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quarta-feira, 26 de junho de 2013

SUMMORUM PONTIFICUM NA JMJ RIO 2013!

Como foi designada a Antiga Sé do Rio como igreja para a Forma Extraordinária na JMJ sob a responsabilidade da Administração Apostólica São João Maria Vianney , este será o evento Summorum Pontificum deste ano: SUMMORUM PONTIFICUM NA JMJ RIO 2013!

As catequeses que serão realizadas são para todos, sacerdotes, diáconos, religiosos e leigos.

Aos padres, apenas o aviso de que na Antiga Sé haverá 8 capelas destinadas aos sacerdotes que queiram celebrar em privado, podendo também celebrar no altar - mor, no intervalo das catequeses. Pede-se que tragam vestes corais, alva e amito, pois não temos em números suficientes.



quarta-feira, 19 de junho de 2013

O nome de São José será acrescentado nas orações eucarísticas.



DECRETO

Pelo seu lugar singular na economia da salvação como pai de Jesus, São José de Nazaré, colocado à frente da Família do Senhor, contribuiu generosamente à missão recebida na graça e, aderindo plenamente ao início dos mistérios da salvação humana, tornou-se modelo exemplar de generosa humildade, que os cristãos têm em grande estima, testemunhando aquela virtude comum, humana e simples, sempre necessária para que os homens sejam bons e fiéis seguidores de Cristo. Deste modo, este Justo, que amorosamente cuidou da Mãe de Deus e se dedicou com alegre empenho na educação de Jesus Cristo, tornou-se guarda dos preciosos tesouros de Deus Pai e foi incansavelmente venerado através dos séculos pelo povo de Deus como protector do corpo místico que é a Igreja.

Na Igreja Católica os fiéis, de modo ininterrupto, manifestarem sempre uma especial devoção a São José honrando solenemente a memória do castíssimo Esposo da Mãe de Deus como Patrono celeste de toda a Igreja; de tal modo que o Beato João XXIII, durante o Concílio Ecuménico Vaticano II, decretou que no antiquíssimo Cânone Romano fosse acrescentado o seu nome. O Sumo Pontífice Bento XVI acolheu e quis aprovar tal iniciativa manifestando-o várias vezes, e que agora o Sumo Pontífice Francisco confirmou, considerando a plena comunhão dos Santos que, tendo sido peregrinos connosco neste mundo, nos conduzem a Cristo e nos unem a Ele.

Considerando o exposto, esta Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, em virtude das faculdades concedidas pelo Sumo Pontífice Francisco, de bom grado decreta que o nome de São José, esposo da Bem-aventurada Virgem Maria, seja, a partir de agora, acrescentado na Oração Eucarística II, III e IV da terceira edição típica do Missal Romano. O mesmo deve ser colocado depois do nome da Bem-aventurada Virgem Maria como se segue: na Oração Eucarística II: "ut cum beata Dei Genetrice Virgine Maria, beato Ioseph, eius Sponso, beatis Apostolis", Na Oração Eucarística III: "cum beatissima Virgine, Dei Genetrice, Maria, cum beato Ioseph, eius Sponso, cum beatis Apostolis"; na Oração Eucarística IV: "cum beata Virgine, Dei Genetrice, Maria, cum beato Ioseph, eius Sponso, cum Apostolis".

Para os textos redigidos em língua latina utilizam-se as formulas agora apresentadas como típicas. Esta Congregação ocupar-se-á em prover à tradução nas línguas ocidentais mais difundidas; para as outras línguas a tradução devera ser preparada, segundo as normas do Direito, pelas respectivas Conferências Episcopais e confirmadas pela Sé Apostólica através deste Dicastério.

Nada obste em contrário.

Sede da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, 1 de Maio de 2013, São José Operário.
Antonio Card. Cañizares Llovera
Prefeito


+ Arthur Roche
Arcebispo Secretário

terça-feira, 18 de junho de 2013

Reconhecido segundo milagre por intercessão de João Paulo II

A comissão teológica da Congregação para a Causa dos Santos aprovou o segundo milagre atribuído à intercessão de João Paulo II. 

O reconhecimento abre caminho para a canonização do Papa polonês, porém antes deve ser aprovado por uma comissão de Cardeais e Bispos e ter o decreto assinado pelo Papa Francisco. Não foi informada a natureza deste segundo milagre.

O Cardeal Karol Wojtyla foi eleito Papa em 16 de outubro de 1988. No dia 22, celebrou a missa de início de pontificado.

Em 1º de maio de 2011, Bento XVI proclamou-o Beato, após a comprovação da cura - inexplicável para a ciência -, da Irmã Marie Simon Pierre, que sofria do Mal-de-Parkinson. 

A notícia da aprovação do segundo milagre já provocou reações em Cracóvia, onde o Arcebispo Stanislau Dziwisz, ex-secretário de João Paulo II, afirmou que “Papa Francisco não colocará à prova a paciência dos poloneses”. “Existe muita esperança de que a canonização ocorra em no domingo 20 de outubro”, disse ele, recordando que é a data em que se celebra o 35º aniversário da eleição de Wojtyla. O Arcebispo Dziwisz foi recebido pelo Papa Francisco no Vaticano no último sábado. 
Texto proveniente da página do site da Rádio Vaticano.

sábado, 8 de junho de 2013

Carta do Prelado do Opus Dei - Junho

Caríssimos: que Jesus guarde as minhas filhas e os meus filhos!

Ao começar o mês de junho, sempre vem à nossa mente, com particular força, a recordação de São Josemaría, cuja memória litúrgica – solenidade na Prelazia – recai no dia 26. Ao meditarmos no seu exemplo de vida, ao relermos os seus escritos, percebemos cada vez mais as grandes maravilhas que Deus realiza nas almas plenamente fiéis aos seus desígnios. Vem-me à boca aquela exclamação da Sagrada Escritura: Mirábilis Deus in sanctis suis [1], como De

A identificação plena com Cristo – nisto consiste a santidade – é atribuída de modo especial ao Espírito Santo. Agradeçamos-lhe pela ação com que constantemente santifica as almas. Nos dias anteriores, ao celebrarmos a solenidade de Pentecostes e a seguir a Santíssima Trindade, muitas vezes elevamos o nosso coração a esse Deus cuja vontade é – como escreve São Paulo – que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade [2].

E ao mergulharmos novamente no Tempo Comum, a liturgia recorda-nos que nos encontramos na etapa da história intermédia entre a vinda do Paráclito no Pentecostes e o advento glorioso de Jesus Cristo no fim dos tempos. Esta é uma das verdades contidas no Credo, com a qual se encerra o ciclo dos mistérios referentes a Nosso Senhor. Todos os domingos, na Santa Missa, confessamos que o Senhor, agora sentado à direita do Pai, de novo há de vir em sua glória para julgar os vivos e os mortos, e o seu reino não terá fim [3].

