sábado, 6 de abril de 2013

Papa Francisco e o Milagre Eucarístico em Buenos Aires

O atual Papa Francisco conduziu investigação para comprovar um dos maiores Milagres Eucarísticos da história recente, ocorrido em Buenos Aires em 1996.

Foi o chamado Milagre Eucarístico de Buenos Aires, onde uma Hóstia Consagrada tornou-se Carne e Sangue. O Cardeal Jorge Bergoglio, Arcebispo de Buenos Aires, hoje Papa Francisco, ordenou que se chamasse um fotógrafo profissional para tirar fotos do acontecimento para que os fatos não se perdessem. Depois foram conduzidas pesquisas de laboratório coordenadas pelo Dr. Castañón.

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Fonte: Voz da Igreja

terça-feira, 21 de agosto de 2012

São Pio X P.P, Rogai por nós!


Nascido como Giuseppe Melchiorre Sarto, São Pio X ficou conhecido como “Papa da Eucaristia”.

Segundo filho de uma família do campo em Treviso, foi ordenado padre em 1858, estudou direito canônico e obras de São Tomas de Aquino. Em 1884 foi sagrado bispo para a diocese de Mântua e em 1896 assumiu o patriarcado de  Veneza, chegando automaticamente ao cardinalato (Cf. diretos patriarcais) Giuseppe foi eleito Papa e 4 de agosto de 1903.
Com o lema: “Instaurare omnia in Christo” (Renovar todas as coisas em Cristo) foi um grande defensor da doutrina Católica, governou a Igreja em tempos de dificuldades, mas a governou com firmeza. Pio X introduziu grandes reformas na liturgia e codificou a Doutrina da Igreja Católica, sempre num sentido tradicional e facilitou a participação popular na Eucaristia. Foi um Papa pastoral, encorajando estilos de vida que refletissem os valores cristãos. Permitiu a prática da comunhão eucarística frequente e fomentou o acesso das crianças à Eucaristia quando da chegada à chamada idade da razão. Promoveu ainda o estudo do canto gregoriano e do catecismo(Conhecido pelos nomes: 3º Catecismo da Cristandade ou Catecismo Maior de São Pio X). No Brasil foi o fundador da Diocese de Taubaté, no Estado de São Paulo.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

NOTIFICAÇÃO A RESPEITO DA RECEPÇÃO DA SAGRADA EUCARISTIA




DOM ANTONIO CARLOS ROSSI KELLER
PELA GRAÇA DE DEUS E DA SANTA SÉ APOSTÓLICA
BISPO DE FREDERICO WESTPHALEN (RS)
NOTIFICAÇÃO A RESPEITO DA RECEPÇÃO DA SAGRADA EUCARISTIA

A Igreja sempre ensinou a necessidade da devida preparação para a recepção da Sagrada Comunhão.

Tal preparação é, antes de tudo, espiritual, mas inclui também aspectos materiais e formais. Para se receber bem a Santíssima Eucaristia, deve-se:

a. Estar em estado de Graça santificante, o que significa dizer, que não se tenha nenhum pecado grave na alma;

b. Saber a quem se vai receber na Sagrada Comunhão, ou seja, ser capaz de distinguir o Pão Eucarístico: Corpo, Sangue, Alma e Divindade do Senhor, alimento de nossa alma, do pão comum, alimento do nosso corpo;

c. Guardar o jejum eucarístico, ou seja, não tomar nenhum alimento durante o período de 1 hora que antecede a Sagrada Comunhão. Água e medicamentos não quebram o jejum.

São estas as indicações fundamentais para a recepção digna da Sagrada Eucaristia. Naturalmente que a recepção frutuosa depende muito mais do que o simples cumprimento destas regras: é preciso acolher amorosamente o Senhor que vem ao nosso encontro, na Sagrada Comunhão.

