sábado, 3 de agosto de 2013

Papa nomeia novo secretário para a Comissão "Ecclesia Dei" e novo elemosineiro



Cidade do Vaticano (RV) - O Santo Padre nomeou novo secretário da Pontifícia Comissão "Ecclesia Dei" Dom Guido Pozzo, 61 anos, natural de Trieste – nordeste da Itália –, até então Elemosineiro de Sua Santidade.

A Pontifícia Comissão "Ecclesia Dei" foi instituída por João Paulo II em 1988 com a finalidade de facilitar a plena comunhão eclesial dos membros da Fraternidade fundada por Dom Marcel Lefebvre que desejam permanecer unidos ao Sucessor de Pedro na Igreja Católica.

Como novo Elemosineiro, o Papa nomeou Mons. Konrad Krajewski, polonês, 49 anos, até então cerimoniário pontifício e oficial do Setor das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice, elevando-o, ao mesmo tempo, à dignidade de arcebispo.

Na prática, a Elemosineria Apostólica sempre existiu, embora tenha sido organizada no Séc. XIII pelo Papa Gregório X: em nome do Pontífice, ajuda aqueles que necessitam, com pequenos gestos diários, no silêncio e discrição. Trata-se dos mais variados pedidos de ajuda, como pagamento de boletos, alugueis, tratamentos médicos. De fato, é uma caridade cotidiana que o Papa mantém pessoalmente para fazer sentir a proximidade da Igreja à pessoa singularmente considerada.

O Papa Leão XIII, no final do Séc. XIX, com a finalidade de favorecer a coleta de fundos para as obras de caridade confiadas à Elemosineria, delegou ao Elemosineiro a faculdade de conceder a Bênção Apostólica por meio de diplomas em pergaminho.

Trata-se de uma Bênção – recorda o organismo – que é totalmente gratuita e cujos custos se referem unicamente ao diploma e às despesas para a preparação e envio da mesma. Todas as entradas provenientes da Elemosineria Apostólica como contribuição da concessão dos diplomas de Bênção são inteiramente revertidas em favor da caridade para com os pobres. 



sábado, 16 de março de 2013

Por enquanto Marini fica, depois não se sabe.

Per ora, resta Marini, dopo non se sai. [Por enquanto Marini fica, depois não se sabe]. É o que foi confirmado hoje pelo papa em um comunicado do Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé, que será reproduzido a seguir: 

O Santo Padre Francisco, expressou a vontade de que os Chefes e os membros dos Dicastérios da Cúria Romana, como também os secretários, ainda o Presidente da Pontifícia Comissão do Estado da Cidade do Vaticano, prosseguem, provisoriamente, nos respectivos cargos donec aliter provideatur.
O Santo Padre deseja, de fato, reservar-se em um certo tempo para a reflexão, a oração e o diálogo, antes de qualquer nomeação ou confirmação definitiva.
***
O jornal Stamp Toscana informa que os Franciscanos de La Verna atuarão “sob a direção” de Monsenhor Guido, ou seja, o cerimoniário pontifício não foi excluído completamente da cerimônia de instalação do Papa Francisco. Permanece, como dissemos acima, provável a saída de Marini após tantos desencontros com o novo Papa.
Quanto à polêmica frase que o Papa Francisco teria dito, Messa in Latino permanece firme em sustentá-la, alegando que suas fontes são confiáveis.
Fonte: Fratres in Unum

sábado, 6 de outubro de 2012

Para o Ano da Fé o Pontífice concede Indulgência Plenária

 
Por ocasião do Ano da Fé, o Papa Bento XVI concede o dom da Indulgência Plenária. A Santa Sé divulgou nesta sexta-feira, 5, o decreto da Penitenciaria Apostólica com o qual se concede a indulgência.

As disposições estabelecidas pela Penitenciaria Apostólica indicam que podem obter a indulgência os fiéis verdadeiramente arrependidos, que tenham reparado os próprios pecados com a penitência sacramental e elevado orações segundo as intenções do Sumo Pontífice. Isso de acordo com as seguintes situações:

- toda vez que participarem de pelo menos três momentos de pregações durante as Santas Missões, ou de pelo menos três lições sobre as Atas do Concílio Vaticano II e sobre os Artigos do Catecismo da Igreja Católica, em qualquer igreja ou local idôneo;

- toda vez que visitarem em forma de peregrinação uma Basílica Papal, um catacumba cristã, uma Igreja Catedral, um local sagrado designado pelo Ordinário do lugar para o Ano da Fé, e ali participarem de alguma função sagrada ou se detiverem para um tempo de recolhimento, concluindo com a oração do Pai-Nosso, o Credo, as invocações a Nossa Senhora e, de acordo com o caso, aos Santos Apóstolos ou Padroeiros;

- toda vez, nos dias determinados pelo Ordinário do lugar para o Ano da Fé, em algum local sagrado participarem de uma solene celebração eucarística ou da Liturgia das Horas, acrescentando a Profissão de Fé em qualquer forma legítima;

- um dia livremente escolhido, durante o Ano da Fé, para a visita do batistério ou de outro lugar no qual receberam o sacramento do Batismo, se renovarem as promessas batismais em qualquer fórmula legítima.

Aos idosos, doentes e a todos os que por motivos legítimos não puderem sair de casa, concede-se de igual modo a Indulgência plenária nas condições de costume. Isso se unidos com o espírito e com o pensamento aos fiéis presentes, especialmente nos momentos em que as palavras do Pontífice ou dos Bispos Diocesanos forem transmitidas pela televisão ou pelo rádio, recitarem na própria casa ou onde estiverem o Pai-Nosso, o Credo e outras orações conformes as finalidades do Ano da Fé, oferecendo seus sofrimentos ou as dificuldades da própria vida.