«A partir da Ascensão – explica o Catecismo da Igreja Católica –, o advento de Cristo é iminente» [4], no sentido de que pode ocorrer em qualquer momento. Só Deus conhece quando terá lugar este acontecimento que marcará o fim da história e a renovação definitiva do mundo. Por isso, sem alarmismos nem temores, mas com sentido de responsabilidade, temos de caminhar bem preparados para esse encontro definitivo com Jesus, que, por outro lado, se realiza para cada um de nós no momento da morte. De Deus viemos e para Deus vamos: no fundo, esta realidade é a síntese da sabedoria cristã. No entanto, como o Papa lamentava recentemente, estes dois polos da história são frequentemente esquecidos; e sobretudo a fé no retorno de Cristo e no juízo final às vezes não é tão clara e firme no coração dos cristãos [5].

Consideremos que esse encontro definitivo do Senhor com cada um de nós é precedido pela sua atuação constante em cada momento da nossa vida cotidiana. Ainda me recordo da vivacidade com que São Josemaria lhe pedia para este caminhar diário: Mane nobíscum! [6], fica conosco. Dizemos-lhe isto conscientes de que temos de deixar que Ele atue em toda a nossa vida? Também nos estimulava a estar prontos para prestarmos contas a Deus em qualquer momento. Escreveu em Caminho: “Há de vir julgar os vivos e os mortos”, rezamos no Credo. – Oxalá não percas de vista esse julgamento e essa justiça e… esse Juiz [7]. Sou testemunha de que, todos os dias, considerava pessoalmente esta eventualidade e se enchia de alegria; da mesma maneira deveríamos alegrar-nos todos os que sabemos que somos filhos de Deus. Por isso acrescentava: Será que não brilha na tua alma o desejo de que teu Pai-Deus fique contente quando tiver que julgar-te? [8].

O tempo presente, a etapa da história que cabe a cada um de nós percorrer, «é um tempo de expectativa e de vigília» [9], em que temos de trabalhar com a vontade e o entusiasmo dos bons filhos para irmos estabelecendo na terra, com a ajuda da graça, o reino de Deus que Jesus Cristo levará à sua perfeição no último dia. Assim o explica o Senhor na parábola dos talentos, que o nosso Padre comentou em tantas ocasiões [10]. O Romano Pontífice recordou-o em uma das suas catequeses por ocasião do Ano da fé. A espera pelo retorno do Senhor é o tempo da ação (…), o tempo de fazermos render os dons não para nós mesmos, mas para Ele, para a Igreja, para os outros; o tempo em que devemos sempre procurar fazer que o bem cresça no mundo. E hoje, em particular, neste período de crise, é importante não nos fecharmos em nós mesmos, enterrando o nosso talento, as nossas riquezas espirituais, intelectuais, materiais, tudo aquilo que o Senhor nos deu; mas abrirmo-nos, sermos solidários, estarmos atentos ao outro [11].

Minhas filhas e meus filhos, não deixemos estas recomendações caírem no esquecimento; esforcemo-nos para que outras pessoas – muitas! – não apenas as escutem, mas se esforcem para pô-las em prática. Em última instância, tudo se resume em permanecermos atentos, por amor a Deus, às necessidades dos demais, começando pelos mais próximos – pelos que se encontram ao nosso lado por motivos familiares, profissionais ou sociais –, tendo muito presente que – como escreveu São João da Cruz e o Catecismo cita – «no ocaso da nossa vida, seremos julgados quanto ao amor» [12]. O próprio Cristo assim o manifesta na impressionante cena do juízo final descrita por São Mateus [13]. Como é que servimos? Pomos alegria sobrenatural e humana nesses detalhes, que devem ser cotidianos?

A reflexão sobre estas realidades últimas não há de ser, repito, uma causa de temores que paralisem a alma, mas ocasião para irmos retificando a nossa senda terrena, conformando-nos com o que Deus espera de cada um de nós. Tem de impelir-nos a viver melhor o presente. Deus oferece-nos este tempo com misericórdia e paciência, para que aprendamos a reconhecê-lO todos os dias nos pobres e nos pequenos; para que nos dediquemos ao bem e estejamos vigilantes na oração e no amor [14].

Somos sustentados e impelidos pelo Espírito Santo, que Jesus enviou ao mundo após a sua ascensão gloriosa ao Céu. Consideramo-lo com alegria na recente solenidade de Pentecostes e confessamos a sua existência e a sua ação na Igreja todas as vezes em que rezamos o Credo: Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho, e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado; Ele que falou pelos profetas [15].

Trata-se de uma verdade inacessível à razão humana, revelada por Cristo aos Apóstolos, que nos mostra a grandeza e a perfeição de Deus. «O Pai não foi feito, nem gerado, nem criado por ninguém. O Filho procede do Pai, não foi feito, nem criado, mas gerado. O Espírito Santo não foi feito, nem criado, nem gerado, mas procede do Pai e do Filho» [16]. O Catecismo da Igreja Católica sintetiza esta doutrina em breves palavras: «A Unidade divina é Trina» [17].

O Espírito Santo é o Amor das duas primeiras Pessoas: Amor nãocriado e infinito, Amor consubstancial, Amor eterno que procede da entrega mútua do Pai e do Filho: um mistério absolutamente sobrenatural que conhecemos por revelação do próprio Jesus Cristo e que nos ajuda a entender a grandeza do dom de amar. Fundamentados nas suas palavras, os Padres da Igreja e outros grandes teólogos guiados pelo Magistério esforçaram-se por ilustrar de algum modo – sempre no claro-escuro da fé – a divindade do Paráclito.

Baseados no modo de conhecer e de querer próprio das criaturas humanas, criadas à imagem e semelhança de Deus, e nos nomes e missões atribuídos ao Espírito Santo na Sagrada Escritura, esses autores explicaram a sua processão do Pai e do Filho como Amor subsistente. Assim como Deus Pai, ao conhecer a sua própria Essência, gera o Filho, assim o Pai e o Filho se amam em um único ato de amor, eterno e infinito, que é o Espírito Santo.

Que alegria e que paz nos deve dar a fé de nos sabermos assistidos a todo o momento pelo divino Paráclito! Não só acompanhados por Ele de fora, como um amigo afetuoso, mas como um hóspede que mora, com o Pai e com o Filho, na intimidade da nossa alma em graça. Ele é descanso no trabalho, refrigério no meio do calor, consolo no pranto [18], como reza a Igreja na sequência de Pentecostes. É a lux beatíssima, a luz bem-aventurada que penetra até o fundo da alma: ilumina-nos para que conheçamos Cristo melhor, fortalece-nos para segui-lO de perto quando os obstáculos e as contradições parecem assediar-nos, impele-nos a sair de nós mesmos para nos preocuparmos com os outros e levá-los a Deus.