Além disso, materialmente, a recepção da Sagrada Comunhão deve realizar-se através das diversas formas indicadas pela Igreja:

a. Sempre respondendo “AMÉM” após o Sacerdote ou o Ministro Extraordinário da Comunhão Eucarística ter dito “O Corpo de Cristo”;

b. Desejando receber a Sagrada Eucaristia em pé, seja diretamente na boca ou na mão, antes deve-se fazer uma inclinação profunda, como sinal de respeito e adoração;

c. Recebendo a Sagrada Eucaristia na mão, deve-se estender a mão esquerda, espalmada, e colocando a mão direita por baixo desta, depois, na frente de quem entregou a Sagrada Comunhão, leva-se a Sagrada Comunhão à própria boca, usando para isto a mão direita;

d. Recebendo-se a Sagrada Comunhão de joelhos, e portanto, na boca, não está previsto nenhum tipo de gesto anterior.

Nesta NOTIFICAÇÃO PASTORAL gostaria de comunicar que, a partir da Missa da Noite do Natal do Senhor de 2011, na Catedral Santo Antonio, o Bispo Diocesano distribuirá sempre que possível, a Sagrada Comunhão para pessoas ajoelhadas em genuflexório, colocado no corredor central da Catedral. Os demais sacerdotes e Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística continuarão a distribuir a Comunhão nos outros locais, para as pessoas que costumam comungar nas demais formas.

A razão fundamental para esta decisão fundamenta-se no DIREITO que os fiéis cristãos têm em também receber a Sagrada Comunhão de joelhos. “...a negação da Santa Comunhão a um dos fiéis, por causa de sua postura de joelhos, deve ser considerada uma violação grave de um dos direitos mais básicos dos fiéis cristãos, nomeadamente daquele de serem assistidos pelos seus pastores através dos sacramentos (CDC, cânon 213). Mesmo lá onde a Congregação aprovou a legislação em que declarou o estar de pé como posição para a Santa Comunhão, de acordo com as adaptações permitidas às Conferências Episcopais... assim o fez estipulando que aos fiéis que comungam, e escolhem de ajoelhar, não deve ser negada a Santa Comunhão por este motivo. (S. Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, Carta de 1 de julho 2002; Notitiae (2002), 582-585).

Nestes últimos anos, o Santo Padre o Papa Bento XVI, tanto em Roma, como em outros lugares, por ocasião de suas visitas apostólicas, tem distribuído a Sagrada Comunhão para fiéis que se colocam sempre de joelhos. A intenção do Santo Padre é clara: além de recuperar um direito muitas vezes esquecido, fundamentalmente visa fortalecer uma visão de sacralidade que a Sagrada Eucaristia deve sempre ter na vida do cristão.

Além de determinar tal uso na Catedral, nas Missas presididas pelo Bispo Diocesano, peço também aos senhores padres que generosamente favoreçam este uso em suas Paróquias e Comunidades, para aqueles fiéis que assim gostariam de receber a Sagrada Comunhão.

Desejando a todos os diocesanos um Santo Natal e um ano de 2012 cheio das graças do Senhor, a todos abençôo no Senhor.


Frederico Westphalen, 24 de dezembro de 2011.


+ Antonio Carlos Rossi Keller

Bispo de Frederico Westphalen
 

terça-feira, 2 de agosto de 2011

O amor profundo pela Eucaristia

Uma história sobre o verdadeiro valor e zelo que devemos ter pela Eucaristia

Alguns meses antes de sua morte, o Bispo Fulton J. Sheen foi entrevistado pela rede nacional de televisão: “Bispo Sheen, milhares de pessoas em todo o mundo procuram imitar o exemplo vossa eminência. Em quem o senhor se inspirou? Foi por acaso em algum Papa?”.O Bispo Sheen respondeu que sua maior inspiração não foi um Papa, um Cardeal, ou outro Bispo, sequer um sacerdote ou freira. Foi uma menina chinesa de onze anos de idade.

