sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Comemoração dos Finados


No dia 2 de novembro, a sagrada Liturgia se lembra de modo especial dos fiéis defuntos. Depois de ter celebrado - no dia anterior, festa de Todos os Santos - os triunfos de seus filhos que já alcançaram a glória do Céu, a Igreja dirige seu maternal desvelo para aqueles que sofrem no Purgatório e clamam com o salmista: "Tirai-me desta prisão, para que possa agradecer ao vosso nome. Os justos virão rodear-me, quando me tiverdes feito este benefício" (Sl 141, 8).

A gênese dessa celebração está na famosa abadia de Cluny, quando seu quinto Abade, Santo Odilon, instituiu no calendário litúrgico cluniacense a "Festa dos Mortos", dando especial oportunidade a seus monges de interceder pelos defuntos, ajudando-os a alcançarem a bemaventurança do Céu.
A partir de Cluny, essa comemoração foi-se estendendo entre os fiéis até ser incluída no Calendário Litúrgico da Igreja, tornando- se uma devoção habitual, em todo o mundo católico.
 
Talvez o leitor, como milhares de outros fiéis, tenha o costume de visitar o cemitério nesse dia, para recordar os familiares e amigos falecidos, e por eles orar. Muitos cristãos, porém, não prestam ouvidos aos apelos de seu coração, que os move a sentir saudades de seus entes queridos e a aliviálos com uma prece. Talvez por falta de cultura religiosa, ou por falta de alguém que as incentive ou oriente, muitas pessoas nem vêem a necessidade de rezar pelas almas dos falecidos.
 
A inúmeras outras, a existência do Purgatório causa estranheza e antipatia.
 
Seja como for, tanto por amor às almas que esperam ver-se livres de suas manchas para entrarem no Paraíso, quanto para estimular em nós a caridade para com esses irmãos necessitados, como também para nosso próprio proveito, vejamos o "porquê" e o "para quê" da existência do Purgatório.
 
 

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Comemoração dos Fiéis Defuntos


A Morte do Justo e a Morte do Pecador

"[...] Mas se morrermos com Cristo, temos fé que também viveremos com Ele, sabendo que Cristo, uma vez ressuscitado dentre os mortos, já não morre, a morte não tem mais domínio sobre ele.Porque, morrendo, ele morreu para o pecado uma por todas; vivendo, ele vive para Deus.Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado e vivos para Deus em Cristo Jesus [...]"(Rm 6,8-11).

Sabemos que ao morrermos teremos um lugar reservado no Céu, cabe somente a nós irmos ou não.Se tivermos fé ressuscitaremos com Cristo, e viveremos para sempre com Ele e NEle, porque a morte não terá domínio nenhum sobre o nosso Deus. Ao sermos batizados nós morremos com Cristo, e ressuscitamos ao mesmo tempo, ou seja, morremos para o pecado e renascemos para a vida eterna. Após a Ressurreição de Nosso Senhor, as portas do Céu foram abertas para nós, em seu amor poderemos ser salvos.


"[...]Portanto, que o pecado não impere mais em vosso corpo mortal, sujeitando-vos às suas paixões; nem entregueis vossos membros, como armas de injustiça, ao pecado; pelo contrário, oferecei-vos a Deus como vivos provindos dos mortos e oferecei vossos membros como armas de justiça a serviço de Deus. E o pecado não vos dominará, porque não estais debaixo da Lei,mas sob a graça.E daí? Vamos pecar, porque não estamos mais debaixo da Lei mas sob a graça?De modo algum![...]Porque o salário do pecado é a morte, e a graça de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.[...]".(Rm 6,12-15;23)

A Libertação do cristão, que Paulo fala, significa a libertação pela morte, pois a morte liberta da vida anterior e de suas servidões.Unido pela fé e pelo batismo ao Cristo morto e ressuscitado, o cristão está morto ao pecado, para viver sob a graça do Espírito Santo.Da mesma forma que o liberto pertence a seu novo senhor, assim também o cristão ressuscitado em Cristo não vive mais para si mesmo, mas para Cristo e para Deus.O cristão está morto para a Lei, como para o pecado, pelo "corpo de Cristo", morto e ressuscitado.

