulo II em 1988 com a finalidade de facilitar a plena comunhão eclesial dos membros da Fraternidade fundada por Dom Marcel Lefebvre que desejam permanecer unidos ao Sucessor de Pedro na Igreja Católica.

Como novo Elemosineiro, o Papa nomeou Mons. Konrad Krajewski, polonês, 49 anos, até então cerimoniário pontifício e oficial do Setor das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice, elevando-o, ao mesmo tempo, à dignidade de arcebispo.

Na prática, a Elemosineria Apostólica sempre existiu, embora tenha sido organizada no Séc. XIII pelo Papa Gregório X: em nome do Pontífice, ajuda aqueles que necessitam, com pequenos gestos diários, no silêncio e discrição. Trata-se dos mais variados pedidos de ajuda, como pagamento de boletos, alugueis, tratamentos médicos. De fato, é uma caridade cotidiana que o Papa mantém pessoalmente para fazer sentir a proximidade da Igreja à pessoa singularmente considerada.

O Papa Leão XIII, no final do Séc. XIX, com a finalidade de favorecer a coleta de fundos para as obras de caridade confiadas à Elemosineria, delegou ao Elemosineiro a faculdade de conceder a Bênção Apostólica por meio de diplomas em pergaminho.

Trata-se de uma Bênção – recorda o organismo – que é totalmente gratuita e cujos custos se referem unicamente ao diploma e às despesas para a preparação e envio da mesma. Todas as entradas provenientes da Elemosineria Apostólica como contribuição da concessão dos diplomas de Bênção são inteiramente revertidas em favor da caridade para com os pobres. 



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