O Vaticano desmentiu as afirmações de um vaticanista italiano sobre o fato de que um de seus dicastérios se dedicaria a uma interpretação mais estrita das mudanças litúrgicas do Concílio Vaticano II.
O vaticanista italiano do jornal Il Giornale, Andrea Tornielli -que costuma estar bem informado sobre os acontecimentos da Santa Sé mas que esta vez foi refutado parcialmente- assinalou em sua coluna de 9 de fevereiro que o Papa Bento XVI modificaria logo algumas das responsabilidades da Congregação vaticana para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.
Segundo Tornielli, esta modificação, que viria contida em um motu proprio, faria possível que este dicastério promova uma liturgia "mais fiel às intenções originais do Vaticano II" deixando "menos espaço para mudanças arbitrárias" e pondo mais ênfase na sacralidade da Missa.
O documento, escreveu o vaticanista, teria como principal função mudar a jurisdição dos casos de matrimônios não consumados, quer dizer, onde ainda não houve relações sexuais entre os cônjuges, para que sejam vistos pelo tribunal da Rota Romana.
Tornielli explicou que perto de 500 casos são vistos a cada ano: a maioria deles da Ásia, onde os matrimônios arranjados são comuns. No Ocidente, os casos provêm de casais psicologicamente incapazes de cumprir o ato conjugal.
Sem essa carga, destacou, a congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos seria responsável exclusivamente de questões litúrgicas.
O vaticanista assinalou também que o motu proprio "poderia mencionar o 'novo movimento litúrgico'" ao qual o atual prefeito da Congregação, o Cardeal Antonio Cañizares, referiu-se em dezembro em uma entrevista com o jornal italiano Il Giornale. Nela o purpurado disse que as reformas litúrgicas se realizaram apressadamente após o Vaticano II e que "é necessário e urgente" voltar revisá-las.
Nesse caso, o que aconteceria é uma volta aos ensinos do Concílio Vaticano II para empreender "uma reforma da reforma", assinala Tornielli.
A Congregação assumiria assim este "novo movimento litúrgico" como parte de suas funções, explicou. Também indicou que uma nova seção deste dicastério seria criada para dedicar-se à arte e a música sacra.
O artigo de Tornielli gerou uma resposta do Vaticano poucas horas depois de publicado.
O porta-voz da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, confirmou que a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos esteve estudando a possibilidade de um "motu proprio" para transferir os casos de matrimônios não consumados à Rota Romana.
Entretanto, o sacerdote precisou que "não existe fundamentos ou razões para ver nisto uma intenção de promover um controle 'restritivo' por parte da congregação sobre a promoção da renovação litúrgica desejada pelo Concílio Vaticano II".
De: ACI Digital
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sábado, 12 de fevereiro de 2011
Catecismo Resumido da Doutrina Católica
Postado por
Caio Vinícius
LIÇÃO XIV
DA CONFISSÃO
1. Que é preciso para receber dignamente o sacramento da Penitência?
Cinco coisas: exame de consciência, ato de contrição, propósito, confissão e satisfação.
2. Que é o exame de consciência?
É uma indagação cuidadosa e exata de todos os nossos pecados.
3. Que é a contrição?
É uma verdadeira dor de ter ofendido a Deus.
4. Que é propósito?
É a firme resolução de nunca mais pecar.
5. Que é a confissão?
É a acusação de nossos pecados, feita a um sacerdote aprovado, para recebermos dele a absolvição.
6. Que é a satisfação?
É a reparação devida a Deus por causa dos nossos pecados, feita mediante a penitência imposta pelo confessor.
7. Quando se deve cumprir a penitência?
Logo que for possível.
8. Podem-se contar as coisas ditas ou ouvidas no confessionário?
Não se devem contar a ninguém.
9. Seria bem feita a confissão em que o penitente ocultasse um pecado mortal por sua culpa?
Não; seria uma confissão nula e sacrílega.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós!
Postado por
Caio Vinícius
Foi no ano de 1858 que a Virgem Santíssima apareceu, nas cercanias de Lourdes, França, na gruta Massabielle, a uma jovem chamada Santa Marie-Bernard Soubirous ou Santa Bernadete. Essa santa deixou por escrito um testemunho que entrou para o ofício das leituras do dia de hoje.
“Certo dia, fui com duas meninas às margens do Rio Gave buscar lenha. Ouvi um barulho, voltei-me para o prado, mas não vi movimento nas árvores. Levantei a cabeça e olhei para a gruta. Vi, então, uma senhora vestida de branco; tinha um vestido alvo com uma faixa azul celeste na cintura e uma rosa de ouro em cada pé, da cor do rosário que trazia com ela. Somente na terceira vez, a Senhora me falou e perguntou-me se eu queria voltar ali durante quinze dias. Durante quinze dias lá voltei e a Senhora apareceu-me todos os dias, com exceção de uma segunda e uma sexta-feira. Repetiu-me, vária vezes, que dissesse aos sacerdotes para construir, ali, uma capela. Ela mandava que fosse à fonte para lavar-me e que rezasse pela conversão dos pecadores. Muitas e muitas vezes perguntei-lhe quem era, mas ela apenas sorria com bondade. Finalmente, com braços e olhos erguidos para o céu, disse-me que era a Imaculada Conceição”.
Maria, a intercessora, modelo da Igreja, imaculada, concebida sem pecado, e, em virtude dos méritos de Cristo Jesus, Nossa Senhora, nessa aparição, pediu o essencial para a nossa felicidade: a conversão para os pecadores. Ela pediu que rezássemos pela conversão deles com oração, conversão, penitência.
Isso aconteceu após 4 anos da proclamação do Dogma da Imaculada Conceição. Deus quis e Sua Providência Santíssima também demonstrou, dessa forma, a infalibilidade da Igreja. Que chancela do céu essa aparição da Virgem Maria em Lourdes. E os sinais, os milagres que aconteceram e continuam a acontecer naquele local.
Lá, onde as multidões afluem, o clero e vários Papas lá estiveram. Agora, temos a graça de ter o Papa Bento XVI para nos alertar sobre este chamado.
“Certo dia, fui com duas meninas às margens do Rio Gave buscar lenha. Ouvi um barulho, voltei-me para o prado, mas não vi movimento nas árvores. Levantei a cabeça e olhei para a gruta. Vi, então, uma senhora vestida de branco; tinha um vestido alvo com uma faixa azul celeste na cintura e uma rosa de ouro em cada pé, da cor do rosário que trazia com ela. Somente na terceira vez, a Senhora me falou e perguntou-me se eu queria voltar ali durante quinze dias. Durante quinze dias lá voltei e a Senhora apareceu-me todos os dias, com exceção de uma segunda e uma sexta-feira. Repetiu-me, vária vezes, que dissesse aos sacerdotes para construir, ali, uma capela. Ela mandava que fosse à fonte para lavar-me e que rezasse pela conversão dos pecadores. Muitas e muitas vezes perguntei-lhe quem era, mas ela apenas sorria com bondade. Finalmente, com braços e olhos erguidos para o céu, disse-me que era a Imaculada Conceição”.