A força e o poder de Deus iluminam a face da terra. O Espírito Santo continua assistindo a Igreja de Cristo, para que seja – sempre e em tudo – o sinal erguido diante das nações para anunciar à humanidade a benevolência e o amor de Deus (cf. Is 11, 12). Por maiores que sejam as nossas limitações, nós, os homens, podemos olhar com confiança para os céus e sentir-nos cheios de alegria: Deus nos ama e nos livra dos nossos pecados. A presença e a ação do Espírito Santo na Igreja são o penhor e a antecipação da felicidade eterna, dessa alegria e dessa paz que Deus nos proporciona [19].

Entre as metáforas que a Escritura utiliza para falar do Paráclito, uma das mais frequentes é a da água, um elemento absolutamente necessário para a vida natural: onde falta ou escasseia, tudo se converte em deserto, e os seres vivos adoecem ou morrem; manifesta uma das grandes riquezas que o Criador confiou aos homens para que a administrem bem, a serviço de todos. Na ordem sobrenatural, essa fonte de vida é o Paráclito. No seu colóquio com a mulher samaritana e depois na festa dos Tabernáculos, Jesus Cristo prometeu que daria água viva àqueles que acolhessem a sua palavra com fé, que poria, em todos aqueles que O buscassem, uma fonte de água viva que brotaria incessantemente do seu interior. São João anota que se referiu com isto ao Espírito que haviam de receber os que cressem nEle [20].

O Espírito Santo chega aos cristãos como manancial inesgotável dos tesouros divinos. Recebemo-lO no Batismo e na Confirmação; é-nos conferido no sacramento da Penitência, aplicando novamente às almas os méritos infinitos de Cristo; é enviado às nossas almas e aos nossos corpos todas as vezes que recebemos a Eucaristia e os outros sacramentos; age na nossa consciência por meio das virtudes infusas e dos dons… Em uma palavra, a sua missão consiste em fazer-nos verdadeiros filhos de Deus e em que nos comportemos de acordo com essa dignidade. Ensina-nos a olhar com os olhos de Cristo, a viver a vida como Cristo a viveu, a compreender a vida como Cristo a compreendeu. Eis por que a água viva que é o Espírito sacia a sede da nossa vida [21].

O Paráclito, Senhor e Dador de vida, que falou pelos profetas e ungiu Cristo para que nos comunicasse as palavras de Deus, agora continua a fazer que a sua voz seja ouvida na Igreja e na intimidade das almas. Por isso, viver segundo o Espírito Santo é viver de fé, de esperança, de caridade: é deixar que Deus tome posse de nós e mude pela raiz os nossos corações, para os moldar à sua medida [22]. Agradeçamos-lhe os cuidados que nos dispensa como um pai e uma mãe bons, porque isso e muito mais é o que Ele faz por cada um de nós. Invocamo-lO frequentemente? Renovamos, todos os dias, a decisão de manter a alma atenta às suas inspirações? Esforçamo-nos por segui-las sem opor resistência?

Para tornar realidade estas aspirações, recomendo-vos que façais vossas umas palavras que São Josemaria escreveu nos primeiros anos da Obra: Vem, ó Espírito Santo! Ilumina o meu entendimento para conhecer os teus preceitos; fortalece o meu coração contra as insídias do inimigo; inflama a minha vontade… Ouvi a tua voz e não quero endurecer-me e resistir, dizendo: depois…, amanhã. Nunc cœpi! Agora!, que não seja que o amanhã me falte.

Ó Espírito de verdade e sabedoria, Espírito de entendimento e conselho, Espírito de alegria e paz! Quero o que quiseres, quero porque o queres, quero como o quiseres, quero quando o quiseres… [23].

Peçamos-lhe com toda a confiança pela Igreja e pelo Papa, pelos bispos e sacerdotes, por todo o povo cristão. De modo especial, roguemos-lhe por esta pequena parte da Igreja que é o Opus Dei, pelos seus fiéis e cooperadores, por todas as pessoas que se aproximam do nosso apostolado movidas pelo nobre desejo de servir a Deus e os outros mais e melhor. E que grande consolo nos é oferecido com a solenidade do Coração de Jesus e com a memória do Coração Imaculado de Maria! Recorramos a estes refúgios de paz, de amor, de alegria, de segurança.

Há dois dias regressei de uma viagem à África do Sul, onde o trabalho da Obra vai ganhando corpo. Sabeis que me faria feliz estar em todos os lugares onde vivem e trabalham as minhas filhas e os meus filhos. Vou a cada um deles com a oração, com o sacrifício feito com gosto, com o oferecimento do trabalho. Uni-vos às minhas intenções e rezai por mim, especialmente por ocasião do meu aniversário, no próximo dia 14, para que, sempre e em tudo, me deixe conduzir pelo afã exclusivo de servir a Deus, a Igreja, as almas e todos vós com a totalidade e a alegria com que o nosso Padre procedeu, com a fidelidade do queridíssimo D. Álvaro e de todos os que nos precederam na Casa do Céu.

Com todo o afeto, abençoa-vos

                                                                                     o vosso Padre

                                                                                     + Javier



Roma, 1º de junho de 2013.
us é admirável nos seus santos!

sexta-feira, 7 de junho de 2013

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS, VENHA A NÓS O VOSSO REINO!


Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
R. Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
R. Jesus Cristo, atendei-nos.

Pai celeste, que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho, Redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.

Coração de Jesus, Filho do Padre Eterno, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, formado pelo Espírito Santo no seio da Virgem Mãe,
Coração de Jesus, unido substancialmente ao Verbo de Deus,
Coração de Jesus, de majestade infinita,
Coração de Jesus, templo santo de Deus,
Coração de Jesus, tabernáculo do Altíssimo,
Coração de Jesus, casa de Deus e porta do céu,
Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade,
Coração de Jesus, receptáculo de justiça e de amor,
Coração de Jesus, cheio de bondade e de amor,
Coração de Jesus, abismo de todas as virtudes,
Coração de Jesus, digníssimo de todo o louvor,
Coração de Jesus, rei e centro de todos os corações,
Coração de Jesus, no qual estão os tesouros da sabedoria e da ciência,
Coração de Jesus, no qual habita toda a plenitude da divindade,
Coração de Jesus, no qual o Pai pôs as Suas complacências,
Coração de Jesus, de cuja plenitude nós todos participamos,
Coração de Jesus, desejo das colinas eternas,
Coração de Jesus, paciente e misericordioso,
Coração de Jesus, rico para todos os que Vos invocam,
Coração de Jesus, fonte de vida e de santidade,
Coração de Jesus, propiciação pelos nossos pecados,
Coração de Jesus, saturado de opróbrios,
Coração de Jesus, atribulado por causa de nossos crimes,
Coração de Jesus, feito obediente até a morte,
Coração de Jesus, atravessado pela lança,
Coração de Jesus, fonte de toda a consolação,
Coração de Jesus, nossa vida e ressurreição,
Coração de Jesus, nossa paz e reconciliação,
Coração de Jesus, vítima dos pecadores,
Coração de Jesus, salvação dos que esperam em Vós,
Coração de Jesus, esperança dos que expiram em Vós,
Coração de Jesus, delícia de todos os santos,

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor,
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, atendei-nos, Senhor,
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.

