sábado, 31 de dezembro de 2011

Missa Gregoriana em Fortaleza

 
 
Sábado na Oitava do Natal
Comemoração de São Silvestre

31 de dezembro

18h30

Capela da Casa de Maria
Rua Nunes Valente 3886 – Tauape
(esquina com R. Monsenhor Salazar - Próximo ao posto de gasolina)
Fone: 85 3227 3628

OITAVA DO NATAL DE NOSSO SENHOR

Primeiro de Janeiro
Domingo
10h30

Paróquia São João Batista do Tauape
Endereço: Rua Capitão Gustavo, 3940 – Tauape
(esquina com R. Monsenhor Salazar)
Fone: 85 3257 6797





TE DEUM LAUDAMUS

Hino de Ação de graças pelo ano civil transcorrido:


 
Te Deum laudamus:
te Dominum confitemur.

Te aeternum Patrem
omnis terra veneratur.

Tibi omnes Angeli;
tibi caeli et universae Potestates;

Tibi Cherubim et Seraphim
incessabili voce proclamant:

Sanctus, Sanctus, Sanctus,
Dominus Deus Sabaoth.

Pleni sunt caeli et terra
maiestatis gloriae tuae.

Te gloriosus Apostolorum chorus,

Te Prophetarum laudabilis numerus,

Te Martyrum candidatus laudat
exercitus.

Te per orbem terrarum
sancta confitetur Ecclesia,

Patrem immensae maiestatis:

Venerandum tuum verum et unicum Filium;

Sanctum quoque Paraclitum
Spiritum.

Tu Rex gloriae, Christe.

Tu Patris sempiternus es Filius.

Tu ad liberandum suscepturus hominem,
non horruisti Virginis uterum.

Tu, devicto mortis aculeo,
aperuisti credentibus regna caelorum.

Tu ad dexteram Dei sedes, in gloria Patris.

Iudex crederis esse venturus.

Te ergo quaesumus, tuis famulis subveni:
quos pretioso sanguine redemisti.

Aeterna fac cum sanctis tuis in gloria numerari.
Salvum fac populum tuum,
Domine, et benedic hereditati tuae.

Et rege eos, et extolle illos usque in aeternum.

Per singulos dies benedicimus te;

Et laudamus Nomen tuum in saeculum, et in
saeculum saeculi.

Dignare, Domine, die isto sine peccato nos custodire.

Miserere nostri Domine, miserere nostri. 
Fiat misericordia tua,

Domine, super nos, quemadmodum speravimus in te.

In te, Domine, speravi:
non confundar in aeternum.

FELIZ ANO NOVO!


Feliz Ano Novo!

Que este ano venha a ser repleto de alegria. Que neste ano a Reforma de Bento XVI cresça mais e mais; que possamos viver como verdadeiros católicos neste mundo, sermos o sal da terra e luz do mundo!

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!!!!!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA


"A família tem a sua origem naquele mesmo amor com que o Criador abraça o mundo criado, como se afirma já «ao princípio», no livro do Génesis (1, 1). Uma suprema confirmação disso mesmo, no-la oferece Jesus no Evangelho: «Deus amou de tal modo o mundo que lhe deu o seu Filho unigénito» (Jo 3, 16). O Filho unigénito, consubstancial ao Pai, «Deus de Deus, Luz da Luz», entrou na história dos homens através da família: «Pela sua encarnação, Ele, o Filho de Deus, uniu-Se de certo modo a cada homem. Trabalhou com mãos humanas, (...) amou com um coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-Se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, excepto no pecado» (3). Se é certo que Cristo «revela plenamente o homem a si mesmo» (4), fá-lo a começar da família onde Ele escolheu nascer e crescer. Sabe-se que o Redentor passou grande parte da sua vida no recanto escondido de Nazaré, «submisso» (Lc 2, 51) como «filho do homem» a Maria, sua Mãe, e a José, o carpinteiro. Esta sua «obediência» filial não é já a primeira manifestação daquela obediência ao Pai «até à morte» (Fil 2, 8), por meio da qual redimiu o mundo?

O mistério divino da Encarnação do Verbo está, pois, em estreita relação com a família humana. Não apenas com uma — a de Nazaré —, mas de certo forma com cada família, analogamente a quanto afirma o Concílio Vaticano II do Filho de Deus que, na encarnação, «Se uniu de certo modo com cada homem» (5). Seguindo a Cristo que «veio» ao mundo «para servir» (Mt 20, 28), a Igreja considera o serviço à família uma das suas obrigações essenciais. Neste sentido, tanto o homem como a família constituem «a via da Igreja»."

Beato João Paulo II

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Fevereiro com Consistório?



No ano que vem, “se Deus quiser”, está previsto o quarto consistório de Bento XVI, com a criação de novos cardeais. E graças a estas novas entradas o número de purpurados votantes de nomeação “ratzingeriana” superará pela primeira vez aqueles de nomeação “wojtyliana” no colégio de eleitores do papa.

A data mais provável do novo consistório será o fim de semana que precede 22 de fevereiro, festa litúrgica da Cátedra de são Pedro: festa tradicional associada aos consistórios, mas ao próximo ano não será utilizada, porque coincide com a quarta-feira de cinzas.

Em todos os outros três precedentes consistórios de Bento XVI - acontecidos em 24 de março de 2006, 24 de novembro de 2007 e 20 de novembro de 2010- o anúncio oficial foi dado cerca de um mês antes e sempre ao final de uma audiência geral das quartas-feiras: respectivamente em 22 de fevereiro, 17 de outubro e 20 de outubro daqueles anos. Se este tempo padrão virá a ser mantido também desta vez, se pode supor que os nomes dos novos cardeais a serem criados em 19 de fevereiro poderiam ser divulgados ao final da audiência de 18 de janeiro.