Explicou que quando os comunistas apoderaram-se da China, prenderam um sacerdote em sua própria reitoria, próximo à Igreja. O sacerdote observou assustado, de sua janela, como os comunistas invadiram o templo e dirigiram-se ao santuário. Cheios de ódio profanaram o tabernáculo, pegaram o cálice e, atirando-o ao chão, espalharam-se as hóstias consagradas. Eram tempos de perseguição e o sacerdote sabia exatamente quantas hóstias havia no cálice: trinta e duas.Quando os comunistas retiraram-se, talvez não tivessem percebido, ou não prestaram atenção, a uma menininha, que rezando na parte detrás da igreja, viu tudo o que ocorreu. À noite, a pequena regressou e, escapando da guarda posta na reitoria, entrou no templo.Ali, fez uma hora santa de oração, um ato de amor para reparar o ato de ódio. Depois de sua hora santa, entrou no santuário, ajoelhou-se, e inclinando-se para frente, com sua língua recebeu Jesus na Sagrada Comunhão. (Naquele tempo não era permitido aos leigos tocar a Eucaristia com suas mãos).A pequena continuou regressando a cada noite, fazendo sua hora santa e recebendo Jesus Eucarístico na língua. Na trigésima noite, depois de haver consumido a última hóstia, acidentalmente fez um barulho que despertou o guarda. Este correu atrás dela, agarrou-a, e golpeou-a até mata-la com a parte posterior de sua arma.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Sacris Solemniis


Sacris solemniis
iuncta sint gaudia,
et ex praecordiis
sonent praeconia;
recedant vetera,
nova sint omnia,
corda, voces, et opera.

Noctis recolitur
cena novissima,
qua Christus creditur
agnum et azyma
dedisse fratribus,
iuxta legitima
priscis indulta patribus.

Post agnum typicum,
expletis epulis,
Corpus Dominicum
datum discipulis,
sic totum omnibus,
quod totum singulis,
eius fatemur manibus.

Dedit fragilibus
corporis ferculum,
dedit et tristibus
sanguinis poculum,
dicens: Accipite
quod trado vasculum;
omnes ex eo bibite.

Sic sacrificium
istud instituit,
cuius officium
committi voluit
solis presbyteris,
quibus sic congruit,
ut sumant, et dent ceteris.

Panis angelicus
fit panis hominum;
dat panis caelicus
figuris terminum;
O res mirabilis:
manducat Dominum
pauper, servus et humilis.

Te, trina Deitas
unaque, poscimus:
sic nos tu visita,
sicut te colimus;
per tuas semitas
duc nos quo tendimus,
ad lucem quam inhabitas.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Jovens teriam sido os autores de um ato satânico contra a Eucaristia em uma igreja na Colômbia

O Pe. Rodrigo Hurtado Gil, pároco de São Isidro Labrador em Dosquebradas (Colômbia), denunciou que o sacrilégio realizado na capela Cristo Salvador na noite de 5 de junho, onde se encontraram as hóstias derramadas, molhadas com cerveja e pisoteadas, teria sido protagonizado por jovens.

Em diálogo telefônico com a agência do grupo ACI em espanhol, a ACI Prensa, no dia 9 de junho, o Pe. Hurtado Gil indicou que uma investigadora do Corpo Técnico de Investigação da Procuradoria da Colômbia, que recolheu as impressões digitais, mostrou-lhe que uma das pessoas envolvidas seria "uma garota de 15 ou 16 anos ou pode ser a mão de um menino de 13 anos ou 14 anos".

"Os que fizeram isso pela agilidade, a forma pela que entraram, tudo, é gente muito jovem", indicou o sacerdote.

O ato sacrílego teria sido realizado entre a noite do dia 5 e a madrugada de 6 de junho. "Nesse lapso ingressaram pelo teto do templo, quebrando uma telha e a clarabóia", relatou o P. Hurtado à ACI Prensa.

O presbítero se mostrou surpreso porque "não sabemos como violaram o sistema de segurança, porque a capela tem alarme, tem sensores de movimento".

Assim, sem ser descobertos, "entraram, violaram o Sacrário, tiraram as hóstias, jogaram-nas no chão, inclusive pisotearam algumas, a sobre outras jogaram cerveja", denunciou o padre, afirmando que inclusive "beberam cerveja na âmbula".