Maria, a intercessora, modelo da Igreja, imaculada, concebida sem pecado, e, em virtude dos méritos de Cristo Jesus, Nossa Senhora, nessa aparição, pediu o essencial para a nossa felicidade: a conversão para os pecadores. Ela pediu que rezássemos pela conversão deles com oração, conversão, penitência.
Isso aconteceu após 4 anos da proclamação do Dogma da Imaculada Conceição. Deus quis e Sua Providência Santíssima também demonstrou, dessa forma, a infalibilidade da Igreja. Que chancela do céu essa aparição da Virgem Maria em Lourdes. E os sinais, os milagres que aconteceram e continuam a acontecer naquele local.
Lá, onde as multidões afluem, o clero e vários Papas lá estiveram. Agora, temos a graça de ter o Papa Bento XVI para nos alertar sobre este chamado.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Novo "motu proprio" sobre a Congregação para o Culto Divino
Postado por
Caio Vinícius
Será publicado nas próximas semanas um documento de Bento XVI que reorganiza as competências da Congregação para o Culto Divino, confiando-lhe a função de promover uma liturgia mais fiel às intenções originárias do Concílio Vaticano II, com menos espaços para mudanças arbitrárias e a fim de recuperar uma dimensão de maior sacralidade.
O documento, que terá a forma de um motu proprio, é fruto de uma longa gestação - foi revisto pelo Pontifício Conselho para a Interpretação dos Textos Legislativos e pelos ofícios da Secretaria de Estado - e é motivado principalmente pela transferência de competência sobre causas matrimoniais para a Rota Romana. Trata-se das chamadas causas do "rato mas não consumado", isto é, que dizem respeito ao matrimônio realizado na igreja mas não consumado pela falta de união carnal dos dois esposos. São cerca de quinhentos casos por ano e dizem respeito sobretudo a alguns países asiáticos onde ainda existem os matrimônios combinados com mocinhas em idade muito tenra, mas também a países ocidentais para aqueles casos de impotência psicológica para cumprir o ato conjugal.
Perdendo esta seção, que passará à Rota, a Congregação para o Culto Divino, de fato, não se ocupará mais dos sacramentos e manterá apenas a competência em matéria litúrgica. Segundo algumas autorizadas indiscrições, uma passagem do motu proprio de Bento XVI poderia citar explicitamente aquele "novo movimento litúrgico" do qual falou recentemente o Cardeal Antonio Cañizares Llovera, intervindo durante o consistório de novembro passado.
Ao Giornale, em uma entrevista publicada nas véspera do Natal passado, Cañizares havia dito: "A reforma litúrgica foi realizada com muita pressa. Havia ótimas intenções e o desejo de aplicar o Vaticano II. Mas houve precipitação... A renovação litúrgica foi vista como uma pesquisa de laboratório, fruto da imaginação e da criatividade, a palavra mágica de então". O cardeal, que não era parcial ao falar de "reforma da reforma", havia acrescentado: "O que vejo absolutamente necessário e urgente, segundo o que deseja o Papa, é dar vida a um novo, claro e vigoroso movimento litúrgico em toda a Igreja", para pôr fim a "deformações arbitrárias" e ao processo de "secularização que desafortunadamente atinge até o íntimo da Igreja".
É sabido que Ratzinger tenha desejado introduzir nas liturgias papais gestos significativos e exemplares: a cruz no centro do altar, a comunhão de joelhos, o canto gregoriano, o espaço para o silêncio. Sabe-se quanto considera a beleza na arte sacra e quanto considera importante promover a adoração eucarística. A Congregação para o Culto Divino - que alguns gostariam de rebatizar como da sagrada liturgia ou da divina liturgia - deverá pois ocupar deste novo movimento litúrgico, inclusive com a inauguração de uma nova seção do dicastério dedicada à arte e à música sacra.
Fonte: Blog de Andrea Tornielli
Tradução: OBLATVS
O documento, que terá a forma de um motu proprio, é fruto de uma longa gestação - foi revisto pelo Pontifício Conselho para a Interpretação dos Textos Legislativos e pelos ofícios da Secretaria de Estado - e é motivado principalmente pela transferência de competência sobre causas matrimoniais para a Rota Romana. Trata-se das chamadas causas do "rato mas não consumado", isto é, que dizem respeito ao matrimônio realizado na igreja mas não consumado pela falta de união carnal dos dois esposos. São cerca de quinhentos casos por ano e dizem respeito sobretudo a alguns países asiáticos onde ainda existem os matrimônios combinados com mocinhas em idade muito tenra, mas também a países ocidentais para aqueles casos de impotência psicológica para cumprir o ato conjugal.
Perdendo esta seção, que passará à Rota, a Congregação para o Culto Divino, de fato, não se ocupará mais dos sacramentos e manterá apenas a competência em matéria litúrgica. Segundo algumas autorizadas indiscrições, uma passagem do motu proprio de Bento XVI poderia citar explicitamente aquele "novo movimento litúrgico" do qual falou recentemente o Cardeal Antonio Cañizares Llovera, intervindo durante o consistório de novembro passado.
Ao Giornale, em uma entrevista publicada nas véspera do Natal passado, Cañizares havia dito: "A reforma litúrgica foi realizada com muita pressa. Havia ótimas intenções e o desejo de aplicar o Vaticano II. Mas houve precipitação... A renovação litúrgica foi vista como uma pesquisa de laboratório, fruto da imaginação e da criatividade, a palavra mágica de então". O cardeal, que não era parcial ao falar de "reforma da reforma", havia acrescentado: "O que vejo absolutamente necessário e urgente, segundo o que deseja o Papa, é dar vida a um novo, claro e vigoroso movimento litúrgico em toda a Igreja", para pôr fim a "deformações arbitrárias" e ao processo de "secularização que desafortunadamente atinge até o íntimo da Igreja".
É sabido que Ratzinger tenha desejado introduzir nas liturgias papais gestos significativos e exemplares: a cruz no centro do altar, a comunhão de joelhos, o canto gregoriano, o espaço para o silêncio. Sabe-se quanto considera a beleza na arte sacra e quanto considera importante promover a adoração eucarística. A Congregação para o Culto Divino - que alguns gostariam de rebatizar como da sagrada liturgia ou da divina liturgia - deverá pois ocupar deste novo movimento litúrgico, inclusive com a inauguração de uma nova seção do dicastério dedicada à arte e à música sacra.