Até agora Bento XVI criou 62 cardeais, 12 dos quais ao momento de receberem a púrpura já haviam superado os oitenta anos. Atualmente estão vivos 57 e aqueles com direito de voto são 46, que passarão a ser 45 em 13 de janeiro próximo, quando o chinês cardeal Joseph Zen excederá a idade que não consente mais a um cardeal participar de um conclave.

De acordo com as regras estabelecidas por Paulo VI em 1973 e confirmadas por João Paulo II o número máximo de cardeais eleitores - que são aquelas firmadas em 1970 com o motu proprio “Ingravescentem aetatem” havendo menos de oitenta anos têm o direito de participar de um eventual conclave - foi fixado em 120.

Atualmente os cardeais são 192. Aqueles com menos de oitenta anos somam 109, que reduzirão a 107 em 19 de fevereiro (sobre Zen, de fato, haverá completado 80 anos, em 6 de janeiro, também o português José Saraiva Martins). Isto quer dizer, ao próximo consistório os novos purpurados serão, ao menos 13, mas mais provavelmente 15, e mais, visto que nos meses sucessivos de 2012 outros onze purpurados farão oitenta anos.

Bento XVI até agora tem superado o limite de 120 cardeais (aconteceu em 2007 e 2010). Desta vez, em seguida, as nomeações podem ser ligeiramente mais numerosas, porém sempre muito inferiores aquelas de João Paulo II quando se chegou – depois dos consistórios de 2001 e 2003 – ao número recorde de 135 cardeais eleitores.

No Palácio Apostólico já se começam a circular as listas dos novos cardeais, mas aquela definitiva virá, como sempre, poucos dias antes do anúncio. No consistório de 2010,  metade dos cardeais são dirigentes da cúria e de outros ofícios eclesiásticos romanos que prevêem um purpurado no cargo. Para 2012 as expectativas de nomeação dos italianos são Fernando Filoni (prefeito da Propaganda Fide), Domenico Calcagno (presidente da APSA), Giuseppe Versaldi (prefeito dos assuntos econômicos) e Giuseppe Bertello (presidente do governatorato do Estado da Cidade do Vaticano), o brasileiro João Braz de Aviz (prefeito da congregação para os religiosos), o estadunidense Edwin F. O’Brien ( grão-mestre da ordem equestre do Santo Sepulcro) e o espanhol Santo Abril y Castello (arcipreste de Santa Maria Maior). A estes poderão se juntar Francesco Coccopalmerio (presidente do pontifício conselho para os textos legislativos) e/ou Rino Fisichella (presidente do conselho pela nova evangelização). Por enquanto para as dioceses tradicionalmente guiadas por um cardeal, poderá ser respeitada a prática que prevê não criar um novo cardeal se ainda houver um emérito com menos de oitenta anos. Uma exceção poderá ser feita para Timothy Dolan, de Nova Iorque, e para o dominicano Dominik Duca, de Praga, os quais emérito completarão 80 anos, respectivamente, em 2 de abril e 17 de maio próximos.
Na lista deverão entrar os novos arcebispos de Berlim (Rainer Maria Woelki), de Toronto (Thomas C. Collins) e de Utrecht (Willem J. Eijk), o bispo de Hong Kong (John Tong) e no Líbano o novo patriarca maronita Bechara Raí e na Índia o novo arcebispo maior dos siro-malabares George Alencherry. Mais complexa a questão das sedes episcopais nas quais o cardeal emérito não está aposentado, mas foram chamados para a cúria romana. É o caso de Florença, de Toledo e do Quebec, em que os arcebispos eméritos (assim define o Anuário Pontifício) são agora, respectivamente, presidente do pontifício conselho para a família (Ennio Antonelli), prefeito da congregação para o culto divino e disciplina dos sacramentos (Cañizares Llovera) e prefeito da congregação para os bispos (Marc Oullet). Em 2010, a prática de estar presente na mesma sede a dois cardeais votantes foram rigorosamente aplicadas em casos semelhantes. Para 2012 não se sabe quando se tomará uma decisão definitiva, também se prevalece a confirmação desta aplicação rígida. Os que deverão esperar mais uma vez serão os arcebispos de Los Angeles, Filadélfia, Westminster, Malines-Bruxelas, Turim, Sevilha, Rio de Janeiro, São Salvador da Bahia, Santiago do Chile, Bogotá, Quito, Jacarta, Manila.
Além dos nomes escolhidos, a verdade é que durante 2012 – com o novo consistório e com os treze novos cardeais que passarão de 80 anos, dois deles criados durante o atual pontificado (Zen e o filipino Gaudencio Rosales) – o colégio dos eleitores do papa será pela primeira vez composto de purpurados de maioria criada por Bento XVI.
Entende-se, naturalmente, que papa Ratzinger poderá criar um ou mais cardeais “ad honorem”, isto é, que superaram os oitenta anos de idade.

Retirado de: SACRIS SOLEMNIIS
Traduzido por: Santa Igreja 

O Rito de Vestição Pontifical no Oriente e Ocidente


Vestição dos Paramentos para o Rito Bizantino
(Igreja Otodoxa Russa)


Vestição dos Paramentos para o Rito Romano
- Forma Extraordinária
 

domingo, 25 de dezembro de 2011

Mensagem de Natal de Bento XVI



 
BÊNÇÃO URBI ET ORBI
NATAL DO SENHOR DE 2011


Amados irmãos e irmãs de Roma e do mundo inteiro!