O pároco de São Isidro indicou à nossa agência de língua espanhola que na manhã encontraram "latas de cerveja por todos os lados, e peças de roupas. Ou seja que eles tiraram a roupa, fizeram um festim aí, um bacanal, uma coisa horrível".

Apesar de outros roubos materiais que também denunciou, o sacerdote assinalou que "o ponto muito delicado, muito grave, foi a profanação à Eucaristia".

O Pe. Hurtado disse à ACI Prensa que obtiveram notícia no dia seguinte, quando o diácono permanente que colabora na paróquia se dispunha a abrir a capela e "escutou pessoas, ruídos dentro como de quem estava com pressa".

O diácono "alcançou a ver os pés de um (dos profanadores) que estava agachado na porta da sacristia. Do susto voltou a fechar, trancou a porta da capela e pediu auxílio à polícia, mas quando retornaram já tinham ido embora".

"Deixaram o cálice sagrado pelo chão, a tampa do cálice sagrado em uma esquina do presbitério, as hóstias jogadas. Se iam levar a âmbula não alcançaram a levá-la porque nesse momento despertaram e se assustaram e aí sim se ativaram os alarmes".

O P. Hurtado disse à ACI Prensa que "neste momento o fato como tal nos dá a concluir que foi um ato evidentemente satânico", embora reconhecesse que não há provas contundentes de que existam grupos deste tipo nos arredores.

"Há muitas versões que se entretecem e tanto a polícia como a procuradoria estão por trás de todas as investigações", assinalou.

O sacerdote afirmou que outro problema que deixou desconcertado tanto os investigadores como os membros da Igreja "é que as pessoas ao redor da capela disseram que não sabem e que não viram ninguém".

Para o Pe. Hurtado parece claro que os profanadores "entraram pela parte de trás da capela que dá a umas propriedades, a umas casas, não sabemos se eles se foram pelos tetos de algumas propriedades até chegar ao teto da capela. Estamos à expectativa que nos digam os exames (policiais) e que conclusões tiraram e se puderam encontrar os responsáveis".

Enquanto isso, indica o sacerdote, o Bispo do Pereira "emitiu obviamente o decreto de excomunhão" para quem cometeu o ato sacrílego, além de indicar que "em 15 ou 20 dias programamos a Eucaristia de desagravo e reparação e já começará a celebrar-se de acordo a algumas condições e alguns convênios que precisarão ser feitos com a comunidade do setor".

O Pe. Hurtado também indicou à ACI Prensa que o Bispo "fez uma circular especial para todos os sacerdotes da diocese de Pereira porque coincidentemente nestes dias, depois do que aconteceu na capela, outro sacerdote de Dosquebradas, disse que tinham tentado entrar no templo paroquial".

"Não sabemos se é uma onda de situações de tipo satânico, isso nunca havia acontecido", afirmou.

O pároco recordou que "a capela foi objeto de um roubo quatro anos atrás, mas não houve um ato sacrílego, satânico", entretanto chamou-lhe a atenção que "tenham levado sete velas e um crucifixo, foi o único que se roubaram, não tocaram nos microfones, nem no aparelho de som nem nada disso".

O P. Hurtado pediu oração "pela situação do país, pela situação social, a conjuntura que se está vivendo, eu não falo de que haja uma crise de valores, mas uma ausência de valores, para que os jovens cheguem a uma situação como esta".

"Isso está ocorrendo entre crianças, onde já entrou a desordem, a ausência dos valores, é porque estão dirigindo um estado psicológico de ressentimentos ante os traumas muito precisos e o primeiro deles que é perante Deus e perante tudo o que Ele represente", finalizou.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A Presença Real de Cristo na Eucaristia


“A Eucaristia é um Sacramento que, pela admirável conversão de toda a substância do pão no Corpo de Jesus Cristo, e de toda a substância do vinho no seu precioso Sangue, contém verdadeira, real e substancialmente o Corpo, Sangue, Alma e Divindade do mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor, debaixo das espécies de pão e de vinho, para ser nosso alimento espiritual”. (Catecismo de São Pio X)

ARTIGO 2 – A transubstanciação eucarística

Pondo-se de manifesto a presença real de Cristo na Eucaristia, vejamos agora o modo de sua realização. Ele se verifica pelo estupendo milagre da transubstanciação eucarística, cuja teologia resumimos brevemente.