Fonte: Blog de Andrea Tornielli
Tradução: OBLATVS
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Cardeal Brandmüller celebra Missa Pontifical
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Caio Vinícius
Um dos recentes cardeais criados pelo Papa Bento XVI, Sua Eminência o Cardeal Walter Brandmüller, Presidente Emérito do Comitê Pontificio de Ciências Históricas, celebrou Santa Missa Pontifical com a Forma Extraordinária do Rito Romano, no passado 6 de fevereiro, no Santuário da Virgem Dolorosa, em Campocavallo, Osimo, Itália.
Fotos de: Messa in Latino
Texto: Una Voce Málaga
Fotos de: Messa in Latino
Texto: Una Voce Málaga
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
sábado, 5 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Bento XVI: justiça é indispensável para a comunhão
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Caio Vinícius
Zenit
O Papa Bento XVI disse hoje, ao receber os membros do Tribunal da Assinatura Apostólica, que os fiéis têm direito a uma justiça rápida, eficaz e simples na Igreja, pois não pode haver caridade nem comunhão sem justiça.
O Papa quis a receber os membros do mais alto tribunal da Igreja, pela primeira vez desde a promulgação da Lex propia deste organismo, em 21 de junho de 2008.
A Assinatura Apostólica foi fundada no século XIII e São Pio X fez dela o tribunal supremo da Igreja no início do século XX. Ela cuida dos recursos diante das decisões da Rota Romana, bem como dos recursos de cunho contencioso-administrativo em última instância.
Outra das suas missões é acompanhar a administração da justiça por parte dos tribunais eclesiásticos locais, assim como a resolução de conflitos entre eles.
Nesses casos, disse que é necessário "garantir, no pleno respeito do direito canônico, a presença no território dos tribunais eclesiásticos, seu caráter pastoral, sua atividade correta e rápida".
"É uma obrigação grave tornar a estrutura institucional da Igreja nos tribunais cada vez mais acessível aos fiéis," adaptando-a "às justas exigências de rapidez e simplicidade às quais os fiéis têm direito no tratamento de suas causas", afirmou.
Outra missão do Tribunal de Justiça é garantir que as decisões dos tribunais locais e da Rota sejam coerentes com a doutrina e entre si, especialmente em casos de nulidade.
Nesse sentido, o Papa convidou os presentes a refletirem "sobre a reta jurisprudência que deve ser proposta aos tribunais locais em matéria de error iuris como motivo de nulidade matrimonial".
Caridade e justiça
O terceiro campo de ação da Assinatura, recordou o Papa, é a resolução de processos administrativos instaurados pelos fiéis contra as instituições da Igreja, uma tarefa confiada a este tribunal por Paulo VI.
"Embora seja verdade que a injustiça deve ser enfrentada, primeiro com as armas espirituais da oração, caridade, perdão e penitência, não se pode excluir, em alguns casos, a oportunidade e a necessidade de que seja respondida com os instrumentos processuais."
Na Igreja, esses processos "constituem, antes de tudo, um lugar para o diálogo que pode levar à concórdia e à reconciliação", sem esquecer que a justiça é a premissa necessária para a reconciliação.
Se não for possível resolver o litígio de forma pacífica, "o desenvolvimento do processo contencioso-administrativo implicará na definição judicial do litígio: também neste caso, a atividade do Tribunal Supremo visa à reconstrução da comunhão eclesial, que é a restauração de uma ordem objetiva, de acordo com o bem da Igreja".
"A meticulosa restauração da justiça está destinada a reconstruir as relações entre a autoridade eclesiástica e fiéis de forma justa e ordenada."
"A justiça que a Igreja procura, através do processo contencioso-administrativo, pode ser considerada como o início, requisito mínimo comparado com uma expectativa de caridade, ao mesmo tempo indispensável e insuficiente quando comparado com a caridade da qual a Igreja vive."
"No entanto, o Povo de Deus peregrino na terra não poderá realizar sua identidade como comunidade de amor, se ele próprio não respeitar as exigências da justiça", concluiu.
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| Foto oficial do encontro |
O Papa Bento XVI disse hoje, ao receber os membros do Tribunal da Assinatura Apostólica, que os fiéis têm direito a uma justiça rápida, eficaz e simples na Igreja, pois não pode haver caridade nem comunhão sem justiça.
O Papa quis a receber os membros do mais alto tribunal da Igreja, pela primeira vez desde a promulgação da Lex propia deste organismo, em 21 de junho de 2008.
A Assinatura Apostólica foi fundada no século XIII e São Pio X fez dela o tribunal supremo da Igreja no início do século XX. Ela cuida dos recursos diante das decisões da Rota Romana, bem como dos recursos de cunho contencioso-administrativo em última instância.
Outra das suas missões é acompanhar a administração da justiça por parte dos tribunais eclesiásticos locais, assim como a resolução de conflitos entre eles.
O Papa aludiu hoje a este objetivo do Tribunal, de "promover a reta administração da justiça na Igreja", porque sua missão não é apenas julgar, mas velar pelo desempenho dos tribunais locais, com o fim de melhorar seu trabalho.
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| Card. Burke, prefeito da Assinatura Apostólica com o Papa |
"Este é um trabalho coordenado e paciente, projetado para oferecer aos fiéis uma administração correta da justiça, rápida e eficiente", explicou o Papa, especialmente quanto às causas de nulidade matrimonial.
Nesses casos, disse que é necessário "garantir, no pleno respeito do direito canônico, a presença no território dos tribunais eclesiásticos, seu caráter pastoral, sua atividade correta e rápida".
"É uma obrigação grave tornar a estrutura institucional da Igreja nos tribunais cada vez mais acessível aos fiéis," adaptando-a "às justas exigências de rapidez e simplicidade às quais os fiéis têm direito no tratamento de suas causas", afirmou.
Outra missão do Tribunal de Justiça é garantir que as decisões dos tribunais locais e da Rota sejam coerentes com a doutrina e entre si, especialmente em casos de nulidade.
Nesse sentido, o Papa convidou os presentes a refletirem "sobre a reta jurisprudência que deve ser proposta aos tribunais locais em matéria de error iuris como motivo de nulidade matrimonial".
Caridade e justiça
O terceiro campo de ação da Assinatura, recordou o Papa, é a resolução de processos administrativos instaurados pelos fiéis contra as instituições da Igreja, uma tarefa confiada a este tribunal por Paulo VI.