Cristo nasceu para nós! Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens do seu agrado: a todos chegue o eco deste anúncio de Belém, que a Igreja Católica faz ressoar por todos os continentes, sem olhar a fronteiras nacionais, linguísticas e culturais. O Filho da Virgem Maria nasceu para todos; é o Salvador de todos.

Numa antífona litúrgica antiga, Ele é invocado assim: «Ó Emanuel, nosso rei e legislador, esperança e salvação dos povos! Vinde salvar-nos, Senhor nosso Deus». Veni ad salvandum nos! Vinde salvar-nos! Tal é o grito do homem de todo e qualquer tempo que, sozinho, se sente incapaz de superar dificuldades e perigos. Precisa de colocar a sua mão numa mão maior e mais forte, uma mão do Alto que se estenda para ele. Amados irmãos e irmãs, esta mão é Cristo, nascido em Belém da Virgem Maria. Ele é a mão que Deus estendeu à humanidade, para fazê-la sair das areias movediças do pecado e segurá-la de pé sobre a rocha, a rocha firme da sua Verdade e do seu Amor (cf. Sal 40, 3).

E é isto mesmo o que significa o nome daquele Menino (o nome que, por vontade de Deus, Lhe deram Maria e José): chama-se Jesus, que significa «Salvador» (cf. Mt 1, 21; Lc 1, 31). Ele foi enviado por Deus Pai, para nos salvar sobretudo do mal mais profundo que está radicado no homem e na história: o mal que é a separação de Deus, o orgulho presunçoso do homem fazer como lhe apetece, de fazer concorrência a Deus e substituir-se a Ele, de decidir o que é bem e o que é mal, de ser o senhor da vida e da morte (cf. Gn 3, 1-7). Este é o grande mal, o grande pecado, do qual nós, homens, não nos podemos salvar senão confiando-nos à ajuda de Deus, senão gritando por Ele: «Veni ad salvadum nos – Vinde salvar-nos!»

O próprio fato de elevarmos ao Céu esta imploração já nos coloca na justa condição, já nos coloca na verdade do que somos nós mesmos: realmente nós somos aqueles que gritaram por Deus e foram salvos (cf. Est (em grego) 10, 3f). Deus é o Salvador, nós aqueles que se encontram em perigo. Ele é o médico, nós os doentes. O fato de reconhecer isto mesmo é o primeiro passo para a salvação, para a saída do labirinto onde nós mesmos, com o nosso orgulho, nos encerramos. Levantar os olhos para o Céu, estender as mãos e implorar ajuda é o caminho de saída, contanto que haja Alguém que escute e possa vir em nosso socorro.

Jesus Cristo é a prova de que Deus escutou o nosso grito. E não só! Deus nutre por nós um amor tão forte que não pôde permanecer em Si mesmo, mas teve de sair de Si mesmo e vir ter conosco, partilhando até ao fundo a nossa condição (cf. Ex 3, 7-12). A resposta que Deus deu, em Cristo, ao grito do homem, supera infinitamente as nossas expectativas, chegando a uma solidariedade tal que não pode ser simplesmente humana, mas divina. Só o Deus que é amor e o amor que é Deus podia escolher salvar-nos através deste caminho, que é certamente o mais longo, mas é aquele que respeita a verdade d’Ele e nossa: o caminho da reconciliação, do diálogo e da colaboração.

Por isso, amados irmãos e irmãs de Roma e do mundo inteiro, neste Natal de 2011, dirijamo-nos ao Menino de Belém, ao Filho da Virgem Maria e digamos: «Vinde salvar-nos»! Repitamo-lo em união espiritual com tantas pessoas que atravessam situações particularmente difíceis, fazendo-nos voz de quem a não tem.

Juntos, invoquemos o socorro divino para as populações do Nordeste da África, que padecem fome por causa das carestias, por vezes ainda agravadas por um estado persistente de insegurança. A comunidade internacional não deixe faltar a sua ajuda aos numerosos refugiados vindos daquela Região, duramente provados na sua dignidade.

O Senhor dê conforto às populações do Sudeste asiático, particularmente da Tailândia e das Filipinas, que se encontram ainda em graves situações de emergência devido às recentes inundações.

O Senhor socorra a humanidade ferida por tantos conflitos, que ainda hoje ensanguentam o Planeta. Ele, que é o Príncipe da Paz, dê paz e estabilidade à Terra onde escolheu vir ao mundo, encorajando a retoma do diálogo entre israelitas e palestinianos. Faça cessar as violências na Síria, onde já foi derramado tanto sangue. Favoreça a plena reconciliação e a estabilidade no Iraque e no Afeganistão. Dê um renovado vigor, na edificação do bem comum, a todos os componentes da sociedade nos países do Norte da África e do Médio Oriente.

O nascimento do Salvador sustente as perspectivas de diálogo e colaboração no Myanmar à procura de soluções compartilhadas. O Natal do Redentor garanta a estabilidade política nos países da região africana dos Grande Lagos e assista o empenho dos habitantes do Sudão do Sul na tutela dos direitos de todos os cidadãos.

Amados irmãos e irmãs, dirijamos o olhar para a Gruta de Belém: o Menino que contemplamos é a nossa salvação. Ele trouxe ao mundo uma mensagem universal de reconciliação e de paz. Abramos- Lhe o nosso coração, acolhamo-Lo na nossa vida. Repitamos-Lhe com confiada esperança: «Veni ad salvandum nos».

Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé

Solenidade do Natal em Belém




Adeste Fideles e Dominus Dixit ad Me



FELIZ NATAL!!!!


UM SANTO E FELIZ NATAL PARA TODOS!

Natal no Vaticano









"NASCEU-VOS NA CIDADE DE DAVID UM SALVADOR, QUE É CRISTO O SENHOR"!


"E eis o que vos servirá de sinal: encontrareis um Menino envolto em panos, e deitado numa manjedoura. E subitamente apareceu com o Anjo uma multidão de milícia celeste, louvando a Deus, e dizendo: Glória a Deus no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens de boa vontade"

sábado, 24 de dezembro de 2011

Kalenda

 
 
Octávo Kaléndas ianuárii. Luna undetricésima.
Innúmeris transáctis sæculis a creatióne mundi,
quando in princípio Deus creávit cælum et terram
et hóminem formávit ad imáginem suam;
permúltis étiam sæculis, ex quo post dilúvium
 
Altíssimus in núbibus arcum posúerat, signum fœderis et pacis;
a migratióne Ábrahæ, patris nostri in fide, de Ur Chaldæórum sæculo vigésimo primo;
ab egréssu pópuli Ísrael de Ægýpto, Móyse duce, sæculo décimo tértio;
ab unctióne David in regem, anno círciter millésimo;
hebdómada sexagésima quinta, iuxta Daniélis prophetíam;
 
Olympíade centésima nonagésima quarta;
ab Urbe cóndita anno septingentésimo quinquagésimo secúndo;
anno impérii Cæsaris Octaviáni Augústi quadragésimo secúndo; toto Orbe in pace compósito,
 
Iesus Christus, ætérnus Deus æterníque Patris Fílius,
mundum volens advéntu suo piíssimo consecráre,
de Spíritu Sancto concéptus, novémque post conceptiónem decúrsis ménsibus,
in Béthlehem Iudæ náscitur ex María Vírgine factus homo:
 Natívitas Dómini nostri Iesu Christi secúndum carnem.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Felicitação do papa à cúria romana

Senhores Cardeais,
Venerados Irmãos no Episcopado e no Presbiterado,
Amados irmãos e irmãs!



Um momento como este que vivemos hoje se reveste sempre de particular intensidade. O Santo Natal já está perto e a grande família da Cúria Romana sente-se impelida a reunir-se para trocar entre si venturosos votos que encerram o desejo de viver, com alegria e verdadeiro fruto espiritual, a festa de Deus que encarnou e pôs a sua tenda no meio de nós (cf. Jo 1, 14).

Esta ocasião permite-me não só apresentar-vos os meus votos pessoais, mas também exprimir a cada um de vós o agradecimento, meu e da Igreja, pelo vosso generoso serviço; peço-vos que o façais chegar também a todos os colaboradores que formam a nossa grande família. Um obrigado particular ao Cardeal Decano Ângelo Sodano, que se fez intérprete dos sentimentos dos presentes e de quantos trabalham nos diversos Departamentos da Cúria, do Governo, incluindo aqueles que realizam o seu ministério nas Representações Pontifícias espalhadas por todo o mundo. Todos nós estamos empenhados em fazer com que o pregão que os Anjos proclamaram na noite de Belém – «Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens do seu agrado» (Lc 2, 14) – ressoe por toda a terra levando alegria e esperança.


No fim deste ano, a Europa encontra-se no meio duma crise econômica e financeira que, em última análise, se fundamenta na crise ética que ameaça o Velho Continente. Embora certos valores como a solidariedade, o serviço aos outros, a responsabilidade pelos pobres e atribulados sejam em grande parte compartilhados, todavia falta muitas vezes a força capaz de motivar e induzir o indivíduo e os grandes grupos sociais a abraçarem renúncias e sacrifícios.

O conhecimento e a vontade caminham, necessariamente, lado a lado. A vontade de preservar o lucro pessoal obscurece o conhecimento e este, enfraquecido, é incapaz de revigorar a vontade. Por isso, desta crise surgem interrogações fundamentais: Onde está a luz que possa iluminar o nosso conhecimento não apenas com ideias gerais, mas também com imperativos concretos? Onde está a força que sublime a nossa vontade? São questões às quais o nosso anúncio do Evangelho, a nova evangelização, deve dar resposta, para que a mensagem se torne acontecimento, o anúncio se torne vida.


Com efeito, a grande temática tanto deste ano como dos anos futuros gira à volta disto: Como anunciar hoje o Evangelho? Como pode a fé, enquanto força viva e vital, tornar-se realidade hoje?

Os acontecimentos eclesiais deste ano que está a terminar referiam-se todos, em última análise, a este tema. Entre eles contam-se as minhas viagens à Croácia, a Espanha para a Jornada Mundial da Juventude, à minha pátria da
Alemanha e, por fim, à África – ao Benim – para a entrega da Exortação pós-sinodal sobre justiça, paz e reconciliação; documento este, que se deve traduzir em realidade concreta nas diversas Igrejas particulares. Não posso esquecer também as viagens a Veneza, a São Marino, a Ancona para o Congresso Eucarístico e à Calábria. E tivemos, enfim, a significativa jornada de Assis, com o encontro entre as religiões e entre as pessoas em busca de verdade e de paz; jornada concebida como um novo impulso na peregrinação para a verdade e a paz. A instituição do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização constitui, simultaneamente, um prenúncio do Sínodo sobre o mesmo tema que terá lugar no próximo ano.