V. Jesus, manso e humilde de coração.
R. Fazei nosso coração semelhante ao Vosso.

Oremos: Deus onipotente e eterno, olhai para o Coração de Vosso Filho diletíssimo e para os louvores e as satisfações que Ele, em nome dos pecadores, vos tributa; e aos que imploram a vossa misericórdia concedei benigno o perdão, em nome do vosso mesmo Filho Jesus Cristo, que convosco vive e reina, em união com o Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.

Programação da Forma Extraordinária durante a JMJ no Rio de Janeiro


quinta-feira, 6 de junho de 2013

Corpus Christi na paróquia da FSSP em Roma

Pode a alma sair do corpo e voltar?

Algumas pessoas narram certas experiências que teriam vivido, segundo as quais a sua alma teria deixado o corpo e viajado pelo espaço, de tal modo que a pessoa viu o seu corpo estando fora dele. Isto é real, pode acontecer?
Bem, a Igreja Católica diz que somos formados de duas realidades unidas: corpo e alma; cuja separação significa a morte da pessoa. O Catecismo da Igreja explica que: “A unidade da alma e do corpo é tão profunda que se deve considerar a alma como a “forma do corpo” (Concílio de Viena, 1312: DS 902); ou seja, é graças à alma espiritual que o corpo constituído de matéria é um corpo humano vivo; o espírito e a matéria no homem não são duas naturezas unidas, mas a união deles forma uma única natureza” (§365).
Portanto, se a alma deixar o corpo, a pessoa experimenta a morte. Se esta voltar ao corpo, será então um caso de milagre de ressurreição, como Jesus fez com Lázaro, a menina Talita,  o filho da viúva de Naim e outros casos.
Assim, não tem base teológica a afirmação de que algumas pessoas viveram a experiência de “sair do corpo”, e continuaram vivas. Isto pode ser devido a alguma sugestão ou algo que a ciência deva explicar.
No dia 24 de agosto de 2007, o jornal  “Folha de São Paulo”, publicou uma matéria sobre neurociência, sob o título “Realidade virtual faz pessoa se sentir “fora do corpo”"  (Eduardo Geraque) sobre uma matéria publicada na Revista “Science”, onde se diz o seguinte:
“Você é você ou o seu avatar (representação virtual)? Ao depender dos experimentos apresentados hoje na revista “Science”, essa pergunta é cada vez mais pertinente. Dois grupos de pesquisa conseguiram iludir o cérebro a partir de estímulos visuais e fazer com que a pessoa real pensasse que era a virtual. O grupo liderado por Olaf Blanke, do Hospital Universitário de Genebra, conseguiu quebrar a ligação que existe entre a autoconsciência e o corpo físico a partir de um experimento até simples. Os voluntários, com óculos 3D, foram colocados diante de uma câmera. A imagem projetada para o ser real era das suas próprias costas. Uma caneta passou a ser pressionada, ao mesmo tempo, tanto na pessoa quanto na sua representação virtual. Os voluntários eram deslocados e então solicitados a voltar ao lugar onde estavam antes. E eles foram na direção do clone virtual”.
O estudo, diz o autor, prova que o conflito multissensorial fez os voluntários se sentirem no corpo virtual. Pelo menos mentalmente, eles se deslocaram “para fora do corpo”.
“Isso mostra que o nosso sistema nervoso entende algumas coisas como real, mas que não aconteceram realmente”, disse à Folha o neurocientista Luiz Eugênio de Mello, da Unifesp.
“A outra pesquisa, do grupo de Henrik Ehrsson, do Instituto Karolinska, na Suécia, também fez a realidade virtual enganar o cérebro. O toque físico fez com que pessoas sentissem que estavam sentadas em um local diferente de uma sala”.
Portanto, a ciência começa a revelar que os ensinamentos da Igreja têm base científica, embora sejam apresentados apenas como princípios religiosos. Ninguém pode viver a realidade de sua alma deixar o seu corpo sem experimentar a morte.
Prof. Felipe Aquino
Retirado de: Cléofas

terça-feira, 4 de junho de 2013

Os demônios podem ler nossos pensamentos? Como podem nos tentar?

A Igreja nos ensina que os demônios são anjos que foram criados bons, mas que se tornaram maus por própria culpa, por orgulho e soberba; eles não são oniscientes, nem onipresentes e nem onipotentes, mas têm poderes de anjos, puros espíritos. Eles podem influenciar a nossa imaginação com pensamentos maus; é a tentação. Eles não tem capacidade para ler os nossos pensamentos, mas são muito inteligentes e podem deduzir o que estamos pensando em face de nossas atitudes. Sobre eles o Catecismo nos diz o seguinte:
§395 – Contudo, o poder de Satanás não é infinito. Ele não passa de uma criatura, poderosa pelo fato de ser puro espírito, mas sempre uma criatura: não é capaz de impedir a edificação do Reino de Deus. Embora Satanás atue no mundo por ódio contra Deus e seu Reino em Jesus Cristo, e embora a sua ação cause graves danos – de natureza espiritual e, indiretamente, até de natureza física – para cada homem e para a sociedade, esta ação é permitida pela Divina Providência, que com vigor e doçura dirige a história do homem e do mundo. A permissão divina da atividade diabólica é um grande mistério, mas “nós sabemos que Deus coopera em tudo  para o bem daqueles que o amam” (Rm 8,28).

§414 – Satanás ou o Diabo, bem como os demais demônios, são anjos decaídos por terem se recusado livremente a servir a Deus a seu desígnio. Sua opção contra Deus é definitiva. Eles tentam associar o homem à sua revolta contra Deus.
Prof. Felipe Aquino

Retirado de: Cléofas

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Auxílio dos Cristãos, rogai por nós!


Ó Maria, Virgem poderosa,
Tu, grande e ilustre defensora da Igreja.
Tu, Auxílio maravilhoso dos cristãos,
Tu, terrível como exército ordenado em batalha.
Tu, que, só, destruíste toda heresia em todo o mundo:
nas nossas angústias, nas nossas lutas, nas nossas aflições, 
defende-nos do inimigo; e na hora da morte,
acolhe a nossa alma no Paraíso. Amém.

domingo, 19 de maio de 2013

Homilia do Papa Francisco na Missa de Pentecostes


Amados irmãos e irmãs,

Neste dia, contemplamos e revivemos na liturgia a efusão do Espírito Santo realizada por Cristo ressuscitado sobre a sua Igreja; um evento de graça que encheu o Cenáculo de Jerusalém para se estender ao mundo inteiro.