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| O bispo brasileiro, Dom Fernando Guimarães, da diocese de Garanhuns- PE |
Neste sentido, lembrou que a predisposição deve ser a de "resolução pacífica", constituindo "um lugar de diálogo e de restauração da comunhão da Igreja".
"Embora seja verdade que a injustiça deve ser enfrentada, primeiro com as armas espirituais da oração, caridade, perdão e penitência, não se pode excluir, em alguns casos, a oportunidade e a necessidade de que seja respondida com os instrumentos processuais."
Na Igreja, esses processos "constituem, antes de tudo, um lugar para o diálogo que pode levar à concórdia e à reconciliação", sem esquecer que a justiça é a premissa necessária para a reconciliação.
Se não for possível resolver o litígio de forma pacífica, "o desenvolvimento do processo contencioso-administrativo implicará na definição judicial do litígio: também neste caso, a atividade do Tribunal Supremo visa à reconstrução da comunhão eclesial, que é a restauração de uma ordem objetiva, de acordo com o bem da Igreja".
"A meticulosa restauração da justiça está destinada a reconstruir as relações entre a autoridade eclesiástica e fiéis de forma justa e ordenada."
"A justiça que a Igreja procura, através do processo contencioso-administrativo, pode ser considerada como o início, requisito mínimo comparado com uma expectativa de caridade, ao mesmo tempo indispensável e insuficiente quando comparado com a caridade da qual a Igreja vive."
"No entanto, o Povo de Deus peregrino na terra não poderá realizar sua identidade como comunidade de amor, se ele próprio não respeitar as exigências da justiça", concluiu.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
POR CAUSA DA TUA GRANDEZA E DA MINHA INSIGNIFICÂNCIA
Postado por
Maria Goretti
Lembrando-me de quando comecei a receber Jesus Eucarístico de joelhos, travei uma grande batalha entre o meu ego ( minha carne) e o meu espírito.
Tudo começou quando uma grande amiga, que na época passava pelo processo de conversão, culminando em sua total consagração como religiosa a Deus; contou-me ao retornar de uma excursão ,que conhecera o local onde ocorrera o milagre de Lanciano e que tivera uma experiência extraordinária diante do milagre; contou-me que sentira uma grande força que a impulsionava a inclinar-se completamente ao chão diante do relicário que continha as duas espécies ( corpo e sangue de Jesus), e que todas as vezes que ia receber a comunhão, novamente a mesma força a jogava de joelhos, ela quase que podia ver a presença de Jesus na Hóstia Consagrada, e quando passava as pessoas que acabaram de receber a comunhão, novamente ela sentia que devia inclinar-se diante delas. Quando ouvi o relato desta amiga, fiquei impressionada, e comecei a refletir sobre o que ocorrera com ela e o que havia me dito; pensei: - as figuras sacras sempre mostram os anjos ajoelhados diante de Deus, e se eu creio na presença de Jesus na Hóstia , então como eu sendo pecadora deveria recebê-lo?
Outra figura me chamou atenção foi a história de Santo Antonio e o jumento de um herege que se ajoelha diante da Eucaristia antes de comer o capim. Ora se um asno que sem inteligência sabe quem é o seu Senhor, será que eu não sei reconhecer o meu Deus se o vir?! Mas, mesmo assim, a vergonha dos homens e o que eles poderiam pensar a meu respeito encheram-me de terror e angústia. Então, veio à minha lembrança uma estória que havia lido em um livro de Madre Basiléia Schlink, sobre como ocorreu a rebelião dos anjos no céu. Na estória ela narra que quando Lúcifer agitava e incitava os anjos contra Deus, Miguel que ainda era apenas um anjo, repreendendo-o diz: _"Quem como Deus!" Logo depois, Deus que estava em silencio lhe pergunta, por que ele dissera aquilo, e ele humildemente se inclina e lhe diz: ____"Por causa da Tua grandeza e da minha insignificância!". Isto foi o bastante para que todo o orgulho em mim caísse por terra e eu me inclinasse diante de meu Deus e Senhor. "Por causa da Tua grandeza e de minha insignificância." E estou até hoje de joelhos, pois os servos e amigos do Senhor estão e estarão para sempre aos seus pés.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Homilia do Papa na celebração da Apresentação do Senhor
Postado por
Caio Vinícius
Caros irmãos e irmãs,
Na Festa de hoje contemplamos o Senhor Jesus que Maria e José apresentaram ao templo “para oferecê-lo ao Senhor” (Lc 2,22). Nesta cena evangélica se revela o mistério do Filho da Virgem, o consagrado do Pai, vindo ao mundo para cumprir fielmente a Sua vontade (cfr Eb 10,5-7). Simeão o descreve como “luz para iluminar os povos” (Lc 2,32) e anuncia com palavra profética a sua oferta suprema a Deus e a sua vitória final (cfr Lc 2,32-35).
É o encontro dos dois Testamentos, Antigo e Novo. Jesus entra no antigo templo, Ele que é o novo templo de Deus: vem visitar o seu povo, realizando de forma obediente à Lei e inaugurando os últimos tempos da salvação.
É interessante observar de perto este ingresso do Menino Jesus na solenidade do templo, um grande “vem e vai” de muitas pessoas, presos em seus empenhos: os sacerdotes e os levitas com suas túnicas de serviço, os inúmeros devotos e peregrinos, desejando encontrar-se com Deus santo de Israel. Nenhum deles porém se deu conta de nada. Jesus é um menino como os outros, filho primogênito de pais muito simples.
Também os sacerdotes resultam incapazes de acolher os sinais da nova e particular presença do Messias e Salvador. Somente dois anciãos, Simeão e Ana, descobrem a grande novidade. Conduzidos pelo Espírito Santo, esses encontram naquele Menino o cumprimento de sua longa espera e anseio. Entram contemplando a luz de Deus, que vem a iluminar o mundo, e o olhar profético deles se abre ao futuro, como anuncio do Messias: “Lumen ad revelationem gentium!” (Lc 2,32).
Na relação à atitude profética dos dois anciãos profética está toda a Antiga Aliança que exprime a alegria do encontro com o Redentor. Ao avistarem o Menino, Simeão e Ana intuem que é Ele mesmo o Esperado.
A Apresentação de Jesus ao templo constitui um eloquente ícone da total doação da própria vida para homens e mulheres chamados a desempenhar na Igreja e no mundo, mediante os conselhos evangélicos, “os aspectos divinos de Jesus virgem, pobre e obediente” (Exort. Ap. Pós-Sinodal Vida Consagrada, 1).