E entra também neste contexto o Ano da Fé, na comemoração da abertura do Concílio há cinquenta anos. Cada um destes acontecimentos revestiu-se de acentuações próprias. Na Alemanha, país onde teve origem a Reforma, naturalmente teve uma importância particular a questão ecumênica com todas as suas fadigas e esperanças. Indivisivelmente associada com ela, levanta-se sempre de novo, no centro da disputa, a questão: O que é uma reforma da Igreja? Como se realiza? Quais são os seus caminhos e os seus objetivos? É com preocupação que fiéis crentes, e não só, notam como as pessoas que frequentam regularmente a Igreja se vão tornando sempre mais idosas e o seu número diminui continuamente; notam como se verifica uma estagnação nas vocações ao sacerdócio; como crescem o cepticismo e a descrença. Então que devemos fazer? Existem discussões sem fim a propósito do que se deve fazer para haver uma inversão de tendência. Há, sem dúvida, tantas coisas que é preciso fazer; mas o fazer, por si só, não resolve o problema. O cerne da crise da Igreja na Europa, como disse em Friburgo, é a crise da fé. Se não encontrarmos uma resposta para esta crise, ou seja, se a fé não ganhar de novo vitalidade, tornando-se uma convicção profunda e uma força real graças ao encontro com Jesus Cristo, permanecerão ineficazes todas as outras reformas.


Neste sentido, o encontro com a jubilosa paixão pela fé, na África, foi um grande encorajamento. Lá não se sentia qualquer indício desta lassidão da fé, tão difusa entre nós, não havia nada deste tédio de ser cristão que se constata sempre de novo no meio de nós. Apesar de todos os problemas, de todos os sofrimentos e penas que existem, sem dúvida, precisamente na África, sempre se palpava a alegria de ser cristão, o ser sustentado pela felicidade interior de conhecer Cristo e pertencer à sua Igreja. E desta alegria nascem também as energias para servir Cristo nas situações opressivas de sofrimento humano, para se colocar à sua disposição em vez de acomodar-se no próprio bem-estar. Encontrar esta fé disposta ao sacrifício e, mesmo no meio deste, jubilosa é um grande remédio contra a lassidão de ser cristão que experimentamos na Europa.

E um remédio contra a lassidão do crer foi também a magnífica experiência da Jornada Mundial da Juventude, em Madrid. Esta foi uma nova evangelização ao vivo. De forma cada vez mais clara vai-se delineando, nas Jornadas Mundiais da Juventude, um modo novo e rejuvenescido de ser cristão, que poder-se-ia caracterizar em cinco pontos.

1. Em primeiro lugar, há uma nova experiência da catolicidade, da universalidade da Igreja. Foi isto que impressionou, de forma muito viva e imediata, os jovens e todos os presentes: Vimos de todos os continentes e, apesar de nunca nos termos visto antes, conhecemo-nos. Falamos línguas diferentes e possuímos costumes de vida diversos e formas culturais diversas; e, no entanto, sentimo-nos imediatamente unidos como uma grande família. Separação e diversidade exteriores ficaram relativizadas. Todos nós somos tocados pelo mesmo e único Senhor Jesus Cristo, no qual se nos manifestou o verdadeiro ser do homem e, conjuntamente, o próprio Rosto de Deus. As nossas orações são as mesmas. Em virtude do mesmo encontro interior com Jesus Cristo, recebemos no mais íntimo de nós mesmos a mesma formação da razão, da vontade e do coração. E, por fim, a liturgia comum constitui uma espécie de pátria do coração e une-nos numa grande família. Aqui o fato de todos os seres humanos serem irmãos e irmãs não é apenas uma ideia, mas torna-se uma experiência comum real, que gera alegria. E assim compreendemos também de maneira muito concreta que, apesar de todas as fadigas e obscuridades, é bom pertencer à Igreja universal que o Senhor nos deu.

2. E disto nasce, depois, um novo modo de viver o ser homem, o ser cristão. Para mim, uma das experiências mais importantes daqueles dias foi o encontro com os voluntários da Jornada Mundial da Juventude: eram cerca de 20.000 jovens, tendo todos, sem exceção, disponibilizado semanas ou meses da sua vida para colaborar na preparação técnica, organizativa e temática das atividades da JMJ, e tornando, precisamente assim, possível o desenvolvimento regular de tudo. Com o próprio tempo, o homem oferece sempre uma parte da sua própria vida.

No fim, estes jovens estavam, visível e «palpavelmente», inundados duma grande sensação de felicidade: o seu tempo tinha um sentido; precisamente no dom do seu tempo e da sua força laboral, encontraram o tempo, a vida. E, então, se tornou para mim evidente uma coisa fundamental: estes jovens ofereceram, na fé, um pedaço de vida, e não porque isso lhes fora mandado, nem porque se ganha o céu com isso, nem mesmo porque assim se escapa ao perigo do inferno. Não o fizeram, porque queriam ser perfeitos. Não olhavam para trás, para si mesmos. Passou-me pela mente a imagem da mulher de Lot, que, olhando para trás, se transformou numa estátua de sal. Quantas vezes a vida dos cristãos se caracteriza pelo fato de olharem, sobretudo, para si mesmos; por assim dizer, fazem o bem para si mesmos. E como é grande, para todos os homens, a tentação de se preocuparem antes de mais nada consigo mesmos, de olharem para trás para si mesmos, tornando-se assim interiormente vazios, «estátuas de sal»!