Então que aconteceu naquele dia tão distante de nós e, ao mesmo tempo, tão perto que alcança o íntimo do nosso coração? São Lucas dá-nos a resposta na passagem dos Actos dos Apóstolos que ouvimos (2, 1-11). O evangelista leva-nos a Jerusalém, ao andar superior da casa onde se reuniram os Apóstolos. A primeira coisa que chama a nossa atenção é o rombo improviso que vem do céu, «comparável ao de forte rajada de vento», e enche a casa; depois, as «línguas à maneira de fogo» que se iam dividindo e pousavam sobre cada um dos Apóstolos. Rombo e línguas de fogo são sinais claros e concretos, que tocam os Apóstolos não só externamente mas também no seu íntimo: na mente e no coração. Em consequência, «todos ficaram cheios do Espírito Santo», que esparge seu dinamismo irresistível com efeitos surpreendentes: «começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes inspirava que se exprimissem». Abre-se então diante de nós um cenário totalmente inesperado: acorre uma grande multidão e fica muito admirada, porque cada qual ouve os Apóstolos a falarem na própria língua. É uma coisa nova, experimentada por todos e que nunca tinha sucedido antes: «Ouvimo-los falar nas nossas línguas». E de que falam? «Das grandes obras de Deus».

À luz deste texto dos Actos, quereria reflectir sobre três palavras relacionadas com a acção do Espírito: novidade, harmonia e missão.

1. A novidade causa sempre um pouco de medo, porque nos sentimos mais seguros se temos tudo sob controle, se somos nós a construir, programar, projectar a nossa vida de acordo com os nossos esquemas, as nossas seguranças, os nossos gostos. E isto verifica-se também quando se trata de Deus. Muitas vezes seguimo-Lo e acolhemo-Lo, mas até um certo ponto; sentimos dificuldade em abandonar-nos a Ele com plena confiança, deixando que o Espírito Santo seja a alma, o guia da nossa vida, em todas as decisões; temos medo que Deus nos faça seguir novas estradas, faça sair do nosso horizonte frequentemente limitado, fechado, egoísta, para nos abrir aos seus horizontes. Mas, em toda a história da salvação, quando Deus Se revela traz novidade - Deus traz sempre novidade -, transforma e pede para confiar totalmente n’Ele: Noé construiu uma arca, no meio da zombaria dos demais, e salva-se; Abraão deixa a sua terra, tendo na mão apenas uma promessa; Moisés enfrenta o poder do Faraó e guia o povo para a liberdade; os Apóstolos, antes temerosos e trancados no Cenáculo, saem corajosamente para anunciar o Evangelho. Não se trata de seguir a novidade pela novidade, a busca de coisas novas para se vencer o tédio, como sucede muitas vezes no nosso tempo. A novidade que Deus traz à nossa vida é verdadeiramente o que nos realiza, o que nos dá a verdadeira alegria, a verdadeira serenidade, porque Deus nos ama e quer apenas o nosso bem. Perguntemo-nos hoje a nós mesmos: Permanecemos abertos às «surpresas de Deus»? Ou fechamo-nos, com medo, à novidade do Espírito Santo? Mostramo-nos corajosos para seguir as novas estradas que a novidade de Deus nos oferece, ou pomo-nos à defesa fechando-nos em estruturas caducas que perderam a capacidade de acolhimento? Far-nos-á bem pormo-nos estas perguntas durante todo o dia.

2. Segundo pensamento: à primeira vista o Espírito Santo parece criar desordem na Igreja, porque traz a diversidade dos carismas, dos dons. Mas não; sob a sua acção, tudo isso é uma grande riqueza, porque o Espírito Santo é o Espírito de unidade, que não significa uniformidade, mas a recondução do todo à harmonia. Quem faz a harmonia na Igreja é o Espírito Santo. Um dos Padres da Igreja usa uma expressão de que gosto muito: o Espírito Santo «ipse harmonia est – Ele próprio é a harmonia». Só Ele pode suscitar a diversidade, a pluralidade, a multiplicidade e, ao mesmo tempo, realizar a unidade. Também aqui, quando somos nós a querer fazer a diversidade fechando-nos nos nossos particularismos, nos nossos exclusivismos, trazemos a divisão; e quando somos nós a querer fazer a unidade segundo os nossos desígnios humanos, acabamos por trazer a uniformidade, a homogeneização. Se, pelo contrário, nos deixamos guiar pelo Espírito, a riqueza, a variedade, a diversidade nunca dão origem ao conflito, porque Ele nos impele a viver a variedade na comunhão da Igreja. O caminhar juntos na Igreja, guiados pelos Pastores – que para isso têm um carisma e ministério especial – é sinal da acção do Espírito Santo; uma característica fundamental para cada cristão, cada comunidade, cada movimento é a eclesialidade. É a Igreja que me traz Cristo e me leva a Cristo; os caminhos paralelos são muito perigosos! Quando alguém se aventura ultrapassando (proagon) a doutrina e a Comunidade eclesial - diz o apóstolo João na sua Segunda Carta e deixa de permanecer nelas, não está unido ao Deus de Jesus Cristo (cf. 2 Jo 9). Por isso perguntemo-nos: Estou aberto à harmonia do Espírito Santo, superando todo o exclusivismo? Deixo-me guiar por Ele, vivendo na Igreja e com a Igreja?

3. O último ponto. Diziam os teólogos antigos: a alma é uma espécie de barca à vela; o Espírito Santo é o vento que sopra na vela, impelindo-a para a frente; os impulsos e incentivos do vento são os dons do Espírito. Sem o seu incentivo, sem a sua graça, não vamos para a frente. O Espírito Santo faz-nos entrar no mistério do Deus vivo e salva-nos do perigo de uma Igreja gnóstica e de uma Igreja narcisista, fechada no seu recinto; impele-nos a abrir as portas e sair para anunciar e testemunhar a vida boa do Evangelho, para comunicar a alegria da fé, do encontro com Cristo. O Espírito Santo é a alma da missão. O sucedido em Jerusalém, há quase dois mil anos, não é um facto distante de nós, mas um facto que nos alcança e se torna experiência viva em cada um de nós. O Pentecostes do Cenáculo de Jerusalém é o início, um início que se prolonga. O Espírito Santo é o dom por excelência de Cristo ressuscitado aos seus Apóstolos, mas Ele quer que chegue a todos. Como ouvimos no Evangelho, Jesus diz: «Eu apelarei ao Pai e Ele vos dará outro Paráclito para que esteja sempre convosco» (Jo 14, 16). É o Espírito Paráclito, o «Consolador», que dá a coragem de levar o Evangelho pelas estradas do mundo! O Espírito Santo ergue o nosso olhar para o horizonte e impele-nos para as periferias da existência a fim de anunciar a vida de Jesus Cristo. Perguntemo-nos, se tendemos a fechar-nos em nós mesmos, no nosso grupo, ou se deixamos que o Espírito Santo nos abra à missão. Recordemos hoje estas três palavras: novidade, harmonia, missão.