Por isso, a Festa desta data foi escolhida pelo Venerável João Paulo II para celebrar o anual Dia da Vida Consagrada. Neste contexto, dirijo uma grata e cordial saudação ao Cardeal João Braz de Aviz, que há pouco foi nomeado Prefeito da Congregação Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e para as Sociedade de Vida Apostólica, com o Secretário e os colaboradores. Com afeto saúdo os Superiores Generais presentes e todas as pessoas consagradas.
Gostaria de propor três breves pensamentos para a reflexão nesta Festa.
O primeiro: O ícone evangélico da Apresentação de Jesus ao templo contem o símbolo fundamental da luz; a luz que, partindo de Cristo, se irradia sobre Maria e José, sobre Simeão e Ana e, por meio deles, sobre todos. Os Pais da Igreja ligaram esta irradiação ao caminho espiritual. A vida consagrada exprime tal caminho, de modo especial, como “filocalia”, amor pela beleza divina, reflexo da bondade de Deus (cfr ibid., 19).
Sob o rosto de Cristo resplandece a luz de tal beleza. “A Igreja contempla o rosto transfigurado de Cristo, para confirmar-se na fé e não arriscar perder doante de seu vulto transfigurado sobre a Cruz... essa é a Esposa diante do Esposo, participa do seu mistério, cercada por sua luz, [da qual] são acrescentados todos os seus filhos... Mas uma experiência singular da luz que provém do Verbo encarnado fazem certamente os chamados a vida consagrada. A profissão dos conselhos evangélicos, de fato, os coloca como um sinal e profecia para a comunidade dos irmãos e para o mundo” (ibid., 15).
Em segundo lugar, o ícone evangélico manifesta a profecia, dom do Espírito Santo. Simeão e Ana, contemplando o Menino Jesus, vislumbram o seu destino de morte e de ressurreição para a salvação de todos os povos e anunciam tal mistério como salvação universal.
A vida consagrada é chamada a tal testemunho profético, ligada a sua dupla atitude contemplativa e ativa. Aos consagrados e às consagradas é pedido, de fato, a manifestação da supremacia de Deus, sua paixão pelo Evangelho praticado como forma de vida e anunciado aos pobres e aos últimos da terra.
“Na força de tal primazia, nada pode prevalecer sobre o amor pessoal por Cristo e pelos pobres no qual Ele vive. A verdadeira profecia nasce de Deus, da amizade com Ele, da escuta atenta da sua Palavra nas diversas circunstancias da história” (ibid., 84).
Neste modo a vida consagrada, no seu vivido cotidiano sobre a estrada da humanidade, manisfesta o Evangelho e o Reino já presente e operante.
Um terceiro ponto, o ícone evangélico da Apresentação de Jesus ao templo manifesta a sabedoria de Simeão e Ana, a sabedoria de uma vida dedicada totalmente à busca pelo vulto de Deus, dos seus sinais, da sua vontade; uma vida dedicada à escuta e ao anuncio da sua Palavra. “Faciem tuam, Domine, requiram": o teu vulto, Senhor, eu busco (Sal 26,8) … A vida consagrada é no mundo e na Igreja sinal visível desta busca pelo vulto do Senhor e dos caminhos que levam a Ele (cfr Gv 14,8) … A pessoa consagrada testemunha, portanto, o compromisso alegre e trabalhoso da busca assídua e sábia da vontade de divina” (cfr Cong. Para os Inst. de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, “O serviço da autoridade e obediência". Faciem tuam Domine requiram [2008], 1).
Caros irmãos e irmãs, sejam ouvintes assíduos da Palavra, porque cada sabedoria de vida nasce da Palavra do Senhor! Sejam contadores da Palavra, por meio da lectio divina, porque a vida consagrada “nasce do acolhimento da Palavra de Deus e acolhimento do Evangelho como sua norma de vida. Vivendo sob as pegadas de Jesus casto, pobre e obediente é de tal modo uma 'exigência' vivente da Palavra de Deus.
O Espírito Santo, força conduziu inscrição da Bíblia, é o mesmo que ilumina de forma nova as Palavras de Deus ais fundadores e fundadoras. Ele move cada carisma e regra expressa, dando origem a percursos de vida cristã marcados pela radicalidade evangélica” (Exort. ap. pós-sinonal Verbum Domini, 83).
Vivamos hoje, sobretudo nas sociedades mais desenvolvidas, uma condição muitas vezes marcadas por uma pluralidade, por uma progressiva marginalização da religião da esfera pública, por um relativismo que toca os valores fundamentais. Isso exige que o nosso testemunho cristão seja luminoso e coerente e que o nosso esforço educativo seja sempre mais atento e generoso.
A nossa ação apostólica, em particular, queridos irmãos e irmãs, torna-se empenho de vida que acende com perseverante paixão a sabedoria como verdade e como beleza, “esplendor da verdade”. Saibam orientar, com a sabedoria da vossa vida e com confiança, as possibilidades inesgotáveis de uma verdadeira educação, inteligência e os corações dos homens e das mulheres do nosso tempo verso a “vida boa do Evangelho”.
Neste momento, o meu pensamento vai com especial afeto a todos os consagrados e consagradas de todas as partes da terra, e os confio a Beata Virgem Maria:
Oh Maria, Mãe da Igreja,
confio a ti toda a vida consagrada,
para que tu conceda a plenitude da luz divina:
viva na escuta da Palavra de Deus,
na humildade para seguir Jesus teu Filho e nosso Senhor,
no acolhimento da visita do Espírito Santo,
na alegria cotidiana do magnificat,
para que a Igreja seja edificada pela santidade de vida
desses seus filhos e filhas,
no mandamento do Amor. Amém.
Festa da Purificação de Nossa Senhora e Anunciação de Jesus
Postado por
Caio Vinícius
A festa de hoje celebra ao mesmo tempo a Apresentação de Jesus no Templo e a Purificação de Nossa Senhora, quarenta dias depois de nascer o Salvador. Prende-se pois pelo duplo objetivo que encerra aos mistérios da Epifania e do Natal, de que ainda se sentea alegria envolvente.
Esta festa é uma festa de Luz e por duplo motivo: o primeiro pela profecia do velho Simeão, que ao receber no templo o Salvador o saudou como a luz que vinha iluminar os povos, em segundo porque é a festa das candeias. A procissão das velas, suprimida noutras festas de Maria, conservou-se nesta para engrandecer a glória de Cristo, luz do mundo. Esta é a festa mais antiga da Virgem Maria.
***
EVANGELHO DA FESTA DA PURIFICAÇÃO DE NOSSA SENHORA E APRESENTAÇÃO DE JESUS.
Quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor. Conforme está escrito na lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado ao Senhor”.
Foram também oferecer o sacrifício — um par de rolas ou dois pombinhos — como está ordenado na Lei do Senhor. Em Jerusalém, havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso, e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o Messias que vem do Senhor.