A Palavra do Senhor confirma esta Tradição pois "santo e piedoso o seu pensamento; e foi essa a razão por que mandou que se celebrasse pelos mortos um sacrifício expiatório, para que fossem absolvidos de seu pecado" (2 Mc 2, 45). Assim é salutar lembrarmos neste dia, que "a Igreja denomina Purgatório esta purificação final dos eleitos, que écompletamente distinta do castigo dos condenados" (Catecismo da Igreja Católica).

Portanto, a alma que morreu na graça e na amizade de Deus, porém necessitando de purificação, assemelha-se a um aventureiro caminhando num deserto sob um sol escaldante, onde o calor é sufocante, com pouca água; porém enxerga para além do deserto, a montanha onde se encontra o tesouro, a montanha onde sopram brisas frescas e onde poderá descansar eternamente; ou seja, "o Céu não tem portas" (Santa Catarina de Gênova), mas sim uma providencial 'ante-sala'.


"As almas do Purgatório, diz o Concílio de Trento, podem ser socorridas com os sufrágios dos fiéis e de modo particularmente eficaz com a Santa Missa".A razão disto reside no fato que no Sacrifício, o sacerdote oferece ao Pai debaixo das espécies eucarísticas, a Deus oficialmente o resgate das almas, quer dizer, o Sangue de Jesus Cristo, e em que o mesmo Senhor Jesus Cristo se oferece ao Pai no ato da Missa, salva as almas que padecem no Purgatório, dando-lhes o refrigério da luz e da paz.


Não há pois dia, em que a Igreja não recorde dos fiéis defuntos.Visitemos os cemitérios neste dia, pedindo a Deus que se complete para os nossos mortos a vitória sobre o pecado e som a morte, e que no dia final sobre o tocar das trombetas, ressurjam revestidos de glória imortal para cantar os louvores de Deus para sempre.

"Ó meu Jesus perdoai-nos, livrai-nos do fogo do Inferno. Levai as almas todas para o Céu e socorrei principalmente as que mais precisarem! Amém!"

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Homilia de Bento XVI, na celebração da Missa pelos bispos e cardeais falecidos no decorrer do ano de 2010.

Senhores Cardeais,

queridos irmãos e irmãs!
"Se, portanto, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto". As palavras que ouvimos há pouco na segunda leitura (Col 3,1-4) convidam-nos a elevar o olhar às realidades celestes. De fato, com a expressão "as coisas lá do alto", São Paulo compreende o Céu, porque complementa: " onde Cristo está sentado à direita de Deus". O Apóstolo busca referir-se à condição dos fiéis, daqueles que estão "mortos" para o pecado e cuja vida "está escondida com Cristo em Deus". Esses são chamados a viver cotidianamente sob o senhorio de Cristo, princípio e cumprimento de todas as suas ações, testemunhando a vida nova que foi dada a eles no batismo. Essa renovação em Cristo acontece no íntimo da pessoa: enquanto continua a luta contra o pecado, é possível progredir na virtude, buscando dar uma resposta plena e pronta à Graça de Deus.

Por antítese, o Apóstolo assinala então "as coisas da terra", evidenciando assim que a vida em Cristo comporta uma "escolha de campo", uma radical renúncia a tudo aquilo que – como peso – mantém o homem ligado à terra, corrompendo a sua alma. A busca das "coisas lá do alto" não significa dizer que o cristão deva descuidar das suas obrigações e compromissos terrenos, mas sim que não deve se perder em meio a esses, como se tivessem um valor definitivo. O chamado à realidade do Céu é um convite a reconhecer a relatividade disso que está destinado a passar, frente aqueles valores que não conhecem a usura do tempo. Trata-se de trabalhar, de empenhar-se, de conceder-se o justo repouso, mas com o sereno distanciamento de quem sabe ser somente um viandante a caminho rumo à Pátria celeste; um peregrino; em certo sentido, um estrangeiro rumo à eternidade.