A liturgia de hoje é uma grande súplica, que a Igreja com Jesus eleva ao Pai, para que renove a efusão do Espírito Santo. Cada um de nós, cada grupo, cada movimento, na harmonia da Igreja, se dirija ao Pai pedindo este dom. Também hoje, como no dia do seu nascimento, a Igreja invoca juntamente com Maria: «Veni Sancte Spiritus… – Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor»! Amen.

sábado, 18 de maio de 2013

Lisboa tem novo Patriarca


Cidade do Vaticano (RV) - O Santo Padre aceitou a renúncia ao governo pastoral do Patriarcado de Lisboa (Portugal), apresentada pelo Cardeal José da Cruz Policarpo, em conformidade ao Can. 401 §1 do Código de Direito Canônico.

O Papa nomeou como novo Patriarca Dom Manuel José Macário do Nascimento Clemente, transferindo-o da Diocese de Porto. 

Dom Clemente nasceu em Torres Vedras, Patriarcado de Lisboa, em 16 de julho de 1948.

Recebeu a ordenação episcopal em 22 de janeiro de 2000 e em 2007 foi nomeado Bispo da Diocese de Porto. 

Atualmente, é Vice-Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa e desde 2012 é Membro do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais. 

Fonte: Rádio Vaticano

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Ter o Papa Francisco como confessor "é experimentar o abraço de Deus"



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ROMA, 16 Mai. 13 / 11:13 am (ACI/EWTN Noticias).- O Padre Guillermo Ortiz é o responsável pelos programas em espanhol da Rádio Vaticano, nasceu em Córdoba, Argentina, e foi filho espiritual do Papa Francisco por muitos anos. Recebeu o Sacramento da Penitência das mãos do Pontífice em várias ocasiões, e assegura que confessar-se com ele "é experimentar a misericórdia de Deus".

Em uma entrevista concedida em Roma ao Grupo ACI, o Pe. Ortiz disse que confessar-se com o Papa "é experimentar a misericórdia de Deus, o abraço de Deus, o perdão que realmente nos ajuda a estar mais perto de Deus".

O Pe. Ortiz conhece o papa Francisco desde 1977. Nesse então, o sacerdote Jorge María Bergoglio, era o superior provincial da Companhia de Jesus na Argentina. Ele foi quem deu ao Pe. Ortiz a permissão para formar parte dos jesuítas.

Em 1978 o Padre Bergoglio passou a ser o Reitor do Colégio Máximo dos jesuítas, converteu-se em seu formador, e mais tarde se converteu no pároco da igreja onde o Pe. Ortiz se formou como sacerdote e viveu o noviciado.

"Essa foi outra graça de Deus muito grande… tê-lo, então, como formador e como diretor espiritual, como confessor várias vezes, como pároco foi uma experiência muito linda", assegurou.

O Pe. Ortiz conta que quando o Cardeal Bergoglio foi eleito como Pontífice no dia 13 de abril deste ano, quase não podia acreditar: "Eu tinha que fazer a crônica do momento, estava na Praça de São Pedro, vi a fumaça branca sair pela chaminé do Vaticano e corri ao estudio. Quando vi aparecer ao Cardeal Bergoglio me bloqueei, não podia mais pensar… e até o dia de hoje me emociona, porque é uma pessoa que faz me sentir Jesus, que transparece Jesus, e que necessitamos como Papa neste momento", assinalou.

"Tinha falado com ele no sábado anterior porque queria cumprimentá-lo e fiquei muito impressionado, com a sua palavra, com o seu humor, sua serenidade, sua perseverança no ânimo… Eu não pensava que ele fosse ser eleito porque se falava de alguém mais jovem, mas de qualquer maneira sempre foi o candidato do meu coração".

O sacerdote jesuíta explica que para a Rádio Vaticano, mais conhecida como "a rádio do Papa", "é muito curioso e especial ter um Papa jesuíta".

Desde ano 1931, a Companhia de Jesus dirigiu a rádio, e agora "o Papa é jesuíta", assim "é mais fácil compreender o que faz e o que diz, porque nós já sabemos que está impregnado da cristandade da Companhia de Jesus. É muito lindo, porque ao final, de algum jeito, o trabalho que fazemos fica emfamília", concluiu.

Até o momento o Pe. Ortiz manteve vários encontros com o Papa depois de sua eleição, a primeira ocasião foi durante o encontro que o pontífice quis ter com milhares de jornalistas que foram a Roma para cobrir o Conclave.

sábado, 4 de maio de 2013

O que Deus fazia antes de criar o mundo?


Perguntam-me: "o que fazia Deus antes de criar o Céu e a Terra?", respondo-lhes: Nada.[1]
Essa perturbadora afirmação de Santo Agostinho em suas Confissões só é bem entendida se lida no contexto geral de sua obra, mas nos dá uma grande pista de como entender um pouco melhor o insondável mistério da Santíssima Trindade.
Santo Agostinho complementa: "Meu Deus, que sois o Criador de tudo, o que foi criado. Se pelo nome de "céu e terra" se compreendem todas as criaturas, não temo afirmar que antes de criardes o céu e a terra não fazíeis coisa alguma. Pois se tivésseis feito alguma coisa, que poderia ser senão criatura vossa?" [2]
Para se fazer algo é preciso de uma matéria e um tempo, a matéria inicial é mutável pois passa de um estágio anterior para um posterior e o processo leva um certo tempo, essa mutabilidade e temporalidade não pode ser aplicada a Deus porque ele é imutável e eterno, Deus não tem passado ou futuro, ele simplesmente É, "Eu Sou Aquele É" (Ex. 3,14), por isso o verbo fazer não pode ser aplicado a Deus na questão da criação, por isso Ele não "fazia" nada, Deus criou o Universo sem precisar de uma matéria inicial, pois ele pode criar qualquer coisa do nada, ex-nihilo.
Passada a introdução, onde isso se encaixa com o mistério da Trindade? É evidente que existimos e que não existimos por nós mesmos, que não podemos criar nada, logo, é por infinita bondade de Deus que existimos. Deus nos criou, mas nos criou no tempo, pois só Ele é eterno, e a criatura não poderia ser co-eterna, mas Deus por ser imutável e puro Amor, dá-Se por inteiro, e Ele quiz que participássemos de Sua eternidade, quiz nos tirar de uma situação ruim para a glória absoluta, e o ato de tirar de uma situação ruim para uma boa é salvar. Sendo livre, Deus também nos criou livres para querer ou não a salvação, e nos deixou formas para sermos atraídos a Ele, pelo nosso intelecto e nossa vontade, que são as qualidades que nos separam dos animais irracionais, sendo Deus o Santo dos Santos ele nos atrai nos santificando, ele nos inspira desejos de verdade, beleza e bondade pois Ele é a Verdade Absoluta, a Suma Beleza e o Sumo Bem, "Meu coração anda inquieto enquanto não repousa em Ti".[3]
Resumindo então, Deus cria pra salvar e salva santificando, vemos aí um pouco melhor, o insondável mistério da Trindade: Deus Pai Criador, Deus Filho Salvador e Deus Espírito Santo Santificador.
A melhor definição de amor que já ouvi é de nosso Santo Padre, o Papa Bento XVl: "Amor é dar aos outros o que é seu".[4]
E nessa frase vemos o infinito Amor de Deus, Ele nos deu algo que só ele tem por si mesmo, a existência.