Em Madrid, ao contrário, não se tratava de aperfeiçoar-se a si mesmo ou de querer conservar a própria vida para si mesmo. Estes jovens fizeram o bem – sem olhar ao peso e aos sacrifícios que o mesmo exigia – simplesmente porque é bom fazer o bem, é bom servir os outros. É preciso apenas ousar o salto. Tudo isto é antecedido pelo encontro com Jesus Cristo, um encontro que acende em nós o amor a Deus e aos outros e nos liberta da busca do nosso próprio «eu». Assim recita uma oração atribuída a São Francisco Xavier: Faço o bem, não porque em troca entrarei no céu, nem porque de contrário me poderíeis mandar para o inferno. Faço-o por Vós, que sois o meu Rei e meu Senhor.

E o mesmo comportamento fui encontrá-lo também na África, por exemplo, nas Irmãs de Madre Teresa que se prodigalizam pelas crianças abandonadas, doentes, pobres e atribuladas, sem se importarem consigo mesmas, tornando-se, precisamente assim, interiormente ricas e livres. Tal é o comportamento propriamente cristão. Para mim, ficou memorável também o encontro com os jovens deficientes na fundação de São José, em Madrid, onde voltei a encontrar a mesma generosidade de colocar-se à disposição dos outros; uma generosidade que, em última análise, nasce do encontro com Cristo que Se entregou a Si mesmo por nós.


3. Um terceiro elemento que vai, de forma cada vez mais natural e central, fazendo parte das Jornadas Mundiais da Juventude e da espiritualidade que delas deriva, é a adoração. Restam inesquecíveis em mim aqueles momentos no Hydepark, durante a minha viagem à Inglaterra, quando dezenas de milhares de pessoas, na sua maioria jovens, responderam à presença do Senhor no Santíssimo Sacramento com um profundo silêncio, adorando-O. E sucedeu o mesmo, embora em medida menor, em Zagreb e de novo em Madrid depois do temporal que ameaçava arruinar todo o encontro noturno por causa dos microfones que não funcionavam.

Deus é, sem dúvida, onipresente; mas a presença corpórea de Cristo ressuscitado constitui algo mais, constitui algo de novo. O Ressuscitado entra no meio de nós. E então não podemos senão dizer como o apóstolo Tomé: Meu Senhor e meu Deus! A adoração é, antes de mais nada, um ato de fé; o ato de fé como tal. Deus não é uma hipótese qualquer, possível ou impossível, sobre a origem do universo. Ele está ali. E se Ele está presente, prostro-me diante Dele. Então a razão, a vontade e o coração abrem-se para Ele e a partir Dele. Em Cristo ressuscitado, está presente Deus feito homem, que sofreu por nós porque nos ama. Entramos nesta certeza do amor corpóreo de Deus por nós, e fazemo-lo amando com Ele. Isto é adoração, e isto confere depois um cunho próprio à minha vida. E só assim posso celebrar convenientemente a Eucaristia e receber devidamente o Corpo do Senhor.

4. Outro elemento importante das Jornadas Mundiais da Juventude é a presença do sacramento da Penitência, que tem vindo, com naturalidade sempre maior, a fazer parte do conjunto. Deste modo, reconhecemos que necessitamos continuamente de perdão e que perdão significa responsabilidade. Proveniente do Criador, existe no homem a disponibilidade para amar e a capacidade de responder a Deus na fé. Mas, proveniente da história pecaminosa do homem (a doutrina da Igreja fala do pecado original), existe também a tendência contrária ao amor: a tendência para o egoísmo, para se fechar em si mesmo, ou melhor, no mal.

Incessantemente a minha alma fica manchada por esta força de gravidade em mim, que me atrai para baixo. Por isso, temos necessidade da humildade que sempre de novo pede perdão a Deus, que se deixa purificar e que desperta em nós a força contrária, a força positiva do Criador, que nos atrai para o alto.


5. Por fim, como última característica, que não se deve descurar na espiritualidade das Jornadas Mundiais da juventude, quero mencionar a alegria. De onde brota? Como se explica?

Seguramente são muitos os fatores que interagem; mas, a meu ver, o fator decisivo é esta certeza que deriva da fé: Eu sou desejado; tenho uma tarefa; sou aceite, sou amado.

Josef Pieper mostrou, no seu livro sobre o amor, que o homem só se pode aceitar a si mesmo, se for aceite por outra pessoa qualquer. Precisa que haja outra pessoa que lhe diga, e não só por palavras: É bom que tu existas. Somente a partir de um «tu» é que o «eu» pode encontrar-se si mesmo. Só se for aceite, é que o «eu» se pode aceitar a si mesmo. Quem não é amado, também não se pode amar a si mesmo. Este saber-se acolhido provém, antes de tudo, doutra pessoa.

Entretanto todo o acolhimento humano é frágil; no fim de contas, precisamos de um acolhimento incondicional; somente se Deus me acolher e eu estiver seguro disso mesmo é que sei definitivamente: É bom que eu exista; é bom ser uma pessoa humana.

Quando falta ao homem a percepção de ser acolhido por Deus, de ser amado por Ele, a pergunta sobre se existir como pessoa humana seja verdadeiramente coisa boa, deixa de encontrar qualquer resposta; torna-se cada vez mais insuperável a dúvida acerca da existência humana. Onde se torna predominante a dúvida sobre Deus, acaba inevitavelmente por seguir-se a dúvida acerca do meu ser homem.

Hoje vemos quão difusa é esta dúvida! Vemo-lo na falta de alegria, na tristeza interior que se pode ler em muitos rostos humanos. Só a fé me dá esta certeza: É bom que eu exista; é bom existir como pessoa humana, mesmo em tempos difíceis. A fé faz-nos felizes a partir de dentro. Esta é uma das maravilhosas experiências das Jornadas Mundiais da Juventude.