A essa meta última chegaram recentemente os Cardeais Peter Seiichi Shirayanagi, Cahal Brendan Daly, Armand Gaétan Razafindratandra, Thomáš špidlik, Paul Augustin Mayer, Luigi Poggi; bem como os numerosos Arcebispos e Bispos que nos deixaram ao longo do último ano. Com sentimentos de afeto, desejamos recordar, dando graças a Deus pelos seus dons dados á Igreja exatamente através desses nossos irmãos que nos precederam no sinal da fé e agora dormem o sono da paz. O nosso agradecimento torna-se oração de sufrágio por eles, a fim de que o Senhor os acolha na bem-aventurança do Paraíso. Pelas suas almas eleitas, oferecemos esta Santa Eucaristia, reunidos em torno do Altar, sobre o qual se torna presente o Sacrifício que proclama a vitória da Vida sobre a morte, da Graça sobre o pecado, do Paraíso sobre o inferno.

Esses nossos venerados Irmãos, amamos recordar-lhes como Pastores zelosos, cujo ministério foi sempre assinalado pelo horizonte escatológico que anima a esperança na felicidade sem trevas a nós prometida após esta vida; como testemunhas do Evangelho prontas a viver aquelas "coisas lá do alto", que são o fruto do Espírito: "amor, alegria, paz, magnanimidade, benevolência, bondade, fidelidade, mansidão, domínio de si" (Gal 5,22); como cristãos e Pastores animados de profunda fé, do vivo desejo de conformar-se a Jesus e de aderir intimamente à sua Pessoa, contemplando incessantemente o seu rosto na oração. Por isso, puderam antecipa a "vida eterna", da qual nos fala a página de hoje do Evangelho (Jo 3,13-17) e que o próprio Cristo prometeu "àqueles que creem n'Ele". A expressão "vida eterna", de fato, designa o dom divino concedido à humanidade: a comunhão com Deus neste mundo e a sua plenitude naquele futuro.

A vida eterna nos foi aberta pelo Mistério Pascal de Cristo e a fé é a via para alcançá-la. É o que emerge das palavras dirigidas por Jesus a Nicodemos e reportadas pelo evangelista João: "Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim deve ser levantado o Filho do Homem, para que todo homem que nele crer tenha a vida eterna" (Jo 3,14-15). Aqui é explicitada a referência ao episódio narrado no livro dos Números (21,1-9), que ressalta a força salvífica da fé na palavra divina. Durante o êxodo, o povo hebreu rebelou-se contra Moisés e contra Deus, e foi punido com a praga das serpentes venenosas. Moisés pede perdão, e Deus, aceitando a penitência dos israelitas, ordena-lhes: "Faze para ti uma serpente ardente e mete-a sobre um poste. Todo o que for mordido, olhando para ela, será salvo". E assim acontece. Jesus, na conversa com Nicodemos, revela o sentido mais profundo daquele evento de salvação, comparando-o à sua morte e ressurreição: o Filho do homem deve ser levantado sobre o lenho da Cruz para que quem crê n'Ele tenha a vida. São João vê exatamente no mistério da Cruz o momento em que se revela a glória régia de Jesus, a glória de um amor que se doa inteiramente na paixão e morte. Assim, a Cruz, paradoxalmente, de sinal de condenação, de morte, torna-se sinal de redenção, de vida, de vitória, em que, com o olhar da fé, podem-se entrever os frutos da salvação.