Referências
[1], [2] e [3] Confissões, Santo Agostinho.

[4] Encíclica Caritatas in Veritate, Papa Bento XVl

Fonte: Blog Mater Dei

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Carta do Prelado do Opus Dei para o mês de Maio

Caríssimos: que Jesus guarde as minhas filhas e os meus filhos!

Mês de maio: um tempo rico em festas litúrgicas e em aniversários da Obra. Desejamos percorrê-lo conduzidos pela mão da Virgem, nossa Mãe, que nos leva sempre ao seu Filho e, com Ele e por Ele, ao Espírito Santo e a Deus Pai. Desde agora, pedimos a Nossa Senhora que nos acompanhe muito de perto, que nos obtenha sempre graças abundantes para sermos dóceis ao Paráclito – como Ela o foi – e assim nos parecermos mais e mais com o seu Filho Jesus.

Nas semanas decorridas desde a eleição do Papa Francisco, pudemos contemplar os afãs de renovação interior que se produziram em tanta gente, porque são muitas as pessoas que manifestaram publicamente a necessidade de se aproximarem de novo ou com mais frequência do sacramento da Penitência. Agradeçamos ao Senhor estes dons cuidando, em primeiro lugar, de aproveitá-los a fundo pessoalmente, ao mesmo tempo que nos esforçamos por ajudar os nossos parentes, amigos, colegas de trabalho ou de estudo, a decidir-se a empreender diariamente – como nós mesmos temos que fazer – uma vida plenamente coerente com a fé que professamos.

Continuando com a exposição dos artigos do Credo, aprofundemos no mistério da Ascensão do Senhor. Cremos, com efeito, que Jesus Cristo, depois de ressuscitado, subiu ao céu e está sentado à direita de Deus Pai [1]. Esta solenidade, que celebraremos neste mês – na quinta-feira dia 9 ou, nos países em que foi transferida para o domingo seguinte, no dia 12 –, deve constituir para todos uma ocasião de recordar o ditoso fim a que fomos chamados. Esta verdade lembra-nos um fato histórico e, ao mesmo tempo, um acontecimento de salvação. Como fato histórico, a Ascensão “marca a entrada definitiva da humanidade de Jesus no domínio celestial de Deus, de onde há de voltar, mas que, entrementes, o oculta aos olhos dos homens” [2]. Agora está presente na Eucaristia, de modo sacramental; mas, no seu ser natural, está somente no Céu, de onde virá no fim dos tempos, cheio de glória e majestade, para julgar todos os homens.

O evangelista que relata com mais pormenor este acontecimento é São Lucas. No começo dos Atos do Apóstolos, escreve que o Senhor, depois da sua Paixão, apresentou-se vivo diante deles [diante dos Apóstolos e de outros discípulos], com muitas provas, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando-lhes das coisas do reino de Deus [3]. Também narra que, em uma das aparições aos Apóstolos, o Senhor lhes abriu o entendimento para que compreendessem as Escrituras. E disse-lhes: “Assim está escrito: que era necessário que Cristo padecesse, mas que ressurgisse dentre os mortos ao terceiro dia, e que em seu nome se pregasse a penitência e a remissão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sois as testemunhas de tudo isto” [4].

São Josemaria considerou muitas vezes estas cenas, nas reuniões familiares que costumava ter com numerosas pessoas. Numa ocasião, por exemplo, convidava os que o escutavam a pensar no Senhor depois da Ressurreição, quando falava de muitas coisas, de tudo o que os seus discípulos lhes perguntavam. Aqui imitamo-lo agora um pouquinho, porque vós e eu somos discípulos do Senhor e queremos trocar impressões [5]. E em outro momento, acrescentava: Falava-lhes como nós falamos agora aqui: a mesma coisa! Isso é a contemplação: trato com Deus. E a contemplação e o trato com Deus levam-nos ao zelo pelas almas, à fome de trazer Cristo aos que se afastaram [6].

Mas voltemos ao momento da Ascensão, quando Jesus os levou até perto de Betânia e, levantando as mãos, os abençoou. E, enquanto os abençoava, separou-se deles e começou a elevar-se ao céu [7]. Numa das últimas audiências, refletindo sobre este mistério, o Papa Francisco perguntava-se: Qual é o significado deste acontecimento? Quais são as suas consequências para a nossa vida? Que significa contemplar Jesus sentado à direita do Pai? [8].

O Senhor subiu ao Céu como Cabeça da Igreja: deixou-nos para preparar-nos um lugar, como tinha prometido [9]. “Precede-nos no Reino glorioso do Pai para que nós, membros do seu corpo, vivamos na esperança de estarmos um dia eternamente com Ele” [10]. No entanto, para entrarmos com Cristo na glória, é necessário que sigamos os seus passos. O Papa faz notar que, enquanto sobe a Jerusalém para a sua última Páscoa – em que ia consumar o sacrifício redentor –, Jesus vê já a sua meta, o Céu, mas sabe com certeza que o caminho que o devolve à glória do Pai passa pela Cruz, pela obediência ao desígnio divino de amor à humanidade (...). Também nós devemos ter bem presente na nossa vida cristã que entrar na glória de Deus exige a fidelidade diária à sua vontade, mesmo quando esta requer sacrifício; quando, em certas ocasiões, requer que mudemos os nossos planos [11]. Não esqueçamos, filhas e filhos meus, que não há cristianismo sem Cruz, não há verdadeiro amor sem sacrifício, e procuremos conformar a nossa vida diária com esta realidade gozosa. Porque significa darmos os mesmos passos que o Mestre seguiu, Ele que é o Caminho, a Verdade e a Vida [12].

Por isso, a grande festa da Ascensão convida-nos a examinar como deve concretizar-se a nossa adesão à vontade divina: sem rêmoras, sem laços que nos atem ao nosso eu, com a determinação plena, renovada em cada dia, de procurar, aceitar e amar com todas as nossas forças essa vontade. O Senhor não nos oculta que a obediência rendida à vontade de Deus exige renúncia e entrega, porque o amor não reclama direitos: quer servir. Ele percorreu primeiro o caminho. Jesus: como foi que obedeceste? Usque ad mortem, mortem autem crucis (Fil 21, 8), até à morte, e morte de Cruz. Temos que sair de nós mesmos, complicar a vida, perdê-la por amor de Deus e das almas [13].