Alongaria demasiado o nosso encontro falar agora também, de modo detalhado, do encontro de Assis, como a importância do acontecimento mereceria. Limitamo-nos a agradecer a Deus, porque nós – os representantes das religiões do mundo e também os representantes do pensamento em busca da verdade – pudemos, naquele dia, encontrar-nos num clima de amizade e de respeito mútuo, no amor à verdade e na responsabilidade comum pela paz. Por isso podemos esperar que, daquele encontro, tenha nascido uma disponibilidade nova para servir a paz, a reconciliação e a justiça.

Queria enfim agradecer do íntimo do coração a todos vós pelo apoio que prestais para levar por diante a missão que o Senhor nos confiou como testemunhas da sua verdade, e desejo a todos vós a alegria que Deus nos quis dar na encarnação do seu Filho. Um santo Natal!

De: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=284680

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

NOTIFICAÇÃO A RESPEITO DA RECEPÇÃO DA SAGRADA EUCARISTIA




DOM ANTONIO CARLOS ROSSI KELLER
PELA GRAÇA DE DEUS E DA SANTA SÉ APOSTÓLICA
BISPO DE FREDERICO WESTPHALEN (RS)
NOTIFICAÇÃO A RESPEITO DA RECEPÇÃO DA SAGRADA EUCARISTIA

A Igreja sempre ensinou a necessidade da devida preparação para a recepção da Sagrada Comunhão.

Tal preparação é, antes de tudo, espiritual, mas inclui também aspectos materiais e formais. Para se receber bem a Santíssima Eucaristia, deve-se:

a. Estar em estado de Graça santificante, o que significa dizer, que não se tenha nenhum pecado grave na alma;

b. Saber a quem se vai receber na Sagrada Comunhão, ou seja, ser capaz de distinguir o Pão Eucarístico: Corpo, Sangue, Alma e Divindade do Senhor, alimento de nossa alma, do pão comum, alimento do nosso corpo;

c. Guardar o jejum eucarístico, ou seja, não tomar nenhum alimento durante o período de 1 hora que antecede a Sagrada Comunhão. Água e medicamentos não quebram o jejum.

São estas as indicações fundamentais para a recepção digna da Sagrada Eucaristia. Naturalmente que a recepção frutuosa depende muito mais do que o simples cumprimento destas regras: é preciso acolher amorosamente o Senhor que vem ao nosso encontro, na Sagrada Comunhão.

Além disso, materialmente, a recepção da Sagrada Comunhão deve realizar-se através das diversas formas indicadas pela Igreja:

a. Sempre respondendo “AMÉM” após o Sacerdote ou o Ministro Extraordinário da Comunhão Eucarística ter dito “O Corpo de Cristo”;

b. Desejando receber a Sagrada Eucaristia em pé, seja diretamente na boca ou na mão, antes deve-se fazer uma inclinação profunda, como sinal de respeito e adoração;

c. Recebendo a Sagrada Eucaristia na mão, deve-se estender a mão esquerda, espalmada, e colocando a mão direita por baixo desta, depois, na frente de quem entregou a Sagrada Comunhão, leva-se a Sagrada Comunhão à própria boca, usando para isto a mão direita;

d. Recebendo-se a Sagrada Comunhão de joelhos, e portanto, na boca, não está previsto nenhum tipo de gesto anterior.

Nesta NOTIFICAÇÃO PASTORAL gostaria de comunicar que, a partir da Missa da Noite do Natal do Senhor de 2011, na Catedral Santo Antonio, o Bispo Diocesano distribuirá sempre que possível, a Sagrada Comunhão para pessoas ajoelhadas em genuflexório, colocado no corredor central da Catedral. Os demais sacerdotes e Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística continuarão a distribuir a Comunhão nos outros locais, para as pessoas que costumam comungar nas demais formas.

A razão fundamental para esta decisão fundamenta-se no DIREITO que os fiéis cristãos têm em também receber a Sagrada Comunhão de joelhos. “...a negação da Santa Comunhão a um dos fiéis, por causa de sua postura de joelhos, deve ser considerada uma violação grave de um dos direitos mais básicos dos fiéis cristãos, nomeadamente daquele de serem assistidos pelos seus pastores através dos sacramentos (CDC, cânon 213). Mesmo lá onde a Congregação aprovou a legislação em que declarou o estar de pé como posição para a Santa Comunhão, de acordo com as adaptações permitidas às Conferências Episcopais... assim o fez estipulando que aos fiéis que comungam, e escolhem de ajoelhar, não deve ser negada a Santa Comunhão por este motivo. (S. Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, Carta de 1 de julho 2002; Notitiae (2002), 582-585).

Nestes últimos anos, o Santo Padre o Papa Bento XVI, tanto em Roma, como em outros lugares, por ocasião de suas visitas apostólicas, tem distribuído a Sagrada Comunhão para fiéis que se colocam sempre de joelhos. A intenção do Santo Padre é clara: além de recuperar um direito muitas vezes esquecido, fundamentalmente visa fortalecer uma visão de sacralidade que a Sagrada Eucaristia deve sempre ter na vida do cristão.

Além de determinar tal uso na Catedral, nas Missas presididas pelo Bispo Diocesano, peço também aos senhores padres que generosamente favoreçam este uso em suas Paróquias e Comunidades, para aqueles fiéis que assim gostariam de receber a Sagrada Comunhão.

Desejando a todos os diocesanos um Santo Natal e um ano de 2012 cheio das graças do Senhor, a todos abençôo no Senhor.


Frederico Westphalen, 24 de dezembro de 2011.