Continuando o diálogo com Nicodemos, Jesus aprofunda posteriormente o sentido salvífico da Cruz, revelando com sempre mais clareza que esse consiste no imenso amor de Deus e no dom do Filho unigênito: "De fato, Deus tanto amou o mundo que deu a ele o seu Filho unigênito". É essa uma das palavras centrais do Evangelho. O sujeito é o Deus Pai, origem de todo o mistério criador e redentor. Os verbos "amar" e "dar" indicam um ato decisivo e definitivo que expressa a radicalidade com que Deus aproximou-se do homem no amor, até o dom total, a ponto de cruzas o limiar de nossa solidão última, descendo ao abismo do nosso extremo abandono, ultrapassando a porta da morte. O objeto e o beneficiário do amor divino é o mundo, isto é, a humanidade. É uma palavra que remove completamente a ideia de um Deus distante e estranho ao caminho do homem, e revela, mais que tudo, o seu verdadeiro rosto: Ele nos deu o seu Filho por amor, para ser o Deus próximo, para fazer-nos sentir a sua presença, para vir ao nosso encontro e levar-nos ao seu amor, de modo que toda a vida seja animada por esse amor divino. O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida. Deus não domina, antes ama sem medidas. Não manifesta a sua onipotência no castigo, mas na misericórdia e no perdão. Compreender tudo isso significa entrar no mistério da salvação: Jesus veio para salvar e não para condenar; com o Sacrifício da Cruz, ele revela o rosto de amor de Deus. E exatamente pela fé no amor superabundante doado a nós em Cristo Jesus, nós sabemos que também a menor força de amor é maior que a máxima força destruidora e pode transformar o mundo, e por essa mesma fé nós podemos ter uma "esperança confiável", aquela na vida eterna e na ressurreição da carne.

Queridos irmãos e irmãs, com as palavras da primeira leitura, tiradas do livro das Lamentações, peçamos que os Cardeais, os Arcebispos e os Bispos, que hoje recordamos, generosos servidores do Evangelho e da Igreja, possam agora conhecer plenamente quão "bom é o Senhor com quem espera n'Ele, com a alma que o procura" e experimentar que "junto ao Senhor se acha a misericórdia; encontra-se nele copiosa redenção" (Sal 129). E nós, peregrinos no caminho rumo à Jerusalém celeste, esperemos em silêncio, com firme esperança, a salvação do Senhor (cf. Lam 3,26), procurando caminhar sobre as vias do bem, sustentados pela graça de Deus, recordando sempre que "não temos aqui cidade permanente, mas vamos em busca da futura" (Hb 13,14). Amém.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

E espero a Ressurreição dos mortos, e a vida do mundo que há de vir.Amém.


Creio na Ressurreição dos Mortos, na vida eterna.Amém.


Onde estão os mortos na Liturgia?

Como já disse em postagens anteriores, a cada Santa Missa relembramos dos nossos mortos. Seja nas intenções lidas antes da Missa, quer seja na oração eucarística, ou então até pela Missa de Réquiem ou de Finados.

Na Liturgia da Igreja nós relembramos dos fiéis falecidos em três momentos:

Credo - "(...) De novo há de vir em sua glória, para julgar os vivos e os mortos, e o seu reino não terá fim (...) Espero a ressurreição dos mortos e a vida do século futuro".

Ofertório - "(...) por todos os que estão aqui presentes e por todos os fiéis, vivos e defuntos, para que tanto a mim como a eles seja aproveitado para a salvação e a vida eterna".

Cânon - Memento dos Mortos: Lembrai-vos, também, Senhor, de vossos servos e servas (NN. e NN.), que nos precederam, marcados com o sinal da fé, e agora descansam no sono da paz.