1. NOÇÃO. A transubstanciação eucarística consiste na total conversão de toda a substância do pão no corpo de Cristo e de toda a substância do vinho no seu sangue, permanecendo somente as espécies ou acidentes do pão e do vinho.

2. CONDIÇÕES. Para a verdadeira transubstanciação se requerem as seguintes condições:

1) Que o termo de partida (a quo) e o de chegada (ad quem) sejam positivos. Porque, se um deles fosse negativo, não haveria transubstanciação, mas criação (se faltasse o termo a quo) ou aniquilação (se faltasse o ad quem).

2) Que o termo a quo, que é a substância do pão ou do vinho, deixe de existir; e o termo ad quem, que é o corpo ou o sangue de Cristo, comece a existir sob as espécies sacramentais. Porque de outra forma não haveria verdadeiro trânsito nem conversão.

3) Que haja um nexo intrínseco e essencial entre a desaparição do termo a quo e a aparição do termo ad quem. Ou seja, que o mesmo termo a quo (pão ou vinho) se converta no termo ad quem (corpo ou sangue de Cristo), de tal sorte que o mesmíssimo termo a quo (a substância do pão ou vinho) se diga e seja depois o termo ad quem (o corpo ou o sangue de Cristo). Não bastaria que houvesse entre os dois uma mera sucessão, mas que se requer indispensavelmente que um se converta no outro, de tal maneira que, mostrando o corpo eucarístico de Cristo, possamos dizer com verdade: “Isto que antes da consagração era a substância do pão, agora é o corpo de Cristo”. Desta maneira, o nexo entre a desaparição do pão e a aparição do corpo de Cristo é intrínseco ou essencial, e a desaparição do primeiro traz necessariamente a aparição do segundo.

4) Pode-se acrescentar uma quarta condição, a saber, que se conserve no termo ad quem algo do que havia no termo a quo. Assim ocorre de fato na Eucaristia, já que a consagração afeta unicamente a substância do pão ou do vinho, deixando intactos os acidentes, que, por isso mesmo, permanecem depois da consagração.

3. DOUTRINA CATÓLICA. Vamos determiná-la em forma de conclusão. Ei-la aqui:

CONCLUSÃO. Cristo se faz realmente presente na Eucaristia pela transubstanciação, ou seja, pela conversão de toda a substância do pão e do vinho em seu próprio corpo e sangue, permanecendo unicamente os acidentes do pão e do vinho. (De fé divina, expressamente definida)

Prova-se:

1. PELA SAGRADA ESCRITURA. Depreende-se claríssimamente das palavras que pronunciou Cristo ao instituir a Eucaristia, e que repete o sacerdote ao consagrá-la: Isto é o meu corpo; este é o cálice do meu sangue, que não seriam verdadeiras se não ocorresse o prodígio da transubstanciação, ou seja, se juntamente com o corpo ou sangue de Cristo ficasse debaixo das espécies algo da substância do pão ou vinho.

2. PELO MAGISTÉRIO DA IGREJA. Definiu-o expressamente o Concílio de Trento contra os protestantes. Eis aqui o texto da definição dogmática:

“Se alguém disser que no sacrossanto sacramento da Eucaristia fica a substância do pão e do vinho juntamente com o corpo e o sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo; e negar aquela admirável e singular conversão de toda a substância de pão no corpo, e de toda a substância do vinho no sangue, ficando apenas as espécies de pão e de vinho, que a Igreja com suma propriedade (aptissime) chama de transubstanciação — seja excomungado”. (D 884)