+ Antonio Carlos Rossi Keller

Bispo de Frederico Westphalen
 

O Sentido real do Natal

Em entrevista ao noticias.cancaonova.com, Dom Henrique destaca como o cristão deve vivenciar esse tempo litúrgico e alerta para o processo de descristianização do Natal que tem acontecido na sociedade. 

noticias.cancaonova.com: Qual o sentido do Natal? Como cada cristão deve vivê-lo?

Dom Henrique: O Natal não é simplesmente a festa de um dia. É um tempo litúrgico, isto é, um tempo sagrado no qual nos ritos, palavras, gestos e símbolos da liturgia, cheios do Espírito Santo, a Igreja torna presente o mistério da graça da vinda do Filho de Deus para ser humano como nós, elevando a humanidade a Deus. Dito em outras palavras: o Natal é o tempo no qual a Igreja celebra a graça da manifestação, da aparição do Filho eterno do eterno Pai na nossa natureza humana. Este tempo é celebrado com cinco festas: a Natividade do Senhor, a Sagrada Família, Santa Maria Mãe de Deus, Epifania do Senhor e Batismo do Senhor. Há ainda uma sexta festa, fora do tempo do Natal, mas a ele ligada: a Apresentação do Senhor, no dia 2 de fevereiro.

noticias.cancaonova.com: Vivemos em uma época na qual o valor da celebração do nascimento do Senhor dá lugar ao espírito consumista que leva famílias inteiras a viverem a data como uma simples festividade. Na visão do senhor, essa seria mais uma tendência imposta pelo relativismo?

Dom Henrique: Mais do que relativismo, trata-se do processo de descristianização e de secularização. Mas, não culpo a mundo, culpo os membros da Igreja. Nossas Missas são piedosas, exprimem o sagrado, ajudam a contemplar o Mistério ou, ao invés, são shows, teatrinhos, oficina de criatividade tola do padre e de outros ministros? Nossa catequese e nossas homilias introduzem realmente no Mistério ou, ao invés, são discursos insossos sobre mil assuntos, relegando o essencial ao segundo plano? Basta ver o quanto não é boa a consciência, a vivência dos fiéis ao participarem dos ritos sagrados...

noticias.cancaonova.com: Sabemos que o Natal por se tratar de uma das grandes celebrações litúrgicas da Igreja convida os católicos a participarem das Missas próprias de cada dia. Além das Celebrações, os cristãos também são convidados a práticas de piedade diversas ou a outras ações concretas que incentivem a boa vivência do real espírito natalino?

Dom Henrique: É indispensável participar da Missa do Natal, de Santa Maria Mãe de Deus e do Domingo da Epifania. Também é tempo de uma oração em família mais cuidadosa, de um tempo mais longo de leitura e oração com a Palavra de Deus e de atenção aos pobres, sendo para eles uma presença de Cristo, que se fez presente na nossa pobreza.

noticias.cancaonova.com: O Papa disse no Natal de 2005 que Deus é tão grande, que se faz pequeno. A partir dessa afirmação do Pontífice podemos concluir que também somos convidados a entrar em cheio na espiritualidade de um Deus que é simples?

Dom Henrique: O Natal é a festa da pobreza de Deus: "Sendo rico se fez pobre para nos enriquecer com a sua pobreza". Deus se fez pequeno, fez-se um de nós. No natal experimentamos que não estamos sozinhos, que Deus caminha conosco, e somos convidados a descobri-lo nas coisas pequenas, no que é simples e aparentemente sem valor. Deus não é Deus do mega, mas do micro!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Universitários lotam Basílica de São Pedro para ouvir o Papa

Aproximadamente 10 mil universitários se reuniram, no final da tarde desta quinta-feira, na Basílica de São Pedro para um encontro com Bento XVI. O Papa iniciou sua homília citando o Apóstolo Tiago: “Sejam constantes, irmãos, até a vinda do Senhor”.

Após, Bento XVI fez um chamado aos universitários. “Para vocês que vivem no coração do ambiente cultural e social do nosso tempo, que experimentam as novas e mais refinadas tecnologias, que são protagonistas de um dinamismo histórico que parece irresistível, o convite do Apóstolo pode parecer um anacronismo, quase um convite a sair da história, a não desejar ver os frutos de seu trabalho, de sua pesquisa. Mas é assim mesmo?”, questiona Bento XVI.

“O convite para esperarmos Deus está ultrapassado? E ainda de uma maneira mais radical poderíamos nos perguntar: o que significa o Natal para mim; é realmente importante para a minha existência, para a construção da sociedade? São muitas, na nossa época, as pessoas, especialimente aquelas que vocês encontram nas salas de aula, que dão voz à pergunta se devemos esperar qualquer coisa ou qualquer um; se devemos esperar um outro messias, um outro deus; se vale à pena confiarmos naquela Criança que na noite de Natal encontraremos na manjedoura entre Maria e José”.

Exortando a sermos pacientes, outra vez citando o Apóstolo Tiago, que nos convida a sermos como o agricultor, o qual “espera com constância o precioso fruto da terra”, Bento XVI explicou a virtude deste sentimento.

“A paciência é a virtude daqueles que confiam em Deus e sua presença histórica. Daqueles que não se deixam vencer pela tentação de recolocar toda a esperança no imediato, em perspectivas horizontais, em projetos tecnicamente perfeitos, mas distantes da realidade mais profunda, aquela que conceda a dignidade mais alta à pessoa humana: a dimensão transcedente, o ser criatura imagem e semelhança de Deus, o de levar no coração do desejo de elevar-se a Ele”.

Rádio Vaticano

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