Movido pelo Espírito, Simeão veio ao Templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a Lei ordenava, Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus:“Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; porque meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos: luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel”.
Novo bispo auxiliar de Fortaleza
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Caio Vinícius
O Santo Padre nomeou como Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Fortaleza (Brasil) o Rev.do Rosalvo Cordeiro de Lima, do clero da Diocese de Mogi das Cruzes, agora pároco da paróquia de São José de Salesópolis, atribuindo-lhe o título de Castello di Tatroporto .
Rev.do Rosalvo Cordeiro de Lima
O Rev.do Rosalvo Cordeiro de Lima nasceu em 25 de janeiro de 1962, em União dos Palmares (Alagoas). Estudou filosofia no Seminário Sagrado Coração de Jesus em Mogi das Cruzes e Teologia na Faculdade de Teologia de Nossa Senhora da Assunção, São Paulo.
Foi ordenado sacerdote em 01 de novembro de 1992, em Arujá, Diocese de Mogi das Cruzes.
Após a ordenação exerceu os seguintes cargos: vigário da paróquia Jesus Cristo Redentor do Homem, em Itaquaquecetuba (1992-1993), Coordenador da Pastoral das Vocações da Diocese de Mogi das Cruzes (1994-2000), administrador da paróquia Jesus Cristo Redentor do Homem (1994-1997).
Desde 1997 é pároco da paróquia São José, Salesópolis. Desde 2000 ele também atua como diretor espiritual dos seminaristas, de Mogi das Cruzes.
Fonte: Boletim da Santa Sé
Esperemos que este faça alguma coisa!
Rev.do Rosalvo Cordeiro de Lima
O Rev.do Rosalvo Cordeiro de Lima nasceu em 25 de janeiro de 1962, em União dos Palmares (Alagoas). Estudou filosofia no Seminário Sagrado Coração de Jesus em Mogi das Cruzes e Teologia na Faculdade de Teologia de Nossa Senhora da Assunção, São Paulo.
Foi ordenado sacerdote em 01 de novembro de 1992, em Arujá, Diocese de Mogi das Cruzes.
Após a ordenação exerceu os seguintes cargos: vigário da paróquia Jesus Cristo Redentor do Homem, em Itaquaquecetuba (1992-1993), Coordenador da Pastoral das Vocações da Diocese de Mogi das Cruzes (1994-2000), administrador da paróquia Jesus Cristo Redentor do Homem (1994-1997).
Desde 1997 é pároco da paróquia São José, Salesópolis. Desde 2000 ele também atua como diretor espiritual dos seminaristas, de Mogi das Cruzes.
Fonte: Boletim da Santa Sé
Esperemos que este faça alguma coisa!
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Sobre o modo de receber a Sagrada Comunhão
Postado por
Caio Vinícius
Acabo de ler no Rorate Caeli a carta do reitor da Catedral de Phoenix, Arizona, sobre o modo de receber a Sagrada Comunhão. A intenção do sacerdote é promover, entre seus paroquianos, o modo tradicional de receber a comunhão na boca.
A atual legislação canônica permite que a comunhão seja dada sobre as mãos dos fiéis, observados certos cuidados e afastados os perigos de irreverência ou sacrilégio. Tal permissão não significa que esta forma, que vigorou nos tempos primitivos, seja a mais adequada aos dias atuais. Não por acaso, foi proibida durante séculos, na medida em que surgiram heresias que solapavam a fé, a piedade e a reverência.
Minha geração aprendeu nos seminários que o modo antiquado se tornara moderno e que expressaria mais adequadamente a emergência de uma fé "adulta". Comungar de pé e nas mãos tornou-se sinônimo de "tomada de consciência" e "engajamento"; enquanto a forma tradicional, de joelhos e na boca, passou a ser tolerada para as velhinhas que se aproximam meio sem saber bem o que fazem. Nalguns lugares, a recepção de joelhos foi sendo dificultada, noutros proibida (sic!).
Nós, padres da minha geração, aprendemos e ensinamos durante anos que a forma antiquada devia ser promovida, até que o Papa Bento XVI, com seu magistério do exemplo, levou-nos a questionar velhos e novos "dogmas". Em suas missas, distribui exclusivamente a Sagrada Comunhão na boca aos fiéis ajoelhados; os demais ministros distribuem-na exclusivamente na boca aos fiéis de pé.
Há razões teológicas e pastorais para agir assim. Encíclicas sobre a Santíssima Eucaristia não são suficientes para promover a fé e a piedade. Quantos de nossos fiéis as leem? Homilias, palestras, estudos, todos falam aos ouvidos - e é verdade que a "fé vem pelo ouvido" - mas não somos somente ouvido. A moderna psicologia não despreza nossa capacidade de apreensão e expressão através dos demais sentidos, como parece fazer nossa moderna pastoral.
Santo Agostinho ensina que "Nemo autem illam carnem manducat, nisi prius adoraverit" ou, em linguagem vulgar, que ninguém coma desta carne sem antes adorá-la. Qual das formas expressa, do ponto de vista litúrgico, mais adequadamente a adoração devida à carne do Senhor? Somente uma mente muito afetada pela ideologia poderia negar que a posição de joelhos e a comunhão recebida na boca seja a resposta justa.
Conhecemos bem os argumentos contrários. Vão das razões de higiene ao clássico axioma: o importante é o coração. Pois bem, então que acabemos com todos os signos litúrgicos e nos tornemos de vez protestantes, reduzindo o culto a palavrório e musiquinhas sentimentaloides. Aliás, bem anti-higiênica a lama que Nosso Senhor fez com saliva para ungir os olhos do cego de nascença, mandando-o em seguida lavar-se na piscina de Siloé (Jo 9,6-7), e quão desnecessária para Aquele que conhece o íntimo dos corações, não é mesmo?
Há quem cite, sem conhecer seu profundo significado, as palavras de Nosso Senhor sobre os "verdadeiros adoradores". Aqui não cabe uma exegese sobre as palavras em questão, nem sou eu o mais indicado para fazê-la. A Santa Igreja, intérprete autêntica das Escrituras, nunca entendeu tais palavras como desprezo, censura ou proibição dos sinais litúrgicos. Pelo contrário, a Encarnação do Verbo, suas palavras e atitudes e a dimensão sacramental da fé cristã são a prova mais eloquente da "corporeidade" de nosso culto espiritual.