3. PELA RAZÃO TEOLÓGICA. Santo Tomás explica profundissimamente que “não pode dar-se nenhum outro modo pelo qual o corpo verdadeiro de Cristo comece a estar presente neste sacramento senão pela conversão da substância do pão no mesmo Cristo” (III, 75, 3). A razão é porque uma coisa não pode estar onde não estava antes se não é por mudança de lugar ou porque outra coisa se converta nela. Ora: é manifesto que Cristo não pode fazer-se presente na Eucaristia por mudança de lugar ou movimento local, porque se seguiriam incompreensíveis absurdos (p.ex.: deixaria de estar no céu, já que corpo algum pode estar localmente em dois lugares ao mesmo tempo; não poderia estar mais que em um só sacrário da terra, não nos demais; a consagração eucarística não seria instantânea, mas exigiria algum tempo – ainda que fosse rapidíssimo – para que se verificasse o movimento local de Cristo, etc., etc.). Logo, não há outro meio pelo qual Cristo possa fazer-se presente na Eucaristia a não ser pela conversão n’Ele da substância do pão e do vinho. [...]
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FONTE: MARIN, A.R. Teologia Moral para Seglares. Madrid: Biblioteca de Autores Cristianos, 1958. v.II: Los Sacramentos. p.129-131.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

POR CAUSA DA TUA GRANDEZA E DA MINHA INSIGNIFICÂNCIA

Lembrando-me de quando comecei a receber Jesus Eucarístico de joelhos, travei uma grande batalha entre o meu ego ( minha carne) e o meu espírito.
 
Tudo começou quando uma grande amiga, que na época passava pelo processo de conversão, culminando em sua total consagração como religiosa a Deus; contou-me ao retornar de uma  excursão ,que conhecera o local onde ocorrera  o milagre de Lanciano e que tivera uma experiência extraordinária diante do milagre; contou-me que sentira uma grande força que a impulsionava a inclinar-se completamente ao chão diante do relicário que continha as duas espécies ( corpo e sangue de Jesus), e que todas as vezes que ia receber a comunhão, novamente a mesma força a jogava de joelhos, ela quase que podia ver a presença de Jesus na Hóstia Consagrada, e quando passava as pessoas que acabaram de receber a comunhão, novamente ela sentia que devia inclinar-se diante delas. Quando ouvi o relato desta amiga, fiquei impressionada, e comecei a refletir sobre o que ocorrera com ela e o que havia me dito;  pensei: - as figuras sacras sempre mostram os anjos ajoelhados diante de Deus, e se eu creio na presença de Jesus na Hóstia , então como eu sendo pecadora deveria recebê-lo?
 
Outra figura me chamou atenção foi a história de Santo Antonio e o jumento de um herege que se ajoelha diante da Eucaristia antes de comer o capim. Ora se um asno que sem inteligência sabe quem é o seu Senhor, será que eu não sei reconhecer o meu Deus se o vir?! Mas, mesmo assim, a vergonha dos homens e o que eles poderiam pensar a meu respeito encheram-me de terror e angústia. Então, veio à minha lembrança uma estória que havia lido em um livro de Madre Basiléia Schlink, sobre como ocorreu a rebelião dos anjos no céu. Na estória ela narra que quando Lúcifer agitava e incitava os anjos contra Deus, Miguel que ainda era apenas um anjo, repreendendo-o diz: _"Quem como Deus!"  Logo depois, Deus que estava em silencio lhe pergunta, por que ele dissera aquilo, e ele humildemente se inclina e lhe diz: ____"Por causa da Tua grandeza e da minha insignificância!". Isto foi o bastante para que todo o orgulho em mim caísse por terra e eu me inclinasse diante de meu Deus e Senhor. "Por causa da Tua grandeza e de minha insignificância." E estou até hoje de joelhos, pois os servos e amigos do Senhor estão e estarão para sempre aos seus pés.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A Extensão da Encarnação


Retirado de: Minhas Reflexões

" O anjo, como prova de sua missão, anunciara a Maria o prodígio da fecundidade de Isabel, acrescentando que " todas as coisas são possíveis a Deus". E a alma, estéril qual Isabel, como ela se tornará fecunda. Impõem-se, todavia, crer nesse Alimento que dá a fecundidade; e recebê-lo, e então se produzirá mais para a Glória de Deus, num só dia com a Eucaristia, do que em toda uma vida sem ela.