A Sagrada Escritura conta que, depois da Ascensão, os Apóstolos regressaram a Jerusalém com grande alegria. E estavam continuamente no templo bendizendo a Deus [14]. Uns dias antes, quando Jesus lhes anunciara que perderiam a sua presença sensível, tinham-se enchido de tristeza [15]; agora, porém, mostram-se cheios de alegria. Como se explica esta mudança? É que, com os olhos da fé, mesmo antes da chegada visível do Espírito Santo, compreendem que Jesus, embora se subtraia à sua vista, permanece sempre com eles, não os abandona e, na glória do Pai, os sustém, os guia e intercede por eles [16].

Sabemos pela fé que também agora Jesus Cristo continua junto de nós e em nós, mediante a graça, com o Pai e o Espírito Santo, e na Sagrada Eucaristia. Ele é o nosso apoio e a nossa fortaleza, o irmão mais velho, o amigo mais íntimo, que nunca nos abandona, especialmente nos momentos de tribulação ou de luta. Segundo afirma São João na sua primeira Carta, Ele é o nosso advogado: como é bonito ouvir isto! Quando uma pessoa é citada pelo juiz ou entra num pleito, a primeira coisa que faz é procurar um advogado para que o defenda. Nós temos um que nos defende sempre, que nos defende das ciladas do demônio, nos defende de nós mesmos, dos nossos pecados! (...). Não temamos ir a Ele para pedir-lhe perdão, pedir-lhe benção, pedir-lhe misericórdia! [17] Esforçamo-nos por agir na presença de Deus, aconteça o que acontecer? Sabemos acolher as suas disposições? Com que intensidade o invocamos?

A certeza de que o Mestre nos acompanha constitui outra consequência do fato da Ascensão, que nos cumula de paz e alegria. Uma alegria e uma paz que necessariamente temos de comunicar aos outros, a todas as pessoas que passam por nós e especialmente aos que – talvez sem se aperceberem muito disso – sofrem por causa do seu afastamento de Deus. Como recalcava São Josemaria ao escrever sobre esta festa, temos uma grande tarefa à nossa frente. Não é possível permanecermos passivos, porque o Senhor nos declarou expressamente: Negociai até que eu volte (Lc 19, 13). Enquanto esperamos o regresso do Senhor, que voltará para tomar posse plena do seu Reino, não podemos ficar de braços cruzados. A propagação do Reino de Deus não é apenas tarefa oficial dos membros da Igreja que representam Cristo por terem recebido dEle os poderes sagrados. Vos autem estis corpus Christi (1 Cor 12, 27): vós também sois corpo de Cristo – frisa o Apóstolo –, com o mandato específico de negociar até o fim [18].

Este mês, dedicado em muitos países a Maria, tem sido sempre na Obra um tempo especialmente apostólico. O nosso Padre ensinou-nos a ir em romaria a uma ermida ou igreja dedicada à Virgem, se possível em companhia de algum dos nossos amigos ou colegas. Todos temos a experiência de que, ao regressarmos depois à vida normal – ao trabalho, à família –, notamos uma força interior nova, que a nossa Mãe nos consegue para nos encaminharmos ou reencaminharmos rumo ao seu Filho Jesus. Vem-me à memória a primeira romaria do nosso Padre a um santuário mariano – a Sonsoles, em Ávila: amanhã será um novo aniversário – e a inesquecível novena a Nossa Senhora de Guadalupe do ano de 1970, em que rezou com tanta fé pela Igreja, pelo Papa e pelo Opus Dei. Sugiro-vos que façamos a Romaria de maio deste ano muito unidos a essas intenções que o nosso Fundador continua a ter no Céu.

Na segunda quinzena deste mês, no dia 19, a liturgia apresenta-nos a solenidade de Pentecostes, e, no domingo seguinte, a festa da Santíssima Trindade. O Paráclito – agora como na época apostólica e sempre na vida da Igreja – é quem fortalece os cristãos e lhes comunica valentia para anunciar Jesus por toda a parte. Meditai no que aconteceu após a morte de Estevão, o primeiro mártir. Naquele dia – dizem concisamente os Atos dos Apóstolos – irrompeu uma grande perseguição contra a igreja de Jerusalém, e todos, exceto os Apóstolos, se dispersaram pelas regiões da Judeia e da Samaria [19]. Aquela perseguição, em vez de coibir o crescimento da Igreja, trouxe como consequência a sua expansão para além dos confins de Jerusalém; arraigou em novos lugares, em novas gentes, mesmo em pessoas que não pertenciam ao povo de Israel, como eram os samaritanos. Coisa idêntica aconteceu com São Paulo durante as suas viagens apostólicas.

Ao considerarmos estes fatos, recordados nas leituras do tempo pascal, deveríamos em boa lógica perguntar-nos: Dou testemunho da minha fé em Cristo? Peço a Deus que me aumente esta virtude teologal, juntamente com a esperança e a caridade, especialmente neste Ano da fé? Ajuda-me a ser audaz a consideração de que Jesus ressuscitado caminha junto de mim por todas as sendas da minha vida corrente? Vou com frequência ao Sacrário para pedir ao Senhor uma maior piedade no meu trato com Ele e com a sua Santíssima Mãe? Escutemos as perguntas que nos faz o Papa Francisco: Tu e eu, adoramos o Senhor? Vamos a Deus somente para pedir, para agradecer, ou dirigimo-nos a Ele também para adorá-lo? (...). Adorar o Senhor quer dizer dar-lhe o lugar que lhe corresponde; adorar o Senhor quer dizer afirmar, crer – mas não apenas com palavras – que só Ele guia verdadeiramente a nossa vida [20].

No mês passado, fui ao Líbano numa viagem rápida. Como sempre, contei com a vossa ajuda para impulsionar o trabalho apostólico dos fiéis da Prelazia nesse querido país, encruzilhada do Oriente Médio. Acompanhado por todas e por todos, rezei diante de Nossa Senhora do Líbano, no santuário de Harissa, pedindo especialmente pela paz em toda aquela região e no resto do mundo. Não desistamos de recorrer a Santa Maria em todas as necessidades da Igreja e da sociedade. É a atitude que a nossa Mãe nos ensina na festa da Visitação, no último dia do mês: fomentar em todos os momentos a disposição de servir os outros nas diversas circunstâncias que se apresentem, com Maria serviu a sua prima Isabel.

Apresentai a Nossa Senhora as minhas intenções: não há nada de egoísmo neste pedido, porque – entre muitas outras – inclui-se nessas intenções o pedido pela vossa fidelidade quotidiana, traçada com alegria, com perseverança, com fome de santidade pessoal e de zelo apostólico. Suplicai à Mãe da Igreja que obtenha da Trindade Santíssima, para a Igreja inteira e para esta partezinha da Igreja que é a Prelazia, muitos sacerdotes, plenamente entregues ao seu ministério. Rezai de modos especial pelos novos presbíteros da Obra, que receberão a ordenação sacerdotal no próximo dia 4, para que sejam – como o nosso Padre desejava – santos, doutos, alegres e esportistas no terreno sobrenatural.

Com todo o afeto, abençoa-vos

                                                               o vosso Padre

                                                               +Javier

Roma, 1 de maio de 2013

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