Na minha nova paróquia, como nas anteriores, pouquíssimas pessoas recebem a Sagrada Comunhão nas mãos. Faz algum tempo, introduzi também um genuflexório na fila em que distribuo a Sagrada Comunhão, deixando os fiéis à vontade para se ajoelharem. Qual a minha surpresa com o grande número dos fiéis que optaram por receber assim o Corpo do Senhor! Sobretudo entre os jovens, a prática parece conquistar sempre mais adeptos. Preservei, evidentemente, os direitos daqueles poucos que preferem a comunhão nas mãos, salvaguardados os princípios dogmáticos e afastado o perigo de profanação.
Estranhamente os mesmos que defendem os "sagrados" direitos dos leigos parecem se opor a que se lhes dê esta opção. Na verdade, se é direito deles receber a comunhão de joelhos, não fornecer os meios, dificultar ou impedir a prática são um abuso de poder por parte dos sacerdotes. Nunca antes se viu tanto clericalismo nas fileiras sacerdotais, e qualquer fiel "adulto", "consciente" e "engajado" que não costuma se resignar às arbitrariedades de seus pastores sabe como ele se manifesta disfarçadamente, sob a capa do pastoralismo.
Sei que minha prática pastoral desagrada a "gregos e baianos". Uns consideram um retrocesso a comunhão de joelhos, outros um abuso a comunhão nas mãos. Faço o que faz, manda ou permite a Santa Igreja. Mudarei o que ela mudar, quando ela mudar. Aos incomodados, meus votos de boa viagem!
Obs.: A Comissão "Ecclesia Dei", em resposta a um consulente de Munique, esclareceu que "(...) a celebração da Santa Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano prevê a recepção da Comunhão de joelhos, na qual a Sagrada Hóstia é colocada diretamente sobre a língua do fiel comungante". O indulto, portanto, não se estende à Missa Tradicional.
Por: Rorate Caeli
Via: OBLATVS
A atual legislação canônica permite que a comunhão seja dada sobre as mãos dos fiéis, observados certos cuidados e afastados os perigos de irreverência ou sacrilégio. Tal permissão não significa que esta forma, que vigorou nos tempos primitivos, seja a mais adequada aos dias atuais. Não por acaso, foi proibida durante séculos, na medida em que surgiram heresias que solapavam a fé, a piedade e a reverência.
Minha geração aprendeu nos seminários que o modo antiquado se tornara moderno e que expressaria mais adequadamente a emergência de uma fé "adulta". Comungar de pé e nas mãos tornou-se sinônimo de "tomada de consciência" e "engajamento"; enquanto a forma tradicional, de joelhos e na boca, passou a ser tolerada para as velhinhas que se aproximam meio sem saber bem o que fazem. Nalguns lugares, a recepção de joelhos foi sendo dificultada, noutros proibida (sic!).
Nós, padres da minha geração, aprendemos e ensinamos durante anos que a forma antiquada devia ser promovida, até que o Papa Bento XVI, com seu magistério do exemplo, levou-nos a questionar velhos e novos "dogmas". Em suas missas, distribui exclusivamente a Sagrada Comunhão na boca aos fiéis ajoelhados; os demais ministros distribuem-na exclusivamente na boca aos fiéis de pé.
Há razões teológicas e pastorais para agir assim. Encíclicas sobre a Santíssima Eucaristia não são suficientes para promover a fé e a piedade. Quantos de nossos fiéis as leem? Homilias, palestras, estudos, todos falam aos ouvidos - e é verdade que a "fé vem pelo ouvido" - mas não somos somente ouvido. A moderna psicologia não despreza nossa capacidade de apreensão e expressão através dos demais sentidos, como parece fazer nossa moderna pastoral.
Santo Agostinho ensina que "Nemo autem illam carnem manducat, nisi prius adoraverit" ou, em linguagem vulgar, que ninguém coma desta carne sem antes adorá-la. Qual das formas expressa, do ponto de vista litúrgico, mais adequadamente a adoração devida à carne do Senhor? Somente uma mente muito afetada pela ideologia poderia negar que a posição de joelhos e a comunhão recebida na boca seja a resposta justa.
Conhecemos bem os argumentos contrários. Vão das razões de higiene ao clássico axioma: o importante é o coração. Pois bem, então que acabemos com todos os signos litúrgicos e nos tornemos de vez protestantes, reduzindo o culto a palavrório e musiquinhas sentimentaloides. Aliás, bem anti-higiênica a lama que Nosso Senhor fez com saliva para ungir os olhos do cego de nascença, mandando-o em seguida lavar-se na piscina de Siloé (Jo 9,6-7), e quão desnecessária para Aquele que conhece o íntimo dos corações, não é mesmo?
Há quem cite, sem conhecer seu profundo significado, as palavras de Nosso Senhor sobre os "verdadeiros adoradores". Aqui não cabe uma exegese sobre as palavras em questão, nem sou eu o mais indicado para fazê-la. A Santa Igreja, intérprete autêntica das Escrituras, nunca entendeu tais palavras como desprezo, censura ou proibição dos sinais litúrgicos. Pelo contrário, a Encarnação do Verbo, suas palavras e atitudes e a dimensão sacramental da fé cristã são a prova mais eloquente da "corporeidade" de nosso culto espiritual.
Na minha nova paróquia, como nas anteriores, pouquíssimas pessoas recebem a Sagrada Comunhão nas mãos. Faz algum tempo, introduzi também um genuflexório na fila em que distribuo a Sagrada Comunhão, deixando os fiéis à vontade para se ajoelharem. Qual a minha surpresa com o grande número dos fiéis que optaram por receber assim o Corpo do Senhor! Sobretudo entre os jovens, a prática parece conquistar sempre mais adeptos. Preservei, evidentemente, os direitos daqueles poucos que preferem a comunhão nas mãos, salvaguardados os princípios dogmáticos e afastado o perigo de profanação.
Estranhamente os mesmos que defendem os "sagrados" direitos dos leigos parecem se opor a que se lhes dê esta opção. Na verdade, se é direito deles receber a comunhão de joelhos, não fornecer os meios, dificultar ou impedir a prática são um abuso de poder por parte dos sacerdotes. Nunca antes se viu tanto clericalismo nas fileiras sacerdotais, e qualquer fiel "adulto", "consciente" e "engajado" que não costuma se resignar às arbitrariedades de seus pastores sabe como ele se manifesta disfarçadamente, sob a capa do pastoralismo.
Sei que minha prática pastoral desagrada a "gregos e baianos". Uns consideram um retrocesso a comunhão de joelhos, outros um abuso a comunhão nas mãos. Faço o que faz, manda ou permite a Santa Igreja. Mudarei o que ela mudar, quando ela mudar. Aos incomodados, meus votos de boa viagem!