A estes, Senhor, e a todos os mais que repousam em Jesus Cristo, nós vos pedimos, concedei o lugar do descanso, da luz e da paz. Pelo mesmo Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amém

Comemoração da Igreja Padecente


Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos

A todos os que morreram "no sinal da fé" a Igreja reserva um lugar importante na liturgia: há uma lembrança diária na missa, com o Memento (= lembrança) dos mortos, e no Ofício divino com a breve oração (as almas dos fiéis pela misericórdia de Deus, descansem em paz), e existe sobretudo a celebração hodierna na qual cada sacerdote pode celebrar três missas em sufrágio das almas dos falecidos. A comemoração dos falecidos, devida ao abade de Cluny, santo Odilon, em 998, não de todo nova na Igreja, pois em toda parte se celebrava a festa de todos os santos e o dia seguinte era dedicado a memória dos fiéis falecidos. Mas o fato de que milhares de mosteiros beneditinos dependessem de Cluny favoreceu a ampla difusão da comemoração e muitas partes da Europa setentrional. Depois também em Roma, em 1311, foi sancionada oficialmente a memória dos falecidos.


O privilégio das três missas no dia 2 de novembro, concedido a Espanha em 1748, foi estendido a Igreja universal por Bento XV em 1915. Desejava-se assim sublinhar uma grande verdade, que tem o seu fundamento na Revelação: a existência da Igreja triunfante e a militante. Estado intermediário, mas temporário "onde o espírito humano se purifica e se torna apto ao céu", segundo a imagem de Dante. Na primeira epístola aos coríntios, são Paulo usa a imagem de um edifício em construção.

Os pregadores são os operários que edificam sobre o fundamento colocado pelos primeiros enviados de Cristo, os Apóstolos. Existem os que cumprem um trabalho, caprichado e sua obra fica sem defeitos, outros ao contrário misturam com o bom material um material de segunda, madeira e palha, isto é vanglória e indiferença. Depois vem a vistoria, que são Paulo chama de dia do Senhor, a prova de fogo: a provação apreciará a obra de cada um. Alguns assistirão a resistência do seu edifício, outros verão desabar o seu. "Ora - acrescenta o apóstolo são Paulo - se a obra que alguém edificou permanecer em pé, ele receberá a recompensa, se se queimar, sofrerá prejuízo, mas ele será salvo por meio de fogo."
A essas almas, que a prova de fogo obriga a purificação, em vista da plena alegria do paraíso, a Igreja dedica hoje, uma memória particular, para ressaltar mediante a caridade do sufrágio aquele vínculo de amor que une perenemente aqueles que morreram no sinal da fé e foram destinados a eterna comunhão com Deus.



Fonte: Cléofas

Dies irae, dies illa.


Dies Irae, dies illa
solvet saeclum in favilla
teste David cum Sybilla.

Quantus tremor est futurus,
Quando judex est venturus,
Cuncta stricte discussurus.

Tuba, mirum spargens sonum
per sepulcra regionum
coget omnes ante thronum.

Mors stupebit et natura,
cum resurget creatura,
judicanti responsura.

Liber scriptus proferetur,
in quo totum continetur,
unde mundus judicetur.

Judex ergo cum sedebit,
quidquid latet, apparebit:
nil inultum remanebit.

Quid sum miser tunc dicturus?
quem patronum rogaturus,
cum vix justus sit securus?

Rex tremendae majestatis,
qui salvandos salvas gratis,
salva me, fons pietatis.

Recordare, Jesu pie,
quod sum causa tuae viae
ne me perdas illa die.

Quaerens me, sedisti lassus,
redemisti Crucem passus:
tantus labor non sit cassus.

Juste judex ultionis,
donum fac remissionis
ante diem rationis.

Ingemisco, tamquam reus,
culpa rubet vultus meus
supplicanti parce, Deus.

Qui Mariam absolvisti,
et latronem exaudisti,
mihi quoque spem dedisti.

Preces meae non sunt dignae,
sed tu bonus fac benigne,
ne perenni cremer igne.

Inter oves locum praesta,
et ab haedis me sequestra,
statuens in parte dextra.

Confutatis maledictis,
flammis acribus addictis,
voca me cum benedictis.

Oro supplex et acclinis,
cor contritum quasi cinis:
gere curam mei finis.

Lacrimosa dies illa,
qua resurget ex favilla
judicandus homo reus.