Fonte: Rádio Vaticano e Canção Nova


domingo, 15 de maio de 2011

Não há contradição entre os dois usos do rito romano, afirma a Santa Sé


13/05/2011

A Comissão Pontifícia Ecclesia Dei divulgou hoje a Instrução ‘Universae Ecclesiae’, que regula a forma em que se poderá celebrar a missa segundo o Missal anterior à reforma litúrgica.


Esta Instrução chega três anos e meio depois da publicação do Motu Proprio ‘Summorum Pontificum’, pelo Papa Bento XVI, que regula o ‘usus antiquior’ da liturgia, facilitando o acesso de todos os fiéis.

Esta regulamentação atual, depois de ter recebido o parecer dos bispos de todo o mundo, tem como objetivo fundamental, expresso no próprio texto da Instrução, pôr fim a uma controvérsia que tinha causado profunda divisão e dor na Igreja.

De fato, reconhece o texto da Instrução, “diversos fiéis, tendo sido formados no espírito das formas litúrgicas precedentes ao Concílio Vaticano II, expressaram o ardente desejo de conservar a antiga tradição”, que depois da reforma litúrgica realizada pelo Papa Paulo VI parecia estar destinada ao desaparecimento.

Ainda que o caso dos seguidores de Dom Marcel Lefebre tenha sido o mais conhecido, devido ao ato cismático de 1988, outros numerosos grupos de fiéis, que nunca se separaram da comunhão com a Santa Sé, há décadas solicitavam poder celebrar a liturgia segundo o uso antigo, ante a reticência de muitos bispos diocesanos, que temiam que isso fosse causa de divisão em suas dioceses.

A Instrução, neste sentido, para evitar que isso implique divisão ou ruptura, explica muito claramente que “os fiéis que pedem a celebração da forma extraordinária não devem apoiar nem pertencer a grupos que se manifestam contrários à validade ou à legitimidade da Santa Missa ou dos Sacramentos celebrados na forma ordinária, nem ser contrários ao Romano Pontífice como Pastor Supremo da Igreja universal”.

Único Rito Romano

Na nota que acompanha a Instrução, do diretor da Santa Sé, padre Federico Lombardi, sublinha-se o espírito de continuidade que permeia os últimos pontificados, no que diz respeito à liturgia.

Já em 1984 – explica Lombardi – João Paulo II tinha “indultado” o Missal Romano de 1962 com a ‘Quattuor abhinc annos’, e recomendava em 1988 aos bispos de todo o mundo, com a ‘Ecclesia Dei’, que “fossem generosos em conceder tal faculdade a todos os fiéis que a pedissem”.

O respaldo definitivo foi dado por Bento XVI em 2007, com a promulgação do ‘Summorum Pontificum’, no qual se dava um passo mais para a normalização do uso do Missal de 1962.

Um dos princípios que o Papa indicava, e que contribuiu para recuperar a liturgia antiga, foi o reconhecimento de duas formas de celebrar o Rito Romano, um uso “ordinário” e um “extraordinário”, ambos com a mesma dignidade e reconhecimento.

“Ambas as formas são expressões da mesma lex orandi da Igreja”, afirma a Instrução atual. “Pelo seu uso venerável e antigo, a forma extraordinária deve ser conservada em devida honra”.


Neste sentido, o texto recorda que “não existe qualquer contradição entre uma edição e outra do Missale Romanum. Na história da Liturgia, há crescimento e progresso, mas nenhuma ruptura. Aquilo que para as gerações anteriores era sagrado, permanece sagrado e grande também para nós, e não pode ser de improviso totalmente proibido ou mesmo prejudicial”.

A Instrução quer assegurar o acesso de todos os fiéis que desejarem à “forma extraordinária”, considerada “um tesouro precioso a ser conservado”.
Normas

De fato, a Instrução assinala uma série de normas que contribuirão para favorecer o aceso dos fiéis ao uso antigo, nas próprias paróquias, assim como a possibilidade de rezar o Tríduo Santo e de rezar com o antigo breviário em latim.

Ademais, se considera idôneo para celebrar esta missa qualquer sacerdote que não tenha impedimento canônico, e que conheça suficientemente o rito e o latim.

Encomenda-se também aos bispos que garantam o direito dos fiéis de poder celebrar a liturgia segundo a forma extraordinária, e que tomem as disposições necessárias para que haja lugares na diocese onde se possa celebrar.

Dispõe-se ainda que nos seminários se possam formar os futuros sacerdotes para que conheçam a forma extraordinária e possam celebrá-la.

O Papa dispôs que seja a Comissão Pontifícia ‘Ecclesia Dei’, e não a Congregação do Culto Divino, que tenha todas as competências na hora de defender o direito dos fiéis de celebrar o usus antiquior.

Como afirma a nota de Federico Lombardi, trata-se de “promover – segundo a intenção do Papa – o uso da liturgia anterior à reforma por parte de sacerdotes e fiéis que sintam este desejo sincero para seu bem espiritual”.

“Mais ainda, trata de garantir a legitimidade e a eficácia de tal uso na medida do razoavelmente possível” – acrescenta –, reiterando “com muita força” o “espírito de comunhão eclesial, que deve estar presente em todos – fiéis, sacerdotes, bispos – para que o objetivo de reconciliação, tão presente na decisão do Santo Padre, não seja dificultado ou frustrado, mas favorecido e alcançado”.

Original em: Zenit
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