Obs.: A Comissão "Ecclesia Dei", em resposta a um consulente de Munique, esclareceu que "(...) a celebração da Santa Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano prevê a recepção da Comunhão de joelhos, na qual a Sagrada Hóstia é colocada diretamente sobre a língua do fiel comungante". O indulto, portanto, não se estende à Missa Tradicional.
Por: Rorate Caeli
Via: OBLATVS
O que Bento XVI realmente pensa sobre Assis
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Caio Vinícius
O esplendor da Paz de Francisco
«A partir deste homem, de Francisco, que respondeu plenamente à chamada de Cristo Crucificado, emana ainda hoje o esplendor de uma paz que convenceu o Sultão e pode derrubar verdadeiramente os muros». Um artigo para 30Giorni do Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal Joseph Ratzinger.
Quando, quinta, 24 de Maio, sob o céu grávido de chuva, se moveu o trem que deveria conduzir a Assis os representantes de um grande número de Igreja cristãs para testemunhar e rezar pela Paz, este trem me pareceu como um símbolo do nosso peregrinar na história. Não somos, de fato, talvez, todos passageiros de um mesmo trem? O fato de que o trem tenha escolhido, como seu destino, a paz, a justiça e a reconciliação não é, talvez, uma grande ambição e, ao mesmo tempo, um esplêndido sinal de esperança? Onde quer que seja, passando pelas estações, acorreu um multidão para saudar os peregrinos da Paz. Nas estradas de Assis e na grande tenda, o lugar do testemunho comum, fomos novamente circundados do entusiasmo e da alegria cheia de esperança, em particular pelo grande número de jovens.
A saudação das pessoas era direcionado ao homem ancião vestido de branco que estava no trem. Homens e mulheres, que na vida cotidiana muitas vezes se confrontam e parecem divididos por barreiras intransponíveis, saudavam o Papa, que com a força da sua personalidade, a profundidade da sua fé, a paixão que daí brota para a paz e a reconciliação, mostrou como aquilo que parecia ter feito brotar o impossível do carisma do seu ofício: convocar para, em conjunto, a realização de uma peregrinação pela paz, representantes da cristandade dividida e representantes de diversas religiões. Mas o aplauso, endereçado sobretudo ao Papa, exprimia também um consenso espontâneo para todos aqueles que com ele, buscam a paz e a justiça e era um sinal do desejo profundo de paz que experimentam os indivíduos defronte às devastações que nos circundam provocadas pelo ódio e pela violência.
Também se, às vezes, o ódio aparece invencível e se multiplica sem cessar na espiral da violência, aqui, por um momento, se percebeu a presença da força de Deus, da força da paz. Me vêem à mente as palavras do Salmo: “Com o meu Deus, transporei os muros”( Sl 18, 30). Deus não nos coloca uns contra os outros, ao contrário, Ele que é Uno, que é Pai de todos, nos ajudou, ao menos por um momento, a transpor o muro que nos separam, fazendo-nos reconhecer que Ele é a Paz e que não podemos ser próximos de Deus se estamos longe da paz.
No seu discurso, o Papa citou um outro ponto crucial da Bíblia, a frase da Carta aos Efésios: “Cristo é nossa Paz. Ele fez de nós um só Povo, derrubando o muro de separação que estava entre nós, isto é, a inimizade” (Ef 2, 14). Paz e justiça no Novo Testamento, são nomes de Cristo (por “Cristo, nossa justiça” ver por exemplo 1 Cor 1, 30). Como cristãos não devemos esconder esta nossa convicção: da parte do Papa e o Patriarca Ecumênico a confissão de Cristo nossa Paz foi clara e solene. Mas, justamente, por essa razão, há algo que nos une além das fronteiras: a peregrinação pela paz e pela justiça. As palavras que um cristão deve dizer àquele que se coloca em caminho em direção a tais metas são as mesmas usadas pelo Senhor na resposta ao escriba que tinha reconhecido no dúplice mandamento que exorta a amar a Deus e o próximo a síntese da mensagem néo-testamentária: “Não estás distante do Reino de Deus” (Mc 12, 34). Para uma correta compreensão do evento de Assis, me parece importante considerar que não se tratou de uma auto-apresentação das religiões que seriam intercambiáveis entre si. Não se tratou de afirmar uma igualdade entre as religiões, que não existe. Assis, foi mais a expressão de um caminho, de uma busca, da peregrinação pela paz que é tal somente se unida à justiça. De fato, lá onde falta a justiça, onde aos indivíduos é negado o direito, a ausência de guerra pode ser somente um véu, atrás do qual se escondem a injustiça e a opressão. Com o seu testemunho pela paz, com o seu empenho pela paz na justiça, os representantes das religiões começaram, nos limites das suas possibilidades, um caminho que deve ser para todos um caminho de purificação. Isto vale também para nós cristãos.
Alcançamos verdadeiramente a Cristo somente se chegamos à sua paz e à sua justiça. Assim, a cidade de São Francisco, pode ser a melhor intérprete deste pensamento. Antes da sua conversão, Francisco era cristão, assim como o eram os seus concidadãos. E também o vitorioso exército de Perúgia que o colocou prisioneiro e derrotado no cárcere era formado por cristãos.
Foi somente, então, derrotado, prisioneiro, sofredor, que começou a pensar no cristianismo de modo novo. E somente depois desta experiência que lhe foi possível pensar e compreender a voz do Crucificado que lhe falou na pequena Igreja em ruínas de São Damião, que se tornou, por isso, a imagem mesma da Igreja da sua época, profundamente ferida e em decadência. Somente então viu como a nudez de Cristo, a sua pobreza e a sua humilhação extrema estavam em contraste com o luxo e a violência que antes lhe pareciam normais. E somente então conheceu verdadeiramente a Cristo e entendeu que as cruzadas não eram o caminho correto para defender os cristãos e os direitos dos cristãos na Terra Santa, mas que, antes, era necessário levar a sério e à letra a mensagem da imitação do Crucificado.
A partir deste homem, de Francisco, que respondeu plenamente à chamada de Cristo Crucificado, emana ainda hoje o esplendor de uma paz que convenceu o sultão e pode verdadeiramente derrubar os muros. Se nós, como cristãos, tomamos o caminho da paz sob o exemplo de São Francisco, não devemos temer perder a nossa identidade: é justamente então que a encontramos. E se outros se unem a nós na busca da paz e da justiça, nem eles e nem nós devemos temer que a verdade possa ser pisoteada por belas frases feitas. Não, se nós nos dirigimos seriamente em direção à paz, então estamos no caminho correto do Deus da Paz (Rm 15, 32), cuja face se fez visível a nós cristãos pela fé em Cristo.
Por: Fratres in Unum e Missa Gregoriana em Portugal
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