Huic ergo parce, Deus:
pie Jesu Domine,
dona eis requiem. Amen.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A Intercessão da Beatíssima Virgem ante aos Fiéis Defuntos


Vemos no Novo Testamento, que a Virgem Maria começa os seus "trabalhos" de intercessão, quando nas Bodas de Caná falta-se o vinho para os convidados, ela pede ao seu Filho que providencie o vinho.De fato, a Virgem Mãe de Deus, intercede junto a Jesus sempre que é invocada.

Relembremo-nos da primeira oração feita para Nossa Senhora, a oração "Sub tuum praesidium", nela pedimos que Nossa Senhora venha nos proteger, e não desprezar as súplicas que fazemos a Ela.Depois analisemos a oração da Ave Maria, nesta pedimos que a Virgem Santíssima rogue por nós na hora de nossa morte.Qual mãe deixaria ver o seu filho morrer sem prestar-lhe algum socorro? É quando morremos que pedimos a proteção da nossa mãe. Desde pequeno ouço minha avó falar que enquanto seu marido estava para morrer, (o mesmo sempre teve devoção à Nossa Senhora) ele chamou por minha mãezinha.Que mãezinha seria essa, a não ser a Virgem Maria que está do lado de seus filhos até o último entrar no Paraíso como prometeu ao devotos de Seu Santo Rosário?

A Virgem Santíssima estava de pé ao lado da Cruz quando seu Filho Nosso Senhor morria, porque não estaria ao nosso lado seus filhos adotivos, no momento de nossa morte?Oh!Mãe querida, quão formoso é o vosso amor por nós, que rogas diante de Vosso Benditíssimo Filho, Jesus Cristo, até em nosso último suspiro.Queria eu ter amor tão grande assim, igual ao teu.

Promessas de Nossa Senhora ao Beato Alan de La Roche, para quem reza o Rosário diariamente:
1) A todos aqueles que recitarem o meu Rosário prometo a minha especialíssima proteção.

2) Quem perseverar na reza do meu Rosário, receberá graças potentíssimas.

3) O Rosário será uma arma potentíssima contra o inferno, destruirá os vícios, dissipará o pecado e derrubará as heresias.

4) O Rosário fará reflorir as virtudes, as boas obras e obterá às almas as mais abundantes misericórdias de Deus .

5) Quem confiar-se a Mim, com o Rosário, não será nunca oprimido pelas adversidades.

6) Quem quer que recitar devotadamente o Santo Rosário, com a meditação dos Mistérios, se converterá se pecador, crescerá em graça se justo e será feito digno da vida eterna.


7) Os devotos do Meu Rosário na hora da morte, não morrerão sem os sacramentos.

8) Aqueles que rezam o Meu Rosário encontrarão, durante sua vida e na hora de sua morte, a luz de Deus e a plenitude das suas graças e participarão aos méritos dos abençoados no Paraíso.

9) Eu libertarei, todos os dias, do Purgatório, as almas devotas do Meu Rosário.


10) Os verdadeiros filhos do Meu Rosário, gozarão de uma grande alegria no Céu.
11) Aquilo que se pedir com o Rosário se obterá.

12) Aqueles que propagarem o Meu Rosário serão por mim socorridos em todas as suas necessidades.

13) Eu consegui do Meu Filho que todos os devotos do Rosário tenham, por irmãos em sua vida e na hora de sua morte, os Santos do Céu.

14) Aqueles que recitarem o Meu Rosário fielmente serão todos filhos meus amadíssimos, irmãos e irmãs de Jesus.

15) A devoção do Santo Rosário é um grande sinal de predestinação.

Réquiem aetérnam dona eis, Dómine.

A Morte do Justo e a Morte do Pecador
 "[...] Mas se morrermos com Cristo, temos fé que também viveremos com Ele, sabendo que Cristo, uma vez ressuscitado dentre os mortos, já não morre, a morte não tem mais domínio sobre ele.Porque, morrendo, ele morreu para o pecado uma por todas; vivendo, ele vive para Deus.Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado e vivos para Deus em Cristo Jesus [...]"(Rm 6,8-11).

