No século V a data inicial do Ano litúrgico era a festa da Anunciação. Celebrada, a princípio, em março, esta festa foi transferida depois para dezembro. Conforme o que se pratica em outras partes, diz o Concílio de Toledo em 665, a esta festa da Anunciação seria celebrada no dia 18 de dezembro, pois acontece muitas vezes vir a cair na Quaresma ou no dia da Páscoa. No século X começava o Ano do primeiro Domingo do Advento, isto é, poucas semanas antes do Natal do Senhor. Desde 380, um Concílio de Saragoça ordenara uma preparação para a festa de natal. Mais tarde no Concílio de Tours de 563 menciona-se o Advento como um período litúrgico com ritos e fórmulas próprias.
A alegria de vermos aparecer em breve Cristo na Terra é uma das notas predominantes deste tempo litúrgico. Discreta a princípio, expande-se pouco a pouco, tornando-se no Natal um hino de exultação. A ideia da purificação das almas intimamente ligada à do regresso de Cristo, encontra-se neste tempo, com as profecias de Isaías e São João Batista. Neste tempo litúrgico somos convidados como na Quaresma a mudarmos de vida, tanto é que na Idade Média era obrigatório o jejum e se cobriam as imagens com panos roxos como no Tempo da Paixão, era a chamada "Quaresma do Advento". Hoje porém, ainda ficaram resquícios destes tempos, como por exemplo, na cor que continua sendo o roxo (salvo no domingo Gaudete, 3° do Advento pode-se usar o róseo). No Advento não se canta ou reza o Glória (salvo na festa da Imaculada Conceição da Beatíssima Virgem Maria).
Durante o Advento relembramos três figuras especiais, que nos levarão a entrar no Mistério da Salvação, estas são: o Profeta Isaías, São João Batista e a Virgem Maria.
ISAÍAS
É o profeta que, durante os tempos difíceis do exílio do povo eleito, levava a consolação e a esperança. Na segunda parte do seu livro, dos capítulos 40 - 55 (Livro da Consolação), anuncia a libertação, fala de um novo e glorioso êxodo e da criação de uma nova Jerusalém, reanimando assim, os exilados.
As principais passagens deste livro são proclamadas durante o tempo do Advento num anúncio perene de esperança para os homens de todos os tempos. Anuncia a chegada do Messias esperado, sendo portanto o próprio Filho de Deus, o grande Rei e libertador que vencerá Satanás, que reinará eternamente sobre o seu povo, e a quem todas as nações obedecerão.
JOÃO BATISTA
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A figura de João Batista ao ser o precursor do Senhor e aponta-lO como presença já estabelecida no meio do povo, encarna todo o espírito do Advento; por isso ele ocupa um grande espaço na liturgia desse tempo, em especial no segundo e no terceiro domingo.
João Batista é o modelo dos que são consagrados a Deus e que, no mundo de hoje, são chamados a também ser profetas e profecias do reino, vozes no deserto e caminho que sinaliza para o Senhor, permitindo, na própria vida, o crescimento de Jesus e a diminuição de si mesmo, levando, por sua vez os homens a despertar do torpor do pecado.
SANTÍSSIMA VIRGEM MARIA
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Em Maria encontramos se realizando, a expectativa messiânica de todo o Antigo Testamento.
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