Mas, para Maria, surge apenas, entre todas as grandezas que o Anjo lhe apresenta, sucessivamente, sua própria fraqueza, seu nada. Seja este nosso modelo. Somos míseras criaturas, indignas dum olhar, sequer, de Deus... Mas, já que Ele se digna chamar-nos, escolher-nos, digamos com Maria: " Fiat! Faça-se em mim segundo a vossa Palavra".

E, então, o Mistério que se operou em Maria opera-se em nós. No momento da Comunhão, a Eucaristia torna-se verdadeiramente a extensão da Encarnação, a dilatação desse incêndio de Amor, cujo foco se encontra na Santíssima Trindade e que, no seio de Maria, abrasando a natureza humana em geral, só atingiria, todavia, sua plenitude pela união particular a cada filho da humanidade. Em Maria, o Verbo uniu-se à natureza humana. Pela Eucaristia une-se a todos os homens.

Para resgatar-nos, bastava ao Verbo unir a Si numericamente uma só criatura humana. Ele queria ser o único a sofrer, a expiar no Corpo e na Alma, até morrer, sob o peso dos tormentos, em nome de todos. Mas quando essa humanidade já fora toda triturada e se tornara a fonte de toda justificação, Jesus Cristo mudou-a em seu Sacramento, que a todos oferece, para que todos possam participar dos méritos e da glória do Corpo que tomara em Maria. E agora, basta-nos recebê-lo, e temos mais que Maria, temos o Corpo glorioso e ressuscitado do Salvador, com seus Estigmas de Amor, prova de sua vitória sobre os poderes deste mundo.

E - que maravilha! - recebemos, ao comungar, mais do que Maria recebeu na Encarnação! Ela trazia no seu seio o Corpo passível do Verbo, enquanto nós recebemos seu Corpo impassível e celestial. Ela trazia o Homem de Dores, enquanto nós possuímos o Filho de Deus, coroado de glória. Ele vem também a nós de modo mais consolador. Maria via diariamente passar e diminuir-se o tempo em que havia de possuir nas suas castas entranhas tão precioso fardo, até que, passados nove meses, dele se separou. Quanto a nós, podemos renovar quotidianamente nossa felicidade, recebendo e trazendo em nós o Verbo-Eucaristia, todos os dias de nossa vida.

Ao formar-se em Maria a Humanidade santa do Verbo, o Espiríto Santo dotou sua augusta Esposa com os mais ricos dons. O Verbo lhe trouxe, além de sua glória, todas as virtudes reunidas em grau nunca visto até então. E se tal Mistério se tivesse operado repetidamente, ela teria recebido, cada vez, uma dotação nova e superior em magnificências. O mesmo se dá conosco. Cada vez que Nosso Senhor se dá a nós, dá-se com todas as suas graças, todos os seus dons. Enriquece-nos contínua e incansavelmente e, qual outro sol que renasce cada dia com brilho sempre novo, Ele renasce cada dia em nós, com a mesma beleza, a mesma glória do primeiro dia.

" Verbum caro factum est." O Verbo se fez Carne, eis toda a glória de Maria. O Verbo se fez Pão do homem, é toda a nossa glória. Nosso Senhor deu-se à primeira vez a fim de satisfazer seu Amor, e dá-se incessantemente para saciar seu Amor sempre novo e infinito. Ser uma esmola de graças é insignificante para seu Coração, então faz-se Dom, faz-se Pão, e a Igreja no-lo distribui. Poderia, por acaso, fazer mais, ir mais longe? Ou aproximar-nos mais de sua Mãe, não em dignidade, nem em virtudes, mas na efusão do seu Amor, maior, parece, no dom que nos faz do que naquele que fez a Maria? A Santíssima Virgem soube, porém, reconhecer as graças de Deus. Participando da honra que lhe foi feita, saibamos como Ela, Amar".

(A Divina Eucaristia - São Pedro Julião Eymard,vol. 2, p.61 a 63.)
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