Sabemos que ao morrermos teremos um lugar reservado no Céu, cabe somente a nós irmos ou não.Se tivermos fé ressuscitaremos com Cristo, e viveremos para sempre com Ele e NEle, porque a morte não terá domínio nenhum sobre o nosso Deus. Ao sermos batizados nós morremos com Cristo, e ressuscitamos ao mesmo tempo, ou seja, morremos para o pecado e renascemos para a vida eterna. Após a Ressurreição de Nosso Senhor, as portas do Céu foram abertas para nós, em seu amor poderemos ser salvos.

"[...]Portanto, que o pecado não impere mais em vosso corpo mortal, sujeitando-vos às suas paixões; nem entregueis vossos membros, como armas de injustiça, ao pecado; pelo contrário, oferecei-vos a Deus como vivos provindos dos mortos e oferecei vossos membros como armas de justiça a serviço de Deus. E o pecado não vos dominará, porque não estais debaixo da Lei,mas sob a graça.E daí? Vamos pecar, porque não estamos mais debaixo da Lei mas sob a graça?De modo algum![...]Porque o salário do pecado é a morte, e a graça de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.[...]".(Rm 6,12-15;23)

A Libertação do cristão, que Paulo fala, significa a libertação pela morte, pois a morte liberta da vida anterior e de suas servidões.Unido pela fé e pelo batismo ao Cristo morto e ressuscitado, o cristão está morto ao pecado, para viver sob a graça do Espírito Santo.Da mesma forma que o liberto pertence a seu novo senhor, assim também o cristão ressuscitado em Cristo  não vive mais para si mesmo, mas para Cristo e para Deus.O cristão está morto para a Lei, como para o pecado, pelo "corpo de Cristo", morto e ressuscitado.

A Palavra do Senhor confirma esta Tradição pois "santo e piedoso o seu pensamento; e foi essa a razão por que mandou que se celebrasse pelos mortos um sacrifício expiatório, para que fossem absolvidos de seu pecado" (2 Mc 2, 45). Assim é salutar lembrarmos neste dia, que "a Igreja denomina Purgatório esta purificação final dos eleitos, que écompletamente distinta do castigo dos condenados" (Catecismo da Igreja Católica).


Portanto, a alma que morreu na graça e na amizade de Deus, porém necessitando de purificação, assemelha-se a um aventureiro caminhando num deserto sob um sol escaldante, onde o calor é sufocante, com pouca água; porém enxerga para além do deserto, a montanha onde se encontra o tesouro, a montanha onde sopram brisas frescas e onde poderá descansar eternamente; ou seja, "o Céu não tem portas" (Santa Catarina de Gênova), mas sim uma providencial 'ante-sala'.

"As almas do Purgatório, diz o Concílio de Trento, podem ser socorridas com os sufrágios dos fiéis e de modo particularmente eficaz com a Santa Missa".A razão disto reside no fato que no Sacrifício, o sacerdote oferece ao Pai debaixo das espécies eucarísticas, a Deus oficialmente o resgate das almas, quer dizer, o Sangue de Jesus Cristo, e em que o mesmo Senhor Jesus Cristo se oferece ao Pai no ato da Missa, salva as almas que padecem no Purgatório, dando-lhes o refrigério da luz e da paz.

Não há pois dia, em que a Igreja não recorde dos fiéis defuntos.Visitemos os cemitérios neste dia, pedindo a Deus que se complete para os nossos mortos a vitória sobre o pecado e som a morte, e que no dia final sobre o tocar das trombetas, ressurjam revestidos de glória imortal para cantar os louvores de Deus para sempre.

"Ó meu Jesus perdoai-nos, livrai-nos do fogo do Inferno. Levai as almas todas para o Céu e socorrei principalmente as que mais precisarem! Amém!"
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